sexta-feira, 29 de março de 2013

Naomi Wolf lançou um livro chamado "Vagina".Onde defende "inferências políticas de factos científicos". Ou seja, explora ligações cientificas entre o cérebro e a vagina, para a seguir afirmar: "A excitação nas mulheres fortalece o cérebro, estimulando a produção de opioides e ocitocina (...) O prazer sexual torna, de facto, as mulheres mais difíceis de subjugar e de enfraquecer. Os opioides tornam as pessoas mais difíceis de dominar porque estimulam a procura do prazer e de se sentir bem. E a ocitocina tem a ver com as relações e os laços...uma hormona social que melhora as relações com os outros. Com as combinações químicas que são estimuladas, o prazer torna as mulheres poderosas, confiantes e fortes. E por isso as mulheres são ensinadas a não o procurar e a não querer saber".
(in Revista do Expresso de 29 de Março de 2013, pg.40)
É esta mulher que vai abrir a 3ª edição do Festival Literário da Madeira a decorrer entre 1 e 7 de Abril inspirado no tema Manifesto à Arte.
A propósito, sabe que a Apple considera "Vagina" um palavra a não escrever ?

"Azeite do Alentejo" vai identificar o azeite produzido na região


O Governo reconheceu o "Azeite do Alentejo" como Indicação Geográfica (IG), o que vai permitir valorizar e promover a "superior qualidade" dos azeites produzidos na região e comercializá-los no mercado nacional com aquele certificado.
Através de despacho, o Governo "reconheceu finalmente o ´Azeite do Alentejo` como IG", disse hoje à agência Lusa Henrique Herculano, diretor técnico do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), a entidade gestora daquela IG. Trata-se de "uma grande aspiração do setor olivícola e oleícola do Alentejo", frisou, referindo que a decisão do Estado português surgiu quatro anos após o CEPAAL ter pedido o reconhecimento e o registo da Indicação Geográfica Protegida (IGP) "Azeite do Alentejo" ao Governo e à Comissão Europeia.
Segundo Henrique Herculano, ainda decorre o processo de reconhecimento da IGP "Azeite do Alentejo" pela Comissão Europeia, mas o reconhecimento da IG pelo Governo português e o pedido de proteção transitória feito pelo CEPAAL permite já "a qualificação e a comercialização de ´Azeite do Alentejo` no mercado nacional".
A IG certifica "a origem e a qualidade" dos azeites produzidos no Alentejo, "garante a sustentabilidade" dos produtores alentejanos e é "determinante para a valorização e o reconhecimento no mercado da superior qualidade dos azeites oriundos" da região, explicou.
O CEPAAL criou e registou a marca "Azeite do Alentejo", cujo selo da IG será usado em "exclusivo" por produtores do Alentejo e irá aparecer nas embalagens dos azeites produzidos na região que cumpram as regras constantes no Caderno de Especificações anexo ao pedido de reconhecimento da IGP.
O centro, através de um organismo privado acreditado, ficará responsável pelo controlo e pela certificação do cumprimento das regras de produção de "Azeite do Alentejo" constantes do Caderno de Especificações e posterior atribuição do selo com a IG aos produtores.
Para obter o selo "Azeite do Alentejo", o azeite tem que ser extraído a partir de determinadas variedades de azeitona produzidas na região e embalado no Alentejo, explicou Henrique Herculano.
Com o selo "Azeite do Alentejo", além de "o consumidor reconhecer facilmente a qualidade do azeite", será possível "promover, de forma mais efetiva, o azeite produzido na região". 
A IG é um certificado atribuído a produtos cuja reputação ou determinadas características e qualidades estão relacionadas ou podem ser atribuídas ao meio geográfico da região onde são produzidos.
Segundo Henrique Herculano, a olivicultura é uma das principais atividades agrícolas no Alentejo, que tem "a maior área geográfica do país em olival (número de hectares e oliveiras), é o "maior produtor nacional" e responsável por mais de metade da produção de azeite em Portugal.
O CEPAAL vai realizar, na próxima quinta-feira, às 18:00, na Sala Ogival, no Terreiro do Paço, em Lisboa, uma sessão para apresentar os primeiros lotes certificados como "Azeite do Alentejo", assinalando o seu lançamento no mercado nacional. (LUSA)

Sugestão: recuperar os concertos no coreto do jardim público


A 28 de Janeiro de 1887 o vereador das obras públicas Joaquim Francisco de Sales da Costa propôs em reunião de câmara a construção de um coreto para a realização de concertos de música com o fito de animar culturalmente as tardes do romântico e muito frequentado Passeio Público, inaugurado quase duas década e meia antes. O responsável pelo pelouro do Passeio, conselheiro José de Oliveira Soares secundou de imediato a iniciativa, embora tivesse sugerido algumas alterações ao projecto que acabaram por ser aceites. 
Quatro firmas apresentaram-se ao concurso público, sendo duas do Porto e outras tantas de Évora. Saiu vencedor o construtor local Luís Francisco da Silva que arrematou a obra por 1.200$00 réis. De acordo com Túlio Espanca «o desenho geral do conjunto arquitectónico, integrado no espaço verdejante da Natureza, obedeceu ao gosto imperante na época, relacionando onde avultavam os estilos híbridos desde o estilo neo-gótico dos imbricados do zimbório da Sé, aos arcos de ferradura luso-mouriscos das janelas e coberturas inspiradas nas obras coevas do palácio real, dominado pelo ferro fundido, anunciando entre nós, as primícias da era industrial». 
Os detalhes técnicos sobre a obra foram dados à estampa na edição 381 de 13 de Maio de 1888 do semanário “O Manuelinho de Évora”. Sucintamente aqui se respiga que «a base do coreto é formado por uma prisma hexagonal regular, cuja altura sobre o terreno é de 1,60 m e constitue uma caixa de ressonância um pouco mais alta, à custa de um pequeno subterrâneo, perfeitamente saneado. A face superior ou piso do coreto, que é um hexágono regular tem de diâmetro máximo 8,5 m e mínimo de 7,64 donde se depreende que é um vasto coreto para as nossas necessidades musicais. 
O concerto inaugural verificou-se a 20 de Maio desse ano, num dia de domingo em que o Passeio Público estava repleto de gente para assistir à novidade. Nele tomaram parte a Banda da Real Casa Pia de Évora, a Charanga do Regimento de Cavalaria nº. 5, a Filarmónica de Minerva e finalmente a recém-formada Filarmónica do Grupo de Amadores de Música Eborense. 
Durante mais de 70 anos as diversas filarmónicas da região, a banda da GNR e a Banda Militar do Exército ali actuaram durante as tardes e por vezes noites de domingo, com excepção dos meses de Inverno, animando os eborenses que adoravam ir passear ao Passeio, depois Jardim, Público, que era o grande espaço de convívio, lazer e namoro da cidade. Depois as coisas mudaram. A frequência dos jardins passou de moda. Os espaços fechados passaram a ganhar a preferência das pessoas e dos artistas. Os bares, as discotecas, os “shopings” e os centros comerciais engravidaram de gentes. O nosso Jardim Público era um cóio de prostitutas, pederastas e drogados. 
Mas lentamente com a saída daquela área do RAL 3 e a sua ocupação pela Universidade, o incremento do turismo a partir da classificação pela UNESCO, uma nova consciência ecológica e a ruptura com a clausura da juventude em gaiolas de fumo e dióxido de carbono, têm vindo a devolver o gosto pela vida ao ar livre. A inclusão de um quiosque de apoio contribuiu também para isso. E embora o grande pulmão verde da cidade ainda não tivesse passado pela sua requalificação, sucessivamente prometida e nunca concretizada em três mandatos de maioria PS , a frequência do Jardim voltou a ganhar adeptos. 
É assim que se volta a pôr a questão da sua revitalização que deve ser enquadrada na urgente reanimação cultural da cidade. Certo que o belíssimo coreto alvo de muitas objectivas de quem nos visita necessitará de algum tratamento e reabilitação, operações que aparentemente não serão assim tão onerosas. Candidatos a ali actuar também não faltarão. As filarmónicas existentes no distrito são pelo menos treze entre as quais a recente Associação “ Liberalitas Julia”. Mantêm-se as bandas da GNR e Militar. E existem ainda as Orquestras Clássicas do “Eborae Musica e da Universidade de Évora que em versão reduzida ali poderão também exibir-se. É lançar mãos à obra.

