quarta-feira, 3 de julho de 2013

Gabriel Pereira: as tentativas de destruição de uma escola plural


Quero trazer ao seu conhecimento, caso não esteja a par do assunto, o "escândalo" e a aparente troca de favores sobre a "Rede escolar" em Évora para o próximo ano letivo e a forma como isso está a afetar a Escola Secundária Gabriel Pereira.
Estou a falar das repetidas tentativas de destruir esta, uma escola plural que sempre pugnou pela integração e pela elevada qualidade do ensino ali ministrado. Já houve uma primeira tentativa, no tempo de David Justino, em reduzir a oferta formativa aos 10º anos e agora, com a atual Delegada de Educação da Região Alentejo, Maria Reina Martin Ferreira Pimpão, o processo assumiu proporções impensáveis, de aparente troca de favores e vinganças mesquinhas.

O processo começou com a criação de três mega-agrupamentos escolares no concelho de Évora.
Contra a sua constituição de manifestaram as três escolas secundárias da cidade - Severim de Faria, André de Gouveia e Gabriel Pereira. De todas elas, a que contestou o processo de agrupamento com mais veemência foi a Gabriel Pereira...
De acordo com a lei, sempre que os agrupamentos incluem escolas secundárias, estas passarão a ser sede dos respetivos agrupamentos. Em resultado disso, foram nomeadas três Comissões Administrativas Provisórias (CAP), uma para cada agrupamento, presididas, uma, pela então diretor da Severim de Faria, Carlos Percheiro, para o agrupamento aí sediado, outra, por Lurdes (ou Maria de Lurdes) Batista (figura influente no PSD local), para o agrupamento sediado na André de Resende, que transitou do agrupamento até aí sediado na Escola Básica "das Pites" e, uma outra, por Rita Feio Aranha, para o agrupamento sediado na Gabriel Pereira, que transitou do agrupamento até então sediado na Escola Básica André de Resende.
Com a intenção do Governo de reduzir o número de professores, foi com grande expectativa que se esperou a "rede escolar" para o próximo ano letivo, isto é, os cursos e número de turmas de 10º ano autorizados em cada escola para o próximo ano letivo, designadamente, nas escolas secundárias. No caso da Gabriel Pereira, o problema é mais delicado, pois não dispõe de turmas de ensino básico anterior ao 10º ano.
O resultado da rede escolar, fixado pela delegada escolar, Maria Reina, foi uma redução de 4 turmas na Gabriel Pereira, por comparação com o ano letivo anterior, turmas essas que transitaram diretamente para a André de Gouveia. Na Severim de Faria não tocaram em nada significativo. Acrescento que a Gabriel Pereira tem cerca de 110 professores (para lecionarem desde o 10º ao 12º ano) e que a André de Gouveia tem apenas 54 (para lecionarem desde o 7º ano 9º ano).
O caso mais impressionante, foi o de subtraírem à Gabriel Pereira a turma que constituía o Curso de Ciências Socioeconómicas (numa escola com 4 professores da área), que transitou para a André de Gouveia, escola onde não existe, desde há anos, um único professor dessa área disciplinar.
Este curso, do qual tenho sido professor, há larguíssimos anos (tenho 38 de serviço), era procurado por alunos originários da Básica André de Resende (atualmente pertencente ao mesmo agrupamento da Gabriel Pereira), da Básica "das Pites" (atualmente pertencente ao mesmo agrupamento da André de Gouveia), por alunos da Escola Salesiana e por alunos de fora de Évora, de cidades e freguesias mais ou menos próximas.
Foram também reduzidas 2 turmas de Línguas e Humanidades e uma de Ciências e Tecnologias que, com a de Ciências Socioeconómicas, perfazem as tais 4 turmas que atrás referi.
Esta parece ser uma original forma de promover o sucesso, cortando as pernas a uma escola de referência na cidade e fora dela...

Com os meus cumprimentos,

M.

(agradeço a não divulgação do meu nome porque, apesar de assumir tudo o que disse, porque se tratam de factos e não de opiniões, há um conjunto de forças e de pressões sobre professores e funcionários para nada divulgarem e, no final da minha carreira, com horário garantido para o próximo ano, ao contrário de muitos dos meus colegas, não gostaria ter problemas por estar numa luta pela minha escola, pela liberdade de escolha dos alunos e pelos postos de trabalho dos meus colegas mais novos).


(via email)

43 comentários:

  1. A razão é simples, a GP sempre teve sucesso ao contrário das outras, agora ficam todas com o mesmo sucesso, nivela-se por baixo :(
    Bela escola foi, mas com esta gente hão-de acabar com tudo, até com a vontade de trabalhar.

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  2. A ideia mesmo é acabarem com tudo. Solidariedade de um prof. para os prof. e estudantes da Gabriel Pereira. Não passarão.

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  3. Bravo Nico,Maria Reina....tudo gente do centrão.

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  4. Verdasca outro grande lider da drea,rapaziada do cartão...seja laranja ou rosa....competência não interessa.

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  5. Quando é que os destinos deste país são entregues aos competentes e não a “cartões” seja qual for a cor?
    Gabriel Pereira, que formou com muita competência ao longo das décadas, qual o destino?

