terça-feira, 2 de julho de 2013

Paulo Portas demite-se do Governo

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou a demissão esta terça-feira, avançou a TVI.
A decisäo «é irrevogável», adianta Portas em comunicado.
Paulo Portas contesta a escolha de Maria Luís Albuquerque para a pasta das Finanças, depois de a saída de Vitor Gaspar, com quem tinha «conhecidas diferenças políticas», «permitir abrir um ciclo político e económico diferente», sublinha o líder do CDS/PP.
«A escolha feita pelo primeiro-ministro teria, por isso, de ser especialmente cuidadosa e consensual.(...) Expressei, atempadamente, este ponto de vista ao primeiro-ministro que, ainda assim, confirmou a sua escolha [de Maria Luís Albuquerque]. Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um ato de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível».

Leia o comunicado na íntegra em: http://www.tvi24.iol.pt/iol-push---alerta/paulo-portas-demissao-portas-governo-tvi24/1466306-6211.html

11 comentários:

  1. Portas bate com uma porta e abre outra a novo ciclo.

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  2. A oposição deve erguer estátua a Maria Luís. Mais fez ela,em poucos dias pela queda do governo que todos os partidos da oposição juntos desde o inicio do governo

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  3. Tentativa de análise às 18,40:

    Passos Coelho vai falar ao país às 20 horas e anunciar que não tem condições para continuar, uma vez que a demissão de Portas significa o fim da coligação. Cavaco mantém-se hesitante: conseguirá formar um governo de base parlamentar ou convocar eleições? Todo ele é contra eleições, pelo menos até Junho de 2014 e a saída da Troika. E teme que o PS, a haver eleições, fique em minoria - e sem possibilidade de alianças à esquerda, tenha que se aliar ao fragilizado CDS -, tornando a situação política ainda mais instável.
    Isto está é num grande molho de bróculos, com o PS já a aguçar o dente para apenas 2 anos depois de ter levado um valente pontapé no rabo voltar ao governo. E sem alternativas ao que Passos Coelho tem feito.
    Quanto ao PCP e ao BE, mesmo com a crise, não conseguiram aprender nada de nada: o PC autoiludindo-se de que poderá um dia ser governo sozinho e o BE indo pelo caminho errado que é o de copiar o PC, sem qualquer estratégia que o diferencie do isolamento comunista. De pouco valem para este campeonato a não ser andarem-se a picar um ao outro para ver quem ganha o torneio dos pequenotes, com os dois juntos a ficarem, nos melhores momentos, nos 20 por cento de votos - perdidos, porque não se associam a qualquer solução governativa ou, no mínimo, que tenham algum peso significativo enquanto oposição.
    O PCP, devido à falta desse peso eleitoral, usa como recurso a influência que tem no movimento sindical (conquistados a partir de cima no pós 25 de Abril e de que nunca abriram mão), mas mesmo esse rapidamente fica bloqueado, uma vez que a única reivindicação que passa para a rua é a da demissão do governo, sem qualquer outra alternativa, a de não ser uma mais do que hipotética tomada do poder pelo PCP - parece rísivel mas há muitos comunistas que acreditam que se a situação política e económica se deteriorar o PCP será governo por força das "massas".
    Mas, ficção à parte, a realidade é que importa e os próximos meses poderão demonstrar uma situação de crise ainda mais grave no país do que aquela que hoje atravessamos, com o PS no Governo, apoiado pelo CDS, o PSD em frangalhos e o PCP e BE como até aqui sem serem solução ou alternativa para nada.

    Luís Bernardes

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    1. Caro Luis Bernardes, em geral, apesar das minhas discordâncias, tem uma análise serena que vale a pena acompanhar.

      Mas desta vez excedeu-se nos disparates.

      Basta referir dois (mas há mais).

      O PCP, e a CDU, nunca defenderam um solução governativa sozinhos. Isso nem chega a ser uma caricatura das suas próprias deturpações.

      O PCP sempre defendeu uma aliança governativa e sempre se manifestou preparado e disponível para ela. Mas uma aliança governativa de ESQUERDA (capitalizo porque não sei sublinhar).

      Acho que ninguém esperaria que o PCP alguma vez integrasse um governo para continuar a cumprir o programa da troika.

