quinta-feira, 31 de maio de 2012


A Delegação de Évora da Agência Lusa fecha hoje. A partir de amanhã os três jornalistas que nela trabalham passam a desenvolver a actividade a partir da própria casa.
Talvez me engane, mas este é o princípio do fim da descentralização dos órgãos de informação iniciada -em massa - nos anos 80 e que, em nome da crise, irá, a partir de agora, acentuar o fosso entre a cidade grande e o país real.
É pena que isto aconteça perante o total alheamento de toda a classe política regional a quem importante facto parece nada preocupar!

Diário do Alentejo: 80 anos




A Marta é uma jovem eborense, como muitas outras jovens de 18 anos, à procura de se superar. Usando para isso o seu talento. Aplausos para a Marta e para todas e todos os que andam a "aprender a ser".

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um romance da gesta alentejana


Lembrei-me hoje do nome de Manuel Ribeiro por razões que não vale a pena explicar. O Manuel Ribeiro de que abri um email era outro. Mas este é que me enche o gostar. Escritor libertário, jornalista na "Batalha" - o órgão diário da Confederação Geral do Trabalho anarco-sindicalista - depois convertido ao catolicismo, escreveu, a meu ver, o grande romance da gesta alentejana. Chama-se "A Planície Heróica", passado em terras do Baixo-Alentejo, ali a dois passos de Beja e mostra o conflito entre um padre vindo do norte e a imensidão da planura e das gentes do Alentejo. 
Qualquer dos inúmeros "candidatos" a alentejanos que nos têm cabido em sorte, à direita e à esquerda, e que enchem os partidos e as sinecuras do Estado "plantados" nesta pátria ao sul não perdiam nada em ler esta prosa enxuta que diz mais do que somos do que todas as mentiras que sobre nós, alentejanos, têm andado a papaguear.

ó relvas, ó relvas


o RELVAS é berbicacho
o governo um desperdício
-disto tudo o que é que eu acho?
:
aturá-los já é vício

António Saias (no facebook)

Amanhã mais um debate do ciclo "Habitar a Cidade Construir Espaço Público"

(clique para aumentar)

O Ciclo de debates "Habitar a Cidade, Construir Espaço Público" terá na próxima quinta feira, 31 de Maio a sua 5ª edição centrada sobre os contributos da Arquitetura e do Urbanismo.
Na mesa motivadora deste debate estarão dois especialistas na construção de cidade, profundos conhecedores do caso de Évora:
A Prof. Aurora Carapinha é Arquiteta Paisagista e Professora na Universidade de Évora. O Arquiteto Jorge Silva foi o impulsionador do primeiro PDM de Évora, da encomenda do Projecto da Malagueira ao Arquitecto Siza Vieira, Professor Universitário e Director da Oficina de Arquitectura.
A moderação estará, desta vez, a cargo de um jornalista: Paulo Nobre.
O Objectivo é reflectir em público, com os cidadãos que aceitem este convite, como construir mais Cidade Educadora em Évora.
No Condestável Café Bistrô, em Évora, entre as 17,30 e as 20,30 horas, de quinta-feira, dia 31 de Maio.

domingo, 27 de maio de 2012

É assim que se gere um país

Assunção Cristas decidiu partilhar connosco como é o árduo trabalho de gerir este país.


Já depois disto, o A Cinco Tons teve acesso ao plano de Assunção para esta semana:

sábado, 26 de maio de 2012

"de ouvido e coração” - José Afonso no Convento dos Remédios


amanhã, domingo, 27 Maio, 18h30 - "de ouvido e coração” 
José Afonso (25 Anos da sua morte), no Convento dos Remédios, em Évora.

Amilcar Vasques Dias, piano,
Luís Pacheco Cunha, violino,
Esther Merino, “cantaora”.
Músicos Convidados: Natasa Sibalic, cantora e Joaquim Soares, “cantador” do Grupo Cantares de Évora.

Amália canta o "Grândola Vila Morena"



Poucas pessoas conhecem esta versão de "Grândola, Vila Morena" de José Afonso. Menos ainda que Amália gravou ainda duas canções do Zeca. Nesta versão gravada em 1974, Amália junta coros e orquestra e faz uma das duas interpretações definitivas de "Grândola". Raras vezes vozes femininas gravaram ou sequer cantaram esta canção. Cantou-a em Madrid nos últimos momentos da ditadura de Franco em defesa da democracia no Estado Espanhol num espectáculo onde todos esperavam fado. Tantas vezes acusada de ligações ao regime de Salazar, o que é falso em todos os sentidos, tal como se veio a provar depois do 25 de Abril (não esqueçamos a suas interpretações de poetas anti-fascistas que musicou e cantou, na maioria das vezes com arranjos de Alain Oulman: David Mourão Ferreira (o poeta que Amália mais cantou a seguir a ela mesma), José Carlos Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O'Neill, tantos outros. 
Foram raras as vezes em que Amália cantou "Grândola" em público. E tinha uma razão para isso e deixou-o dito: "A Grândola é uma das mais belas canções de sempre, escrita e cantada pela mais bela voz masculina que conheço. Mas é também um símbolo de renascimento. Gravei-a por comoção. Mas creio, tenho a certeza, que a interpretação desta obra deve perdurar na memoria, na história, pela voz de José Afonso, ou através de interpretações populares. Como disse, cantei-a, arranjei-a e gravei-a por comoção. O meu trabalho sobre a "Grândola" está concluído." (entrevista a Assis Pacheco, 1987, ano da morte do Zeca).