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  6. Os meus dois filhos fizeram o ensino secundário na Gabriel Pereira, com dois anos de intervalo, pelo que acompanhei a Escola durante quatro anos e fiz parte a Associação de Pais, onde até assumi algumas responsabilidaes. Tirando um ou dois pequenos problemas daqueles que sempre existem, a Escola GP foi para eles um excelente sítio para estudar e crescer. O ambiente escolar, que é uma espécie de termómetro da vida da escola enquanto colectividade, foi SEMPRE favorável àquilo que as crianças e os jovens precisam: confiança, tranquilidade.
    Os colegas dos meus filhos, que tenho acompanhado desde então lembram-se da escola "deles" com ternura e penso (embora nessas idades se seja mais reservado quanto a certas emoções), com gratidão. Apoio todas as iniciativas que defendam essa escola. E gostaria de lembrar aos responsáveis ou irresponsáveis, que a escola não é deles, mas sim da comunidade educativa que, pese embora o que eles pensam, não é uma abstracção, mas sim uma realidade viva: Alunos, professores, pais. A escola é nossa. Por gratidão para com essa escola, digo: a escola é nossa. Não toquem!
    JRdS

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  7. Maria Reina, está muito mas mesmo muito para além do centrão. De tal maneira que levou um pontapé no sítio certo dos seus colegas de partido algures no centro do país... acabando por aterrar em Évora/Montemor.

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    1. E daqui um outro pontapé vai levar, com as duas amiguinhas. Nenhuma delas percebe que o sonho de poder mesquinho e de serem estrelas é manipulado por quem sonha mais alto; são marionetas tontas, desengonçadas, sem se darem conta de que um dia o espetáculo vai terminar e elas ficarão amarrotadas numa caixa de cartão sebento, num sótão a cheirar a mofo, a apodrecerem de esquecidas. Pobres coitadas...

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  8. Bravo Nico,Verdasca e Maria Reina,três anedotas nomeadas por possuirem o cartão do acesso aos lugares do poder.

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  9. O discurso de M. é impreciso e erróneo quando afirma que a Escola André de Gouveia tem apenas 54 professores para leccionar do 7º ao 9º ano, quando são na realidade mais de 70 e leccionam do 7º ao 12º ano.

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    1. Porque não confirma também que a André de Gouveia vai abrir um curso de economia sem ter um professor dessa área. Ninguém tem duvidas de como os alunos vão ficar mal preparados.

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  10. Ananias Quintano04 julho, 2013 01:47

    É lamentável e até chocante a forma como se pretende arruinar uma escola que ao longo de anos deu exemplo da sua qualidade, reconhecida dentro e fora do país, como é a Escola Secundária Gabriel Pereira.
    A cegueira na educação, pensando apenas na questão financeira, relegou para o fim da lista as questões pedagógicas destruindo, em dois anos o que levou mais de vinte anos a construir em benefício dos alunos.
    É evidente que para semear a destruição é necessário colocar em alguns cargos pessoas que, por pouco saberem de educação, não fazem perguntas, porque não fazem ideia do que estão destruir e apenas tiram o chapéu e dizem ámen. É o caso da delegada regional da educação. Penso que se deverá perguntar a esta senhora se já sabe o que irão fazer aos laboratórios, oficinas e outros equipamento que têm alta tecnologia e que deveriam continuar a formar alunos de alta qualidade técnica na Gabriel Pereira, se já sabe o que fará aos docentes que têm, ao longo de muitos anos, dado à escola um estatuto de excelência através da sua competência? Será que vai mudar tudo para a escola André de Gouveia? É claro que a senhora não sabe nada, nem a ideia é saber se sabe ou não. O que nós queremos saber é quando se vai embora e, esperamos, que seja bem depressa.

    É claro que a questão da rede escolar revoltou, ainda mais, a comunidade educativa da Gabriel Pereira que, embora tratada com enorme distância, tem dado o benefício da dúvida à presidente da CAP e agora percebeu, muita claramente, que aquela não é a presidente da sua escola, porque além de não defender os interesses da Gabriel Pereira, pior que isso, defendeu os da senhora delegada e sua amiga.
    Não é presidente ou director de uma escola quem quer ou quem para lá é empurrado(a). Para se ocupar este cargo é necessário muitas qualidades mas o saber liderar e, sobretudo, saber o que se quer liderar, assume especial importância.

    Só é possível tentar tratar duas escolas com climas tão diferentes da mesma maneira, quem não teve a preocupação de conhecer a escola onde entrou, conhecer com quem começou a trabalhar e apenas se concentrou em tentar criar um clima de autoritarismo, que é bem diferente de autoridade, porque esta conquista-se, e o outro” tenta” impor-se. Isto para dizer que a presidente da CAP neste pouco tempo já demonstrou não ter perfil para ocupar tal cargo.
    A escola tem no seu quadro muitos docentes com qualificação, experiência e o perfil adequado para ser o próximo director. Digo-o porque tenho a certeza disso e não para, como diz a presidente, fazer complô contra ela.

    Penso que os docentes da Gabriel Pereira devem unir-se, dizer em voz alta o que pensam e discutir entre si o futuro da escola pois, na esmagadora maioria, com a qualidade e experiência que têm podem e devem dar lições a quem por lá “aterre” e que, pela amostra, tem ainda muito que aprender.

