terça-feira, 30 de abril de 2013

Austeridade, austeridade, austeridade: no final haverá quem resista?


Governo quer cortar 6 mil milhões de euros até 2016
Vítor Gaspar explicou que os cortes serão de 1,3 mil milhões até 2014, verba relativa às medidas alternativas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional.
O ministro das Finanças anunciou, esta terça-feira, cortes na ordem dos seis mil milhões de euros até 2016, 4,7 mil milhões dos quais entre 2014 e 2016.
De acordo com Vítor Gaspar, «no cenário atual, a trajetória do saldo orçamental exige a execução de medidas que ascendem a aproximadamente 2,8 mil milhões de euros em 2014, 700 milhões em 2015 e 1200 milhões em 2016».
Até 2014, acrescem cerca de 1,3 mil milhões de euros relativos às medidas alternativas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional.
No Documento de Estratégia Orçamental, apresentado esta terça-feira, no Parlamento, Vítor Gaspar mantém a previsão de uma recessão para Portugal de 2,3 por cento para 2013 e uma taxa de desemprego de 18,5 por cento para 2014. (AQUI)

CGTP festeja 1º de Maio em Évora, Montemor e Vendas Novas


José Ernesto Oliveira sai da Câmara com "frustração" pelas "consequências desastrosas da adesão às Águas do Centro Alentejo"

Foto: Carlos Neves

Depois de ontem ter anunciado a renúncia ao cargo aos eleitos da Câmara e à Assembleia Municipal, José Ernesto Oliveira considerou hoje, em conferência de imprensa, que nestes quase 12 anos como presidente da Câmara a sua maior "frustração" teve a ver com as "consequências desastrosas para o equílibrio financeiro da CME que se veio a revelar a adesão às Águas do Centro Alentejo/Águas de Portugal".
Para o autarca - que cessa agora funções - "reconheço hoje que me sinto ludibriado e que confio que nos há-de ser feita justiça quando o Tribunal Arbitral se pronunciar sobre o nosso pedido de indemnização e saída do sistema multimunicipal, o que exigimos desde há quase quatro anos".
A divída às Águas do Centro Alentejo, entretanto, não pára de crescer e, neste momento é já de 36 milhões de euros. O total da dívida da Câmara - cujas contas referentes a 2012 foram já esta madrugada aprovadas pela Assembleia  Municipal - é de 73 milhões de euros, dos quais 20 milhões são dívidas bancárias de médio e longo prazo e 53 milhões de dívidas a curto prazo (onde se incluem as dívidas às Águas de Portugal).
Apesar deste total de dívida, José Ernesto Oliveira continua a referir que "a situação financeira do município é melhor do que a que encontrámos em 2002, quando assumimos funções" e isto num quadro de perda de receitas próprias que "nos últimos quatro anos diminuiram em cerca de 16 milhões de euros" devido ao arrefecimento da actividade económica.
Para breve deve estar também a disponibilização do dinheiro contraído no âmbito do PAEL que servirá para pagar divididas de curto prazo a  fornecedores e dos quais metade (16 milhões de euros) serão destinados às Águas do Centro Alentejo (ficando em falta ainda cerca de 20 milhões de euros, de uma dívida que cresce cerca de 6,5 milhões de euros por ano).
No balanço que fez aos jornalistas, e em "apenas algumas breves notas" da obra realizada - destacando positivamente os sectores social, educativo, ambiental e económico, com relevo para o Parque Industrial e Aeronáutico, bem como "os novos hotéis" - Ernesto Oliveira considerou que "este último mandato (2009-2013) foi fortemente condicionado pelas políticas recessivas e desrespeito que se traduzem no período mais difícil e negro que o Poder Local conheceu", tendo como consequência o atraso de algumas obras, sendo a mais importante a Acrópole XXI, que seria "o início da renovação das infraestruturas do Centro Histórico".
"É com mágoa assumida que ainda não se conseguiu a aprovação da candidatura ao QREN que permita dar início à grande intervenção de revitalização do Centro Histórico (Acrópole XXI) e, por dificuldades sucessivas levantadas pelo Tribunal de Contas, ainda não foi possível dar início à obra da total renovação da rede de água e esgotos de S. Manços", acrescentou.
Ladeado dos vereadores Manuel Melgão (que assume o cargo de presidente de Câmara a partir de amanhã) e de Cláudia Pereira, José Ernesto Oliveira disse que se o PS escolher Manuel Melgão para liderar a lista à Câmara será uma boa escolha e que irá abandonar "a vida política de primeira linha, embora nunca se possa dizer que se põe um ponto final, porque ninguém sabe o que pode acontecer".
José Ernesto Oliveira, entre os vários momentos que viveu na Câmara nestes anos, destacou a "alegria" de inaugurar obras que são úteis à populações e deu o exemplo retratado numa fotografia que conserva no seu gabinete (e que mandou trazer para a conferência de imprensa) em que uma senhora saudava o executivo da Câmara no dia da inauguração da Estação de Tratamento de Esgotos da Vendinha. "Esta senhora, de 85 anos, nunca tinha tido possibilidades de ter uma casa de banho. E nesse dia teve-a porque os esgotos começaram a funcionar", disse o ainda presidente da Câmara de Évora.
Sobre o seu substituto, nem Manuel Melgão ou Francisco Costa quiseram assumir qualquer compromisso, dizendo apenas que o anúncio do cabeça de lista do PS à autarquia deverá acontecer "ou ainda esta semana" (disse Melgão) ou na "próxima" (disse Francisco Costa).

(Documento lido por José Ernesto Oliveira na Conferência de Imprensa: aqui)

Que fizeram a Évora?


Ontem visitou-me um casal amigo de longa data que, visita Évora lá de anos a anos. São ambos algarvios e residem em Lisboa.
Aproveitaram o feriado de 25 de Abril e mais uma vez rumaram ao Alentejo, sendo que Évora, cidade de sua eleição foi visitada. Matámos saudades e falámos de tudo, e como as palavras são como as cerejas, lá surgiu Évora.E para mim não foi espanto quando quando lhe ouvi: "O que fizeram a Évora que está num desleixo que, causa arrepios?"
Como já disse muitas vezes, não sou de Évora, não vivo em Évora, mas vou lá quase todas as semanas, pelo que lhe respondi: "Toda a gente diz que a culpa é do executivo camarário presidido por Ernesto de Oliveira".

