sábado, 30 de junho de 2012

Fortificações de Elvas são Património Mundial



UNESCO classificou como Património Mundial todas as fortificações de Elvas, o único monumento português entre os 33 candidatos. Mais aqui. E aqui.

Lamentação por ti, Alemanha


Será que vocês vão acordar, alemães de merda
Será que vocês vão abrir os olhos baços
Para o deserto criado pelo Homem
Que está alastrando à vossa volta
E vão finalmente olhar para vocês
Não como pessoas purificadas pelo luto
De toda a herança terrível e do fardo
Que usam como um escudo contra o presente?

Alemães, vocês vão olhar à vossa volta, porra?
E ver mais e mais longe do que as vossas terras perdidas
E mais perto de vocês, para vós próprios, como povo
Que perdeu qualquer razoável razão para viver?

Será que vocês malditos alemães, porra!
Vão abrir as mãos crispadas cheias de riquezas
Que a merda da vossa economia continua a bombear
E bombear como um coração doente de aço
Dos vossos vizinhos e parceiros e desses povos
que eram precisamente os vossos amigos
E admiradores por causa dos tesouros de criação
Que os vossos poetas, filósofos e músicos
Costumavam oferecer ao mundo, de mão aberta

Pobre povo repleto de pessoas duras no trabalho
Obcecado por um fantasma de segurança
Que ninguém está já disposto a conceder-lhe
Cego por uma obsessão mortal de acumulação
Que torna o vosso espírito tão apopléctico
Que nem sequer consegue já tomar consciência
Da vossa própria vontade de desaparecer e deixar de existir

Conseguirão vocês, alemães dum raio amar-vos a vós mesmos
Apenas quanto baste para aceitar serem amados por todos nós?
Conseguirão vocês abrir os vossos tristes olhos
Para os lentos, terríveis sinais que as vossas mulheres vos enviam
Que não querem ter filhos por nada neste mundo
Bebés que seriam como vocês mais ou menos
Parecidos com vocês com o vosso poder inútil

Conseguirão vocês acordar numa manhã de merda,
No meio do nevoeiro e das duras chuvas do Norte
E dar-vos conta que vocês, não mais do que
as vossas mulheres estais dispostos a ter filhos
Que seriam condenados a viver em permanente exílio

Em casa e nas vossas malditas cidades trancadas
Como portas cegas em torno dos vossos carros pesados
Exílio que incansavelmente tentam curar
Em duas semanas de sol deitados nas nossas praias

Carregando o fardo de um passado de que vocês e nós
Ainda trazemos o luto, vocês não podem fazer nada
E nenhum Ouro de nenhum Reno vai apagar a maldição
De serem os filhos e os netos dos carrascos
E de sermos os filhos e os netos das vítimas
Da loucura do vosso país

Sereis capazes de aceitar nos vossos corações
Como é doce viver quando o nosso vizinho conta
Quando temos tempo para simplesmente não fazer nada
Senão sentar-nos num banco frente ao Mediterrâneo
Respirar os perfumes do mar e da terra
Ou beber juntos uma péssima cerveja local
Que tem sabor a céu por causa da nossa amizade?

Quando vão, porra de alemães aceitar-vos a vós mesmos
Como nada mais do que nossos irmãos infelizes
E parar de destruir o que quer seja de grande e belo
Que poderíamos pacificamente partilhar sem contar
E ver que o que aqui temos dá para vivermos todos
E partilhar com vocês também, porra de loucos de alemães

E silenciosamente sentar-nos numa pedra com os nossos céus
Por cima de nós, por cima de nós, porque aqui vivemos e amamos
E por cima das vossas cabeças também, porque convosco
Aceitámos e aceitamos partilhar o nosso mundo?

José Rodrigues dos Santos
Évora, 20 de Setembro de 2012.
Em homenagem a Günther Grass.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Álvaro Siza distinguido com Leão de Ouro de carreira na Bienal de Veneza

O arquitecto português Álvaro Siza vai ser distinguido com o Leão de Ouro pela sua carreira na Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, em Itália, que acontece entre 29 de Agosto e 25 de Novembro, anunciou esta quarta-feira a organização. Esta é a segunda vez que o arquitecto é premiado nesta bienal, depois de em 2002 ter recebido o Leão de Ouro de projecto.

O nome de Álvaro Siza, apresentado pelo director artístico David Chipperfield, foi o escolhido pelo júri presidido pelo italiano Paolo Baratta. Em comunicado, o júri justifica o prémio com a carreira singular de Álvaro Siza, que recentemente viu três projectos seus entrarem para a colecção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).
Ler toda a notícia aqui.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Não é justo verem o País que ajudaram a crescer desmoronar-se!


Nestes tempos conturbados em que muitos dos meus amigos estão com salários em atraso, muitos desempregados e outros a trabalhar sem garantias de continuarem no mês que vêem, quando oiço dizer que “ o pior é para a próxima geração”, o que eu concordo em género e numero, dou comigo a ter pena do meu pai e daqueles que como ele cresceram sem ter de comer.
Gente, que como ele, começou a trabalhar aos 5 anos descalço, com um cobertor para se agasalhar e um côdea de pão para comer durante todo o dia. Gente que milhares de vezes se deixou dormir cheio de fome, que lutou pelas oito horas de trabalho, pelo subsidio de ferias, de natal e de desemprego, pela liberdade, democracia e igualdade!
O que se passará agora naquelas cabeças ao ver o País voltar para trás? 
O que pensarão ao ver os netos sem estabilidade e sem futuro, como eles já estiveram um dia?
Como estarão aqueles corações ao verem os sem abrigo a pedir como tantas vezes viram amigos seus em crianças?
Que pensarão daqueles que nos levaram para estes caminho?
Vejo-lhe os olhos cheios de lágrimas de cada vez que assistem aos telejornais, tenho medo de lhes mexer na ferida ainda recente e não pergunto, a ferida da fome, para quem passou por ela deve ser horrível, tal como a da guerra e não me atrevo a mexer-lhe, mas gostava de entrar nas suas cabeças e ver o que pensam!
E gostava especialmente que não tivessem que assistir a isto, pelo que já sofreram, pelo que já passaram, não é justo verem o País que ajudaram a crescer desmoronar-se!