    Finalmente, dizer que desde o 25 de Abril que na escola Gabriel Pereira se fala sem medo de quem nos ouve e também desde essa altura que se deixaram de fazer reuniões clandestinas.

    A.Quintano

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    1. Tens toda a razão Ananias.

      Colega M. disseste o que todos sentimos

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  11. BRAVO NICO e VERDASCA fizeram uma politica ao serviço da destriuição da escola publica,o encerramento de escolas os mega agrupamentos vem já do tempo do ps.

    É bom lembrar que o PS assinou o MEMORANDO da TROIKA,estas medidas consistem do memorando.

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  12. Em MAIO de 2011 PS,PSD e CDS assinaram o Memorando,todas estas medidas fazem parte do documento.

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  13. CAVACO-GUTERRES-DURÂO-Sócrates-Passos e Portas,os RESPONSÀVEIS do DESASTRE.

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    1. Esqueceste-te do SOARES que foi quem negociou e assinou o acordo de entrada na CEE. Um acordo em que Portugal aceitou a destruição de quase toda a economia nacional a troco de uns subsidios temporários.
      E, agora, que os subsídios acabaram se percebe o buraco onde o país está metido. E não é com 'hortas urbanas' que se vai dar de comer a 10 milhões de portugueses.

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  14. não conheço nenhum que não tivesse contribuído para este desastre.

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  15. Quanta ignorância e quanta hipocrisia:
    o que se passa, há anos, é que a Gabriel Pereira sempre se tem dado ao luxo de escolher os alunos; se a proveniência não lhes agrada, rejeita-os; sei exactamente do que estou a falar e tenho muitas provas disto que digo, já que aceitei, em turmas que constituí, alunos rejeitados pela GP. Aceitam apenas os bons alunos, ainda que não da sua área, deixando aqueles que não querem às outras escolas. Conseguiram, assim, criar uma escola elitista para alunos de alguma elite.
    A André Gouveia tem passado momentos maus, os alunos têm fugido dela, restando-lhes apenas os das aldeias em redor, já que fica mesmo ao lado da camionagem.
    Ora a André Gouveia tem professores do quadro que estão a ficar sem alunos. Enquanto a Gabriel Pereira tem alunos a mais para os professores de que dispõe.Os números de professores que o autor apresenta estão completamente errados. E a André Gouveia tem alunos desde o 7º ao 12º.
    Logo, a solução lógica será retirar algumas turmas à GP e atribui-las à André Gouveia, para que os seus professores, (efectivos, pagos pelo contribuinte) possam fazer aquilo para que lhes pagam: dar aulas.
    O que se fez foi uma mais justa e equilibrada repartição dos alunos pelas escolas. No ano lectivo passado, a GP tinha perto de 900 alunos, enquanto a André Gouveia pouco passava dos 500.
    Mas é tão fácil, aos professores da GP, virem para aqui vitimizar-se, não é?
    Claro que os comentadores, ignorando os pormenores, saem logo em defesa da GP.
    Então e os professores da André Gouveia? São de 2ª categoria, enquanto os da GP são de 1ª? Não me parece, há bons e maus em todas as escolas. Em TODAS!

    Carvalho

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    1. és o maior LOL de sempre...

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    2. Competência e conhecimentos não te assistem...

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    3. Nesse caso, explica lá ò Carvalho porque é que os pais matriculam os alunos alia ao lado, na Severim de Faria, e fogem da André de Gouveia, apesar de ser protegida pelo poder por ser o antigo Liceu?...

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    4. Como pai que paga os seus impostos quero os meus filhos numa escola, não em barracões. Basta olhar para a Gabriel Pereira ou para a Severim Faria e fazer comparações com o lixo que é a André de Gouveia.
      Como contribuinte devia poder escolher o melhor para os meus filhos, mas não, querem enviá-los à força numa escola que ocupa um lugar muito abaixo na formação dos alunos. Se a escola e os professores fossem bons do 7º ao 12º ano não deixavam fugir os seus próprios alunos.
      Digam a verdade, não sabem ensinar ?

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  16. Fiz os estudos secundários na escola Gabriel Pereira. Mais de duas décadas depois agradeço a sorte que tive, pois de todas as instituições de ensino por onde passei (incluindo universidade), foi a Gabriel Pereira que me forneceu as bases mais sólidas. Ao conversar com outras pessoas, comparando experiências e aprendizagens, concluí que esta "era" mesmo uma das melhores escolas secundárias do país.
    P.S. A oferta de cursos da Universidade de Évora é deplorável; a biblioteca, apesar de ter um bom arquivo, funciona de forma medieval; cinemas: não os encontro; as variantes inacabadas que circundam a cidade já cheiram a abandono; os espaços baldios entre a cidade-centro e os bairros revelam desleixo urbanístico... cada vez que vou a Évora, sinto uma facada no peito(mas continuo a gostar muito de lá ir.

