quinta-feira, 4 de abril de 2013

CGTP: "pobreza e fome" estão a alastrar no Distrito de Évora


O coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Évora (USDE), Valter Lóios, alertou hoje que "estão a alastrar casos de pobreza e de fome" na região, devido ao aumento do desemprego e à "ausência de subsídios".
Citando dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o dirigente da USDE, afeta à CGTP, indicou que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego do distrito aumentou de 6.400, em julho de 2011, para os atuais 10.500 e que destes "cerca de 6.300 não recebem qualquer prestação social".
"São dados gritantes. Alastra a pobreza, a miséria e a fome no distrito, com milhares de pessoas no desemprego e sem qualquer rendimento", afirmou Valter Lóios, em declarações à agência Lusa na apresentação da situação económica e social do distrito de Évora.
Para o responsável, o distrito vive uma "situação de calamidade", devido ao aumento do desemprego e às falências de empresas, sendo, por isso, "necessário criar condições para forçar o rompimento com o memorando da 'troika' e com a política de direita".
O coordenador da USDE assinalou que o número de postos de trabalho no distrito "tem diminuído continuamente desde 2004", com destaque para os setores da indústria e da agricultura, com percentagens superiores à média do país.
"Só na indústria transformadora, setor automóvel e transformação e extração de mármores, entre 2000 e 2010, destruiu-se um terço dos empregos no distrito, correspondendo a menos oito mil postos de trabalho", realçou.
O sindicalista considerou que as políticas do Governo e da 'troika' são "inimigas do crescimento económico" e que resultaram no "aumento dos encerramentos de muitas empresas" e na "não criação de postos de trabalho".
"Em 2012, entraram nos tribunais 62 processos de insolvência de empresas do distrito, mais 18 processos do que em 2011", disse, indicando que, até março deste ano, "já tinham entrado nos tribunais outros 18 processos".
Valter Lóios afirmou ter conhecimento de "muitos outros casos que nem vão a tribunal" e que "não contam para estes dados estatísticos", tal como o número total de desempregados, cujos "dados oficiais também não refletem a dimensão do desemprego". (LUSA)

4 comentários:

  1. “Até há dois anos, emigravam para melhorar o seu nível de vida, agora, muitos deles começam a emigrar para matar a fome”, reconhece à Renascença Humberto Cerqueira."


    Lá fora existe muito desemprego e o que acontece é que estão a sair muitas pessoas de Portugal para não passarem cá a vergonha de pedirem e lá estão - se nas tintas de arriscarem tudo , porque ninguem os conhecem .

    Milhões de euros dados do céu nos últimos anos a empresas que tem lucro na venda de produtos e que tem o descaramento de ir para a TV dizer que pagam bem aos empregados , quando quem lhes paga é o Estado nas dádivas a fundo perdido ... lembro a Délta onde cada vez que se abre uma página , está sempre lá com incentivos .

    90 % das quintas em Portugal são pagas pelo Estado !!!

    Jorge

    ( ciclista )

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  2. E a Habévora vai de novo fazer brutais aumentos das habitações sociais, mandou carta a anunciar rendas acima dos 330€, com estes valores e depois de aumentos de quase 80€ em outubro de 2012, não são valores de habitação social e com as famílias cada vez com menos recursos...

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  3. Engraçado... o sindicalista Valter Lóios que janta várias vezes num restaurante caro aqui do centro histórico alerta para casos de fome! Deixem de ser hipócritas.

    H4

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  4. Mas o sindicalista Lóios é um profissional. Enquanto garantir as excursões de reformados e os trabalhadores das Câmaras do PC à volta de Évora (mobilizados e com dispensa de serviço para participarem em plenários do Stal...)para engrossarem as manifestações como a desta semana tem o tacho garantido sem ter que vergar a mola. Chamem-lhe parvo, chamem.

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