segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Um Conto de Fadas Animado



Para pensar, agora que o calendário dá mais uma volta...

Uma pergunta oportuna antes do ano acabar


Jovens que se manifestaram em frente à assembleia da república vão a tribunal.
E a rapaziada do BPN que desviou 7 MIL MILHÔES ........tudo gente de bem, antigos governantes e conselheiros de estado?


Anónimo
31 Dezembro, 2012 18:01

domingo, 30 de dezembro de 2012

Companheiros de sala

A sala é um dos locais em que se passa mais tempo numa casa durante o Inverno (no Verão é no pátio). Ali se passam as conversas, há quem durma nos sofás e é onde a lareira mais aquece. E, regra geral, é na sala que se recebem as boas companhias (às vezes, é claro, também na cozinha à volta da mesa). Todo este intróito para ir ao ponto da questão: a sala não é apenas quem por lá passa, mas sim quem lá está. E aqui em casa, na sala, estão vários amigos muitos próximos, "semeados" pela parede. Em geral com originais, mas também com reproduções. São escolhas que os anos e as pessoas que por aqui têm passado foram fazendo. E que, hoje, fazem parte da "respiração" da casa tanto como os que aqui habitam.

"Família" - Manuel Dias (original)

Pintura, de António Couvinha (original)

Foto, de José Manuel Rodrigues (original)


poster, Mordillo, Carton No. 5 – Les cahiers du dessin d'humour


poster, "Chaplin e o miúdo"

sábado, 29 de dezembro de 2012

Évora: Bicho do Mato hoje na Harmonia

Vila Viçosa: movimento independente junta ex-eleitos da CDU e do PSD

O Movimento de Unidade Calipolense (MUC) ‘nasceu’ na sexta-feira em Vila Viçosa, distrito de Évora, para concorrer às eleições autárquicas de 2013 no concelho, disse hoje à agência Lusa fonte do grupo.
Na origem do movimento independente estiveram o deputado municipal António Jardim - que se desvinculou do grupo da CDU, coligação pela qual foi eleito como independente à Assembleia Municipal de Vila Viçosa - e o antigo vereador do PSD na Câmara de Vila Viçosa Inácio Esperança, que se demitiu do partido.
"Somos uma equipa com grande experiência e disponibilidade, que quer mais e melhor para Vila Viçosa", salientou António Jardim à Lusa, referindo que a intenção do movimento é ser “uma alternativa para os eleitores”.
O Movimento de Unidade Calipolense quer concorrer a todos os órgãos autárquicos do concelho.
António Jardim indicou ainda que o movimento já começou a recolher assinaturas para formalizar as candidaturas e que o plenário do movimento vai reunir-se em janeiro para aprovar os cabeças de lista.
Inácio Esperança demitiu-se do PSD por considerar que "não existe estratégia política" na concelhia de Vila Viçosa do partido que possa servir os cidadãos, acrescentando que não tem "nada contra o PSD a nível nacional".
Militante social-democrata durante quase 30 anos, Inácio Esperança, professor, foi o candidato do PSD à liderança da Câmara de Vila Viçosa nas eleições autárquicas de 2001, tendo ocupado o cargo de vereador da oposição entre 1998 e 2005.
António Jardim, deputado municipal, antigo militante do PCP, já foi candidato pela CDU à presidência do município, foi vereador na câmara e conta com mais de 30 anos de atividade no poder local, no concelho, eleito pela CDU.
A Câmara Municipal de Vila Viçosa é liderada por Luís Caldeirinha Roma, eleito pelo PS, sendo o atual executivo municipal composto por três eleitos do PS e dois da CDU.
No distrito de Évora, o PS lidera sete câmaras, a CDU quatro e as autarquias de Estremoz, Redondo e Alandroal são geridas por independentes. (LUSA)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Évora: este sábado na "é neste país"


29 de Dezembro, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?


