terça-feira, 30 de abril de 2013

Austeridade, austeridade, austeridade: no final haverá quem resista?


Governo quer cortar 6 mil milhões de euros até 2016
Vítor Gaspar explicou que os cortes serão de 1,3 mil milhões até 2014, verba relativa às medidas alternativas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional.
O ministro das Finanças anunciou, esta terça-feira, cortes na ordem dos seis mil milhões de euros até 2016, 4,7 mil milhões dos quais entre 2014 e 2016.
De acordo com Vítor Gaspar, «no cenário atual, a trajetória do saldo orçamental exige a execução de medidas que ascendem a aproximadamente 2,8 mil milhões de euros em 2014, 700 milhões em 2015 e 1200 milhões em 2016».
Até 2014, acrescem cerca de 1,3 mil milhões de euros relativos às medidas alternativas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional.
No Documento de Estratégia Orçamental, apresentado esta terça-feira, no Parlamento, Vítor Gaspar mantém a previsão de uma recessão para Portugal de 2,3 por cento para 2013 e uma taxa de desemprego de 18,5 por cento para 2014. (AQUI)

8 comentários:

  1. Para a extrema esquerda era simples: não se pagava a ninguém e estava o caso arrumado.

    Depois íamos comer o que eles supostamente iriam produzir nas suas unidades coletivas de produção organizadas pelo bloco de esquerda. O PCP tomava conta das fábricas já nacionalizadas e eram expulsos todas as multinacionais exploradoras da massa trabalhadora!

    ResponderEliminar
  2. Expliquem ao autor do post que não é
    Trabalhadores vs Estado
    é sim
    Trabalhadores vs Governo
    ou
    Trabalhadores vs Capital

    ResponderEliminar
  3. Olhe que é, olhe que é. O Estado é sempre o braço de força do capital. Neste ou em qualquer regime onde o Estado exista. E o autor do post sabe isso muito bem.

    o autor

    ResponderEliminar
  4. ESTADO
    (latim status, -us, posição de pé, postura, posição, estado, situação, condição, forma de governo, regime)
    ...
    6. Nação considerada como entidade que tem governo e administração particulares.
    7. Governo político do povo constituído em nação.
    ...
    (dicionário Priberam)

    O Estado, é a infraestrutura administrativa, que dá resposta e concretiza a política do governo.
    O Estado é mero "instrumento" usado para a acção política de seja qual for o governo.

    Os "instrumentos" NÃO decidem nem são responsáveis pela política dos canalhas que os manipulam.
    O povo escolheu este governo; mas NÃO escolheu este governo de aldrabões e gatunos.
    O povo NÃO votou nesta política de assalto aos serviços do Estado, ao Estado Social, aos contribuintes, e aos aforristas.

    Portanto, para chamar os nomes aos bois, deveria dizer-se
    Trabalhadores vs Governo
    em vez de
    Trabalhadores vs Estado

    penso eu de que...

    ResponderEliminar
  5. O Estado, ao contrário do que escreve, não é um "instrumento" neutro. Foi construído, aperfeiçoado e dotado dos elementos necessários para se constituir como o espaço organizado do poder (há mais: o económico, o religioso, etc, que às vezes confluem no poder político, outras não) que impõe as suas regras sobre o conjunto da sociedade, dirige os instrumentos repressivos e, em todos os casos, cria uma classe burocrática e administrativa, separada da sociedade, que a gere e tutela. Todas as tentativas de superar o capitalismo, como o conhecemos hoje, sem a destruição do Estado, resultaram em meros sistemas de capitalismo de Estado, com a manutenção de relações de produção capitalistas e a apropriação pelo Estado e pela classe dominante das mais valias resultantes da exploração e da opressão dos trabalhadores - tal como acontece na generalidade dos países capitalistas.
    Mesmo Lenin, centralista e sem nunca ter percebido a verdadeira génese do poder, viu os perigos da existência do Estado na construção de uma sociedade pós-capitalista e explica-o no livro "O Estado e a Revolução", mas sem quaisquer efeitos práticos.
    Sobre a génese do Estado e do poder separado tomo a liberdade de lhe aconselhar o livro do antropólogo Pierre Clastres "A sociedade contra o Estado", publicado em português.
    Um outro bom livro, mais actual sobre o poder, a sua génese e as formas em que se manifesta, é de um autor espanhol, José Antonio Marina, e chama-se "A paixão do Poder" ou o antigo "O Estado na História" de Gaston Leval, de que penso não haver tradução portuguesa, entre muitos outros. São sempre boas leituras para se entender que o papel meramente "instrumental do Estado", embora parecendo, não o é.

    ResponderEliminar
  6. Bem podem escamotear, atirar a culpa para cima das vítimas, invocar as teorias e falácias académicas.
    O povo sabe muito bem que o gatuno é o governo, e que o Estado é a arma usada para o assalto.

    Nas caricaturas do Rafael Bordalo Pinheiro não se faziam essas confusões, entre a responsabilidade do governo e a do estado. As personagens são o povo, o capital, e o lacaio governo. Nada mudou.

    ResponderEliminar
  7. Claro que as vítimas somos nós. Do Capital, dos Estados e dos Governos. Há alguma dúvida?

    ResponderEliminar
  8. Vão mas é trabalhar chularia

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.