quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Da história do teatro amador e da resistência em Évora

SNS que a actual maioria pretende implantar

Recebido por e-mail.

Cantar a pedir que chova

(Foto de António Carrapato publicada na revista Imenso Sul, nº 3 de Julho de 1995, de uma novena também a pedir que chovesse)

A seca está de volta e com ela os cantes para que chova. São as novenas em que muitos não acreditam, mas em que a tradição é cumprida. Outros têm fé e invocam Santa Bárbara. Na aldeia da Sete (Castro Verde), como conta o Pedro Mestre, já começaram as novenas. E, também pela sua mão, temos à nossa disposição a gravação de uma outra novena realizada em 1990, num ano em que a "seca" foi a doer. 
São cantes antigos a implorarem aos céus pela água bendita.

Ainda o prémio da SPA: "valorizar o que é daqui"



"Em momentos de crise há que valorizar ainda mais o que é de cá. Há que defender pessoas, instituições, contributos, ideias e possibilidades de cá." Penso que a Dores Correia tem toda a razão. 
1. Saber valorizar o que é aqui, daqui, embora seja para muito mais que só para aqui. Por isso acho miserável o aproveitamento da crise, à boleia da qual muita pulhice se faz, para suprimir a presença da TSF no Sul. Mas aparentemente, sendo empresa privada (não é?), tem o direito de calcular custos e benefícios. Donde se conclui que a forma "empresa privada" não é capaz de garantir um serviço essencial em zonas de fraca densidade ou pouca riqueza. Como não há que fiar nos poderes centrais, que instrumentalizam os media para a sua propaganda, serão provavelmente novas formas (cooperativas, tipo Indymedia, outras?), de iniciativa que se tornam necessárias. 
2. Mas "valorizar o que é daqui" pressupõe uma atitude de abertura e tolerância, porque somos poucos, mas somos muito, mesmo muito diferentes. E para que a diferença não se torne interminável e estéril diferendo, é preciso ter um cabouco comum. Quando vejo que a atribuição dum prémio à autarquia de Évora pela SUA programação cultural em valorização do património histórico, desencadeia reacções absolutamente ao lado da questão, tenho dúvidas que possamos ultrapassar a guerra civil fria que aqui grassa. Trinta autarquias candidataram a SUA programação cultural à SPA (note-se que não é a actividade dos agentes que é avaliada, mas sim a programação das - pelas - autarquias, em seu próprio nome). Duas foram distinguidas, e uma delas foi Évora. Na assembleia municipal, vota-se contra a congratulação: se o sucesso (incontestável) obtido PELA AUTARQUIA puder ser minimamente associado aos nossos adversários, perdão, inimigos, não podemos estar contentes: o sucesso seria "deles". Para além das divisões políticas, não há base de vida comum. "Valorizar o que é daqui": assim, não.
Retorquem alguns agentes culturais: "escândalo! a autarquia deve aos agentes dinheiros, dívida que compromete a sua existência e é premiada???"
Confusão que só ilustra a fractura que vai além das políticas. 
Penso que o facto que a câmara não tenha pago o que tinha prometido é ERRADO. Mesmo que seja difícil apurar o que é mesmo "dívida", incumprimento, etc. e o que é não atribuição de subsídios aos que pensam a eles ter direito (o que é obviamente diferente), penso que a cultura tem em Évora um orçamento claramente insuficiente.
A transição do sistema anterior, que tem várias décadas de má tradição, de distribuição arbitrária, sem transparência, segundo as preferências políticas e/ou pessoais, para um sistema transparente, público e com critérios explícitos, etc., essa transição começou. Não muito bem, aliás: no pior momento, com a autarquia à beira da falência, se é que não o está já. Mas era preciso, e haverá que consolidá-lo.
Mas apesar dos erros, das divergências, por profundas que sejam, entre sectores corporativos, políticos, etc., quando a autarquia é distinguida e valorizada a nível nacional, entre 30 outras, há que ser capaz de não só aceitá-lo, mas de SENTIR alegria e ânimo, porque a autarquia, SOMOS NÓS.
Não é "deles", sejam eles quem forem. E que nenhuma empresa de marketing venha ousar dizer: "Évora é nossa", como se fosse deles, porque nossa é, mas de TODOS os que aqui vivem.

JRdS
29 Fevereiro, 2012 10:16

A TSF faz hoje 24 anos


Isto já está ao nível do ordenado mínimo



Se não juntarmos as nossas forças, esta PSEUDO-EMPRESA REDWARE/REDITUS COM O APOIO DA CGD SEGUROS, vai acabar com os postos de trabalho e fazer a troca de todos por mão de obra mais barata, ou seja, ordenados mínimos nacionais para todos e políticas de pressão e repressão insustentáveis e indignas do ser humano. A união faz a força… vamos agir já antes que seja tarde de mais!!!