José Frota (por email)

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Narrativas Futebol Clube

Dia dos Centros Históricos em Évora

(clique para aumentar)

Sócrates, audiência e sondagens. Eleições?


1. A entrevista a José Sócrates emitida pela RTP1 foi o programa de televisão mais visto de quarta-feira, com 1,617 milhões de espectadores. (aqui)

2. Sondagem publicada hoje pelo jornal i
PS - 36.7%
PSD - 25.7%
CDU - 11.2%
CDS - 10.7%
BE - 7.9%
Antes do regresso do Sócrates.(aqui)


3. Eleições?

Paulo Jaleco é o candidato do PSD à Câmara de Évora

Esta noite na sede do PSD: António Dieb cede o lugar na Câmara a Paulo Jaleco (à direita)


O Cirurgião Paulo Jaleco é o candidato do PSD à Câmara Municipal de Évora. O candidato independente, já integrou em 2009 a lista à Câmara de Évora pelo PSD, sendo agora o cabeça de lista de um projeto político que pretende abrangente e ganhador. 
Natural de Lisboa, o cirurgião de 50 anos reside em Évora desde os 5. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, é Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral no Hospital do Espírito Santo de Évora, tendo exercido, no período de 2002 a 2004 o cargo de Diretor Clínico do Hospital de São Paulo, em Serpa.
Entre 1997 e 2005, Paulo Jaleco foi eleito Presidente da Assembleia de Freguesia de Juromenha, tendo mais tarde sido eleito para a Assembleia Municipal de Alandroal, cargo que ocupou entre 2005 e 2009.
Desde muito jovem ligado ao fenómeno desportivo, foi atleta nas modalidades de Rugby, Futebol e Andebol, tendo também pertencido ao Grupo de Forcados Amadores de Évora. Para além da prática desportiva, Paulo Jaleco tem sido um dos principais impulsionadores de diversos clubes de Évora, tendo sido Fundador e 1.º Presidente do Clube de Rugby de Évora. Em 1997, fundou o Clube de Rugby de Juromenha, mantendo-se desde essa data como Presidente da Direção.
Entre 2002 e 2003 foi Presidente da Direção do Juventude Sport Clube, mantendo-se ainda ligado ao emblema eborense como Vice – Presidente da Assembleia Geral. Paulo Jaleco mantém-se também ligado ao Andebol, desempenhando funções de Presidente da Assembleia Geral do Évora Andebol Clube desde 2008.
Enquanto Médico, tem colaborado com diversos clubes do distrito de Évora, em várias modalidades. Destacam-se ainda as suas participações como Médico da Volta a Portugal em Bicicleta.
Para além da sua ligação ao desporto, Paulo Jaleco tem colaborado com diversas associações da sociedade civil, tendo sido Médico dos Bombeiros Voluntários de Évora e Vice-Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Alandroal.

Évora, 28 de Março de 2013
A Comissão Política Concelhia de Évora do PSD

quarta-feira, 27 de março de 2013

InAlentejo assina amanhã contratos no valor de 2,2 milhões de euros com entidades e associações culturais da região

O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja é a entidade mais apoiada, para a realização do Festival Terras Sem Sombra, no valor de 430 mil euros.

A Autoridade de Gestão do INALENTEJO vai assinar amanhã um conjunto de contratos de financiamento de projectos promovidos pela Direcção Regional da Cultura do Alentejo e Entidades Associativas Regionais que prosseguem fins culturais (Colecção B - Associação Cultural, CENDREV, Fundação Eugénio de Almeida e Pé de Xumbo), bem como pelo Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja, no valor de 2,25 Milhões de investimento total e um apoio comunitário FEDER de cerca de 1,3 Milhões de euros, de projectos de investimento aprovados no âmbito do Regulamento Específico do ‘Património Cultural’. 
Refira-se que o Regulamento Específico do Património Cultural visa a melhoria das condições de salvaguarda, valorização e de animação do património cultural (imóvel, móvel, imaterial e oral) numa perspectiva de transmissão para o futuro dos bens culturais, de forma a manter a sua existência e assegurar a sua fruição com respeito pela sua identidade específica, nela considerando os valores de originalidade aliados aos da respectiva integridade patrimonial. 
A assinatura destes contratos vai realizar-se no dia 28 de Março, pelas 11,00 horas, no Salão Nobre da CCDR Alentejo, em Évora. 
No âmbito da Promoção e Capacitação Institucional e Património Cultural, são as seguintes as entidades beneficiários e os respectivos projectos de investimento: 

CENDREV-Centro Dramático de Évora: Bonecos de Santo Aleixo – Um património a preservar, com um investimento total de 404 mil euros e um co-financiamento FEDER de 304 mil euros.
Colecção B, Associação Cultural: Escrita na Paisagem 2013, com um investimento total de 103 mil euros e um co-financiamento FEDER de 72 mil euros. 
Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja: Terras sem Sombra, com um investimento total de 505 mil euros e um co-financiamento FEDER de 430 mil euros. 
Direcção-Regional da Cultura do Alentejo- Castelo de Belver – Estratégia de Interpretação e Comunicação, com um investimento total de 75 mil euros e um co-financiamento FEDER de 64 mil euros. 
Fundação Eugénio de Almeida, Fórum Eugénio de Almeida – programação 2013-2014, com um investimento total de 282 mil euros e um co-financiamento FEDER de 198 mil euros; 
Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora – consolidação e valorização, com um investimento total de 196 mil euros e um co-financiamento FEDER de 137 mil euros; 
Pé de Xumbo, Associação para a Promoção da Música e Dança, Andanças, com um investimento total de 684 mil euros e um co-financiamento FEDER de 102 mil euros. 
(nota de imprensa)

terça-feira, 26 de março de 2013

Dia do Teatro: esta quarta-feira em Évora

Amanhã é Dia Mundial do Teatro


Mensagem do Dia Mundial do Teatro escrita por Dario Fo:

