quarta-feira, 1 de maio de 2013

Liberdade


1de Maio de 1974

EvoluçãoFui rocha em tempo, e fui no mundo antigo 
tronco ou ramo na incógnita floresta... 
Onda, espumei, quebrando-me na aresta 
Do granito, antiquíssimo inimigo... 

Rugi, fera talvez, buscando abrigo 
Na caverna que ensombra urze e giesta; 
O, monstro primitivo, ergui a testa 
No limoso paúl, glauco pascigo... 

Hoje sou homem, e na sombra enorme 
Vejo, a meus pés, a escada multiforme, 
Que desce, em espirais, da imensidade... 

Interrogo o infinito e às vezes choro... 
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro 
E aspiro unicamente à liberdade. 

Antero de Quental, in "Sonetos"

3 comentários:

  1. Isso era palavra de ordem em outro século .

    Agora se crise existe é inventada !

    Concertos de música esgotados ... casas noturnas sempre cheias ... cada vez mais viaturas a circular e a Galap a dizer que tem mais 50 % de lucro ... as viagens aéras e cruzeiros sempre a navegar cheios ... as crianças com 16 anos já não andam a pé para escola ou vão de mota ou de pendura do 2º carro familiar de preferência um TDI SUV ... qualquer gaiato ou gaita de escola com 15 anos tem o telemóvel de topo e veste nos pés calçado de 100 euros com relógio para a troca no mesmo valor .... etc .... Qual crise ???

    Será que os que antes e agora pedem sopa estavam adormecidos com vergona e afinal serão sempre os mesmos de sempre ?

    Desconfio que por cada eventual pobre criado hoje ... nascem dois novos ricos ...


    Tenham vergonha quando falam de crise !


    Jorge

    ( ciclista )

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  2. Zézinho quando começas na Embraer? Goza primeiro a vida, pá, dá uma voltinha ao mundo e lá pra Julho começas a "trabalhar"! Aquela Camara malvada e cheia de socialistas inseguros dava cabo de ti, meu amigo.

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  3. nasciam... jorge ciclista... agora nascem 2 escravos iludidos. Ai deles quando levarem com a realidade pelas trombas!

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