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  17. A Escola Secundária Gabriel Pereira é e sempre foi um exemplo para o concelho de Évora.
    Foi esta Escola que, no tempo em que, para se ser doutor se fazia o percurso do Liceu Nacional de Évora,apresentou alternativa de formação técnica muito variada, permitindo o enriquecimento e valorização de muita gente neste concelho,capacitando-os para cargos de responsabilidade nas mais diversas áreas.(era a chamada Escola Industrial e Comercial de Évora).
    Se eventualmente a Escola se mostrava receptiva a alunos com vontade de trabalhar e que por via disso esses obtinham melhores resultados,prestigiando-se a si, às famílias e à Escola só há que louvar tal atitude,tanto mais que,pelo grau de autonomia que as Escolas foram adquirindo, tal procedimento não seria contraditório com a necessidade de uma Escola de prestígio,manter a qualidade que a Escola Secundária Gabriel Pereira sempre manteve.
    Tal qualidade é reconhecida e isso verifica-se pelos resultados a nível nacional obtidos.
    O que não se pode admitir de forma nenhuma é que tal Escola, seja instrumentalizada por políticos de meia tigela, tal como a senhora delegada escolar e sua inesperada adjunta, sediadas numa coisa que se chamou já direcção regional de educação e a que agora prestam os seus ambíguos serviços.
    Além de estranha e ambígua a competência de tais senhoras,as mesmas dão-se ao luxo de, aparentemente (e nada prova que assim não seja)manobrarem agrupamentos escolares e decidir sobre essa estúpida nomenclatura, como se estivessem a combinar entre si uma ida à praia ou a uma «vernissage».
    Ou seja,decide-se à sombra da incompetência dos governantes centrais,garotada armada em esperta,muito ao jeito de alunos que a Escola Secundária Gabriel Pereira fez questão de não querer ver,para lá daqueles portões,e muito bem!!
    Fui docente naquela Escola.Ali conheci um dos homens mais talhados para a direcção de uma Escola, pela complexidade que envolve, que é o Ananias Quintano, de quem me orgulho de ser amigo e fico chocado, e indignado,quando meia dúzia de tarados/taradas,pretendem, descarregando as suas frustrações,arruinar alguns dos poucos laços de competência que ainda vão existindo neste país.
    Estou, como muitos portugueses chocado e direi mesmo assustado com a incompetência, corrupção e oportunismo que grassa por este país e o mais grave é que não vejo alternativa nenhuma, tanto mais que algumas das forças de esquerda permanecem estranhamente (assustadamente tb?)caladas, vociferando apenas algumas palavras de ordem sem significado.
    Mais assustado fico, quando tentam destruir os alicerces da formação dos nossos jovens, destruindo a Escola e o que ela deverá representar no universo de formação de cidadania, para um amanhã melhor.
    Um abraço para todos os professores competentes, sobretudo para os que defendem uma Escola plural mas competente.
    Saneamento imediato de Reinas e outros satélites da incompetência!

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  18. Como aluna no ultimo ano da escola Gabriel Pereira sinto-me aliviada por já não ir assistir a tamanha palhaçada, por outro lado nem quero pensar no que os meus colegas e professores vão passar. A GP sempre foi um escola conhecida pelo seu mérito e excelente qualidade a que eu como aluna assisti nos anos que lá estive. Conhecida pelos seus excelentes resultados desde a área de Ciências ás Artes não consigo entender minimamente os motivos para estes cortes, só vão prejudicar todas as partes envolvidas, os professor não sei como vão aguentar mudar de uma escola em que estão há anos para provavelmente andar a saltitar de uma escola para a outra e os alunos de certeza que não vão conseguir alcançar os mesmo resultados que nos anos anteriores, com o número de alunos por turma aumentado os seus desempenhos vão ser muito mais reduzidos o que vai afectar toda a escola e ela vai perder o estatuto por que é conhecida, não vejo o porquê de alguém querer isso, mas infelizmente nada podemos fazer e as escolas deixarão de ser aquilo que alguma vez conhecemos.

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  19. É uma pena rotularem as escolas, pois como todos nós sabemos, há bons e maus profissionais em todas as escolas!!!!!!

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  20. Lamento imenso as proporções a que esta idiotice, porque não tem outra palavra, chegou. Afirmo com orgulho que a Escola Secundária Gabriel Pereira contribuiu para o meu sucesso e fico muito feliz por ter realizado os meus estudos na mesma, onde obtive excelentes bases para o ensino superior, graças aos fantásticos docentes que me acompanharam e aos quais agradeço profundamente. Pode ter os seus pontos fracos, pois nada é perfeito, mas é sem dúvida merecedora de ser conhecida como a melhor secundária de Évora e uma das melhores do país. Destruir esta escola exemplar será um grande erro e a juventude eborense vai sofrer muito, por isso apelo a todos os funcionários, docentes e alunos da ESGP que não desistam e lutem pela escola que é, para que os actuais e futuros alunos possam ter tão boas bases e estudos como os alunos que por lá passaram tiveram.