Anónimo
27 Fevereiro, 2012 12:02

Évora, 28 fev (Lusa) - Uma empresa de outsourcing do grupo Reditus, responsável por um centro de serviços em Évora que opera para as seguradoras do grupo Caixa Geral de Depósitos, despediu cerca de uma dezena trabalhadores, denunciou hoje um dirigente sindical.
No entanto, fonte do grupo Reditus, contactada pela Agência Lusa, explicou que foi proposto a sete trabalhadores "uma mudança de funções", porque houve "necessidade de aumentar o número de pessoas na área do atendimento telefónico".
"Dois funcionários aceitaram e cinco avançaram com a rescisão por mútuo acordo", sendo que outros três colaboradores, que estavam em regime de contrato, saíram, porque "a empresa decidiu não avançar com renovação de contrato", precisou a fonte. (LUSA)

Agentes e artistas indignados com o prémio da SPA à Câmara de Évora


Mais de trinta pessoas estiveram, ontem ao fim da tarde, na Praça do Sertório, reeditando as Assembleias do movimento "A Cultura está viva e manifesta-se na Rua".
As circunstâncias em que foi atribuído o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores à programação cultural da Câmara de Évora indignaram particularmente vários agentes culturais e artistas da cidade.
Nesta Assembleia que decorreu entre as 18.30h e as 21.00h, foram discutidas formas possíveis de expressar essa indignação.
O ponto da discussão que recolheu maior consenso é o imperativo que agora sai reforçado de exigir o pagamento da dívida da autarquia aos agentes culturais, referente aos anos passados.
Foi assumido pelos presentes que o prémio da SPA se deve aos muitos agentes e artistas que asseguraram a actividade cultural agora destacada, com o seu esforço de natureza criativa mas também económica, social e individual. Assim, eram esperadas referências, dedicatórias ou agradecimentos a esses verdadeiros responsáveis pela actividade cultural de Évora mas, pelo contrário, a vereadora da cultura, no momento em que recebeu o galardão em nome da cidade, optou por agradecer aos serviços da Câmara o que deixou estupefactos os que hoje se reuniram na rua. 
Outros motivos do desagrado manifesto referem-se à falta de transparência e de informação por parte da Câmara junto destes seus interlocutores. Uma nova assembleia de rua ficou agendada para a próxima sexta feira à mesma hora, no mesmo local. Até lá,  ficaram afixados na Praça do Sertório, panos pintados que acrescentam uma nova afirmação às que já  integram a campanha de marketing em curso na cidade: Évora é dívida!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O fecho da TSF Alentejo e Algarve na voz dos deputados


Debate na DianaFM entre os deputados João Oliveira (PCP), Carlos Zorrinho (PS) e Pedro Lynce (PSD). O fecho da TSF no Alentejo e Algarve nas notas do dia de todos eles. "Uma decisão negativa e prejudicial para a nossa região" (João Oliveira). "Um movimento inconstitucional de quebra da igualdade de acesso dos portugueses do interior a um conjunto de serviços essenciais" (Carlos Zorrinho) e "Solidariedade em relação aos órgãos que partiram, nomeadamente à TSF" (Pedro Lynce).

Beja: PCP abstém-se e Orçamento passa...


Ao contrário dos seus correlegionários na Câmara (que tinham votado contra), os membros do PCP na Assembleia Municipal de Beja abstiveram-se e deixaram assim que o Orçamento para 2012 da Câmara fosse aprovado.
A notícia é da agência LUSA e "reza" assim: "A segunda versão do orçamento da Câmara de Beja (PS) para este ano, de 38,5 milhões de euros, foi hoje aprovada pela Assembleia Municipal, graças à abstenção da maioria CDU, que tinha chumbado a primeira versão do documento.
O novo orçamento, que inclui alterações, nomeadamente na verba para as juntas de freguesia, a principal questão que divide PS e CDU, foi votado pela Assembleia Municipal de Beja, tendo obtido também a abstenção do PSD, os votos a favor do PS e o voto contra do eleito do Bloco de Esquerda.
O líder da bancada da CDU, Rodeia Machado, apesar de considerar que se trata de "um mau orçamento para o concelho de Beja", justificou a abstenção com o argumento de que é "preferível" a autarquia ter um orçamento para o executivo PS "deixar de se vitimizar".
O orçamento "é mau, mas é o possível", porque "não há possibilidade de apresentar outro", disse o presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, lançando um "desafio".
"Se alguém conseguir apresentar outro orçamento, que faça o milagre de manter todos os apoios que a câmara prestava e os compromissos e conseguir pagá-los, passa a santo. Não é presidente de câmara é um santo", disse o autarca, rematando: "Não tenho vocação para santo".
A primeira versão do orçamento da Câmara de Beja tinha sido chumbada no final de 2011 pela Assembleia Municipal, com os votos contra da maioria CDU e do Bloco de Esquerda, a abstenção do PSD e os votos a favor do PS.
Hoje, os eleitos da CDU, a força maioritária, na Assembleia Municipal, não seguiram o sentido de voto dos vereadores da oposição comunista na autarquia e abstiveram-se, o que permitiu a aprovação do novo orçamento".

