sexta-feira, 17 de maio de 2013

Às vezes o Parlamento serve para alguma coisa útil


Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais. Estranho é que isto ainda pareça uma excepção.

33 comentários:

  1. Nos casais ditos normais , marido e mulher ; ocorrem já maus tratos e violações de menores enquanto filhos deles , para mais assim desta maneira vai dar-se coisa ruim , muito ruim .

    Muito ruim , porque o Mundo tem regras de vida na qual nenhum parlamento as fez de início e existentes à milhões de anos .

    Coitadas das crianças nos braços de gente com o cérebro afetado .

    Qualquer dia ... aprovam casamentos entre homens e cabras ou mulheres e cavalos .

    Tenham vergonha e resolvam o futuro de Portugal que não passa nem um milímetro por esta trama a quem não pode decidir , não vota e não pode comprar alcool .

    Jorge

    ( ciclista )

    ResponderEliminar
  2. Caros gestores do acincotons. Saúdo a vossa veia claramente democrática em aceitar todos os comentários.
    Ainda assim, como em tudo na vida, devem existir limites. Comentários racistas, xenófobos, homofóbicos, ..., não podem, na minha opinião, ser aceites.
    "Coitadas das crianças nos braços de gente com o cérebro afetado"????
    Devem existir limites.

    Por acaso concordo com a lei. Devemos ouvir quem discorda, mas escrever ou falar desta forma é totalmente inaceitável, além de ser um crime à luz da lei da república portuguesa.

    ResponderEliminar
  3. PS, PSD, BE e PCP (no P. percebe-se que houve deputados que saíram do plenário para não votar contra, presumo). Um grande resultado dos deputados não-alinhados, um grande trabalho de bastidores. Até pelo contexto em que foi tomada (troika, as crenças de Boliqueime misturadas com os betos da direita no aparelho de estado, etc.) esta votação pode dizer-se que abriu uma fractura definitiva entre os ultramontanos (PR e a sua Maria, Isabel Jonet, CDS, Ribeiro e Castro, e + alguns) e uma sociedade portuguesa desempoeirada. E que anda hirta (a pé ou de bicicleta), apesar do sol na cabeça.

    ResponderEliminar
  4. António Gomes17 maio, 2013 18:58

    Concordo inteiramente com o comentário do anónimo das 18.13.
    Lá aparece de vez em quando um comentário removido.
    Esteve deveria ser um deles.

    ResponderEliminar
  5. Boa Carlo Júlio
    Realmente a adoção por casais Gay, vai ser a salvação de Portugal.
    Estamos na era New agge, tudo e normal e licito, excepto a pedofilia, por enquanto; E o senhor um senhor de quase 50 anos alinhar nessas modernices, não há pachorra.
    Sou apologista dado esse avanço até do casamento de um pai com um filho se se amarem. Qual o obstáculo? O incesto a sociedade bem pensante só não apoia por possiveis taras geneticas de possiveis filhos.
    Casamento entre machos, não geram filhos, porque não casarem?
    E entre um homem e um animal, uma cabar por exemplo tem mais lógica d que entre dos machos

    ResponderEliminar
  6. Boa Carlo Júlio
    Realmente a adoção por casais Gay, vai ser a salvação de Portugal.
    Estamos na era New agge, tudo e normal e licito, excepto a pedofilia, por enquanto; E o senhor um senhor de quase 50 anos alinhar nessas modernices, não há pachorra.
    Sou apologista dado esse avanço até do casamento de um pai com um filho se se amarem. Qual o obstáculo? O incesto a sociedade bem pensante só não apoia por possiveis taras geneticas de possiveis filhos.
    Casamento entre machos, não geram filhos, porque não casarem?
    E entre um homem e um animal, uma cabar por exemplo tem mais lógica do que entre dos machos

    ResponderEliminar
  7. Ein? Como disse?







    ResponderEliminar
  8. 20:33

    A si nem um milagre de Fátima, versão Cavaco Silva, o salva. Sempre ouvi dizer que há gente enxertada em corno de cabra que nunca percebe nada, mesmo que se lhe explique devagarinho. Desculpe, que não sei quem é, mas pelo que leio deve ser o seu caso. E só merece uma gargalhada bem sonante, como a que o movimento que se lixe a troika "debitou" na conta do ministro das Finanças. Você só lá vai com ironia, não é para levar a sério.

    ResponderEliminar
  9. Nem sei porque que não resolveram isto há mais tempo. A adoção de crianças por casais homossexuais era uma necessidade imperiosa. Agora sim vamos sair da crise!
    Aliás, nem se percebe como Deus, quando criou o mundo, se esqueceu de lhe dar aos casais de homossexuais o poder de procriar. Felizmente que a Assembleia da República veio corrigir o erro divino.