Lurdes

28 Junho, 2012 15:01

DA


quarta-feira, 27 de junho de 2012

G a s p a r z i n h o, acabou-se o paliativo e sem desmame… resta-nos a panela de[pressão]!


A guerrear é que a gente se entende?

Guerra. Luta. Batalha.

Desde Homero que se assume a ligação destes termos à condição humana. E ao que parece, ainda não deixou de ser assim.
Se é verdade que desde essa altura, se evoca a par da guerra, a transcendência das linguagens – as deusas - musas, filhas de Zeus e de Mnemosýne (Memória), manifestavam-se na poesia grega nas formas de canto e dança –, é igualmente verdade que o guerrear e o pelejar parecem ter tido quase sempre maior capacidade de impor vontades.
Vem isto a propósito da importância de discutir no espaço público, e de assumir ou ocultar a verdadeira identidade.

Falar e combater não estarão, talvez, tão longe um do outro como à primeira vista parece.” Assim reflecte Innerarity, um filósofo basco da actualidade.
De facto, parece que continua a correr-nos nas veias a necessidade de pelejar, de guerrear, de nos afirmarmos, e até de nos impormos, perante o outro. Na contemporaneidade as espadas e espadachins assumem a forma de palavras e de imagens. Com elas construímos argumentos com mais ou menos técnica e mestria. Alimentamos canais de comunicação. Criamos blogues, por exemplo.
Assim, não é coerente que num blogue onde se pretende promover a participação e o exercício de cidadania de todos os interessados se limite - pela via do controlo de comentários - qualquer manifestação neste espaço. O que não exclui que manifestações ou expressões que causem repulsa ou desagrado de um ou de vários, não deva igualmente ser alvo desse retorno. São leis básicas deste pelejar. Dito de outra forma, (como alguém já disse) trata-se de um exercício de pedagogia.
Até porque, “ A discussão política não tem por objecto unicamente uma serie de temas: é também uma reflexão polémica acerca do próprio sujeito da discussão, sobre o seu alcance, número e extensão, sobre o modo de articular as obrigações interiores que ligam os seus membros” (Innerarity, 20010, O novo espaço público, p-160).

Tudo isto para concluir que ler este blog ajuda a identificar, não só quais os temas que constituem a agenda política de Évora e do Alentejo na actualidade, mas principalmente a compreender o “estado”(ou alcance) de uma parte (representativa?) dos sujeitos que o habitam.
Por isso, considero um privilégio da contemporaneidade partilhar este espaço com quem deseja estar por aqui.

Em dia de Portugal-Espanha



ELIAS O SEM ABRIGO, DE R. REIMÃO E ANÍBAL F/JN

A antecipar o Safira'12



Vídeo de João Paulo Santos, filmado na aldeia de Safira e no Convento da Saudação em Montemor-o-Novo. João Paulo Santos vai estar no Safira'12, dias 14 e 15 de Julho, ao final da tarde, com o espectáculo CONTIGO, co-criado com Rui Horta.

Por princípio, considero o anonimato o contrário de cidadania


(de pequenino se torce o pepino)

Quando aceitei o convite para integrar o colectivo acincotons, já este navegava em velocidade de cruzeiro. Aceitei e aqui continuo ciente das regras anteriormente estabelecidas.

No entanto, desde que bolino nestas coisas dos blogues que peso os comentários anónimos no mesmo prato da balança dos telefonemas, correspondência ou outra forma de comunicação pela socapa do anonimato.
Na generalidade, quando se escolhe o esconderijo do anonimato nada mais é que o desejo de acautelar algumas hipóteses. A circunstância de lhe molestarem o canastro, caso o arrazoado seja demasiado ultrajante para o visado. A possibilidade da pessoa ser lesada na sua imagem por aquilo que disse. Outros ensejos haverá que me escapam mas constituirão certamente “prazer” para o anónimo.
A possibilidade da pessoa sofrer retaliações pelo facto ou factos que denunciou serem graves para a sociedade, tem geralmente a generosa atenuante de ser escrutinada como um benefício público. Não concordo. Prefiro uma sociedade de cidadãos interventivos de peito aberto a uma sociedade de denunciantes acobardados. A prova está na mesquinhez dos poderes ao fugir-lhe o pé para a sordidez ao aliciarem, vai-não-vai, os cidadãos para a delação anónima. Lembram-me tempos de má memória.
Ainda por cima, neste tempo em que a ferramenta internet é reconhecidamente usada pelos poderes para recolher informação e consequentes fontes nem que elas residam no buraco negro.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde


Tony Benn, um dos pais do SNS britânico. Cortesia de C. André.

Hoje, ás 22 horas, no Parque Infantil de Évora


A Incontornável Questão do Anonimato

(da Desfribiladora Ideal)

Em Évora na presença de D. João II,alguém se referiu a   Gonçalo da Fonseca, (que era de pequena estatura) como Gonçalinho, ao que o rei retorquiu "Gonçalinho lhe chamaes, não sey se vos tomardes com elle Gonçalão vos parecerá".
Vejo assim muitos dos comentários anónimos e injuriosos, que correm não só neste mas noutros espaços.
Numa altura de grandes apertos, ataca-se quem dá a cara e se bate por aquilo que acha justo.
Despeito? Inveja? Medo? Simples e kármica estupidez natural?
Muitos casos justificam o anonimato, a maioria não! Apenas cobardia e má consciência e fruto de sabujice congénita.
O Luis Garcia e JRdS, dão a cara, concordo com eles em tudo? Não! Discuto e debato com eles as nossas discordâncias? Sim!
Alguma vez se negaram a isso? Nunca!
De fantasmas, monstros e traças, está o mundo cheio.
Ganhem mas é juizo.