Há uns anos atrás, o PODER, no máximo da sua intolerância, escorraçou os artistas dos seus países. Hoje em dia, os atores e as companhias sofrem com a dificuldade de encontrar espaços, teatros e público; tudo por conta da crise. Os governantes já não se preocupam em controlar quem os cita com ironia e sarcasmo, uma vez que os atores não têm espaços nem publico que os veja. Contrariamente ao que acontece hoje, no período da Renascença em Itália, os governantes tiveram enormes dificuldades em controlar os atores e comediantes que conseguiam mobilizar a sociedade para assistirem aos seus espetáculos. É sabido que o grande êxodo dos comediantes aconteceu no século da Contra-Reforma, quando foi decretado o desmantelamento de todos os espaços teatrais, especialmente em Roma, por serem acusados de desrespeito à cidade santa. O Papa Inocêncio XII, pressionado pela ala mais conservadora da burguesia e dos altos representantes do clero, ordenou em 1697 o encerramento do Teatro de Tordinona por se considerar que, neste local, diziam os mais moralistas, se faziam espetáculos considerados obscenos. Na época da Contra-Reforma, o Cardeal Charles Borromée, no norte de Itália, divulgou a consagração da redenção das “crianças milanesas” estabelecendo uma clara distinção dos nascidos na arte, como expressão máxima de educação espiritual, e o teatro, manifestação de profanação e leviandade. Numa carta endereçada aos seus colaboradores, que cito de memória, o Cardeal Charles Borromée exprime-se mais ou menos nos seguintes termos: “Nós que estamos empenhados em exterminar a planta maligna, tentaremos, lançando fogo aos textos e discursos infames, fazer com que estes se apaguem da memória dos homens, do mesmo modo que perseguiremos todos aqueles que teimem em divulgar os textos impressos. Sabemos que, enquanto nós dormirmos, o diabo estará atento, com atenção redobrada. Então, o que será mais premente, o que os olhos vêem ou o que se pode ler nos livros? O que será mais devastador para as mentes dos adolescentes e crianças, a palavra proferida com gestos apropriados, ou a palavra morta, impressa nos livros? É urgente expulsar das nossas cidades as gentes do teatro, tal como já fizemos com os espíritos indesejáveis”.
Logo, a única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas que estão contra nós, e sobretudo contra os jovens que querem aprender a arte do Teatro: só assim nascerá uma nova geração de comediantes que aproveitará desta nossa experiência e dela tirará benefícios inimagináveis na procura de novas formas de representação.


Dario Fo

Tradução:
Margarida Saraiva
Escola Superior de Teatro e Cinema

segunda-feira, 25 de março de 2013

Lopes Guerreiro é candidato à Câmara de Beja pelo movimento de independentes



O movimento independente e plural “Por Beja com todos” reuniu recentemente o seu Plenário de Aderentes (o mais participado de todos) e decidiu:

1 – Confirmar a decisão (tomada no Plenário de 19 de Janeiro) de apresentar candidaturas aos órgãos autárquicos do concelho de Beja nas próximas eleições.
Na base da decisão estiveram os seguintes factores: 
- as opiniões unânimes dos aderentes ao movimento nesse sentido, manifestadas no plenário;
- a disponibilidade dos aderentes em participarem activamente e de acordo com as suas disponibilidades no processo;
- o estar em curso a construção de um projecto alternativo e independente para a cidade e para o concelho;
- por se entender que o movimento “Por Beja com todos”, sendo  um espaço de participação aberto a todos e alternativo aos partidos políticos, é fundamental para se ambicionar um concelho mais activo, participativo e amigo das pessoas, das empresas e do ambiente;

2 – Reforçar a Comissão Dinamizadora com novos membros, que se disponibilizaram para o efeito, com o propósito de trabalharem activamente no processo eleitoral;

3 – Escolher, por unanimidade e proposta de Maria Angelina Soares, José Lopes Guerreiro para encabeçar a lista de candidatos à Câmara Municipal de Beja, cuja apresentação pública terá lugar no mês de Abril, em data a indicar.



Algumas das funções e actividades exercidas pelo candidato:

José Lopes Guerreiro tem 59 anos, é natural de Selmes e reside no Penedo Gordo. É assessor da direcção da ACOS e director da EXPOBEJA (desde 2003).
Lopes Guerreiro foi militante do PCP (1975/2011), vereador (2002/2005) e presidente (1994/2001) da Câmara Municipal de Alvito; vereador – substituto do presidente da Câmara Municipal de Beja (l983/1993); presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Beja (1983/1991); presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios do Distrito de Beja (1989/1994); presidente da Comissão Instaladora e primeiro presidente da Região de Turismo da Planície Dourada (1993); presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios do Alentejo Central (AMCAL) (1998/2002). Foi também membro de Unidades de Gestão dos Fundos Comunitários para o Alentejo; membro do CEBA – Conselho Económico do Baixo Alentejo; presidente da NOVALVITO. E foi ainda professor provisório do ensino preparatório (1974/1975), guarda-livros (1977/1982), Organizador Executivo da RuralBeja (2002/2008) e Sócio-Gerente da Estud@lentejo.

A Comissão Dinamizadora (nota de imprensa)

Que chatice! Afinal os novos blindados da GNR não faziam falta!



A criminalidade violenta e grave desceu 7,8 por cento, em 2012, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2012, hoje apresentado em Lisboa.
O mesmo documento, que apresenta os principais resultados da criminalidade e atividade das forças e serviços de segurança em 2012, refere que as participações à PSP, GNR e Polícia Judiciária desceram 2,3 por cento.
Estes dados foram hoje apresentados no final de uma reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Em conferência de imprensa, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, afirmou que a criminalidade violenta e grave registou em 2012 o segundo melhor valor da última década.
“Portugal é um país seguro, quer no contexto europeu, quer mundial”, disse, sublinhando que pelo quarto ano consecutivo registou-se uma descida da criminalidade.
O RASI do ano passado, que só vai ser disponibilizado na íntegra quando for entregue na Assembleia da República, até ao final da semana, inclui nove novos tipos de furtos, como o furto de metais não preciosos.
Segundo os dados divulgados, no ano passado registaram-se 15.172 furtos de metais não preciosos.
Antero Luís garantiu que a introdução de novos furtos “não vai alterar em nada a comparação” com os relatórios de segurança interna anteriores.
O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna adiantou que há atualmente uma “preocupação” relacionada com a criminalidade itinerante, que é composta por grupos que circulam pela Europa e cometem crimes. (LUSA)

Évora: esclarecimentos sobre a lei do arrendamento


Informa a Câmara Municipal de Évora que até ao próximo dia 27 de Março estão abertas inscrições para a sessão de esclarecimento sobre a lei do arrendamento.
A Câmara Municipal de Évora está a organizar, em conjunto com a DECO e Conselho Local de Ação Social de Évora, uma sessão de esclarecimento público sobre a Lei do Arrendamento. 
Esta sessão, aberta a toda a população, decorre no dia 2 de abril, entre as 10h00 e as 12h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. 
Os interessados em participar podem inscrever-se até ao próximo dia 27 através do email: carlamariahenriques@cm-evora.pt ou do telefone 266 777 000 - Gabinete Évora, Cidade Educadora/Câmara Municipal de Évora