Frederico Mira George (no Facebook)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A novela da escola dos Canaviais não acaba!


A novela da construção da escola dos Canaviais não acaba e os pais sentem-se enganados! A obra está parada há um ano!
Primeiro, era para abrir em Setembro de 2011, não abriu, depois tínhamos esperança que abrisse em Janeiro, não abriu, depois era na Páscoa, idem, idem. Até há pouco tempo a ideia que foi passada aos pais é que a obra não era concluída porque havia um embargo do Tribunal de Contas. Veio a autorização do Tribunal, mas não há quaisquer movimentações na obra. Porquê?
Agora, soubemos que independentemente da autorização do Tribunal de Contas, têm sido transferidas mensalmente verbas para a Câmara, vindas do FEDER, que cofinancia a obra. O que aconteceu a esse dinheiro?
Soubemos também que, em 20 de Abril de 2012, a Câmara pediu uma tranche de 530 mil euros. Estas tranches demoram aproximadamente 30 a 45 dias a serem desbloqueadas. Sendo assim, na próxima semana a CME irá receber este valor. O que vai acontecer a este dinheiro? Será finalmente para pagar ao construtor para que possa acabar a obra, o que, segundo ele, consegue fazer em 60 dias. Ou será que esperam para abrir só no ano seguinte, ano de eleições? Dois meses passam num instante! Se as obras não recomeçarem em breve, ainda não haverá escola nova no próximo ano.
O que farão aos meninos? Voltam aos horários desdobrados, ou continuam dispersos por vários edifícios, alguns com poucas condições para se fazer um trabalho pedagógico da máxima qualidade? E os meninos do 4º ano continuam a ir para a Escola Conde de Vilalva de autocarro? Relembro a aflição dos pais destes meninos no dia em que o autocarro se viu envolvido num acidente, do qual o motorista não teve qualquer culpa, mas do qual resultaria um morto - o condutor do outro veículo. Todos nós andamos de carro e acidentes acontecem a qualquer um, mas se a escola tivesse aberto em Setembro, pelo menos este não teria acontecido.Vale-nos a boa vontade de todos os educadores, professores e pais. Mas será provavelmente por todos termos boa vontade e não nos indignarmos e "fazermos mais barulho" que estas situações continuam a acontecer.
Gostaria que a Câmara respondesse a estas questões e esclarecesse a situação, até para se defender se não tiver, efectivamente, qualquer responsabilidade. Sei que este não é o local para a Câmara reponder, mas é um local que, pelos leitores que tem, pode ajudar a divulgar e denunciar a situação.
Obrigada 

Guilhermina Rebocho, uma Encarregada de Educação (recebido por email)

Évora: esta noite já há Feira do Livro

“O que procuram os consumidores de informação”


O ciclo de conferências organizado pelo Fórum de Jornalistas prossegue este sábado, dia 26, na Casa da Imprensa. Na primeira sessão, vai ser analisado o que procuram os consumidores de informação, procurando identificar as transformações em curso. Na segunda sessão, serão apresentados os resultados do inquérito feito a directores, chefes de redacção, editores executivos e editores, conduzido em parceria com o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica.

DA 1570

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Évora: novas andanças do Museu do Artesanato e Design




(entrevistei para a próxima edição do "Diário do Alentejo" - que vai estar nas bancas já na próxima sexta-feira - Ceia da Silva, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo. Foi uma entrevista que ficou extensa. Houve algumas partes que tiveram que sair da edição impressa, por questões de espaço. Uma delas foi a situação do Museu de Artesanato e Design que parece estar a passar, de novo, momentos conturbados. Especialmente dirigidas aos eborenses, publico as respostas às perguntas que formulei a Ceia da Silva sobre esta questão, que serão publicadas no site do "Diário do Alentejo", mas não na edição impressa).

Em Évora

Museu do Artesanato e Design pode voltar a ser Centro de Artes Tradicionais

A transformação do Centro de Artes Tradicionais, em Évora, que depende da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, em Museu de Artesanato e Design levantou grande polémica a nível local. Sabe-se agora que o senhor contactou recentemente algumas das figuras que mais contestaram esta opção dizendo que está a procurar novas soluções. O que se passa, de facto?


Quando há um sector que é vital para a economia duma região, como o turismo,  quando existem inúmeras actividades de promoção e de divulgação, perante toda a panóplia de actividades que temos feito, haver uma atenção tão cuidada a um museu que a Entidade Regional de Turismo nem sequer devia ter parece-me profundamente errado.

Mas vai-se manter enquanto Museu do Artesanato e do Design ou vai voltar à velha fórmula?

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo não tem condições para ter um museu. Acho que tem que ser encontrada uma plataforma para que alguém fique a gerir aquilo. A solução encontrada foi devidamente ponderada e alargada nos últimos tempos. O espaço que neste momento é dedicado ao artesanato já representa 2/3 do espaço global, as exposições temporárias são de artesanato, está lá agora a exposição de uma artesã de Arraiolos e passarão por lá outras…

O protocolo com o coleccionador Paulo Parra deixou de funcionar?

