quinta-feira, 25 de julho de 2013

Vergílio Ferreira sobre Évora: "nem mais que a 4ª. classe, nem menos de 500 porcos"


Numa cidade normal o Pim teria o seu espaço artístico, teria os subsídios (sim almas liberais! Nos EUA, essa pátria do capitalismo, as ARTES são subsidiadas pelo dinheiro público, pelo dinheiro privado, pela bilheteira, etc e sim, almas Bolcheviques, não existe uma única opção ideológica imposta pelo Estado)... mas isso seria numa cidade normal.
Podemos discordar, não podemos é dizer asneiras como o jovem que acha que o Pim ir embora é bom porque são menos votos no BE...
Podemos discutir se existem companhias a mais, podemos discutir como rentabilizar o teatro (imagine-se que o teatro dá lucro... na Áustria, na Alemanha, em Inglaterra, etc) podemos e devemos discutir isto. Como tornar a cultura, toda ela, acessível a todos, ( como fez Malraux em França, Oh almas de esquerda...) e como a podemos tornar um elemento distintivo da cidade. Mas isso era numa cidade normal.
Relembro sempre Vergilio Ferreira: "nem mais que a 4ª. classe, nem menos de 500 porcos" sobre a cidade onde viveu e ensinou tanto tempo...( está na Aparição). E cada vez mais atual. 

Voltaire

25 comentários:

  1. Os PIM ainda votam no BE nas próximas autárquicas?
    Já houve quem dissesse que não gostam da candidata e já ouvi um bloquista dizer que acabou o tempo das palhaçadas no Bloco. Que confusão.

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  2. Feira do gado. Hoje a Escola Secundária André de Gouveia, bairro senhora da Glória, Rossio de S. Brás.
    Igreja de S. Sebastião.

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  3. O problema dos grupos culturais é que se montaram na autarquia cdu quando o dinheiro corriam em forte,valeu tudo!
    Agora em crise e falência apertou-se o saco cheio e tem sido o que se esperava,alguns até se candidatam a juntas de freguesia para fugirem da austeridade pela sua cor politica.
    Queriam o que?Esperavam o que?Milagres!

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    1. Temos que ver as duas partes.
      O Voltaire está certo.

      Antigamente havia dinheiro a pontapés que vinha da Europa capitalista - Ironia das ironias numa visão de esquerda - e não se protestava, até porque a câmara era do PCP que sempre comprou a cultura dando subsídios. Hoje os recursos são escassos.

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    2. Não sabem do que falam. Palermas.

      Em Évora, o PS/PSD gastaram milhões inutilmente com a Praça de Touros, com o Museu do Design, com as passagens de Modelos e as Telenovelas, em vez de investirem na produção local, como fazia o PCP.

      Agora gastam-se milhões, extorquidos aos cidadãos, aos trabalhadores, aos reformados, para pagar a dívida criminosa dos bancos, mais a dívida que os governos criminosos do bloco central criaram ao estado.
      Se não os conhecem, os maiores criminosos estão no governo, e na presidência da republica. Outros estão nos Conselhos de Administração dos bancos e das empresas publicas. E outros ainda na bancada do PS, "principal partido da oposição".

      Cretinos ignorantes, só dizem asneiras.

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  4. Grande confusão,a cidade Estoirou devido a GRANDES NEGOCIATAS nos ultimos DOZE ANOS:

    Negócio das águas(prejuizo de DEZENAS de MILHÕES)

    Arranjo da praça de toiros (prejuizo de MILHÕES)

    Évora MODA (prejuizo de muitas cENTENAS de MILHARES)

    FESTA do PERFUME e muito mais,não falando noutros escândalos ABAFADOS e silenciados.

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  5. A citação de Vergílio Ferreira em "Aparição" não está correcta. O que escritor escreveu foi o seguinte : «Évora era uma cidade «absurda, reaccionária», empanturrada de ignorância e de soberba. Em Évora --tinham-lhe dito um dia-- «não se podia ter mais que a 4ª. classe nem menos que 300 porcos», in 1ª. edição, Portugália Editora, 1959. Para além de outras considerações há aqui uma diferença de 200 porcos, o que nos tempos que correm não é desprezar.