O belga Jasper Stuyven venceu a Volta ao Alentejo em Bicicleta



Com pouco eco na comunicação social e já sem os pergaminhos de outros tempos, a  31ª Volta ao Alentejo em Bicicleta terminou ontem em Santiago do Cacém. 
Ao fim de cinco dias de competição, a tradição manteve-se e a “Alentejana” soma um novo vencedor.
O jovem belga Jasper Stuyven (Bontrager Cycling Team) é o trigésimo primeiro corredor a inscrever o nome numa prova de grandes tradições em Portugal organizada pela PAD e a CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. Os amantes do ciclismo tiveram ainda a oportunidade de assistir, neste último dia de prova, a mais uma vitória lusa em etapa. António Carvalho, da equipa LA Alumínios/Antarte, foi o mais forte na chegada a Santiago do Cacém, ao fim de 135,4km realizados em circuito com início em Vila Nova de Santo André.

domingo, 24 de março de 2013

PS/Évora: Melgão candidata-se a candidato à Câmara


O vice-presidente da Câmara de Évora, Manuel Melgão (PS), formalizou a candidatura para liderar a lista do partido ao município nas autárquicas deste ano, recolhendo o apoio da maioria dos membros da concelhia, revelaram hoje à Lusa fontes partidárias.
A Câmara de Évora é presidida pelo socialista José Ernesto Oliveira, que está a cumprir o seu terceiro e último mandato, sendo o atual executivo composto por três eleitos do PS, três da CDU e um do PSD.
Contactado hoje pela agência Lusa, Manuel Melgão, de 55 anos, confirmou ter formalizado junto da concelhia do partido o processo de candidatura para encabeçar a lista do PS a este emblemático município alentejano.
Manuel Melgão indicou que a sua candidatura vai seguir os "trâmites internos" até ser aprovada pelos órgãos do partido.
O presidente da comissão política concelhia de Évora do PS, Francisco Costa, adiantou hoje à Lusa que a candidatura de Manuel Melgão foi a única formalizada até hoje e que o processo interno deverá ser concluído até 09 de abril.
As fontes partidárias contactadas pela Lusa avançaram que a candidatura de Manuel Melgão é apoiada por mais de dois terços dos membros da concelhia.
Antigo delegado regional do Instituto Português da Juventude (IPJ), Manuel Melgão, que também já liderou a concelhia socialista, é vereador da Câmara de Évora desde 2005.
A cumprir o seu terceiro e último mandato à frente da autarquia, devido à Lei da Limitação de Mandatos, José Ernesto Oliveira, de 60 anos, já anunciou que vai abandonar a vida política ativa, depois de se considerar um "político realizado". (LUSA)

Candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural da Humanidade já foi entregue à UNESCO


A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade seguiu na passada sexta-feira em correio diplomático para a sede da UNESCO, soube o acincotons através do antropólogo Paulo Lima, que integra a Comissão Científica da Candidatura.
Esta candidatura esteve para ser entregue à UNESCO há um ano atrás, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu, na altura, adiar para 2013, por considerar que o processo não reunia condições para ser aceite.
Agora, com a candidatura já entregue na UNESCO, irão decorrer ainda "cerca de ano e meio, dois anos" até que haja uma decisão sobre a classificação, disse Paulo Lima.
O silêncio que envolveu a entrega da candidatura este ano, por parte da Comissão Nacional, terá tido como objectivo evitar "mais ruído" em torno de um processo que, há um ano, desencadeou diversas opiniões contraditórias e que terminou, como já foi dito, pela não entrega da candidatura no prazo inicialmente previsto.

"País de gestores" ou um apelo para ver para lá da imagem, do marketing e da superficialidade


"(...) O nosso problema hoje é a falta de doutores e sermos um país de gestores. As últimas gerações no poder são gerações de gestores, são conhecedores de vazios e chavões, são obcecados da palavra inovação e nada inovam nem inventam, a maior parte formados nessas universidades de cursos rápidos que aproveitaram as tais oportunidades de mercado – um mercado de ascensões sociais aceleradas – para vender um saber vulgarizado, agora abastardado ao ponto a que chegámos de se produzir iliteracia em ambiente universitário, todo ele muitos eventos e performativo.
O problema hoje é que somos um país de gestores e de engenheiros rápidos (mesmo aos doutores o que se pede é que sejam gestores) pessoas incapazes de uma visão política culturalmente informada, incapazes de perceber o mundo para além do seu horizonte salarial e tráficos possíveis alcandorados na posição política. A política é uma forma de capitalizar. (...)"
 Fernando Mora Ramos aqui

sábado, 23 de março de 2013

Ainda a propósito de "A comissão municipal de arte: extinguir por supérflua"


Um post assinado neste blogue há alguns dias por José Frota sobre a Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património de Évora deu animada discussão e polémica. Que, pelos vistos, continua. Ainda há algumas horas atrás Joaquim Palminha da Silva publicava no maisévora um post sobre o mesmo tema. Está relançado o debate?
Escreve Palminha da Silva: 
"[O que se segue, pretende clarificar o que parece menos claro ou francamente confuso, nos textos redigidos por cidadão devidamente identificado no “blogue” «A cinco tons»]
        
            Após as eleições de 2001, já sob gestão autárquica do Partido Socialista, reuniu pela 1ª vez em 19/9/2002, a «Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património» (CMAADP).

            Recorde-se que a anterior CMAADP (sob a gestão autárquica da CDU, até ao ano 2000) viveu algumas atribulações. Todavia, as actuais (2010-2013) agressões e desatenções face ao património pelo executivo municipal do PS, fazem com que pareçam ninharias sem importância o que se passou há mais de uma década".

A Estátua da Reforma Agrária

No dia de ontem o Museu de Évora alargou a sua área de exposições em consequência do aproveitamento de um piso subterrâneo,libertado por via das obras da requalificação do edifício. Ali vai ficar de forma permanente o núcleo de arqueologia, composto em grande parte pela Colecção Cenáculo e diversas peças avulsas resultantes de escavações realizadas ou provenientes de colecções de particulares. No total o mesmo reunirá peças representativas de um arco temporal que vai de 3.000 a.c. até século XV . «Algumas delas são fantásticas» declarou ao "Diário do Sul" o director do Museu António Miguel Alegria. Uma delas é a estátua romana de bronze descoberta em S.Manços nos anos 70 por trabalhadores da Reforma Agrária. Jornal e Alegria congratularam-se, com razão, pela integração da estátua naquele local mas esqueceram-se (?) de dizer que os trabalhadores não foram apenas os seus achadores mas também os grandes responsáveis pelo seu depósito no Museu de Évora. De facto os dirigentes da UCP de S.Manços encontraram acidentalmente a estátua, representando um jovem masculino, nu e de pé, no decurso do ano de 1976 quando procediam à execução de trabalhos agrícolas na Herdade das Oliveiras e Carvalho. Cientes de que ali poderia estar um objecto de valor artístico-patrimonial mostraram-no a diversos entendidos na matéria, Túlio Espanca incluído, os quais confirmaram a elevada importância do achado. Quando em finais de 1988 Cavaco Silva dá início ao processo de desmantelamento da Reforma Agrária, o facto foi aproveitado pelo Secretário de Estado da Cultura, Pedro Santana Lopes, para exigir a entrega da estátua ao Estado. Os trabalhadores não acataram a ordem argumentando que mais nenhum alentejano a veria. Seguiram-se novas diligências da SEC para que a entrega se concretizasse mas em vão. Entretanto a posição assumida pelos trabalhadores contava com o apoio da população e de diversas individuais ligadas à defesa do património cultural alentejano. Santana Lopes insistia dizendo que a peça precisava de ser restaurada e tratada e isso só em Lisboa podia ser efectuado. Num esforço de apropriação da peça a POLÍCIA JUDICIÁRIA vasculhou minuciosamente toda a herdade mas não a encontrou. Só depois de um compromisso escrito e assinado pelo Instituto do Património Cultural de a entregar ao Museu de Évora após o restauro, os trabalhadores da UCP aceitaram libertar a estátua. Não fosse a sua determinação teria ficado em qualquer museu da capital como tantas obras de arte retiradas durante os últimos dois séculos do distrito de Évora. Para que conste. 
 
