sexta-feira, 5 de julho de 2013

É lamentável e chocante como se quer arruinar uma escola como a Gabriel Pereira (Évora)


É lamentável e até chocante a forma como se pretende arruinar uma escola que ao longo de anos deu exemplo da sua qualidade, reconhecida dentro e fora do país, como é a Escola Secundária Gabriel Pereira.

A cegueira na educação, pensando apenas na questão financeira, relegou para o fim da lista as questões pedagógicas destruindo, em dois anos o que levou mais de vinte anos a construir em benefício dos alunos.
É evidente que para semear a destruição é necessário colocar em alguns cargos pessoas que, por pouco saberem de educação, não fazem perguntas, porque não fazem ideia do que estão destruir e apenas tiram o chapéu e dizem ámen. É o caso da delegada regional da educação. Penso que se deverá perguntar a esta senhora se já sabe o que irão fazer aos laboratórios, oficinas e outros equipamento que têm alta tecnologia e que deveriam continuar a formar alunos de alta qualidade técnica na Gabriel Pereira, se já sabe o que fará aos docentes que têm, ao longo de muitos anos, dado à escola um estatuto de excelência através da sua competência? Será que vai mudar tudo para a escola André de Gouveia? É claro que a senhora não sabe nada, nem a ideia é saber se sabe ou não. O que nós queremos saber é quando se vai embora e, esperamos, que seja bem depressa.
É claro que a questão da rede escolar revoltou, ainda mais, a comunidade educativa da Gabriel Pereira que, embora tratada com enorme distância, tem dado o benefício da dúvida à presidente da CAP e agora percebeu, muita claramente, que aquela não é a presidente da sua escola, porque além de não defender os interesses da Gabriel Pereira, pior que isso, defendeu os da senhora delegada e sua amiga.
Não é presidente ou director de uma escola quem quer ou quem para lá é empurrado(a). Para se ocupar este cargo é necessário muitas qualidades mas o saber liderar e, sobretudo, saber o que se quer liderar, assume especial importância.
Só é possível tentar tratar duas escolas com climas tão diferentes da mesma maneira, quem não teve a preocupação de conhecer a escola onde entrou, conhecer com quem começou a trabalhar e apenas se concentrou em tentar criar um clima de autoritarismo, que é bem diferente de autoridade, porque esta conquista-se, e o outro” tenta” impor-se. Isto para dizer que a presidente da CAP neste pouco tempo já demonstrou não ter perfil para ocupar tal cargo.
A escola tem no seu quadro muitos docentes com qualificação, experiência e o perfil adequado para ser o próximo director. Digo-o porque tenho a certeza disso e não para, como diz a presidente, fazer complô contra ela.
Penso que os docentes da Gabriel Pereira devem unir-se, dizer em voz alta o que pensam e discutir entre si o futuro da escola pois, na esmagadora maioria, com a qualidade e experiência que têm podem e devem dar lições a quem por lá “aterre” e que, pela amostra, tem ainda muito que aprender.
Finalmente, dizer que desde o 25 de Abril que na escola Gabriel Pereira se fala sem medo de quem nos ouve e também desde essa altura que se deixaram de fazer reuniões clandestinas.

Ananias Quintano

9 comentários:

  1. Ananias,

    Ninguém melhor do que tu para falar da Gabriel Pereira! A tua vida profissional coseu-se com a evolução da escola, instituição a que ninguém pode regatear a qualidade do patamar pedagógico a que chegou.
    O meu filho que foi um dos beneficiários desse bem andar, estar e aprender, pode chancelar o que afirmei.

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  2. O memorando da troika foi assinado em maio de 2011,pelo PS,PSD e CDS,está lá a destruição da escola publica.Estes três partidos são responsáveis pelo desastre,assinaram um documento que representa o maior ataque ao ensino publico.

