quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tanta conversa....


Que polémica que para aqui vai! Claro que o Melgão tem todo o direito a contratar o assessor que quiser (tem direito a dois) que cessarão funções no dia em que ele também cessar funções e que recebem 80 ou 60 por cento do salário de um vereador (conforme seja adjunto ou secretário). É assim em todo o lado e em todas as Câmaras, sejam do PC, do PS, do PSD, etc. E todos fazem o mesmo: contratam pessoas da sua confiança para os assessorarem. Que me lembre, o Abilio teve em Évora, entre outros, o Palma, o João Bilou, numa dada altura o Almeida Henriques, etc., e o José Ernesto teve, também entre outros, Monarca Pinheiro, Margarida Louro,o Francisco Costa etc.
É bom de ver que, na troca de cadeiras na Câmara, o Carlos Trigo veio substituir a Margarida Louro que regressou à CCCDRA, depois da saída de José Ernesto OLiveira.
Tanta conversa para nada.

Artigo 8.º
(Gabinete de apoio pessoal)

1 - Os presidentes das câmaras municipais poderão constituir um gabinete de apoio pessoal, composto por um adjunto e um secretário, com remuneração correspondente, respectivamente, a 80% e 60% do subsídio legalmente previsto para os vereadores em regime de permanência, tendo ainda direito aos restantes abonos genericamente atribuídos para a função pública. 
2 - Os membros do gabinete são livremente providos e exonerados pelo presidente da câmara municipal, sendo dado por findo o exercício das suas funções com a cessação do mandato do presidente. 
3 - Os membros do gabinete são providos em regime de comissão de serviço, com a faculdade de optarem pelas remunerações correspondentes aos lugares ou cargos de origem, mantendo o direito a estes, bem como às promoções, ao acesso a concursos, às regalias ou qualificações, aos benefícios sociais e a qualquer outro direito adquirido. 
4 - Os membros do gabinete não podem beneficiar de quaisquer gratificações atribuídas a título de trabalho extraordinário. 
5 - Ao exercício das funções de adjunto do gabinete é aplicável o disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 191-F/79, de 26 de Junho.

antónia b.
08 Maio, 2013 18:07

6 comentários:

  1. Deduzo deste post que o Concelho de Évora deve dirigir votos de muito boas vindas a Carlos Trigo, e os cidadãos devem então congratular-se amplamente por terem ao seu serviço mais um funcionário de elevada qualificação e reconhecidas competências técnicas em matérias que são neste momento claramente prioritárias para a vida da cidade e das freguesias de Évora. :) Congratule-mo-nos pois! Bradando o quanto nos sentimos mais felizes com esta contratação (que por acaso até é legal).

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  2. Entendendo que
    - a política é a ciência, ou a arte, de gestão da polis;
    - e que o designado "gabinete de apoio pessoal" serve para dar assessoria técnica ao político, exclusivamente para as matérias da gestão da polis, como era boa prática no tempo da CDU;

    deve agora perguntar-se:
    - qual a competência específica de um jornalista para poder apoiar a gestão de Évora?
    - os jornalistas e os media de Évora, não são suficientes e competentes para informar a actividade municipal?
    - podemos concluir que este jornalista se destina exclusivamente a escrever os discursos, ou a gerir a "fachada" do Eng. Melgão, e do PS?
    - porque têm os munícipes que suportar um profissional da propaganda, altamente pago, contratado para promover a imagem de um determinado político e de um determinado partido?

    De facto, esta gente vê a política como uma mera publicidade enganosa, e obrigam os cidadãos utentes a pagar os enganos monstruosos que lhes impingem.

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  3. O diário do sul e a radio diana pagam-lhe para fazer PROPAGANDA ao PS.

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  4. Não vejo mal algum em o Presidente (este ou outro) ter um assessor para lhe tratar da imagem.
    O mal está em que seja a autarquia a pagar.
    Era simples: quer um assessor? Paga do próprio bolso!

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  5. Ontem não havia dinheiro nem para o gasóleo. Hoje anuncia-se a contratação de um "assessor e imagem".

    E ainda há quem ache isto normal, ou um bom acto de gestão?

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  6. Este comentário elevado a post também podia ser destacado como hino à demagogia.
    Com efeito, vir citar o arrazoado do “Artigo 8.º” significa, no mínimo, um misto de consciência pesada misturado com uma dose considerável de demagogia. É que não me lembro de ter lido, em dezenas de comentários, uma única referência à legalidade do acto.

    O que parece estar em causa, segundo leio em dezenas de comentários, é a pertinência e a prioridade dessa decisão.
    O que parece estar em causa é que, numa câmara falida, onde já nem há umas centenas de euros para comprar produtos e bens essenciais, se opte por contratar um assessor de imagem.
    O que está em causa é um acto de gestão, de quem parece mais preocupado com pequeninos interesses pessoais do que com o interesse colectivo dos cidadãos.

    E, se não for assim, que digam que tarefas importantes e inadiáveis vão ser desempenhadas por este senhor, em prol dos eborenses. Podem começar a fazer a lista…

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