Évora: os medalhados deste ano


Vem aí a IURD

A IURD vai-se fazer ouvir em força em Évora.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os homens e mulheres não se dividem entre direita e esquerda. Dividem-se entre filhos da puta (fora as mães) e gente de bem.


Há uns anos - não sei se ainda - cada vez que se aproximavam eleições Manuel Piçarra mandava suspender as crónicas de opinião no "Diário do Sul" para que não se falasse ali, no seu jornal, "de política". Era uma posição que nos deixava a todos nós, jornalistas, de cabelos eriçados. Como é que em tempo de campanha eleitoral um jornal podia deixar de lado o comentário político?
Hoje, embora não aceitando essa forma de actuar, compreendo-a. Basta olhar para muitos comentários feitos aqui no acincotons nos últimos dias, a propósito das mais diversas temáticas para se perceber que as eleições autárquicas não estão longe e que é para elas que todos os partidos e que todos os pequenos e médios militantes locais se começam a mobilizar. E o que têm transportado para aqui é mero lixo. Lixo, lixo e só lixo. Ataques pessoais e soezes, como se JRdS ou o Luís Garcia, por exemplo, não pudessem dizer o que pensam ou ser quem são, sem terem um coro de protestos - por diferentes e opostas razões -, de insinuações, de mentiras propaladas aos quatro ventos. E sempre por anónimos.
É triste ver esta cobardia e este lixo encher não apenas as caixas de comentários, mas sobretudo as ruas e as instituições desta cidade e do país. É esta mesquinhez feita de muito pensamento de sacristia, fechado, monolítico, medroso e merdoso, à esquerda e à direita, que têm conduzido Portugal para a periferia do mundo moderno. Gente que  não sabe e não quer pensar abertamente, assinando por baixo daquilo que diz pensar e esgrimindo os argumentos para provar a validade das suas ideias, é gente que não sabe viver em sociedade.
E quando se entra em tempo de caça ao voto, sobretudo autárquico, estes pequenos seres não descansam. Parecem lobos ávidos de um lugar, uma sinecura, nem que seja o lugar de aios de um qualquer príncipe de sarjeta. Estão no seu direito. Mas para a gente de bem - que há também, e felizmente, por todo o lado e em todos os partidos - cada vez é mais difícil aguentar esta pequenez emproada, anónima e acéfala, sem uma ideia que seja, a não ser a da pura calúnia, do boato e da mentira.

domingo, 24 de junho de 2012

Avante Cromeleque, avante...


Já aqui ficou testemunhada a qualidade e o sucesso da festa do Solstício no Cromeleque dos Almendres que, mais méritos não tivesse, conseguiu reunir a população da aldeia de Guadalupe em torno do seu mais valioso elemento patrimonial. Estivéssemos nós num país e haveria não uma aldeia, mas uma região a comer à conta de todo o património megalítico que se espalha dentro dos limites geográficos da (ainda) freguesia de Guadalupe.

Encantados pelo Solstício estiveram os comunistas de Évora. Além de presentes em vários momentos da festa, mostraram especial predilecção pelo nascer do sol no Cromeleque dos Almendres - como, aliás, se pode comprovar aqui mesmo, no A Cinco Tons, no belíssimo vídeo do Luís Garcia.

Como se alvitra nos versos de Avante Camarada, de Luis Cília, "E o sol brilhará para todos nós", muitos foram os militantes comunistas que quiseram sentir, não a força metafórica das palavras, mas a magia e o verdadeiro brilho do sol no mais longo dia do ano.

O Solstício de 2012 pode marcar uma nova era no aproveitamento dos recursos de uma região em agonia permanente e que muitos têm ajudado a depauperar ainda mais. Em 2013 a festa poderá ser ainda maior.

A higiene e limpeza não passou para as mãos do presidente da Câmara para ter melhores resultados?


Sou uma apaixonada pela cidade de Évora. Nasci, vivo e gosto de viver em Évora. Até há bem pouco tempo, considerava que a cidade de Évora, era uma das mais belas que conheço, se não a mais bela cidade. Hoje sinto uma tristeza imensa quando ao passear nas ruas encontro dezenas de quilos de lixo, passeios de bela calçada invadidos pelas ervas, ruas pouco cuidadas e com um cheiro que chega a ser constrangedor.
Não percebo como pode a câmara e o seu presidente permitir que uma cidade património da humanidade chegue a estes extremos. Que imagem quer a nossa cidade deixar nos seus visitantes e sobretudo que educação de cidadania queremos deixar aos nossos filhos e netos? 
É urgente voltar aos valores de cidadania e aos cuidados de limpeza e higiene que sendo da responsabilidade de todos é particularmente da responsabilidade da CME. Espaços limpos promovem comportamentos mais responsáveis e refletidos. 

Clarisse Dias Fialho
24 Junho, 2012 13:30

Muito bonito



Sugestão de A.L.A.

sábado, 23 de junho de 2012

Almendres: as imagens de quem lá esteve

A liberdade significa aceitar sempre a liberdade do outro


"Em Maio de 68, na Sorbonne, o poeta Louis Aragon pediu a palavra. Foi assobiado. Aragon era comunista e o jornal comunista L'Humanité tinha insultado o movimento estudantil. Então, o líder deste, Cohn-Bendit, disse: "Estamos aqui porque defendemos a liberdade de expressão. Todos têm direito a falar, até os traidores" - e estendeu o microfone a Aragon". 
(Ferreira Fernandes, no DN)