O protocolo com o professor Paulo Parra tinha apenas em vista a cedência da colecção para ser exposta. Essa colecção está ali no Museu…

Mas competia-lhe inicialmente a dinamização do espaço, através de conferências e iniciativas de índole universitária.

Houve aí também muita confusão. A ideia não era que ele gerisse o Museu. O artesanato continua ali bem presente e penso que vamos ter que encontrar no futuro soluções para aquele espaço, eventualmente sentando todas as pessoas à mesa.

Que balanço faz destes últimos meses?

Não é fácil neste momento estarmos a fazer medições, seja sobre o número de visitantes, seja sobre outros aspectos. A alteração que houve foi recente.

Mas porque é que, ao fim de tão pouco tempo, já está a pensar em alterações?

Como já disse, uma Entidade Regional de Turismo, como a Turismo do Alentejo, não tem que ter um museu. Mas temos responsabilidades que temos que cumprir, nomeadamente com a União Europeia e com quem financiou o Centro de Artes Tradicionais. Por isso, acho que temos que manter conversas com as associações de artesãos e com outras associações e promotores diversos para um dia destes nos sentarmos à mesa e vermos quem está na disposição de animar e ficar com a gestão daquele espaço e dedicá-lo eventualmente, de novo, apenas ao artesanato. Não sou fundamentalista em nada. Acho que seria muito desejável se houvesse uma associação de artesãos ou desse tipo que quisesse protocolar connosco - e que isso fosse permitido legalmente – a gestão do museu. 

Carlos Júlio

Da miséria da classe média em tempo de governo PSD/CDS


Faço há umas semanas parte de uma rede que contribui mensalmente para ajudar uma concidadã nossa a sobreviver. Somos mais de uma dúzia a contribuir para que esta mulher, a rondar os 80 anos, filha e residente no Centro Histórico de Évora, consiga viver com dignidade os últimos anos que lhe restam (e esperemos que sejam muitos!)
O caso é exemplar não apenas por aquilo que esta situação é de facto, mas também pelo que representa. Esta cidadã mora numa casa antiga, da família, no centro de Évora pela qual não paga renda e recebe uma reforma ainda de algum valor. Mas o dinheiro não lhe chega. Os aumentos de preços e a solidão em que vivem muitas pessoas de alguma idade também fizeram - e de que maneira - das suas junto desta nossa amiga.
Embora não pague renda, todos os meses, com o aumento da luz, a conta da EDP ronda sempre os 200 euros. Regra geral a luz é cortada por falta de pagamento e só depois é reposta a ligação.
Parece estranho a conta da luz ser tão elevada? Talvez seja,  mas a casa é velha, fria, os aquecedores são antigos e obsoletos, e o próprio aquecimento de água é feito através de electricidade. Com medo de viver sozinha, devido à idade, esta nossa amiga levou para casa dois jovens conhecidos que procuravam quarto e que aumentaram a despesa - não pagam o quarto que deviam pagar (um está sem emprego e o outro com salários em atraso), mas utilizam também, como é natural, o aquecimento e a luz eléctrica.
Esta nossa amiga começa a ter dificuldade em deslocar-se e em descer o primeiro andar íngreme da casa onde habita. E cada vez sai menos. Antes ainda se socorria dos amigos para uma refeição aqui, outra ali. Agora já não, e a comida que pede a alguém para comprar é adquirida nas mercearias da zona - em que os preços são proibitivos! Houve dias, recentemente, em que passava fome.
A reforma mal chegava para as dívidas em atraso e, mal recebia o dinheiro da reforma, assim ele desaparecia. Eram as dívidas, a água, a luz, os medicamentos, o tabaco (vá lá que ainda guarda algum vício!), os juros que o banco ia acumulando por antecipação de crédito, um ou outro jornal ou livro (porque para esta nossa amiga ler é ainda tão importante como respirar). 
Um dia destes tudo "estoirou" - a luz estava cortada, não havia gás nem comida em casa, havia mais de um dia que não comia nada, a sujidade acumulava-se -  e houve alguém que decidiu que era tempo de dizer basta e criou uma rede de solidariedade para, num primeiro momento, contratar uma pessoa que fosse trabalhar para aquela casa duas horas por dia para limpar um pouco e dar alguma assistência e algum apoio (nem que fosse fazer uma sopa) a esta mulher.
A  rede concretizou-se e serve para pagar estas duas horas de trabalho diário. O problema da comida resolveu-se, com base na reforma e num contrato com um restaurante que, a preço muito módico, lhe vai levar uma refeição por dia e fez-se uma transferência directa para o pagamento da luz no próprio dia em que a nossa amiga recebe a reforma. Fica sem um tostão mas, pelo menos por agora, estas necessidades básicas parecem estar resolvidas. O que não está ainda resolvido é o problema da mobilidade e da solidão. Dos pequenos extras (quase nada: uma refeição fora, um livro, uma pequena viagem, uma prenda a alguém...)
Licenciada, com uma vida intelectual preenchida, nunca se casou, mas viveu sempre rodeada de amigos. A família diz que só pode ajudá-la se ela sair de Évora e for para onde os familiares moram. Esta nossa amiga recusa, diz que esta é a sua casa e que Évora é a sua cidade e está no seu direito - digo eu. Vence a solidão e os medos da noite com aqueles jovens, agora sem salário, com quem partilha a casa. Se eles saírem será que a qualidade de vida desta nossa amiga melhora? Duvido. A deles também não.
Mas os tempos que vivemos são estes. De várias misérias. A económica ainda se vai resolvendo, todas as outras são bem mais difíceis de encarar. E a queda abrupta da classe média e das suas condições de vida, levadas a cabo por este governo, é uma delas. E é a que mais sequelas está a provocar e que mais feridas vai deixar.