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    1. Tal como no tempo do fascismo, que Virgílio Ferreira descreve, os eborenses voltaram a valorizar o "cheiro" a dinheiro, mais do que a sabedoria e a inteligência.
      Por isso votam na União Nacional PS/PSD.
      Por isso dão as chaves da casa aos gatunos.
      Por isso são roubados, levam o município à falência, e recompensam os criminosos.
      Por isso, empanturrados de ignorância e de soberba, nem sequer têm consciência, e estão-se nas tintas.

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    2. José Frota
      Não perca tempo, o sr Arouet padece das vicissitudes da idade e fala do que desconhece.
      Como pode ele ter lido Vergílio Ferreira?
      Será possível que o autor português já tivesse tradução das suas obras em França, no séc.XVIII?
      Não creio!
      Trata-se apenas de mais um anónimo (?) que vem para aqui desestabilizar e, na melhor das hipóteses fazer-se passar por aquilo que não é.
      Às tantas julga-se um professor, um literato, alguém com pensamento próprio.
      Não é homem de esquerda certamente; deve ser daqueles que fogem do proletariado como o diabo da cruz.
      Além disso é um mentiroso, pôs na wikipédia que morreu em 1778 e pelos vistos não é verdade, senão como poderia ele saber da existência do Vergílio Ferreira?
      Alguém me pode explicar?

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    3. Miguel...Miguel...tens razão. Desde que me enterraram no Panteão, e logo ao lado deste insuportável Rousseau que o Nuno Arrobas Crato também detesta, sem nunca o ter lido, que me deu para isto. Imagina citar o Virgílio Ferreira sobre esta terra...
      Espero que me visites aqui em Ferney...aqui não se está mal...ou então vai lá ao Panteão...a Santa Genoveva e ainda damos umas gargalhadas sobre isto tudo.
      Abraço camarada

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  6. A rapaziada do BPN/SLN e amigos estão no PODER...............num país decente,estavam no banco dos réus.

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  7. Évora era uma coisa de gente abrasonada, sendo normalmente pessoas fúteis e ignorantes, até mesmo em Portugal, onde por exemplo os patrões são estatisticamente mais mal formados que os empregados.
    Mas verdade seja dita, a esquerda cultural em Évora são de outra galáxia. Elitistas e snobs até ao âmago. A roçar a pesporrência. Não gostam de misturas, julgando-se com mais uma verruga do que os outros. Esta gente tem formação de quê exatamente?

    Havia (ou há ainda) uma associação cultural ligada à elite do PCP de trazer por casa – julgo que era na rua Bernardo Matos – em que só lá entravam de sócios, gente muito próxima e depois de muita filtragem. Só um exemplo de como o elitismo de alguns agentes não ajuda nada a resolver os problemas.

    Mas o PIM não cabe nestas definições. O João Palma e companhia são gente boa e do Povo.

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    1. Subscrevo.

      Nada conheço de mais irónico que estes pseudo agentes da cultura que dizem produzir para o povo mas na verdade "julgando-se com mais uma verruga do que os outros."

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  8. Diz o Povo isto anda tudo ligado:lemos artigos sobre o BPN/SLN.....e aparecem figuras como dias loureiro,arlindo de carvalho,rui machete,daniel sanches,duarte lima....grupos angolanos.....frank(ex.director da cia).....realmente esta gente anda toda ligada ,no poder e nos grupos financeiros.

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  9. Bom...o jornalista Frota, sempre atento e com toda a razão , corrigiu o número. Sim.300 e não 500. Agradeço penhoradamente a correção...afinal não se é jornalista tantos anos sem verificar as fontes, primeira regra do bom jornalismo.
    O ponto é o resto da citação do VF. E nisso, suponho que o José Frota e outros perceberam o ponto, certo?
    Ou seja, as almas puras da esquerda acham que a Câmara deve pagar tudo, aliás, os agentes culturais são "os engenheiros de almas", na imortal expressão do imortal camarada Estaline. As almas puras da direita ( e alguns que conheci são de uma ignorância bourbónica...) acham que o mercado tratará de tudo.
    Afinal, o que estamos a discutir é o facto de uma companhia de teatro ir abandonar a cidade. Curiosamente, a única cujo repertório era dirigido ao público infantil. Coisa, como se sabe, abunda por aí.
    No que diz respeito a cultura esquerda e direira eborenses rapidamente fogem do assunto. Uns não sabem, outros sabem bem demais. É isso que é insuportável, sinal de menoridade política, cultural... de mundo.Da cidade embrutecida e reaccionária...à esquerda e à direita. De outra forma, não estávamos felizes com palermices políticas...se o Pim vota neste ou naquele.
    Voltaire

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    1. Quem é que, há 20 anos, cedeu o edifício da antiga escola junto às piscinas publicas, que estava devoluto, e fez as obras de adaptação, e ali instalou um grupo de teatro local, devidamente apoiado?
      Os factos não interessam, ou já os apagaram da memória e da história?
      Porque se vai embora o grupo PIM?
      Que política cultural apoiou o PIM?
      Que política cultural matou o PIM?

