terça-feira, 7 de maio de 2013

Adeus


"Se os objectos que te perturbam, porque os buscas ou evitas, não vêm ao teu encontro, mas, pelo contrário, em certo sentido, és tu que vais ao encontro deles, ajuíza deles com paz e sossego: eles estarão quietos se tu não os procurares nem evitares."
Sábias palavras de Marco Aurélio, que eu entendo por bem seguir. Participei neste espaço de debate e cidadania com imenso prazer, expus e expus-me e fazendo-o, sujeitei-me a críticas e concordâncias, a insultos e cumprimentos.
Foi um tempo da minha vida, esse tempo chegou ao fim. O percurso que escolho é outro, o que a vida me determina levar-me-á por outros caminhos.
Agradeço aos companheiros do "a cinco tons" terem possibilitado a minha participação neste blogue, (para mim de referência) agradeço a todos os que ao longo do tempo foram lendo os meus "posts" o facto de o terem feito.
É que entre a liberdade e o paraíso, um homem de bom senso escolhe sempre a liberdade.
Até à próxima.

7 comentários:

  1. é assim «adeus é vou-me embora»?!
    vamos sentir a sua falta,
    gostávamos da sua escrita, dessa cena tipo «...é assim: ...»
    das questões marginais e das outras,
    tenho pena, amigo miguel, tenho pena

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Sempre que uma voz inteligente, lúcida, sensível, se perde no ruído dos dias é uma janela para a liberdade que se fecha. Há um subproduto do pensamento que é gerado pela crescente violência da vida. Esse subproduto tóxico emana de todos os recalcamentos, de todas as frustrações, de todas as infelicidades, de todos os maus sentimentos. É uma massa informe a que podemos chamar o lado prático-inerte da Vida. Tem uma força tanática sob a máscara de refúgio anónimo. Cair nisso é cair em negação da Vida. Como disse um pouco acima é quase INERTE mas, como o lodo ou a merda, não é totalmente inerte. Da putrefação dessa massa não bio resulta uma espécie de gás paralisante, estupidificante, com que contam os construtores do pensamento único. É claro que como nada disto é bio, o cheiro aqui não se sente, apenas se supõe, assim se quisermos o inerte é mesmo inerte, pelo menos em todos os sítios onde entra o sol. Gosto de te ler Miguel, gosto de discordar às vezes do que escreves e pensas, mesmo que não te diga, mas sei que tu sabes. Gosto de te saber livre! O paraíso é, seguramente, um inferno.

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  4. Caro MS

    Foi com pena que li este post.
    Nem sempre estivemos em sintonia de ideias. Mas também não fomos sempre divergentes. Foi salutar navegar nesta pluralidade de ideais.
    O blog perde. Eu também.

    Um abraço
    vemo-nos por aí

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  5. Lamento. Mas compreendo.
    Às vezes temos de calar para melhor nos ouvirmos.
    Às vezes temos de parar para melhor agirmos.
    Às vezes temos de mandar tudo à merda para melhor nos respeitarmos a nós próprios.
    Desejo-lhe uma cada vez melhor liberdade.
    Cumprimentos
    (o professor comunista)

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  6. A tua sorte, Miguel, é esta merda ser um espaço de Liberdade. Caso contrário recusaria a tua demissão. Mas entendo-a. Muito bem.

    Um grande abraço

    Paulo Nobre

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  7. Miguel, lamento o teu "adeus", que espero seja apenas um "até já".
    Um abraço
    LG

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