sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Por Beja com Todos" convida a participar na escolha dos candidatos


Tendo em conta a importância atribuída à democracia participativa e os meios de que dispõe, o movimento “Por Beja com todos” convida todos os cidadãos do concelho de Beja a participarem na escolha dos principais candidatos aos órgãos autárquicos. Para tal, poderão durante o mês de Dezembro propor, através do e-mail do movimento (porbejacomtodos@gmail.com), nomes para candidatos a candidatos a presidente da Câmara Municipal, a presidente da Assembleia Municipal e a presidente da Junta de Freguesia, a apoiar pelo movimento “Por Beja com todos”.
Depois de, em Janeiro, os órgãos dirigentes do movimento terem seleccionado os nomes para candidatos a candidatos aos referidos órgãos autárquicos, com base nos critérios definidos, em Fevereiro poderão votar, através da Internet e, se possível com urna itinerante, naqueles nomes.
Depois daquela votação, os órgãos dirigentes do movimento selecionarão os nomes dos candidatos a apoiar pelo movimento “Por Beja com todos”, como cabeças das listas à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e à Assembleia de Freguesia, tendo em conta os resultados das votações, os critérios definidos e ouvidos os votados.

Reunião da CME: despedimentos na Kemet e protestos da restauração na ordem do dia



A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade,em reunião pública de 28 de Novembro um voto de solidariedade aos trabalhadores da fábrica Kemet Electronics, em que expressa também preocupação pelo agravamento do desemprego no Município. 
O Presidente da Câmara Municipal, José Ernesto d’ Oliveira, já recebeu a Comissão Sindical e reuniu com a Administração da empresa, tendo dado conhecimento do assunto à Câmara, que se solidarizou com os trabalhadores alvo de despedimento e suas famílias, tendo ainda garantido a sua total disponibilidade para acompanhar todas as diligências que os mesmos se propõem realizar junto da Administração Central. 
Não obstante o despedimento coletivo de 154 trabalhadores (dos 300 que tinha), a Administração garantiu que a fábrica não vai encerrar, estando em preparação a reestruturação da estrutura produtiva, passando a produzir condensadores eletrolíticos (com melhores perspetivas futuras no mercado), em vez dos atuais condensadores de tântalo. 
O Presidente da Câmara Municipal deu conta também da reunião que foi solicitada pelo Movimento Empresarial da Restauração de Évora que entregou um manifesto de esclarecimento e de grande preocupação pela situação presente e futura da restauração em Évora, dadas as ameaças que pairam sobre este sector de importância determinante para a economia e valorização da nossa cidade. 
Toda a Câmara se solidarizou com esta dramática situação que ameaça a extinção de mais de metade dos estabelecimentos do setor a nível nacional e a destruição de pelo menos 100 mil postos de trabalho, considerando a autarquia, que, na medida das suas possibilidades, prestará o seu apoio a estes profissionais, nomeadamente no acompanhar de todas as diligencias junto de quem tem poder de facto e na busca de soluções que possam minorar os efeitos do agravamento do IVA e de toda a situação social que se está a verificar. 
Um exemplo disso é a criação de parcerias para dinamizar atividades de animação em conjunto com outras entidades, entre elas a Entidade Regional de Turismo, sugestão apontada pelo Vereador António Dieb e que mereceu a concordância de todos. 
O facto de Évora ter uma restauração de grande qualidade, que tem um papel significativo na crescente atração turística, representa mais uma forte razão para salvaguarda deste sector, numa cidade Património da Humanidade que recebe cerca de 600 mil visitantes por ano, considerou ainda o Presidente do Município. 
Nesta reunião, a Câmara tomou também conhecimento do Relatório Final e Orçamento do projeto “Festas Populares da Cidade – Feira de S. João 2012”, cujo balanço é positivo, e aprovou, entre um conjunto de propostas para deliberação, vários processos de obras relacionados com a empresa Hagen Imobiliária, que vão permitir viabilizar a conclusão do novo empreendimento no Bairro das Pites e disponibilizar à população algumas dezenas de habitações a custos controlados. (Nota de imprensa da CME)

Teatro na Biblioteca Pública de Évora a partir de hoje


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Na roleta da boleta

Este não rouba bolotas

NOTÍCIA DE JORNAL LOCAL
:

"DETIDOS A FURTAR BOLOTAS " 

a bolota e a caça terão sido os grandes alimentos dos nossos avozinhos que habitaram as Grutas do Escoural e nos deixaram, entre outros, o monumental Cromeleque dos Almendros 

(ainda não havia a chamada RODA de ALIMENTOS)

para além de consumo direto, devem tê-la armazenado para épocas de crise, para além de a consumirem transformada em pão

no Alentejo ainda se guarda ao longo do Inverno, dando-se o nome de AVELEIRA ao processo

em tempos de fome, as famílias mais desprotegidas socorriam-se delas como suplemento alimentar, quando não mesmo como refeição.
porque não eram donos de azinheiras, apanhavam-nas clandestinamente nos montados que tivessem à mão

não raro eram surpreendidos na operação, quer pelas autoridades policiais - a temida GNR - quer pelos próprios guardas das Herdades

se houvesse então Jornais, noticiariam
:
"APANHADOS PELA GUARDA A ROUBAR BOLETA"

conduzidos à GUARDA, eram severamente admoestados e no mínimo obrigados a devolver o produto do FURTO. Não raro ficavam também sujeitos a alguns dias de detenção

a ocorrência noticiada pelo Jornal local refere que se verificou numa Herdade do REDONDO

condenável se se trata de negócio organizado, irrelevante e natural
se acontece em virtude da escassez de alimentos na Despensa

parece é que a notícia em qualquer das situações resulta da crise que se faz sentir no ALENTEJO, e faz retroceder ao tempo em que ROUBAR BOLETA era crime

António Saias (no facebook)

Évora: Celina Pereira hoje no Molhobico

Às 23 horas.

Évora: Último debate do Ciclo "Habitar a Cidade, Construir Espaço Público" é hoje no Condestável Café, às 17,30 h.