Entre cá e lá, precisamos de um discurso nosso.

Foto José Manuel Rodrigues
Chegaram notícias sobre o fim da presença da TSF no Alentejo e no Algarve. A RTP, RDP e Lusa aguardam novas sobre o seu futuro por aqui. E o fechar, desaparecer, eliminar parece já não ter sequer impacto. Sobra a resignação.
Compreende-se que se vivem mudanças cujo alcance não podemos ainda avaliar.  Mas sabemos, em qualquer caso, da importância de valorizarmos o local onde vivemos, a nossa dimensão. Miguel Torga escreveu que o universal é o local sem paredes.
Pergunto-me se os responsáveis pela condução dos destinos do nosso local estarão focados na sua valorização ? Sua, do local.
E como construir essa valorização?  Com as pessoas deste local-regional.  Com a gente de cá.
Ao invés, os detentores dos poderes em exercicío, continuam mais seduzidos pelos discursos de fora. Não porque de lá venha todo o dinheiro.  Mas também porque de lá aguardam a nomeação para alguns cargos, a legitimação para alguns títulos.
Não compreenderam ainda, os senhores decisores, que só com condições sustentadas em nós próprios, na terra que habitamos, na realidade que conhecemos e sobre a qual, tendo esse conhecimento em conta, poderemos intervir, que só apoiados na nossa própria realidade podemos dialogar com o mundo e construir futuro.
Em momentos de crise há que valorizar ainda mais o que é de cá. Há que defender pessoas, instituições, contributos, ideias e possibilidades de cá. Ouvir-se-à, neste momento, o conhecido refrão que repete que cá não há dinheiro. E eu não acredito na resposta.  Porque estou convicta que produzir, viver e valorizar na dimensão local não é sempre mais caro, mas é mais sustentável e estruturante, do que importar todos os serviços, produtos, soluções.
Se cada um  se interessar pelo seu local, descobrindo-o, valorizando-o, conhecendo-lhe as potencialidades e as inexistências, deixando-se das tradições de hegemonia, expansionismo, ou neo-colonialismos sobre o s outros, poderemos descobrir outros sentidos que por esta altura se não vislumbram.

Obrigado pelo Prémio



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Texto Integral da Carta de Demissão de Rui Vieira Nery da Comissão Científica da Candidatura do Cante a Património Imaterial da Humanidade


quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012 18:33 (via mail)

Senhor Prof. Doutor Carlos Laranjo Medeiros
Presidente da Comissão Executiva da
Candidatura do Cante Alentejano à Lista Representativa do
Património Cultural Imaterial da Humanidade

Caro Colega

Estive durante alguns dias sujeito a dificuldades técnicas que impediam o meu acesso à Internet e só agora posso, por isso, contactá-lo mais uma vez a propósito da recente convocatória da primeira reunião da Comissão Científica da Candidatura do Cante Alentejano à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, que entretanto teve já lugar e de que recebi hoje a Acta.

Venho deste modo reafirmar o teor da minha minha mensagem de 21 de Dezembro último, que abaixo reproduzo.

Na realidade, todo o processo de preparação dos conteúdos desta Candidatura foi até agora conduzido exclusivamente pela Comissão Executiva, tendo a Comissão Científica sido confrontada, na sua recente primeira e única reunião até hoje realizada, com um formulário já em fase final de preenchimento. Face à intenção reiterada dos respectivos proponentes de apresentarem a Candidatura até 31 de Março deste ano, não vejo que a Comissão Científica possa sequer ter a oportunidade de introduzir até lá atempadamente no processo em curso as correcções de fundo que me pareceriam indispensáveis. Eu próprio, para mais, estou ainda em situação de baixa médica prolongada, o que me impede de em tempo útil poder contribuir para essas correcções.

A minha experiência de participação como observador nos trabalhos da 2ª e 3ª reuniões da Comissão Inter-Governamental da Convenção da UNESCO sobre Património Imaterial, (Nairobi, 2010 e Bali, 2011), na qualidade de Presidente da Comissão Científica da Candidatura do Fado, permitiu-me acompanhar de muito perto o processo de avaliação pelo Corpo Subsidiário de peritos e pela própria Comissão Inter-Governmanetal das candidaturas dos dois últimos anos à Lista Representativa. Em minha opinião, tal como neste momento está concebida, a Candidatura do Cante enferma de vários dos problemas que causaram a rejeição de inúmeras candidaturas nestes dois últimos anos pela UNESCO. Já tive ocasião de as expor na minha mensagem anterior e volto a enumerá-las sumariamente:

- a apresentação exclusivamente pela Câmara de Serpa de uma candidatura de um género cuja prática transcende largamente o âmbito geográfico deste concelho levantará certamente dúvidas justificadas sobre a legitimidade do proponente para o efeito;

