sexta-feira, 29 de março de 2013

"Azeite do Alentejo" vai identificar o azeite produzido na região


O Governo reconheceu o "Azeite do Alentejo" como Indicação Geográfica (IG), o que vai permitir valorizar e promover a "superior qualidade" dos azeites produzidos na região e comercializá-los no mercado nacional com aquele certificado.
Através de despacho, o Governo "reconheceu finalmente o ´Azeite do Alentejo` como IG", disse hoje à agência Lusa Henrique Herculano, diretor técnico do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), a entidade gestora daquela IG. Trata-se de "uma grande aspiração do setor olivícola e oleícola do Alentejo", frisou, referindo que a decisão do Estado português surgiu quatro anos após o CEPAAL ter pedido o reconhecimento e o registo da Indicação Geográfica Protegida (IGP) "Azeite do Alentejo" ao Governo e à Comissão Europeia.
Segundo Henrique Herculano, ainda decorre o processo de reconhecimento da IGP "Azeite do Alentejo" pela Comissão Europeia, mas o reconhecimento da IG pelo Governo português e o pedido de proteção transitória feito pelo CEPAAL permite já "a qualificação e a comercialização de ´Azeite do Alentejo` no mercado nacional".
A IG certifica "a origem e a qualidade" dos azeites produzidos no Alentejo, "garante a sustentabilidade" dos produtores alentejanos e é "determinante para a valorização e o reconhecimento no mercado da superior qualidade dos azeites oriundos" da região, explicou.
O CEPAAL criou e registou a marca "Azeite do Alentejo", cujo selo da IG será usado em "exclusivo" por produtores do Alentejo e irá aparecer nas embalagens dos azeites produzidos na região que cumpram as regras constantes no Caderno de Especificações anexo ao pedido de reconhecimento da IGP.
O centro, através de um organismo privado acreditado, ficará responsável pelo controlo e pela certificação do cumprimento das regras de produção de "Azeite do Alentejo" constantes do Caderno de Especificações e posterior atribuição do selo com a IG aos produtores.
Para obter o selo "Azeite do Alentejo", o azeite tem que ser extraído a partir de determinadas variedades de azeitona produzidas na região e embalado no Alentejo, explicou Henrique Herculano.
Com o selo "Azeite do Alentejo", além de "o consumidor reconhecer facilmente a qualidade do azeite", será possível "promover, de forma mais efetiva, o azeite produzido na região". 
A IG é um certificado atribuído a produtos cuja reputação ou determinadas características e qualidades estão relacionadas ou podem ser atribuídas ao meio geográfico da região onde são produzidos.
Segundo Henrique Herculano, a olivicultura é uma das principais atividades agrícolas no Alentejo, que tem "a maior área geográfica do país em olival (número de hectares e oliveiras), é o "maior produtor nacional" e responsável por mais de metade da produção de azeite em Portugal.
O CEPAAL vai realizar, na próxima quinta-feira, às 18:00, na Sala Ogival, no Terreiro do Paço, em Lisboa, uma sessão para apresentar os primeiros lotes certificados como "Azeite do Alentejo", assinalando o seu lançamento no mercado nacional. (LUSA)

2 comentários:

  1. Os embustes e as trapalhadas que o capital inventa para proteger os seus interesses, depois de ter tomado posse dos recursos da região.
    É o Allentejo em acção.
    Os alentejanos são paisagem.

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  2. ... e para o embuste estar completo só falta mesmo é darem o tal selo de excelência à marca "Oliveira da Serra"! Se em tempos idos se introduziu por motivos pol+iticos a monocultura do trigo com as consequências que se conhecem, agora os interesses económicos (El-Rei dinheiro) introduzem a monocultura intesnsiva do olival. A Sovena na minha zona tem uma herdade que destruíu para plantar olival intensivo, onde naquelas tubagens correm quase tantos produtos químicos quanto água.
    Aposto singelo contra dobrado que vão ter este tal selo...

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