    ResponderEliminar
  10. Para esta gente as crianças não passam de carne para canhão.
    A coadopção é apenas um atalho para o reconhecimento social da homossexualidade, como foi o casamento e como será a adopção plena. O PS e o BE têm sido as barrigas de aluguer para estas causas de pretensa justiça social e integração dos discriminados (como se fosse justo tratar de maneira igual, coisas que são por natureza diferentes).
    Todos sabemos e todos fingimos não saber...

    ResponderEliminar
  11. A adopção não pode ser um mercado de crianças para os adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite.
    A adopção deveria ser uma forma de dar às crianças as famílias que elas perderam. E a família que elas perderam é um pai e uma mãe, e nunca dois pais ou duas mães.

    ResponderEliminar
  12. @18:13
    Porque será a puta da Natureza tão homofóbica, que não permite aos casais gays terem filhos?!
    Quem foi o sacana que fez esta Natureza?
    Só pode ter sido um sacana racista, xenófobo e homofóbico... um desses gajos a quem nem deve se concedido o direito de opinião, não é?

    ResponderEliminar
  13. @18:13
    Porque será a puta da Natureza tão homofóbica, que não permite aos casais gays terem filhos?!
    Quem foi o sacana que fez esta Natureza?
    Só pode ter sido um sacana racista, xenófobo e homofóbico... um desses gajos a quem nem deve ser concedido o direito de opinião, não é?

    ResponderEliminar
  14. Ontem foi mais um dia histórico para Portugal.
    Graças ao Partido Socialista os gays passaram a ter os mesmos direitos a possuir crianças que os não gays.
    O projeto lei aprovado garante a co-adoção de crianças por casais homossexuais.
    Já só falta a adoção plena e a distribuição de um Kit gratuito, contendo um útero ou um pénis, para os casais gays que quiserem usufruir do prazer da maternidade.

    ResponderEliminar
  15. @12:04
    No meio disto tudo o que me doi é que, de facto, as crianças são apenas "carne para canhão"...

    ResponderEliminar
  16. Tanto disparate! Como é que ainda tens paciência para isto Carlos?

    ResponderEliminar
  17. Estes homofóbicos ladram, ladram, ladram, mas a caravana passa.

    ResponderEliminar
  18. @14:14
    E que chamar à puta da Natureza que não permite aos casais gays disfrutar do prazer de gerar um filho?
    Será também a Natureza homofóbica?

    ResponderEliminar
  19. E, no meio de tanta homofobia, que culpa têm as crianças, senhor.

    ResponderEliminar
  20. Adquirido o direito de adopção por casais homossexuais, faltam ainda obter as seguintes conquistas civilizacionais:
    - Direito à poligamia;
    - Direito às mulheres de acederem ao clero na igreja católica;
    - Direito dos padres da igreja católica ao casamento (homo ou hetero obviamente)

    Portanto, bloquistas e simpatizantes das causas fracturantes, façam o favor de incluir estes temas nas vossas agendas.

    ResponderEliminar
  21. Sem que tenha havido um debate minimamente consistente na sociedade portuguesa, foi aprovado um projecto de lei que permite a co-adopção por casais homossexuais.
    Mais uma vez, promovem-se diplomas que se centram no egoísmo e na afirmação de “causas fraturantes”, em vez de se definir aquilo que realmente deveria interessar ao Estado: o superior interesse das crianças.
    O que eu gostaria é que se discutissem leis que definem critérios claros centrados no interesse das crianças, que se promovesse um sistema que avalie se os candidatos à adopção, em concreto, são ou não idóneos para educar uma criança, nas circunstâncias objectivas e subjectivas em que vivem, e face a outros candidatos, e não a consagração de “direitos” baseados em aspectos tão voláteis como a identidade sexual.

    ResponderEliminar
  22. Futuramente as crianças é que o vão pagar e aí há que investir muito na psicologia e na psiquiatria porque o mundo em geral, jamais aceitará algo que é contra-natura.

    Se certos políticos se empenhassem mais em combater a pobreza e em arranjar soluções para o país em vez de perderem tempo com questões secundárias, ficaríamos muito mais agradecidos. Mas a palavra "prioridade" não existe no calendário de certos políticos. Por isso é que o país está como está...

    ResponderEliminar
  23. """
    Por acaso concordo com a lei. Devemos ouvir quem discorda, mas escrever ou falar desta forma é totalmente inaceitável, além de ser um crime à luz da lei da república portuguesa.