Ver Boletim Évora Cidade Educadora AQUI

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Nuno Lopes, Director Regional de Cultura nos Açores

O Arquiteto Nuno Ribeiro Lopes acaba de ser indigitado como Director Regional da Cultura no XI Governo Regional dos Açores.
Com 58 anos, Licenciado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, Nuno Lopes desenvolveu em Évora a maior parte da sua reconhecida carreira profissional.
Foi responsável pelo projecto da Malagueira entre 1979 e 1996, o que lhe conferiu então a imagem de delfim de Siza Vieira. Foi Director do Departamento do Centro Histórico de Évora de 1996 a 2002. Foi Professor convidado na e na Universidade de Évora entre 2005 e 2009. E continua a ter nesta cidade a sede do seu atelier de arquiteto. A Cultura nos Açores é agora o próximo desafio.

afinal também não há apoios financeiros da CME para os agentes culturais em 2012

já tinha sido para o desporto:
http://acincotons.blogspot.pt/2012/07/camara-de-evora-deixa-de-dar-apoios.html

Agora é a vez dos agentes culturais, que foram avisados atrás de um ofício assinado pela vereadora Cláudia Sousa Pereira (a data do ofício é 21/11/2012). de que este ano, apesar dos concursos realizados, não há dinheiro para os agentes culturais. Há uns anos era porque não havia concursos e era preciso clareza; depois foi porque os concursos se realizaram já no final do ano; agora porque não há dinheiro. Tanta desculpa! Só o que acho estranho é todo este silêncio dos agentes culturais e dos agentes desportivos. Submetem-se a concurso, cumprem as regras e depois, unilateralmente, tudo é posto em causa.

clique para ver

"Laços para a vida"



Reportagem da TSF feita em Évora, pela jornalista Sofia Santos, à volta do projecto "Laços para a vida, casa e companhia". Combater a solidão dos idosos que moram sozinhos e garantir alojamento aos estudantes mais carenciados é o objetivo do projeto «Laços para a vida, casa e companhia», que está a nascer em Évora. O projeto é um dos dez finalistas do Prémio Manuel António da Mota.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Évora: Kemet vai despedir 154 trabalhadores


A fábrica de Évora da multinacional norte-americana Kemet Electronics vai avançar com o despedimento coletivo de cerca de metade dos trabalhadores, num total de 154, e a deslocalização da produção para o México, revelou hoje fonte sindical.
"A administração reuniu-se ontem [segunda-feira] connosco e comunicou-nos que ia proceder ao despedimento coletivo de 154 trabalhadores", disse à agência Lusa Hugo Fernandes, delegado sindical e dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).
Contactada hoje pela Lusa, a administração da empresa escusou-se prestar qualquer informação.
Segundo o sindicalista, a administração da Kemet Electronics informou na segunda-feira uma comissão sindical do SIESI que ia avançar com a reestruturação da fábrica de Évora, iniciando o processo de despedimento coletivo a 04 de dezembro.
A reestruturação da unidade fabril, disse, envolve a "deslocalização da produção de condensadores de tântalo para o México" e a instalação de uma linha de "produção de condensadores eletrolíticos", proveniente de uma unidade em Inglaterra.
Estas alterações "não absorvem a totalidade do capital humano da empresa. Dizem que têm gente a mais e que vão ter que despedir pessoas", indicou Hugo Fernandes, citando a administração da empresa.
O dirigente sindical realçou que o SIESI marcou plenários de trabalhadores para os dias 03 e a 04 de dezembro.
A fábrica de Évora da Kemet Electronics, que emprega cerca de 320 trabalhadores, produz condensadores de tântalo para telemóveis e para a indústria automóvel. (LUSA)

E esta, hein? (Mário Soares no acincontons)

o que Mário Soares pensa do Governo

1 (...) 

2 (...)

3 E A SITUAÇÃO PORTUGUESA?
Não vai mal. Vai péssima. Piora, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano. Desde que o atual Governo está no poder. Vejam-se as estatísticas (que ainda vão aparecendo) e não os números confusos de que nos fala o ministro das Finanças - não para as pessoas - que por mais que queiram, não são capazes de o entender (eu incluo-me infelizmente, nesse número, seguramente, muito elevado)...
Mas há que pensar também que o Governo, entre si, não se entende. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, está com o desejo evidente de abandonar este Governo, cuja política não assume, porque é contrária ao que sempre anunciou ao seu eleitorado. Porquê? Pela pressão que sobre ele é feita. Poderia agora ir visitar as feiras e dar beijinhos às peixeiras? Resposta: ele que se atreva...
O PSD, se não me engano, são hoje dois Partidos: o que aprova a política do Governo (muito minoritário) e o que a desaprova totalmente, embora por razões diferentes (maioritário). Esta cisão foi-se aprofundando por múltiplas razões e também à medida que os militantes do PSD, responsáveis pelas autarquias (municípios e freguesias) foram percebendo a impopularidade que cairia sobre eles com a proximidade das eleições autárquicas. E desde que se começou a falar da chamada reforma autárquica, inventada pelo ministro Relvas.
Mas no seio do Governo começa também a haver ministros a dar sinal de dissidência. Cito o caso do ministro Álvaro Pereira - que é valente, visto ter sido até agora o único que afrontou as vaias, saindo do carro que estava a ser batido e, sem medo, enfrentou os populares. É significativo, porque voltou agora a ter a coragem de dizer que era necessário "menos austeridade, e mais crescimento e emprego". Quer dizer, boa parte do Governo Passos Coelho não se entende entre si.
Será que o Governo e o seu chefe, Passos Coelho, que raramente comunica com o povo, tem consciência do que a esmagadora maioria dos portugueses pensa do seu Governo e dele próprio? Se a tivesse, seguramente que há muito teria tido a honradez de se demitir.
Veremos como vai correr a votação do Orçamento para 2013. Tendo em conta que o medo impera hoje nas pessoas, mesmo com lugares importantes. E muitos outros estão desorientados sem saber o que fazer ou para onde podemos ir. Veremos o que faz o Presidente da República, que teima em estar calado, quando mais seria preciso que falasse. Veremos o que faz o Tribunal Constitucional. De qualquer maneira, como escrevi há dias, o Governo está cada vez mais impopular (se é possível). E se teimar em continuar como tem estado, vai acabar muito mal. O desespero leva à violência, como a história nos ensina.

4 (...)

Mário Soares, no DN de hoje (Ler tudo)

Candidatura do cante a património da Humanidade vai ser apresentada à UNESCO no início do ano


A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade vai ser entregue à UNESCO no início de 2013, revelou hoje, em Lisboa, o presidente da Comissão Nacional, António de Almeida Ribeiro.
"A candidatura do cante alentejano está em preparação para ser entregue na UNESCO no início de 2013", indicou o responsável, sublinhando que a comissão nacional da entidade "dá mais importância à exigência de qualidade das candidaturas, do que à quantidade".
Exatamente um ano após a aprovação da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade, Almeida Ribeiro recordou que a candidatura portuguesa "foi considerada um exemplo entre as sete classificadas como mais bem preparadas".
"Passado um ano, essa classificação confere-nos uma responsabilidade acrescida para apresentar candidaturas coerentes, bem estruturadas e fundamentadas", defendeu.
A candidatura do cante alentejano esteve para ser entregue em março deste ano, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) decidiu adiar para 2013 por considerar que na altura não reunia condições para ser aceite. (LUSA)

Não votar nos responsáveis pelo logro da política europeia que foi seguida "nas últimas décadas"