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  3. Bravo Nico,Verdasca e a actual dirigente da DREA são responsáveis pela actual situação,todos eles defendem o memorando da troika.

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  4. Veja-se o que se passa na saúde no Alentejo,é um"socialista" que está na presidência da ARS,cumpre rigorasamente os critérios do memorando da troika.

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  5. para semear a destruição é necessário colocar em alguns cargos pessoas que, por pouco saberem de educação, não fazem perguntas, porque não fazem ideia do que estão destruir e apenas tiram o chapéu e dizem ámen

    É esta a realidade em todos os serviços públicos.
    Para onde quer que nos voltemos, as queixas são as mesmas.
    Há uma década que os governos do Bloco Central promovem a incompetência, para dirigir os serviços públicos.
    A ascensão do Santana, do Sócrates, do Relvas, do Passos Coelho, do Portas, a quadrilha do Cavaco e do BCP, e tantos outros que ocupam lugares menos visíveis na administração, fazem parte da mesma estratégia de corromper e destruir o estado.
    O critério é o mérito, mas com os piores acima dos mais experientes e capazes.

    O Plano de Remodelação, que o Portas iria ou vai fazer, e que todos os comentadores dizem que faz muita falta, é na verdade o golpe de misericórdia no defunto. A remodelação já a fizeram.

    Na câmara de Évora, foi um desastre.
    Quando chegaram ao poder, com um preconceito e uma vaidade monstruosas, afirmavam que estava tudo mal, e que iam mudar tudo.
    E mudaram. Nomearam incompetentes, e até gatunos e loucos, para dirigir os serviços, destruíram a lógica dos serviços. Saquearam os projectos que encontraram. Alienaram os créditos e as poupanças, venderam os anéis. Tudo às cegas. Sem nada em substituição. Ficou a dívida e a incompetência.
    Os inúmeros projectos falhados, a incapacidade de gerir, os contratos ruinosos, a dívida, as remodelações dos serviços, etc., são sintomas claros da incompetência e da loucura do bloco central que governou a câmara na ultima década.
    Foi uma década de loucos, de destruição, e de ruína.

    E dizem os do governo, e os comentadores a soldo, que ainda não começaram a remodelar!

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  6. A TROIKA em Évora no ensino,Girls e Boys do PSD,CDS e PS;esta rapaziada dirige o ensino em Évora,é tudo gente ligada aos aparelhos partidários,dirigentes locais ,familiares de altos responsáveis autárquicos,tudo em família,autêntica SANTA ALIANÇA,troika/PSD/CDS/PS.

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  7. Da liberdade de escolha

    O final de um ano lectivo é marcado pela preparação do novo ano que, em Setembro, trará de volta às escolas milhares de alunos. Os professores planificam actividades lectivas e não lectivas enquanto os pais/e.e. matriculam os seus filhos/educandos num estabelecimento de ensino que corresponda às suas necessidades e expectativas. Os pais e encarregados de educação, porque são os principais responsáveis pela educação das nossas crianças, adolescentes e jovens, podem , ao abrigo do que se encontra plasmado no despacho 5048 de 12 de Abril de 2013, escolher a escola onde pretendem matricular os seus filhos. Leia-se o que consta do preâmbulo deste despacho :« procura-se também ir ao encontro do objetivo do Governo de desenvolver progressivamente a liberdade de escolha, por parte das famílias, do projeto educativo e da escola». Não nos referimos a um despacho antigo, este foi produzido há três meses e deveria ter sido levado em conta quando a rede escolar, que define o número de turmas que cada agrupamento e escola não agrupada pode receber no ano lectivo seguinte, procedeu a uma distribuição feita a régua e esquadro.
    Este ano a rede imposta pela delegação regional de educação reduz de 11 para 6 o número de turmas que a Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP) pode receber. A oferta formativa foi limitada pelo encerramento administrativo do curso económico-social, apesar de aí existir um quadro docente que sempre assegurou esta área, e pela imposição de cursos profissionais que não respeitam os investimentos que foram feitos nos últimos anos.
    Estamos, obviamente, perante um desperdício de recursos humanos e materiais e enfrentamos o empobrecimento curricular de uma escola centenária, de feição industrial e comercial, que agora se vê amputada de uma área que constituiu a sua matriz identitária.

