sexta-feira, 12 de abril de 2013

Que se chama a isto vindo de uma Câmara que nunca respeitou qualquer protocolo estabelecido com os agentes culturais?



Em reunião pública de 10 de Abril: Câmara de Évora solidária com as estruturas profissionais de criação e programação artística eborenses 

A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade uma moção apresentada pela Vereadora Cláudia Sousa Pereira (PS) acerca dos resultados para o Alentejo em geral, e muito em particular para o concelho de Évora, dos concursos 2013 da Direção Geral das Artes (DGArtes) para apoios às estruturas artísticas. 
Nesta, a autarquia salienta o “resultado desastroso que deixa sem nenhum financiamento cinco, e a menos de 50% do candidatado três, das oito estruturas que concorreram aos apoios plurianuais; as atuais condições das autarquias em geral, e do município de Évora em particular, e do qual muitas destas estruturas dependem logisticamente para a sua atividade e de quem, até 2009, recebiam consideráveis apoios financeiros; que mesmo havendo fundos europeus a que algumas destas estruturas concorreram, a comparticipação para as que foram apoiadas fica agora em causa; reconhecer que os fundos a que a autarquia concorreu, enquanto lhe foi possível, foram canalizados para determinadas atividades destas estruturas; e que face a estas circunstâncias, é de prever a suspensão de muitas das atividades culturais que têm caracterizado a cidade e o concelho de Évora”. 
Explica que, após a publicação dos resultados das candidaturas foram contactadas as estruturas profissionais de criação e programação artística do Concelho de Évora que concorreram aos apoios individuais plurianuais da DGArtes, tendo reunido as oito estruturas em causa no dia 8 de abril, com a vereadora do pelouro e os respetivos serviços. Foi estabelecido um compromisso destas estruturas entre si e com o município, no sentido de reavaliar os relacionamentos e as formas de trabalho conjuntas, dos que assim o entendam, e de prosseguir no sentido de uma articulação que beneficie não só estas estruturas, como a própria atividade dos agentes artísticos e, acima de tudo, os cidadãos que usufruem destas atividades artísticas e culturais. 
Na moção salienta-se que a Câmara “defende como princípio o acesso aos bens artísticos e culturais por todos os cidadãos, num relacionamento que favoreça a criação de públicos, fundamental à cultura, e que deve ser feito tendo em conta todo o território nacional, independentemente da densidade populacional das regiões, tal como no município se incluem e estimula a participação nas freguesias, e não apenas no centro, de diversos programas e iniciativas”, prosseguindo, assim, com “uma missão que tem sido traçada por Évora, de uma forma geral, enquanto Cidade de Cultura, que é, reconhecida nacional e internacionalmente por diversas instituições”. 
A moção aprovada pela Câmara “reflete o inconformismo perante a ausência de concertação entre o poder central e o poder local também nesta área, o que leva à desarticulação entre serviços públicos e, até mesmo e também por isso, à sua descredibilização”. 
Relembra que “a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) tem como um dos seus objetos, no âmbito da sua missão de apoio às artes, a atribuição de apoios financeiros do Estado a entidades que exerçam atividades de caráter profissional de criação, programação ou mistas em diferentes áreas artísticas” e que “as autarquias, que como a de Évora têm bem definidos e regulamentados os critérios que presidem à avaliação das atividades dos agentes locais, dentro dos diferentes quadros conjunturais, têm vindo a apoiar logisticamente os diferentes projetos que, na sua ação, promovem junto das populações o gosto pela Cultura”. 
Conclui, considerando que “desta forma concorremos para o risco das estruturas profissionais que desenvolvem atividades apoiáveis pelo município virem a deixar de existir enquanto tal”, pelo que “urge pois, e disponibiliza-se a Câmara Municipal de Évora para contribuir para, uma reavaliação do sistema de determinados apoios à atividade cultural, definida de forma exequível, e que envolva a SEC e as autarquias”, uma vez que “temos como objetivo, que julgamos comum, permitir o acesso aos bens artísticos e culturais de todos os cidadãos, independentemente da região em que vivem, sendo em concreto o concelho de Évora um dos territórios em que mais se cria e programa por iniciativa destas estruturas em diferentes áreas artísticas, com benefícios inquestionáveis para a sua própria identidade”. 

