segunda-feira, 6 de maio de 2013

A 1ª vez desde o 25 de Abril


Amanhã as crianças que completam o 1º ciclo vão ser avaliadas.
Amanhã os alunos de Stª Clara (e de outras escolas), não têm aulas de manhã, porque não só os seus professores vão fiscalizar as crianças do 4º ano, como a avaliação - que se pretende rigorosa e sem telemóveis, nem outros instrumentos que estas crianças regularmente usam para boicotar o sistema e subverter as normas - decorrerá no edifício sede do agrupamento.
Amanhã vou lá estar, numa visita nostálgica aos meus tempos de menino, para ver se os meninos de hoje se vão também erguer de braço estendido, quando os avaliadores, de ar austero, entrarem na sala...

16 comentários:

  1. Regras e disciplina - ou pelo menos tenta-se fazer alguma coisa nesse sentido - Sampaio.
    Coisa difícil de entender para um Anarca.

    Confundir isto com Salazarismo é apanágio da extrema esquerda.

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  2. Sou pai de 2 filhos, sou professor e nada tenho contra os exames; aliás, tenho tudo a favor.
    Os exames não traumatizam ninguém (eu não fiquei traumatizado por eles e você também não me parece ter ficado), antes introduzem rigor e hábitos de prestar contas acerca do que se aprendeu (ou devia ter aprendido).
    O ensino não consiste em andar a frequentar uma escola porque se é novo demais para trabalhar. O ensino, pago com os dinheiros públicos, consiste num lugar onde se ensina e aprende.
    Os alunos custam dinheiro aos contribuintes, custam esforço e empenho aos pais e aos professores; logo, devem mostrar que usaram bem esse esforço e aprenderam.
    Só pode ser contra os exames quem defenda um ensino facilitista, que passe todos, saibam ou não. Uma balda, em suma. E não é esse tipo de ensino que queremos para os nossos filhos, pois não?

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  3. 14:41
    O que é um Anarca?
    Será que quis dizer Anarquista?Será anarquista sinónimo de militante do Bloco de Esquerda (marxista-leninista- trostslista-stalinista ou o que for)?
    Que confusão vai nessa cabecinha... O "amigo" está mesmo a precisar de um exame da 4ª classe para fazer a revisão de alguns conceitos...

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  4. ARS quer encerrar camas no Hospital de Beja e Privatizar o de Serpa.

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  5. O "socialista" Robalo quer DESTRUIR o SNS?

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  6. 14:44
    Boa Tarde.
    Não concordo consigo no método, concordo nas exigências.
    Pode existir uma avaliação eficaz sem existirem exames (falamos do 1º ciclo, em relação a outros escalões o debate seria outro)também não acho curial retirarem as crianças do seu meio, para serem avaliadas, tendo como avaliadores (passe a redundância) pessoas que não conhecem.
    Por outro lado não entendo como essa exigência se coaduna com a "gazeta" forçada de outros alunos...
    Os primeiros anos de escolaridade são o início de um percurso, mais do que uma meta. antes a maioria das pessoas concluía a 4ª classe, quando concluía e adeus a ensino... hoje em dia não é assim.
    Estou absolutamente contra, entendo que é um retrocesso, um enorme disparate, uma medida contabilística e de show off, absolutamente desactualizada e contra producente...

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  7. A esquerda caviar e o facilitismo. Como eles adoram passagens de secretaria. Voltar a 1975 isso é que era!

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  8. 14:40

    Entendeste muito bem.

    Aliás, o que não falta na panela vespeiro do bloco de esquerda é tralha dessa, dos trotskistas aos maoistas, passando pelos anarquistas aos comunistas reciclados vindos do estalinismo.


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  9. Adoro quando vejo preconceitos tão acéfalos em relação ao Bloco de Esquerda... Quer dizer que incomodamos... Se não existissem estas reacções é que eu estranharia. Ainda assim, julgo que o autor do post escreve em nome individual, e como qualquer cidadão tem o direito de pertencer à associação política que assim entender...

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  10. Sou professor, assumidamente comunista e sou totalmente a favor dos exames; seja na 4ª classe, no 9º ou no 12º anos.
    Se perguntarem a qualquer professor competente no seu trabalho, constatarão que 99% são a favor dos exames. Claro que existe uma ou outra excepção.Mas quem percebe de ensino é favorável aos exames.
    Muita gente não o é, fora do ensino. Eles saberão porquê.
    Mas diga o M.Sampaio o que disser, os exames não fazem mal nenhum às criancinhas, bem pelo contrário. Só lhes fazem bem. Os benefícios talvez não sejam imediatos, talvez sejam mais a médio e longo prazo.Mas eles estão lá, vão estar toda a vida.
    Exames são sinónimo de exigência e trabalho e daí não vem mal ao mundo.