Para minha própria (e exclusiva) orientação no que respeita a eleições, tenho vindo a amadurecer uma certeza: o "toma-lá-dá-cá" em que a classe política portuguesa alinhou, a par com as suas congéneres do Sul, foi um desastre. Foi: "fundos de coesão" contra renúncia a importantes fracções de sectores produtivos, que abriam áreas de exploração e mercados à Europa do Norte.
Constata hoje até o mais distraído que esse "deal" foi um erro enorme. A culpa não foi só da Europa do Norte (ao propor troca podre), foi também das classes políticas e empresariais do Sul. Uma vasta rede de interesses parasitas dos "fundos europeus" que se julgava serem sem fundo, veio substituir a pequena e média empresa portuguesa. É verdade que esta era arcaica, sem perspectivas, mas produzia. Ao ouvir o alzheimeriano triste concidadão que preside ás nossas desgraçadas instituições acusar o país de ter esquecido pescas, agricultura e indústria "durante décadas" (aquelas em que ele e os seus homólogos socialistas foram os condutores embriagados da máquina do Estado), impõe-se a convicção que é necessária uma refundação (uma, ou duas) da vida política nacional. As contradições em que nos encontramos são aberrantes. 
O sistema partidário faliu: e no entanto os partidos têm que ser livres e plurais. Creio que a Constituição tem que ser revista, mas não confio minimamente na larga coligação que seria necessária para obter quorum na AR para instaurar as duas ou três mudanças institucionais que me parecem essenciais: abolir o monopólio dos partidos nas eleições / AR; garantir a independência da Justiça e dos Media, tanto em relação ao poder político como aos interesses económicos; regionalizar o país, criar um sistema bi-camarário, com um nº de deputados dividido por dois, e um número limitado de senadores eleitos pelas regiões, com o mesmo nº de senadores por região; reafirmar o dever de solidariedade de todos para com os mais fracos, prevendo mecanismos eficazes; garantir o controlo estatal das infra-estruturas estratégicas (redes de produção e distribuição de energia, águas); etc.? Etc. 
Acho que tudo isto é actualmente utópico. Mas não duvido que seja necessário. 
Então e as autárquicas, que eram o tema do comentário precedente? Voltar ao início deste: não votar nos responsáveis pelo logro da política europeia que foi seguida "nas últimas décadas". Considero-me europeísta, porque a Europa é necessária. Mas há que mudar a Europa.

JRdS
26 Novembro, 2012 18:12

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Évora Cidade em Degradação" no facebook

Edifício degradado

Estrada de Almeirim

Avenida dos Salesianos

É uma nova página sobre Évora no facebook. Pretende ser uma página de alerta para a degradação que ameaça a cidade e a qualidade de vida dos seus habitantes. Os seus autores, como explicam na página Évora Cidade em Degradação, consideram que, apesar de todas as belezas e do rico património, "se todos olharmos para Évora nos últimos tempos o que podemos encontrar é nada mais nada menos do que DEGRADAÇÃO. Degradação, nas vias, na segurança dos cidadãos, nas ruas e edificios caracteristicos desta nossa cidade entre imensas outras coisas aos quais muitos cidadãos não têm acesso. É objetivo desta página mostrar e sensibilizar cidadãos e dirigentes desta cidade para o que está a acontecer, na condição de melhorar ou ajudar a melhorar os espaços e serviços que todos os dias frequentamos."
As primeiras fotos e textos colocados têm a ver com os acessos ao Bairro de Almeirim; as piscinas municipais que "metem água" e os buracos na Avenida dos Salesianos. Um espaço ideal para as situações da degradação citadina serem denunciadas.

Retrato dos dias que correm


CRISE
e DESESPERO

duas visitas acidentais em casa
:
um patrão e um empregado - não um do outro

convidei-os a entrar e tomarem um copo

o empregado recebe uma chamada telemóvel: "sim, pá, se estás à rasca, a gente combina e eu vou aí levar-te algum dinheiro
-nem tu nem a tua mulher ontem comeram?
- só as crianças?
não pode ser pá, diz onde é que eu te posso encontrar amanhã"

procuro saber alguma coisa
- está desempregado?
- não, trabalha mas há dois meses que a empresa não nos paga
- e a mulher - também está desempregada?
- sim, e nem tem subsídio de desemprego

meti vinho nos 3 copos e cortei umas rodelas de paio da região

-isto está mau, sabe, este gajo está mesmo à rasca

a chuva pára lá fora
os dois amigos bebem o tinto e vão-se embora

António Saias (no facebook)

Protesto da restauração


O Dia Nacional Sem Restaurantes, realizado a 19/11 fechou três dezenas de estabelecimentos em Évora em protesto contra a taxa de IVA.

Esta tarde, pelas 18 horas, os empresários de restauração vão fazer uma vigilia de protesto na Praça do Giraldo.
Em Beja, a concentração vai até à meia noite, frente à sede distrital do PSD. O apelo feito pelo Núcleo de Beja do Movimento Empresarial da Restauração é para que apareça o maior número possível de pessoas do sector da restauração, vestidas de negro, de luto e em luta, para fazerem chegar a quem decide o seu protesto.

Por um "Festival de Todas as Artes" em Évora

Imagem do "Não Há Espectáculo" ontem na Praça do Giraldo (Évora) 
que juntou dezenas de artistas em protesto pelos cortes na área da Cultura

"6) Que já esta Primavera e Verão, a Câmara Municipal anime os espaços nobres da cidade com um Festival de Rua, juntando várias expressões artísticas, com base nos artistas e grupos locais que, de forma rotativa e segundo um calendário estabelecido, poderiam assegurar a animação de algumas das principais praças e largos de Évora, durante os meses de maior afluxo turístico ..."
Aprovo, genericamente, os outros pontos. Mas quanto a este (6), tenho uma dúvida: Porquê pedir à CME que "anime" os espaços da cidade, como se competisse às autarquias animar o que quer que seja (e quando o fazem raramente o fazem bem)? 
Porque é que não se pensa nas autarquias apenas enquanto entidades financiadoras (entre outras co-financiadoras) de festivais cuja iniciativa, programação, e direcção artísticas devem competir aos artistas? Uma parte da resposta: os artistas não foram capazes de se juntar para conceber um projecto CONJUNTO e organizar algo que federe todas as associações. 
Uma solução parece ser "organizar de forma rotativa" e com "calendário estabelecido", ou seja, cada um de sua vez. Um "Festival de Todas as Artes" em Évora, é possível, para além das questões de dinheiro? Uma proposta global, coerente, associando todos os "agentes culturais", faz sentido? Creio que ela seria o sinal de força que nenhum protesto por si só é capaz de enviar. A cultura, causa comum, mas cada um por si, e por vezes contra os outros, quando se trata de projectos? Aqui fica a dúvida.

JRdS
26 Novembro, 2012 13:03

domingo, 25 de novembro de 2012

É - VORACIDADE


ÉVORA-CIDADE

25 anos de PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

da vereação, a tempo inteiro, da CÂMARA restam ABÍLIO e eu


e a CIDADE

amei-a como a um ser -VIVO - e todos me julgaram tonto

É - VORACIDADE


António Saias (no facebook)

Évora, 26 anos de património da Humanidade. O balanço.