António Gomes
30 Abril, 2013 11:22

José Ernesto comunicou à Câmara e à Assembleia Municipal renúncia de mandato a partir de 1 de Maio


O presidente da Câmara Municipal de Évora, o socialista José Ernesto Oliveira, vai renunciar ao mandato por razões pessoais e de saúde, com efeitos a partir de 01 de maio, revelou hoje o próprio à agência Lusa.
A apresentação da renúncia ao mandato foi o único ponto da ordem de trabalhos da reunião extraordinária de Câmara, realizada hoje, antes de uma sessão ordinária da Assembleia Municipal, esta noite, em que o autarca vai também dar conhecimento da sua decisão.
José Ernesto Oliveira adiantou à Lusa que renuncia ao mandato por razões de ordem pessoal e de saúde a partir de 01 de maio.
O cargo de presidente da Câmara de Évora será assumido pelo atual vice-presidente, Manuel Melgão.
José Ernesto Oliveira, que divulga publicamente a renúncia em conferência de imprensa, marcada para terça-feira de manhã, está a cumprir o terceiro e último mandato à frente da Câmara de Évora, um antigo bastião comunista. (LUSA)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CDU apresenta "manifesto em defesa do poder local" em Beja



Autarcas e ex-autarcas do PCP e da CDU apresentam esta terça-feira em Beja um manifesto "em defesa do poder local democrático", cujo texto apenas estará disponível depois da sessão que se vai realizar na sede da AMBAAL, pelas 18 horas. A poucos meses das eleições autárquicas este documento é entendido como uma peça na estratégia eleitoral da CDU na região, uma vez que da sua preparação e discussão foi excluída a generalidade dos autarcas que não integram as listas da CDU ou que, sendo ex-autarcas da CDU, têm manifestado opiniões nem sempre coincidentes com o partido dominante da coligação. O que restringe, à partida, o espaço político deste "manifesto" e o enquadra na estratégia político-partidária com vista às eleições de Outubro.

Fernando Alves esta manhã nos "Sinais" da TSF: Quatro Quadras para a OVIBEJA


Moedas levou de Passos
Os trocos de um cumprimento
As normas do porco preto
E vivas ao crescimento

E Cristas deu para Alqueva
A data da conclusão
Assim possa o rio largo
Pelo regadio dar pão

Da Gomes Teixeira ou Belém
Com motivo que se veja
Contra o costume ninguém
Pôs os pés na OVIBEJA

Ou alergia dos fenos
Ou receio do esconjuro
Levaram a tal consenso
De jogar pelo Seguro

(ouvir AQUI)

Adeus, Carmen Balesteros Martins.


Carmen Balesteros findou hoje o seu caminho. Foi professora, investigadora, autarca, mulher. Foi intensa. Encantou e encantou-se. Terminou hoje a sua batalha com uma doença a que habitualmente chamamos de prolongada. Neste caso o calendário marcou cerca de 4 meses. Nasceu em Evoramonte mas foi Évora que a acolheu durante mais tempo.  A Universidade de Évora, mais recentemente a Escola Secundária Gabriel Pereira, ou a Assembleia Municipal de Évora, são apenas algumas das muitas instituições que contaram, ao longo dos anos, com o seu empenhado contributo. Nas ruas desta cidade fica, concerteza, o perfume do seu sorriso de mulher solidária.

ACT.  O corpo de Carmen Balesteros já se encontra na Igreja de São Tiago em Évora, donde sairá amanhã, depois das 10h30 para o cemitério do Espinheiro.

José Ernesto Oliveira convoca conferência de Imprensa para amanhã (para anunciar saída da Câmara)


Convite/Conferência de Imprensa
O Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto D’Oliveira, tem o grato prazer de convidar V. Ex.ª, ou um seu representante, para uma conferência de imprensa, a ter lugar na Sala dos Leões, edifício dos Paços do Concelho, amanhã, dia 30 de Abril, pelas 10h30.

domingo, 28 de abril de 2013

"Água, Azeite e Vinho", um texto inédito do escritor Afonso Cruz na revista da 30ª OVIBEJA

(clique para aumentar)

Um texto inédito do escritor Afonso Cruz sobre a "Água, Azeite e Vinho", escrito propositadamente e publicado no número 60 da Revista/Catálogo da 30ª OVIBEJA (que hoje terminou em Beja), com uma ilustração da artista Rute Reimão. Aqui também (págs. 4 e 5 da revista).

