sexta-feira, 31 de maio de 2013

Música na pedreira: de hoje a domingo em Viana do Alentejo

Vila de Frades (Vidigueira) palco d'As Estações de Haydn, este sábado


Vila de Frades, histórica localidade do concelho de Vidigueira, irá receber o próximo concerto da 9.ª edição do Festival Terras Sem Sombra, a 1 de Junho, pelas 21h30, na igreja matriz de S. Cucufate. A soprano Carmen Romeu, o barítono Luís Rodrigues e o tenor Mário João Alves – figuras de referência da cena musical ibérica –, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos interpretarão, sob a batuta do famoso maestro Donato Renzetti, a oratória Die Jahreszeiten (As Estações), de Franz Joseph Haydn. Realizado em co-produção com o Teatro Nacional de São Carlos, este espectáculo inaugura uma nova fase da vida do Festival.
Segundo Paolo Pinamonti, director artístico do Terras sem Sombra, trata-se de focar a verdadeira essência do projecto, que se centra num diálogo entre música, património e natureza: “nesta oratória evoca-se com grande virtuosismo – desde o canto dos pássaros e o coaxar das rãs, até ao lavrador que semeia, do toque do sino e do zumbido dos insectos, até ao pastor que toca uma melodia numa cana ou à canção da roda de fiar – o equilíbrio perfeito, entre o homem e o Mundo, numa sintonia idílica”.
José António Falcão, director-geral do Terras sem Sombra, justifica a escolha de Vidigueira como palco primordial para um momento musical sem dúvida singular: “As Estações de Haydn adquirem aqui um significado muito especial; encontramo-nos numa zona de excepcional riqueza agrícola, e especialmente vinícola, em que a interacção do homem com a terra modelou, ao longo de muitos séculos, uma paisagem notável. A villa romana de S. Cucufate, que deu lugar, na Idade Média, a um mosteiro famoso, é extraordinária prova disso, tal como o património religioso que chegou aos nossos dias”.

António Sampaio da Nóvoa ontem na Aula Magna

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Teatro Garcia de Resende: "Carta a um Santo"


Teatro Garcia de Resende - Évora

31 de Maio e 1 de Junho às 21h.30 - “Carta a um Santo”

A ACTA – Companhia de Teatro do Algarve, apresenta no Teatro Garcia de Resende, em Évora, nos dias 31 de Maio e 1 de Junho “Carta a um Santo”, a partir de textos de Jostein Gaarder, Santo Agostinho e Teixeira de Pascoaes. O espectáculo, encenado por Luís Vicente, baseia-se numa carta da mulher com quem Santo Agostinho viveu, antes de escolher afastar-se do amor humano para se entregar ao amor divino.

Sugestões para Évora, Cidade Educadora


As cidades, especialmente as do sul da Europa, são os espaços onde a brutal e persistente crise contemporânea expressa mais visivelmente os seus efeitos, alerta Del Pozo aqui.
Este professor de Filosofia da Universidade de Girona, com obra publicada e intensa atividade política (Partido Socialista da Cataluña)), participa no Movimento das Cidades Educadoras desde o seu início, sendo apontado como um dos teóricos inspiradores.
Neste artigo recente, Pozo destaca 4 dimensões na crise que vivemos. A original, ou seja a crise económico-financeira, a consequente crise social, a inevitável crise política resultante e a que considera mais radical: uma crise ética pela desmoralização.
A situação é grave para as pessoas no desemprego; mas também para as pessoas com trabalho: vivem debaixo da ameaça crescente do desemprego, vêm esgotados os seus direitos laborais, que deixam de reclamar por medo e acabam aceitando umas dinâmicas de trabalho que, segundo Richard Sennet, “corroem o carácter” dos trabalhadores pelas suas condições de precariedade, salários baixos, instabilidade, desprezo pelos direitos e consideração pessoal e múltiplas arbitrariedades. (...)
A crise económico-financeira, com a chantagem dos célebres mercados sobre os governos, esvazia a política democrática da sua capacidade diretiva dos processos sociais e deslegitima o poder porque não manda quem representa, mas sim quem tem a força bruta do dinheiro; e a lei da força é, essencialmente, antidemocrática.(…)
Esta crise da desmoralização promove  a perda de autoestima, consolida a tendência fortemente individualista de muitas pessoas, que é em parte a origem ultraliberal da crise, mas que acima de tudo é a pior receita para sair dela. A perda da autoestima consolida o individualismo porque “desanima” ou dissuade do valor do compromisso comunitário; quem perde a autoestima – tanto um indivíduo como um país – tende à inibição e ao desprezo de toda a atividade cooperativa ou social. (…)
Depois deste diagnóstico da crise, Del Pozo faz sugestões para a cura:
Mesmo que uma cidade educadora não tenha por si só a chave para a saída da crise, pode encontrar na sua própria dinâmica interna, (…) caminhos de atuação para controlar os efeitos mais negativos da crise; e, especialmente, pode desenvolver iniciativas cívicas que gerem processos de confiança e de cooperação que resultarão essenciais nos próximos tempos para estimular e consolidar, localmente, alguma saída da quádrupla crise que nos tem confrontado com dinâmicas deseducadoras globais graves.”
Poderá ou quererá Évora aceitar o conselho?

Notas sobre as eleições em Évora: Melgão é o candidato oficial do PS, Eduardo Luciano "desce" para 3º na CDU


Manuel Melgão vai ser o candidato oficial do PS a presidente da Câmara de Évora garantiu ao acincotons um destacado dirigente socialista que integra os órgãos locais do partido, considerando que "não há possibilidade de qualquer recuo nem já de qualquer intervenção do secretário geral". 
"Houve muito tempo para isso, mas já se esgotou" disse o mesmo interlocutor salientando que a lista é aquela "de que se tem falado", podendo incluir a actual vereadora Cláudia Sousa Pereira e Francisco Costa, o responsável pela concelhia e antigo chefe de gabinete de José Ernesto Oliveira.
Para já desconhece-se para quando a apresentação da lista socialista, mas este interlocutor considera que o PS, de algum modo, "atirou a toalha ao chão nestas eleições, quando tinha todas as condições para apresentar uma lista forte à autarquia". Esse processo foi inviabilizado pela "hesitação de Capoulas Santos (que tanto era candidato como não) e pelo lançamento de diversos nomes que nunca se concretizaram, fazendo esgotar o tempo e a possibilidade de surgimento de candidatos fortes".
Na CDU já está marcada a apresentação da lista à Câmara para o próximo dia 11 de Junho na Praça do Sertório (evocação da "Cultura está Viva e Manifesta-se na Rua"?) com a presença de Jerónimo de Sousa e a grande novidade é que na lista liderada por Pinto de Sá, vindo de Montemor, Eduardo Luciano (o actual nº 1 na Câmara de Évora pelo PCP) vai ser o número 3, antecedido por Élia Mira, até agora presidente da Junta de Freguesia do Bacelo.
Quanto ao Bloco de Esquerda a lista liderada por Maria Helena Figueiredo já está definida, mas ainda não foi aprovada pelo órgãos do partido. Os sete nomes à autarquia e também a algumas juntas de freguesia serão todos divulgados na apresentação pública que vai acontecer no próximo dia 16 de Junho, soube o acincotons.