Diana Alfaiate, Tiago Barriga, Miguel Neiva & Gertrudes Pastor


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Depois da era Passos/Portas/Gaspar ainda sobrará alguma coisa do país?


Escola de condução fecha em évora.......mais uma pequena empresa a fechar portas na nossa cidade.

Anónimo
27 Dezembro, 2012 19:39

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ó Laura vai-te lixar também!


Amigos,

Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente.

Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer.

A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor.

A Laura e eu desejamos a todos umas Festas Felizes.

Um abraço,

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Vamos deixar o Passos Coelho a falar sozinho


Apelo Nacional

Solicitava ao cindo tons, para um apelo. Para que amanha quando o coelho fosse fazer a mensagem de Natal, desligassemos a televisão.
Deixando o homem a falar sózinho.
Porque já sabemos quando o cabotino fala, vêm aí mais desgraça

Anónimo
25 Dezembro, 2012 01:08

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Recordando Jorge de Sena num momento parecido com o actual


Natal de 1971

Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão?

Jorge de Sena

sábado, 22 de dezembro de 2012

TVI pode fechar em Évora

A situação já é suficientemente má no panorama jornalístico regional (e nacional), mas o cenário pode ainda ficar mais complicado. A administração da TVI estará em vias de encerrar a delegação em Évora e terá mesmo avançado com a proposta de rescisão de contrato aos dois jornalistas dos quadros da TVI que aqui trabalham.
A hipótese de continuação pode passar pela constituição de uma empresa prestadora de serviços à televisão de Queluz, em moldes semelhantes ao que se passa com os correspondentes da SIC em Évora.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Para além de Évora há mais mundo. Para além do mundo há mais mundo.

 

                                                                   Foto de António Carlos Silva, Almendres - Évora

Para lá de Évora há mais mundo” dizia Francisca à sua jovem filha, em tom de encorajamento para a aventura de sair de casa. Susana, discreta como é entre os convivas, respondeu baixinho: “ E para lá do mundo há muito mundo”.

Hoje, dia do fim do mundo anunciado pelos calendários Maias, dia do início da nova era de Aquário noutras fontes, dia primeiro de uma nova estação do ano, o inverno de 2012/2013, começo do período de férias e festas para muitos, dia em que se escreveu e leu que “há ouro no Alentejo”, hoje detive-me particularmente a apreciar como coexistem muitos e tão diferentes mundos no meu mundo.
Pelo recinto megalítico dos Almendres passaram hoje centenas de pessoas, com intenções e disposições diversas. De mãos dadas, umas cantando, outras fotografando, de sorriso no rosto ou com a expressão guardada para dentro.
Em Santa Sofia, (uma pequenina aldeia perto da estrada que vai de Évora para Montemor cerca de 10kms antes da segunda cidade) “o cameirão” também conhecido como “mau modo”, dono da sasa, sorria ironicamente enquanto nos servia uma saborosa “galinha acerejada” da sua criação, acompanhada de fruta fresca descascada. E lá foi confirmando, no meio da casa vazia, que agora são raros os clientes que por lá aparecem. Enquanto colocava na mesa pratos e talheres para três para que os distribuíssemos entre nós, mais a massa de cotovelos amaciadas na água do cozido do dia anterior, – primeira parte da ementa que não admite escolhas - sossegava-se, em voz alta, com a opinião de que a falta de afluência da clientela de tempos anteriores, não se fica a dever à sua maneira de receber já que “por todo o lado é a mesma coisa”.
Cidade a dentro, ou seja em lugares interiores às muralhas de Évora, alguns falam de grandes e pequenas dificuldades vividas, de desejos legítimos de mudança - simultaneamente desejada e temida - , muitos fazem votos, mais e menos convictos, de dias de festa felizes.