OPINIÃO: DA NECESSIDADE DE ALTERAR A POLÍTICA DE PROMOÇÃO DA CIDADE


Em 2012 passaram pelo Posto de Turismo de Évora 136.631 visitantes assim distribuídos : 26.338 espanhóis, 24.605 portugueses, 15.583 franceses, 11.471 brasileiros, 9.044 japoneses, 8.856 norte americanos, 7.771 alemães, 6.158 alemães, 4.587 ingleses e 4.243 italianos. Os cerca de vinte mil restantes ( 8 por cento) eram oriundos de outras nacionalidades que os dados disponíveis para consulta não revelaram. 
Na sua esmagadora maioria deslocaram-se àquela dependência da Câmara Municipal de Évora para recolher informação escrita de apoio ao seu périplo pela cidade. Entregaram-lhes, como é hábito, um desdobrável colorido com a planta do Centro Histórico e a seca e sucinta indicação dos principais monumentos e ainda a pouca atraente e preenchida agenda cultural. Para venda apenas um guia turístico de fraca qualidade intitulado “ Évora e o Alentejo Central”, sem alma nem garra. Umas folhinhas de publicidade de restaurantes ou hotéis compuseram no geral o anémico ramalhete da informação disponibilizada. 
O município trata assim com negligência, para não lhe chamar desprezo, a cidade e quem a visita. Menospreza o nível de visibilidade, conhecimento e empatia com quem a procura. Daí que não seja para estranhar que 27 por cento não permaneça em Évora mais que uma noite, havendo 17 por vento que nela não permaneça mais que algumas horas. Os dados constam de um inquérito realizado entre os meses de Agosto de 2010 e 2011 pela Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora com o objectivo de definir o perfil e identificar as expectativas e emoções dos visitantes da cidade. 
Sem outra informação senão aquela lhe é prestada pelo Posto de Turismo os forasteiros sentam-se na Praça de Giraldo, sobem a rua da Selaria, ascendem à Acrópole, visitam a Catedral, observam e fotografam o Tempo Romano, voltam à Praça Grande, almoçam nas esplanadas, descem até à Igreja de S. Francisco e entram na Capela dos Ossos. E se o dia é de calor violento pernoitam para retemperar as forças. Évora está vista e é tempo de empreender o regresso. 
A sorte de Évora é que a maioria dos seus visitantes estrangeiros tem um nível de formação superior e quando aqui se desloca já vem munida dos excelentes guias “Michelin”, “Lonely Planet”, “Guide do Routard” ou do “National Geographic” os quais muito valorizam outros aspectos da urbe que não apenas o descarnado e ancilosado conceito de Évora, Cidade-Museu, saído dos velhos guias de Túlio Espanca. Esta informação vinda do exterior é a grande responsável por outro aspecto revelado pelo inquérito: entre Agosto de 2010 e 2011 mais de metade dos visitantes ficaram na cidade dois ou mais noites. 
Quarenta e sete por cento fizeram-no sob a forma de casal admitindo 42 por cento efectuar um gasto diário entre 51 a 100 €. Numa estimativa feita por baixo presume-se que tenham deixado ficar na cidade, durante esse período de um ano, à roda de 6 milhões de euros. Acresce porém que o número de turistas que não passa pelo Posto, e são maioritariamente nacionais, são praticamente tantos como os que o demandam, ainda que de estadia menos demorada e menor poder de compra. Ao todo pode dizer-se que visitaram Évora por essa altura cerca de 270 mil pessoas, tendo feito gastos na ordem, pelo menos, dos 10 milhões de euros. 
Isto sem que o município tenha feito grandes investimentos para publicitar a cidade cuja afluência a partir de 2008 sofreu uma forte quebra de 32.000 visitantes o que não deixa de ser deveras preocupante. A divulgação dos encantos de Évora e seu termo tem entretanto sido assumida pelas reportagens efectuadas por publicações estrangeiras como a “Lonely Planet” que em 2010 considerou os monumentos megalíticos eborenses como um dos destinos incontornáveis de férias para quem se deslocasse a Portugal. Também o jornal “Hoy”, de Badajoz, recomendou os referidos locais como de visita obrigatória a quem se deslocasse à cidade durante o período da Páscoa. 
A feliz circunstância de dois criativos da Louis Vuitton, a mais famosa empresa do mundo da moda feminina, terem ficado seduzidos com a cidade , o que os levou a criar uma mala-carteira com o nome de Évora, abriu a portas da sua visibilidade em influentes revistas francesas e italianos. A elegante e versátil mala, aos quadrados brancos e azuis, lançada como «uma homenagem à cidade, com uma herança cultural extremamente rica, onde os estilos arquitectónicos se multiplicam e perdem variando entre o gótico e o romântico, o renascentista e o barroco», constituiu um «best seller» e tem trazido muita gente a querer conhecê-la. 
Quase em simultâneo o “The New York Times “ fazia publicar em livro denominado “ 36 hours –125 week-ends in Europe” que reunia uma série de crónicas publicadas nas suas páginas e nas quais convidava os seus leitores « à descoberta de uma nova Europa destacando a cultura, a história, a arte, estilo, a arquitectura e a gastronomia de localidade». Entre essas cidades figura Évora, uma cidade onde as ruas se projectam como raios de uma roda a partir da Praça de Giraldo, e com motivos mais que suficientes para prender a atenção por mais de «dois dias». O articulista sublinha a sua riqueza em sítios arqueológicos (com ênfase especial para o Cromeleque dos Almendres) e enaltece os mais emblemáticos locais da cidade, bem como as suas unidades hoteleiras, de restauração e comerciais. 
O conceituado jornal norte-americano realça o facto de Évora ser a grande cidade do Alentejo, um destino gastronómico e enológico de grande nobreza e aconselha os visitantes a que dali se aventurem ao conhecimento de uma região quase única na Europa onde o mundo rural se encontra em vias de extinção. Neste mesmo sentido a reportagem que o britânico “The Sunday Times” deu à estampa exactamente há uma semana estabeleceu um paralelo entre o Alentejo e a Toscânia, região italiana, célebre pelo turismo (grande oferta cultural) , pela singularidade das suas casas e pela cultura de vinhedos e olivais, da qual Florença é o símbolo maior, berço do movimento renascentista, cidade Património Mundial desde 1982, tal como Évora o é do Alentejo, fazendo aliás inserir uma espectacular fotografia da Praça de Giraldo, obtida a partir das suas esplanadas. 
Ora esta é uma visão diferente, por multifacetada e dinâmica, da que é transmitida pelo cristalizado “cliché” da Cidade-Museu, subordinado ao domínio dos monumentos isolados, corrente nos tempo do Estado Novo e patente no mais que pindérico desdobrável que o Posto de Turismo oferece aos turistas e outros visitantes do burgo. A falta de sinalética adequada, fortemente assinalada como um factor negativo, (o outro foi a dificuldade de estacionamento) nas respostas ao inquérito mencionado só vem ajudar à confusão no seu deambular pelas ruas tendo de recorrer ao auxílio oral dos eborenses que na sua maioria pouco sabem de inglês para manter uma base mínima de compreensão e entendimento. 
Évora merece e precisa de mais investidores e mais turistas que aumentem as fontes de rendimento do município, dos seus habitantes, dos seus estabelecimentos comerciais, enfim de uma maior e mais activa circulação de dinheiro. É pois urgente que o novo executivo camarário, tenha ele a cor que tiver, rompa com o esclerosado padrão de promoção cultural e turístico e aposte numa estratégia assente num novo paradigma que lance as bases do reforço do seu grau de atractividade explorando todas as potencialidades que a cidade oferece, motivando um acréscimo de interesse que estanque uma eventual e episódica quebra do número dos que a demandam. 
Até porque 79 por cento dos inquiridos manifestaram a intenção de regressar, 82 por cento deram a sua estada como importante para o enriquecimento da sua formação e 98 vão recomendar a sua visita. O turismo ainda é e continuará a ser o centro da sua actividade económica gerando receitas impossíveis de alcançar noutras áreas e sectores. Assim saibamos cuidar dele, dado que o turista valorizará tanto mais e estará pronto a pagar ainda mais, quanto melhor for a qualidade da informação, do acolhimento e dos serviços prestados.

José Frota (recebido por email)

A Dores Correia hoje na "página" da Rádio Pax

De que foge Assunção Cristas?

Assunção Cristas anda a fingir há quase dois anos que é ministra da agricultura. Tem a escola parlamentar e académica e nunca percebeu a diferença entre uma seara de trigo e outra de cevada. Fala, fala, fala e se fosse uva pouco sumo dava.
Quarta-feira passada tinha cerimónia marcada para a inauguração da Ovibeja. Durante toda a manhã a segurança, reforçadissima, por ali andou a seguir os passos que a ministra havia de percorrer. À última da hora Cristas avisou que estava indisposta, alegou a gravidez, e disse que não viria. Mandou como substituto um secretário de estado que nem sabia onde estava: na cerimónia oficial, depois de ter "levado" com o "Grândola" à porta, dirigiu-se ao Bispo de Beja chamando-lhe Bispo de Braga e depois lá papagueou que não tinha sido desconsideração,  uma vez que o clérigo de Braga até era arcebispo e que com o seu "lapso" estaria a valorizar o cargo do Bispo de Beja....blá, blá, blá, disse meia dúzia de outras asneiras e abalou.
Hoje (e é notícia de última hora), no último dia de Ovibeja, Assunção Cristas avisou que vai visitar esta manhã a Feira do Alentejo, em família, e de forma particular. Ou seja: a ministra que não esteve na sessão inaugural, por indisposição, avisa que vai estar no último dia da Ovibeja (que é uma feira de agricultura, que é o seu ramo) em visita privada e familiar, sem jornalistas e, se possível, sem agricultores à volta...
Ou eu estou louco ou esta classe política "pirou" de vez. Uma ministra que veste a "farpela" governamental de cada vez que lhe dá no goto (umas vezes indisposta, outras em plena forma, outras ainda - quem sabe? - em representação do seu chefe Portas, antigo combatente em tudo o que era feira e arraial, mas que agora foge do "povo" como quem foge de vinha vindimada) e, noutras, se "balda" às responsabilidades e pensa que pode passar por entre as pingas de chuva da realidade, só pode ser uma anedota. 
Assunção Cristas - a que diz ser ministra -  ou não vinha à Ovibeja ou vinha aqui, ao Alentejo, como uma mulher de corpo inteiro. Não lhe fica bem escudar-se nesta mentira da "visita particular, em família". De que foge Assunção Cristas?

sábado, 27 de abril de 2013

O que é, afinal, a excelência?