    17 Maio, 2013 18:13

    """

    Caro amigo , a haver crime que se investigue a razão de em Portugal serem tiradas crianças a famílias carenciadas que esta Governo trata de as manter a todo o custo pobre e depois aparecerem mais tarde nos destinos da vida , abusadas e atiradas a redes mafiosas de exploração de carne humana .

    " De acordo com uma ONG ,algumas meninas portuguesas são submetidas a prostituição forçada no interior do país."

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A1fico_humano_em_Portugal


    Eu dou a cara e meto o nome já o meu caro esconde-se no anonimato , mais digo que é possível juízes e advogados pertencerem a redes mafiosas de carne humana que como sabido a internet trata de responder á sua pergunta .

    Mais digo e mantenho ,
    Portugal está cheio de cérebro afetados e a razão é a estatística aferir quantas caixas de medicamentos para gente louca é vendida mensalmente nas farmácias Portuguesas , aqui :

    "Consumo de antidepressivos vai duplicar em cinco anos.

    Melhoria do tratamento fará disparar uso de remédios para a depressão até 2016. Um dos motivos será o aumento do número de novos doentes e de recaídas devido à crise económica. Alentejo vai ser a região com maior consumo.

    O consumo de medicamentos antidepressivos vai disparar para mais do dobro até 2016, de acordo com as previsões do grupo técnico que está a trabalhar no Plano Nacional de Saúde (PNS). Os últimos dados disponíveis mostram que se consumiam 58,1 doses diárias definidas por mil habitantes/dia em 2009, estimando-se uma subida para 122 em 2016. As melhorias no tratamento da depressão, bem como o incremento do número de doentes são causas possíveis para esta subida.

    A região com uma maior subida será o Alentejo, que passará de 75,1 para 171,9, ou seja, mais 129%, mas a intenção é que tome medidas para ficar pelas 128,5 doses diárias. O Algarve é a região menos atingida, tendo como meta manter os valores projectados para 2016, que mesmo assim implicariam passar de 42,2 para 85,1 doses.
    WWW.dn.pt ."


    Portanto , nunca se deve mandar nos destinos de uma criança menor desta maneira , pela força da lei , até porque na fase de crescimento tudo o que rodeia vai servir como ensinamento futuro , e não quero ver crianças no meio de orgias gays e de gente tarada , porque o que não falta por aí é gente dessa , escondida pelo anonimato na internet ou ao canto de cada esquina a mirar gente jovem para obter o seu orgasmo da vida .

    Se tiver mais problemas estou ao seu dispor como homem com nome !

    Jorge

    ( ciclista )


    ResponderEliminar
  24. ...faltou só isto , para que os futuros adotados um dia se revoltem contra quem lhes atou a vida ou melhor a escavacou para o bem estar de gente louca .

    Perguntas ;

    Porque razão casais gays não adotam pessoas crianças ou velhos ... mas que tenham já poder de dizer Não ou SIm ?


    Porque razão adotam só humanos que não falam e ainda não sabem porque nasceram ?

    Para os converter aos seus ideais ?

    Tenham vergonha e estudem os seus atos COBARDES e contra todos os princípios naturais !

    Qualquer dia o parlamento está transformado em assembleia de condomínio onde só se lava roupa suja Portuguesa !

    AQUI :

    "How different are the adult children of parents who have same-sex relationships? Findings from the New Family Structures Study"
    Social Science Research
    Volume 41, Issue 4, July 2012, Pages 752–770



    http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0049089X12000610

    Jorge

    ( ciclista )

    ResponderEliminar
  25. Epá! Como é que com um pifo deste tamanho te aguentas em cima da pasteleira?!

    ResponderEliminar
  26. Pode o Estado saber se é melhor ficar institucionalizado do que ser adoptado por duas Marias ou dois Manueis? Claro que não. O que o governo pode saber, via comissões de peritos, é se cada casal candidato tem ou não condições para adoptar. E pode vetar casais gays.
    Já escrevi mutas vezes e em muitos lugares que entendo que a família tradicional é a melhor combinação para uma criança crescer. O que nunca escreverei é que para uma criança, qualquer coisa é preferível a ser criada por duas irmãs mais velhas ou por uma tia e uma avó (como já aconteceu tantas vezes).
    O “superior interesse da criança” é o laço humano, não a irritação pela militância LGBT.

    ResponderEliminar
  27. Já gostam tanto de referendos, para isto e para aquilo, deviam perguntar aos dez milhões de portugueses sobre o que acham de uma criança ser criada por duas pessoas do mesmo sexo.

    ResponderEliminar
  28. Ó Carlos Júlio,
    O teu post mostra a tua distorcida visão do mundo e de ti mesmo: parece que toda a inteligência ficou em ti que és rei e senhor da discussão e das ideias (de merda, mas que não cheiras) sobr a vida dos outros, em sociedade.