Comemoram-se hoje os 26 anos de Évora Património da Humanidade. Mas a verdade é que, se fizermos um balanço sério, os últimos anos têm sido de uma "pobreza franciscana" em tudo o que, sendo da responsabilidade da Câmara, tem a ver com a cultura e o património. O Salão Central, apesar de todas as promessas, continua em ruínas; a maior parte dos grupos não tem espaços para desenvolver a sua actividade; os apoios da Câmara há anos que não existem. O património arquitectónico, da responsabilidade da autarquia ou do Estado, degrada-se e Évora, que sempre se afirmou como uma cidade de cultura, definha e depois de já ter vendido os anéis começa a ter que leiloar os dedos. Hoje os artistas vão sair à rua num espectáculo de protesto marcado para as 18 horas na Praça do Giraldo.
Há um ano atrás, quando se assinalavam os 25 anos de Évora Património da Humanidade, algumas dezenas de pessoas, reunidos num grupo informal, que há alguns meses se vinha encontrando semanalmente para debater as questões da cultura, sob o nome "A Cultura está viva e manifesta-se na rua", realizou uma vigilia junto ao Salão Central onde foi aprovada uma moção com diversos pontos que nos pareceram essenciais. Um ano depois, tudo está pior.

(pintura efectuada, nessa vigília, na parede do Salão Central pela artista Anabela Calatroia)

Recordo a moção aprovada na altura.

1) Que a Câmara Municipal e as entidades oficiais (Ministério da Educação, da Cultura, etc.) tenham uma nova atenção para os agentes culturais locais, recorrendo a eles sempre que possível, e estimulando o seu trabalho a troco de compensações financeiras adequadas;
2) Que a Câmara Municipal cumpra as suas obrigações com os grupos e agentes culturais do concelho, comprometendo-se a pagar a tempo e horas os subsídios e apoios a que livremente se comprometeu e cujo não pagamento está a estrangular financeiramente muitas destas entidades;
3) Que, depois de várias promessas nunca concretizadas – desde a constituição da Évora Régis há dois anos, até a declarações posteriores do presidente de Câmara de que a obra iria avançar – seja encontrada disponibilidade financeira para a recuperação do Salão Central, um espaço único e imprescindível para a realização de espectáculos de alguma dimensão em Évora (a Arena não tem quaisquer condições para espectáculos de palco);
4) Que a Câmara e a Assembleia Municipal alterem a legislação local com vista a possibilitar e potenciar as actuações e performances de rua por parte de artistas locais e visitantes, uma vez que a actual legislação impõe regras que não se coadunam com práticas culturais espontâneas, tais como as que se assistem em qualquer centro histórico de variadíssimas cidades pela Europa e pelo mundo fora.
5) Que a Câmara Municipal de Évora cumpra a legislação em vigor e pressione os privados e instituições a recuperar os edifícios degradados do centro histórico.
6) Que já esta Primavera e Verão, a Câmara Municipal anime os espaços nobres da cidade com um Festival de Rua, juntando várias expressões artísticas, com base nos artistas e grupos locais que, de forma rotativa e segundo um calendário estabelecido, poderiam assegurar a animação de algumas das principais praças e largos de Évora, durante os meses de maior afluxo turístico, dando-lhes possibilidade de mostrarem o seu trabalho e de o rentabilizarem economicamente.

Esperemos que o balanço que será necessariamente  feito dentro de um ano não seja ainda pior daqueles que são feitos hoje e foram feitos há um ano atrás.

sábado, 24 de novembro de 2012

O Papa já tem aquecimento em casa e despediu o burro e a vaca


Domingo: acção de protesto dos artistas de Évora na Praça do Giraldo, às 18 horas


Nos 26 anos de Évora Património Mundial: OS ARTISTAS CONVIDAM OS CIDADÃOS PARA PARTICIPAR NO ENCONTRO DE PROTESTO E LUTA À VOLTA DA FOGUEIRA. Com Teatro, Marionetas, Cante Alentejano, Polifonia, Jazz, Música Tradicional, Dança, Cinema e outras Artes Performativas…

Domingo, 25 de Novembro de 2012 – 18:00 Praça do Giraldo – Évora


Domingo: Câmara assinala 26 anos de Évora Património da Humanidade


O programa das comemorações tem início às 15 horas, com duas visitas guiadas, a primeira à Igreja, Convento e Torre do Salvador do Mundo, conduzida pela Arq.ª Estela Cameirão (GAPAE), e a segunda ao edifício dos Paços do Concelho, pelas Dr.ª Maria Ludovina Grilo e Dr.ª Conceição Rebola (CME). Estas visitas encerram o projeto “Évora, Percursos e Memórias - 25 Anos de Património Mundial da Humanidade, 25 Monumentos, 25 Lendas, Histórias e Devoções” que promoveu durante o último ano visitas a alguns sítios históricos da cidade de Évora. Este projeto foi idealizado para o programa das Comemorações dos 25 Anos de Évora Património da Humanidade, iniciado no ano passado, e teve a colaboração de várias instituições da cidade e especialistas, que deram a conhecer os principais monumentos e elementos distintivos do Centro Histórico da cidade, explorando a sua arquitetura e a sua história, bem como as lendas, devoções e tradições que guardam consigo.
Pelas 17 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, realiza-se a Sessão Comemorativa do 26º Aniversário de Évora Património Mundial da Humanidade, que terá início com a entrega de certificados aos participantes no projeto “Jovens Embaixadores de Évora”, um projeto apoiado pela Organização da Cidades Património Mundial e que tem como objetivo principal a divulgação das cidades Património Mundial através dos jovens, que no âmbito da sua formação superior e integrados no Programa Erasmus se deslocam para outras cidades. Os jovens que atualmente estão em Évora são recebidos pela Câmara Municipal, que os incentiva a promover a cidade. Segue-se a atuação dos Jograis da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense e do “Ensemble de Alaúdes” do Conservatório Regional de Évora - Eborae Mvsica, e a sessão terminará com a distribuição das pagelas que fizeram parte do projeto “Évora, Percursos e Memórias”.