Foi aprovado por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento de Rosa Pereira, assistente operacional na Escola EB 2,3 Conde Vilalva, proposto pela Vereadora Cláudia Sousa Pereira. 

Outros pontos aprovados 

A Câmara aprovou os documentos de Prestação de Contas/2012, a respetiva aplicação do Resultado Líquido do Exercício e o seu envio à Assembleia Municipal de Évora com três votos a favor (incluindo o voto de qualidade do Presidente), uma abstenção (PSD) e três contra (CDU). 
Foi aprovada a minuta do contrato de empréstimo do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e do Plano Previsional de Amortizações, bem como o seu envio à assembleia Municipal com quatro votos favoráveis (PS e PSD) e três contra (CDU). 
Os procedimentos legais para a elaboração do Plano de Urbanização da Caeira, cujos limites abrangem a Expo Évora – Parque de Exposições e Atividades Económicas Regionais e a Unidade Operativa de Planeamento e Gestão nº1 – Frente Urbana Adjacente à Expo Évora, foram aprovados com quatro votos a favor (PS e PSD) e três contra (CDU). 
O ponto sobre “Acessibilidades a Valverde – Caminho Municipal 1079/Correção do Traçado e Ponte sobre a Ribeira de Valverde”, que inclui a aprovação do projeto, foi aprovado com três votos a favor (PS e o voto de qualidade do Presidente) e quatro abstenções (CDU e PSD). 
A concessão de apoio ao Instituto Português do Desporto e Juventude para construção, no terreno do antigo Hipódromo, de pista de atletismo e de campo de râguebi foi aprovada com cinco votos a favor (PS e CDU), a abstenção da Vereadora Jesuina Pedreira/CDU) e a não participação do Vereador António Dieb (PSD) por ser Presidente da CCDR Alentejo, onde o IPDJ apresentará a candidatura. O apoio concedido pela Câmara consiste na elaboração, pelos serviços municipais, de dezena e meia de projetos e planos necessários para adaptação e reutilização do antigo Hipódromo de Évora.

(Nota de Imprensa da CME)

13 comentários:

  1. Que nojo esta gente. Eleições à vista, diálogo e solidariedade com todos.Metem asco.

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  2. Por unanimidade? O Dieb também votou? Bem me parecia que o PSD anda pelas ruas da amargura.

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  3. Este PS, com duas caras, e sem vergonha em nenhuma delas, mete nojo.

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  4. Este PS mete nonjo,estamos fartos;dos capoulas,das fernandas,dos damas,dos morgadinhos,dos bravos,PORRA basta,desapareçam,já lixaram esta cidade.

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  5. 100 MILHÔES de DIVIDAS

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  6. PS/bacelo,não quer Fernando Morgadinho como cabeça de lista ,na nova freguesia.

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  7. PS/bacelo,não quer Fernando Morgadinho como cabeça de lista ,na nova freguesia.

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  8. Lá está outra vez o atrasadinho do "nonjo".
    Ó homem, aprenda escrever, porra!
    Tanta ignorância mete nojo.

    Carvalho

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  9. A freguesia Bacelo/sr.da Saude,já são conhecidos dois candidatos:

    CDU: a actual presidente do Bacelo

    PS:Nuno Lino.

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  10. quando é que o CENDREV divulga o valor da sua dívida!? é que queremos saber que Bancos é que vão receber os dinheiros que vêm para a cultura de Évora!
    Srs jornalistas investiguem

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  11. O título deste post mostra bem a "pouca de merda" que é o autor do mesmo.

    Os comentários seguintes mostram a arte de dizer mal instalada por aqui e que chega a este ou aquele candidato a candidato, bairro a bairro, casa a casa.

    É só gentalha!

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  12. E o autor do comentário anterior então deve ser "muita merda" mesmo e não diz mal de nada nem de ninguém. Ora vai pentear macacos com a tua impolutez.

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  13. Vem ai uma chuva de contratações para autarquia de Évora, 17 vagas para chefes e directores,lá vê os meninos e meninas de Ernesto para a contratação garantida,os socialistas não tem a mínima vergonha!

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