Não sei se são traidores ou não. Mas gosto especialmente daqueles que gostam da liberdade de expressão e de opinião acima de todas as coisas e, por suposto, também  da liberdade de dizer e de pensar mesmo daqueles que, quando têm meios para isso, não toleram e violam a liberdade de expressão e de opinião dos outros. Todos conhecemos - quem diz desconhecer é porque tapa os olhos e os ouvidos ao que se passa à sua volta e vive numa imaginária torre de cristal -  o terror que andou (e anda) por essa Europa e por esse mundo fora, sempre com base na intolerência e no medo das ideias do outro, seja o outro quem for.
Por isso, a alguns dos comentaristas que criticaram aqui no acincotons a publicação deste comunicado do PCP (importante porque fala da situação em que vive a Câmara de Évora e da sua relação com os agentes culturais) dedico uma simples reflexão:
É curioso que alguns que se afirmam pela liberdade de opinião e de expressão considerem que ela se pratica com a omissão ou com a exclusão de outras opiniões e de outras visões do mundo que não as suas...
E não deixa de ser curioso constatar tanto "democrata", muitas vezes com a palavra "liberdade" na boca, sempre que se trata de opiniões diferentes ou contrárias às suas, utilizarem ou defenderem na prática aquilo que dizem criticar: métodos de silenciamento ou de ocultação do que é diferente e daquilo que não lhes agrada muito similares às práticas stalinistas ou nazis...
Espero que ninguém julgue que esse é o caminho deste blog. Aqui todas as opiniões, sejam elas diversas e contrárias, mesmo contraditórias, são bem vindas e estimuladas. E muito menos censuramos ou ocultamos opiniões, mesmo que não as compartilhemos. E batermo-nos-emos (seja à direita ou à esquerda, ou mesmo ao centro ou às periferias - porque os demónios censórios, fascistas, comunistas ou democratas existem por todo o lado) para que a opinião seja sempre livre e diversificada e tenha amplos direitos de cidadania.

Castro Verde: estreia mundial esta noite na Basílica Real


O último concerto do Festival Terras Sem Sombra decorre esta noite, a partir das 21h30, na Basílica Real de Castro Verde, com “La Betulia Liberata” que tem estreia marcada, a nível mundial, naquela vila. Escrita em 1773 pelo compositor italiano Gaetano Pugnni, esta partitura da oratória em dois actos será interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direcção do maestro Donato Renzetti. 
José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, refere que esta peça, dedicada a D. Maria I, “acabou por ser esquecida e não voltar a ter interpretação nenhuma nos séculos XIX e XX”. Desta forma, segundo o mesmo, esta é “uma estreia importante nos tempos modernos”.

Aldeia da Terra faz hoje um ano


Évora: na "é neste país"

Este sábado, 23 de Junho, pelas 11.30h


Com quantos pontos se conta um conto?

Histórias Que Metem Água

MARGARIDA JUNÇA
CRISTINA REBOCHO

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PCP de Évora considera "ruinosa" gestão do PS na Câmara


A Comissão Concelhia de Évora do PCP manifesta a sua preocupação com a gravíssima situação da Câmara de Évora criada pela gestão ruinosa do Partido Socialista e das políticas contra Poder Local Democrático dos Governos PS, PSD/CDS-PP, com graves consequências para o Movimento Associativo, agentes económicos e sociais, e populações do concelho.
As notícias divulgadas na comunicação social sobre a situação financeira dos municípios portugueses colocam a Câmara de Évora entre as 53 autarquias que se encontram em desequilíbrio financeiro estrutural. O município tem uma dívida total de 78.656.308 euros, sendo que a dívida exigível a curto prazo é de 56.869.520 euros.
Para esta situação de descalabro financeiro muito tem contribuído a gestão dos últimos 11 anos do PS, com as suas opções políticas mais preocupadas com alinhamento com outros interesses que não o das populações do concelho.
Destaca-se, pelo peso que tem na dívida exigível a curto prazo, a decisão de alienar a distribuição da água em alta à Águas do Centro Alentejo, alinhando na estratégia do então secretário de Estado do Ambiente, José Sócrates, com o objectivo de privatizar esse bem público.
É hoje sabido que tal decisão se revelou desastrosa para as finanças do município não trazendo nenhum benefício às populações, tendo a Câmara e a Assembleia Municipal decidido a saída do sistema.
O PS na Câmara pretende agora atirar as responsabilidades para cima de terceiros, escamoteando o cego alinhamento com as políticas definidas pelos seus governos que resultaram na situação que é pública, mas não consegue desmentir aquilo que uma abordagem fria dos números revela.
Mas poderemos também falar da irresponsável aceitação de competências na área da educação sem garantir a necessária transferência de meios, do investimento pouco mais que inútil narecuperação da praça de touros, de propriedade privada, ou numa gestão de recursos humanos que fez crescer substancialmente o número de trabalhadores ao serviço do município sem qualquer tipo de avaliação das necessidades.
Sendo verdade que a ofensiva contra o poder local, levada a cabo pelos governos do PS, PSD e CDS, tem vindo a diminuir os meios que deveriam transferir para as autarquias e com isso por em causa a autonomia do poder local pela via do estrangulamento financeiro, não é menos verdade que o PS na Câmara de Évora deu um contributo decisivo para situação de insolvência que o município enfrenta.
O argumento de que a situação é generalizada não pode colher quando se sabe que no distrito de Évora apenas 4 dos 14 municípios se encontram nesta situação (Alandroal, Borba, Mourão e Évora).
Perante este quadro surge uma mirífica linha de crédito que sob a capa de ajuda à economia local, colocará os municípios que a ela recorrerem numa situação de perda quase total da sua autonomia, submetendo-se a um conjunto de compromissos que passam pelo aumento generalizado de taxas e impostos, pela impossibilidade de apoiar o movimento associativo, pela redução dos serviços prestados à população e pela diminuição do número de trabalhadores. Na prática será voltar ao tempo em que o presidente da câmara era um mero escriturário dos ditames do governo.
No caso concreto do município de Évora, tal “empréstimo” iria na totalidade parar às mãos do credor Águas do Centro Alentejo não chegando um cêntimo à economia local.
Esta situação financeira tem como consequência aquilo que os cidadãos há muito observam. Paralisia total dos serviços, desmotivação generalizada dos trabalhadores, pior serviço às populações, estrangulamento financeiro de terceiros a quem a Câmara deve, não paga nem apresenta qualquer plano de pagamentos e uma sensação de abandono do território.
Neste grupo de credores estão os agentes culturais, desportivos e sociais, as freguesias e muitos fornecedores de bens e serviços cujos créditos há muito se encontram vencidos.
Uma situação bem ilustrativa desta total desorientação é a que se passa com os agentes culturais (a quem a CME deve desde 2009) que estão inibidos, na prática, de utilizarem o Teatro Garcia de Resende. Ainda que as suas criações sejam consideradas de interesse público e por esse facto isentas do pagamento do valor previsto na tabela de taxas (3.377,72€/dia), estão agora obrigados a pagar um montante de cerca de 512€/dia.Este valor, argumenta o executivo PS, destina-se a suportar custos de funcionamento do edifício.
A inexistência de uma equipa de funcionários municipais para garantir o funcionamento do teatro, levou a CME a protocolar com o CENDREV essa prestação de serviços. À semelhança dos incumprimentos da quase totalidade das suas obrigações a CME deve ao CENDREV, apenas por esta prestação de serviços, cerca de 80.000€. Incapaz de assumir um plano de pagamento vem agora exigir aos agentes o pagamento desses serviços, sem nenhum suporte legal na tabela de taxas. Por este caminho, quando nos dirigirmos ao edifício da Praça do Sertório para pagar a água, poderemos vir a ser surpreendidos com a exigência do pagamento de uma taxa de ingresso no edifício para suportar o custo da eletricidade, dos funcionários, do papel higiénico, etc.
Aproxima-se o tempo em que o exercício da moda será o de sacudir a água do capote, inventando culpados, desculpas e o discurso do infalível azar. Os eborenses saberão identificar a força política responsável pelo desastre para assim evitarem o azar de voltar a dar-lhe a oportunidade de continuarem esta desgraçada obra.