Évora: Imaginário comemora hoje 10 anos

Às 22 horas

No dia em que se realiza a Conferência Nacional de Jornalistas em Lisboa um bom texto do Paulo Barriga no DA


Jornalistas

Escrevo estas palavras com tristeza e sem uma pontinha sequer de júbilo: o “Diário do Alentejo” é um dos raros jornais em toda a região que ainda mantém uma redação ativa, dinâmica e plural. Entendendo redação como aquele lugar único onde os jornalistas, em equipa, discutem a atualidade, separam o lombo informativo das gorduras dos dias, transformam em bifes noticiosos os acontecimentos com mais sabor e melhores nutrientes. A redação é isso mesmo: uma sala de desmancha da inconsumível carcaça noticiosa que, posteriormente, é colocada nas vitrinas dos jornais, das rádios, das televisões, pronta a consumir. O jornalista é o talhante do acontecimento. E o seu cutelo afina apenas pela pedra de esmeril que resulta do seu compromisso ético e deontológico para consigo próprio e, essencialmente, para com os seus leitores, ouvintes, telespetadores. E é esta e apenas esta a única forma de aferir a qualidade do jornalista e dos produtos de serve: a manutenção imaculada e absoluta da relação de confiança que estabelece com os seus interlocutores. A montante e a jusante da notícia. E por isso escrevo com palavras desconsoladas que o “DA” terá das poucas, talvez a única redação em todo o Alentejo. Que é a menos brutal das maneiras de dizer que a comunicação social atravessa uma crise sem precedentes na nossa região. Muitos órgãos locais e regionais fecharam nos últimos tempos, outros estão em vias de encerrar, outros diminuíram drasticamente as tiragens e as edições, outros, em desespero de subsistência, fazem os jornalistas derrapar nas areias movediças da publicidade, da lavagem política, da promiscuidade. A juntar a tudo isto, outra desgraça: os órgãos de comunicação social de matriz nacional, públicos e privados, estão a desinvestir fortemente no Alentejo. O que nos deixa em plena antecâmara da orfandade noticiosa. Uma região sem uma comunicação social forte, dinâmica, livre, independente, isenta, é uma região doente e enfraquecida do ponto de vista social, cultural e, claro, económico. As notícias são a proteína, a boa proteína, de toda e qualquer sociedade, principalmente nas comunidades de vizinhança, num mundo globalizado. É na comunicação de proximidade que irrompe o direito à diferença. É aqui que nos reconhecemos uns aos outros. Que nos relacionamos uns com os outros. Que a nossa voz se faz ouvir com mais estrondo. E isso os jornalistas do Alentejo sempre perceberam. E você?

                             Paulo Barriga (editorial do Diário do Alentejo de 23/11/2012)

Évora: contos na "é neste país"

24 de Novembro, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?

Antonieta Félix



Apareçam neste país!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Portel comemora 750 anos do Foral com colóquio sobre Municipalismo: que futuro

(clique para ver)

Banco admite "erro" no não pagamento dos salários da CME a tempo e horas

(clique para aumentar)

António Lobo Antunes hoje em Évora


Hoje, 23 Novembro, às 21h00, vai ser apresentado na Biblioteca Pública de Évora o livro "Não é meia-noite quem quer", de António Lobo Antunes, com a presença do autor.

A apresentação será feita Cláudia Sousa Pereira, vereadora da CME

A organização é da Livraria D. Pepe.

contra isto batatas...


"Dos subscritores da vigília e dos que nela estiveram, quem já esteve alguma vez na região do conflito?
Quem sabe o que lá se passa?
Se não fosse a Catarina Martins e a outra boazona da Assembleia, ninguém olhava para o BE.
Ai filha, tens o cú tão quente..."
Esta é uma das muitas pérolas escritas nas caixas de comentários deste Blogue, é surpreendente que alguém se dê ao trabalho de escrever um comentário destes.
Houve uma vigília em que estiveram presentes pessoas solidárias e generosas, que manifestaram a sua revolta pelo que se passa na Palestina de uma forma pacífica e ordeira. houve comentários a favor e contra uns consistentes outros nem tanto e houve insultos rasteiros deste calibre, que me abstenho de comentar.
Não vou desistir, vou continuar a participar, vou continuar a dar o meu contributo da forma que posso e sei, mas confesso que é com tristeza e apreensão qie olho para o futuro. 
Com gente assim...

"Lapso" faz com que salários dos trabalhadores da Câmara de Évora não sejam pagos no prazo habitual


Os trabalhadores da Câmara de Évora, que costumam ver os seus salários  transferidos para as suas contas bancárias a tempo e horas, foram surpreendidos pelo facto de isso não ter acontecido hoje (dia pré-estabelecido para que tal acontecesse). O mal estar instalou-se acerca das razões para o não pagamento dos salários. Até agora existem apenas rumores, mas uma das hipóteses que se levanta é a de um "lapso" que terá feito com que o dinheiro dos salários não estivesse disponível a tempo e horas. Logo pela manhã, todos os trabalhadores da autarquia receberam um mail, assinado pela directora dos recursos humanos, em que se referia textualmente: "informo todos os trabalhadores que neste momento ainda não conseguimos obter uma informação do que realmente se passou com o Montepio, banco que procede a todas as transferências de vencimentos para as contas bancárias. Informo também que existe dinheiro disponível e que o ficheiro de registos de vencimentos correspondente ao mês de novembro 2012 foi enviado no passado dia 16 de novembro e devidamente recebido. Assim que tenhamos mais alguma informação, informá-los-emos."
Há momentos (já depois das 10 da manhã) num novo mail Cristina Bernardo informava que "todos(as) os trabalhadores que recebem o vencimento pelo Banco Montepio (que) já tem o vencimento disponível. Todos os outros trabalhadores terão o vencimento depositado nas suas contas a partir da 12,30h. Obrigada pela v. compreensão e apesar de não ter sido erro nosso, pedimos desculpas pelos constrangimentos causados".

Apesar desta garantia, muitos trabalhadores, a braços com diversos compromissos financeiros, temem que este não pagamento do salário, dentro do prazo que é habitual, possa indiciar problemas de tesouraria da Câmara, sobretudo porque não foram cabalmente explicadas as razões para o que aconteceu. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desemprego faz mais depressões em países desenvolvidos e mais suicídios nos menos desenvolvidos

Os impactos do desemprego têm dimensões que são projectadas pelos números  mas estão muito para além deles, por mais que os números cresçam e assustem.
A qualidade do emprego dos que o têm degrada-se de forma imprevista, mesmo que daqui os números não sejam aparentemente tão aterradores.
Emprego e desemprego são o barro e a roda com que os responsáveis deste país estão a moldar a sociedade em que vivemos, uma sociedade cujas formas nos esforçamos, sem êxito, por vislumbrar.
 A forma como cada indivuduo ou grupo reage e se confronta com a modelagem, com o barro, com a roda e com os modeladores depende, como sempre,  de condições préadquiridas. Ou seja quem é mais forte resiste mais, e os mais débeis são os primeiros a sucumbir.
Em entrevista à Lusa no âmbito do simpósio "Emprego e Desemprego - Impacto na Saúde Mental", que vai decorrer no Porto sábado, dia 24, Álvaro de Carvalho, explicou que o impacto do desemprego na saúde mental é "variável".
Varia conforme a "situação económica", "social" e sobretudo da "organização mental" de cada indivíduo, porque há pessoas com maior ou menor capacidade de resiliência e em encontrar soluções nos contextos difíceis. (...)
O aumento não é só das mortes por suicídio, é das mortes violentas em geral, portanto homicídios, aumento de homicídio em crianças. Simultaneamente tem havido sempre um decréscimo do número de mortes por acidentes de viação, porque se anda menos de carro", declarou.  No i on line de hoje