" A excelência, na maior parte das sociedades, é a arte de jogar com a regra do jogo, fazendo desse jogo, com a regra do jogo, uma homenagem suprema ao jogo." Escreveu Bourdieu, partindo de observações tão distintas como a do homem cabilo (berbere da Argélia) ou  dos intelectuais europeus do séc.XX.
O texto inédito até há pouco, escrito entre 1989/82, explica "como se fabrica a opinião pública". Não terá sido escrito a pensar no caso de Évora, nem na opinião pública em Portugal contemporâneo. Mas podia ...

Hoje em Castro Verde: IV Encontro de Violas de Arame e Tocadores de Viola Campaniça



Évora: este sábado na "é neste país"


27 de Abril de 2013, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

 


Ana Júlia Dias & Nídia Cambim


Apareçam neste país!!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

José Ernesto Oliveira, de saída da Câmara, diz que PAEL vai "resolver a maior parte das dívidas de curto prazo"


A Câmara de Évora vai "resolver a maior parte das dívidas de curto prazo", após ter assinado com o Governo o contrato de adesão ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), afirmou hoje o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o autarca, José Ernesto Oliveira (PS), indicou que o contrato do PAEL "foi assinado esta semana com o Governo" e que "falta apenas o visto do Tribunal de Contas" para a sua concretização.
"Este contrato prevê que a câmara tenha acesso a um financiamento, a 20 anos, de 32 milhões de euros, que vai permitir resolver a maior parte da dívida de curto prazo" e, ao mesmo tempo, "aliviar muitas empresas locais", referiu.
Trata-se, segundo o autarca, de "um momento muito significativo para a câmara e para a economia local", já que as empresas credoras vão "receber aquilo a que têm direito e que o município tem sido impedido de o fazer por completa impossibilidade da sua tesouraria".
"A câmara quer ter as suas contas saldadas e em dia, mas, infelizmente, não foi possível por razões que se prendem com os cortes e com a diminuição das receitas, mas também com a postura da empresa Águas do Centro Alentejo e do Governo", assinalou.
De acordo com José Ernesto Oliveira, o visto do Tribunal de Contas "é o último passo" do processo, pelo que se mostra esperançado que a apreciação seja "rápida" para que o município também disponibilize as verbas "o mais rapidamente possível".
Contudo, o presidente da Câmara de Évora lamentou que "metade da verba total" do empréstimo do PAEL, cerca de 16 milhões de euros, seja para a empresa Águas do Centro Alentejo, que "continua a ser o grande credor e o grande sorvedouro de recursos" do município.
"Temos uma ação em tribunal para sairmos do sistema" multimunicipal da Águas do Centro Alentejo e "para sermos indemnizados", porque "a câmara tem sido altamente prejudicada pela ação" da empresa, afirmou o autarca.
Lembrando que o município "solicitou a saída do sistema em 2010", o presidente da Câmara de Évora criticou o Governo e a ministra da Agricultura e do Ambiente, Assunção Cristas, porque têm "impedido a câmara" de sair da Águas do Centro Alentejo. (LUSA)

Hoje Bicicletada em Évora às 18horas

aqui: https://www.facebook.com/events/177499872406922/

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A ovelha: monumento aos 30 anos da Ovibeja


Escultura de homenagem ao associativismo agrícola da autoria da escultora Margarida Araújo inaugurada hoje na abertura da OVIBEJA 30 anos (que decorre até ao próximo domingo).

Évora, 25 de Abril de 2013




Ponted'era
Praça do Giraldo
24 de Abril
22:00

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fotografia: "Grupo de Évora" expõe em Lisboa

(clique para aumentar)

José Ernesto Oliveira confirma à LUSA que vai abandonar a Câmara de Évora


José Ernesto Oliveira confirma à LUSA informação já confirmada pelo acincontons.

O presidente da Câmara Municipal de Évora, o socialista José Ernesto Oliveira, vai renunciar ao mandato por razões de ordem pessoal, revelou hoje o próprio à agência Lusa, escusando-se a indicar ainda a data.
"Confirmo que vou renunciar ao mandato por razões de ordem pessoal, mas não tenho ainda definida a data em que isso acontecerá", declarou o autarca, que está a cumprir o terceiro e último mandato à frente da Câmara de Évora, um antigo bastião comunista.
Fontes autárquicas contactadas pela Lusa avançaram a possibilidade de a renúncia ao mandato ocorrer na próxima semana. Antigo militante, autarca e deputado do PCP, do qual se desvinculou em 1992, José Ernesto Oliveira conquistou a Câmara de Évora, pelo PS, nas autárquicas de 2001, com maioria absoluta, tendo sido reeleito nas eleições seguintes (2005 e 2009), mas com maioria relativa.
Na corrida à sucessão de José Ernesto Oliveira, o atual vice-presidente da câmara, Manuel Melgão, já formalizou a candidatura, junto da concelhia do partido, para liderar a lista do PS ao município nas autárquicas deste ano.
O PCP já anunciou que o antigo presidente da Câmara de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, que deixou o cargo em dezembro, vai ser o candidato da CDU ao município de Évora.
A lista do PSD vai ser liderada pelo médico cirurgião Paulo Jaleco, enquanto a funcionária pública Maria Helena Figueiredo vai ser, por sua vez, a candidata do Bloco de Esquerda.
No distrito de Évora, o PS lidera sete câmaras, a CDU quatro e as autarquias de Estremoz, Redondo e Alandroal são geridas por independentes.(LUSA)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Esta quarta-feira: Colóquio Sérgio Niza, pedagogo e cidadão, na Universidade de Évora

(CLIQUE PARA AUMENTAR)