Évora, 21 de Junho de 2012
A Comissão Concelhia de Évora do Partido Comunista Português
(texto distribuído na conferência de imprensa desta tarde)

Actividade desportiva em Évora, a par do Europeu de futebol

Mais de metade da população de Évora pratica "actividade física".
Esta é a primeira conclusão de um estudo sobre a Atividade Física no Concelho de Évora levado a cabo pelo  Centro de Investigação em Matemática e Aplicações da Universidade de Évora (CIMA- UE) em parceria com a Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Évora. Ontem, ao fim da tarde, o trabalho foi apresentado no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Estas práticas de actividade física, em que as caminhadas ocupam o primeiro lugar, resultam principalmente de recomendações médicas. É outra das conclusões obtidas. Para ficar a saber o que diz este estudo sobre a quantidade de modalidades praticadas, as mais praticadas, como e por quem, quais os equipamentos desportivos mais conhecidos, procurados e utilizados, bem como os eventos desportivos concelhios mais conhecidos, clique aqui.

A grande descompressão

Namorei-a uma vida inteira sem ela saber



Tantas outras que namorei sem elas saberem. Calhando, sabendo, acabavam o namoro?
Por esta pasmei um deslumbre tranquilo. Mesmo sabendo-a carregada de rótulos. Diziam-na esquelética, andrógina, libertina, falha de mamas… Nunca prezei os ingleses. Inclusivamente, sabia-a inglesa.
Nada demoveu esta paixão encetada pela patroa de uma voz sussurrada, gemida e atrevidamente exposta na língua de Piaf e Gréco. Por trás, uma música magnética, capaz de ser reconhecida por um qualquer terráqueo nos primeiros três segundos.
Aquele canto espesso de erotismo foi um ganchudo murro no estômago da pudorenta moral de sacristia. O «Je t’aime… moi non plus» não deixou pedra sobre pedra no muro da vergonha que nos encarcerava a libido. Nada mais foi com antes. Aquele pequeno vinil rodou mais quilómetros que o transiberiano percorreu durante a vida toda, acicatando os amorosos pares da minha mocidade a engendrarem uma oscilação ondulante. Não sair do mesmo sítio até ao fim da viagem do vinil com uma resma de calafrios a subir e a descer pela espinha dos estacionados dançantes.  
Depois, no Salão Central Eborense, vi a minha diva contracenar com o Alain Delon e a Romy Schneider na fita “A Piscina”. Por mou do desleixo de um qualquer pardo mas excitado sensor, penso ter debutado no cenório in loco umas mamas – pequenas é certo mas altamente esclarecedoras. Tive a certeza que era um amor para toda a vida. Tive a convicção que a Jane jamais me trairia.
Hoje, sei que não me traiu. Hoje, sei que soube envelhecer com sabedoria, viajando pelo tempo com a inteligência dos fadados. Continua suavemente encantadora esta mulher. O trabalho “Serge Gainsbourg & Jane via Japan”, verdadeira pérola da recente série de concertos, prova-o! Se é que dúvidas houvesse.   
Um dia destes ofereço-lhe uma rosa e convido-a para jantar num sítio que eu
cá sei.      

DA


Um Intermezzo é sempre bom!

A partir desta quinta feira há músicas do mundo para ouvir no Festival Intermezzo, em Évora, uma organização da Fundação Eugénio de Almeida.
Ao final da tarde de hoje no Fórum Eugénio de Almeida, o Grupo Coral One marca a abertura deste Festival Internacional que está já na 7ª edição.
O grupo é composto por 30 jovens cantores sob a direção da premiada maestrina asiática Lim Ai Hoii, e o reportório conta com temas tradicionais da Mongólia, Indonésia, Japão e China.

Agenda:
21 de junho – 19h00 - Grupo Coral ONE – Fórum Eugénio de Almeida
28 de junho – 19h00 - Mor Karbasi - Fórum Eugénio de Almeida
5 de julho – 19h00 - Limerick  - Páteo da Herdade de Valbom (Enoturismo Cartuxa)
12 de julho – 19h00 -  Nancy Vieira - Fórum Eugénio de Almeida
19 de julho – 19h00 - L´Herbe Folle - Fórum Eugénio de Almeida
26 de julho– 19h00 - Xícara - Fórum Eugénio de Almeida

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Na Grécia, tudo está em aberto


"Classificando-se como segundo partido grego, depois de enfrentar ameaças e anátemas de todo o jaez e estilo, o Syriza abre novas perspectivas ao equilíbrio social, cultural e político, reabilitando os grandes valores da esquerda.
Uma nova esquerda ou uma outra leitura da esquerda? Pode ser uma e outra. A verdade é que o Syriza disse que, num tempo de mercado unificado e de interesses vários e sórdidos, recuperar e regenerar a utopia pode comportar a realidade do mundo. Porque todas as possibilidades de mudança, todas as formas de justiça e de felicidade estão ao nosso alcance. Ou seja: a história pensada a partir da política, o que estimula a agir segundo princípios emancipadores. Um comentador de voz grossa e escrita fininha asseverou, numa tv, que, no caso de o Syriza chegar ao poder, seria o cataclismo. E então, o regresso dos que o causaram? Na Grécia, tudo está em aberto."
Baptista-Bastos, in DN

terça-feira, 19 de junho de 2012

Não resistiu à Primavera...