- a preparação da Candidatura do Cante não foi acompanhada de um processo amplamente participativo envolvendo as comunidades que praticam o género (o que não pode ser substituído por um almoço isolado de confraternização entre grupos), designadamente na identificação das características do género e do seu património, o que será inevitavelmente questionado pelos Secretariado, pelos peritos do Corpo Subsidiário e pela Comissão Inter-Governamental;

- o Cante Alentejano não está inserido em nenhum inventário português de Património Cultural Imaterial, nem - mais uma vez - o processo em curso de solicitar a sua inscrição no Inventário Nacional está a ter qualquer input das comunidades envolvidas, precisamente a razão que levou na reunião de Bali a Comissão Inter-Governamental a recusar a inscrição de várias candidaturas apresentadas pela Índia e extremamente bem elaboradas em todos os demais aspectos;

- a própria caracterização do Cante Alentejano nos vários campos do formulário me parece manifestamente lacunar e insuficientemente aprofundado nos planos histórico, sociológico e musicológico.

A presente versão do formulário poderia constituir uma boa base para desencadear o trabalho de aprofundamento teórico, de legitimação institucional alargada e de participação comunitária que seria, a meu ver, indispensável ao sucesso da Candidatura. A insistência voluntarista numa apresentação dentro de pouco mais de um mês exclui por completo esse trabalho e, em minha opinião, expõe a Candidatura a fortes possibilidades de rejeição em qualquer das sucessivas fases de avaliação pela UNESCO, o que, como o determinam os regulamentos da Convenção, implicaria a impossibilidade de a voltar a apresentar durante alguns anos.

Nestes termos, não posso, em consciência, assumir qualquer responsabilidade (mesmo que remota, dado o papel meramente simbólico desempenhado pela Comissão Científica neste processo) por uma Candidatura por cuja legitimidade de princípio sempre tive o maior entusiasmo mas em cuja formulação final não me reconheço e a que receio prever um resultado desnecessariamente negativo. Peço-lhe, por isso, como já o tinha feito em Dezembro, que transmita ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Serpa e às demais entidades proponentes o meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Comissão Científica, e que o meu nome seja retirado, nessa qualidade, de todos os documentos oficiais da Candidatura. Creia que esta decisão, que é, da minha parte, irrevogável, de nenhum visa menosprezar o trabalho dedicado já desenvolvido pela Comissão Executiva mas apenas salvaguardar as reservas de fundo que deixei expressas e que a minha consciência profissional não me permitiria calar.

Com os os melhores cumprimentos

Rui Vieira Nery

Um novo espaço cultural em Évora


Aberto ao público. Com ciclos de cinema e outras manifestações artísticas. Na Rua Serpa Pinto, 78

Económica? A Crise?

Tenta-se fazer passar a ideia, que muitos de nós compram, de ser esta crise, uma crise económica, que se resolve com medidas economicistas.

Mas não é! Ou pelo menos não é só.

É uma crise social. Profunda. Arrasadora.

Há quem sustente que estamos perante a terceira guerra mundial. Uma guerra sem fronteiras, uma guerra de classes. Mas essa guerra já foi! E já foi ganha! E foi o trabalho quem a perdeu!

Agora, nestes dias amargos que correm, a luta é de resistência, porque o invasor instalou-se e impôs regras e modos de vida. Para ele não existem fronteiras, não existem países nem continentes. O seu poder é global e são múltiplas as suas centúrias. Abriguem-se elas sob a sombra de uma religião, com a cruz ou o crescente ou a estrela de David. Sejam elas da Coreia ou da China, Falem alemão ou inglês, ou húngaro ou português, ou afirmem proteger o indivíduo, ou clamem pelo social… As suas centúrias, as suas coortes, avançam e estraçalham e fazem de nós os incautos, menos que pó, ou cinzas, ou nada.

Falam-nos de crise económica e embalados nesse canto de sereia, não entendemos que antes de tudo isso estamos nós, os homens, não as nossas fronteiras. Ignoramos que existindo montes e vales e rios a transpor, não existem fronteiras! Que as fronteiras são muros que criamos, filhas do medo que temos de arriscar a liberdade que julgamos ter.

É por isso que digo, que a minha crise é a minha rua, a minha casa, a casa dos meus vizinhos!

A minha crise reside apenas naquilo que eu posso mudar! E o que posso mudar não tem cor, nem cheiro, tem apenas a minha vontade.

É por aí que começa a resistência! Pelo apelo dos que estão próximos, por tudo o que posso fazer por eles…

E eles por mim.

Morbilidades


Houve um pico em Janeiro de Morbilidade (Morte) em relação a anos anteriores, que é atribuido às mudanças Climáticas.
Desconfio que as alterações no preço dos medicamentos, nas taxas moderadoras, no apoio aos nossos bombeiros, que nos prestam assintência, na diminuição do valor real das reformas, por influência do aumento dos preços, dos transportes da alimentação etc; deram uma ajudinha no aumento das mortes em Janeiro.
De um cajada a Troika, o fmi, a comissão e a comissão, matarm dois coelhos.
Menos idosos, menos reformas, menos medicamentos, menos internamentos hospitalares, assim esses verdadeiros culpados da nossa desgraça, comissão Europeia, burocratas de Bruxelas, têm a cereja em cima do bolo.
Porreiro Pá, foi lindo o tratado de Lisboa, fica para a História, conseguido por dois portugas, grande contributo para o afundamento de um PAÍS com quase 9 séculos de história.
Esses dois portugas estão de parabéns, desde D. Leonor Teles, que não havia um contributo tão grande, para a nossa miséria

Anónimo
26 Fevereiro, 2012 22:09

... a estranheza que sem freio cavalgou pelas vísceras já maltratadas pelos desagravos….