    (continua)

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  8. (continuação)

    Não podemos também deixar de referir que a decisão da delegação regional de atribuir a cada escola, com ensino secundário, o mesmo número de turmas parece ter sido concebida à revelia do conhecimento da realidade de cada escola : a ESGP não tem ensino básico, todo o seu corpo docente leciona no ensino secundário, enquanto que nas outras escolas há ensino até ao 9º ano. Como pode a ESGP receber apenas o mesmo número de turmas que está previsto para as outras escolas ? Como é possível estabelecer uma rede que reduza as turmas de 10 º ano na ESGP de 11 para 6 ? Como é possível que se estabeleça uma rede que não tem em conta os recursos humanos que existem numa escola e se encerra uma área para se abrir noutra escola ? O que vai acontecer aos professores da ESGP ? Vão engrossar as fileiras da mobilidade? Vão ocupar os lugares de outros colegas que lecionam noutras escolas e que sejam menos graduados?
    E que dizer da obrigatoriedade imposta aos alunos de 9º ano de continuarem no seu agrupamento quando os alunos da Conde Vilalva, André de Resende e Santa Clara têm forçosamente que mudar de escola? Porque razão não podem escolher uma outra escola fora do seu agrupamento? O despacho ministerial assegura essa liberdade mas , na prática, localmente, essa liberdade foi cerceada. Os pais e alunos do distrito de Évora deveriam poder matricular os seus filhos onde entendessem que estavam reunidas as condições que assegurassem a educação que desejam para os seus filhos.
    Uma escola é feita pelos alunos, pelos funcionários e pelos professores. Durante anos procurou-se a estabilidade dos quadros das escolas, garante da continuidade pedagógica e do projecto educativo. A partir de agora esta estabilidade está posta em causa com repercussões graves que comprometerão o sucesso educativo dos alunos e a liberdade de escolha prevista na lei.
    Possam os professores da ESGP prosseguir com o trabalho que têm realizado com sucesso.
    Eu defendo a escola pública de qualidade. Eu sou professora de História na Escola Secundária Gabriel Pereira e tenho muito orgulho nesta escola plural, democrática e que promove o sucesso educativo.
    Possam os pais e alunos escolher a ESGP ou outra escola. Eu defendo a liberdade de escolha !

    Élia Mira
    Professora de História
    Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da ESGP

    https://www.facebook.com/notes/elia-mira/da-liberdade-de-escolha/182744068407084

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  9. "Para se ocupar este cargo é necessário muitas qualidades mas o saber liderar e, sobretudo, saber o que se quer liderar, assume especial importância." .....Saber liderar realmente é uma virtude!
    Infelizmente existe toda uma Rede (porque não lhe chamo teia) de incompetência em todo o lado, inclusive a prestar o tão aclamado ensino de qualidade.
    Porque para o sucesso Educativo ser de excelência, é preciso primeiro haver bons professores, e esses não são claramente aqueles que não sabem estimular nem tão pouco ficarem satisfeitos pelo (crescente) insucesso dos seus alunos.
    Saber liderar é tudo isto. Olhar para dentro, para aquilo que se fez, ou para aquilo que nunca se fez.

    Na sua maioria a Escola Gabriel Pereira está de parabéns, e (alguns) professores deviam ver o seu lugar mantido.

    Ser do PS, PSD, CDS, CDU ou Bloco de Esquerda, que seja indiferente, deverá ser é coerente, assumir uma posição, ir até ao fim. Ser líder, não significa, nem nunca significará ser amado por todos. Mas que seja coerente!

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