 ...Mubarak morreu. Esta noite.
Depois, como se foi verificando ao longo da noite, afinal não morreu. Estava só clinicamente morto. Mas vivo. Talvez morto-vivo. O Cronenberg ainda faz um filme...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Solstício em Guadalupe

Acontecimento do ano: é no próximo fim de semana que o Astro beija as pedras. Aproxima-se o Solstício!

Foi pena. Esta noite poderiam ter aparecido novas saídas para a Europa


http://www.igraphics.gr/en/multimedia/2012/06/elections2012b
De ir às lágrimas (tipo pescadinha de rabo na boca) é a posição oficial pós-eleições do PCP, sem uma única referência ao Syriza. A não perder!

sábado, 16 de junho de 2012

coisas de marionetista

Recém chegado da China, o Trulé vem cheio de renovada energia.
Hoje mesmo lançou um novo site. Eu já espreitei e recomendo.
Quem não conhecer o trabalho do Manuel Dias poderá imaginar.
 Mas quem já conhece não deixará de se surpreender com "as vistas".
www.trule.pt 

Do novo CD dos Virgem Suta

Pedro do Carmo substitui Pita Ameixa na federação de Beja do PS


Pedro do Carmo, foi eleito na sexta-feira à noite presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, ao derrotar, por mais 46 votos, o vice-presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, disse à Lusa fonte partidária.
Segundo a fonte da Federação do Baixo Alentejo do PS, Pedro do Carmo, que sucede no cargo a Luís Pita Ameixa, que não pôde recandidatar-se devido a imposição estatutária, obteve 428 (53 por cento) dos 810 votos expressos e Hélder Guerreiro 382 (47 por cento).
"Foi realmente uma vitória muito sofrida, mas muito gratificante, até porque era o candidato que estava fora do sistema", disse à agência Lusa Pedro do Carmo.
Segundo Pedro do Carmo, "modernizar e reorganizar" a federação e criar um fórum da governação para o Baixo Alentejo e uma agenda para a região eram os "três pilares" da sua moção de orientação política e são as suas "prioridades" para o mandato.
Quanto às próximas eleições autárquicas, Pedro do Carmo disse que "ainda é prematura falar do assunto", mas vai criar, dentro do secretariado da federação, "um pelouro da responsabilidade autárquica, que irá acompanhar todo o processo de escolha de candidatos" do PS no Baixo Alentejo.
Apesar da eleição como presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, Pedro do Carmo, de 41 anos, garantiu que vai manter-se como presidente da Câmara de Ourique, onde cumpre o segundo mandato, e está disponível para se candidatar a um terceiro mandato à frente do município.
Segundo a fonte, no ato eleitoral de sexta-feira votaram 815 militantes, de um total de 910 da Federação do Baixo Alentejo do PS em condições de votar, tendo-se registado 810 votos expressos e cinco brancos e nulos.
O PS lidera sete dos 14 municípios do distrito de Beja (Aljustrel, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Odemira e Ourique), a CDU seis (Alvito, Barrancos, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira) e o PSD um (Almodôvar). (LUSA)

Esta manhã na "é neste país"



16 de Junho, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

O Trulé volta da China


MANUEL DIAS
GERTRUDES PASTOR


Cá vos esperamos neste país! :)

Porque era importante a vitória da coligação Syriza na Grécia





Não tenho por hábito votar e apenas me recordo de ter votado uma vez e foi para eleger Miguel Portas, para o Parlamento Europeu, numa altura em que o BE não tinha nenhum eleito, porque me parecia importante uma voz clara, pró-Europa, mas crítica, em Bruxelas.
Mas, este fim de semana, se vivesse na Grécia talvez votasse no Syrisa. Não é que o fizesse com muitas ilusões: sei que a classe política, à esquerda e à direita, pouco se diferencia quando está no poder e o seu programa será sempre a defesa de um pequeno grupo - o grupo que detém esse mesmo poder e que toda a política nada mais é do que a conquista e a conservação do poder contra o resto da sociedade - mas, neste momento, a vitória da coligação de esquerda, pró-europeia, na Grécia seria uma espécie de lufada de ar fresco e a demonstração de que, no quadro europeu, existem outras soluções e outras alternativas.
A uma unha negra de vencer as eleições, deixando para trás os partidos que levaram a Grécia ao desespero em que hoje vive, julgo que o apoio ao Syrisa, mais do que uma questão eleitoral, mesmo para os libertários gregos, deverá ser encarada como uma hipótese de ruptura com o "status quo" habitual e com a receita do costume que todos os eurocratas nos querem vender: baixos salários, desemprego, liberdades diminuídas e precariedade.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Máquina de viajar no tempo



