sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lena Strang: conhecer a vida dos outros



Lena Strang nasceu na Finlândia, mas pertence à comunidade de língua sueca que há centenas de anos vive naquele país. Morou parte da vida em Inglaterra, onde foi professora de inglês e campeã britânica de judo. Fala correctamente o sueco, o finlandês, o inglês e decidiu aprender português. Teve aulas de português em Birmingham e, quando se reformou, decidiu vir viver para Portugal, embora o marido continue como professor numa Universidade perto de Bristol, em Inglaterra. Até aqui nada de extraordinário. Há milhares de estrangeiros a viverem em Portugal, depois da reforma e, segundo os cânones tradicionais, isso já não é notícia. 
O extraordinário em Lena Strang é que, ao vir viver para Lagos, no Algarve, não se quis fechar na comunidade de estrangeiros, como muitos fazem. Pelo contrário. Embora falando um português rudimentar decidiu conhecer o meio onde agora vive e nada melhor do que conhecer pessoas. Se melhor pensou, melhor o fez: regularmente assina uma entrevista no mensário britânico para estrangeiros "Tomorrow", com portugueses, gente simples, que vende no mercado, que trabalha no campo ou que se distingue em qualquer actividade como é o caso do violinista João Pedro Cunha, que entrevista na edição de Fevereiro. Decidiu não ficar por aqui e tenta reconstituir em vídeo (ver acima) as histórias desses portugueses. Para isso fala com eles nos locais de trabalho, vai às suas casa, às suas terras de origem, onde calha.
Pergunto-lhe porque é que faz isto. Responde-me: para mim! Para conhecer melhor as pessoas e mais nada. Não tem qualquer interesse comercial, apenas o querer conhecer o outro, neste caso, nós, os portugueses. Esteve na passagem de ano em Évora, apreciou a açorda alentejana, visitou os Almendres e é de assinalar esta vontade forte de conhecer as pessoas, os sítios e a cultura do país em que está, desmontando a ideia tradicional - também verdadeira - de que muitos estrangeiros, endinheirados, que estão em Portugal vivem num gheto, à margem da sociedade que escolheram para viver.
Lena Strang não é assim. E ainda bem. Esperemos que o exemplo frutifique. Boas histórias, Lena.

2 comentários:

  1. Assaltado o Pão e Paz.

    Os ladrões em vez de assaltarem quem lhe tira o pão, ao invés assaltam que lhe enche os estômago.
    Quem nos levou a esta miséria é que deve ser assaltado, somos mesmo burros, pagamos o bem com o mal.
    Mordem a mão que lhe dá de comer o cão raramente procede assim.
    Os comunistas não comem criancinhas ao pequeno almoço, ao invés os ultraliberais comem o pequeno almoço das criancinhas

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  2. https://www.facebook.com/#!/pages/Jos%C3%A9-Manuel-Fernandes/246899992587

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