Évora – ‘Prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica-2011’ ex-aequo

Primeiro, a estranheza que sem freio cavalgou pelas vísceras já maltratadas pelos desagravos….
Depois, deixar que o tempo – muito, que estas notícias o tomam bastante para digerir – arrefeça os calores da cavalgada…
Tranquilo agora, posso, sem medo, arriscar alguns comentários sobre um facto que não o é… e que o é.
Os prémios servem para homenagear, reconhecer publicamente pessoas, instituições que, de alguma maneira contribuíram para tornar a vida dos outros mais agradável, dando-lhes um sentido à existência.
Por vezes, segundo uns, injusto; justíssimo, para outros: a unanimidade não é coisa boa.
Sejam quais forem as razões da atribuição, sejam quais forem os caminhos percorridos para atingir os fins (mais ou menos obscuros, mais ou menos claros) a verdade é que a responsabilidade não é, em última análise, de quem são os dentes mas de quem oferece as nozes. E sobre essa escolha, nada há a fazer. É uma decisão livre. Mesmo que se presuma que tais dentes não deveriam saborear tão apetitosas nozes….
Se, pelos argumentos do outorgante, Évora, cidade património da humanidade foi, pelo valor, preservação e divulgação do seu património edificado, assim distinguida, tanto melhor; se Évora foi, pela sua atividade cultural (mesmo que o príncipe não conheça o reino) só posso sentir-me, indiretamente, distinguido. 
Se Évora foi agraciada com essa distinção como meio e como fim não devo, em boa verdade não estar satisfeito. Porque eu e muitos outros, num caminho cuja glória se não busca e a dignidade se não perde, somos dela e por ela responsáveis. 
Este texto poderia terminar aqui. E teria expresso o quão longe me sinto das partidarites de circunstância. Dos oportunismos e do cinismo em que Évora é pródiga.
Mas (há sempre um ‘mas’) …
E eis que, agora controlada, a revolta aflora para que não se apague a memória…
O desplante, a falta de bom senso da responsável pela cultura na autarquia de Évora nas suas declarações impelem-me a um grotesco sorriso de desdém, tão merecido como as nozes que lhe depositaram sobre a mesa: (“A vereadora de Évora vê neste prémio”) "um estímulo para os serviços da autarquia e para todas as instituições e agentes culturais", referindo o desejo de que "ganhem ainda mais visibilidade".
Se não esquecermos o sufoco que desde 2009 tem colocado os agentes culturais (cujo apoio ainda não pagou na totalidade); se não esquecermos que se recusa a pagar o ano de 2010; se não esquecermos que ainda não liquidou – não à ‘a BRUXA teatro’ – o apoio de 2011 e já está prestes a terminar o concurso para 2012… então, essas declarações não podem ser senão duma bárbara imoralidade.
De prémios e nomeações eu sei. E nunca constituíram um incentivo: antes uma responsabilidade acrescida para manter a confiança. 
Incentivo para quem, despudoradamente, atira ao ar uns pedaços de nozes cujas bocas há muito deixaram de alimentar e se alimentar.
Incentivo para quem, despudoradamente, ignora quem contribuiu, com orgulho, para de nozes lhe encher a boca.

figueira cid (abruxaTeatro)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DIREITO À INDIGNAÇÃO


