sexta-feira, 5 de abril de 2013

Concentração em defesa da cultura: Évora, 40 manifestantes. Lisboa, 20 manifestantes. Dá que pensar, não dá?

Em Évora

O corte de "60 por cento" dos apoios da DGArtes aos agentes culturais do Alentejo "coloca em risco a atividade de muitas estruturas" da região, alertou hoje um responsável do Manifesto em Defesa da Cultura (MDC).
Em declarações à agência Lusa, Jorge Feliciano afirmou que o "Alentejo sofre um corte de 60 por cento" nos concursos de apoios diretos às artes, da Direção Geral das Artes (DGArtes), "em relação ao último concurso do género", realizado em 2009.
"No último concurso, as estruturas do Alentejo receberam cerca de 1,9 milhões de euros. Neste, ficámos reduzidos a cerca de 900 mil euros", lamentou o responsável, durante uma concentração em frente à Direção Regional de Cultura do Alentejo, em Évora, que juntou cerca de 40 pessoas.
A DGArtes anunciou na terça-feira que 54 entidades artísticas vão repartir cerca de 4,3 milhões de euros atribuídos nos concursos de apoios diretos, anuais, bienais e quadrienais na área do teatro.
No Alentejo, segundo o membro do MDC e do Teatro Fórum de Moura, "muitas estruturas ficaram de fora e sem apoio e, mesmo aquelas que ficaram com apoios, são tão reduzidos que vão ter muitas dificuldades em manter a sua atividade normal".
O Pim Teatro, a Bruxa Teatro e o Colecção B, de Évora, Lendias d' Encantar e Arte Pública, de Beja, o Teatro Fórum de Moura e o Teatro ao Largo, de Vila Nova de Milfontes (Odemira), foram algumas das companhias do Alentejo que ficaram sem apoios, de acordo com Jorge Feliciano. (LUSA)

Em Lisboa


Os cartazes e as faixas sobraram para os cerca de 20 manifestantes que hoje se juntaram frente ao Palácio da Ajuda, em Lisboa, para exigir mais dinheiro para a Cultura e a demissão do Governo.

A convocatória foi feita na quarta-feira pelo Manifesto em Defesa da Cultura (MDC) e além de Lisboa, na secretaria de Estado da Cultura, foram convocadas concentrações frente às delegações regionais da Cultura em Coimbra, Évora e Faro.
“Este é o momento, não queríamos deixar passar a semana em que foram divulgados os resultados dos concursos de apoio às artes, para dizer que estas políticas estão erradas”, disse à Lusa Pedro Penilo do MDM, que qualificou os resultados de “opacos”.
“Há reações violentas a estes resultados”, afirmou Penilo, acrescentando que “os métodos [foram] pouco transparentes e irregulares”.
“Os concursos tinham no início estipulado montantes e números de projetos que foram depois alterados no seu final, portanto há uma série de estruturas que se queixam que não estão devidamente justificadas as razões porque não lhes foram atribuídas verbas que dantes eram entregues”, disse.
O artista plástico Pedro Penilo falou de um “garrote financeiro” no investimento na Cultura levando “ao fecho de pequenas, médias e grandes estruturas culturais”, a existência de “um grande desemprego na área cultural” e alertou “para a emigração de artistas que procuram trabalho além fronteiras”.
Os manifestantes pretendem que seja atribuído à Cultura um por cento do Orçamento do Estado.
Referindo-se às verbas, Pedro Penilo afirmou que “é dinheiro que não é para ser usado discricionariamente pelo secretário de Estado da Cultura, é dinheiro dos contribuintes para ser aplicado num montante compatível com as necessidades do país”.
Questionado pelo reduzido número de manifestantes Penilo afirmou: “Estamos cá os que estamos, mas não haja dúvidas da rejeição efetiva pelas políticas para a Cultura dos sucessivos governos”.
Os manifestantes exigiram a demissão do Governo.
“O que está acontecer é um assalto ao país, em que recursos financeiros importantes estão a ser canalizados para a banca e para os grupos financeiros, a exigência de um por cento do Orçamento do Estado para a Cultura é, não só compatível com a economia do país como é desejável, pois o investimento na Cultura é um fator de desenvolvimento”, disse Pedro Penilo.
“Quando chegamos a este ponto não há cultura que se safe”, rematou (LUSA)

8 comentários:

  1. Sondagem realizada no dia 1 e 2 de Abril

    Se as eleições fossem hoje para Camara Municipal de Évora em quem votaria?

    PS (Manuel Melgão): 34%
    CDU (Carlos Pinto de Sá):32%
    PSD (Paulo Jaleco): 29%
    BE ( Helena Figueiredo):3%
    NS/NR: 2%

    Foram validadas 305 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e um entrevistado em cada agregado.
    O erro máximo da amostra é de 2,75%, para um grau de probabilidade de 95%.

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  2. Já agora: qual foi a empresa que realizou esta sondagem?

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  3. CDS-PP lamenta falta de acordo
    com PSD para coligações em Évora

    O presidente da Distrital de Évora do CDS-PP, João Maria Festas, lamenta a ausência de acordo com o PSD para a formação de coligações no distrito nas próximas autárquicas, mas os sociais-democratas garantem que não as inviabilizam.
    “Recebemos um documento do PSD a dizer que não aceita coligações” com o CDS-PP no distrito de Évora, diz o dirigente democrata-cristão, em declarações à Agência Lusa.
    Contactado pela Lusa, o presidente da distrital de Évora do PSD, António Costa da Silva, confirma que “não existe nenhum acordo com a distrital do CDS-PP para o distrito de Évora”, mas sim “algumas manifestações de vontade por parte de algumas secções”.
    “Formalmente não há nada”, vinca o dirigente social-democrata, assegurando, contudo, que a Distrital de Évora do PSD “não irá inviabilizar quaisquer intenções de coligação que possam surgir nalgumas secções”.
    Segundo João Maria Festas, a Distrital de Évora do CDS-PP, apesar de estar disponível para coligações em todo o distrito, propôs coligações nos concelhos de Vendas Novas, Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Redondo e Mourão.
    Estes concelhos “eram fundamentais, porque, nas últimas eleições legislativas, a soma dos votos do PSD e do CDS-PP dava maioria à coligação”, realça.
    Segundo o líder da distrital do CDS-PP, a sua proposta previa que os cabeças-de-lista em Évora, Estremoz, Vendas Novas e Mourão fossem escolhidos pelos PSD, ficando “o CDS-PP com Redondo e Vila Viçosa”.
    Contudo, “o PSD não concordou”, refere o responsável, considerando que o facto de não existirem coligações PSD/CDS-PP no distrito de Évora “é péssimo” para Alentejo e para os dois partidos.
    “Temos de fazer o nosso caminho sozinhos”, lamenta.
    O PSD já anunciou candidatos às câmaras municipais de Évora, Vendas Novas, Mourão, Borba e Alandroal, enquanto o CDS-PP ainda não revelou quaisquer cabeças-de-lista no distrito de Évora.

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  4. @15:24
    34+32+29+3+2=100!

    Porra, quer dizer que não houve nem uma abstenção nessa sondagem?
    Ou só telefonaram para as sedes dos partidos, ou então tiveram grande sorte com as respostas dos 'entrevistados'.

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  5. Faltam dados nesta sondagem!
    Que tentaram com a publicação dos resultados?

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  6. O Pessoal da Cultura que faça pela Vida como Todos os Outros! Ou então vão ao Dieb que ele dá uma ajudinha...

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  7. O PSD com 29%? Quando as galinhas tiverem dentes!

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  8. Então e que é feito do gajo de Montemor?

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