Funeral de António Serralha é amanhã

O Município de Vendas Novas informa que o corpo do vice-presidente António Serralha ficará em câmara ardente a partir do final da tarde de hoje no centro cultural polivalente (sede do GDC Pioneiros), local onde vão decorrer amanhã, dia 31, a partir das 11 horas as cerimónias fúnebres, seguindo depois o funeral para o cemitério local.
O corpo de António Serralha de 44 anos, foi encontrado sem vida, ontem à noite, no estaleiro da câmara.
Segundo o Correio da Manhã, o autarca eleito pela CDU ter-se-á suicidado por enforcamento, de acordo com fonte da câmara.
O corpo de António Serralha foi encontrado por um funcionário da autarquia e encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Évora, onde será autopsiado.
A mesma fonte acrescentou que a causa da morte estará relacionada com “motivos pessoais”.

"Os arrependidos", por Eduardo Luciano


Parece que o tempo que vivemos é muito dado a arrependimentos. Todos os dias me cruzo com gente que se mostra arrependida de qualquer coisa, desde o casamento que realizou até à última opção de voto.
Não sou dos que acham que mudar de opinião seja necessariamente mau, nem dos que entendem que não mudar de opinião seja sinónimo de obstinação que normalmente está associada ao gado asinino. A generalização é sempre redutora porque tende a esbater as diferenças mais subtis que, por vezes, são as essenciais.
Nos últimos dias duas figuras públicas vieram afirmar em público o seu arrependimento por actos e palavras proferidas, causando grande estrondo nos sítios por onde a informação circula.
Centremo-nos primeiro no caso que deu origem a mais comentários jocosos e anedotas de gosto variável.
Um comentador profissional a quem foi atribuído pela comunicação social dominante o papel de enfant terrible do comentário televisivo, terá chamado palhaço ao presidente da república.
Entendendo que se tratava de uma ofensa ao mais alto magistrado da nação, a presidência da república comunicou o facto ao ministério público para eventual procedimento criminal.
Rapidamente o enfant terrible veio a público dizer que se tinha excedido e mostrar arrependimento pela expressão utilizada. Não deixa de ser curioso que o dito senhor que insulta semanalmente funcionários públicos, dirigentes sindicais, autarcas e quem mais lhe aprouver nunca lhe tenha passado pela cabeça fazer um acto de contrição pela baba populista e demagógica que lhe costuma escorrer pelo discurso.
No segundo caso temos misto de arrependimento com inusitada ingenuidade, quando um venerando actor decide arrasar o governo que ajudou a eleger com o empréstimo da imagem e do seu prestígio profissional.
Nesse mesmo texto publicado numa rede social, coloca no mesmo saco o outro actor político que contou com seu apoio para chegar à cadeira do poder.
Duplo arrependimento, portanto.
Pergunta-se o venerando actor “francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito”.
Não acredito que não saiba que as medalhas e Ordens que lhe penduram no peito são uma forma de elevar quem o condecora, muito mais que o reconhecer do seu mérito como grande actor que é.
É por isso que quando alguém recusa a “sinecura” o poder fica muito zangado e acha-se desconsiderado dizendo para os seus botões “mas quem é que este pensa que é para recusar o meu reconhecimento?”
Não acompanho os que dizem que o venerando actor não tem legitimidade para escrever o que escreveu depois de dar a cara, a voz e o seu inegável prestígio pelas figuras que agora justificadamente arrasa. Mudar de opinião é um direito básico que nos assiste.
O que já não posso aceitar como razoável é que tenha escrito “é lamentável e vergonhoso que não haja um único político com honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de Portugal: nós todos!”
Meu caro Ruy de Carvalho, eu conheço muitos políticos que se demarcam da tal estúpida cumplicidade de que fala. Sempre se demarcaram. Por isso se candidataram em nome de uma outra política que não delapidasse a esperança, para usar as suas palavras. Percebo que não lhes reconheça a existência, é gente que não tem medalhas nem comendas para atribuir. Dizia até uma velha anedota do tempo da guerra fria que eram muito organizados mas não davam nada a ninguém.
Até para a semana


Eduardo Luciano (Rádio Diana)

DA comemora 81 anos no sábado


Teve que ser: os comentários no acincotons vão ter que ser assinados


Resistimos até à última a utilizar a moderação de comentários aqui no acincotons. Apesar da insistência de muitas pessoas considerámos sempre - e consideramos - que os comentários abertos permitem uma maior ligação ao blogue. No entanto, não tinhamos previsto o "incêndio" que, em tempo pré-eleitoral, consome violentamente alguns dos nossos concidadãos. Por isso, ainda que em termos experimentais, decidimos moderar os comentários até às eleições autárquicas. Para já, num primeiro momento só leitores identificados e com gravação de endereço electrónico poderão comentar. É o jogo franco: nós damos a cara, os comentadores também. Esperamos depois voltar ao esquema antigo. A todos a vossa melhor compreensão.

Conversa desta manhã no Palácio de Belém

Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
Aníbal - Li.
Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
Aníbal - Oh Maria, o Sousa Tavares já morreu.
Maria - O filho…!
Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
Maria - Foda-se Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
Maria - Sim e advogado.
Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
Aníbal - É interessante a Entrevista?
Maria - Então tu não leste?
Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
Maria - Qual jornal?
Aníbal - O Tal e Qual.
Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letria estar tão bem conservado…
Maria - Não há paciência Aníbal! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
Aníbal - Foi? Que mal educado.
Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
Maria - Puta que pariu esta merda. Para o que estava guardada…
Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
Maria - Nem eu foda-se! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
Maria - Foda-se, a mulher morreu!!! Percebes?
Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
Maria - Esquece!
Aníbal - Então e um tio dele?
Maria - Um tio???? Qual tio?
Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
Maria - O Nicolau Breyner?
Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner! De onde te saiu essa ideia?
Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
Maria - Não estás a ver e não vais ver porque também já morreu.
Aníbal - Foda-se! Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
Maria - E eu devo ir a seguir…
Aníbal - Não digas isso. É pecado.
Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!
 
(via C. André) 

Évora: hoje na SOIR

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Olhar de fora e olhar de dentro, ou todos e ninguém

Ás vezes queremos olhar apenas de fora em vez de entrar … num edifício público, num espaço privado, numa organização social, numa relação interpessoal.

Entrar, implica arriscar, investir tempo e energias, determo-nos em minudências, confrontarmo-nos com o mais e o menos interessante. Por vezes os conteúdos seduzem-nos e permanecemos. Outras, saímos prometendo voltar, ou numa mais repetir.

Em qualquer caso, olhar de fora cria-nos uma imagem que será irreversivelmente alterada se alguma vez entrarmos.
Inclui-se aqui também o olhar sobre os partidos. É deste tempo repetir que são todos iguais. E esse é um olhar de fora. Porque quem alguma vez se propôs entrar para descobrir semelhanças e diferenças aperceber-se-á que existem. Especificidades que no interior, uma vezes causam incómodo, outras orgulho. Muitas. Umas relevantes, outras insignificantes. Semelhanças também as há. Mas, nem essa constatação de mais ou menos semelhanças, nos autoriza concluir que “são todos iguais”.

