segunda-feira, 22 de abril de 2013

Associações ambientalistas contra a Mina da Boa Fé


A Quercus, a Liga para a Protecção da Natureza e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens contestam todo o processo em torno da exploração de ouro na zona da Boa fé e Monfurado, nos concelhos de Évora e de Montemor-o-Novo.
Num comunicado conjunto, as três associações consideram que "este é um processo que desde o seu inicio, no ano de 2009, tem seguido uma agenda própria de contornos dúbios, em que as entidades mais diretamente envolvidas neste processo, nomeadamente os Municípios de Évora e de Montemor-o-Novo e o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas cumpriram paulatina e diligentemente as aspirações do proponente, alterando os Planos Diretores Municipais e publicando o Plano de Intervenção no Espaço Rural do Sítio de Monfurado, com o único objectivo de favorecer a concessão da atividade mineira numa área em que a mesma estava interdita por lei. Quer a alteração ao PDM de Évora, quer a elaboração do Plano de Intervenção no Espaço Rural do Sítio de Monfurado são autênticas farsas que demonstram como se podem desvirtuar instrumentos de ordenamento do território e planos de gestão de Sítios de Importância Comunitária (SIC) classificados ao abrigo da Rede Natura 2000 para possibilitar o desenvolvimento de atividades económicas incompatíveis com a conservação da natureza". (LER MAIS)

4 comentários:

  1. Esta tomada de posição, há muito esperada, vem colocar na praça pública uma questão que tem sido tratda quase clandestinamente. Mas os números contam e têm que ser o mais excatos possível. Lemos: "O que está em causa com este projecto é a instalação de uma indústria de exploração mineira, com duas cortas de exploração a céu aberto – Casas Novas e Chaminé - ocupando, já com as áreas necessárias às instalações e infraestruturas anexas mineiras, 99,56 hectares, dos quais uma escombreira de estéreis com 37 hectares para acondicionar 10 851 000 toneladas de estéreis e uma barragem de rejeitados com 32 hectares, utilizada para reter 10 000 toneladas de metais pesados, nomeadamente arsénio, chumbo, cobre, mercúrio inorgânico, níquel, prata e zinco, resultantes de 5 anos de laboração." Não são 10.000 toneladas de rejeitados tóxicos que a barragem deveria recolher, mas sim 2,7 MILHÕES de metros cubicos (o que poderá ser equivalente a mais de 4 milhões de toneladas pois sao resíduos com densidade elevada). Já é tempo que a população saiba que a empresa mineira (com capital social de 5000€ - cinco mil euros) nunca responderá por qualquer dano causado. E essa empresa afirma paulatinamente que NÃO adquirirá seguros "por estes serem demasiado caros"...
    As autarquias, penso, não se deram conta da herança envenenada que lhes seria deixada no caso de esse projecto ir para a frente nos moldes propostos.
    JRdS

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  2. Tem toda a razão JRdS.
    Tudo aquilo se assemelha a um projecto destinado a canibalizar verbas públicas e fundos comunitários, sem qualquer proveito para a comunidade.
    Depois de obterem o 'dinheirinho' dão à sola e nós ficamos com os prejuízos.
    Infelizmente, de há uns anos a esta parte, Portugal tem sido um santuário para alojamento de empresas rapinantes, que apenas procuram captar o capital dos financiamentos públicos, após o que desandam para outras paragens, para novas rapinas.
    E nós a vê-los passar...

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  3. Os tipos vieram cá sugar apoios querem lá saber do ouro , até porque os Romanos já o teriam todo derretido na altura !

    Jorge

    ( ciclista )

    ( procuram minério estranho em conluio com a NASA para fabricarem objetos espaciais com "peso" leve / gravidade menor )



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  4. A quercus que vá à merda.
    Se houver ouro que ele seja extraido e que o Estado fique a ganhar com isso. Mas que fique mesmo...

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