Évora: hoje na Igreja de São Vicente


"Bicho Papa-Livros" na Biblioteca Pública de Évora



O PIM teatro volta à Biblioteca Pública de Évora e convida-vos a entrar neste lugar mágico, antigo, que resiste e persiste em ser guardador de memórias, promotor de descobertas, mais, muito mais que um depósito de folhas amarelecidas.
de 22 a 27 de Maio, sessões às 21:30,
sábado e Domingo também às 16:00
Descobrir os livros e descobrir o que está para lá deles, para lá da estante, no ar que se respira, nos sons e nas vozes que se escutam, nos seres que caminham pelo espaço.
Quando as portas da Biblioteca se fecham, desliga-se a água e apagam-se as luzes, fica então um silêncio calmo, um silêncio habitado, tenso e imóvel, acendem-se umas luzes pequeninas e escuta-se uma música suave e encantadora… 
Se uma Biblioteca é já um mundo dentro do mundo e cheio de mundos dentro, como pode o teatro habitá-lo?
Quisemos oferecer-vos um espectáculo que vos levasse através da Biblioteca desfiando palavras como: comida (restaurante, elegante), pastelaria (massa, mil-folhas), livro (imprimir, palavras, contos, dicionários), bicho (animal, guloso). Quisemos habitar a biblioteca para conhecer os seus segredos para vo-los desvendar. Quisemos e fizemos um espectáculo que não vos vai sair da memória!
«Quando os Bichos que comem os Livros se cruzam numa Biblioteca, muita coisa pode acontecer. Uns comem, outros devoram. Uns arrumam e tentam colocar ordem nas ideias, enquanto outros brincam com os livros ao mesmo tempo que preparam a degustação. Uns encantam, assustam mesmo. Os seus mundos só aparentemente são paralelos. Afinal concorrem pelo alimento»
com: Alexandra Espiridião | Ana Leitão | Ana do Mar | Diogo Duro | Estrela Espiridião | João Sérgio Palma
Bilhetes: 5 € | 3 € [desconto para crianças, estudantes, idosos e desempregados]
Reservas através do telefone 26674403 |             965529610       ou do email pim@pimteatro.pt
Sessões para escolas até ao final do ano lectivo
Bicho Papa-Livros . memórias de um animal intelectual
Criado em 2005 para as Comemorações do Bi-Centenário da Biblioteca Pública de Évora e de hans Christian Andersen. O espectáculo viajou por todo o país (continente e Ilhas) realizando até à data 111 apresentações para habitar Bibliotecas e encantar crianças e adultos.
Um espectáculo orginal da autoria de PIM teatro com: Alexandra Espiridião (dramaturgia) . João Sérgio Palma (implantação cénica) Inês de Carvalho (concepção plástica) . Bruno Cintra e Markandré Birken (concepção musical) . Paulo Vargues e Diogo Duro (iluminação e construção) . Vicencia Moreira (Confecção de Figurinos)

terça-feira, 22 de maio de 2012

De Évora para a China


Pode dizer-se que Chengdu, e Évora vão estar ligadas por um fio de sensibilidade… ou por formas animadas, durante a próxima semana.
Chengdu é uma cidade do sudoeste da China, com cerca de 4 600 000 habitantes. Desta cidade antiga há notícias desde o século V a.C. Actualmente afirma-se como centro económico e cultural.
Évora é a cidade portuguesa onde nasceu e vive o TRULÉ - projeto de Investigações de Formas Animadas. Daqui sai, na próxima quinta feira, rumo a Chengdu, o marionetista Manuel Dias. Vai acompanhado de dois outros elementos do TRULÉ, bem como dos “artistas” que fazem o espectáculo “Amores e Humores da Bonecada”. O seu objectivo é participar no 21º UNIMA Congress and World Puppetry Festival que se realizará entre 27 de Maio e 3 de Junho de 2012.

 grupos de marionetas de todo o mundo que participam.

 A UNIMA é uma espécie de “casa” dos marionetistas de todo o mundo.Union Internationale de la Marionnette - InternationalAssociation Puppetry) é uma organização não-governamental filiada na UNESCO e com 75 países membros entre os quais Portugal.
O Congresso da UNIMA realiza-se de quatro em quatro anos, sob a forma de um Festival Mundial da Marionetas. Desta vez são cerca de cem, os grupos de todo o mundo que participam.
TRULÉ apresenta-se em média, três a quatro vezes por ano em Festivais Internacionais de Marionetas organizados nos vários pontos do planeta. Esta é a sua sexagésima sexta participação.