José Frota

A Defesa de João Honrado no Tribunal Plenário de Lisboa

Esboço de João Honrado feito pelo pintor Júlio Pomar, quando ambos estavam presos em Caxias, a 11/5/1947 (desenho inédito cedido por João Honrado ao "Imenso Sul" para publicação)

João Honrado, que ontem morreu em Beja, era um exemplo raro de combatente antifascista e de revolucionário. Militante do PCP - e apesar de toda a sua entrega  e dedicação ao seu partido de sempre - era duma grande tolerância e amizade para todos que com ele conviviam. Durante uma fase da revista "Imenso Sul" - em que eu, a Dores Correia e o Paulo Nobre estivemos como cooperantes e jornalistas, e o Lopes Guerreiro como cronista - e em que tínhamos a sede em Beja, o João Honrado era presença diária na redacção da revista (ele considerava-se também um jornalista e toda a vida esteve ligado a projectos de jornais - fosse na clandestinidade ou na legalidade), muitas vezes levando um pequeno farnel ou uma garrafa de vinho que, conjuntamente com o José Luís Jones e, às vezes, o Pedro Ferro e quem mais aparecesse, partilhávamos em  conversas animadas de fim de tarde. Foi por essa altura, em finais de 1998, no número 16 da revista, que Paulo Barriga traçou, num artigo, o "retrato" do João Honrado, retrato esse que serviu de introdução à publicação, nesse mesmo número, da Defesa que João Honrado fez quando foi julgado em tribunal plenário pelo fascismo em 1963. Escreve Paulo Barriga que o texto "chegou-nos às mãos em seis páginas dactilografadas. Mas a sua versão primeira, a que foi grafada numa cela comum do estabelecimento prisional de Caxias, foi longamente aconchegada em mortalhas de tabaco de enrolar".
São esses dois textos, digitalizados, que disponibilizamos aos leitores do acincotons, em homenagem ao João Honrado. Um amigo e companheiro de muitas lides.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Morreu João Honrado


Morreu esta sexta-feira, no Hospital de Beja, João Honrado, conhecido militante comunista. Natural de Ferreira do Alentejo, João Honrado desde muito cedo ingressou no PCP. Esteve na clandestinidade durante vários anos, foi preso e, após o 25 de Abril, foi um dos intervenientes no processo de compra e recuperação do "Diário do Alentejo" por parte da Associação de Municípios de Beja. 
O corpo deste amigo e companheiro de todos os que fazemos o "acincotons", para além das ideologias, será cremado amanhã em Ferreira do Alentejo. À família enlutada as nossas condolências, especialmente à Alice.
Actualização: O corpo de João Honrado poderá ser velado esta noite na Casa Mortuária, junto ao Cemitério de Beja. O funeral sairá amanhã pelas 15 horas para o crematório de Ferreira do Alentejo.

O que é que isto tem a ver com a conversa que para aqui vai?

Proponho que olhemos a arte enquanto vanguarda.

Numa cidade como Évora, onde o passado, a história e a memória assumem um papel tão relevante, é interessante observar que, simultâneamente, a arte e os artistas foram e continuam a ser, mais ou menos acolhidos, mas em qualquer caso reconhecidos como parte construtora do tecido social, cultural, político e económico que somos.
Ora, para a arte o público é por demais importante. Bourriaud diz por exemplo que “ o interlocutor é normalmente trazido para dentro do próprio processo de produção do trabalho, por meio de uma chamada telefónica, um anúncio ou um encontro inesperado. O significado do trabalho emerge do movimento que liga os anúncios colocados pelo artista como também a colaboração entre indivíduos dentro do espaço expositivo”.
Parece-me ser possível dizer que o mesmo acontece para lá do espaço expositivo, ou seja,no espaço público também o significado do trabalho produzido emerge do movimento que liga os que para ele contribuem.
Bourriaud cita Karl Marx para dizer que “a realidade não é nada menos do que o resultado do que fazemos juntos”. Se todos os que habitam a cidade (incluindo em todos os artistas, os políticos, os bloguers, os cidadãos entre outras categorias) tivéssemos consciência da dimensão deste facto contribuiríamos certamente com maior cuidado e qualidade para “o resultado do que fazemos juntos”.

Totogoverno


E voltaram as apostas. Uma parte acha que o governo é para continuar. Outros acham que se demite. Outros que a coligação vai ao ar. Outros que Cavaco vai intervir. Outros ainda apontam a coincidência de Sócrates vir fazer comentários na televisão. Está aberta a corrida às apostas e ao comentário político. Mais um exemplo de que cada português é, em potência, um treinador de bancada e um analista de café.

A decorrer em Évora: II Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais



22 março 2013 – local: Edifício da ex-Direção Geral da Administração Escolar (frente à Unidade de Saúde Familiar Portas de Avis)
11h30 - Professor Francisco Louçã (Instituto Superior de Economia e Gestão)
"Avaliação da Troika e a crise em Portugal"

Desde ontem e até domingo em Évora, outros temas em destaque no ENERI:
Workshop - Direitos Humanos (Évora Jovem e SEIES)
Imigração; Crenças e Religião; Segurança e Privacidade.

Professor Armando Guedes (Universidade Nova de Lisboa)
"O deslassamento da situação securitária no Atlântico Sul: actores internos e externos, os últimos anos"

Professor Marco António Martins (Universidade de Évora)
"BRICS: De um sonho a uma realidade"

Victor Lopes Gil (Embaixada portuguesa em Paris)
"Migrações Internacionais - As Novas Migrações"

Professor Manuel Branco (Universidade de Évora)
"Tomará a Europa a sérios os direitos económicos e sociais?"

Alexandre Carriço (Instituto Defesa Nacional)
"Desafios à Segurança e Defesa da República Popular da China"

Dr. Jonathan Boyd (Universidade de Reading - Reino Unido)
"Recent developments of International Relations in the United Kingdom"

Lopes Guerreiro avança pelo Movimento de Independentes em Beja?


