quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Ó discussão que vais tão alta...."


No próximo dia 27 deste mês o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai ser palco para a exibição de um espectáculo de cante acompanhado ao piano. Participam o pianista Amilcar Vasques-Dias e os cantores Joaquim Soares e Pedro Calado. Eis o texto do convite para o espectáculo no CCB: "O cante alentejano – um modo de cantar – é originalmente música vocal a uma ou duas vozes, sem acompanhamento instrumental. Os seus intérpretes adoptam uma relação do tempo musical com a ornamentação da palavra-melodia, tendo em vista a expressividade que procura a emoção. Em CantePiano – Uma música contemporânea do Alentejo – projecto construído a partir de uma ideia do antropólogo Prof. José Rodrigues dos Santos, investigador do cante alentejano –, duas vozes de cantadores do Grupo Cantares de Évora, o ponto e o alto, são envolvidas por harmonias e timbres de fusão do piano – a “terceira voz”, qual berço original de vozes ancestrais. Amílcar Vasques-Dias, piano; Mestre Joaquim Soares, ponto; Pedro Calado, alto".

Quem parece não ter gostado desta apresentação foi o professor José Rodrigues dos Santos, que integrou o primeiro projecto musical em torno desta ideia, com Amilcar-Vasques Dias e Joaquim Soares (do Grupo Cantares de Évora e antigo presidente da MODA - Associação de Cante Alentejano) e que manifestou o seu desagrado no facebook. Rapidamente nasceu uma forte discussão, com  termos de grande agressividade, entre os três e um outro opinador (João Soares) que Rodrigues dos Santos confundiu com Joaquim Soares. É caso para dizer que "a discussão vai alta"...

José Rodrigues Dos Santos: - Não é exacto - e é desonesto - afirmar que "Cantepiano" "nasceu duma experiência musical de interpretação de modas do cancioneiro tradicional alentejano pelas vozes de dois notáveis cantores do grupo Cantares de Évora e pelo som dum piano próximo da improvisação livre", como se diz no texto do vídeo.  Dir-me-ão: inexacto? porquê e que importa? 
1. "Cantepiano" foi uma ideia minha (até o nome é da minha autoria) 
2. Trabalhámos quase quatro anos, o Amílcar e eu, antes de acontecer a forma "dois cantores tradicionais dos CdÉ". 
3. Foram centenas de horas a escolher o reportório (esse mesmo que aqui vem!), a trabalhá-lo em profundidade, tanto para as maneiras de cantar como para o próprio piano. A maior parte das peças FUI EU que as ensinei ao Amílcar, antes mesmo de colaborarmos com um desses cantores. E o estilo de interpretação É o MEU. 
3. Demos vários concertos em público (AVD, JRdS e JS), apresentando o nosso projecto comum, "Cantepiano", nomeadamente no auditório Mateus de Aranda (2 de Julho de 2009), na Culturgest em Braço de Prata (21 de maio de 2011), no Festival de Safira (25 de Junho de 2011), no Teatro Garcia de Resende (28 de Dezembro de 2011), e no Instituto Franco-Português nas "Journées d'Esthétique", (22 de Novembro de 2012). 
4. Porque é que "importa"? Porque o facto de fazer de contas que o "Cantepiano" surge agora do nada, nega o meu trabalho de ANOS, e literalmente apaga-me da foto: é um acto imoral, como faziam os estalinistas ao apagar progressivamente das fotos históricas aqueles que caíam em desgraça. 
5. Não é só "a partir duma ideia do Prof. Rodrigues dos Santos etc.", como escrevem na folha do CCB: não é só a "ideia": é um longo, difícil, trabalho, de CRIAÇÃO. Basta ouvir o que cantam estes cantores (bons, isso não está em causa), e COMO o cantam, para confirmar: é a maneira de cantar que eu criei, trabalhei, transmiti. Basta ouvir as mesmas peças pelo Grupo CdÉ antes do meu trabalho para se render à evidência. 
6. Num dado momento, há já bastante tempo atrás, EU tinha a ideia que devíamos encontrar uma segunda voz para me substituir (a fim de ultrapassar as minhas limitações enquanto intérprete. Pensava numa cantora; não foi possível. A solução agora encontrada não é a melhor (um dia explicarei porquê, sem desprimor para os dois cantores), mas não é má. 
7. NÃO ERA PRECISO APAGAR O MEU PAPEL DECISIVO (reivindico e prova-se com dezenas de gravações), para lançar uma variante do projecto. É um roubo intelectual, bem pior do que piratear um filme na net, tanto mais que NUNCA esteve em causa dinheiro: Que raio! Entre amigos? Ou "Amigos"? Só não entende quão dolorosa esta atitude e estes actos são para mim, quem não quer. JRdS 

Joaquim Soares:  Dr.José Rodrigues dos Santos é com alguma tristeza e desencanto que constacto a falta de HUMILDADE INTELECTUAL nas afirmações que acabo de ler . Não sou homem para alimentar polémicas , tal como é do vosso conhecimento . 