Évora, cidade educadora faz parte da agenda política

"Na Rede das Cidades Educadoras não basta querermos ser, temos que o trabalhar em áreas muito diversas para o sermos, (...) a Cidade será educadora quando todos souberem que, para além dos que elegeram assim a desejarem, se for construindo com todos os cidadãos". Disse hoje a Vereadora Cláudia Sousa Pereira na Rádio Diana.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Castro Verde é o concelho do país onde cada habitante assistiu a mais espectáculos em 2010

(clique para aumentar)

A actividade cultural no concelho de Castro Verde é “muito forte” devido à acção dos agentes culturais e do Município, que, apesar da crise, não fez “cortes indiscriminados” nas iniciativas, afirmou o presidente da autarquia. Francisco Duarte falava a propósito dos dados do portal PorData – Base de Dados do Portugal Contemporâneo, divulgados esta semana e segundo os quais Castro Verde é o concelho do país onde cada habitante assistiu em média a mais espectáculos ao vivo em 2010.

Bom apetite!

Catilina



Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará de nós?
Com estas palavras, em pleno senado romano, Cícero interpelou Catilina que planeava derrubar a república para assim obter riquezas e poder.
Corria então o ano de 63 AC, mas pelos vistos de então para cá a cupidez humana pouco se alterou.
Haverá sempre alguém disposto a sacrificar valores em troco de dinheiro, gente sem ética, sem dignidade, para quem todos os meios são justificados pelo fim último que é o poder e o dinheiro que o poder confere e que o sustenta.
Mentir é uma manobra tática e não importa que a mistificação seja descoberta, desde que tenha cumprido o seu objetivo. Está tão vulgarizado o recurso à patranha, que a verdade já deixou de ser incómoda, para passar a ser considerada uma bizarria, um estorvo.
Tudo nestes tempos que vivemos se baseia nessa premissa e no consumismo compulsivo a ela associado, que só acentua o efémero das nossas existências. São mulheres e homens que para se encaixarem em transitórios padrões de beleza recorrem ao uso de próteses e de implantes, é a vida a crédito paga por cartões de plástico e dinheiro virtual, mas com real retorno e lucros desmedidos para os bancos prestamistas, são alguns responsáveis políticos, que não hesitam em transferir a soberania das mãos do povo, para os bolsos de quem lhes paga as extravagâncias.
Acabou a República Romana e veio o tempo do Império, da decadência que deu lugar a séculos de obscurantismo medieval.
Agora no século XXI repete-se o fenómeno, acaba-se com a República, instaura-se o Império, abraça-se a decadência, o poder está do lado do dinheiro, do lado dos que não têm rosto, e que por isso alugam a face daqueles que estejam dispostos a vender-se. Está do lado dos que querendo fazer-se ouvir titereiam os que não têm nada para dizer a não ser o que lhe impõem os donos.
Passa-se isso na Grécia, em Espanha, na Irlanda, passa-se em Itália e passa-se em Portugal. Somos aparentemente governados por hologramas, que repetem à exaustão o que lhes é ditado e que não tendo consciência, nem valores, nem conteúdo, não têm escrúpulos, não têm sequer a noção do ludíbrio que cometem, do roubo que perpetram, das esperanças que matam, do futuro que apagam.
São títeres, ficções de ficções, coisas vãs, descartáveis, são os instrumentos convenientes dos seus senhores.
Por isso eu, como Cícero os questiono, até quando abusareis vós da nossa paciência?

domingo, 20 de maio de 2012

O chefe


Lá está o f.p. a dar apertos de mão aos jogadores da Académica. Que nojo!
Parece que a polícia de segurança fez revista à entrada do estádio e apreendeu as faixas de protesto contra a política do governo, que os estudantes levavam.
Mesmo assim a televisão mostrou uma faixa que dizia, "Mãe estou desempregado".
O fascismo está de volta, e o Relvas é o chefe dos porcos

Anónimo
.20 Maio, 2012 19:32

Portalegre: PSP e Bombeiros contra o "pessimismo" (se não lesse não acreditava)





Duas mil pessoas juntaram-se hoje em Portalegre para formar um cordão humano, em redor do centro histórico daquela cidade alentejana, com o objetivo de “combater” o “pessimismo” existente na população.
A iniciativa foi criada por um movimento voluntário, com o apoio de várias entidades e instituições locais, entre as quais a PSP e os Bombeiros Voluntários de Portalegre.
Maria Castanho, do movimento “Movimentar”, explicou aos jornalistas que esta iniciativa “fazia falta porque as pessoas estão pessimistas, estão tristes com a crise instalada”.
O sinal para que as pessoas pudessem “abraçar Portalegre”, partiu de um toque da sirene dos bombeiros voluntários, pelas 15:30, tendo sido, depois, lançados vários balões.
“Apesar do tempo chuvoso, as pessoas compareceram. A chuva veio abençoar esta iniciativa”, acrescentou.
Pedro Barbas, natural daquela cidade, explicou à agência Lusa que decidiu sair de casa com a sua família para participar na iniciativa por considerar a ideia “interessante”.
Para este “lagoia”, como carinhosamente são tratados os naturais de Portalegre, o abraço à cidade “tratou-se de um sinal de que Portalegre está viva e que as pessoas lutam por uma cidade melhor”.
Manuel Assunção também não ficou em casa e participou neste evento do “Movimentar” com o objetivo de ajudar a “divulgar” o nome de Portalegre.
“Eu participei porque acho que esta iniciativa é importante para divulgar a cidade, que está esquecida aqui para o interior”, declarou.
A organização prometeu, em breve, desenvolver mais atividades no sentido de unir os portalegrenses, sublinhando ainda que o número de participantes no abraço a Portalegre “superou todas as expetativas”. (LUSA)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os pantomineiros infiltraram os meninos de coro ou vice-versa…