      Mas se for para romper com a troika, renegociar e anular parte da dívida pública, defender o interesse público e o ambiente, promover o investimento, combater o desemprego e a precariedade, recuperar os direitos sociais (roubados pelos partidos troikistas), defender a soberania nacional e promover genericamente uma política de esquerda, em defesa e proveito dos trabalhadores, das populações, da economia nacional e do país, então não só não há nenhuma objecção, nenhum impedimento, como pelo contrário há toda a vontade e todo o empenho.

      Para continuar a política de direita é que não! Para isso cá nos terão, mais uma vez, as vezes que forem precisas, no honroso e necessário lugar da oposição.

      Mas o mundo dá muitas voltas. Na Grécia, por exemplo, o PASOK, tradicionalmente ainda mais hegemónico do que os seus congéneres socialistas portugueses, ficou completamente destroçado com a sua política troikista (várias sondagens dão-lhe menos de 10%).

      A geografia política não é fixa, o mundo dá de facto muitas voltas e só alguém de vistas muito curtas pode-se pôr a fazer extrapolações para o futuro a partir da estreiteza do actual quadro partidário (e, no caso presente, digo-o respeitosamente, da estreiteza dos seus quadros mentais).

      O segundo ponto, lamento, quero crer que seja apenas uma grande, uma enorme ignorância sobre a génese e a actualidade, a natureza, a organização e o funcionamento do movimento sindical.

      A influência sindical comunista foi conquistada "a partir de cima" nos pós-25 de Abril, da qual nunca "abriu mão"?

      Ó meu caro amigo, mude a cassete, que essa está gasta. Informe-se, se não sabe. Estude, que tem ar de estudioso. Se ouviu dizer, aprenda a não emprenhar pelos ouvidos.

      A influência sindical comunista foi conquistada muito antes do 25 de Abril, foi conquistada no 25 de Abril, foi conquistada no pós-25 de Abril e é conquistada hoje e sempre pelo reconhecimento, o respeito, a consideração e o apreço que os militantes e activistas comunistas colhem juntos dos seus companheiros de trabalho, que neles continuam a depositar a sua confiança nos milhares de eleições, para as mais diversas estruturas (sindicatos, comissões de trabalhadores, etc., etc.) que periodica e livremente se realizam nos locais de trabalho.

      Espero que tenha razão, que o governo caia hoje e que possamos trabalhar juntos para uma solução governativa em benefício do nosso povo. À ESQUERDA, evidentemente!

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  4. Quando é que o A cinco Tons se passa a chamar A um Tom ou, vá lá, A um Tom e meio?
    É que isto de cinco tons já não tem nada. Foram-se entre outros o Joaquim Pulga e o Lopes Guerreiro, e a própria Dores Correia pouco tem aparecido, ficando portanto um timbre muito monocórdico.

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  5. Não tenho nada com essas discussões de meio ou tom inteiro, nem quero ser padrinho de blogs, mas só um reparo: o post que você "comentou" e que eu "comento" foi assinado pelo Lopes Guerreiro. Bem me parecia, fui ver e confirmei: lá está ele. É assim que me aparece no meu computador. Será que está avariado?

    só por causa das coisas

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  6. CAVACO,GUTERRES,DURÃO,SóCRATES,PASSOS e PORTAS,arruinaram o país.


    Devem ser JULGADOS pela Miséria e ruina que causaram ao POVO.

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  7. PAULO JALECO deve de distanciar-se do PSD e CDS,bem fez o Branquinho cheira-lhe a poder.

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  8. Nos últimos tempos, a maioria dos portugueses tem andado numa azáfama, para cima e para baixo. Vêem qualquer coisa, uma notícia, um discurso, passam-se completamente da cabeça e metem-se a caminho da rua para se manifestarem, mas entretanto lembram-se de Tozé Seguro, começam a imaginá-lo em São Bento, e voltam logo para dentro.

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  9. BASTA de POLITICOS de CACA...


    Estou FARTO:durão,guterres,cavaco,troncho,socrates,ernesto,portas,melgão,catroga,dias loureiro,santana,capoulas,zorrinho....basta são sempre os mesmos,governo para a banca,da empresa para o governo....basta

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  10. É hora de uma grande varridela.

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