Eu, espanto-me com a multiplicidade de mundos que coexistem na mesma cidade sem que uns dêem pelos outros, sem suspeitarem do que se vive do outro lado da pele, da parede, da rua, do bairro. E não se deve essa falta de percepção tão só à indiferença por vezes cultivada, nem se explica apenas por via dos limites humanos. Parece resultar em primeiro lugar da grande infinidade de mundos que o mundo contém. E quem disto não souber será do velho mundo.

Boas Festas



Quero desejar a todos os que seguem o “a cinco tons” que as suas expectativas se concretizem.
Gostaria que o ano de 2013 fosse um ano de esperança, que fosse finalmente um ano em que os sonhos de cada um dependessem apenas de quem os sonha, da vontade, da força, do ânimo que pomos nos nossos passos.
Não vai ser assim, infelizmente.
Os dias vindouros serão cada vez mais complicados, as dificuldades cada vez maiores, e a consciência de que já nada depende de nós, avolumar-se-á a cada dia que passa.
Seremos cada vez mais intolerantes, iremos radicalizar a nossa forma de ver o mundo exigiremos cada vez mais dos outros e menos de nós, porque nada, nenhum sinal nos é dado de que vale a pena o esforço, o empobrecimento, o desencanto, o sofrimento.
Cada um por si, será o risco sempre presente, e, cada um por si é a antecâmara do fim.
Há muito que chegou a altura de decidirmos de uma vez por todas o que queremos de nós enquanto Estado. Agora é o limite.
Ou continuamos assim, desresponsabilizados porque votamos em propostas inconcretizáveis, em gente que não nos oferece garantia alguma de cumprir aquilo a que se propôs, ou nos tornamos exigentes, cidadãos, participativos, e retomamos aquilo que é nosso, a nossa soberania.
Transparência, debate, coragem, solidariedade, são fundamentais. Com transparência todas as opções são justificáveis, com coragem todos os caminhos são possíveis, com solidariedade todos os obstáculos são ultrapassáveis.
A democracia é mais exigente do que qualquer ditadura, a liberdade é o sinónimo maior de responsabilidade cívica, de participação, de respeito pelas diferenças, de esforço  comum por um objectivo que não sendo forçosamente o de todos, é aquele que todos aceitam por vontade da maioria.
Deixo-vos o meu abraço Republicano, solidário, deixo-vos também um apelo:  ponham de lado a ocasião, pensem no que nos trouxe até aqui, meditem se o que nos trouxe até aqui não será neste momento o que nos impede de sair desta crise absurda.
Saudações a todos.

"Errado, agora falo eu!"

Foto LUSA

"A democracia é uma ilusão, está prestes a acabar", disse homem que estava numa galeria quando Passos ia falar.
Um homem interrompeu esta manhã, por breves momentos, o debate quinzenal com o primeiro-ministro, levantando-se na galeria do povo onde estava e atirando o seu cartão do cidadão para o meio do hemiciclo, depois de o amassar com a mão.
"Tem a palavra o senhor primeiro-ministro", disse Assunção Esteves, depois da pergunta do líder parlamentar do PSD, a última do debate quinzenal de hoje.
"Errado, agora falo eu!", bradou o homem, que se levantou na galeria e atirou para baixo, para as bancadas dos deputados, o cartão de visita que é entregue pela segurança da AR a todos os cidadãos que são admitidos no Parlamento.
" Estão a ver isto aqui? Destruído!", continuou, atirando o seu cartão do cidadão, que foi cair junto aos deputados do PCP. Nesse momento, Passos Coelho já usava da palavra.
"A democracia é uma ilusão, está prestes a acabar", disse ainda o homem, antes de ser retirado pela PSP.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cidadao-interrompe-debate-quinzenal-por-breves-momentos=f775414#ixzz2FgxxUsSF

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eduardo Luciano: carta ao Pai Natal (do pedido de queda do Governo à distribuição de inteligência às D. Doroteias)


"Queria ainda, se não for pedir muito, que distribuísses inteligência e sentido de humor pelos candidatos a D. Doroteia, a tal defensora da moral e dos bons costumes de Ilhéus e que em Évora assume diversas personalidades de ambos os géneros".