Lopes Guerreiro deverá ser o cabeça de lista do movimento de independentes "por Beja com todos" à Câmara de Beja. Como sei? Uma mensagem deixada há momentos no facebook diz tudo: "Há dias em que são tomadas decisões com grandes implicações nas nossas vidas, que suscitam sentimentos ambíguos e mesmo contraditórios. Ontem foi um desses dias. O sentido do dever, o sentimento de pertença, a convicção na participação e na cidadania activa, a vontade de contribuir para um melhor futuro colectivo levaram-me a aceitar um novo desafio". (aqui)

Poema sem segundas leituras


COMPRA DE FAVORES

era tão má
a sua poesia
que conseguia apoios
junto de entidades

sob ameaça
de incluir
na ficha técnica dos livros

os seus nomes
como
patrocinadores

António Saias (facebook)

quinta-feira, 21 de março de 2013

PSD Évora reune na próxima semana para falar de "autárquicas"

"Ao abrigo do disposto nos Estatutos Nacionais do Partido Social Democrata, convoco a Assembleia de Secção de Évora, para reunir, no próximo dia 27 de Março de 2013 (quarta-feira), pelas 21h30m, na sede Distrital do PSD, sita na Rua Cândido dos Reis n. 48, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Autárquicas 2013
...
O Presidente da Mesa da Assembleia de Secção de Évora
José Joaquim Palma Rita
"

Dia Mundial da Poesia: não é tempo de tratar de poéticas agora



NÃO, NÃO, NÃO SUBSCREVO...

Não, não, não subscrevo, não assino
que a pouco e pouco tudo volte ao de antes,
como se golpes, contra-golpes, intentonas
(ou inventonas - armadilhas postas
da esquerda prá direita ou desta para aquela)
não fossem mais que preparar caminho
a parlamentos e governos que
irão secretamente pôr ramos de cravos
e não de rosas fatimosas mas de cravos
na tumba do profeta em Santa Comba,
enquanto pra salvar-se a inconomia
os empresários (ai que lindo termo,
com tudo o que de teatro nele soa)
irão voltar testas de ferro do
capitalismo que se usou de Portugal
para mão-de-obra barata dentro ou fora.
Tiveram todos culpa no chegar-se a isto:
infantilmente doentes de esquerdismo
e como sempre lendo nas cartilhas
que escritas fedem doutras realidades,
incompetentes competiram em
forçar revoluções, tomar poderes e tudo
numa ânsia de cadeiras, microfones,
a terra do vizinho, a casa dos ausentes,
e em moer do povo a paciência e os olhos
num exibir-se de redondas mesas
em televisas barbas de falácia imensa.
E todos eram povo e em nome del' falavam,
ou escreviam intragáveis prosas
em que o calão barato e as ideias caras
se misturavam sem clareza alguma
(no fim das contas estilo Estado Novo
apenas traduzido num calão de insulto
ao gosto e à inteligência dos ouvintes-povo).
Prendeu-se gente a todos os pretextos,
conforme o vento, a raiva ou a denúncia,
ou simplesmente (ó manes de outro tempo)
o abocanhar patriótico dos tachos.
Paralisou-se a vida do pais no engano
de que os trabalhadores não devem trabalhar
senão em agitar-se em demandar salários
a que tinham direito mas sem que
houvesse produção com que pagá-los.
Até que um dia, à beira de uma guerra
civil (palavra cómica pois que
do lume os militares seriam quem tirava
para os civis a castanhinha assada),
tudo sumiu num aborto caricato
em que quase sem sangue ou risco de infecção
parteiras clandestinas apararam
no balde da cozinha um feto inexistente:
traindo-se uns aos outros ninguém tinha
(ó machos da porrada e do cacete)
realmente posto o membro na barriga
da pátria em perna aberta e lá deixado
semente que pegasse (o tempo todo
haviam-se exibido eufóricos de nus,
às Áfricas e às Europas de Oeste e Leste).
A isto se chegou. Foi criminoso?
Nem sequer isso, ou mais do que isso um guião
do filme que as direitas desejavam,
em que como num jogo de xadrez a esquerda
iria dando passo a passo as peças todas.
É tarde e não adianta que se diga ainda
(como antes já se disse) que o povo resistiu
a ser iluminado, esclarecido, e feito
a enfiar contente a roupa já talhada.
Se muita gente reagiu violenta
(com as direitas assoprando as brasas)
é porque as lutas intestinas (termo
extremamente adequado ao caso)
dos esquerdismos competindo o permitiram.
Também não vale a pena que se lave
a roupa suja em público: já houve
suficiente lavar que todavia
(curioso ponto) nunca mostrou inteira
quanta camisa à Salazar ou cueca de Caetano
usada foi por tanto entusiasta,
devotamente adepto de continuar ao sol
(há conversões honestas, sim, ai quantos santos
não foram antes grandes pecadores).
E que fazer agora? Choro e lágrimas?
Meter avestruzmente a cabeça na areia?
Pactuar na supremíssima conversa
de conciliar a casa lusitana,
com todos aos beijinhos e aos abraços?
Ir ao jantar de gala em que o Caetano,
o Spínola, o Vasco, o OteIo e os outros,
hão-de tocar seus copos de champanhe?
Ir já fazendo a mala para exílios?
Ou preparar uma bagagem mínima
para voltar a ser-se clandestino usando
a técnica do mártir (tão trágica porque
permite a demissão de agir-se à luz do mundo,
e de intervir directamente em tudo)?
Mas como é clandestina tanta gente
que toda a gente sabe quem já seja?
Só há uma saída: a confissão
(honesta ou calculada) de que erraram todos,
e o esforço de mostrar ao povo (que
mais assustaram que educaram sempre)
quão tudo perde se vos perde a vós.
Revolução havia que fazer.
Conquistas há que não pode deixar-se
que se dissolvam no ar tecnocrata
do oportunismo à espreita de eleições.
Pode bem ser que a esquerda ainda as ganhe,
ou pode ser que as perca. Em qualquer caso,
que ao povo seja dito de uma vez
como nas suas mãos o seu destino está
e não no das sereias bem cantantes
(desde a mais alta antiguidade é conhecido
que essas senhoras são reaccionárias,
com profissão de atrair ao naufrágio
o navegante intrépido). Que a esquerda
nem grite, que está rouca, nem invente
as serenatas para que não tem jeito.
Mas firme avance, e reate os laços rotos
entre ela mesma e o povo (que não é
aqueles milhares de fiéis que se transportam
de camioneta de um lugar pró outro).
Democracia é isso: uma arte do diálogo
mesmo entre surdos. Socialismo a força
em que a democracia se realiza.
Há muito socialismo: a gente sabe,
e quem mais goste de uns que dos outros.
É tarde já para tratar do caso: agora
importa uma só coisa - defender
uma revolução que ainda não houve,
como as conquistas que chegou a haver
(mas ajustando-as francamente à lei
de uma equidade justa, rechaçando
o quanto de loucuras se incitaram
em nome de um poder que ninguém tinha).
E vamos ao que importa: refazer
um Portugal possível em que o povo
realmente mande sem que o só manejem,
e sem que a escravidão volte à socapa
entre a delícia de pagar uma hipoteca
da casa nunca nossa e o prazer
de ter um frigorifico e automóveis dois.
Ah, povo, povo, quanto te enganaram
sonhando os sonhos que desaprenderas!
E quanto te assustaram uns e outros,
com esses sonhos e com o medo deles!
E vós, políticos de ouro de lei ou borra,
guardai no bolso imagens de outras Franças,
ou de Germânias, Rússias, Cubas, outras Chinas,
ou de Estados Unidos que não crêem
que latinada hispânica mereça
mais que caudilhos com contas na Suíça.
Tomai nas vossas mãos o Portugal que tendes
tão dividido entre si mesmo. Adiante.
Com tacto e com fineza. E com esperança.
E com um perdão que há que pedir ao povo.
E vós, ó militares, para o quartel
(sem que, no entanto, vos deixeis purgar
ao ponto de não serdes o que deveis ser:
garantes de uma ordem democrática
em que a direita não consiga nunca
ditar uma ordem sem democracia).
E tu, canção-mensagem, vai e diz
o que disseste a quem quiser ouvir-te.
E se os puristas da poesia te acusarem
de seres discursiva e não galante
em graças de invenção e de linguagem,
manda-os àquela parte. Não é tempo
para tratar de poéticas agora.