O Cante e as suas trans-formações‏


"Modalidades do corpo na música. Uma experiência"

Performance de José Rodrigues dos Santos e Amílcar Vasques Dias.
No Instituto Franco-Português (Lisboa, ao Saldanha), amanhã,  23 de Novembro, às 14:00 horas, integrada na Conferência Internacional "II Encontros de Estética"

Morte aos Feios


Boris Vian, sob o pseudónimo de Vernon Sullivan, escreveu um livro intitulado "Morte aos Feios". Nele, um cientista louco, raptava aqueles e aquelas que considerava os mais belos e inteligentes e, clonava-os para depois os disseminar pelo mundo, retirando espaço aos outros que ele considerava os feios, convicto que assim acabaria com eles.
Não precisava de os matar, não precisava de os encerrar em guetos, não precisava de recorrer à violência física para atingir os seus desígnios.
O que está por trás deste raciocínio tenebroso, é precisamente o que esteve por trás do holocausto nazi, é o que muitas das práticas a que vamos assistindo por este mundo fora encobrem, desde a expansão da China, ao ataque indiscriminado às economias mais fragilizadas, ao genocídio dos palestinianos. O que está por trás desta eliminação programada de culturas e de povos, é a crença na superioridade de uns, os que trabalham, os que se esforçam, os assépticamente puros, sobre os outros, os feios, porcos e maus, os preguiçosos, que merecem ser punidos, erradicados, subjugados, por não corresponderem ao padrão dos eleitos.
O que se passa na Palestina, é disso um exemplo veemente, paralelamente à morte, à violação de direitos, ao medo, à botifarra autoritária, que servem como afirmação do ego, como demonstração de força de quem vive à custa das calças do pai, Israel vai ocupando paulatinamente o território dos "feios", vai-lhes retirando espaço, um espaço ancestral, e preenchendo-o de gente sua, bonita, trabalhadora, organizada... e quando os "outros" reagem, bordoada em cima, justificada com a esfarrapada desculpa infantil, de que foram eles que começaram.
Isto tudo sob a complacência do mundo, temperada com uma desinformação bem conseguida; só que os factos falam por si, como muito bem vimos nestes últimos dias. É isso que torna ainda mais grave este crime hediondo. Foi um crime para fora, uma manifestação de poder, necessária apenas para que com o seu término o ocidente pudesse respirar de alívio, porque o massacre, a prática da morte aos feios, essa, continua todos os dias no território que vão roubando todos os dias, mesmo debaixo dos nossos narizes...

Câmara de Évora estabelece valores de impostos municipais



Em reunião pública de 16 de Novembro:

O Presidente da Câmara Municipal de Évora informou sobre o eventual encerramento da Academia Aeronáutica de Évora que lhe foi comunicado pelo diretor da instituição, um facto lamentado por todos, estando a autarquia empenhada em encontrar uma solução para tal situação - uma vez que existem responsabilidades da empresa para com a Câmara – e também assegurar a continuidade da escola, existindo já empresas interessadas.

Impostos 
Foram fixadas as taxas referentes ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), respeitantes ao ano de 2012 (a liquidar em 2013), bem como o seu envio à Assembleia Municipal, proposta que obteve aprovação, com três votos a favor (PS) e o voto favorável de qualidade do Presidente; uma abstenção (PSD) e três contra (CDU).
Os valores propostos são os seguintes: Prédios rústicos: 0,8%; Prédios urbanos: 0,7%; e Prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI: 0,4%.
A proposta para lançamento da derrama para 2013, bem como o seu envio para a Assembleia Municipal, para deliberação e posterior comunicação às Finanças foi aprovada com três votos favoráveis (PS), além do voto de qualidade do Presidente; uma abstenção (PSD) e três contra (CDU).
O lançamento da derrama é de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o IRC, com vista a reforçar a capacidade financeira do município.
A Taxa Municipal de Direitos de Passagem, a aplicar às empresas de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, em local fixo, foi fixada em 0,25% sobre a faturação mensal, para o ano de 2013. O ponto, que segue agora para a Assembleia Municipal, foi aprovado com três votos a favor (PS) e o voto de qualidade do Presidente; uma abstenção (PSD) e três contra (CDU).

Câmara de Évora reafirma defesa das Freguesias do concelho
Foi comunicada pela Assembleia da República à Câmara a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território para as Freguesias do Município de Évora, tendo a Câmara reafirmado a sua posição sobre este assunto.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Évora deliberou manifestar o seu mais veemente repúdio pela proposta concreta de Reorganização Administrativa do Território para o Município de Évora, elaborada pela Unidade Técnica, reiterando a posição assumida pela Assembleia Municipal, e solicita à Assembleia da República a sua rejeição nos termos que já foram aprovados pela Assembleia Municipal.
Esta proposta foi aprovada com seis votos a favor (três do PS) e três da CDU. O Vereador António Dieb (PSD) declarou-se impedido na votação deste ponto, devido às funções governativas que exerce.
Uma proposta de autorização para início de procedimento; aprovação das peças processuais e respetivos anexos, e nomeação do Júri do procedimento, referente ao concurso público “Produção da edição de 2013 do Portugal Air Show, Bienal Aeronáutica de Évora” foi aprovada com três votos a favor (PS) e o voto de qualidade do Presidente; e quatro abstenções (CDU e PSD).
Foi aprovado o Relatório de Ponderação sobre o resultado da discussão pública da Proposta de alteração do Plano Diretor Municipal de Évora e que se envie para a Assembleia Municipal para aprovação e posterior publicação em Diário da República e depósito nos serviços técnicos camarários, a versão final da proposta de alteração do plano. O ponto foi aprovado com três votos a favor (PS) e o voto de qualidade do Presidente; e três contra (CDU). O Vereador António Dieb (PSD) não participou no debate e votação deste ponto, devido às funções que exerce como Presidente na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo. (nota de imprensa da CME)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Velas pela paz no Médio Oriente, em Évora, esta noite

(foto Lúcio Caeiro)

(foto Lúcio Caeiro)

(foto Andreia Richau)

Fomos algumas dezenas. Muitos passaram, mas fomos cerca de 50/60 mais presentes na solidariedade ao fim da tarde de hoje na Praça do Giraldo em Évora, na vigilia de solidariedade para com a população da Palestina e pela paz no Médio Oriente.
Houve palavras, houve poemas, houve palmas, houve velas, houve solidariedades. O acordo de cessar-fogo estabelecido esta tarde é sempre de saudar. Mas todos sabemos que a guerra não acaba aqui. E o genocídio vai continuar, seguindo o ciclo eleitoral de Israel e numa desproporção de meios que faz com que David enfrente Golias, mas neste caso Golias é Israel e David os palestinianos. Foi bom termo-nos juntado, gente para quem a solidariedade não é palavra vã, nesta vigília em que nos fizemos parte da enorme corrente pela paz que se fez ouvir em todas as partes do mundo.

