domingo, 24 de março de 2013

Candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural da Humanidade já foi entregue à UNESCO


A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade seguiu na passada sexta-feira em correio diplomático para a sede da UNESCO, soube o acincotons através do antropólogo Paulo Lima, que integra a Comissão Científica da Candidatura.
Esta candidatura esteve para ser entregue à UNESCO há um ano atrás, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu, na altura, adiar para 2013, por considerar que o processo não reunia condições para ser aceite.
Agora, com a candidatura já entregue na UNESCO, irão decorrer ainda "cerca de ano e meio, dois anos" até que haja uma decisão sobre a classificação, disse Paulo Lima.
O silêncio que envolveu a entrega da candidatura este ano, por parte da Comissão Nacional, terá tido como objectivo evitar "mais ruído" em torno de um processo que, há um ano, desencadeou diversas opiniões contraditórias e que terminou, como já foi dito, pela não entrega da candidatura no prazo inicialmente previsto.

1 comentário:

  1. joaquim palminha silva29 março, 2013 10:44

    Não sei se o cante merece ou não, emtermos de valor cultural planetário, mais galardões que outra herança cultural... Sei que ele é alma e sangue do Alentejo e, por isso, não precisa ser "medalhado"!
    Ao pretenderem "medalhar" o "cante" conseguem o quê? Uma maior difusão cultural junto do Povo português? Entendo que os valores e património cultural da Nação portuguesa não necessitam ir a "concurso público internacional" para nos tornarem de maioridade... Uma nação, um povo que esmola galardões e reconhecimentos internacionais para os seus valores culturais é um colectivo que está vivendo grande complexo de inferioridade! Ontem houve a "esmola" para o Fado,hoje é o "cante": - Caramba! Não temos mesmo nenhum orgulho nem auto-estima! Seremos efectivamente coitadinhos?
    Não está em causa a minha admiração pelo "cante", nem pelos meus amigos do grupo «Os Ceifeiros» de Cuba, que muito estimo e de quem tenho gratas recordações, diga-se!

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