Sei também que o olhar de fora, a conclusão ligeira ,e por isso bem acolhida por muitos, ou generalizada, é muito mais fácil, rápida e cómoda, do que a opção pelo olhar de dentro, correspondente a uma análise demorada, a uma pesquisa repetida e reflexiva, quando confrontados com o objecto do olhar, qualquer que seja.

Há até quem defenda que analisar, descobrir, investigar é coisa pouco produtiva e quase inútil. Há até quem defenda que depois de entrar, o observador fica com o olhar contaminado e nunca mais terá condições de isenção.

Dada a condição frágil e limitada da natureza humana, parece-me que a única forma de controlar as tendenciosas tendências é assumir os percursos, os pontos de observação donde cada um que observa.

Ou seja, por exemplo, se observo que os partidos são todos iguais, devo contextualizar que esta observação resulta do facto de estar a olhar do lado de fora, de um ponto situado mais à esquerda ou mais à direita; ou ainda que defendo a ilegalização de todos ou de um certo número de partidos; ou que o meu posicionamento é o da defesa da facilitação de formas de representação política complementar à dos partidos como sejam listas ou grupos de cidadãos ligados a um determinado programa de base… ou outra qualquer possibilidade. Porque dizer que “são todos iguais” corresponde à proposta de prolongamento do estado maniqueísta, onde todos são os maus, e os outros, os que se distanciam de todos, ou se apartam, os que não sabemos quem são, são os bons. Ou mesmo a novas formas de elitismo.

1 de Junho: manifestação "Povos Unidos contra a troika" também em Évora

Évora: hoje às 22 horas na Harmonia To Zé convida... Manuel Dias (Trulé)


Na próxima quarta (hoje) estarei com o amigo Manuel Dias (Trulé) em
JAM PARA BONECOS, CAMPANIÇA E OUTROS BRINQUEDOS!
Estão tod@s convidad@s!
Tó Zé

É por esta e por outras que todos os partidos são cada vez mais iguais.

(clique para ler)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Um governo de tristes: não acertam uma!


O Tribunal Constitucional (TC) declarou hoje inconstitucionais todas as normas referidas no pedido de fiscalização preventiva do Presidente da República a respeito do estatuto das entidades intermunicipais e da transferência de competências do Estado para as autarquias locais. (aqui)

Évora: cinema na Igreja de São Vicente


Slatan Dudow, Kuhle Wampe (1932)
Com roteiro de Bertolt Brecht e música de Eisler, o filme de Dudow aborda o desemprego na Berlim dos anos 30, feita de contrastes e de desafios. "Quem pode então mudar o mundo? Os que não gostam dele".

28 de Maio | festa | 21: 30
Igreja de São Vicente
2€ - Preço único

Universidade de Évora convida

Programa aqui

Esta noite na BruxaTeatro: Negro de estimação (dança)

ABENSONHADO CAMÕES PARA MIA


há uns bons anitos, a propósito não sei de que acontecimento em Évora sobre/com MIA COUTO - palestra, conferência, apresentação de livro - eu escrevia num Jornal local uma crónica com o seguinte título: O GOGO DAS PALAVRAS 

onde falava da prática doméstica , na minha Aldeia, de tirar o gogo das galinhas
o gogo das galinhas era uma calosidade que as aves ganhavam no bico, sob a língua,
que as impedia de cantar, e com consequências mais graves, de se alimentarem

conhecendo bem os sintomas, as donas de casa camponesas pegavam uma agulha de grandes dimensões, pegavam a poedeira "doente" pelo pescoço, abriam-lhes o bico, levantavam-lhes a língua e procediam cirurgicamente à remoção do dito gogo

após o que libertavam o operado dinossauro, que sacudia as penas, ajeitava as asas
e ensaiava algumas das esquecidas notas da sua partitura

MIA COUTO, lembro o que dizia na altura, era/continua a ser um cirurgião virtuoso especializado em tirar o gogo das palavras
em libertá-las, limpar a calosidade da garganta dos falantes, permitir-lhes não só que se libertem como sons, como após excisão do gogo, elas ganhem sonoridades e sentidos novos.

MIA COUTO beneficia de viver uma língua em gestação, no choco, para retomar a linguagem galinácea, em que os falantes nativos são donos de um imaginário prodigioso.
o desde ontem detentor do abensonhado prémio CAMÕES sabe pegar nessa riqueza 
em bruto, trabalhá-la, e no-la servir com o seu cunho pessoal de gosto literário requintado.

quem tenha disposto da paciência para ir acompanhando o meu lento percurso pelas veredas das palavras sabe da minha estima pelas palavras novas
gosto delas como dos gatos que pululam à minha volta mais em busca de comida do que de carinhos

uma dessas últimas criações linguísticas era um enxerto(sabem a minha vocação para a coisa vegetal) da palavra APOSTOLADO
a propósito do papa FRANCISCO, e da expetativa que vai criando em nós duma contribuição muito forte para ajudar a melhorar o Mundo
- por que não tirar-lhe o GOGO?

considerando (eu, claro) que os apostolados anteriores, na sua esmagadora maioria,
seriam sede de incríveis disputas pelo poder, a que, não estranharia que os nativos moçambicanos, como eu, batizariam de APISTOLADOS

esta conversa toda para dar um abraço de parabéns ao já grande mas agora ainda maior MIA COUTO
aí vai então o tal abraço, sobrevoando o Atlântico, como um albatroz que leva e traz

como um ALBATRAZ

António Saias (aqui)

"As Angústias do Senhor Trinity", na BPE


Amanhã,  dia 29 de Maio, às 21.30h na Biblioteca Publica de Évora:

As Angústias do Senhor Trinity
"A Estória de um miudo"

https://www.facebook.com/pages/As-ang%C3%BAstias-do-senhor-trinity/164762893616192?ref=hl
http://www.myspace.com/senhortrinity

A modos que autocrítica? (Esta senhora tem responsabilidades no espaço público...)