Jorge de Sena
(Fev. 1976)

Évora: Dia Mundial da Poesia comemorado no Palácio D. Manuel às 18 horas


A Câmara Municipal de Évora assinala o Dia Mundial da Poesia hoje, dia 21 de março, promovendo um encontro com o poeta Luís Filipe Maçarico, no Palácio de D. Manuel, pelas 18 horas.Na sessão será declamada poesia, por adultos e jovens eborenses, da autoria de poetas portugueses, e também será assinado um protocolo de doação do espólio de Luís Filipe Maçarico à Câmara Municipal de Évora.
O evento é de entrada livre e é organizado pelo Núcleo de Documentação, da Divisão de Centro Histórico, Património, Cultura e Turismo, e pela Divisão de Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Évora.
Texto de Luís Filipe Maçarico sobre Évora aqui.

E se não for no conselho de justiça pode sempre ser num centro de trabalho ao pé de si.

(clique para aumentar)
elias, o sem abrigo. A.Fernandes/JN

Évora: programa para hoje, sexta e sábado na SOIR


É já esta quinta-feira que continua a IX edição do Março Mês do Teatro na SOIR. Desta feita com a prata da casa com o espectáculo “Criaturas de deus” pelo grupo cénico da SOIR Joaquim António D’Aguiar, hoje, quinta-feira ás 21:30h. Quem ainda não teve oportunidade de assistir ou pretende rever mais esta produção da SOIR, pode reservar os seus bilhetes em soir_jaa@hotmail.com ou pelo 266703137.
No dia 22, sexta-feira, e inserido no Mês da Juventude teremos um Espetáculo de musica da Guiné Bissau com Mamadu Baio (na foto) e Super Camarimba às 22h.
E para o fim de semana ficar recheado de cultura no dia 23, sábado, teremos mais um espectáculo de teatro pelo grupo plebeus Alvitenses com a peça “A Noite” de José Saramago.
Fim de semana repleto de cultura na SOIR.

OVIBEJA 30 anos: “Está a haver grande interesse por parte dos expositores”



“Curiosamente, e sem que saibamos explicar porquê, temos este ano muito mais reserva de espaços por parte de expositores do que no ano passado”. As palavras são de Manuel Castro e Brito, presidente da Comissão Organizadora da OVIBEJA, que vai ter lugar entre 24 e 28 de Abril no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
Castro e Brito considera que o sucesso da edição deste ano da OVIBEJA poderá estar relacionado com o uso mais intenso das novas tecnologias. “Se perguntarmos às pessoas que aqui se dedicam mais à organização da feira sobre a explicação para haver mais expositores, embora haja crise, o que dizem é que há uma grande procura de informação online e que a internet desempenha já um grande papel na divulgação da OVIBEJA”, refere.
Os destaques da 30ª OVIBEJA vão para os “líquidos preciosos: a água, o azeite e o vinho”, estes dois representando fileiras importantes no desenvolvimento da região e a água com uma importância acrescida uma vez que Alqueva já está a regar vários milhares de hectares. No entanto, Castro e Brito diz temer que, apesar das promessas governamentais, “o regadio não esteja concluído em 2015, o que pode provocar perdas muito grandes para os agricultores que já instalaram pomares ou olivais e continuam à espera da água de Alqueva”.
Sobre a OVIBEJA 30 anos, Castro e Brito faz um balanço positivo do caminho percorrido até aqui e salienta que, neste ano de aniversário, o cartaz de espectáculos – um dos grandes pólos de atracção da OVIBEJA – foi particularmente cuidado com grandes concertos que vão contar com a presença de António Zambujo, Virgem Suta, Buraka Som Sistema, Xutos e Pontapés e The Gift.
A OVIBEJA recebe anualmente mais de 300 mil visitantes e cerca de um milhar de expositores.

Gabinete de Imprensa da Ovibeja"

quarta-feira, 20 de março de 2013

Alentejana de Beja é coautora de vídeo para os MUSE



Inês Freitas, natural de Beja, que frequentou o ateliê de banda desenhada da Casa da Cultura “O Toupeira”, expõe, regularmente, no Festival Internacional de BD da cidade e que já ganhou diversos prémios, foi a vencedora do passatempo que os britânicos Muse lançaram no facebook e que tinha como objectivo escolher o vídeo que melhor ilustrasse a história do seu novo single, com o nome “Animals”.

O vídeo vencedor foi criado pela dupla Inês Freitas e Miguel Mendes, que estão a estudar design e multimédia, no Instituto Politécnico de Portalegre, esteve nos cinco finalistas durante uma semana, para ser votado, e ultrapassou os 3000 votos.
Inês Freitas confidenciou à Voz da Planície que está muito satisfeita com esta vitória e que mesmo antes do vídeo ter sido anunciado como o vencedor recebeu imensos convites internacionais para fazer este tipo de trabalho com outras pessoas da área da música.
Os resultados foram anunciados no facebook dos Muse e para além dos vários convites de trabalho que já recebeu, Inês Freitas e Miguel Mendes vão receber 3000 libras e lugar no concerto em que a banda britânica vai apresentar o seu novo single, assim como o vídeo vencedor. (AQUI) e AQUI

PCP: e agora, no Alentejo, o que fazem com Pinto Sá, João Rocha, Vitor Proença...?

terça-feira, 19 de março de 2013

A partir desta quarta-feira: marionetas brasileiras no Garcia de Resende (Évora)

Jaime Azedo vai tentar manter Câmara de Portalegre nas mãos do PSD


O médico Jaime Azedo é o candidato do PSD à Câmara Municipal de Portalegre (PSD) nas eleições autárquicas deste ano, revelou hoje o próprio à agência Lusa.
“Eu vou tentar unir as diversas tendências dentro do partido e da própria cidade. Nós temos que congregar esforços no sentido de podermos fazer avançar a cidade e a região”, disse.
Jaime Azedo, de 64 anos, exerceu o cargo de presidente do conselho de administração do Hospital Distrital de Portalegre, em janeiro de 1994, acumulando as funções de diretor clínico até fevereiro de 1996, exercendo, atualmente, o cargo de presidente do Conselho Distrital de Portalegre da Ordem dos Médicos.
O clínico foi ainda presidente da Assembleia Municipal de Portalegre durante dois mandatos, entre 2001 e 2009.
“Eu acho que a cidade precisa de ser reanimada, pois está com grandes dificuldades e considero que é preciso, no sentido médico do termo, reanimar Portalegre”, defendeu.
O PSD lidera a Câmara de Portalegre há três mandatos consecutivos, tendo sido presidida por José Mata Cáceres, que renunciou ao cargo em 2011.
Desde agosto de 2011, o cargo de presidente do município de Portalegre é ocupado por Adelaide Teixeira, antiga vice-presidente da autarquia, que era apontada por diversos setores do partido como a candidata nas próximas eleições autárquicas.
O PS também já anunciou que o engenheiro civil José Pinto Leite, de 57 anos, é o candidato do partido à autarquia.(LUSA)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Câmara apaga luz de monumentos durante uma hora