RTP: seis horas em directo a partir da 30ª OVIBEJA


Esta quarta-feira, dia de abertura da 30ª OVIBEJA, a RTP vai estar em directo a partir da Feira durante seis horas, numa emissão para o Canal 1
Para o efeito, a RTP mobilizou uma vasta equipa e vai transmitir da OVIBEJA o Programa "BEJA EM FESTA" (entre as 10 e as 13 horas e das 15,10 às 18 horas), com apresentação de Sónia Araújo e Jorge Gabriel e reportagem de Helder Reis.
A delegação da RTP no Alentejo tem também prevista para o dia de abertura da OVIBEJA a realização de apontamentos para o Programa de informação “Portugal em Directo”, entre as 18 e 19 horas.
As portas da OVIBEJA abrem logo pela manhã e até às 17 horas não são cobrados bilhetes. Esta foi uma forma encontrada pela organização da OVIBEJA para assinalar os 30 anos da Feira.
Também para comemorar os 30 anos da Ovibeja vai ser inaugurado o monumento à Ovelha, com a presença do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, pelas 12,30 horas, junto ao Pavilhão Multiusos.
A sessão oficial de abertura da 30ª OVIBEJA, presidida pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, está marcada para as 15 horas no Auditório do NERBE.
O dia da inauguração vai ser também assinalado pelos concertos, a partir das 22,30 horas, dos Virgem Suta e de António Zambujo.
A 30ª OVIBEJA decorre de 24 a 28 de Abril, no Parque de Feiras e Exposições de Beja e reúne mais de mil expositores. Anualmente o número de visitantes ultrapassa os 300 mil. (Nota de Imprensa)

Mina de São Domingos: enxofre arde há 3 dias


Alguém sabe alguma coisa disto? "Na Achada do Gamo perto da Mina de São Domingos está a arder enxofre há 3 dias, é um local muito frequentado por visitantes, ontem não havia ninguém nas proximidades a avisar dos perigos da inalação destes gases. Estes gases da última vez que arderam acabam por matar a vegetação à volta e são altamente cancerigenos" (informação recebida pelo acincotons, conjuntamente com a foto)

Actualização: vídeo do enxofre a arder:


Aqui

Associações ambientalistas contra a Mina da Boa Fé


A Quercus, a Liga para a Protecção da Natureza e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens contestam todo o processo em torno da exploração de ouro na zona da Boa fé e Monfurado, nos concelhos de Évora e de Montemor-o-Novo.
Num comunicado conjunto, as três associações consideram que "este é um processo que desde o seu inicio, no ano de 2009, tem seguido uma agenda própria de contornos dúbios, em que as entidades mais diretamente envolvidas neste processo, nomeadamente os Municípios de Évora e de Montemor-o-Novo e o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas cumpriram paulatina e diligentemente as aspirações do proponente, alterando os Planos Diretores Municipais e publicando o Plano de Intervenção no Espaço Rural do Sítio de Monfurado, com o único objectivo de favorecer a concessão da atividade mineira numa área em que a mesma estava interdita por lei. Quer a alteração ao PDM de Évora, quer a elaboração do Plano de Intervenção no Espaço Rural do Sítio de Monfurado são autênticas farsas que demonstram como se podem desvirtuar instrumentos de ordenamento do território e planos de gestão de Sítios de Importância Comunitária (SIC) classificados ao abrigo da Rede Natura 2000 para possibilitar o desenvolvimento de atividades económicas incompatíveis com a conservação da natureza". (LER MAIS)

Vivá Cuba!



Do filme "Bom Povo Português", de Rui Simões.(1981)

domingo, 21 de abril de 2013

A boyzada não pára: quo vadis passos?


A líder do PSD Açores perdeu as eleições regionais há alguns meses atrás e até declarou passos coelho "persona non grata" na campanha eleitoral açoriana. Dada a sua competência na matéria foi agora nomeada secretária de estado da defesa no governo da República. É o compadrio e a incompetência no seu patamar mais elevado, que só tem paralelo no actual titular da pasta da defesa: uma nulidade! (ver aqui)

antónio (leitor identificado, enviado por email)

ÀS PORTAS DO 25 DE ABRIL: PARA ONDE VOU COM OS MEUS FILHOS?


Bom dia.
Gostaria que ficasse a saber da minha situação, somos uma família de Évora com dois filhos menores que temos passado muita dificuldade ja alguns meses que tentamos sobreviver com 70 euro , não conseguimos fazer face as despesas nem a alimentação , estou inscrito a 9 anos na casas de habitação social na Habevora já tivemos uma acção de despejo a 6 anos atrás com uma crianças com um mês e a Câmara de Évora nada fez simplesmente me deixou na rua neste momento tenho ate ao dia 26 deste mês para sair da casa onde me encontro e PERGUNTO PARA ONDE VOU COM OS MEUS FILHOS ? terei que ir para a porta da CÂMARA.
Ja fazemos tudo o que estava a nosso alquase ja fomos a dois canais da comunicação social fui a um programa no canal SIC informamos o nosso Pais todo da nossa situação e o que a Câmara nos esta a fazer ,as respostas da Câmara e que não tem casas, isso deve ser uma brincadeira nao tem ! tem e continua a dar casas a pessoas que tem rendimentos e deixam uma família que não tem rendimentos na rua e revoltante na 3 feira estarei na Câmara e vou pedir ao SR PRESIDENTE QUE ME RESPONDA em que grau a minha família esta pois na Câmara dizem que e grau 1 urgente mas como eu esta a vizinha do lado que tem um T1 com dois filho e o ordenado do marido eu que não tenho nada estou depois dela ou seja eu vou ficar na rua e ela com casa se poder e quiser ajudar o meu contacto e 968433494 pois ja estou para o que der e vir se tiver que ir para a porta da Câmara gritar ate me ouvirem terei que o fazer obrigada.

Helder Mourão
21 Abril, 2013 11:44

Candidatura de Lopes Guerreiro apresentada em Beja


O movimento independente "Por Beja Com Todos" apresentou este sábado a candidatura à Câmara Municipal de Beja de Lopes Guerreiro, antigo militante do PCP, ex-vereador da Câmara de Beja e ex-presidente da Câmara de Alvito. O movimento pretende concorrer, senão à totalidade, pelo menos à maioria dos órgãos autárquicos do concelho de Beja.
No discurso de apresentação, perante mais de seis dezenas de apoiantes, Lopes Guerreiro disse que "enquanto os partidos políticos preparam as suas campanhas eleitorais nas suas sedes, entre dirigentes e militantes, nós “Por Beja com todos” já percorremos todas as freguesias em contactos directos com as populações, a quem manifestamos o nosso reconhecimento pela forma como nos receberam".
O candidato independente considerou que "o concelho de Beja vive uma depressão como há muito não se sentia", que é necessário inverter.
"Candidatamo-nos à Câmara Municipal de Beja porque pretendemos romper com algumas formas de fazer política. Não nos apresentamos contra qualquer força partidária. Apresentamo-nos por Beja. Recusamos a “clubite” do “nós somos os bons e tudo sabemos” e “os outros são os maus e deles não se espera nada de bom”. Afirmamo-nos pela positiva, pela apresentação de propostas. Queremos ter um papel unificador e aproveitar tudo o que de melhor cada um tenha para dar por Beja. Queremos ser parte, se possível uma grande parte, das soluções para Beja. Por isso, mais do que perguntarmos o que Beja pode fazer por nós, queremos saber o que podemos fazer por Beja. E também sabemos que todos podemos fazer muito por Beja. Por e para isso, queremos contar COM TODOS os que queiram fazer alguma coisa POR BEJA", disse o candidato. 
Sobre os mecanismos eleitorais, Lopes Guerreiro considerou que "as maiores dificuldades colocam-se logo à partida, na preparação dos processos eleitorais a entregar ao Tribunal. Qualquer partido político, mesmo que não tenha qualquer aderente no concelho, pode apresentar-se a eleições desde que consiga constituir listas com o número mínimo de candidatos. E pode fazê-lo no dia em que termina o prazo de apresentação das listas no Tribunal.No caso de candidaturas independentes, como as nossas, é necessário constituir as listas com tempo suficiente para recolher o número legal de assinaturas de subscritores, que no caso do Município de Beja são de cerca de 1 500. Este é apenas um exemplo de como partidos políticos, que afirmam o seu interesse na qualificação da democracia e no fomento da cidadania, dificultam, na prática, através da legislação que aprovam, que tal se concretize".
Durante a apresentação foram lidas diversas mensagens de apoio à candidatura e a Lopes Guerreiro, entre as quais uma mensagem de Manuel Castro e Brito, presidente da ACOS-Agricultores do Sul e da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA). O presidente dos agricultores decidiu tornar "público o seu apoio", acrescentando que "é importante" que o tenha feito por reconhecer que Lopes Guerreiro é "um homem de convicções" e que luta "por verdadeiros ideais", justificou.
Ler notícia da rádio pax aqui. Também aqui.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