Comentar I


Felizmente nos dias que correm não há facto que não tenha, no espaço público de comunicação, comentários e comentadores à sua volta. Infelizmente está a tornar-se tão banal e tão díspar a qualidade dos comentadores que não sei se o martírio de quem os ouve ou lê não os anestesiará, e a opinião ou o comentário deixem de ter o efeito esclarecedor que, em meu entender, deviam ter. É o mesmo risco que corro enquanto cronista, afinal. Mas quem sou eu, e os outros desta Diana, e com sua licença, para não querermos corrê-lo?! Ao risco.Dar opinião é uma forma de participar nas coisas que se vão passando, com o conforto de espetador a quem o que se passa no palco onde não são atores, em princípio, não são atribuídas responsabilidades de bom ou mau desempenho. É certo que, por vezes e muito legitimamente, os atores também podem fazer comentários à sua própria atuação, uma espécie de contraditório a que têm direito e que até serve para enriquecer e esclarecer as mentes dos que se interessam pelo que vai decorrendo, com o maior número de pontos de vista possível.
O comentário mais idiota que ouvi, e de fonte direta porque ninguém me contou, foi o de D. Duarte ao livro de Saramago «O Evangelho Segundo Jesus Cristo». E cito o comentário mesmo com o vernáculo de fino recorte popular que a real figura pública utilizou: «Eu não li o livro mas já sei que é uma merda!». Bem sei que foi depois de um jantar e de uma noite de copos em que alguns, legitimamente, indignados pela obra do Autor (a literatura tem destas coisas) se reuniram para celebrar a sua indignação. E por isso até posso desculpar o deslize de quem é um eterno candidato a um trono invisível que só alguns, como na história de Andersen em que o rei vai nu, conseguem ver.
O que me incomoda é que este não tenha sido caso isolado e que o método faça parte de uma prática que, porque o comentário está e muito bem na rua, seja quase epidémico. É que há quem comente parindo em espaço público aquilo com que foi emprenhado pelos ouvidos, ou olhos, em espaço também mais ou menos público. Também é verdade que, felizmente, me cruzo com muita gente que está bem informada, procura as fontes certas, interessa-se verdadeiramente pelos assuntos e utiliza vários meios ao seu alcance para expor a sua opinião e comentar determinados factos. A esses devia-se-lhes dar mais voz, pública, e não tantas vezes fazer-lhes a número do «lá vem este ou esta complicar as coisas, que maçada!».
Também me parece ser um facto que com um microfone à frente as pessoas se sintam na obrigação, que a maior parte não tem, de comentar ou expressar uma opinião. Digo a maior parte, porque há os que até se põem a jeito para fazer esse papel. Às vezes põem-se também a jeito de fazer fraca figura e em vez de dizer que não sabem o suficiente sobre o que se lhes pede para comentar, começam logo pelo mais básico juízo de valor: Gosto! ou Não gosto? Os porquês é que são elas. Muitas vezes, quando gostam, lá usam as sensações para justificar e acrescentar mais alguma coisinha muito coisinha, tipo «Não há palavras para exprimir.» Quando não gostam, ou repetem o que ouviram dizer aqui «àquele senhor que falou antes de mim» ou porque é um «assunto que me passa ao lado»…
Ainda bem que ainda há quem diga porque é que gosta ou não gosta e quem aceite que gostem ou não gostem, também dos seus comentários. Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira - aqui

Começa hoje em Montemor-o-Novo 6º Encontro Internacional de Marionetas

Programa aqui

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Novidade na Feira do Livro de Évora


Para esta segunda-feira no programa geral da feira do Livro salienta-se, a partir das 17 horas, a apresentação do Trench, pela livraria Nazareth, jogo de estratégia, inspirado na Primeira Guerra Mundial e, às 18 horas, está prevista a conferência “A Salvação da Humanidade”, da Sociedade Teosófica de Portugal, na Biblioteca Pública de Évora. A não perder também, pelas 21:30 horas, o espetáculo com o TRULÉ - Investigação Formas Animadas, com os “Bonecos do Mundo”, de Manuel Dias (Projeto TEIAS).
O lançamento do livro “O Amargo e Doce Sabor da Vida”, de Alice Ruivo, realiza-se amanhã, dia 28, pelas 18 horas, constando ainda, pelas 20 horas, uma Aula Aberta de Cante Alentejano, orientada pelo Mestre Joaquim Soares e a atuação do Grupo Coral e Etnográfico “Cantares de Évora”, pelas 21:30 horas. 
A programação completa está acessível na página eletrónica da autarquia, em www.cm-evora.pt

"Todos por Évora?!", por Bruno Martins

Já o disse várias vezes e reafirmo. A descredibilidade da política e dos políticos em Portugal é perigosa, mas sejamos sinceros: têm sido os que governam os principais culpados. Um dos crimes democráticos mais sérios e perpetuado pela maioria desta gente, é a diferença entre o que os programas eleitorais preconizam e as medidas que são postas em prática.
Também no poder local esta pouca vergonha democrática ocorre. E falando de Évora, em tempos que vão sendo de balanço, especialmente após José Ernesto ter saído da condução dos destinos da Câmara, é importante que fique claro que esta governação local PS além de catastrófica, esteve a milhas de distância daquilo que foi prometido antes das eleições. E não há qualquer desculpa.Não pode haver desculpa para o monstruoso rol de mentiras que foi pregado a todos os munícipes deste nosso Concelho.
Há quem tenha a memória curta… Eu não tenho!
Quem ler o Programa Eleitoral Autárquico do PS para as Autárquicas de 2009 intitulado “Todos por Évora” chega facilmente à conclusão que passados 4 anos quase nada do que foi prometido foi cumprido.
Em 2009, quando a promessa era fácil, diziam ir Patrocinar a construção de um Centro de Apoio ao Empreendedorismo e uma nova incubadora empresarial, Promover um Programa municipal de apoio às micro e pequenas empresas, e Criar um pacote de apoios e incentivos às empresas que assegurassem a admissão de jovens à procura do primeiro emprego. Onde estão estas medidas? O que foi feito? A resposta é: nada! Aliás, algo foi feito, mas para pior... Sabemos das dificuldades que as micro e pequenas empresas atravessam, e a única coisa que este executivo teve para lhes oferecer foi, no caso daquelas que são credoras da Câmara, foi um aumento brutal do prazo médio do pagamento. Se a governação nacional deixou estas empresas à beira do precipício, a autarquia empurrou-as definitivamente.
No Programa, diziam, também, que iriam Criar um serviço municipal de apoio domiciliário a pequenas reparações para famílias de baixos recursos, Prosseguir o apoio a todas as Associações de Reformados e Idosos, e Promover programas de mobilidade e lazer para idosos. Escreveram estas medidas… mas ficaram-se pela escrita. Ações nesta área? Nem vê-las…
Também prometeram Incentivar a recuperação de edifícios. Mas o que vemos na realidade? Mais e mais prédios devolutos, abandonados e a caírem…
Também prometeram recuperar o Salão Nobre da Cidade… Sobre esta promessa não vale a pena tecer grandes comentários, basta por lá passar… Ainda na área da Cultura, garantiram Reforçar o apoio a todas as associações e agentes culturais do Concelho. Só se por apoio entendem ficar a dever dezenas de milhar de euros de apoios a estes agentes. Só se por apoio entenderem o homicídio total da Cultura em Évora.
Um Complexo Desportivo também foi prometido. O projeto esteve exposto até há poucos meses, altura em que foi retirado… Nada, nada feito.
Tantas mais promessas se encontram neste Programa, e tantas outras mentiras….
Acabavam o programa eleitoral a pedir a confiança dos eborenses. Ela foi concedida, mas completamente traída. A política merece políticos que se deem ao respeito… não se compadece com mentiras e falsas promessas, pois estas são um atentado à democracia.
É tempo de exigir seriedade e comprometimento total. Évora merece.

Até para a semana.

Bruno Martins (BE), aqui

(neste momento pré-eleitoral a opinião ganha uma importância redobrada. Daí que, sempre que possível e a partir deste momento até às eleições, procuraremos publicar aqui no acincotons as crónicas, inéditas ou não, que nos sejam enviadas com pedido de publicação, subscritas por protagonistas políticos reconhecidos localmente e que contribuam para o debate político a nível local ou regional).

Morreu Gabriel Fialho, o responsável pela cozinha do restaurante "Fialho", de Évora


Fonte próxima da família informou o acincotons da morte de Gabriel Fialho, responsável pela cozinha e pela gastronomia aprimorada do restaurante "Fialho" em Évora, de que era proprietário com outros dois irmãos. Fica mais pobre a gastronomia e a restauração alentejanas. À família os pesâmes da equipa que gere este blogue.

sábado, 25 de maio de 2013

CGTP desfila em Belém (Lisboa)


Pelas sementes livres!