José Rodrigues Dos Santos: Se tem elementos factuais, ponto por ponto, conteste. Se não tem, admita. Que é o que é moralmente obrigado a fazer. 

Joaquim Soares: Estimado José Rodrigues Dos Santos não se trata de actos morais ou imorais, de elementos factuais ou de moralidades... O cante alentejano é um legado que até nós chegou (felizes de nós que perpetuamos uma identidade e uma cultura). O cante Piano é um sonho que nos acompanhou (Amílcar Vasques-Dias, José Rodrigues Dos Santos e Joaquim Soares) ao longo destes anos, nos quais abdicamos e sacrificamos o nosso quotidiano em prol deste sonho. Não se destroem sonhos alguns não se concretizam...e estou crente que é disto que se trata... Pois bem, o cante alentejano está na alma e é de lá que se canta, sem protagonismos, demagogias, sem esperar algo, oferecendo a alma a quem nos ouve... Este é o caminho que sempre percorri na vida e que tive a felicidade de reunir no grupo de Cantares de Évora e em todos os seus elementos, perpetuando não só o cancioneiro geral mas acima de tudo a cultura alentejana na sua plenitude, como é do seu conhecimento e gosto. Só com esta atitude foi e é possível passar do sonho á realidade, o Cante Piano e tanto outros projectos já realizados e ainda por realizar... O Grupo de Cantares de Évora e o Mestre Joaquim Soares terão sempre a porta aberta para receber todos aqueles que sentem na alma o Cante e a cultura alentejana, independentemente da sua origem e estatuto, só assim é possível existir futuro na cultura que tanto estimamos. Teremos muito gosto em receber o calor das suas palmas no próximo dia 27 de Fevereiro de 2013 no CCB sendo um claro sinal da concretização deste sonho... o sonho comanda a vida, a ambição desmedida destrói... 

Amílcar Vasques-Dias: "Presunção e água benta cada um toma a que quer"! Acho que o sr. Professor está a beber água demais... Mas o Professor José Rodrigues dos Santos tem razão... Só ele, ele... e ele é quem sabe, só ele sabe qual "a melhor solução", só ele é que é autor, ele é que ensinou, ele é que teve "ideias", ornamentou, improvisou, criou, e até parece que organizou concertos (excepto o da "Culturgest em Braço de Prata" que não sei onde raio fica...). Só não fala da qualidade das suas prestações vocais nos ditos concertos...! Só faltou dizer que ensinou o cante ao Joaquim Soares e a mim a tocar piano... "E o estilo de interpretação É o MEU"...! Mas o sr. Professor não se enxerga...!? Que arrogância pateta! Basta-me de chatos! 

José Rodrigues Dos Santos: Ao Joaquim Soares nunca nunca neguei sabedoria e qualidade e não será hoje que o faço. Disse muitas vezes em público e em privado que aprendi muito com ele, e mantenho. Isso não está em causa. Ao Amílcar Vasques-Dias, sempre reconheci nele um grande músico, defendi-o a ele e à sua música e reconheço o muito que com ele aprendi. Note-se que parece muito mais difícil para um como para o outro reconhecer que algo aprenderam comigo: nada, por isso desapareço sem deixar rasto! Ora para mim, reconhecer o que aprendi com um e com o outro não só não me custa nem me diminui, como é um tributo que pago (sempre paguei) com gosto, tanto a eles como aos outros mestres e cantadores do Cante. Não é nada disso que está em causa, repito. O que está em causa são factos e maneiras de se comportar. Nenhuma das afirmações que faço em sete pontos foi substancialmente desmentida. Pelo contrário, temos uma primeira confirmação, quando o Joaquim Soares escreve "O cante Piano é um sonho que nos acompanhou (Amílcar Vasques-Dias, José Rodrigues Dos Santos e Joaquim Soares) ao longo destes anos, nos quais abdicamos e sacrificamos o nosso quotidiano em prol deste sonho." Pois: NÃO "nasceu do encontro de 2 cantores dos cantares de Évora com o piano, etc.". Não: nasceu antes, e como JS diz. E até antes de eu ter ido convidar o Joaquim Soares para vir trabalhar connosco. Quanto ao que escreve o Amílcar VD, lamento a má fé que se exprime em vez de factos ou de desmentido de factos. Nunca disse que "só [ele] sabe qual "a melhor solução", só ele é que é autor, ele é que ensinou, ele é que teve "ideias", ornamentou, improvisou, criou": só? Só eu? onde é que eu disse isso? O que não admito é que de repente façam como se o meu contributo fosse NADA: pufff! Desaparecido! (Eliminado). Os pontos que assinalo merecem desmentido? Desmintam! O nome "CANTEPIANO" é meu, ou é água benta? Quem propôs em primeiro, há mais de quatro anos, ao Amílcar trabalhar sobre cante+piano, fui eu. Ah "o Sr. professor não se enxerga": algumas modas, o Amílcar conhecia, tinha já composto sobre elas, dirigido o CoroUE, é o caso do "Lírio roxo". Certo. O que eu disse foi que a "maior parte das modas do repertório de Cantepiano fui de facto eu que lhas ensinei. Agora sugerir que eu pretendo que lhe "ensinei a tocar piano", é o quê? Uma maldade, nada mais. Ele nunca tinha conhecido o Limoeiro, fui eu que lhe levei 5 ou 6 versões da "Romper da bela aurora", não conhecia (e já o reconheceu uma vez) "Terra sagrada do pão", etc. É certo que depois, o contributo do Joaquim Soares foi muito importante. Nunca o neguei. Quanto ao estilo de interpretação, basta comparar o "antes" e o "depois": os Cantares de Évora (grupo e pessoas que admiro e estimo, isso está fora de causa), não cantam assim (ou não cantavam assim). Lapso do culturgest "Braço de Prata": é verdade, não há culturgest nenhuma, mas ... Amílcar, e não houve Braço de Prata? O que vão as pessoas pensar? Por fim, diz o Amílcar, Amigo que sempre apoiei nos momentos mais difíceis, tem uma gentileza comovente: "Só não fala da qualidade das suas prestações vocais nos ditos concertos..." Não falo? Menciono expressamente que EU sugeri que encontrássemos outra voz PARA ME SUSBTITUIR, e sugeria uma cantora, Mas, como escrevi, isso não foi possível. Éramos NÓS que arranjávamos outra voz como eu disse: para suprir as minhas limitações enquanto intérprete": Não? Consciente das minhas limitações, o que não é o caso de todos. E o pontapé do burro passa ao lado, porque foi com base nas gravações de alguns desses concertos, de que as pessoas gostavam, que outros foram obtidos. Joaquim Soares, é profundamente errado dizer que "não se trata de actos morais ou imorais, de elementos factuais ou de moralidades...": porque é disso (e aliás apenas disso) que se trata: elementos factuais, e a moralidade dos actos de cada um de nós. E vocês portaram-se mal comigo. 

João Soares: Permita-me o testemunho de uma actuação do Cante Piano que ocorreu em Dezembro de 2011 no Teatro Garcia de Resende em Évora, que contou com a sua presença e do Grupo Cantares de Évora, na qual tive a oportunidade de ver e ouvir tudo o que retrata nestes comentários... devo confessar-lhe que ouvir a "sua forma de cantar" me levou aos sons da minha infância que tão bem conheço... porque quando fechava os olhos a imagem que me surgia era de uma ovelha a balir... a sua atitude perante o microfone que partilhou com um dos inúmeros grandes cantadores alentejanos foi assustadora e demonstrativa da falta de respeito que tem pelo cante e cultura alentejana. Não compreendo de todo as suas palavras e a forma maliciosa com que se manifesta no Facebook, sabotando tudo e todos aqueles que tentam contribuir para um Pais tão carente de cultura e de sapiência. Demonstrando uma intenção destrutiva na partilha direccionada que faz dos seus comentários mas que não é novidade para quem conhece um pouco da sua forma de actuar nos meandros culturais eborenses entre outros, apresenta-se como colaborador mas rapidamente quer ser o protagonista de um filme em que não tem contexto... Cante Piano, Associação Moda, Cante Alentejano - Património Cultural da UNESCO entre outros infelizes exemplos... É atroz a forma como se auto-intitula autor, pergunto-lhe do quê? Do "Lirio Roxo", "Romper da bela aurora"... só existe uma forma de cantar o cante alentejano, por favor não invente "cultura", é um legado que a todos nós perpetuar, recordando e homenageando os nossos ancestrais... esta procura cega de protagonismo fica-lhe muito mal... 

José Rodrigues Dos Santos: Acusar os outros daquilo que se faz aos outros... Falta de respeito? Quem leu o que escrevi julgará quem falta de respeito a quem. Encontra UM único insulto dirigido a si, ou desvalorização sua no que escrevi? Portou-se mal comigo. E continua. 

João Soares: Proponho-lhe que vá ensinar ao nosso Ministro Miguel Relvas a cantar a Grândola...será mais útil á sociedade... 

José Rodrigues Dos Santos: Para vocês só há espaço para o insulto... Candidatura do Cante: decidiu que eu tinha obrigatoriamente que concordar consigo. ai de quem discorda! Foi-me denunciar na Assembleia da República no meio de cinco pessoas que designou como verdadeiros malfeitores. Disse aos Deputados "E eu posso DITAR os nomes!" E vai daí enumera quem discordou de si. Tenho a gravação (disponível no sítio da AR). Uma denúncia pública, num lugar em que eu não podia responder, nem defender-me. Delatores: É disto que "este país precisa"? Portou-se mal. Associação Moda: não sou membro, nem de base nem sem ser de base, e não participei a nenhuma reunião de direcção ou conselho de administração (todo e qualquer membro poderá confirmar). Não tive nada que ver com o processo interno que levou à sua destituição da presidência da direcção. O que disseram as pessoas, soube-o depois: "O Joaquim Soares comportou-se como um tirano", "um autocrata" que exigia carta-branca e não prestava contas a ninguém. Não sei se assim foi, mas a Direcção julgou-o assim e destituiu-o. Portou-se mal. 
Cantepiano: eu trabalhava com o Amílcar desde a Primavera de 2008. No Outono, sugeri-lhe que convidássemos o Joaquim Soares. O Amílcar concordou, e eu convidei-o. Ainda tenho o email (Out. 2008) que escrevi para dar conta ao Amílcar do facto que o JS estava "encantado" com esse primeiro ensaio e queria continuar. E eu, encantado que tenha aceite. 
Assim, essa mentira que diz que Cantepiano" NASCEU DO ENCONTRO DE DOIS CANTORES dos Cantares de Évora com o piano do AVD", nada mais é do que uma mentira. Ao escrever isso e ao recusar corrigir, portou-se mal. 
Só tem uma palavra na boca "protagonismo": só o seu é que não o é... mas ai de quem não se apaga à sua frente. E se for preciso passar por cima dos outros, incluindo os que se consideram seus amigos, passa, e espezinha. 
O que escreve sobre o concerto do Teatro Garcia de Resende é miserável. No imediato disse-me que tinha gostado de cantarmos juntos: e agora vem com essa? Prefiro ouvir uma ovelha ou um rebanho a balir do que ouvir insultos gratuitos inspirados pela baixa maldade do "Gentil Senhor Soares", em quem acreditei durante muito tempo ter um amigo. Está portar-se muito mal. 

João Soares: Está a confundir a pessoa que envio estes comentários, não é o Sr. Joaquim Soares, veja com que está a falar primeiro e depois responda de forma adequada. 

João Soares: Não se trata de nenhum ataque pessoal pois tenho o prazer de nunca ter privado consigo, apenas fiquei indignado com o seus comentários. O que pretendem com esta campanha difamatória? Amizade não é certamente! Respeito muito menos! 

José Rodrigues Dos Santos: Sim devia ter verificado. Dirigia-me, como bem entendeu ao Joaquim Soares. Mesmas iniciais. Lamento o lapso. Não há nenhuma difamação. Refiro factos. Apenas. 

Joaquim Soares: José Rodrigues dos Santos, factos são factos, por isso sem reservas , transmiti em devido tempo à Comissão de Ciência e Cultura da Assembleia da República, sobre o Cante a Património , o que é do conhecimento geral ( relatos da Imprensa Regional escrita , dos quais alguns com a vossa assinatura) . Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele . Falar do que o senhor não conhece , é DIFAMAÇÃO ( não entro no diz que disse ... ) . Começo agora a perceber a envolvência e o rancor que lhe vai na alma. A cidade começa agora a conhecer quem na realidade o senhor é. Agradeço que me devolva, logo que possível, os livros que lhe emprestei sobre o CANTE .