José Ernesto Oliveira abandona Câmara de Évora no final de Abril


Informações recolhidas pelo acincotons permitem-nos confirmar que o actual presidente da Câmara de Évora deve abandonar a autarquia no final do mês de Abril. José Ernesto Oliveira, que conquistou a Câmara de Évora à CDU, há três mandatos, já não se pode recandidatar, segundo a lei.  Ainda não foi anunciado o candidato do PS à Câmara de Évora, embora vários nomes tenham sido referidos, um deles o do vice-presidente Manuel Melgão que passará a exercer a presidência caso José Ernesto Oliveira abandone o executivo autárquico, como está previsto.
O acincotons sabe também que há funcionários (pelo menos uma funcionária) que acompanharam José Ernesto Oliveira neste seu percurso autárquico que já se estão também a despedir, voltando aos locais de trabalho de onde tinham sido requisitados.
Saindo José Ernesto entra para a vereação João Carlos Brigola, professor da Universidade de Évora e que durante o governo de José Sócrates ocupou o cargo de Director do Instituto dos Museus e da Conservação e que tem sido falado como um dos nomes a integrar a futura lista do PS à autarquia.

Novos esclarecimentos sobre o post: "40 graus: contenção na CCDRA? Tem dias..."


Há momentos fui contactado por um quadro altamente qualificado da administração pública eborense que se disponibilizou para prestar alguns esclarecimentos ao acincotons sobre o post que aqui coloquei, ontem à noite, em que  referia a informação de que um vice-presidente da CCDRA teria, em apenas um mês, gasto cinco mil euros de telemóvel. Os esclarecimentos agora prestados permitem analisar melhor o que aconteceu.
Segundo este interlocutor do acincotons, que conhece todo o processo, "não há fumo sem fogo", apesar do que foi escrito "não corresponder à verdade".
O que terá acontecido foi isto, segundo a minha fonte, que pediu para não ser identificada: "o vice-presidente em causa em Novembro ausentou-se do país e no estrangeiro utilizou, sem querer, a Internet. Quando voltou tinha uma conta de 3 mil euros. Protestou junto da operadora, alegando que a ligação à Internet tinha sido feita sem que se apercebesse e, passado algum tempo, a operadora em causa reconheceu  esse facto e prontificou-se a assumir 2.800 euros desse total".
Entretanto, "e ao contrário do que seria normal, a CCDRA já tinha pago a factura, o que não devia ter acontecido, já que  o plafond em chamadas para cada dirigente da Função Pública é de apenas 70 euros e sempre que excede esse valor deve ser o funcionário em causa a pagar o excedente", referiu o nosso interlocutor, acrescentando, no entanto, que "esse dinheiro está a ser reposto em tranches mensais pela Optimus, através de um desconto nas facturas de telemóvel da CDDRA, até atingir os 2.800 euros em causa, pelo que os serviços não foram - como não podiam ser - lesados em nada".
Pela parte que me toca agradeço o contacto e dou como boa esta explicação. Aliás, este tem sido um tema muito falado quer na CCDRA, quer noutros serviços da administração pública em Évora, e a explicação dos factos, de forma pública, só pode contribuir para o seu esclarecimento. É aquilo a que este blog se propõe: sem segundas intenções promover o esclarecimento público e contribuir para o surgimento duma opinião pública forte e esclarecida - porque informada - em Évora.
Obrigado ao nosso interlocutor e a todos os que quiseram contribuir para esta discussão (em que muitas vezes o anonimato apenas lança mais confusão).

José Ernesto deixa a Câmara de Évora no fim do mês?


Já que está tudo a falar de coisas que se dizem para aí oiçam esta: buzinaram-me que José Ernesto vai deixar a Câmara dentro de dias. Será buzinão?

Anónimo
19 Abril, 2013 14:34

Hoje música para dançar na SOIR


HOJE:
Concerto com Mosca Tosca 
Data: 19 de abril | sexta-feira 
Local: SOIR Joaquim António d'Aguiar (Pátio do Salema, 7) Évora
Horário: 22:00 
Mosca Tosca apresenta um espectáculo no formato de baile folk com animação de danças tradicionais e a participação livre do público, criando um ambiente festivo e animado. 
Organização: Zorra Produções Artísticas |SOIR Joaquim António de Aguiar 

Sines: Marisa Santos é a candidata do movimento de independentes para suceder a Manuel Coelho


A vice-presidente da Câmara de Sines, Marisa Santos, é a candidata do movimento independente Sines Interessa Mais (SIM) à presidência deste município alentejano, nas eleições autárquicas de outubro, foi hoje divulgado.
A candidatura de Marisa Santos, 37 anos, licenciada em Direito, foi aprovada em reunião geral do SIM, da qual saiu também o nome do atual líder do município, Manuel Coelho, como candidato à presidência da Assembleia Municipal, informou o movimento em comunicado enviado à agência Lusa.
A candidata à presidência da câmara é natural de Sines e desempenha as funções de vice-presidente desde 2009, eleita pelo SIM, tendo anteriormente participado no executivo como vereadora, desde 2002, mas pela CDU.
Além de Marisa Santos, também já foi anunciado o candidato do PS à presidência do município alentejano, Nuno Mascarenhas, vereador da oposição socialista.
A Câmara Municipal de Sines é dirigida, desde 1997, por Manuel Coelho, eleito nos três primeiros mandatos pela CDU e no atual pelo SIM, não se podendo recandidatar devido à lei de limitação de mandatos.
O executivo é formado por quatro eleitos do SIM, dois do PS e um da CDU. (LUSA)

Évora: Contos e Exposição colectiva este sábado na "é neste país"



20 de Abril de 2013, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Joana Dias & Rogério Veloso


Enquanto há Arte…
de 20 de Abril a 30 de Maio

Exposição Coletiva
Escultura l Fotografia l Pintura

Inauguração dia 20 de Abril pelas 17:30

Damos assim as boas vindas ao sol, com artistas e petiscos pela tarde fora.
Cá vos esperamos...
Rua da Corredoura, nº 8 - Évora

quinta-feira, 18 de abril de 2013

40 graus: contenção na CCDRA? Tem dias...