    Uma besta como tu, incapaz de comunicar com alguém, sem que se perceba o que dizes dessa boca anarca, acha-se dono do mundo e impositor de modelos de vida em sociedade aos outros, que eles não querem, mas com os quais tu sonhaste....

    Olha que é preciso paciência para ranhosos como tu.

    Vai para o raio que te parta, e adopta tudo o que quiseres, mas bem longe daqui, porque não fazes parte da sociedade onde eu e tantos outros diferentes de ti vivemos, em maioria.

    Se queres viver diferente, encontra uma ilha, porque aqui, és minoritário e ... aquilo que achas que é inteligencia, é apenas merda nessa cabeça.

    ResponderEliminar
  29. Ena, pá! Poder-se-iam elencar os comentários *desinformados* (e adjectivar-se em proporção), mas presumo não ser esse o melhor caminho a trilhar. Fica o preâmbulo do projecto de lei n.º 278/XII, o tal que foi aprovado, para se perceber o que esteve em causa na AR. Se se conseguir perceber, sorry.

    «Nos últimos anos tem-se tornado cada vez mais claro o aumento do número de casais do mesmo sexo, casados ou unidos de facto, que constituem família e cujos filhos, biológicos ou adotados, crescem num contexto familiar desprovido de proteção jurídica adequada. Com vista a dar uma resposta clara ao problema, o presente projeto de lei destina-se a oferecer um quadro jurídico mais seguro a situações residuais não solucionadas por institutos conhecidos como o da adoção.

    Não se trata, portanto, para já, de revisitar temas como o do alargamento do instituto da adoção a todas as pessoas, solução que, a bem da verdade, tudo incluiria, mas de atender a um olhar pragmático que as realidades familiares já existentes nos exigem. Conscientes de que a adoção singular já é permitida, independentemente da orientação sexual do adotante, mas já não a adoção conjunta por um casal do mesmo sexo, vedada pelo artigo 3º da Lei nº 9/2010, de 31 de Maio e pelo artigo 7º da lei 7/2001, de 11 de Maio, politicamente não é possível pôr termo a todos os resquícios de discriminações fundadas no preconceito quanto à homossexualidade.

    Para muitos ainda não é líquido, por mais que a realidade e os estudos sobre a matéria demonstrem o contrário, que decorre, sem especificidade justificante que o excecione, do princípio da justiça, do princípio da igualdade, do direito ao livre desenvolvimento da personalidade, do direito à parentalidade e do superior interesse da criança a atribuição em matéria familiar e parental às famílias homoparentais de todos os direitos das demais. Se os proponentes nunca se afastaram destes princípios, consideram que certamente não escapará a qualquer reflexão, que atravessará todas as ideologias, a aprovação de um projeto que pretende acautelar o futuro, o bem-estar e a segurança no imprevisto de crianças que já nasceram, já existem, já vivem os seus dias em famílias homoparentais, sendo no entanto biologicamente ou por adoção ligadas pelo vínculo do parentesco a apenas um dos elementos do casal.

    Todos conhecem estas famílias, famílias em que alguém adota singularmente, casando mais tarde ou vivendo em união de facto, sendo este cônjuge ou este unido de facto, na realidade, tão pai ou tão mãe de facto e nos afetos como quem detém o vínculo jurídico da parentalidade.

    Do que se trata, com este projeto de lei, é de prevenir um colapso injusto, emocionalmente irreparável e insustentável do ponto de vista do superior interesse da criança. Do que se trata é de dar solução – insiste-se – a casos reais já consumados.

    Está em causa evitar, por exemplo, situações conhecidas e dolorosas de descrever pela sua crueldade: basta imaginar uma criança, educada por dois homens casados, até aos 10 anos de idade, morrendo nessa data o pai biológico num acidente.

    Aquela criança, que não distingue a nenhum nível qualquer dos pais, não tem, no entanto, o mais ténue vínculo jurídico com o, para si, pai sobrevivente. Pode mesmo vir a ser arrancada dos seus braços pela família do pai falecido, mesmo que não tenha tido qualquer contacto com ela ao longo da sua vida.

    Continua/

    ResponderEliminar
  30. /Continuação

    É justo perguntar: como é que o Direito não impede, pelo menos, esta cegueira perante o que já existe? A resposta passa por permitir que, havendo um casal casado ou unido de facto do mesmo sexo e sendo um dos elementos do casal progenitor de uma criança possa, por sentença judicial, permitir-se a co-adoção por parte do membro do casal não progenitor. A co-adoção é irrevogável, desde que outra parentalidade, claro, não esteja estabelecida.