A Academia Brasileira de Letras concedeu a medalha Machado de Assis ao futebolista Ronaldinho Gaúcho. Olha a admiração, basta olhar para o moço e topa-se de imediato o gozo de driblar a literatura! O Relvas condecorou o empresário de futebolistas Jorge Mendes com o colar de Honra do Mérito Desportivo. Olha a admiração, basta olhar para o moço e topa-se de imediato a inclinação para driblar atléticos cifrões.
Tal como se topa de imediato a capacidade de drible dos moços dos submarinos, da Portucale, do BPN, do Freeport, do Face Oculta, dos Isaltinos, da EDP, das secretas, etc e tal…
Só o promissor Duarte Lima, em última instância, foi desarmado – esperemos para ver o fundo ao saco – e virou badalo do sino da sé onde tinha por hábito tocar órgão de tubos. Agora só resta saber quem foram os outros meninos de coro, empresários, advogados e políticos que, segundo a imprensa, conseguiram driblar mil milhões de euros para a Suíça? Isto no caso de não conseguirem driblar a justiça, ao contrário do expediente habitual na liga lusa.

A Ovitroika em Junho lá em Atenas


Certo e sabido é que nenhum direito foi gentilmente cedido pelo poder, todos os direitos, todos os avanços civilizacionais foram conquistados.
Porque haveria agora de ser diferente?
Olhemos para a Grécia. Ela é o nosso futuro! Podem os comentadores ajuramentados, os dirigentes destacados, os banqueiros por trás dos cortinados, jurar a pés juntos, afiançar com ar sincero que nós não somos a Grécia, podem até os apaniguados da ovitroika, auto convencerem-se de que a Grécia é um País distante, uma ex colónia do Império Otomano como afirmou um ministro agora comentador... que os nossos bolsos, as nossas barrigas, a nossa saúde, sabem bem que a Grécia é o amanhã que nos está reservado.
Agora com novas eleições à porta, apercebendo-se que as podem perder, aqueles que levaram a Europa ao descalabro, pressionam um estado soberano, apertam-lhe o garrote, fazem chantagem, matam a democracia, dizem eles que em nome da democracia.
Afirmam que se os terríveis radicais de esquerda ganharem, a primeira coisa que farão será pôr em causa toda a estabilidade do velho continente, que sairão do Euro, que voltarão às trevas do totalitarismo radical.
Mesmo que a realidade os desminta, mesmo que o bom senso os contradiga, mesmo que os Gregos gritem o oposto.
Não duvidem ou acordamos, ou a Grécia será mesmo o nosso futuro, o nosso e o de muitos mais...

Um comentário que gostava de ter escrito


Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições."

Depois do olhar quantitativo será possível uma vida mais qualitativa ?


António Dieb em entrevista ao Diário do Alentejo.

Quando em 1986 se começam a receber os apoios da União Europeia dizia-se que esses apoios se destinavam a infraestruturas e coesão territorial. Nessa altura gastaram-se da União Europeia no Alentejo 100 milhões de euros. Em 1994/1999 gastaram-se 400 milhões de euros e continuou-se a dizer que era para promover a coesão territorial. Fizeram-se mais estradas, mais saneamento básico, mais escolas, etc... Entre 2000 e 2006 gastaram-se mil milhões da União Europeia e os objectivos continuaram a ser exactamente os mesmos, se bem que tenha havido uma pequena mudança de paradigma que era começar a avaliar resultados e dar aos Programas Operacionais regionais a autonomia de propor alguns apoios às empresas. Entre 2007 e 2013 só aqui para o Alentejo temos 870 milhões para gastar em incentivos à inovação, infraestruturas e equipamentos de saúde, vias de comunicação, rede escolar e outras…
Chegamos agora a 2012 e dizemos: queríamos evitar a perda de população, continuamos a tê-la; queríamos reduzir o problema do envelhecimento, continuamos a tê-lo; queríamos mais investimento económico e não o temos; queríamos mais emprego e não o temos.”António Dieb em entrevista ao Diário do Alentejo.

Nesta entrevista de fundo, o actual Presidente da CCDRA aponta falhas estruturais da gestão pública dos últimos anos no Alentejo. Os números continuam a ser a base "infalível" das leituras, dos diagnósticos, dos olhares impulsionadores de posicionamentos e acções políticas e sociais. A propósito, apetece recomendar que se olhe para o Alentejo com “lentes bifocais ou progressivas”, (em vez de ver só ao longe ou só ao perto), de modo a que se consiga apreender a realidade quantitativa mas também a qualitativa. Se até os mais atentos insistirem apenas nos números é certo que continuaremos sem capacidade de propor novas abordagens à realidade que vivemos.
A iniciativa privada é a única solução? Depois de se provar que a iniciativa pública não transformou o Alentejo da forma almejada? E no resto do mundo? o investimento estrangeiro, e a perspectiva empresarial têm sido menos frustrantes?
Parece que se trata ainda da mesma perspectiva quantitativa da realidade. Precisamos de outras formas de abordar para chegar a resultados diferentes.

