quarta-feira, 24 de julho de 2013

Não há nada mais urgente que o longo prazo



No meio das tristes notícias que vêm desanimando este Julho em Portugal, é especialmente bom cruzarmo-nos com quem se comprometa com o longo prazo, com o olhar para lá de estreitas fronteiras físicas e mentais, com o despertar de uma maior consciência social.
Há horas atrás, na televisão, Sampaio da Nóvoa  chamou a atenção para que "Não há nada mais urgente que o longo prazo". Se esta afirmação fosse levada a sério seria o suficiente para operarmos neste país uma verdadeira revolução. Nóvoa sublinhou ainda a relevância dos " espaços públicos de decisão". Elegeu três áreas de cuidado estratégico:  "educação, cultura e local". Ou dito de outra maneira, a prioridade de investimento é no território e no conhecimento.
Para além do que já dissera: "Hoje sabemos de ciência certa que a austeridade não é alternativa". Pelo menos esta austeridade que nos foi imposta. Para além de um novo-velho governo, também há nesta terra vozes de brisa fresca.

2 comentários:

  1. No longo prazo evidentemente.
    E ainda criticam o outro que quer falar sob o pós troika.

    No longo prazo é onde todos deviam chegar o problema é depois a ideologia. Alguns - a minoria - esquece-se que são efetivamente a minoria, embora achem que devem derrubar governos a tordo e a direito por dá cá aquela palha. E depois chamam a isso democracia...ou melhor...pelo facto de não conseguirem derrubar os governos fora das eleições, queixam-se que há pouca democracia!

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  2. Qual educação, qual cultura, qual longo prazo, qual carapuça.
    O interesse público passou a ser o interesse privado.
    Com governos de gatunos, o prazo e a prioridade são marcados pelos gatunos.

    1 Promover o alterne com dois partidos iguais.
    2 Corromper a lei e os tribunais.
    3 Dar cabo do poder do estado.
    4 Acabar com os planos nacionais.
    5 Privatizar os serviços e os bens do estado.
    6 Desvalorizar o trabalho.
    7 Acabar com a democracia.
    8 Tudo o resto é marcado pela oportunidade do negócio e do lucro privado.

    Estas são os objectivos estratégicos, que há 40 anos vêm sendo cumpridos, por ordem de prioridade, tendo em vista a tomada do poder pela gatunagem.
    Estamos na última fase. Acabaram-se as eleições.
    O Presidente, o Parlamento e o Governo, em uníssono, às ordens da finança, a roubar os cidadãos.
    A marcação do curto, médio e longo prazo, é assunto privado, resolvido entre governo e finança.

    (que assuntos discutiram PS e PSD, nas reuniões privadas convocadas pelo presidente? porque escondem o que é do interesse publico em conluios privados?)

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