Eu, Jaime Miguel Pardal Ambrósio, (...), com 32 anos de idade, ontem vi e senti na pele, a crueldade, a falta de escrúpulos e a verdadeira falta de respeito pela condição humana em que a nossa sociedade está mergulhada nos dias que correm! Trabalhei durante 8 anos para FidelidadeMundial (Grupo Caixa Geral de Depositos), sector CallCenter em Évora e passei por várias empresas de trabalho externo e “temporário”, esta ultima com designação RedWare! Nestes anos vi o trabalho e grupo e crescer, ou não houvessem cerca de 50 trabalhadores quando iniciei a minha colaboração e hoje em dia existiam mais de 300!
Ontem, numa manobra que só identifico como suja, sem carácter, cruel e ignorante, eu e vários colegas fomos “dispensados” dos nossos postos de trabalho. Pessoas com vidas e dependentes a cargo, a maioria com mais de 30 anos de idade, outras com incapacidades físicas (eu, com 70% de invalidez comprovada em atestado de incapacidade), trabalhadores empenhados e que nos últimos anos ajudaram o grupo a crescer, (afinal está mais que comprovado que houve crescimento) estavam no seu normal dia de trabalho, quando fomos, do nada e sem qualquer sinal nem aviso prévio, invitados a parar imediatamente o que estávamos a fazer e a reunirmo-nos numa sala, onde numa explicação muito simples nos foi dito que não estávamos a ser “rentáveis” na óptica empresarial (?) e como tal partir daquele momento não contavam mais com os nossos préstimos (faço a leitura pessoal de que lhes é mais rentável e interessante o trabalho precário, salários desumanos e volumes de trabalho escravisatórios, sempre pautados pela perseguição, pela falta de discernimento e opinião critica, por pessoas robots que não falem e principalmente não tenham poder de contestação) … A crueldade envolvida na manobra é digna de nota, o egoísmo e o sarcasmo utilizado foram, no mínimo, revoltantes, no entanto vivemos períodos em que víboras fazem o que querem, o ser humano é tratado como um simples lixo reciclável, o bastião do capitalismo permite que se destruam vidas (no verdadeiro sentido da palavra), para algum XULO de accionista possa adquirir um BMW topo de gama novo ou ter uma vida regrada de luxos. Deixou de interessar a espécie, só cantam números e o egoismo!
Sinto-me na obrigação moral de declarar publicamente que abomino completamente este tipo de atitudes, sei que pertenço à classe superior, pertenço ao grupo dos altruístas, daqueles que se preocupam e respeitam o próximo! Episódios destes deviam ser condenados em praça publica e da forma mais inquisitória possível, são atentados à liberdade e aos direitos, não só dos trabalhadores, como do ser humano! Em período de pseudo-crise, os esforços para a solução magna, são contrariados por estes grupos venenosos e parciais e principalmente, mal geridos, resultado da existência de seres baixos e inqualificáveis nas suas fileiras!
Já passei por dificuldades e situações que a maioria não sonha e sei que neste momento, estou (e também os meus colegas) na pior de todas elas e o único alivio que me aquece a alma é saber que não vou voltar a olhar para aqueles rostos mesquinhos e ignorantes e ter de concordar com tomadas de decisões que são hinos à ignorância!
Não lhes desejo muito mal…só uma vida e morte repleta de sofrimento…
RESPEITO!!!!!!
(permito que seja partilhado por quem entender, na esperança que consciências tomem vida, qual grilo do Pinóquio e que não torne irreversível a morte do respeito humano…)

Évora, 25.2.2011

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Não Se Fazem Hamlets Sem Ovos



A SPA, tendo em conta a “atividade teatral, as exposições e outras formas de animação,” e porque estas valorizam o património edificado da cidade resolveu atribuir à Câmara de Évora o prémio da Melhor Programação Cultural Autárquica.
Numa leitura precipitada, poder-se-ia concluir que tal prémio foi atribuído ao esforço do executivo camarário, a uma estratégia de valorização e de apoio às actividades desenvolvidas pelos agentes culturais, ao cumprimento pontual de compromissos assumidos, à agilização de processos burocráticos, que facilitasse a intervenção dos criadores no espaço público.
Se assim fosse seria legítima a indignação e obrigatório o protesto. Mas não! Todos os que habitamos esta cidade sabemos bem, que existindo a Autarquia, não existe governo autárquico, existe apenas um executivo que não executa, um órgão doente, em agonizante eutanásia, que aspira um fim, um acto de misericórdia que não prolongue nem o seu, nem o nosso sofrimento.
Na Praça do Sertório habita um designado poder, que de poder nada tem, um moribundo suspenso de um contrato eleitoral, que todos reconhecem existir, mas que se encontra há muito perdido entre um monte de papéis numa arrecadação qualquer.
No Sertório habita um fingimento! Não se atribuem prémios a fingimentos!
Por isso fico contente com este prémio, fico mesmo orgulhoso deste prémio, porque sei que por trás desta capa formal, desta necessidade institucional de nomear alguém que receba o prémio, mesmo que esse alguém seja parte de um contrato há muito caducado, existe gente que cria, que ultrapassa o medo que qualquer acto criador implica, que vence as incertezas do presente, e que continua a fazer desta cidade o que ela sempre foi, uma cidade criadora, cheia de diferenças, cheia de contradições. mas viva!
Não se fazem Hamlets sem ovos! Podem ter o lume, a frigideira o sal, mas sem ovos…
(Este é o meu primeiro post no “A Cinco Tons”. Escolhi este tema para agradecer a todos os agentes culturais desta cidade a possibilidade que ma dão de ser um utente feliz.
Parabéns! O prémio é vosso e muito merecido.)

Ainda o prémio da SPA para a "programação cultural" da Câmara de Évora





Estes cartazes continuam a circular na Internet, criticando a atribuição deste prémio à Câmara de Évora. Sobre as razões da SPA ler AQUI.