    Respondendo ao comentário do/a Sr/a Carvalho, que eu espero que tenha oportunidade de ler o que está aqui escrito, a fuga dos alunos da escola André de Gouveia tem uma causa muito simples: o clima escolar que a mesma apresenta. Pelo meu próprio testemunho, assim como de amigos e conhecidos, posso afirmar que o clima entre os alunos dessa escola é insuportável e perigoso para os mesmos. Como deve calcular, a visão de um aluno e a de um professor é diferente, uma coisa são as aulas, outras os intervalos entre as mesmas. Essa escola contém (que fique bem explícito que não falo de todos mas de alguns) grupos de jovens que infelizmente não tem outro adjectivo para os caracterizar se não marginais. A escola não consegue controlar tudo, não tem culpa e nem a estou a acusar de tal coisa, mas muitos dos ditos alunos ameaçam os restantes, roubam, traficam e consomem droga debaixo dos vossos narizes e não têm o mínimo conhecimento. Agora coloque-se no lugar de um aluno de 15/16 anos que se prepara para integrar o 10º ano, o que escolheria? Uma escola onde estes problemas são mínimos ou uma que teria medo de lá estudar? Eu próprio já fui ameaçado por alunos dessa escola e ainda nem a secundária tinha ingressado. Tenho conhecimento de jovens que durante o processo de escolha de secundária colocam nas opções duas vezes GP ou Severim de Faria, de modo a preencher todos os espaços e não colocar André de Gouveia. Esta é a visão da maioria dos jovens eborenses, que não faço ideia se é ou não surpreendente, mas agora conhecendo espero que reflictam.

    Não posso deixar de evidenciar, como já o fizeram, que o estado da escola está a desenvolver-se à imagem da cidade, decadente e abandonada. Os estudantes, quando possível, fogem da cidade. É de salientar o estado miserável em que se encontra a Universidade de Évora, com as suas poucas condições, poucas opções de cursos superiores e falta de professores, tirando o desejo dos jovens eborenses de estudar na sua própria cidade-natal. Citando um amigo e estudante da UÉ "maldita a hora em que entrei cá". Tal como foi dito e eu concordo, cidade que nem um cinema tem, comércio fraquíssimo, pelo que obriga os eborenses a deslocarem-se a Lisboa ou Montijo para poder realizar as suas compras, terrenos abandonados e baldios por tudo o que é local. Évora está a ser destruída. Dando o meu próprio testemunho, eu "fugi" de Évora e continuo os meus estudos na UBI e é triste de dizer que foi o melhor que poderia ter feito. A Covilhã que não é nem metade de Évora em termos dimensionais, alberga condições para estudantes e para o seu futuro de uma forma exemplar e incrível. Uma cidade maravilhosa, limpa, organizada e com uma Universidade notável. Évora é uma cidade maravilhosa, orgulho-me de ter nascido e estudado aqui, mas entristece-me ver o estado de destruição e decadência da mesma. Não dá segurança nem futuro aos seus próprios jovens, quanto mais aos que vêm de toda a parte.

    Lamento profundamente tudo o que está a acontecer com a minha querida cidade, espero que pelo menos a Gabriel Pereira vença este pesadelo.

    Os melhores cumprimentos,

    DC

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    1. E então qual é a solução menino??

      Quem pode escolhe os alunos sem problemas mandando para as outras escolas o que não intesressa.
      É muito fácil ser bom professor com bons alunos já o contrário...não é para qualquer um.

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  21. Lamento profundamente o estado a que esta " conversa" chegou. Aquilo que sou devo-o à Escola Secundária Gabriel Pereira ( onde frequentei o 3º ciclo e que lamentavelmente deixou de aí funcionar), à Escola Secundária André de Gouveia ( Ensino Secundário) e à Universidade de Évora. Todas tinham e têm os seus méritos bem como pontos fracos, nas duas secundárias há bons e maus professores, há alunos bons e outros que têm percursos de vida complicados.Em todas as escolas há problemas com tráfico de estupefacientes e outros conflitos ( mesmo naquelas que aparecem nos órgãos de comunicação social a dizer que não têm problemas). Por isso considero que alguns argumentos usados nesta conversa são falaciosos e algumas pessoas não sabem do que falam, pelo que mais vale que se informem. Se concordo que se passe um curso como o de ciências sociais e económicas para uma escola que não tem professores desta área no quadro? Claro que não! Igualmente não concordo que se sobrevalorize uma escola ( Gabriel Pereira) em detrimento das outras. Há que ter bom senso e falar com conhecimento das causas. E não é com insultos que se resolvem as questões. Fiquem bem.