"A greve dos grãos de trigo", canção interpretada pelo Coro da Achada,  letra de Diana Dionísio, a partir de um texto de Henrique Fèvre com o mesmo título, publicado na revista anarquista “A Sementeira” (1908), com música da canção «Andaluces de Jaén».

aqui http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2013/05/24/contra-a-monsanto-a-greve-dos-graos-de-trigo/

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Feira do Livro de Évora começa hoje

Programa aqui

Hoje e amanhã: "Talvez" (maiores 18 anos) na BruxaTeatro



"TALVEZ" de José Carlos Alegria e de Carlos Miguel Meira Alegria
é um espectáculo moralista só para adultos.

Ficha Técnica
Técnica - Teatro de Fantoches
Texto - José Carlos Alegria e Carlos Miguel Meira Alegria
Manipulação - José Carlos Alegria e Carlos Miguel Meira Alegria

Local: a BRUXA teatro, Espaço Celeiros, Rua do Eborim, 16 - Évora
Datas: 24 e 25 de maio
Horário: 21:30h
Bilhetes: 3,50€
Reservas: abruxateatro@gmail.com | 266 747 047
Organização: aBt/Acolhimento
M/18

Câmara de Évora ainda "mexe" e aprovou proposta de novo regulamento para artistas de rua


Em reunião de 22 de Maio, a Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade a nomeação da Entidade Coordenadora Local do Programa “Contrato Local de Desenvolvimento Social”, CLDS+, que será a APPACDM de Évora, e respetiva Coordenadora Local, a Dra. Otília Correia Emílio. 
Esta decisão fundamenta-se nos seguintes pressupostos: o facto da APPACDM de Évora cumprir os requisitos legais previstos; a experiência que possui de coordenação de projetos comunitários, transfronteiriços, locais e intermunicipais; ser uma das organizações locais que detém um vasto conhecimento e experiência de intervenção social; além de ter um trabalho de intervenção junto de um dos grupos alvo abrangidos pelo CLDS+ (pessoas com deficiência ou incapacidade) e ter vindo a crescer e alargar a sua ação transversalmente na problemática social. 
Recorde-se que este ato resulta do Município ter aceitado o convite do Instituto da Segurança Social para aderir ao CLDS+, o que aconteceu em 6 de Maio de 2013, tendo agora o dever de nomear a mencionada Entidade do referido Programa e respetivo Coordenador, além da intervenção regular e dinâmica do Conselho Local de Ação Social, da Rede Social, assim como preparação, aprovação e execução do Plano de Ação, escolha da equipa técnica, acompanhamento e monitorização regulares, da execução e resultados obtidos com a intervenção e pela aprovação do Relatório Final do CLDS+. 
A finalidade deste programa é promover a inclusão dos cidadãos através de ações, a executar em parceria, nomeadamente através da participação da Rede Social, (nas suas diversas fases) que devem contribuir para o aumento da empregabilidade, para o combate das situações críticas de pobreza, especialmente a infantil, da exclusão social em territórios vulneráveis, envelhecidos ou fortemente atingidos por situações de calamidades, tendo igualmente especial atenção na concretização de medidas que promovam a inclusão ativa das pessoas com deficiência ou incapacidade. Évora, de acordo com a Portaria nº 135-C/2013, encontra-se incluída no financiamento disponível mais elevado (300 mil euros), sendo a duração da intervenção de 24 meses. 

Construção do Centro Comercial de Évora vai continuar 
No período antes da Ordem do Dia, destaque ainda para a preocupação manifestada pelo Presidente do Município eborense, Manuel Melgão, em relação a notícias que davam conta de uma possível transferência de propriedade do centro comercial em construção no Parque Industrial e Tecnológico de Évora, o que o levou a contatar o Diretor Geral & Retail Managing Diretor da Imorendimento, Armando Lacerda de Queiroz, para mais esclarecimentos. 
Nesse sentido, soube que a Imorendimento, por questões de negócio, passou a atividade para um fundo do Banco Espírito Santo (BES), e obteve garantias que a obra é para continuar, estando prevista a abertura desta nova superfície comercial até final do corrente ano. 

Pedreira em S. Vicente do Pigeiro criará mais postos de trabalho 
A Câmara de Évora aprovou por maioria, com uma abstenção (CDU), submeter à Assembleia Municipal o pedido de reconhecimento de interesse público municipal do projeto de ampliação de pedreira em área de Reserva Agrícola Nacional na Freguesia de S. Vicente do Pigeiro, requerida pela empresa Bripealtos. 
A área atualmente licenciada é de 26935 m2, pretendendo-se a ampliação da área até um total de 49864 m2, ampliação que tem como objetivo, segundo a empresa, rentabilizar o investimento já efetuado a médio e longo prazo. Foram já criados cinco postos de trabalho, admitindo a empresa criar mais 10 a curto prazo. 
De acordo com a Junta de Freguesia de S. Vicente do Pigeiro existem significativas vantagens socioeconómicas na implementação do projeto, não apenas imediatas como também de carater duradouro, para além de contrapartidas à Junta no fornecimento de materiais para melhoramentos dos caminhos rurais, entre outras. 

Regulamento para atuação de Artistas de Rua em debate 
A proposta de Regulamento para artistas de rua no centro histórico de Évora foi aprovada por unanimidade, seguindo agora para discussão pública, sendo posteriormente alvo de deliberação por parte da Assembleia Municipal de Évora. 
Saliente-se que, a cidade de Évora afirma-se recetiva a todas as formas de arte de rua, reconhecendo-as como contribuidoras para o desenvolvimento da comunidade e para o enriquecimento cultural da população, pretendendo assegurar através do referido regulamento a efetiva liberdade de expressão e criação para artistas de rua, tendo em conta os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e em Cartas e Convenções Internacionais ratificadas pelo Estado Português. 
O regulamento incidirá nas seguintes atividades: música; artes performativas; expressão dramática e artes circenses (incluindo malabares); pinturas e caricatura em suporte próprio; e artesanato. 

Grande Prémio de S. João em Atletismo volta a realizar-se em Évora 
Mereceu aprovação unânime a proposta de acordo de cooperação entre a empresa Xistarca e a Câmara Municipal de Évora para realização do Grande Prémio de S. João em Atletismo, que terá lugar no dia 23 de Junho de 2013. 
Tal acordo, visa a organização, pela Xistarca, do Grande Prémio de S. João, ficando a cargo do Município a promoção, divulgação a nível local, bem como a disponibilização do espaço físico para a prova e o apoio logístico. 
Neste âmbito, o referido evento desportivo é assim incluído num circuito nacional de provas de estrada em contexto urbano que a empresa realiza de norte a sul do País. (Nota de Imprensa da CME)

Hoje e sábado: Manuel Alegre, Almeida Faria, Helder Costa e muitos outros em Montemor