Dois poemas de amor e outro também

SINGING BUTLER by JACK VETTRIANO

1.
COMO TE AMO?

toda
- lés-a-lés
da ponta dos cabelos
às unhas dos pés

com os sentidos por inteiro
- os cinco
entre o polegar e o mindinho

para ser mais rigoroso
mais preciso
:
amo-te
centímetro-a-centímetro

2.
meu amor está amuado?

não diz nada
está stressado?

coração perdeu a carga?
não tem rede?

está cansado?

3.
ganho agora a NOÇÃO
de que sou um perfecionista
com gosto indisfarçável
pela imperfeição

António Saias (facebook)

Jornal Público espanhol acaba amanhã

Com 87 mil exemplares, o jornal Público espanhol acaba amanhã a sua difusão em papel.(Ler mais)

Tenho fé que vai chover em breve


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O encerramento da TSF significa que é menos um órgão da Comunicação Social que fala ao país do que aqui se passa.

Esta semana fui surpreendida com a notícia de que a TSF encerrava as suas delegações em Évora e Faro, com o consequente despedimento de dois jornalistas – Carlos Júlio e Maria Augusta Casaca, respectivamente. Ambos são jornalistas de mérito reconhecido e premiados.
Carlos Júlio foi premiado há pouco tempo por um trabalho em que abriu ao país uma janela sobre o Alentejo. Todos nos lembramos disso. Tantos nos congratulámos e lhe dirigimos palavras de apreço.
A TSF encerra em Évora alegadamente por opção de gestão e por razões redução de custos.
E ninguém em Évora, nenhum poder instituído vem a terreiro insurgir-se, já não digo que apenas pelo despedimento do jornalista (não importa qual!) mas sobretudo porque é mais uma porta que se fecha e nos encerra sobre nós mesmos.
O encerramento da TSF significa que é menos um órgão da Comunicação Social que fala ao país do que aqui se passa. Das nossas dificuldades, das nossas pequenas e grandes misérias, do que se faz bem, do que se inova, do que acontece.
E por isso me questiono:
Não importa aos dirigentes políticos de todos os partidos que o país nos ignore? Como poderão eles ter peso político se não tiverem como falar ao país, como dar a conhecer a sua acção, se estiverem aperreados pela boa vontade das máquinas das suas sedes nacionais?
Não importa aos autarcas desta terra que a sua cidade e a sua região sejam apagados do mapa noticioso pela borracha de uma qualquer racionalização de custos, que até é mal explicada?
E nós cidadãos conformamo-nos com esta endogamia a que nos condenam?

Maria Helena Figueiredo - jurista (Évora)

Perder a Delegação da TSF no Alentejo é perder uma das nossas vozes

O Alentejo não pode perder as suas vozes.


Estou perfeitamente tranquilo em relação às considerações que passo a referenciar, porque eu e Carlos Júlio tivemos muitas vezes opiniões diferentes, contraditórias, perspectivas diferenciadas em relação ao mundo que nos rodeia.
Há momentos em que sonhamos transpor as barreiras artificiais da vida e transformarmo-nos de entrevistados em entrevistadores.
Sim, como me apetecia hoje fazer de repórter e perguntar ao Carlos Júlio qual a sensação sentida com esta decisão de suprimir a Delegação do Alentejo da TSF?
Qual a sensação de cortar uma voz que tantas vezes transportou o Alentejo?
Que sabor aqueles prémios terão tido comparados com o ruído seco e abafado do acabou, acabou mesmo!
Sim esta atitude que não é tão isolada e simples quanto possa parecer, deve merecer a nossa reflexão.
Caro Júlio, exemplo de um jornalismo sério, de carácter e tantas vezes associado ao símbolo azul da TSF, constitui uma das vozes, muitas vezes critica mas referenciadora, que projectou o nosso Alentejo.
Os seus prémios foram os prémios da nossa Região, as suas reportagens foram os apontamentos desta terra que ele soube projectar de forma tão viva e com a força única da sua voz.
Desaparecer a Delegação da TSF, da Lusa, a redução da RDP e RTP, etc... é desaparecer um pouco da nossa alma e força da Região.
Há momentos em que temos que estar todos unidos, coesos, sem partidarites ou divisionismos na defesa imperiosa e urgente da nossa diferença e da nossa singularidade.
Sabem que a única camisola que visto é a do Alentejo.
Como dizia Régio, “não sei por onde vou, mas sei que não vou por ai” e não podemos continuar a perder a “importância” e o relevo que o Alentejo merece e justifica.
Perder a Delegação da TSF no Alentejo simboliza muito mais do que esse mero acto formal de colocar um carimbo de encerrado numa qualquer porta mais ou menos sombreada; perder a Delegação da TSF no Alentejo é perder uma das nossas vozes, perder um dos nossos símbolos, uma das nossas referências.
E o Alentejo não pode, não pode mesmo, perder as suas vozes.