Alentejo: cada vez menos, mais velhos e com a maior taxa de analfabetismo


O Alentejo voltou a perder população de acordo com os dados definitivos dos Censos de 2011 revelados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística. O Alentejo perdeu 2,5% da população, 19 283 pessoas, entre 2001 e 2011. A região foi, no país, a que perdeu mais população. Os residentes em Portugal aumentaram 2% na última década. 

Segundo o INE, 7,2% da população reside no Alentejo. 
No Alentejo a população apresentava a idade média mais elevada do país. A região é a mais envelhecida de Portugal com um indicie de 178, o que significa que por cada 100 jovens existiam 178 idosos. A maior parte da sua população idosa tinha 75 ou mais anos. (Ver mais)

Soube a pouco a mesa-redonda sobre Gonçalves Correia na UE


Assisti esta tarde à mesa-redonda sobre Gonçalves Correia na Universidade de Évora. Sala cheia de jovens estudantes que ali estavam apenas por obrigação curricular, depois de terem visitado a exposição, e que saíram mal tiveram oportunidade (e que motivaram o comentário de um dos participantes, expresso na caixa de comentários de um post do acincotons). 
Restaram na sala, na parte final, uma quinzena de pessoas interessadas. Muito interessadas. Eu fui uma delas. Fui levado pelas palavras de Francisca Bicho, de Cuba, antiga professora do secundário, responsável pela exposição "Gonçalves Correia: a utopia de um cidadão" e "apaixonada" (como disse) pela figura de Gonçalves Correia. Gostei do tom caloroso, da importância que conferiu a esta personalidade e à força dos ideais anarquistas que lhe eram estruturais. Gostei também da intervenção de Paulo Guimarães, professor da UE, e cuja tese de mestrado se centrou no no estudo do movimento operário no Baixo Alentejo durante a 1ª República. Paulo Guimarães falou dos vários "esquecimentos" a que o anarquismo português foi votado ao longo do Estado Novo e do pós 25 de Abril. Perseguidos, presos, mortos, os anarquistas e o anarquismo, enquanto força predominante no movimento operário durante a primeira República, foi quase por completo destruída durante o primeiro período do regime fascista. Depois foi propositadamente esquecida e, após o 25 de Abril, completamente ignorada e proscrita e os seus principais vultos quase por absoluto riscados da história do movimento operário em Portugal. De forma propositada para que outras ideologias e correntes fizessem o seu aparecimento na cena politico-social.
No fim ficou a "quase promessa" de Francisca Bicho - que continua a estudar  e a procurar novos textos de Gonçalves Correia - de poder editar um livro sobre este anarquista e de António Cândido Franco ter sugerido a realização em Cuba de um Congresso Internacional sobre o anarquismo e Gonçalves Correia, em 2016, quando se comemoram 100 da publicação nesta vila do jornal "A Questão Social".
Finda a mesa-redonda, ela soube a pouco. Há que repetir este tipo de conversas, noutros meios e com mais gente. É que quanto mais se conhece a envergadura de homens e revolucionários sociais (não políticos) como Gonçalves Correia, Elias Matias, José Cebola ou Artur Modesto (todos alentejanos) bem pequenos parecem os exemplos construídos a partir do nada, para o martirológio a que as correntes autoritárias nos habituaram. E cujos nomes nem vale a pena referir. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Évora: vigília pela Palestina na Praça do Giraldo esta quarta-feira, entre as 18 e as 20 horas


Évora pela Palestina. Évora pela Paz e Tolerância: vigília, quarta-feira , 21 de Novembro, entre as 18 e as 20 horas, na Praça do Giraldo

"Somos um grupo de cidadãos provenientes de diversas origens políticas, religiosas, sociais. Estamos unidos pela crença firme no diálogo como ponte para a resolução de todos os conflitos e na rejeição da violência seja qual for a sua origem.
Neste quadro, não podemos tolerar o que está a acontecer na Palestina, onde os bombardeamentos efectuados por Israel sobre Gaza já 
fizeram, nos últimos dias, pelo menos 95 mortos e mais de 660 feridos. Independentemente das causas que estão na origem deste conflito e das razões que assistem às partes envolvidas, entendemos que não é possível deixar passar em claro o sofrimento, agora agravado, das populações que vivem na faixa de Gaza.
É imperioso que manifestemos a nossa repulsa por esta escalada de violência e que expressemos a nossa solidariedade para com aqueles que sofrem no terreno as consequências brutais desta insanidade.
O silêncio é cúmplice e nós não o somos, por isso iremos estar presentes numa vigília de solidariedade para com as vítimas deste conflito e para que este massacre tenha um termo, na Praça do Giraldo, quarta-feira, dia 21 de Novembro, entre as 18 e as 20 horas.
Contamos com a presença de todos aqueles que, com nós, se identificam com a paz e o diálogo e pela coexistência pacífica entre os povos.
Traz velas e archotes. Vamos iluminar a noite.”

(Os primeiros 20 subscritores por ordem de adesão)
Adel Sidarus
Dores Correia
Carlos Júlio
Alexandra Espiridião
Vitor Saruga
Bruno Martins
Maria Conceição Barradas
Amália Oliveira
Alexandre Varela
Telmo Rocha
António Saias
Miguel Sampaio
Zé Viana
Pedro Pinto
Hugo Miguel Coelho
Bento Anastácio
Luis Garcia
Lúcio Caeiro
Gertrudes Pastor
José Eliseu Pinto

Hoje: mesa redonda sobre Gonçalves Correia na UE


Vai ter lugar hoje, terça-feira,  na Universidade de Évora uma Mesa redonda, subordinada ao tema “Gonçalves Correia: a utopia de um cidadão” (nome da exposição que pode ser vista na UE até ao fim do mês sobre a vida e obra do anarquista alentejano Gonçalves Correia) , pelas 16 horas, na sala 124 do Colégio do Espírito Santo..

Participantes:
Prof. António Cândido Franco (DLL-UE)
Prof. Paulo Guimarães (DH-UE)
Dr.ª Paula Santos (Diretora da Biblioteca Municipal de Beja)
Dr.ª Francisca Bicho (responsável pela exposição Gonçalves Correia: a utopia de um cidadão)
Prof.ª Sara Marques Pereira (Diretora da Biblioteca Geral da Universidade de Évora)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O teatro alemão no exílio nos E.U.A.: 1933-1950



LANÇAMENTO
A Colecção B, o Centro de História da Arte e Investigação Artística da Univ. de Évora, a editora Licorne e a Livraria Dom Pepe têm o prazer de o(a) convidar para a apresentação do livro:

Cultura e emigração — O teatro alemão no exílio nos E.U.A.: 1933-1950.
de Patricia-Laure Thivat 
A apresentação do livro será feita por Luís Varela na Livraria Dom Pepe, terça-feira.  dia 20 de Novembro, às 18h
Livraria Dom Pepe, Rua de Chartres, 7B, Évora.

