segunda-feira, 6 de maio de 2013

Debate na Universidade de Évora esta terça-feira: “O INTERIOR ESTÁ EM RISCO DE DESAPARECER?”


“O Interior Está em Risco de Desaparecer?” Este é o tema do encontro marcado para esta terça-feira, dia 7 de Maio em Évora, inserido no ciclo de debates “Presente no Futuro” que a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) está a realizar a nível nacional. 
O interior está em risco de ficar totalmente despovoado? E despovoamento significa abandono? O interior resume-se a rostos envelhecidos e aldeias vazias? As cidades de pequena e média dimensão têm futuro? Como será a vida nas cidades e nos campos no futuro? Estas são algumas das questões em cima da mesa num debate com Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto paisagista distinguido com o prémio Sir G. Jellicoe 2013, Maria João Valente Rosa, demógrafa e diretora da PORDATA, Maria Filomena Mendes, demógrafa, Rui Horta, coreógrafo, e Alexandre Kroner, estudante e designer. A moderação do debate está a cargo de Fernanda Freitas. 

Números para o debate: 
* Nas últimas cinco décadas (1960 a 2011) a população residente em Portugal aumentou em 1.673 mil habitantes. No mesmo período a região de Lisboa praticamente duplicou a população (teve um aumento de 1.316 mil residentes) e o Alentejo perdeu cerca de um quarto da população (teve uma diminuição de 239 mil residentes). 
* Todos os municípios das regiões Alto Alentejo e Alentejo Central perderam população de 1960 para 2011, excepto Évora que passou a contar com cerca de mais 7 mil habitantes nesse período. 
* O índice de envelhecimento, ou seja, o número de idosos por cada 100 jovens em Portugal, de 27 em 1960, passou para 128 em 2011. 
* Em 2011 a região de Portugal com maior número de idosos por cada 100 jovens foi o Alentejo (índice de envelhecimento é de 178). Os municípios com valores mais altos são Penamacor, Pampilhosa da Serra, Vila Velha de Rodão, Oleiros e Alcoutim, com um número de idosos quase seis vezes superior ao de jovens. 
* Metade dos estrangeiros residentes em Portugal em 2011, habitam na região de Lisboa. 
* Em Alcoutim, Mértola e Idanha-a-Nova, o número de habitantes por quilómetro quadrado é inferior a sete e na Amadora, em Lisboa, no Porto e em Odivelas o número de habitantes por quilómetro quadrado é superior a 5.000. 
* Em 2011 os municípios de Mourão, Ponte de Sor, Serpa e Cinfães foram os que apresentaram taxas de desemprego mais altas (iguais ou superiores a 20%), sendo, nessa data, a taxa média de desemprego do país de 13%. 
* Entre 1979 e 2009, o número de explorações agrícolas passou para menos de metade, de 785.000 para 305.000. 
* De 1980 para 2011, o número de incêndios florestais aumentou 10 vezes (passou de 2.349 em para 25.221). Em 2011, a área ardida foi de 74.000 hectares. 
* Dos 308 municípios do País, cerca de metade não tinham um ecrã de cinema em 2011. Entre estes Lisboa era o que tinha um maior número (80 ecrãs), logo seguido pelo município de Vila Nova de Gaia (com 31 ecrãs). 
» Em 2011 a percentagem de população com 15 e mais anos com ensino superior foi de 14% em Portugal. * Os cinco municípios mais escolarizados são Lisboa (31%), Oeiras (31%), Coimbra (27%), Cascais (25%) e Porto (25%). Os cinco municípios com percentagens mais baixas de pessoas com ensino superior são Pampilhosa da Serra (3%), Gavião (4%), Penamacor (4%), Cinfães (4%) e Baião (4%). 

Nota: Mais informação e material de apoio em http://www.presentenofuturo.pt/encontros/agenda/evora_07_maio

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