Recebeu hoje o acincotons um email endereçado por um trabalhador da CCDRA. Dizia simplesmente isto, que partilhamos com os nossos leitores: "Soubémos hoje que um dos actuais vice-presidentes da CCDRA gastou num único mês a pequena quantia de 5000€ em telemóvel. Chama-se (...) e eu enquanto trabalhador da CCDRA tenho de manter o anonimato nesta divulgação, pois foi informação que recebi transmitida, dado que não trabalho na contabilidade.... A vocês que escrevem muitissimo bem e que abrangem muita gente com a leitura do blog, vos peço denunciem isto por favor, pois não sabemos até se é prática corrente ( todos os meses) ou foi um mês de "descuido"...."
Infelizmente não temos maneira de confirmar. Mas, a ser verdade, é de bradar aos céus: contenção sim, mas é para os outros. (E cinco mil euros em telemóvel é mais do que muito: é quase um ano de salário para quem ganhe o ordenado mínimo...)

ACTUALIZAÇÂO AQUI

Começa amanhã em Castro Verde a XXIII Quinzena Cultural


Dezenas de espectáculos, encontros, iniciativas diversas vão marcar mais esta edição da Primavera no "Campo Branco". De amanhã a 5 de Maio com muita música: Abrunhosa, Deolinda, Tocadores de Viola de Arame entre muitos outros. Programa Aqui.

Jornal Diário sobre a Primavera no Campo Branco.

Ainda a Candidatura do BE



Na sequência dos comentários produzidos aqui e aqui, aproveito para tecer algumas considerações.
É público que sou aderente do Bloco de Esquerda e que, apresentando-se esta candidatura sob o patrocínio da nossa sigla, de estranhar seria que não a apoiasse. Maria Helena Figueiredo tem de facto o meu apoio, mas pode contar com muito mais do que isso. Conta com o meu aplauso, com o meu empenho, com a minha admiração, pelo acto de coragem que representa dar a cara numa luta de cidadania, numa disputa difícil, num concelho ferozmente bipolarizado, em que mais do que projectos, mais do que propostas, mais do que debate, pesam acima de tudo as marcas de um passado conturbado, marcado por profundas fracturas, por ressentimentos vários, por ajustes de poder, pouco racionais, ditados por anos de conflito aberto.
Daqui decorre um perigoso desvio. Antes de se avaliarem projectos, de se confrontarem propostas, contam-se espingardas e contam-se, porque se assume que não existe outra alternativa, outro caminho. Esta tem sido a prática, mas nem sempre a prática seguida é a mais adequada.
Os partidos não são tribos, não são, nem podem ser um portal do poder, partilhado em alteridade, os partidos são veículos de ideias, de soluções, são acima de tudo uma possibilidade em aberto, numa democracia, de transformação, de mudança, de aperfeiçoamento. Se, como é o caso de Évora, forem alijadas todas as possibilidades além daquelas que tradicionalmente têm detido o poder, é o município que perde.
Isto é válido para o país, para qualquer outra autarquia, para qualquer entidade em que o poder seja escrutinado através do voto. A democracia implica diversidade, confronto, debate e escolhas, implica transparência.
Acresce a isto o facto de uma autarquia gerida por partidos da esquerda, não ser forçosamente uma autarquia de esquerda, na verdade, quando se excluem outros projectos, se dá de barato que os outros participantes na liça eleitoral, só vão “roubar” votos ao nosso partido, isso só representa uma visão muito pouco transparente da gestão da coisa pública, que por ser pública é de todos e não apenas de uma qualquer maioria, ou minoria, ou o que quer que seja. A esquerda é sinónimo de transparência, de multiplicidade, de partilha, de igualdade de direitos, não pode haver uma autarquia de esquerda sem o respeito desses princípios.
É precisamente esta abertura à diversidade que está na base desta proposta do BE, dar voz à esquerda, não apenas a uma fracção da esquerda, porque assim se sustenta e fundamenta um projecto consistente, com abertura e diálogo e respeito pela diferença. Não se quer apenas uma soma, aritmética, contabilizável em votos, quer-se a participação de todos os que pretendem a mudança.




DA de amanhã com Ovibeja na capa


Vitorino Salomé envia mensagem solidária ao movimento independente "Por Beja com todos"


"É cada vez mais interessante e numeroso o conceito de candidaturas com origem num punhado de cidadãos que decidem piar na sua capoeira. Desiludidos da trágica divisão em gavetas da esquerda Portuguesa, enquanto a direita se encaixa sempre e sábiamente no mesmo gavetão, estes grupos de cidadãos conscientes e contra-corrente arriscam-se a tomar a pulsação às populações e a fazer propostas esperadas com ansiedade, utilizando uma linguagem sem chavões e de leitura fácil. E com as dificuldades que resultam de partir do zero.
Não confundir estas candidaturas da esquerda democrática e genuína, com outras que são de oportunismo caciquista, e de projecto pessoal. Nós cá estamos para fazer a diferença.

Assim, deixo um forte abraço ao José Lopes Guerreiro para que não lhe falte o ânimo e a força, tão necessários para levar em frente este projecto inovador de Democracia de proximidade. 

Vitorino Salomé (aqui)"

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vai arrancar a 2ª fase: Hortas Urbanas de Évora em expansão



Câmara atribui este sábado mais 138 talhões desta vez junto ao Forte de Santo António 