6ª feira – dia 24 de Maio
14:00 Horas - Recepção
14:20 Horas – Sessão de Abertura oficial.
14:45 Horas  - 1º Painel
Abertura com Manuel Alegre
Mesa redonda com:
João Mário Caldeira, Joseia Matos Mira, José Brás e Teresa Cuco
Moderador: João Morales
Apresentação do novo livro de Manuel Alegre Tudo É e não É
16:45 Horas – intervalo
17:00 Horas - 2º Painel -
Para assinalar o 50º aniversário de Vida Literária de Almeida Faria
Almeida Faria
Carlos Pinto de Sá
Mário de Carvalho (envio de texto)
Pedro Mexia
Vítor Guita
Moderador: João Luís Nabo
Apresentação do livro de Maria Vitória Afonso, Contos Alentejanos: Cozendo o Pão, Costurando a Vida, por António Henriques
19:00 Horas – Espectáculo com os “Magna Terra” – por João Cágado e Manuel Dias (Pop progressivo com influências na Música Tradicional Alentejana)
20.00 Horas – Jantar livre
22:00 horas – Inauguração na Galeria 9ocre, da Exposição colectiva internacional de Artes Plásticas sobre o Montado – “O Sobreiro no contexto da Paisagem milenar humanizada” com a participação de:
Manuel Casa Branca (coordenação);
Clara Báez (Espanha);
Felícia Trales (Roménia);
Glória Morán Mayo (Espanha);
Manuel Mata Gil (Espanha)
Marco Fidalgo (Montijo - Portugal);
Rob Miller (Grã-Bretanha);
Ward Jansen (Holanda);
Grupo do Workshop - “Plain air”  da Herdade do Gavião
entre outros
seguido de Café-tertúlia no largo Prof. Banha de Andrade (fronteiro à Galeria 9ocre)
em colaboração com o “Espaço do Tempo”

Sábado, dia 25 de Maio
14. 15 - 3º Painel
Abertura com Vítor Encarnação
Mesa redonda com:
Arlinda Mártires, João Monge, Margarida Morgado e Napoleão Mira
Moderador: Fernando Mão de Ferro
15:00h - Apresentação do livro para a infância, de André Gago, O Circo da Lua
O Painel 5
16:00 Horas - Homenagem a  Urbano Tavares Rodrigues
Visionamento do documentário Adeus à Brisa, sobre o homenageado, de autoria de Possidónio Cachapa  (comentado pelo autor), seguido de duas mesas, com intervalo e debate final
Urbano Tavares Rodrigues, Militante da Liberdade
Urbano Tavares Rodrigues (através de ligação skype)
António José de Melo
Hélder Costa
Moderador: Eduardo M. Raposo
Urbano, Homem de Letras
Eugénio Lisboa (a confirmar)
Francisco José Viegas
José Manuel Mendes (depoimento por audiovisual)
Miguel Real
Moderador: Possidónio Cachapa
Recital de Poesia por Jorge Lino
Apresentação do último livro de Urbano Tavares Rodrigues, A Imensa Boca dessa Angústia e outras Histórias por Francisco José Viegas 
Debate
20.00h. Prova eno-gastronómica/Encontro com Poetas Populares (Mestre José Salgueiro, Maria Lourenço Benavente e José Carrilho Raposo
Seguido de actuação de  Nuno do Ó
O Espaço do Tempo associa-se, também neste dia, às Jornadas, oferecendo 25 bilhetes para a estreia a solo de Tânia Carvalho, na Black Box – 22:00h

Sampaio da Nóvoa: "Precisamos de alargar a política a novas formas de representação. A política já não cabe nos partidos que temos".


Começámos esta semana a receber, por assinatura, a "Visão" cá em casa. E ainda bem: este é um grande número. Por várias razões, mas também pela entrevista do ainda (está de saída) reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa. É uma entrevista extensa, de um indignado. As perguntas podiam ser mais interessantes, mas, apesar disso, as respostas são inteligentes e testemunham um discurso diferente daquele a que estamos habituados. Vou directamente a um dos excertos que achei mais relevantes. Mas não é o único.
"(...) Tem ligações partidárias?
Não. Nunca tive.Sempre militei, no sentido de participar, mas nunca fui filiado, nem tenho proximidade com nenhum partido. As questões ideológicas são importantes, mas não dirigem a minha vida. Vi este Governo com grande expectativa inicial e depois de não acertarem uma única previsão, comecei a ver uma incompetência total.
Se os seus discursos têm sucesso e os dos políticos afastam, quer dizer que eles não sabem o que os portugueses sentem?
Há muita distração e falta de consciência social.
Mas os políticos fazem discursos profissionalmente. O que se passa, então?
É o mesmo com os economistas. Estão todos errados? Não. Mas têm uma matriz. Com uma lógica, mas apenas entre eles. Muitas vezes os políticos estão fechados numa lógica do mesmo tipo.
Não era essa a matriz dos políticos.
Não devia ser.
Os políticos eram aqueles que percebiam os desejos das populações. Perderam essa intuição?
Sim. Porque a matriz do discurso político de hoje é tecnocrata, difícil de desmontar.
Qual é o contraponto?
O populismo. Não é melhor. A Europa está a ficar entre os tecnocratas e os populistas.
Entalada?
É o pior que nos podia acontecer. Precisamos dos partidos, mas que não se fechem dentro deles.
Crítica quem está na política. Não quer fazer parte dela?
Nunca me ouviu dizer isso. Houve momentos em que não sentia tanto esta obrigação de intervenção. Agora, sinto imenso. Mas há outras maneiras de intervir.
Por exemplo.
Não sei... Debates, missões como a que tive aqui na universidade, com a fusão. A vida não se esgota nos cargos. Procuro inscrever essa dimensão na minha vida: política que não é partidária. Precisamos de alargar a política a novas formas de representação. A política já não cabe nos partidos que temos".
A ler na "Visão".

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cromeleque Vale Maria do Meio classificado como monumento nacional


A Câmara de Évora congratulou-se hoje pela classificação como monumento nacional do Cromeleque de Vale de Maria do Meio, situado no concelho, o que valoriza aquele património e poderá contribuir para a sua conservação e visibilidade turística.
“Uma classificação deste tipo é sempre algo que valoriza o património. Faz-nos olhar para ele de uma maneira diferente, deixa de ter só importância local, porque nós já tínhamos consciência do seu valor”, disse a vereadora da Cultura, Cláudia Sousa Pereira.
A autarca disse ainda esperar que, com esta classificação de monumento nacional, o cromeleque possa ser alvo de “preocupações, não só de conservação, mas também no sentido de o tornar mais visível, sem o desproteger”.
O recinto megalítico, de acordo com a autarquia, foi identificado em 1993 por uma equipa de alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, orientada por Manuel Calado. (LUSA)

DA desta sexta-feira


António Serrano: prenúncio de candidatura à Câmara de Évora?



