segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

G. explica lá o que é isso de saber estar com os outros

" É preciso aprender a estar com os outros" dizia-me uma amiga, então jovem professora já especializada em ensino especial. E volta, não volta, fosse a propósito de um pequeno conflito profissional, da atitude de um político, ou de uma escolha de natureza pessoal, lá vinha ela com o mesmo comentário: "pois, o problema é que ele(a) não sabe estar com os outros".
Eu, então recém chegada ao mundo do trabalho, ficava durante dias com aquelas palavras a latejar na cabeça: Então, "saber estar com os outros" não seria uma competência elementar, adquirida no decurso da infância, e que uma vez integrados ao mercado do trabalho, era já tão básica e supostamente adquirida, como por exemplo o domínio da lingua materna ?
Passados 30 anos, continua a acontecer-me, com  alguma frequência,  rebobinar e ouvir o eco das palavras da minha amiga G, alentejana sábia.
Ela continuou estes anos todos a ensinar menin(a)os com necessidades especiais a "estar com os outros". E eu continuo a cruzar-me com muitos adultos, em locais de trabalho "do melhor que há", que "não sabem estar com os outros". E nem suspeitam o quão importante é esse saber.
"Saber estar com os outros" (ou a ausência desse saber) pode revelar-se num cumprimento, na valorização de equipas, no elogio do contributo do outro, na gestão de uma cidade ou de um país.

4 comentários:

  1. Para quem trabalha com porcos, é difícil saber estar.

    ResponderEliminar
  2. Cada vez mais o combate ao tráfico de droga é dificil.
    O quito para ser apanhado a traficar droga tem que oferecer cannabis ao policia de serviço ao Banco de Portugal.
    Todavia desconfio que esse policia não pertencendo ao grupo anti-tráfico nada pode fazer.
    Entretanto o quito aborda meninas muitas das vezes menores a querer vender o produto e quem fornece o produto ao quito?

    ResponderEliminar
  3. Há semelhanças

    Nero Incendiou Roma - Celho destruiu a Restauração
    Nero queria fazer uma grande reforma em Roma, incendiando bairros miseráveis para erguer construções modernas- Coelho sonha com um país das dotcoms internet e MIT.
    Ambos se nós deixarmos conseguem o que se propuseram um queimar uma cidade, o outro destruir um País.
    Um tocava a Cítara- coelho canta o fado
    Muito em comum demasiado até a loucura

    ResponderEliminar
  4. E os portugueses lá vão deixando que o Governos vá desmontando o país. Uns porque lhes convém (sempre ganham algum), outros por passividade, outros porque "não sabendo estar uns com os outros", não conseguem organizar-se.
    O que fazer perante pessoas que, perante a discussão de ideias, o único poder de argumentação que têm é insultar os outros? Conversar com pessoas que "não sabem estar", porque não sabem aceitar a identidade e a individualidade do outro, não vale a pena. Infelizmente a nossa sociedade tem pessoas destas "que não sabem estar" e contaminam os grupos com manipulações e agressividades. E o governo agradece, claro.
    Já agora, o Slogan "QUE SE LIXE A TROIkA, QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS DE VOLTA" é sem dúvida uma boa frase de propaganda que entra no ouvido (tão bem como as músicas do Toni Carreira), mas falta-lhe um sentido construtivo e autonomizador!!!! Nesta fase da história, apenas guinchar não chega!!!!!....Pensem lá um bocadinho no que acontecerá se a troika nos mandar lixar? Nós é que temos que reconstruir um país sustentável.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.