ANTÓNIO CEIA DA SILVA - Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo

(texto de opinião enviado para publicação na imprensa regional)

Este sábado na "é neste país"


25 de Fevereiro, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Trio Admira Histórias


MARGARIDA JUNÇA
CRISTINA REBOCHO
ROSA BALSA


Cá vos esperamos neste país! :)
-- 

é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
            266731500      
http://nestepais.wordpress.com/

Este fim de semana marionetas na Casa dos Bonecos


Évora: Sábado e Domingo
últimos espectáculos de
o "CIRCO DE TÍTERES ALEGRIA"


Juntem-se a nós às 16h na CASA DOS BONECOS                           
                                                                  
VENHAM DIVERTIR-SE COM AS PERIPÉCIAS DESTE PEQUENO GRANDE CIRCO DE BONECOS.
-- 
 ERA UMA VEZ, Teatro de Marionetas 

Novo ciclo de debates começa hoje em Évora

(clique para aumentar)

Almada Negreiros hoje e amanhã no Garcia de Resende


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Tentar "recuperar" o irrecuperável


Rádios que despedem, como a TSF; que calam as opiniões diferentes, como a Antena Um, estiveram hoje a "lavar a consciência". Deram "doses cavalares" de Zeca Afonso quase até ao enjoo, tentando recuperar e anestesiar músicas de intervenção e de revolta como se de "music hall" se tratasse. Foi - está a ser - quase obsceno. Só que as palavras e as músicas do Zeca são tão fortes que, 25 anos depois da sua morte, continuam a não deixar impunes os canalhas. Os de hoje e os de sempre.

Anónimo

"Casa dos Bonecos." sem dinheiro para pagar a factura da electricidade


"Vimos por este meio informar que neste momento a Associação Casa dos Bonecos está em falta com a EDP, pelo que a programação do Era Uma Vez, Teatro de Marionetas que teve inicio em Janeiro de 2012 poderá ser cancelada a qualquer momento por corte de luz.
A resolução desta situação depende do pagamento do apoio da Câmara Municipal de Évora atribuído à programação realizada por esta Associação no ano de 2009 e 2011 (a Câmara não assume a dívida referente a 2010). 
Este espaço é camarário e está cedido à Associação Casa dos Bonecos. 
Os espectáculos continuaram a ser divulgados e realizados conforme programados enquanto a EDP não efectuar o corte de luz caso isso aconteça serão informados".

ERA UMA VEZ, Teatro de Marionetas (via email)

Évora: esta tarde mais um debate sobre a cidade educadora


Discutir o papel da arte no espaço público em Évora, na segunda década do século XXI, com uma perspectiva crítica e multidisciplinar, é o objectivo do debate de hoje à tarde, entre as 17,30 e as 20,30 horas, num café Condestável. 
“A Arte Publica crítica, não tem por objectivo nem um exibicionismo complacente, nem uma colaboração passiva com a grande galeria da cidade, o seu teatro ideológico e o seu sistema sócio-arquitectural. Trata-se antes de uma estratégia de colocar em questão as estruturas urbanas e os meios que condicionam a nossa percepção quotidiana do mundo” explica Susana Piteira, a moderadora deste debate, citando K. Wodiczo, um artista e autor conceituado de origem polaca, que vive entre Nova York e Cambrige. Esta é a ideia de partida para uma reflexão para a qual estão convidados os cidadãos-habitantes de Évora. 
Susana Piteira é escultora e professora na Faculdade de Belas Artes do Porto. Viveu em Évora Monte durante as últimas duas décadas. Desenvolveu uma tese de doutoramento (em fase de conclusão) sobre o tema proposto para este debate. 
Isabel Bezelga é professora na Universidade de Évora e coordenadora do projecto MUS-E, centrado nos últimos anos na educação pela arte, na escola da Cruz da Picada em Évora. 
José Alberto Ferreira, para além de professor na Universidade de Lisboa é o responsável pelo festival de artes performativas "Escrita na Paisagem” que avança este ano para a 10ª edição. 
Nuno Lopes é arquitecto. Habitante em Évora, tem o seu nome ligado ao Bairro da Malagueira e a Siza Vieira, ao Centro Histórico de que foi director durante alguns anos, e a outros projectos que motivaram a discussão pública. 
Paulo Simões Rodrigues também professor de História de Arte na Universidade de Évora e investigador no CHAIA – (Centro de História da Arte e Investigação Artística, Universidade de Évora), estuda principalmente a arte contemporânea. 
A este painel diversificado de especialistas caberá motivar o segundo debate do ciclo “Habitar a Cidade. Construir Espaço Público”. Entrada livre.

DA de amanhâ


Só boas notícias...

Bruxelas espera recessão mais forte em Portugal

Portugal com a taxa de inflação mais alta da zona euro

Desemprego vai continuar a subir em Portugal


Tudo isto não deve passar de especulações do Durão Barroso para atazanar o Passos Coelho... São uns brincalhões. Como sabemos, por tudo aquilo que todos os dias os governantes nos dizem, Portugal está cada vez melhor.

Amigo maior que o pensamento

Nos 25 anos da morte do Zeca: Hoje o rei vai nu!



Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De mãos dadas

Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
Para nos empurrar
Só um pensamento
No momento
Para nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores