quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Mais uma voz para cantar a Grândola


Os hinos e as hienas

E de repente os esmagados pelas troikas de dentro e fora redescobriram a força das palavras cantadas e usam-nos para lembrar à corja que nos desgoverna que irão ter um triste fim.
A metáfora de José Afonso sobre a mítica terra da fraternidade persegue ministros por onde passam, deixando indignados os defensores da velha azinheira que um dia haveremos de derrubar.
Assistimos a algo de extraordinário que é um governo a queixar-se de estar a ser perseguido pelo povo e ministros plenipotenciários a queixarem-se de estar a ser posta em causa a sua liberdade de expressão.
Um deputado do PSD agitava-se no seu confortável assento para afirmar que o hino não era propriedade de ninguém, não querendo perceber que as palavras entoadas são a antítese do seu pensamento, da sua prática e dos objectivos que os mandantes do seu governo determinaram para esta fase da instalação da barbárie.
Para esta gente a democracia resume-se ao direito de voto a exercer de quatro em quatro anos e ao exercício do poder sem o escrutínio permanente dos governados.
Vão começar a reagir tentando limitar a liberdade de manifestação para garantir a liberdade de circulação dos ministros e secretários de estado. Vão avançar com as identificações dos perigosos terroristas que ousam disparar palavras contra suas excelências, mesmo sem saber que crimes cometeram os identificados.
O hino cantado por quem não se resigna, é um apelo a uma nova revolução, a uma nova madrugada libertadora e eles, que pensavam ter enterrado a memória de Abril, vivem assustados com esta necessidade sentida de pôr fim a estes tempos cinzentos e frios.
António Barreto e Santos Silva alinharam no discurso de crítica aos protestos excessivos, esquecendo-se de levantar a voz contra a exploração excessiva, a desesperança excessiva e a violência social excessiva. São gente desde sempre comprometida com o status quo e com pavor a protestos que possam ter consequências.
Não senhor deputado do PSD, a metáfora do poeta não é de todos. Foi criada na década de 70 do século passado, para ser usada contra os mesmos que ocupam hoje as cadeiras do poder.
É por isso que quando o ministro Relvas a tentou entoar não saíram notas musicais, mas algo muito parecido com o sorriso das hienas em fase de desespero e é pela mesma razão que quando usam cravos na lapela nas comemorações do 25 de Abril é como se se travestissem de personagens que nunca poderão ser.
Cantemos então a Grândola em coro afinado que foi para isso que o Zeca a escreveu e retiremos consequências desta renovada ânsia de libertação.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)


15 comentários:

  1. Parece que os comunistas nos anos 90 aqui na cidade de Évora não deixaram que a DANONE e a corticeira AMORIM instalassem cá duas fábricas, acabando por se instalarem em Castelo Branco e Vila da Feira?

    Fantoches do caroço

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  2. VAMOS TODOS CANTAR A GRANDOLA


    17:30 Horas AUDITÒRIO da UNIVERSIDADE

    21 de Fevereiro(hoje)

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  3. Está confirmada a cerimónia no Auditório,a sala está ser preparada.

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  4. EBORENSES não tenham MEDO...

    Apareçam no AUDITÒRIO da UNIVERSIDADE.


    O POVO È QUEM MAIS ORDENA

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  5. Vamos mostrar a esta gente da alta finança e do governo,a nossa INDIGNAÇÂO.


    ESTAMOS a SER ROUBADOS por estes senhores,que hoje vem a Èvora.

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  6. @11:48

    Nos anos 90, instalaram-se em Évora mais indústrias e actividades económicas do que em qualquer outra década da história da Cidade.

    Recordo algumas:

    - Após a classificação do CH como Património da Humanidade, em 1986, foi instala UMA DEZENA DE NOVAS UNIDADES HOTELEIRAS, que fizeram triplicar a capacidade de alojamento, de 560 camas no final da década de 80, para as 1647 camas que já se registavam no final da década de 90.

    - No início da década de 90, a CME tomou uma decisão correcta e de grande relevância no futuro de Évora: a aquisição do PARQUE INDUSTRIAL DE ÉVORA. No início de 2001, o PITE, era já a principal estrutura de acolhimento de actividades económicas do Concelho, comportando 80 EMPRESAS, repartidas por diversos sectores da economia.

    - No final dos anos 90, já estavam ocupados e em actividade cerca de 60% dos lotes do PITE. E, como havia compromissos assumidos para ocupar os lotes sobrantes e perspectivas de crescimento num futuro próximo, o Município, veio a adquirir em 2001, cerca de 40 hectares de terrenos confinantes, sendo metade destinados ao futuro Parque de Feiras e Exposições de Évora (PAFEX) e os restantes 20 hectares para expansão do PITE.

    - Mas o incentivo aos agentes económicos não se restringiu à cidade de Évora. Também nas freguesias rurais foram criados espaços para instalação de actividades económicas: em concreto o PARQUE INDUSTRIAL DA AZARUJA e espaços mais pequenos na Graça do Divor, Guadalupe e Torre de Coelheiros.

    - Em 1998 foi instalado o MARÉ - Mercado Abastecedor da Região de Évora, uma estrutura, enquadrada na rede nacional de mercados abastecedores.

    Ora cita lá, se fores capaz, outra década da história da cidade em que o crescimento tenha sido tão acentuado?

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  7. Continuo sem saber porque é que a Corticeira Amorim foi para Vila da Feira e a Danone foi para Castelo Branco.
    Fora, as unidades de produção que gostariam de ter vindo para Évora e que nós não sabemos, e os comunistas por uma outra razão foram obstaculizando com as suas democráticas burocracias centralizadoras e nojo ao capitalismo produtivo.

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  8. @15:15
    «Ora cita lá, se fores capaz, outra década da história da cidade em que o crescimento tenha sido tão acentuado [como nos anos 90]?»

    Custa muito a responder à pergunta feita por um comnentário bem explicado e fundamentado que não se limita à torpe insinuação, não custa?

    Pois o que é certo é que nunca se instalaram em Évora tantas empresas como na década de 90. Só no Parque Industrial foram 80!

    E uma dezena de Hotéis.

    E a EPCOS, com 600 postos trabalho!

    E os Supermercados Continente, Feira Nova, Pingo Doce, Intermarché e Lidl.

    Mais de 200 hectares de terrenos destinados a actividades económicas, foram ocupados nos anos 90!

    E agora?....

    Só abandono e insolvencia!

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  9. @16:17
    O que é que se espera de um secretário cretino, senão ignorância e insinuações maldosas.

    Sabe lá ele do que fala.
    Sabe lá ele o que foi o desenvolvimento que Évora teve nos anos 90.
    O triste, limita-se a papaguear os que ouve aos aldrabões e mentirosos que o sustentam.

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  10. Desculpem lá, mas alguém me explica, como se eu fosse muito burro, que relevância ganhou agora a instalação (ou não) de unidades fabris em Évora, nos anos 90 ???

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  11. @17:35
    Porque não perguntas ao secretário cretino que escreveu o primeiro comentário, completamente a despropósito do tema do post, como se tivesse descoberto a pólvora?

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  12. Quando alguém fala em investimento produtivo referindo-se a supermercados, estamos confessados. Uma cidade entregue a funcionários partidários deste quilate, ficamos sem dúvida bem entregues.

    A EPCOS?
    Não deve ter vindo para Évora por causa das BOMBAS em casa de Alemães colocadas pela extrema-esquerda nos anos 80, ou das paralisações e sabotagem de maquinaria provocadas pelas comissões de trabalhadores (a mando do PCP) nos anos 70.

    Parece-me que nos anos 90 as zonas carenciadas e pobres - onde o Alentejo dos Comunistas se situava - da Europa da CEE eram beneficiadas. Assim aconteceu e o dinheiro "porco e capitalista" Europeu chegou para ampliar as instalações da SIEMENS nos seus próprios terrenos. Começou no ultimo ano do Cavaco e depois com Guterres que o investimento se proporcionou.
    Parece-me que os comunistas estão mais aptos para fazer palhaçada como aliás fizeram ás portas da EMBRAER no dia da inauguração.

    Continuo na minha.
    Porque é que a corticeira AMORIM e a DANONE foram embora de Évora quando tudo apontava que iriam aqui instalara duas fábricas!

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  13. Num momento em que o escandalo da corrupção é o caminho da desgraça do País e do povo que está à vista de toda a gente, apela-se à sensibilidade humana para por fim a um outro escandalo que está a ser abafado na cidade de Évora - trata-se da incompetencia total exercida pelos responsáveis da segurança social desta cidade. Mais uma vez taxistas e caciques de péssima qualidade, estão a usurpar não só a gestão da coisa pública como também a por em causa a dignidade das crianças que foram parar à dita instituição (casa pia de évora). Pergunto a todos : Não será desumano crianças a passar fome? Crinças que faltam à escola e sabe-se lá o que andam a fazer? Mal acompanhadas visiveis a toda a gente pelas ruas da cidade. E quanto ao resto da pouca vergonhice que já anteriormente aconteceu nem se fala.....
    Também estas crianças merecem que o povo que é quem mais ordena cante bem alto para os responsaveis politicos – grandola vila morena!!!!!

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  14. @18:38
    Em concreto está visto que és incapaz de desmentir o que foi escrito: em nenhuma década Évora viu tantas actividades económicas serem instaladas no na cidade e no concelho, proporcinando tantos postos de trabalho, como nos anos 90.

    Como lestes, e fingiste não perceber, não foram só os supermercados, foram também 80 empresas instaladas no PITE (e mais de uma dúzia, fora do PITE!), 10 Hoteis, a EPCOS, etc., etc., etc.

    Custa muito a certos pntomineiros e vendedores de banha da cobra, mas são factos!
    Factos que deitam completamente por terra a cassete, do não desenvolvimento económico de Évora.

    Ou pensarão, os cretinos, que a Cidade cresceu quase 20 mil habitantes, em 25 anos, se não houvesse desenvolvimento e actividade económica?

    E, já agora, vão ver qual foi o crescimento da população de Évora nos últimos 10 anos!
    Depois, falem...

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  15. Bela Crónica!
    O Sr Eduardo Luciano, sempre escreveu bem, sempre gostei de o ler, mas esta...esta está uma maravilha!
    Parabéns!

    Maria José Silva

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