Volvido um ano após a entrega dos primeiros talhões das Hortas Urbanas de Évora, um projeto da Agenda 21 Local, que visa aproveitar os terrenos disponíveis para a criação de hortas comunitárias de qualidade e bem organizadas, que funcionem como espaços de produção mas também de socialização e convívio, a Câmara Municipal de Évora irá proceder à entrega de mais 138 lotes, desta vez junto ao Forte de Santo António. 
Depois do sucesso das Hortas do Monte de Santo António, a segunda fase deste projeto, que se irá denominar Hortas do Forte de Santo António, irá dar a possibilidade de 138 famílias usufruírem de 45 metros quadrados de um terreno sobre o qual poderão cultivar os mais diversos produtos. 
Para além do aspeto económico inerente, as Hortas Urbanas de Évora ajudam a fomentar novas atitudes, comportamentos e estilos de vida mais saudáveis e ambientalmente mais sustentáveis, promovendo a melhoria da qualidade de vida. 
A cerimónia de entrega dos 138 lotes está prevista para as 09h30 deste sábado (20 de Abril) com a realização do sorteio dos talhões, no final do qual os novos “hortelãos” terão de assinar o “acordo de utilização”, correspondendo a um manual de boas práticas. 
A exemplo do que sucedeu na primeira fase, as Hortas do Forte de Santo António significaram um investimento considerável por parte da edilidade eborense, através de trabalhos de infraestruturação deste terreno que incluíram: vedação, depósito de água, rede de distribuição de água com colocação de torneiras de utilização coletiva, construção de caminhos e marcação dos talhões. 
Em termos globais, o projeto das Hortas Urbanas de Évora reúne já 207 talhões, verificando-se uma constante procura por parte dos eborenses, estando a Câmara Municipal de Évora, em parceria com as juntas de freguesia, a trabalhar noutros projetos para que brevemente sejam criadas novas hortas, noutros terrenos da cidade. 
Beneficiando de uma localização extraordinária, com fácil acesso tanto pedonal, como automóvel, e enquadradas pela imponência do aqueduto da Água de Prata, as Hortas Urbanas de Évora visam contribuir para aumentar a autonomia alimentar das famílias, fomentar práticas de consumo mais equilibradas, ampliar a biodiversidade, alicerçar a consciência da necessidade do desenvolvimento sustentável, potenciar a convivência familiar e comunitária e contribuir para uma melhor consciência ambiental. (Nota de Imprensa da CME)

CDU apresenta hoje cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal de Évora


São eles: Cabeça de lista à Câmara: Carlos Pinto Sá
Cabeça de lista à Assembleia Municipal: António Jara
Mandatário Concelhio: João Oliveira

terça-feira, 16 de abril de 2013

Será que a bestialidade é contagiante?



Universidade de Évora, finais de 2012!

Évora: Noites do Mal esta quarta-feira na Igreja de São Vicente



NoiTeS Do MAL 2013
 
Com Carlos Mota de Oliveira
 
17 de abril | 21: 30
Igreja de São Vicente
Entrada livre
 
Contra a crise em todas as suas formas (também a crise da desistência, a crise do abandono, do ‘para depois’ e do ‘para nunca mais’) é o objectivo do projecto que este mês iniciamos. Herdeiro dos encontros de leitores que, ao longo de 2012, foram as ‘Noites com leituras’, este mês de Abril vê nascer um projecto novo: as Noites do MAL.
MAL é abreviatura de Meu Alentejo, e pretende ser uma provocatória plataforma de encontros convocando quem habita o território e sobre ele tem uma perspectiva para debater pontos de vista, promover encantos e desafiar ideias feitas sobre ele, entre a bondade edénica e o mal-estar que os tempos instal(ar)am. Na primeira sessão, a realizar já no dia 17 de Abril, quarta-feira, contamos com a presença do poeta Carlos Mota de Oliveira, um ‘marginal requintado’, como dele disse o Luiz Pacheco. O seu primeiro livro data de 1973 e ainda recentemente publicou mais cinco títulos de poesia numa assentada! Para a poesia e para a conversa, para o bem e para o MAL, enfim, para o que der e vier, estão todos convidados! (nota de imprensa)

Porquê a Candidatura



“Podia começar por apresentar o seu CV e já agora se não for pedir demasiada transparência, quem a nomeou a si e ao seu marido para os cargos de nomeação política que já desempenharam. Seja do PS, do PCP ou do BE.

Esta candidatura é a candidatura do pior que existe no nosso Portugal. Os verdadeiros mamões disfarçados de artistas.

Não voto nesta chupista. Nem que venha disfarçada de Joana Amaral Dias.”


Finalmente um comentário espectável. Não se trata de avaliar propostas, não se trata sequer de uma tomada de posição política, nem tão pouco de uma crítica pessoal, sustentada, defensável, honesta.
Não vou falar de currículo, ele é público. Também não vou falar da insensatez da pergunta acerca da nomeação, Maria Helena Figueiredo foi convidada pelo Bloco de Esquerda para corporizar a candidatura à Câmara de Évora e aceitou. Ainda bem que o fez. Está o Bloco de parabéns, está Évora de ganho, com uma candidatura credível, de qualidade inquestionável e, acima de tudo, de alternância, a provar que existem outras vias para além das que até hoje foram escolhidas com o resultado que todos conhecemos.
A verdade nua e crua é que estamos perante um concelho escaqueirado. Os responsáveis políticos pelo desastre estão identificados. Por um lado o Partido Socialista, que nos seus mandatos delapidou o que ainda existia, por outro o Partido Social Democrata, que tendo um vereador eleito, sempre deu cobertura ao descalabro, quer através da abstenção, quer através de votos favoráveis às propostas irresponsáveis da gestão socialista. Foram estas forças políticas as principais responsáveis do estado comatoso em que este concelho se encontra.
Não é sequer necessário recuar muito no tempo, para verificar a veracidade desta afirmação, basta recordar a triste rábula da aprovação do PAEL...
Não surpreende portanto, a dificuldade na escolha de candidatos por estes dois partidos. Eles sabem melhor do que ninguém o que vamos ter de penar, sabem melhor que ninguém quais os custos, quantos problemas, quantas lutas, terá de travar a nova administração...
Uma cidade que vive do turismo, completamente degradada, freguesias rurais votadas ao abandono, comércio a morrer, postos de trabalho quase inexistentes, pequenas e médias empresas a falirem a cada dia que passa, uma universidade autista e endividada... enfim... o caos.
A única hipótese é a aposta no consenso, na criação de sinergias, na gestão transparente e independente, que afronte as dificuldades, que assuma a vontade do colectivo, que não confunda as pessoas com números, que saiba e tenha consciência de que um concelho é vida, história, anseios, gente.
Por isso o BE apostou em alguém independente, que consiga extravasar as margens do nosso pequeno rio, em alguém que conheça os probelmas do concelho, que tenha sensibilidade e abertura suficientes, para dialogar, para dar a cara, mas que tenha também a coragem de assumir as suas decisões.
Seria fácil para Maria Helena Figueiredo, continuar a sua intervenção cívica nos moldes em que a tem feito até hoje. Participar, questionar, estar sempre presente nas lutas pela equidade, pela transparencia, pela democracia... seria até cómodo, porque assumindo esta candidatura ela tem a perder muito mais do que seria exigível a um cidadão.
Expõe-se, sujeita-se ao escrutínio popular, é vítima de absurdas acusações... Mas Maria Helena Figueiredo é a mãe coragem, é vertical, assumida, é Mulher, é uma pessoa de bem!
Estou, enquanto aderente do Bloco de Esquerda e munícipe deste concelho, honrado e grato pela sua disponibilidade.

Évora: Bloco de Esquerda já com campanha na rua


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