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    1. Na verdade, o texto de M apresenta uma ou outra imprecisão, uma outra falta de rigor.
      Talvez uma certa emoção, na forma de alguma nostalgia, uma das componentes do temperamento de M, tenha deixado escapar aquele rigor ao qual o próprio M tanta importância dá.
      Esquecendo isto, de somenos importância neste contexto, congratulo M pelo seu espírito sempre crítico, agora algo amedrontado, mas ainda frontal.
      Denunciar faz falta, faz-nos bem, alivia-nos.
      Os fios da teia triangular a que o texto se refere vão sendo postos a claro. E as aranhas mesquinhas que ocupam os vértices dessa teia triangular, mais cedo ou mais tarde, vão enredar-se nos seus próprios fios. O poder que agora defendem cilindrá-las-á um dia, porque são apenas aranhas mesquinhas, pequeninas!
      Apenas gente assim, mesquinha e pequena, aceitaria trabalhar em desfavor dos outros, colocando-os em risco nas suas vidas profissionais e familiares.
      Falta-lhes a visão humanista do mundo, são profundamente ignorantes, mas olham-se ao espelho como maiores.
      O passado honroso, brilhante, de instituições como a Escola Secundária Gabriel Pereira, não deixará que os nomes de pequenos aracnídeos fiquem na história. E se tal pudesse vir a acontecer, seria pelos piores motivos, entre os quais a tentativa de destruir tais instituições.
      Parabéns à Escola Secundária Gabriel Pereira pelo seu percurso ao longo das últimas décadas, marcadas pelo trabalho dedicado dos seus dois últimos diretores.
      Aos alunos da escola, do passado, do presente e do futuro, um apelo à luta pela sua liberdade de escolha. Um mesmo apelo aos alunos de todas as outras escolas. Ainda um mesmo apelo aos pais, aos encarregados de educação.
      Ao corpo docente e não docente da Escola Secundária Gabriel Pereira um incentivo ao combate frontal! Um mesmo incentivo aos outros estabelecimentos do Agrupamento nº 2 de Évora, bem como a todos os outros estabelecimentos dos outros agrupamentos. Não se gladiem entre vós. É tempo perdido. Não se acomodem!
      Quem Reina divide para reinar! Não se deixem dividir!

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  22. Não vale a pena andar por aí a dizer que esta escola é melhor que outra, até porque isso depende de muitos critérios (por exemplo o "ranking" das escolas tem variado, e não conta com muita coisa fundamental). O que se passa é que há uma intromissão autoritária de alguém que nem sequer é diretora regional. O processo deveria ter em conta as opções dos pais e dos alunos. Deveria ter como base estudos demográficos, económicos etc., e uma palavra (ou muitas) dos pais, dos professores, das autarquias que devem ter um plano de desenvolvimento, onde é fundamental a educação. Depois disso haveria que ver se as escolas têm ou não (e creio que sim) têm possibilidade de acolher os alunos.
    Isto tem que funcionar em rede, de acordo com algum plano estratégico, de acordo com as opções dos cidadãos. De contrário os alunos têm que se submeter ao que outros querem, o que se tem provado que não é nada estável, com a agravante de que quem domina o sistema consegue, mas outros não. Também por isso não existem certas disciplinas que poderiam existir.Numa cidade como esta deveriam existir todas.
    Quando é que esta gente que manda consegue perceber que o ensino e a cultura dos cidadãos não podem depender de modas autoritárias e do desprezo pelas opções dos sujeitos?
    João Simas

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    1. João,
      Esta gente que manda não é gente. São autómatos que, incapazes de ver as pessoas e a cultura, no seu sentido mais nobre, vêem apenas números, dinheiro. E oportunidades de trepar no carreirismo lá dos seus partidos.
      Cortam onde fôr preciso, nos alunos, nos professores, nas escolas. Cortam com toda a facilidade na vida das pessoas. Porque na vergonha na cara, na dignidade, há muito que já cortaram. De vez.
      Cumprimentos
      jmc

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  23. Um Ser.... ao Sul...06 julho, 2013 00:18

    Pode ser mais uma opinião... Mas é de certo uma constação REAL...

    É justa e oportuna a concordância com todas as posições e as opiniões em defesa da "Escola Pública" em geral, mas, em particular da ESCOLA SECUNDÁRIA GABRIEL PEREIRA.
    Uma Escola com E maiúsculo, não uma "escolinha" como tantas outras que por aí se querem afirmar.
    A eleição deste local de trabalho, faz mais de 20 anos, teve por base a sua História, a Especialidade/Especificidade, a Natureza e a Qualidade do Ensino e da Formação que a distinguia e enaltecia na Cidade, no Concelho e na Região.
    A ESGP é referência pela Qualidade/Excelência que a destaca no Meio e nas Comunidade Educativas envolventes. A especialização e Vocação Tecnológica (Insdustrial e Comercial) foi a sua MARCA e a sua IMAGEM, até ao ano letivo 2010/2011, incluindo a modalidade de Formação Profissional. Os Cursos Técnológicos e/ou Cursos Profissionais suportados em componentes de Formação Geral e de Formação Técnica com integração em Contextos Reais de Trabalho, prepararam e integraram muitos elementos no tecido Empresarial e Organizacional Local e Regional. Era um caminho traçado em direção ao tão desejado "Sucesso Educativo" e "Desenvolvimento Regional". Este caminho foi prepositadamente interrompido em 2012/2013, quando se estabeleceu o corte/abandono de áreas de forte tradicão e especialização, facto que se lamenta e se condena, sobretudo porque tinham reconhecimento e saída profissional promissoras - Falamos em concreto da área Tecnológica/Técnica Informática.
    Em 2012/2013 não foi reconhecida como prioritária e/ou de interesse regional, tal como para 2013/2014. A formação na área técnica de informática é vasta e abarngente, como Gestão, Manutenção, Programação, Administração, Redes, Comunicações, etc., cada vez mais se justifica, ou não fosse o "Mundo Tecnológico e a Aldeia Global" em que vivemos, que obrigatoriamente nos inserimos. São incompreensíveis estas visões limitadas e inconsequentes, revelam miopia e afastamento da realidade, são económicamente sensuráveis. Tenhamos em mente o "Estrondoso" investimento no PTE - Plano Tecnológico para Educação, a instalação/apetrechamento completo de Escolas, neste caso a ESGP, no que as Tecnologias Informáticas diz respeito, já não falando no investimento pessoal e formativo que implica, mas, que a esse desafio, todos responde: PRESENTE, como a sua dedicação, emepnho e Brio Profissional. É obviamente, um desperdício e um sub-aproveitamento: Material e Humano. Dizem que têm de reduzir e economizar, neste caso em em Recursos Humanos (Horários ZERO, com fartura...). Mas, lá diz o ditado: "Poupa-se na Farinha, estraga-se nos Farelos". Será arriscado deduzir que "outros valores se levantam", "outros interesses se jogam"? Por certo que o interesse no "Sucesso Educativo e Formativo" da Comunidade Escolar, o desenvolvimento e realização dos Jovens, enquanto seres livres com LIBERDADE de escolha e seguir a sua vocação profissional, NÃO FAZ PARTE DOS HORIZONTES E DOS OBJETIVOS DOS DECISORES (Políticos e/ou Técnicos), que nos querem/tentam "atirar a reia aos olhos".
    Olhemos à nossa volta e será muito difícil não VER/ENCONTRAR marcos ou pilares construídos pela ESGP. São capazes de não VER, mas, não se esqueçam: "Não há pior cego do que aquele que não quer VER"....