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  11. Quando assino o meu nome, faço-o enquanto cidadão, não enquanto membro de um partido, mas, sou aderente do BE sim senhor, com a consciência absoluta de que só tenho motivos para me orgulhar disso.
    Integro um partido onde a democracia não é palavra vã, um partido de gente que põe generosamente os interesses colectivos acima dos seus próprios interesses, um partido cujos eleitos recusam mordomias, porque sabem que o cargo que ocupam não é deles, é do Estado, daqueles que os elegeram porque confiaram.
    Sou do BE, porque acredito que a vida se constrói no respeito pelas diferenças, no diálogo, nos consensos, porque acredito que a democracia existe para proteger as minorias, antes de entregar o poder a maiorias que serão sempre, por força das circunstâncias, em resultado deste mundo em que vivemos, maiorias efémeras, conjunturais, espuma dos dias.
    Sou do Bloco sim senhor!
    Sou de esquerda, sou também alguém que não necessita de descer ao insulto rasteiro, para defender as minhas ideias, o que penso, a minha mundivisão, precisamente porque as tenho, porque sei que ninguém é dono da verdade e só do debate surgem caminhos comuns.

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  12. 17:59
    Respeito a sua posição.
    Não posso concordar consigo no entanto. Exigência e trabalho, não são fruto de escrutínios, são consequência de uma prática continuada.
    Conheço, como calculará, inúmeros professores que são da minha opinião.
    Recomendo-lhe (para melhor sustentar a minha posição)
    http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html?qsha=1&utm_expid=166907-20&utm_referrer=http%3A%2F%2Fwww.ted.com%2F
    e: http://m.expresso.sapo.pt/inicio/modal/destaques/artigo/804954
    Obrigado pelo comentário
    saudações

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  13. Caro M. Sampaio:
    Também eu conheço, como imaginará, inúmeros professores que defendem os exames; esta defesa apoia-se na prática de muitas décadas, no trabalho com muitos milhares de alunos.
    O que você defende talvez fosse viável num mundo perfeito. Esse não é aquele em que vivemos.
    Como em quase tudo na vida, talvez nem eu nem você sejamos donos da verdade absoluta; eu tenho razões para acreditar nos exames, você tem razões, certamente bem fundamentadas, para descrer nos mesmos exames.
    Como resolver isto? Talvez o ideal fosse uma espécie de meio termo. Mas isso, se formos a ver bem as coisas, é o que temos, neste momento.
    Cumprimentos
    (O professor comunista)

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  14. só não há aulas no ensino publico pois, nas escolas privadas quem não tem exame tem aulas e mais nada
    só mesmo no estado.

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  15. Sou de uma geração que, graças aos 25 de Abril só fez exames de acesso à Universidade,
    Tive a sorte de frequentar uma Escola que para além de exigencia e trabalho, procurava promover: a consciencia crítica, a capacidade de inter-relacionar questões e temáticas, a aplicação dos conhecimentos adquiridos a novas situações, o desenvolvimento integral do individuo, o desenvolvimento de cada um de acordo com as suas capacidades e as suas «ionteligencias»...
    Sou de um tempo em que os professores eram companheiros dos alunos, em que a escola se queria espaço de cultura... sempre tive boas notas, sempre trabalhei para as ter! Ah e sou de um tempo em que quando o professor faltava aproveitavamos para fazer os nossos disparates: brincar na rua aos jantarinhos (primaria,)explorar casas abandonadas (ciclo preparatorio), namorar (unificado), praticar desporto, visitar espaços museologicos, namorar, fumar e beber cervejas (secundário.
    Sou do tempo em que a Escola, sendo obrigatoria procurava não ser massificadora.
    Gostava da Escola, dos espaços de aprendizagem, dos espaços de descoberta do mundo, dos espaços de ruptura...
    Tinha professores que gostavam muito de ser professores, que davam horas e dias das suas férias e fins-de-semana para estar com os alunos em espaços de educação não formal...
    mas não conheço nenhuma criança que goste da Escola de hoje. Não conheço nenhum professor que goste da Escola de hoje.
    Não acredito que os exames de hoje, repiscados da escola salazarenta sejam uma solução para a falta de sucesso da escola de hoje

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  16. A escola mudou e em muito se deve aos pais...

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