Não me recordo quanto era, todavia não seriam mais de duas dezenas de tostões. Évora a Nossa Senhora de Machede. Depois, da estação até à aldeia, não mais que dois quilómetros, embalávamos no trote largo da égua do tio José. No regresso ao burgo eborense, nova viagem na tracção animal e na tracção a vapor. Eram um delírio estas jornadas familiares à aldeia. O senão, morava nas esfregas beijoqueiras das velhotas – ai mê rico menino. O contrapeso aos lambuzados beijos, esmiuçava-o nas tardadas de fisga no bolso a zunir pelo o campo. A penantes ou numa pedaleira alugada ao Fitas a dez tostões à hora. Pelo fim da tarde, antes do regresso ao monte do Monviso, ainda havia uma nesga de tempo para despachar um pirolito na Sociedade da Música. Ala que se faz tarde, corria desalmadamente para a vacaria a tempo de, desajeitadamente, tentar aprender a ordenhar sob os ralhos do avô Isidoro. Atraía igualmente a mim, a tarefa de despejar nos caqueiros a comida que haveria de saciar os rafeiros do monte. Muito vagamente, ainda mantenho uma lembrança fugidia dos malteses a pedirem ao avô para dormirem no casão da palha. Depois eram as noites diferentes das da cidade, alumiadas pelo petróleo, e dormidas com o olho fisgado na telha de vidro do telhado forrado em salto de rato.
Como gostava de fazer a viagem, de cabeça de fora, a saborear o cheiro do carvão ardido na fornalha da locomotiva e a ver desfilar as azinheiras numa correria louca às arrecuas. Como gostava de ir sentado no banco forrado com pele de borrego, ao lado do tio José, a observar o movimento vigoroso do trote largo da égua a rasgar, por via das ferraduras e dos aros de ferro das raiadas rodas,  o silêncio que venera a abalada do astro na charneca. Como eram saborosas as açordas com bacalhau e figos de S. João, no monte do avô Isidoro. Como gostava de ter agora uma máquina de viajar no tempo!

Évora: esta noite no Imaginário


Hoje na "é neste país"

Dia 15 de Junho de 2012, pelas 21.30h 

Serão de poesia com
Margarida Morgado . Rui Nuno . Alberto Frazão . Nuno do Ó

Com exposição de quadros do grupo Artivários
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é neste país!

Rua da Corredoura nº8, Évora

266731500

http://nestepais.wordpress.com/

Évora: parecer aprovado por unanimidade contra o encerramento de escolas no concelho


A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade, na reunião pública de 13 de Junho,  um parecer em se manifesta contra o encerramento das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico da Boa-Fé, S. Miguel de Machede, Torre de Coelheiros e Vendinha proposto pela Direção Regional de Educação do Alentejo (DREA). 
Perante isto, a Câmara Municipal “mantém a sua posição de descontentamento face a esta decisão, que representa mais um fator de perda significativa de atratividade e de qualidade de vida nos meios rurais”, afirmando que “a proximidade da escola com as populações é fator de combate quer ao absentismo, quer ao abandono, já que o sucesso também se faz, para além dos resultados, com a conclusão em tempo próprio da escolaridade obrigatória”. 
No ofício da DREA, em que é apresentado um quadro caraterizando as sete escolas básicas de freguesias rurais que têm um número previsível de alunos inferior a 21, a Câmara de Évora contesta as observações que são feitas às escolas da Vendinha, Torre de Coelheiros e de S. Miguel de Machede relativamente à não intervenção no equipamento. Quer a Câmara Municipal de Évora, quer as respetivas Juntas de Freguesia efetuaram sempre ao longo dos anos investimentos na manutenção e melhoria destes equipamentos. 
Além de outras considerações, a autarquia eborense aponta ainda neste documento que na Boa-Fé, “com o encerramento da sala de 1º ciclo de Ensino Básico deixar-se-á três crianças na sala de Jardim-de-Infância, implicando que apenas uma educadora e uma auxiliar estejam presentes o que, com as caraterísticas de localização da própria escola, se torna totalmente inadequado e será seguramente do desagrado das famílias”. 
Finalmente, no que respeita os transportes escolares, mantendo-se as condições de financiamento dos circuitos dos alunos transportados acordadas entre o Ministério da Educação e a Associação Nacional de Municípios Portugueses será impossível à autarquia assegurar esse transporte. Por todas estas razões e nas atuais condições, a Câmara de Évora dá como parecer a não-aceitação do encerramento proposto. 

Outros assuntos tratados 
No período antes da ordem do dia, o Presidente da Câmara Municipal, José Ernesto d’ Oliveira, informou sobre a realização de um congresso extraordinário da Associação Nacional de Municípios Portugueses no final de Setembro deste ano e foi apreciada e debatida em traços gerais a atual situação dos municípios e o memorando estabelecido entre o Governo e a ANMP. A Câmara de Évora mostra-se globalmente preocupada e assume que irá continuar a acompanhar muito de perto o evoluir de toda esta situação. 
Informou também sobre o pedido de suspensão de mandato da Srª Vereadora Jesuina Pedreira por 60 dias, a partir de 21 de Maio, por motivos de doença, sendo substituída durante este período pelo Sr. Prof. Luis Filipe Guerreiro Martins, o cidadão imediatamente a seguir na ordem da lista da CDU dos candidatos à Câmara Municipal. 
A Vereadora Cláudia Sousa Pereira comunicou à Câmara o ponto de situação da nova Escola dos Canaviais, reafirmando que a autarquia está a fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir a abertura desta infraestrutura escolar no princípio do próximo ano letivo. 
De entre o conjunto de pontos tratados nesta reunião, de salientar também que a Câmara tomou conhecimento da instauração imediata de um processo arbitral contra o Estado Português e a Águas do Centro Alentejo, S.A., tendente, por um lado, à resolução do contrato de fornecimento e, por outro, à formulação de um pedido indemnizatório, para ressarcimento dos prejuízos incorridos pela Câmara Municipal de Évora. 
O Executivo camarário tomou ainda conhecimento, e congratula-se, com a proposta apresentada pela Paróquia de São Brás para implantação de busto em homenagem ao Cónego Manuel da Silva Barros, na Rua Estrela Faria, junto ao Centro Social de São Paulo. (Nota de imprensa da CME)

Conferência sobre o anarquista Gonçalves Correia este sábado na Biblioteca de Beja