    Trata-se de passar do singular para o plural, de reconhecer que a realidade é muito mais rica do que qualquer ficção baseada num modelo único: eis um passo fundamental para que todos possamos viver melhor.

    Não há, pois, que paralisar perante as perguntas habituais: como vai ser educada uma criança por um homem gay? Num casal de pessoas do mesmo sexo, quem faz “de pai” e “de mãe”? Como é que uma criança reage se o pai ou a mãe for transexual? Como podem duas mulheres lésbicas criar bem um rapaz?

    Todas estas questões, e muitas outras, já foram enfrentadas — e bem enfrentadas — por milhões de famílias de pessoas LGBT, ao longo dos tempos e um pouco por todo o mundo. E, baseadas em toda a investigação científica existente, as academias de profissionais das mais diversas áreas (como a Pediatria, Medicina, Psicologia e Serviço Social, entre outras) mais respeitadas mundialmente, afirmam, sem margem para dúvida, que as crianças criadas por pessoas LGBT ou por casais de pessoas LGBT têm um desenvolvimento emocional e social em tudo semelhante ao das crianças que integram as restantes famílias.

    Mas, voltando ao ponto fundamental, nada melhor do que responder a todas estas questões com a realidade: vidas concretas de casais, pais, mães e crianças. Em suma, famílias. Muitas vezes há quem se esqueça de que as pessoas LGBT são pessoas. Partilham as mesmas vontades básicas que os fazem seres humanos: amar e ser amado, cuidar das suas famílias. De facto, estamos a pensar no que já existe e o que já existe não é a família, mas famílias: aquela expressão não passa de um pretenso ideal-tipo que nada tem de ideal: ainda ninguém conseguiu provar que um determinado formato de família gera mais bem-estar nos seus elementos do que outro. E nada tem de típico: dados estatísticos, por menos informação desagregada que contenham, comprovam a diversidade das estruturas familiares atuais. Mas, na verdade, não precisamos de números para constatar o óbvio: basta olhar para cada um de nós e para as pessoas que conhecemos para comprovar a diversidade das famílias. Cada um de nós tem a sua própria ideia de família, resultante diretamente da experiência de vida pessoal. Mas há um mínimo denominador comum a quase todas estas noções e um deles é o pretendido por este projeto: o do refúgio e da segurança que esperamos receber e dar no nosso núcleo familiar.

    Faça-se um teste à coerência do nosso sistema jurídico à luz do princípio da justiça e das realidades familiares já existentes: num casal de sexo diferente recém-casado, por exemplo, o cônjuge – mesmo que conheça o filho há um mês - pode co-adotar, caso a criança só esteja legalmente registada no nome da mãe. Mas numa família em que duas mães planearam e levaram a bom termo a gravidez, a criança não tem, nem pode ter em Portugal, um vínculo legal de qualquer espécie à mãe não biológica. Isto não faz sentido. Salta aos olhos.

    O projeto que apresentamos faz apenas isto: introduz coerência valorativa no sistema jurídico português, reconhecendo as famílias diversas com crianças cujos interesses superiores não estão acautelados; permite a co-adoção por parte do cônjuge ou unido de facto do pai ou mãe da criança, desde que não exista outra parentalidade anteriormente estabelecida.»

    ResponderEliminar
  31. Este assunto dá-me cá uma soneira.

    ResponderEliminar
  32. @20:39
    A gente sabe muito bem onde isso vai acabar.
    Primeiro era só casamento entre gays...
    Agora é só a co-adopção, porque afinal as crianças tem de ser 'protegidas' pelos dois pais ou pelas duas mães...
    A seguir será a adopção plena, porque, porque não podem existir discriminações entre pessoas igualmente casadas.

    Todos sabemos e todos fingimos não saber onde isto vai acabar...

    A puta da Natureza é que está errada, devia ter dado um útero e um pénis a cada ser humano. Isto de dar pénis a uns e úteros a outros só podia dar em discriminação absurda...
    Felizmente que ainda há políticos bons e inteligentes a corrigir as anormalidades da puta da Natureza!

    ResponderEliminar
  33. 20,36

    É pá. Toma os comprimidos e acalma-te que estás completamente doente. Eu tenho uma amiga que é psicólogoca e que te pode ajudar. Qual é o teu problema? Impotência, maus tratos na infância, práticas fetichistas, mundofobia?... Seja o que for o teu estado (e de outos como tu) talvez já não tenha solução - é terminal. Mas podes sempre experimentar um clister de água a ferver, com 50 por cento de vinagre. Para ajudar.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.