O ex-ministro da Agricultura António Serrano vai renunciar ao seu mandato de deputado do PS "por motivos profissionais", sendo substituído pelo atual líder da federação socialista de Santarém, António Gameiro.
Nas últimas eleições legislativas, em junho de 2011, António Serrano foi escolhido pelo ex-secretário-geral do PS José Sócrates para encabeçar a lista socialista de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Santarém.
"Estive dois anos no Governo e dois anos na Assembleia da República. Ao fim de quatro anos, decidi regressar à minha atividade académica e de gestão empresarial", disse António Serrano à agência Lusa.
António Serrano, que apoiou a candidatura de António José Seguro ao cargo de secretário-geral do PS logo em 2011, frisou que abandona o parlamento "por motivos estritamente profissionais e não por qualquer razão política".
Enquanto deputado do PS, na primeira sessão legislativa, António Serrano assumiu as funções de coordenador da bancada para as questões da saúde.
António Serrano foi ministro da Agricultura e Pescas do segundo executivo liderado por José Sócrates entre 2009 e 2011.
António Gameiro, o substituto de António Serrano no parlamento, é um dos dirigentes federativos mais próximos do atual líder do PS. (LUSA)

REFLEXÕES ( 3) .ÉVORA: REGRESSAR À IMAGEM DE CIDADE BRANCA E LIMPA



Ainda não há três décadas Évora era muito justamente considerada como uma cidade branca. A imagem da sua alvura quase imaculada está hoje seriamente comprometida, muito devido ao desleixo e incúria das suas entidades mais representativas que dela não cuidam com o desvelo e atenção que justificou a atribuição desse qualitativo por parte de quem a visitava e que fazia dela uma marca de urbanidade, higiene e limpeza absolutamente sedutora. Caiar a casa pelo menos uma vez por ano, varrer diariamente a soleira de cada porta ou lavar semanalmente o espaço em redor da habitação eram tarefas que os eborenses cumpriam com gosto e brio.
A cidade dos nossos dias está suja. Os edifícios públicos deixaram de ser pintados, as casas particulares também o são cada vez menos até porque os vândalos que conspurcam maldosamente as paredes desencorajam qualquer um de repetir a acção e as ruas estão cada vez mais sujas pois há muito que dependem da maior ou menor intensidade das águas pluviais, acontecendo que não são alvo de qualquer operação de lavagem em profundidade  e concentram muito sarro acumulado ao longo de pelo menos quinze anos. Dirão alguns que denunciar isto será talvez uma forma de desvalorizar a cidade aos olhos de quem nos procura mas a verdade é que os outros não são cegos e quem aqui vem com alguma frequência não vai deixando de o notar.
E se as coisas parecem menos visíveis em dias cinzentos e chuvosos o mesmo já não acontece no tocante aos dias prenhes de luz e de calor que estão à porta e tornam mais nítidos os sinais da negligência, da falta de cuidado e do desmazelo disseminados por prédios e edifícios e acirram os maus odores libertados por passeios, calçadas e sarjetas que comuns em tempos medievais pouco abonam a moderna imagem de uma classificada como Património Mundial. Isto para já não falar de algumas ruas escavadas e desconjuntadas em vários pontos cujo estado a edilidade ignora apesar de informada ou olvida por carência de autoridade para impor a sua reparação aos chefes dos respectivos serviços.
O estado lastimoso de sebentice em que se encontra a fachada da Igreja de Santo Antão, situada na sala de visitas que é a Praça de Giraldo, é absolutamente desprimoroso para a cidade e reflecte o estado de enxovalho em que se encontram muitos dos edifícios do Centro Histórico. Por diversas vezes confrontei com este assunto o presidente José Ernesto de Oliveira e lhe chamei a atenção para a afronta que o mesmo constituía para o estatuto da cidade mas nada ganhei com o assunto.
Lembrei que o templo estava classificado pelo IGESPAR como Edifício de Interesse Municipal pelo que cabiam especiais responsabilidades à Câmara na sua preservação e conservação tendo-me  retorquido que também à Arquidiocese se devia atribuir idêntico dever pois a igreja está aberta ao culto e é sede de paróquia. Revelou-me ainda o presidente que havia um acordo entre a respectiva Junta de Freguesia e a Paróquia de Santo Antão para mandarem caiar o prédio, operação que andava pelos 15 mil euros ( se a memória não me atraiçoa). A Junta da Freguesia já tinha o montante reservado para a operação mas, segundo ele, o padre não havia meio de descoser com a verba.
Entretanto a parede lateral da Igreja que dá para a Rua S. João de Deus abriu fissuras correspondentes a uma ameaça de ruína no seu interior. Fizeram-se obras para por cobro à situação e quando todos pensavam que finalmente se aproveitaria o ensejo para branquear a fachada do templo, a intervenção quedou-se por ali, não sabendo eu quem arcou com a despesa. Ainda se pensou que a operação fosse integrada no programa “Acrópole XXI (a Associação Comercial aproveitou-o para esse efeito) mas nem a autarquia nem a arquidiocese nele o incluíram.
Espera-se que o futuro executivo resolva de vez esta situação, assim como dote dos indispensáveis meios financeiros os Programas “Casa Caiada” e “Municipal da Reabilitação de Fogos para concessão de subsídios aos interessados conforme consta da legislação aprovada em 1998 e publicada em “Diário” da República. Revitalizar estes programas é fundamental para desencardir muitos prédios e segurar outros que ameaçam ruir. E que diabo para que servem as verbas cobradas pelo IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) de que os habitantes e residentes no Centro Histórico de Évora são os únicos a pagar em circunstâncias idênticas?
Por outro lado é imperioso concluir um acordo com a Associação dos Bombeiros Voluntários para a cedência mensal, na época de Verão, pelo período de um ou dois dias, de um autotanque que proceda à lavagem das ruas do Centro Histórico que há quinze anos como atrás se vincou, não sabem o que isso é. A última operação dessa natureza realizou-se em 1998. De então para cá entranhou-se nelas um película de imundície resultante dos dejectos dos canídeos, das pastilhas elásticas, da escorrência de óleo e da outras massas gordurosas, que tende a liquefazer-se ou a gelatinizar-se  sem a devida remoção durante a estiagem e provoca em certos dias um cheiro desagradável e incomodativo.
A lavagem das ruas sempre fez parte da tradição da cidade mesmo quando o saneamento básico estava longe de ser o que é hoje e as artérias não podiam fugir às descargas escrementícias dos muares e das carroças que por elas transitavam. Foi assegurar o seu tratamento que a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Évora de 1926, se abalançou à compra do carro da água que agora está recolhido nos baixios da desactivada Estação da Rodoviária e constitui uma relíquia no panorama automobilístico nacional.
Dotado de uma capacidade de um tanque de 2.244 litros, tinha por função a rega das ruas, largos, praças da cidade e do Rossio nomeadamente na época da feira e dos dias de mercado. Trabalhou quase ininterruptamente até meados dos anos 60. Depois a missão foi irregularmente cumprida pelos Bombeiros., salvo erro. Há pois que recuperar essa tradição. O serviço de recolha de lixo também é péssima. Quem vier a seguir tem que tomar uma atitude drástica neste sentido. Desde o horário a que é praticada até à  displicência dos que nela participam, tarefa  desagradável sem dúvida, mas executada sem o mínimo de brio e destituída a maioria das vezes da mínima eficácia. Os detritos que caem, raramente são recolocados no carro e ficam a conspurcar a via pública dias a fio. As queixas e os protestos são gerais.
E por último há que tomar atenção ao estado de degradação das ruas, esventradas e escaqueiradas durante dias e dias e quando não por meses, largos meses, autênticos alçapões eivados de perigo para quem nelas circula, seja de carro ou a pé, repletas de buracos que esparrinham água suja para cima dos transeuntes ou das paredes quando atravessadas por automóveis em dias molhados e se transformam, ao invés, quando em tempo seco, em albergue de nojentos ninhos de ratazanas e outros bichos afins.
Porque não aproveitar os fiscais do antigo SITEE, sempre tão lépidos e pressurosos a multar os automobilistas mal estacionados, para fazer deles uma autêntica brigada de zeladores pelas mazelas da cidade, detectando e sinalizando as agressões de que a urbe padece? 
É tempo da cidade voltar ao brilho dos tempos de outrora em que a brancura, a higiene e o asseio eram a sua imagem de marca. 