Este sábado, dia 16 de Junho pelas 17h30 terá lugar na Biblioteca Municipal de Beja uma conferência associada à exposição "Gonçalves Correia, a utopia de um cidadão". Participam neste debate Francisca Bicho, João Honrado, Daniel Nobre e Constantino Piçarra.Vamos a ver do que são capazes!
Gonçalves Correia, natural de São Marcos da Atabueira, no concelho de Castro Verde, desenvolveu a sua actividade de caixeiro-viajante por todo o Alentejo e foi um dos principais impulsionadores da "Comuna da Luz", junto a Fornalhas Velhas (Vale de Santiago), no concelho de Odemira, uma primeira experiência de exploração colectiva e solidária da terra, que foi violentamente interrompida pela violência por parte do regime republicano, tendo muitos dos seus protagonistas sido deportados. 
Lembro-me de poucos meses depois do 25 de Abril de 1974 ter-se realizado um comício anarquista em Beja, no Pavilhão do Liceu, com centenas de pessoas, onde muitos dos presentes ainda se lembravam e contavam pormenores da vida de Gonçalves Correia, que hoje "é" nome de praceta em Beja e de rua em Castro Verde, e que dá nome a um colectivo anarquista do Baixo-Alentejo, e cujo exemplo e mensagem continua a ter um forte impacto em toda a região. 
Alberto Franco investigou a vida deste revolucionário e escreveu um livro bem documentado sobre Gonçalves Correia. 

Quem pensa, age!


Passou-se um ano sobre a abertura da feira de S.João e continuamos (agentes culturais) todos pior. Porque não agendar mais uma jornada de sensibilização para o dia de abertura da feira deste ano. Distribuir um comunicado conjunto ou outra coisa qualquer?

Rui Nuno (actor), no facebook

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Évora: para quem tem filhos, duas boas propostas para o mês de Julho



Francisco Ceia ao "Diário do Alentejo" sobre o livro "Jogo de Janelas"

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QREN: reformulação retira verbas aos municípios e ao Estado e disponibiliza-as para as empresas

O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques reuniu-se hoje em Évora com as Comunidades Intermunicipais da Região e com os órgãos dirigentes do Programa Operacional do Alentejo para anunciar a reformulação efectuada no QREN.
Assim, segundo o secretário de Estado, a reafectação de verbas, que privilegia o sector empresarial privado e o emprego e o empreendedorismo de jovens desempregados, é feita, sobretudo, à "custa do sector público" (Estado e autarquias).
Neste momento a taxa de execução do QREN na região pouco ultrapassa os 26 por cento, o que foi considerado um valor "muito baixo" por aquele governante.
O secretário de Estado disse aos jornalistas que, com esta reprogramação que vai ser apresentada na primeira quinzena de Julho a Bruxelas, "os municípios do Alentejo ganham mais de 30 milhões de Euros por via do aumento de taxas de comparticipação dos investimentos para 85%".
Por outro lado, "as empresas (micro e pequenas) do Alentejo terão à sua disposição mais 70 milhões de euros, através do reforço do orçamento dos sistemas de incentivos no PO Regional".
"21 milhões de Euros do PO Alentejo serão voltados para o Emprego, Empreendedorismo de Base Local e Microcrédito ("Impulso Jovem")" disse o secretário de Estado, acrescentando que "desse pacote, 10 milhões de Euros são destinados a financiar bolsas de estágios profissionais a jovens desempregados (incluindo licenciados, mestrados e doutorados) em empresas do Alentejo com projectos de industrialização, internacionalização ou inovação".
Segundo Almeida Henriques, "está garantido o acesso das empresas do Alentejo ao Fundo de Revitalização de Empresas do Programa REVITALIZAR. O PO Alentejo participará com 10 milhões de Euros, que alavancará mais 10 milhões de parte da sociedade financeira que vier a ganhar as funções de gestão".
O secretário de Estado revelou também que "na "Operação Limpeza" do QREN, concluída em Maio passado, foram anulados contratos sem execução ou baixa execução no PO Alentejo na ordem dos 23,5 MEuros (3,4% do montante global de 700 MEuros apurado no total nacional). Esse montante está agora disponível para apoiar novos investimentos, com capacidade real de execução".

O "Pardal" no "Correio Alentejo". Bela crónica do Napoleão!

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DA


Este sábado em Montemor


quarta-feira, 13 de junho de 2012

A gente é a mesma, os sindicatos é que são diferentes


http://aragon.cnt.es/?p=6879

Governo de Portugal

"Está em curso uma reavaliação da sub concessão das obras na A26/IP8 que pode implicar medidas radicais, não identificadas por enquanto, em todo o trajeto"



Com as obras do IP2 e da A26 de novo paradas, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém reuniu-se com o presidente das “Estradas de Portugal” e com o Consórcio “Estradas da Planície”, no sentido de discutir, entre outras questões, as obras na A-26, que vai ligar Sines a Beja.
Segundo um comunicado da autarquia “sobre este assunto, o Presidente da “Estradas de Portugal” em resposta às preocupações manifestadas pelo Município sobre atrasos e notícias preocupantes quanto ao desenvolvimento futuro da mesma informou a delegação de Santiago do Cacém que está em curso uma reavaliação da sub concessão das obras na A-26/IP.8 que pode implicar medidas radicais, não identificadas por enquanto, em todo o trajeto Sines- Santiago do Cacém – Beja e no troço Santo André – Sines. O Presidente da “Estradas de Portugal” alegou dificuldades e encargos financeiros incomportáveis nesta parceria Público-Privada que obrigam a uma reformulação de toda a obra da A-26/IP.8".
Por outro lado,  a Estradas de Portugal “está a avaliar as obras em curso e apenas em setembro irá comunicar à autarquia quais as obras  que irão ser concluídas, e quais as alterações aos projetos inicialmente previstos”.
O deputado do PS, Luís Pita Ameixa que formulou recentemente uma pergunta ao Governo sobre a paragem dos trabalhos no IP2 e na A26 ainda não recebeu resposta, mas disse ao acincotons ter sido informado em “off” de que estará em curso uma renegociação das condições da Concessão destas estradas, o que inviabiliza também o acesso das empresas concessionárias ao crédito bancário.