domingo, 3 de fevereiro de 2013

II Encontro de Assembleias Populares em Coimbra


Está reunido este fim de semana em Coimbra o II Encontro de Assembleias Populares. Presentes elementos que têm integrado as Assembleias Populares de Coimbra, da Graça (Lisboa), Santarém, Indignados de Lisboa, duas pessoas que têm estado ligadas às acções de rua em Évora, vários elementos do 15M espanhol, da Galiza, Madrid e Barcelona e vários militantes que não estão organizados em qualquer colectivo. Eu também tenho estado a participar e elogio o esforço deste pequeno grupo de companheiros de Coimbra que levaram para a frente esta iniciativa, providenciando espaço para os encontros, alimentação, dormidas e óptimo convívio.
No debate deste sábado à tarde foram discutidas questões importantes como o balanço de cada uma destas Assembleias Populares, as iniciativas em carteiras, a desmobilização que tem vindo a acontecer, a necessidade de manter o movimento autónomo dos partidos políticos e das grandes estruturas sindicais, o imperioso que é construir uma rede a nível nacional e ibérico. Foram levantadas questões - e isso é, só por si, muito importante! Como importante tem sido por todos a reafirmação de valores e instrumentos de acção como a democracia directa, a autogestão, a acção directa, a desobediência civil e a entreajuda. A recusa da política partidária e a autonomia face à actuação do Estado.
Mas não há bela sem senão. No estado em que o movimento de contestação e de insubmissão está em Portugal - ainda muito débil - encontros destes (apesar de todo o esforço de quem os organiza, sem apoios, e numa actividade de grande dádiva e voluntarismo) não ajudam muito: a desorganização, a discussão em torno de trivialidades, a não existência de uma agenda pré-definida para o debate, o não cumprimentos de horários, a não existência de espaços devidamente acautelados (esta noite não houve a anunciada discussão sobre espaços ocupados - no seguimento da passagem dos vídeos sobre S. Lázaro e a Fontinha - porque o Ateneu de Coimbra fechava às 23 horas) tornam muito pouco produtivos este tipo de encontros.
Para este domingo o debate está marcado para a parte da manhã e, no ar, ficou a possibilidade de um rede digital para nos pôr a todos em contacto. Mas encontros destes terão que ser mais eficazes de futuro. Houve quem percorresse muitos quilómetros para aqui estar. A eficácia não pode ser o objectivo último a atingir (esse é a transformação da vida), mas sempre ajuda um bocado a tornar mais fácil a capacidade de realizarmos mudanças e transformações na sociedade.

3 comentários:

  1. Eu fico "contente" quando eu e outros apanham coisas no ar e depois de ir aos fundos da despensa , encontro ;

    """
    Esposa de Fernando Ulrich trabalha no Governo desde 2011, e também “aguenta”.

    A esposa de Ulrich estava numa carreira de jornalista quando entrou para o PSD onde as suas funções desde 1979 era a gestão do Gabinete de Comunicação desse mesmo partido.

    Em 2006 integrou um gabinete semelhante, mas na Presidência da República, conforme pode comprovar esta informação do Dário da República.

    Diário da República, 2.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011

    Despacho n.º 5776/2011
    Nos termos dos artigos 3.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei
    n.º 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel
    Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeitos a partir desta data e em regime de requisição,fixando-lhe os abonos previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 20.º do referido diploma em 50 % dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.
    9 de Março de 2011. — O Presidente da República, Aníbal Cavaco
    Silva.
    """

    Concluindo ,

    Preparem já votos para sempre os mesmos !!

    Jorge

    ( ciclista )

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  2. Não existe Oposição,o PS faz parte do sistema,assinou o documento da troika,é financiado pelo grande capital,os seus ilustres dirigentes brindados com belos empregos,ao sistema importa que o PS faça de conta que é de esquerda,para iludir os eleitores........não existe ESQUERDA em portugal,o sistema está pôdre e corrupto.

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  3. O célebre descarrilamento dos porcos na A1, que motivou atrasos nos autocarros que traziam professores para uma manifestação e a consequente desconfiança de Mário Nogueira, com legítimas suspeitas de que porcos à solta na auto-estrada fossem a nova arma do Governo contra a contestação, ainda não parou de ser fonte de notícia”, começa por ironizar, Miguel Sousa Tavares, num artigo de opinião que assina no Expresso.
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    O comentador reporta-se, jocosamente, ao pontapé dado por um militar da GNR a um dos porcos que se passeava na A1 como um “acto bárbaro” que causou um “efeito viral e de protesto na blogoesfera”, assinalando que talvez o “criminoso” seja venha a “ser condenado a pagar ao porco uma indemnização por danos físicos e morais, nunca inferior a 50 doses de ração melhorada”.

    E prossegue Sousa Tavares em tom crítico, “quando estudei jornalismo, ensinaram-me que a notícia era se um porco agredisse um GNR. Agora, é o contrário. Não sei se é para rir ou para ficar assustado”.

    Para o comentador, há qualquer coisa de preocupante nesta santa aliança entre a democracia viral e a ditadura animal”, lembrando, neste contexto, o caso do cão Zico, que alegadamente terá morto uma criança de três anos, e o qual “motivou uma tremenda onda de bons sentimentos na net”, remetendo para o esquecimento o triste fado do menino que morreu.

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