segunda-feira, 17 de junho de 2013

Professores: greve, na defesa dos nossos filhos!


1. Os alunos não são peças de roupa, tijolos ou outros objetos que se possam produzir em massa:
2. Os professores também são pais e como tal preocupados com o futuro dos filhos:
3. O aumento do número de alunos por turma, algumas com 30 alunos, prejudica os seus filhos, não permitindo que eles adquiram as atitudes e comportamentos essenciais e tenham o tempo de atenção individual que precisam.
4. A redução das horas das disciplinas sem a alteração dos programas, não permite que os mesmos sejam abordados adequadamente, estando os alunos e pais a ser enganados.
5. Estudos revelam que classe dos professores é uma das que mais sofre com problemas psíquicos a partir dos 40 anos, estando as medidas do aumento da idade da reforma, o aumento das horas de trabalho, a atribuição de mais aulas aos professores mais antigos, a prejudicar fortemente os seus filhos, não lhes permitindo desenvolver a globalidade das suas capacidades.
6. O aumento de horas de trabalho para os trabalhadores em geral é prejudicial para a educação dos filhos, com quem cada vez menos tempo passam, levando ao aumento de problemáticas no seu desenvolvimento e à redução das condições de sucesso no futuro. 
7. O governo acusa os professores de fazerem greve em dia de exames, mas o Primeiro Ministro diz para fazerem greve no dia 27 de Junho, dia em que há exames(??). Para o governo existem exames de primeira e exames de segunda, alunos de primeira e alunos de segunda. 
8. O governo quer que os professores sejam iguais (!!) aos outros funcionários públicos e não quer que sejam iguais (!!?) 
- A mobilidade dos professores é para 100 ou 200 km de casa e na função pública até ao máximo de 60km ?? 
- Os professores não podem trabalhar a totalidade do seu horário na Escola (35h ou 40h ) tendo que levar trabalho para casa, usando os seus computadores, as suas impressoras, gastando energia, gastando dinheiro, tirando tempo à família, mas os outros funcionários podem ?? 
- Os professores não podem receber horas extraordinárias quando trabalham depois do seu horário e os outros podem?? 
- Os professores fazem a sua formação obrigatória à noite e aos fins de semana, pagando-a muitas vezes e os outros funcionários fazem formação nas horas de serviço pagas pelas entidades patronais?? 

Em que ficamos? 
Cabe à comunidade definir que educação queremos para os nosso filhos, a escola como local onde estão “fechados” 7h a 8h dia, onde são “ministradas” aulas, com mais ou menos qualidade, onde se tenta que não sejam agressivos para os colegas, funcionários e professores, onde o momento do exame é importante, mas não as aulas que se dão ao longo do ano, onde se olha para as notas, mas não para o que os alunos se desenvolveram, onde os filhos dos mais fortes socialmente, serão à partida os que melhores notas conseguem, onde a escola instituição, engana os pais, alunos, a sociedade e o futuro de um país. 
Pode ser diferente se os pais deste país, não “emprenharem" pelos ouvidos, acompanharem a evolução dos filhos, reconhecerem que educar o seu filho, no meio de trinta, e em várias horas ao dia, não é tarefa fácil, necessita de professores qualificados, disponíveis, motivados no exercício da sua profissão, com condições de trabalho dignas que lhes permita criar aprendizagens nos alunos, a nível escolar, mas também e às vezes fundamentalmente a nível das atitudes e comportamentos que os tornarão seres socialmente integrados. 

Em que ficamos? 
Na LUTA constante a todos os níveis, contra políticas que nos pretendem reduzir a números e em que os vossos filhos, já são números também... . 
Já agora, sabia que existem alunos com FOME nas escolas???

José Marques Vidal (professor de Educação Física - Vendas Novas/Águeda)

2 comentários:

  1. Estes zangaram-se oficialmente com TODOS os ministros da educação pós 25 de Abril!

    Trabalham - oficialmente - menos horas que um professor Finlandês e proporcionalmente ganham mais. O ensino na Finlândia é considerado pela OCDE o melhor do mundo.

    É este um dos estados - há vários - da educação em Portugal.

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  2. O tempo em PORTUGAL

    é de MO(r)BILIDADE especial

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