Évora alia-se à Hora do Planeta no próximo dia 23 

Évora participa no evento mundial “Hora do Planeta”, agendado para o dia 23 de Março, apagando a luz entre as 20:30 e as 21:30 horas, num gesto simbólico que visa chamar a atenção da população mundial para a necessidade de defesa de um futuro sustentável no planeta. Os seguintes locais da cidade alvo desta medida serão o Templo Romano; a Catedral; a Fonte Henriquina (Praça de Giraldo); o átrio interior do edifício dos Paços do Concelho; as Muralhas e o Aqueduto. 
A Hora do Planeta é uma iniciativa criada pela WWF (www.wwf.pt ou http://earthhour.org) tendo-se celebrado pela primeira vez em 2007 na cidade de Sydney (Austrália) e vindo a adquirir maior importância de ano para ano a nível global, ao ponto de em 2012 já contar com a participação de 152 países e territórios e mais de 7000 cidades e localidades. Lisboa e outras cidades portuguesas uniram-se a esta causa pela primeira vez a partir de 2009. (informação CME)

A comissão municipal de arte: extinguir por supérflua


Perante o silêncio cúmplice mantido pela Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Salvaguarda do Património (CMAASA) em relação aos atropelos arquitectónicos cometidos pela Fundação Eugénio d’Almeida em relação à requalificação do alpendre do Museu das Carruagens e do antigo Palácio da Inquisição, neste último a justificarem mesmo a intervenção do Secretário do Estado da Cultura e da Direcção Geral do Património, julgo que não restará à Câmara de Évora outro caminho digno que não seja o de propor a sua extinção.
De facto este organismo não serve para coisa nenhuma. Tanto quanto se sabe há pelo menos um ano que não reúne embora o devesse fazer nas terceiras quintas-feiras de cada mês, na presença da maioria relativa dos seus membros. Entre várias das suas atribuições cabe-lhe a emissão de pareceres sobre os projectos de obras em espaços públicos que se situem dentro da área urbana, em especial em zonas que integrem conjuntos, edifícios ou áreas classificadas. Isto é o que consta do seu regulamento que indica que os seus pareceres são ainda meramente consultivos mas as reuniões podem ser alargadas a técnicos de reconhecidos méritos em relação a assuntos específicos.
Acontece que segundo os critérios municipais raramente há matéria a analisar neste contexto. A verdade porém é outra: é que a CMAASA está nas mãos da Igreja e só reúne quando esta está pelos ajustes. Vejamos a sua composição: um representante do Município, que preside; outro do Museu ( o actual director é um sobrinho do falecido Cónego Alegria), outro da Universidade de Évora (instituição que integra o Conselho de Administração da Fundação d’Almeida), mais um da própria FEA e outro da Arquidiocese de Évora. Sobram um representante da Direcção Regional da Cultura do Alentejo, outro do Grupo Pró-Évora, ainda um outro da Sociedade de Reabilitação Urbana “Évora Viva” (que não sei se ainda existe) e algumas personalidades convidadas pela Câmara. Daí que as ofensas ao património provocadas pela FEA sejam ignoradas pela Câmara e nem cheguem sequer à Comissão de Arte e Arqueologia. Fácil é de concluir que a mesma não serve para coisa nenhuma. E se assim é acabe-se com a dita.

José Frota (via mail)

Culturfest - Semana de Cultura sa Associação de Estudantes da Universidade de Évora começa hoje

Programa AQUI

domingo, 17 de março de 2013

Uma Questão de Cidadania


Nas legislativas de 20011, todos os partidos ditos da "governabilidade" assumiram o memorando de entendimento, assinado poucos dias antes e ainda sem tradução para português, como a base programática da sua campanha. Quando questionados acerca desse memorando, respondiam com a inevitabilidade, com os gastos desmedidos, com a famigerada vida acima das posses...
Tudo o que era defendido como alternativa, levava invariavelmente com o rótulo da irresponsabilidade, da desgraça, das falências, do desemprego. Argumentavam que uma renegociação, ou um mero reescalonamento da dívida era um absurdo, que a solução passava por cumprir o acordo, (que já vinha tarde) e tudo se resolveria, que o desemprego não aumentaria, que as funções sociais do Estado não seriam aniquiladas, que a austeridade por si só seria a mezinha milagrosa que nos tiraria de apuros.
Do que constava a dívida, nada disseram, quem a contraiu continuou no anonimato, como se poderia pagar sem produzir, silencio sepulcral.
Agora passados dois anos, a nossa situação está mil vezes pior, o desemprego aumentou para níveis inimagináveis, a despesa do Estado, apesar de todos os cortes, aumentou, estamos numa espiral recessiva, perdemos a nossa soberania, temos num país de velhos, 577 mil crianças a passar fome.
O governo finalmente confessa a sua incompetência,  os "amigos" da troika, lavam as mãos e insistem (pois pudera) no garrote usurário que nos sufoca e a saída é a cada dia que passa mais estreita, surge a violência, surgem os roubos, os jovens emigram e os velhos, abandonados à sua sorte, definham sem medicamentos nem comida, à espera que a morte os leve.
Entretanto, uns iluminados mandam as pessoas roçarem mato, apostam na esmola e continuam a lucrar com o massacre de um povo trabalhador, cumpridor das suas obrigações sociais, pacífico.
Só que a paciência tem limites. Esquecem-se os governantes que em Portugal, nenhuma mudança de regime foi pacífica, que não nenhuma transição aconteceu sem a força das armas.
Umas foram felizes, sem sangue, outras bem mais violentas...
Quando as pessoas se fartam todos sabemos como começa, ninguém prevê como vai acabar.
Se o Presidente, não fosse uma múmia comprometida, já teria feito aquilo para que foi eleito. Se o governo fosse constituído por gente a sério, já se teria demitido.
Mas não! como de costume as sanguessugas estão bem presas e só sairão à força.
Temos acima de tudo de pôr divergências de lado e agir, libertar-mo-nos deste hospital psiquiátrico.
É a maioria que tem nas mãos o poder de decidir, está na altura de pôr isso em prática.
Porque somos cidadãos antes de tudo o que nos possa dividir

sábado, 16 de março de 2013

Évora: Teatro na Sociedade Recreativa e Dramática Eborense hoje às 21,30H


“A Cantora Careca“, pelo Theatron (Montemor-o-Novo)

Espetáculo integrado no programa do 12º Encontro de Teatro de Amadores da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Antiga Mocidade).

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sábado à noite na SOIR

(clique para aumentar)

Este sábado na "é neste país"



16 de Março de 2013, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?


Susana Carvalho & Laura Bizarro


Apareçam neste país!!