Exposição sobre Gonçalves Correia inaugurada hoje na Biblioteca de Beja


De 18 de Maio a 9 de Junho | Biblioteca Municipal
Exposição “Gonçalves Correia – a utopia de um cidadão”
org. Biblioteca Municipal de Beja
colab. Família de Gonçalves Correia
coord. científica - Drª Francisca Bicho
Uma exposição para revisitar este concidadão bejense do século XX, um homem ímpar e os seus ideais anarco-sindicalistas, onde encontramos o respeito ao próximo, o pacifismo e o amor pela liberdade.

Uma boa revista anarquista do Baixo-Alentejo editada em Castro Verde


Download aqui: http://www.mediafire.com/?g1r1jlld1rt6t16
Com um importante artigo central sobre os ciganos no Alentejo de F.N., com excelentes fotos de Rui Tremoceiro. Pode ser lido AQUI!

Em Beja e Évora: "Sentar e Caminhar em Paz e Silêncio por um Mundo Novo"



Évora, Praça do Giraldo, 15 horas do dia 20 de Maio e depois, às 16 horas, em caminhada até á Praça do Teatro Garcia de Rezende. Vamos espalhar a notícia, por favor...


Uma manifestação pacífica e em silêncio é o desafio da iniciativa ‘Sentar e Caminhar em Paz’, convocada para domingo em 15 localidades portuguesas e que pretende lançar ideias para “repensar a civilização" e combater a violência, anunciou a organização.
Lisboa, Porto, Braga, Santa Maria da Feira, Coimbra, Leiria, Setúbal, Évora, Beja, Funchal, Ponta Delgada, Sesimbra, Serpa, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca são as localidades onde vão decorrer as ações, sempre às 15:00, sob o lema “Sentar e Caminhar em Paz e Silêncio por um Mundo Novo”.
Durante uma hora, os participantes estarão sentados e, em seguida, caminharão, sempre em silêncio. No final da caminhada, realiza-se um debate para “partilha de ideias e de experiências”, naquela que será “uma manifestação pública completamente sem diferente, sem recurso a palavras de ordem e sem ruído”, afirmou à Lusa o promotor da iniciativa, Paulo Borges.
O também fundador do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) participou recentemente num evento deste tipo em Londres, com a participação de “milhares de pessoas”, e quis replicar a experiência em Portugal.
“A força de muitas pessoas juntas em paz e em silêncio é enorme, muito superior à de uma multidão ruidosa”, sublinhou.
O objetivo da iniciativa não é tanto contestar medidas do Governo ou chamar a atenção para os problemas causados pela crise, mas “repensar a civilização”, explicou Paulo Borges.
Para os mentores da iniciativa, “a atual crise económica e financeira, a opressão social a que as populações estão cada vez mais sujeitas, uma democracia de fachada, em que o poder está dominado pelos interesses económicos das grandes corporações” são “sintomas de um problema muito mais vasto, que é o modo como a Humanidade se comporta em relação a si própria, aos outros seres vivos e à própria Terra, e que tem a ver com uma atitude violenta, de exploração, de domínio sobre o outro”.
Os manifestantes vão estar concentrados “na ideia de um mundo novo e quais as soluções” para colocar a Humanidade “no caminho para esse mundo novo”.
Após o evento, deverá ser constituído “um movimento, para já informal”, que, em “momentos considerados importantes”, possa “vir para a rua com esta atitude pacífica, silenciosa, não violenta e de reflexão profunda”, adiantou o responsável.
Paulo Borges é também presidente da União Budista Portuguesa e professor no Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa. (LUSA)

Diário do Alentejo de hoje

Dia dos Museus em Évora

(clique na imagem para ampliar)

Hoje no Imaginário


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Assinale na agenda: 29 de Maio - Carvalho da Silva apresenta livro de professor da UE

(clique para aumentar a imagem)

Você vive numa cidade educadora, sabia?



