segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

atrás de uns outros virão

Não vejo como seja possível existir uma democracia forte e responsável, sem cidadania.
Os direitos, acessíveis a todos, os correspondentes deveres, por todos partilhados.
Isto aprende-se praticando, assumindo que não somos nem mais, nem menos do que qualquer concidadão.
Se formos vítimas de um abuso e não o denunciarmos, permitimos com o nosso silêncio que outros o sejam, deixamos que quem o perpetre fique impune, criamos objectivamente situações de desigualdade, de impunidade, de injustiça.
Somos individualmente responsáveis pelo bem estar colectivo, quer queiramos ou não.
Ou somos cidadãos plenos, ou somos cúmplices.
Por isso as autocracias se fundamentam no medo e na chantagem, porque nos isolam, nos roubam espaço de afirmação, nos silenciam.
O que o Paulo Nobre aqui disse, disse-o enquanto pai e enquanto cidadão, disse-o porque para ele os filhos dos outros, têm os mesmos direitos dos seus e o que é mau para os seus, é mau para todos. Foi um acto de CIDADANIA, não pode ser confundido com jornalismo, não pode ser questionado nesses termos.
Não falou dos pais, não referiu nomes, deu a sua opinião e fez dela uma alerta.
Chamou a atenção para o principal, um jardim de infância, pago, contratava diariamente cinco refeições que distribuía por DEZASSEIS  crianças. O resto é acessório.
Que os pais se sintam incomodados por ter sido outro a fazer o que eles deveriam ter feito, é questão que me transcende.
Que os pais se sintam melindrados porque alguém lhes tece alguma crítica, compreendo, já me aconteceu, a mim e à maioria de nós. Mas aqui o que verdadeiramente conta, além de eventuais punições pelo crime, já que de um crime se trata, é pensarmos que os outros pais gostam tanto dos seus filhos quanto nós gostamos dos nossos.
Apenas isso...
Uma questão de cidadania.
Parabéns Paulo Nobre! o meu RESPEITO.

3 comentários:

  1. António Gomes disse...
    Este meu comentário foi, anteriormente inserido no post "A história que ficamos por conhecer" de Paulo Nobre.
    E não há queixa crime?
    O Ministério Público não se mexe?
    Não estaremos, perante, um possível crime público?
    Olhe senhora anónima anterior, critica o que os outros pretendem ver esclarecido e ainda por cima ofende-os, achando que tudo não passa de uma peixeirada.
    Afinal que pretende?
    Olhe que a senhora ao não dar a cara, está a colaborar, como mãe e como cidadã na fraude e na burla, de o seu filho e a própria senhora estão a ser vìtimas.

    25 Fevereiro, 2013 19:19

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  2. Dia 2 de Março,Não Faltes....VAMOS CORRER COM ELES.

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  3. LÁ ESTAREI.
    CIDADÃOS CONSCIENTES DO NOSSO DISTRITO, MOBILIZEM-SE.
    TODOS A ÉVORA.

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