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  24. Sou pai de 3 jovens. Os 2 mais velhos estudaram na ESGP e sobre esta instituição faço minhas as palavras de José Santos, foi para eles um excelente sítio para estudar e crescer. Já na universidade fora de Évora é com saudade e alegria que recordam a escola e professores. No próximo ano pretendo que o meu filho mais novo vá para a ESGP (área de economia). Será que como encarregado de educação não vou poder escolher a escola do meu filho???? não é o que diz a lei.....
    Não concordo com um senhor Carvalho que aqui diz :"a Gabriel Pereira sempre se tem dado ao luxo de escolher os alunos; se a proveniência não lhes agrada, rejeita-os; sei exactamente do que estou a falar..." . Acho que este senhor não sabe mesmo do que esta a falar....Os alunos vão para a ESGP porque a escolhem.... Ao longo dos anos que acompanhei os meus filhos mais velhos verifiquei que estudavam ali muitos alunos não só de Évora mas de outras localidades, Redondo, Reguengos, V. Novas, Montemor, Portel....
    Como Encarregado de Educação vou lutar para que o meu filho se matricule na ESGP, na área de economia, é a escolha dele e minha como encarregado de educação, sei de outros pais e encarregados de educação que estão dispostos a não ficar de braços cruzados....
    Os alunos que moram no Bacelo e Pites sempre frequentaram e optaram pela ESGP, por vezes fazem o caminho a pé ate lá....e agora querem que eles se desloquem ate à outra ponta da cidade para ir para a André Gouveia??????

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    1. O senhor sabe ler mal; o que eu escrevi não foi que não aceitam os bons alunos, como terão sido os seus filhos; se os bons alunos quiserem ir para a GP, eles aceitam-nos de braços abertos. Mas se forem alunos complicados, com passado de reprovações ou oriundos de bairros mal cotados, pode ter a certeza que os rejeitam; o que faz com que esses alunos tenham de optar por outras escolas que os recebam. Ou seja, a GP sempre foi elitista.
      E pode ter a certeza que eu sei exactamente o que estou a escrever. Quer uma lista pormenorizada de casos e nomes?

      Cumprimentos
      Carvalho

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  25. Sou professor há quase trinta anos e há mais de vinte e cinco que, sempre voluntariamente, faço da Gabriel Pereira a minha segunda casa - na verdade, muitos têm sido os dias em que dela faço o meu primeiro lar. Por isso, muito tempo e energia lhe tenho, amorosamente, devotado.

    Ao longo destas quase três décadas tenho convivido e vindo a habituar-me às teias que sucessivos ministros e suas equipas de pedagogos, legisladores, tecnocratas e burocratas, comodamente instalados nos gabinetes da 24 de Junho e da 5 de Outubro, têm tecido, ora em tom laranja, ora em colorido rosa, à volta da Escola. Teias que se fazem para logo depois, ao ritmo das entradas e saídas do poder, se desfazerem, se sobreporem e contradizerem, multiplicando-se numa intrincada, paralisante e insana urdidura. Percebe-se assim porque, para além de outras fortes razões, a profissão de professor é tão “amiga” dos anti-depressivos, dos ansiolíticos e de outros fármacos congéneres.

