sexta-feira, 22 de março de 2013

O que é que isto tem a ver com a conversa que para aqui vai?

Proponho que olhemos a arte enquanto vanguarda.

Numa cidade como Évora, onde o passado, a história e a memória assumem um papel tão relevante, é interessante observar que, simultâneamente, a arte e os artistas foram e continuam a ser, mais ou menos acolhidos, mas em qualquer caso reconhecidos como parte construtora do tecido social, cultural, político e económico que somos.
Ora, para a arte o público é por demais importante. Bourriaud diz por exemplo que “ o interlocutor é normalmente trazido para dentro do próprio processo de produção do trabalho, por meio de uma chamada telefónica, um anúncio ou um encontro inesperado. O significado do trabalho emerge do movimento que liga os anúncios colocados pelo artista como também a colaboração entre indivíduos dentro do espaço expositivo”.
Parece-me ser possível dizer que o mesmo acontece para lá do espaço expositivo, ou seja,no espaço público também o significado do trabalho produzido emerge do movimento que liga os que para ele contribuem.
Bourriaud cita Karl Marx para dizer que “a realidade não é nada menos do que o resultado do que fazemos juntos”. Se todos os que habitam a cidade (incluindo em todos os artistas, os políticos, os bloguers, os cidadãos entre outras categorias) tivéssemos consciência da dimensão deste facto contribuiríamos certamente com maior cuidado e qualidade para “o resultado do que fazemos juntos”.

9 comentários:

  1. Guerra Aberta no PS/Évora.

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  2. AFINAL quem é o candidato Camaradas?

    Porra decidam-se.

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  3. BRAVO NICO
    ou
    MELGÃO?

    Aceitam-se apostas!

    (e só valem hoje, que amanhã não se sabe. As águas andam agitadíssimas lá p'ras bandas da travessa de Alegria. Ai que aquilo ainda acaba mal…)

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  4. O Pinto de Sá nem precisa fazer campanha! O PS está a dar cabo da sua própria candidatura!

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  5. VERGONHOSO..........o PS/ÈVORA bateu no fundo,os Barões FUGIRAM........os Gaiatos tomaram conta do partido.

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  6. É por causa de textos como este que se diz que a doutora Dores Correia vai na lista da CDU.

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  7. No dia de ontem o Museu de Évora alargou a sua área de exposições em consequência do aproveitamento de um piso subterrâneo,libertado por via das obras da requalificação do edifício. Ali vai ficar de forma permanente o núcleo de arqueologia, composto em grande parte pela Colecção Cenáculo e diversas peças avulsas resultantes de escavações realizadas ou provenientes de colecções de particulares. No total o mesmo reunirá peças representativas de um arco temporal que vai de 3.000 a.c. até século XV . «Algumas delas são fantásticas» declarou ao "Diário do Sul" o director do Museu António Miguel Alegria. Uma delas é a estátua romana de bronze descoberta em S.Manços nos anos 70 por trabalhadores da Reforma Agrária. Jornal e Alegria congratularam-se, com razão, pela integração da estátua naquele local mas esqueceram-se (?) de dizer que os trabalhadores não foram apenas os seus achadores mas também os grandes responsáveis pelo seu depósito no Museu de Évora. De facto os dirigentes da UCP de S.Manços encontraram acidentalmente a estátua, representando um jovem nasculino, nu e de pé, no decurso do ano de 1976 quando procediam à execução de trabalhos agrícolas na Herdade das Oliveiras e Carvalho. Cientes de que ali poderia estar um objecto de valor artístico-patrimonial mostraram-no a diversos entendidos na matéria, Túlio Espanca incluído, os quais confirmaram a elevada importância do achado. Quando em finais de 1988 Cavaco Silva dá início ao processo de desmantelamento da Reforma Agrária,o facto foi aproveitado pelo Secretário de Estado da Cultura, Pedro Santana Lopes, para exigir a entrega da estátua ao Estado.Os trabalhadores não acataram a ordem argumentando que não mais nenhum alentejano a veria. Seguiram-se novas diligências da SEC para que a entrega se concretizasse mas em vão. Entretanto a posição assumida pelos trabalhadores contava com o apoio da população e de diversas individuais ligadas à defesa do património cultural alentejano. Santana Lopes insistia dizendo que a peça precisava de ser restaurada e tratada e isso só em Lisboa podia ser efectuado. Num esforço de apropriação da peça a POLÍCIA JUDICIÁRIA vasculhou minuciosamente toda a herdade mas não a encontrou. Só depois de um compromisso escrito e assinado pelo Instituto do Património Cultural de a entregar ao Museu de Évora após o restauro, os trabalhadores da UCP aceitaram libertar a estátua. Não fosse a sua determinação teria ficado em qualquer museu da capital como tantas obras de arte retiradas durante os últimos dois séculos do distrito de Évora.Para que conste.

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  8. MELGÃO candidato do PS.

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  9. Os esquizofrénicos comunas espirram, suam, escarram, vomitam e tossem PS desde que se levantam até que se deitam. Ah, e sonham também.

    Depois e em menor grau - já não sonham - lá vão cuspindo PSD, CDS, troika, pacto de agressão ou imperialistas Americanos.

    Força!

    lool


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