Apesar de muitos dos nossos concidadãos não saberem, Évora decidiu no ano 2000 integrar uma rede internacional de cidades que se identificam como Educadoras.
Esta decisão deveria ter, como consequência imediata, o assumir como prioridade da governação da cidade o percorrer de um caminho onde todos os espaços e acções neles decorrentes fossem determinados pelas suas potencialidades educadoras.
Não retirei esta ideia de nenhum manual de conteúdo mais ou menos erudito, fui mesmo buscá-la ao sítio da internet da Câmara Municipal de Évora.
Lá também se afirma que “na cidade educadora, todas as estratégias de desenvolvimento devem ser orientadas para a formação de cidadãos conscientes, atentos e críticos. Nela, órgãos de poder local definem políticas que promovam um crescimento sustentado, fazendo emergir uma sociedade mais justa, melhor formada e mais empenhada e participativa em todas as causas públicas”.
Por esta altura, os que ainda mantêm interesse no que estou a dizer já devem estar a questionar-se o que é que isso tem a ver com a nossa realidade.
Desde logo duas frases vos soam estranhas: “definir políticas” e “estratégias de desenvolvimento”.
Se há coisa que o cidadão comum não consegue vislumbrar nesta gestão autárquica é a definição de qualquer estratégia, seja ela de desenvolvimento ou de qualquer outro objectivo.
Seria muito interessante perceber quais as orientações estratégicas tomadas, desde que Évora se assumiu como cidade educadora, para a prossecução desse objectivo.
Mas ficámos a saber, ainda que de forma enviesada, que, apesar desta ausência de estratégia e intervenção, ser cidade educadora constitui uma prioridade tão premente que fez com que o município se fizesse representar no XII Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que se realizou na Coreia entre 25 e 29 de Abril.
Poderia aqui questionar a oportunidade de tal participação, em tempos onde falta dinheiro ao município para as coisas mais básicas, mas ariscaria ser acusado de mesquinhez ou mesmo de desinteresse por algo que considero de importância estratégica para a cidade.
Poderia também lembrar que, em 2010, Évora não participou no XI Congresso alegadamente por causa da situação financeira, mas arriscaria ser acusado de não reconhecer que, entretanto, a responsável pelo pelouro decidiu atribuir ao conceito de cidade educadoras uma importância estratégica fundamental.
Não vou, portanto, tecer qualquer crítica à opção de ir a este Congresso realizado na península da Coreia. Quem tem a tesouraria na mão saberá que milagre faz ou pode fazer.
A questão essencial é outra. Não tendo havido decisão política estratégica para priorizar trabalho particularmente relevante para a construção da ideia de Évora como cidade educadora (os slogans não contam), que experiência poderia transportar a intervenção da senhora vereadora do pelouro?
Parece que o problema foi resolvido de forma, no mínimo, muito imaginativa. Como o lema do congresso era “O meio ambiente verde e Educação Criativa”, a representante do município de Évora centrou a sua comunicação em torno da açorda alentejana. Tal tema teve a vantagem de contribuir para aprofundar as ideias contidas nos objectivos das Nações Unidas para a Educação e o Desenvolvimento Sustentado.
Como todos saberemos, a açorda é alimento de muito sustento.
Agora a sério… já que não contribuímos com nada ao menos que a longa viagem tenha servido para trazer de volta os cinco princípios com que as cidades participantes no Congresso se comprometeram.
Sugiro que façam um pequeno folheto e que o distribuam por todas as habitações do concelho. Acrescento uma sugestão ao nível do arranjo gráfico, ao lado de cada compromisso coloquem uma pequena caixa para que os cidadãos possam colocar um “visto” quando acharem que está a ser cumprido.
E, por favor, não me venham dizer que não há dinheiro para mandar imprimir e distribuir a publicação.

Eduardo Luciano in Diana FM

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Jesuina Pedreira substituida por Luís Martins

Por motivos de saúde, a Vereadora Jesuína Pedreira, eleita pela CDU como vereadora na Câmara de Évora, acaba de ser substituída por Luis Martins.
O Vereador substituto é professor na Universidade de Évora, director do curso de engenharia quimica, e quarto candidato na lista da CDU concorrente às últimas eleições autárquicas.
Verificam-se assim alterações na equipa da oposição autárquica em Évora, a um ano de distância da discussão pública dos próximos candatos. No interior dos vários partidos as conversas já começaram.

Nem mais, nem ontem. HOJE!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

O melhor tinto do mundo é Alentejano?


Pelo menos essa é a conclusão a que chegaram os elementos do júri do Concours Mondial de Bruxelas, atribuindo o prémio especial dessa categoria ao  Poliphonia Signature 2008 Tinto, produzido por Henrique Granadeiro. Mas houve mais prémios. E muitos para o Alentejo.

Évora: associações culturais excluídas das tasquinhas na Feira de São João?


Mais uma vez as tasquinhas da feira vão dar polémica, só que desta vez o Sr. Presidente não vai resolver pois não é com as associações desportivas, é com as culturais.
O Concursos que nos anos anteriores era publicado por um Baner próprio no site da câmara, este ano foi misturado com outros para só lá ir ter quem soubesse onde estava!
Os serviços entravam em contactos via mail, telefone ou oficio com as associações para dar conhecimento sobre a data de abertura, este ano só os serviços desportivos o fizeram, os outros não!
Aliás os funcionários dos serviços culturais nem sabiam do concurso, quanto mais dar conhecimento dele!
Assim este ano presentes na feira a grande maioria dos agentes são desportivos.
Mais, alguns deles, porque só existem 20 lugares para o desporto e estes são muito mais, já não se inscrevem no desporto, dos quais recebem subsidio, mas sim na cultura, pois são recreativos e desportivos e como fazem uma noite de fados passam a culturais, numa falcatrua só mesmo possível com a conivência das entidades responsáveis.
Ora como estão 20 lugares reservados para o Desporto e as associações culturais não souberam e não se inscreveram, esta área vai ter os seus lugares mais os 5 da cultura e não sei quantos do social (já que algumas destas associações também não souberam)!
Um golpe de mestre para resolver o problema das associações desportivas que poderiam ter de ficar de fora e a quem depois teriam de arranjar lugar à pressa como nos anos anteriores (o que nunca se percebeu mas que tem vindo a acontecer todos os anos).
Ora as coisas parecem tudo menos transparentes! E mais uma vez os agentes culturais desta cidade são lesados.
O que se espera depois destas falcatruas é que o Sr. Presidente resolva o problema dos agentes que se queriam inscrever e não conseguiram por não encontrarem a ficha de inscrição (já que mudaram as localizações destas e não disseram nada aos agentes culturais).

Anónimo
14 Maio, 2012 14:32