quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Esta sexta-feira à noite, na "é neste país"



1 de Março de 2013, pelas 21.00h
Encerramento da Estafeta de Contos das Palavras Andarilhas

com

Margarida Junça, Susana Coelho, Cristina Taquelim & Trulé

4 comentários:

  1. A PGR preocupe-se com a corrupção neste cantinho deixe Angola.
    Dar tiros nos pés daqui a pouco estão a querer constituir arguido o PGR da China enxerguem-se.
    Há cá muita merda para limpar

    ResponderEliminar
  2. Texto de Isabel do Carmo

    O MEU AMIGO MATOU-SE

    É um dos motivos porque vou à manifestação do dia 2 de Março.
    Vou também em nome do meu amigo. No dia 18 de Fevereiro o meu amigo J. C. deu um tiro na cabeça. Já não vai a esta manifestação.
    Era um indigente ou um faminto? Não. Era um exemplo da chamada classe média. Gostava da vida. De comer, de dançar, de ir à praia. Ele e a mulher comportavam-se como dois namorados, depois de todos estes anos. Gostava dos filhos, a quem era muito chegado, gostava da neta. Gostava do trabalho. Mas, a situação a que nos levaram criou um labirinto sem saída. De facto, sem saída para uma grande parte da população. Deixemo-nos de flores, de «há soluções para tudo», de «é preciso ter esperança» ou de «há-de correr bem». Há certas situações que não têm solução à vista. Tinha os pais em casa com oitenta e tal anos e tinham chegado ao ponto de não conseguirem tratar de si próprios. Solução? Um «lar» custa 1300 euros para cada um. Uma empregada permanente anda por aí.
    Tinha empregados a quem tinha que pagar salários todos os meses. Tinha empréstimos ao banco, crédito a cumprir, letras. Tinha clientes que não pagavam, porque por sua vez não lhes pagavam a eles.
    Os filhos trabalhavam, mas havia um apoio indispensável, por causa da precariedade e por causa de situações de doença.
    O senhorio acabava de, em concordância com a nova lei das rendas, passar-lhe a renda para o dobro.
    Tinha solução para esta espiral que todos os dias se agravava? Não tinha.
    Declarava insolvência, renunciava a todos os pequenos bens, ia para a rua, abandonava pais e filhos ao destino? Claro, tudo é possível.
    Mas a dignidade tem um preço.
    Os amigos podiam ajudar? Muito pouco.

    Foi com certeza em nome da dignidade que teve a coragem de acabar com a vida.
    Nesse mesmo dia veio ter ao Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria uma senhora que se atirou para debaixo do comboio do Metro. Salvaram-na, mas ficou sem um braço. Dias antes atirara-se a professora e o filho de uma janela em Bragança. Na ponte da Arrábida são frequentes os ajuntamentos porque alguém se atirou.
    Estamos a assistir a uma epidemia?
    Como os nossos governantes e as estruturas internacionais e o poder financeiro mundial já não distinguem entre o Bem e o Mal, temos nós que desobedecer às leis do Mal, protestar, mas não só. Encontrar o caminho para derrubar este Poder. No dia 2 de Março o meu caminho começará na Maternidade Alfredo da Costa na Maré Branca e continuará com todos os outros, através de Lisboa.
    Também em nome do meu amigo que NÃO AGUENTOU.

    ResponderEliminar
  3. Que se lixe a Troika a partido já
    Contra os politicos corruptos.
    Contra as máfias económicas que nos expoliam e nos vão deixar a todos na miséria

    ResponderEliminar
  4. este movimento é bom para fazer pressão.
    enquanto partido ou no poder era outro manipulador (é o risco destas coisas).
    gente fascista e mesquinha há em todo o lado

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.