26 comentários:

  1. Triste!
    Independentemente de quem tem razão no que aqui está exposto. E ao ler, claro que posso ter uma opinião sobre o que cada interveniente diz nesta história, mas o que realmente fica é esta sensação de tristeza.
    E depois de tudo...dos avanços e recuos da candidatura do Cante Alentejano a património Imaterial da Humanidade só me fica um pensamento...Ora queiram fazer o favor de não mexer e não estragar! Cantem...mal ou bem, cantem como os Alentejanos sempre cantaram! Não havia doutos na matéria, havia a alma alentejana e as modas passadas...nem se sabe bem como, pareciam que nasciam com a gente.
    Claro que o que aqui está em causa é outra coisa, nem aprofundo, nem me dá curiosidade de investigar sobre o assunto...mas este facto só se vem juntar a outros tantos, no processo da candidatura, que sinceramente só apetece dizer: Ora queiram lá fazer o favor de nem se atrever a falar de Cante...Cantem ...e se continuarmos a cantar ninguém precisa de doutos a falar do mesmo, a discutir sobre mesmo..a querer tirar algo mais do que notas musicais deste Cante. Por mim, Alentejana que canta mal mas cresceu a ouvir cantar bem, por gente simples e Mestres do Cante...que nunca souberam sequer quem tinha escrito as modas que tão bem cantavam e sentiam como suas..por serem mesmo assim...Suas. Dizia, por mim..Não mexam mais...Obrigada!

    Maria José silva

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  2. Céus??? Esta é a discussão de 3 intelectuais??? E em publico??? Como gosto do comum dos mortais!

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  3. Rectifico,depois de ouvir o video, Não cantem...bolas :(

    Mª José

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  4. umbigos daquele tamanho não cabem no rossio.
    todos conhecem a necessidade de protagonismo dessa ave rara ( da família dos pavões claro ) que sabe de tudo, não esquecendo que é juri de um concurso onde é concorrente Etc Etc ETC , Um artista este José Rodrigues Dos santos

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  5. "Zangam-se as comadres..." desculpem-me intrometer em conversas tão intelectuais, resolvam-nas em privado. O cante, que herdei de minha avó, foi sempre uma coisa do povo. Sem donos, sem donas e sobretudo sem primadonas! Conheço os senhores das suas apresentações públicas. Não tenho nada a ver com espectáculo a não ser como espectadora. Fico chocada de pensar que nos bastidores se portam assim. Disse.

    Isabel Martins

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  6. Então o Pedro não fala?
    Porque não foi entrevistado?

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  7. Os comunistas nunca souberam e cada vez sabem menos falar com ninguém senão lá entre eles.

    Por isso venha o PS ou o PSD no poder em Lisboa, autarquias Alentejanas ligadas ao partido comunista só dá miséria.
    Beja é o exemplo paradigmático.
    Está cercada de buracos e obras não concluídas. É a magistratura de influência dos comunistas a funcionar.

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  8. Há os que trabalham
    produzem a riqueza

    Há os bem falantes pantomineiros
    especuladores gatunos
    os que tomam posse da riqueza

    Há os anónimos
    que cantam por gosto
    Há os que assinam por baixo
    para cobrar o roubo

    É preciso separar o trigo do joio

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  9. Quando os agentes se acham donos das coisas dá nisto. É por isso que em Évora raro é o projecto de sucesso. As "traições" e a inveja encarregam-se de acabar com quase tudo.

    Para mais, não há aqui nenhuma originalidade a não ser juntar música contemporânea (apenas Piano) e canto alentejano a duas vozes.
    Particularmente não gosto mas enalteço a vontade e a persistência das pessoas.
    Prefiro acordes de jazz ou instrumentalização de origem celta ou árabe.


    Rui M F

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  10. É daquelas discussões que só interessa aos intervenientes e a mais alguns comparsas que os rodeiam. Para quem pretender entender porque é que o Alentejo é, a todos os níveis, uma das mais atrasadas regiões do país e da Europa, é só seguir este folhetim e o destaque que lhe é dado. É tudo de uma grande pobreza...

    jlc

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  11. Na capa do Diário do Alentejo vem em destaque o "culto da taberna". Aqui é o culto do cante. Copos e cantorias. Vão mas é trabalhar cambada de calaceiros...