José Frota

Morreu George Moustaki



O cantor francês de origem grega Georges Moustaki morreu hoje aos 79 anos em Nice, revelou o jornal Le Monde. 
Nascido em Alexandria, no Egito, filho de pais gregos, Giuseppe Mustacchi, aque adotou o nome artístico Georges Moustaki, tinha-se retirado dos palcos em 2009, por causa de uma doença incurável nos brônquios, que o incapacitou de cantar.
Em 2008, um ano antes de se retirar, atuou na Casa da Música, no Porto, e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Na altura, em entrevista à agência Lusa, recordou a "grande cumplicidade" com o público português.
Considerado umas das vozes do Maio de 1968, época em que compôs "Météque", Moustaki afirmou à Lusa que dessa revolução "resta uma certa arte de viver, um certo código ético que, mesmo que não seja unânime, impregnou-se na nossa cultura".
Fez parte de um grupo de grandes cantores franceses, que se qualificavam a si próprios de libertários, como George Brassens, Jacques Brel, Leo Ferré ou Boris Vian.

Baixo-Alentejo: protesto esta quinta-feira pela retoma das obras no IP2 e IP8


Este protesto vai mobilizar, por certo, muitas centenas de automobilistas no Baixo Alentejo numa exigência conjunta de que as obras no IP2 e no IP8, interrompidas há mais de um ano, sejam retomadas. As concentrações e marchas lentas agendadas para diversos troços destas vias terão início às 8,30 horas e são convocadas por mais de duas dezenas de entidades do distrito de Beja, em que se destacam a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), o Núcleo Empresarial de Beja (NERBE) e a Turismo do Alentejo. Os locais de concentração já assinalados são os seguintes: : 
IP2 Entradas – Castro Verde; 
IP2 Trindade – entroncamento da saída para Mértola e Algarve; 
IP2 entroncamento da primeira (Beja/Vidigueira) entrada para Vidigueira até saída para Vidigueira; 
IP2 entroncamento de Cuba/Alvito até aos segundos semáforos de São Matias; 
IP8 entre a entrada de Brinches e a ponte do Guadiana; 
IP8 entre a primeira rotunda (sentido Ferreira/Beja) de Ferreira do Alentejo e o entroncamento de entrada em Ferreira do Alentejo; 
Beja: rotunda de entrada de Beja (rotunda monumento BA); 
Beja: rotunda de saída para Aljustrel; 
Beja: rotunda de saída para Castro Verde.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Alentejo: poucos jovens, mas desempregados (44,5%)


As regiões da Madeira, Alentejo, Lisboa e Algarve apresentaram taxas de desemprego jovem acima dos 40% em 2012, cerca do dobro da média comunitária, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat sobre o desemprego regional na União Europeia.
O levantamento do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia revela ainda que, em termos gerais, a taxa de desemprego global, subiu de 9,6% em 2011 para 10,4% em 2012 no conjunto da União, e variou, em termos regionais, entre 2,5% nas regiões austríacas de Salzburgo e Tirol aos 38,5% em Ceuta e 34,6% na Andaluzia, ambas em Espanha.
Em Portugal, a taxa de desemprego global subiu de 12,7% para 15,6% entre 2011 e o ano passado.
Já o desemprego entre os jovens (dos 15 aos 24 anos), alcançou os 22,9% na UE em 2012, tendo Portugal registado um valor muito acima da média, de 37,7%, com as taxas mais altas a verificarem-se na Região Autónoma da Madeira (49%), Alentejo (44,5%), Lisboa (43,8%) e Algarve (40,3%).
A região Norte registou no ano passado uma taxa de desemprego jovem de 32,8% (a mais baixa do país, ainda assim), o Centro 36,4% e os Açores 38,7%. (LUSA)

Água: José Ernesto diz que foi "enganado" por Mário Lino


José Ernesto Oliveira, que recentemente renunciou ao mandato de presidente da Câmara de Évora, afirmou que foi enganado por Mário Lino, antigo presidente da empresa Águas de Portugal e ex-ministro das Obras Públicas.Em causa está a entrada do município no sistema multimunicipal Águas do Centro Alentejo.
A adesão “foi uma decisão minha na qual fui enganado”, afirmou, considerando-se enganado “pela Águas de Portugal, nomeadamente o presidente da empresa na altura, o Eng. Mário Lino, que depois foi ministro das Obras Públicas, que também subentendia sobre esta área”.
“Mário Lino foi das pessoas menos simpáticas para a Câmara de Évora”, frisou.
O antigo autarca explicou foi enganado pelo facto de o sistema ser constituído por seis municípios em vez de 14 e por servir 90 mil pessoas, das quais 60 mil são do concelho de Évora, em vez de 150 mil.
“O sistema chama-se multimunicipal, mas na prática é Évora mais cinco municípiozinhos pequeninos”, o que “significa um peso para a Câmara de Évora, que está a sozinha a suportar o sistema”, acrescentou. (aqui)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Pró gozo: violência em Évora



Mesmo aqui ao lado.

Hoje não houve "Diário do Sul" (impresso)



"Pedimos desculpa aos nossos leitores mas devido a uma avaria na nossa rotativa, não nos foi possível imprimir a edição de hoje. Por esse facto, a edição online do Diário do Sul está disponível gratuitamente em www.diariodosul.com.pt" - informa a direcção do jornal, via facebook.

Curioso - não pelas mesmas razões - é que o semanário "Registo", que é editado em Évora, apenas aparece em papel nas semanas em que a direcção consegue viabilizá-lo publicitariamente. Nas outras semanas, que são a maioria, está apenas disponivel na internet, isto apesar de na página do jornal a última edição visível ser já a de 9 de Maio (aqui).

Notícia da "dinheiro vivo": Évora Shopping já está nas mãos do BES


A dívida do futuro centro comercial, que é propriedade da Imorendimento, foi executada pelo banco que o colocou num fundo de recuperação

O Évora Shopping já está nas mãos do BES. Tal como oDinheiro Vivo noticiou este fim de semana, o centro comercial, que ainda está em construção, estava para ser executado, devido às elevadas dívidas, tendo agora já sido incluído num dos fundos de recuperação de ativos imobiliários que o banco gere. 
Ao que o Dinheiro Vivo apurou, este fundo irá agora assegurar que a construção do centro é concluída, até porque 70% das lojas já estão pré-arrendadas, sendo este um dos ativos que o banco tem em carteira que mais pernas tem para andar.
É que neste fundo está também o antigo Beloura Shopping, agora Fashion Spot, onde há várias lojas a fechar e as que ainda estão abertas estão com salários em atraso. Este fundo tem ainda sob gestão o Ferrara Plaza, em Paços de Ferreira, o outlet Campera e o Acqua Roma, na Avenida de Roma em Lisboa. 
O Évora Shopping, avaliado em 60 milhões de euros, abre no final deste ano, sendo já a segunda vez que o calendário da inauguração derrapa. Se de facto se concretizar, será o únicos centro comercial que vai abrir este ano em Portugal.