Alentejo "a ver passar aviões"


Dias maus para a "aeronáutica" alentejana

1 - Há um ano foi a insolvência da Dyn’aero em Ponte Sor - AQUI

2- Aeroporto de Beja recebeu 18 passageiros em Outubro AQUI

3 - Academia Aeronáutica fecha em Évora
A Academia Aeronáutica de Évora, propriedade de uma empresa canadiana, despediu os últimos 12 funcionários, com uma indemnização de 1,75 salários por ano de trabalho, e cessa oficialmente a atividade no início de dezembro, foi hoje revelado.
Os trabalhadores que restavam na escola, depois de outros 33 terem sido alvo de um despedimento coletivo no início deste ano, “foram todos mandados embora”, após uma reunião na última quinta-feira, explicou Jorge Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).
O dirigente adiantou hoje à agência Lusa que a Canadian Aviation Electronics (CAE), detentora da academia, acordou com os funcionários a atribuição de uma indemnização de “1,75 salários por cada ano de trabalho”.
Neste momento, e desde quinta-feira passada, contou, a escola “já não tem atividade”, mas o fecho oficial só vai acontecer a 5 de dezembro, data em que “todo o processo de fecho de contas deverá estar terminado”.
A empresa, segundo o sindicalista, justificou o fecho da escola de formação de pilotos de linha aérea, instalada em Évora há 11 anos, com a diminuição de alunos e a abertura de uma nova academia em Inglaterra.
“Abriu uma escola em Oxford, desviou para aí a atividade, fez grandes investimentos e, objetivamente, não justificava a escola [de Évora] ficar a funcionar”, relatou.
Jorge Lopes lamentou a decisão e alertou que a CAE vai encontrar diferentes condições de funcionamento em Inglaterra.
“Aqui têm a possibilidade de voar quase todo o ano, devido ao clima, fazer aterragens sem instrumentação, à vista, e em Inglaterra não terão estas condições”, além de que o espaço aéreo no Alentejo “é amplo, sem grandes interferências”, o que não se verifica em Oxford, comparou.
Contactado pela Lusa, o presidente do município de Évora, José Ernesto Oliveira, também lamentou o fim da escola pertencente à Global Academy da CAE, o maior grupo mundial de formação de pilotos de linha aérea.
“É uma decisão que lamentamos, mas temos que dar sequência às responsabilidades que a CAE tem para com a câmara”, disse, lembrando que o edifício da academia é da empresa canadiana, mas está implantado sobre terrenos municipais.
Como tal, a CAE “tem responsabilidades que devem continuar a ser cumpridas, nomeadamente o pagamento de uma renda mensal”, que o município “vai continuar a exigir”, embora esteja a envidar esforços para encontrar outros investidores.
“A câmara está a fazer tudo o que é possível para tentar encontrar um sucessor que assegure a manutenção e a continuidade das atividades da escola. Felizmente, temos até mais do que um interessado”, disse, embora sem revelar mais pormenores.
A Academia Aeronáutica de Évora, instalada no Aeródromo Municipal e constituída em 1999, resultou de uma parceria entre a escola de pilotos holandesa Nationale Luchvaart School (NLS), da CAE e a TAP, tendo 2001 sido o primeiro ano de atividade aeronáutica. (LUSA)

4 - Resta a Embraer - AQUI

Afinal o que é que as palavras querem dizer?

20/9/2012
O autarca de Évora, José Ernesto Oliveira, congratulou-se hoje com a inauguração das duas fábricas da Embraer na cidade, na sexta-feira, garantindo que este 'enorme projecto' vai ter "repercussão" e atrair outras empresas do sector aeronáutico.


19/11/2012
A Cae Global Academy Évora, anteriormente denominada Academia Aeronáutica de Évora, vai encerrar definitivamente no dia 5 de Dezembro. As últimas cartas de despedimento vão ser entregues esta semana aos 12 funcionários que restam. O último voo ocorreu na passada quinta-feira. As razões apontadas são as mesmas que foram invocadas em Março quando foram despedidos 33 funcionários, falta de alunos e grandes prejuízos.

(Diário do Sul, via maisévora)

Terra Santa



Crónica na Diana fm:
Pensei  em falar esta semana na carga policial desenfreada, sobre os manifestantes que se encontravam no largo fronteiro a S. Bento, em dia de Greve Geral, entendi que seria um tema importante, que marcou a nossa actualidade política. Infelizmente trágicos acontecimentos impõem que fale deles, para que possa no mínimo, não ultrajar a minha consciência.
Refiro-me ao massacre que está a ser perpetrado sobre o povo palestiniano. Jamais me passaria pela cabeça que um genocídio desta dimensão pudesse acontecer perante a indiferença criminosa do mundo ocidental. Sinto-me, enquanto cidadão de um país dito civilizado, revoltado com o que se está a passar, revoltado com este mundo absurdo, revoltado comigo por fazer parte dele.
As imagens que nos chegam, sobretudo através das redes sociais, são aterradoras. Neste momento mata-se indiscriminadamente em Gaza, crianças, mulheres, idosos, ninguém escapa à matança sistemática, à erradicação de um povo, cujo único pecado é lutar pela sua terra. Não são os palestinianos quem possui as armas, não são os palestinianos, quem tem poder e influência nos corredores de Washington e de Bruxelas, não são os palestinianos que possuem mísseis de longo alcançe e aviação e carros de assalto, não são os palestinianos que ocuparam as terras de Israel, que privam os israelitas de ajuda humanitária, que cintaram os seus vizinhos com um muro de betão.
São no entanto os palestinianos, que morrem, que são humilhados, que são escorraçados da sua própria terra, são os palestinianos que são ignorados pelo cinismo cúmplice das grandes potências, pela força do dinheiro, são eles que são vitimas de um sistema podre e corrupto, que trata os mais fracos como lixo e que zela pelos interesses de uns quantos. Dos mesmos que querem o mundo para seu quintal, dos criminosos genocidas que entendem ser a guerra uma excelente oportunidade de negócio, um safanão positivo na economia.
Põem o mundo a ferro e fogo para satisfazerem a sua cupidez sem limites, matam indiscriminadamente, porque cada morte é um custo eliminado, cada criança, cada mãe, cada idoso indefeso é  um número descartável nas contas destes assassinos.
Não nos podemos calar! Não podemos ser cúmplices! Temos de erguer a nossa voz e gritar em uníssono que todos somos palestinianos, que somos livres, que não nos rendemos a nenhum nazi, que não admitimos nemhum campo de extermínio! Seja ele em Gaza ou em Auchwitz.
Eu não me calo! Não me posso calar! O mundo já sofreu demais por causa destes criminosos que jogam na bolsa com o sangue dos inocentes.