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  12. O nível da discussão está ao nível da qualidade das cantorias.

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  13. Isto não é como juntar salsa a uma feijoada!!
    Piano no Cante Alentejano?
    O Cante não precisa de mais instrumentos além da voz. Existe assim desde sempre. e é assim que se ouve o Cante. Não queiram elitizar o que não pertence às elites!

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  14. Eu sou o pai dos meus filhos
    Mas são os filhos que contam
    Porque são da mesma forja
    com que o meu pai me moldou
    e o meu avô antes dele...

    Capisce?

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  15. Eu gosto é da forma como o diálogo acaba: "Agradeço que me devolva, logo que possível, os livros que lhe emprestei sobre o CANTE"...
    Parece aquelas namoradas que, no final do namoro, pediam que o ex-namorado lhes devolvessem as cartas (perfumadas)...

    o paixões

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  16. Escreve o Joaquim soares:
    "factos são factos, por isso sem reservas , transmiti em devido tempo à Comissão de Ciência e Cultura da Assembleia da República, sobre o Cante a Património , o que é do conhecimento geral ( relatos da Imprensa Regional escrita , dos quais alguns com a vossa assinatura)"
    É falso. O que lá foi dizer é a sua ideia, cheia de rancor contra certas pessoas, entre as quais este se amigo, mas não tem qualquer FACTO a mencionar. Nunca assinei nada na imprensa regional escrita que não assuma plenamente, e nada justifica a delação na AR, com base no seu rancor. Ou então, diga quais são essas cisas que eu teria assinado.
    "Falar do que o senhor não conhece , é DIFAMAÇÃO (não entro no diz que disse ...)" O que é que eu não conheço? A gravação a que me refiro é pública, está disponível no sítio da AR, quem quiser pode verificar: referi-me ao que o Sr. DISSE, que é uma ignomínia. Na minha ausência e na impossibilidade de rectificar. Claro que "não entra no que disse", mas devia: é um acto de delação pública que calunia pessoas que TODAS eram suas amigas.
    Diz "Começo agora a perceber a envolvência e o rancor que lhe vai na alma.": duvido. Porque o que está aqui em debate é precisamente a amargura provocada pela SUA maneira de agir comigo, desonesta e prepotente. Claro que é doloroso ver um "amigo" a trair-nos sem escrúpulos.
    Os livros: saiba que lhe estou grato pelo empréstimo, e disponível para ir depositá-los num sítio à sua escolha.
    JRdS

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  17. Snif snif
    Lembram-se do Corin Tellado?

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  18. Homens feitos, encostadinhos e abraçados uns aos outros, baboleando-se e emitindo trinados. Paneleiragens...

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  19. Então, Carlos Júlio? Não tem nada a dizer?
    A mim, porque tive o atrevimento de discordar do que escreveu, chamou-me "carroceiro avinhado", dentro do seu grande espírito democrático e de tolerância e aceitação das opiniões diferentes da sua.
    Então e estes? O que é que serão? Ah, estes são amigos, é isso?

    Bom, só aqui vim para dizer que não estou mais para aturar a má-criação do "senhor" Carlos Júlio. Há muitos blogues de gente educada e não tenciono aqui voltar. Fartei-me de aturar a agressividade e má-criação do energúmeno.
    Passem todos muito bem,
    jmc

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  20. Notável os contornos da discussão destes dois pseudo-intelectais: um licenciado e outro mestre (não sei de quê ?).Estou verdadeiramente encantado com a elevação do discurso e o "esprit de finesse" de cada qual.Mas penso que entre dois "intelectuais" de tão fina estirpe a questão deve ser resolvida à moda dos génios portugueses do final do século XIX: à bengalada. Esta é a opinião de um comum mortal que não foi beneficiado pelos deuses com a centelha do talento nem com a luz
    da desmedida e incomensurável sageza daqueles dois pilares da cultura eborense e alentejana.

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  21. Dizes bem. A argumentação dos intervenientes está ao nível do Conselheiro Acácio.

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  22. Olha, o jmc (quem?) amuou.

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  23. Não sei porquê, mas sempre tive aversão por primadonas!
    E mais não digo...

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  24. Estes comunas longe da porta faz favor! Com ou sem livros.

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  25. e no meio disto tudo pergunto:
    Qual é a ética destes jornalistas trazer ao público geral o conteúdo do Facebook dos intervinientes?

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  26. Um anónimo a falar de ética? Deixa-me rir...

    j.m.

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