    Mas, nos dias que correm, os professores da Gabriel Pereira vêem-se confrontados com um ataque diferente. Tudo parece indicar que a teia que hoje se está a tramar contra esta escola é tecida, não em Lisboa – pelo menos não directamente em Lisboa – mas em Évora. Daí a surpresa e o receio em muitos instalados. Também porque um dos vértices da teia está a ser segregado no interior da própria Gabriel Pereira. Dos autores/das autoras sente-se o bafo. Da prepotência e do autoritarismo do eu quero, eu posso, eu faço. Ao gosto dos tempos que julgávamos passado e que não fazem parte –nunca terão feito – da cultura desta escola. O bafo da prepotência e da arbitrariedade por explicar, “fundamentadas” em razões que a razão não consegue descortinar e que, por isso, suscitam, legitimam e dão férteis campos para as suposições de que se fala e que me recuso a acreditar possam ser o móbil por trás da Oferta Formativa cozinhada para a Gabriel Pereira para o ano lectivo de 2013/2014. Uma coisa é certa, se se concretizasse o desenho desta teia - leia-se Rede – ela conduziria a muito curto prazo a uma diáspora sem destino certo de uma parte muito significativa do corpo docente desta escola, ou seja, ao puro e simples desmantelamento deste estabelecimento de ensino. Assim, num abrir e fechar de olhos. Porque quem reina manda. E viva o regresso ao absolutismo. Ao obscurantismo. E se se andou durante anos e anos a fazer a apologia da estabilidade do corpo docente das escolas como forma de promover o sucesso educativo, aqui está um excelente corolário: cumpra-se a deslocalização gratuita de professores, mesmo que isso custe o alienar de todo um trabalho de muitos e muitos anos de dedicação e esforço, mesmo que isso signifique que as sinergias que se foram criando na escola ao longo de décadas e décadas de persistência e perseverança se percam num abrir e fechar de olhos. O que é que isso interessa? Sim, o que é que isso interessa a quem tem vindo a cair ali e aqui de pára-quedas e que, mais cedo ou mais tarde, abandonará o cargo que agora tristemente ocupa com destino a parte incerta, deixando para trás um montão de destroços e mais um contributo para o adiamento do futuro que é disso que sempre se trata quando as intervenções na área da educação se saldam por incompetência, irresponsabilidade, cegueira ou…

    E então? Ficamos de braços cruzados à espera que a teia nos paralise? Aqui deixo uma proposta a todos os pais, encarregados de educação e alunos que este ano se vão matricular no 10º ano de escolaridade. Se a Gabriel Pereira é mesmo a escola em que pretendem prosseguir estudos, não hesitem. No acto de matrícula, no impresso de inscrição, assinalem-na como primeira opção. Como segunda opção. Como terceira opção. Vamos todos juntos lutar contra a prepotência e a ignorância com as armas da liberdade, do querer e do esclarecimento.

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  26. Quanto à qualidade da escola não discuto mas deixo aqui a sugestão : vamos ver a quantidade de alunos, cujos paizinhos tem hipótese de pagar uma explicação, temos a fórmula para o sucesso. Uma verdadeira escola plural dá aos alunos a hipótese de encontrarem nela a resposta para o sucesso educativo. Outro exemplo comparem a diferença entre a avaliação externa e interna? No ano passado aconteceram casos vergonhosos.
    O sucesso educativo é feito por todas as escolas e em Évora existem bons e maus professores em todas as escolas. A ESGP não pode querer tudo para ela e mandar embora os maus alunos. Meus senhores isso é a verdadeira escola plural.
    Cumprimentos

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    1. Concordo plenamente. Os alunos problemáticos não os querem. Esses exigem bons professores, professores que investem muito sem esperar grande retorno. É mais fácil mandá-los embora, os outros que os recebam...e assim se constroi a dita "escola de excelência"

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    2. Discordo plenamente. Os alunos problemáticos são bem vindos. Esses exigem bons professores, que investem muito sem esperar grande retorno, como os professores da ESGP. É mais fácil aceitá-los, assim os outros ficam libertos para tentarem aquilo que não conseguem, serem excelentes... e assim se dá aos outros a possibilidade de serem melhores.

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  27. Falar de Educação está a tornar-se banal! Lamento que cada verbalização expressa nestes comentários, não remeta apenas para o que cada autor conhece, sabe e tem competência para opinar. Uma realidade tão complexa como a educação escolar associada à complexidade da profissão de professor, não permite dar crédito a tantas opiniões sem fundamentos que as suportem. Aliás, ainda que apenas se partilhem ideias com base em evidências empíricas, penso que dignificar a nossa profissão passará por limitarmos os nossos discursos ao que sabemos. Só dessa forma teremos vontade de ouvir os outros para aprendermos juntos e para actuar como grupo. É a minha convicção.
    O que me é permitido ler ao longo destas trocas de palavras, não são mais do que vastas e amplas constatações, no seio das quais a razão aparece desvanecida, ecoa a emoção e aparecem ofuscados, para não dizer omissos,os saberes de quem escreveu.
    Se não aprendi nada através da participação e partilha que este meio,permite, penso que devemos repensar o que nos levou a escrever. Espero, sinceramente, que não tenha sido apenas transmitir informação, o que para quem é menos dotado... sem possibilitar a construção de conhecimento em conjunto, em cooperação, deixando a diversidade enriquecer-nos, a cultura ter valor... Sinto, enfim, que algo está mal, muito mal, porque não aprendi nada com o que li. Peço imensa desculpa se o meu tom aparenta prosseguir no mesmo sentido. A intenção não era essa, mas sim a de permitir uma reflexão que contribuísse para a intervenção na resolução de alguns dos problemas existentes.

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