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    2. Voltaire

      Durante 20 e tal anos, a Câmara PC foi comprando alguns dos agentes culturais. Quiçá os que ela achava serem os mais importantes.
      É óbvio que quando não há pão, todos ralham. O mais bizarro disto tudo, é que é o malvado capitalismo que mesmo podre, vai financiando tudo, da educação à saúde, da cultura ao desporto.
      Imagina só se o país fosse próspero e conseguisse pelo menos gastar na medida do que produz, ou quiçá, guardar algum de lado para os dias ruins.

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    3. Voltaire, não passas de um trafulha, um vulgar aldrabão, um pedaço de merda.
      Se o BE é defendido por gente tão desonesta, então o BE está lixado.

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  10. Gastar na medida do que produz????Poupar para os dias maus? Meu caro esse é o problema. A seita de economistas austríacos( Hayek, et al) venderam esta ideia estapafúrdia deste 1947, salvo erro, nos encontros do Monte Saint Pellerin, na Suíça. Os anos 80 fizeram o resto. Ou seja, os países não são famílias, não gastam o que produzem, nem poupam para os dias maus.
    Os Estados emitem moeda coisa que as famílias não fazem. Depois usam a política cambial e de taxas de juro para controlarem a inflação. Até ao dia em que a direita inventou esta ideia de que o dinheiro do estado é uma coisa limitada. Não é. Isso é ideologia.
    Aliás, todos os países emitem dívida pública, todos da próspera Austrália ao Burundi que emitiu o mês passado à taxa igual à que é pedida em mercado secundário a Portugal! Como calcularmais depressa o meu gato aprende a falar ou o Burundi pagará a dívida...Só não sei o que tem isto a ver com uma política cultural...plasmada na CRP, na Carta dos Direitos Fundamentais anexa ao Tratado de Lisboa, presente nas convenções da Unesco, etc, etc...

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    1. Gastar na medida do que produz, evidentemente.
      Qualquer estado inteligente e honesto fará isso, mesmo que tenha a ferramenta de poder emitir moeda própria.
      Criar excedentes que sirvam para amortizar a dívida? Evidentemente que sim.

      A esquerda (mas também a direita aqui em Portugal, embora em menor escala) nunca percebeu patavina do que era a moeda única e um banco central. Depois da adesão à moeda única, os estados deixaram de possuir as ferramentas para agir como era habitual (embora, como no caso Português, a possibilidade da emissão de moeda não tenha valido de nada porque o país caia sistematicamente na bancarrota) e deveriam ter que passar a pensar como as famílias e a responsabilizar políticos maus, desonestos e incompetentes.

      Ou então não tinha aderido ao Euro - coisa que não valia de nada porque o pais no seu todo não tem inteligência económica e ao longo da história nunca se soube governar.





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    2. Direitos fundamentais. Muito bem.
      E deveres eim?

      O dever de governar dentro das possibilidades de um país?
      O dever de assumir responsabilidades quando não se perdeu o controlo da gestão da coisa pública?

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  11. Por falar em PIM e em Bloco de Esquerda...e já agora nos seus "amigos" políticos do PC.

    O blog Mais Évora - provavelmente o blog clandestino mais famoso do Alentejo ao serviço do PCP - nem escreve uma única palavrinha em relação aos palhaços. Mas tem lá uma publicidade ao Zé Russo e ao Rui Nuno do CENDREV.
    Por aqui logo aqui se vê a pesporrência, o elitismo, a "snobofobia" com que os comunistas do PCP - sim, o BE também são comunistas de uma maneira geral - tratam (ou compram para si fazendo a festa e apanhando as canas) a cultura e os agentes culturais. "Se não és dos meus...".
    Com agentes oficiais da politica como estes, a cultura não "aliada" deles sobre um bocadinho.

    Pois é PIM...melhor mesmo mudar de cidade. Com muita pena nossa.

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    1. É...discriminação cultural no PCP?
      Mentira...

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