Querido Pai Natal,

Deves achar estranho que te esteja a escrever nesta altura da minha vida, tendo em conta que nunca o fiz antes e que nunca me passou pela cabeça que pudesses existir, mas depois do que vi escrito nas Grandes Opções do Plano da Câmara de Évora para o próximo ano parece-me a tua existência menos improvável do que imaginava.
Não te vou maçar com pedidos para a noite de natal porque deves andar demasiado ocupado com a forma de arranjares dinheiro para alimentares as renas e pagares os salários aos duendes.
Os meus pedidos podem ser satisfeitos durante o ano que vem e em suaves prestações e nem sequer terão impacto nas tuas depauperadas contas, porque apenas implicam uma atenção redobrada da tua parte aos anseios deste que te escreve e de muitos que desejam o mesmo mas já nem no Pai Natal conseguem acreditar.
O meu primeiro pedido é que dês um empurrãozinho no governo para que caia mais cedo do que o previsto, fazendo assim a felicidade de muitos dos teus fans. Aproveita a embalagem e cria as condições necessárias para a constituição de um governo que execute outras políticas, que rasgue o memorando da troika e defenda a soberania nacional.
Se não fosse muito incómodo podias também evitar a extinção das freguesias, a venda da TAP pelo preço de um jogador de futebol mediano, o truque da meia privatização da RTP e outras aleivosias programadas para 2013.
Podias também dar uma olhada para a nossa cidade e fazer com que chovesse dinheiro nos cofres do município para compensar as asneiras que o PS fez em 11 anos e para poder pagar as dívidas aos agentes culturais, desportivos e sociais e às freguesias, para que os presidentes de junta deixam de andar a assombrar os corredores dos Paços do Concelho para conseguirem qualquer coisisnha.
Lá para Outubro podias fazer o favor de abrir os olhos aos eleitores para não voltarem a enfiar o barrete e tornarem a acreditar em ti.
Queria ainda, se não for pedir muito, que distribuísses inteligência e sentido de humor pelos candidatos a D. Doroteia, a tal defensora da moral e dos bons costumes de Ilhéus e que em Évora assume diversas personalidades de ambos os géneros.
Meu querido Pai Natal, bem sei que estou a ser muito exigente, mas dava-me cá um jeito que fizesses cair estas coisas do céu porque a malta já anda farta disto tudo.
Até sempre.

Agora em tom de quem se leva a sério, não se mexam e continuem a acreditar no Pai Natal se querem ver para onde esta gente vos vai atirar.
A minha prima Zulmira pede-me que formule o desejo de que vos façam Boas Festas. Diz ela que é meio caminho andado para vermos o futuro de outra cor sem recorrer à crença na existência do velho das barbas.

Até para a semana

Eduardo Luciano (rádio Diana)

conta-se nos contos




Aquele foi o melhor dos tempos, aquele foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, íamos em direção ao Paraíso, íamos na  direção contrária.

Assim escreveu Charles Dickens num " conto de duas cidades" publicado  em 1837, ou seja há 175 anos. Mas a narrativa surge estranhamente actual. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FREGUESIAS CONCENTRAM-SE DIA 22 DE DEZEMBRO NO PALÁCIO DE BELÉM


A Associação Nacional de Freguesias promove uma concentração no sábado, dia 22 de Dezembro, pelas 14h00, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa. Esta iniciativa visa alertar o Presidente da República para os prejuízos da eliminação de mais de um milhar de freguesias em Portugal e para as consequências negativas para as populações e para a democracia. Entre as muitas autarquias que se vão manifestar vão estar muitas alentejanas.

DÓ.


À Atenção da CME, serviços de limpeza e higiene

Os platanos já estão nús, deixaram as folhas juncando o chão.
Já não há equipas de limpeza das ruas da cidade de Évora, será que vamos chegar ao Natal, com milhões de folhas podres jucando o chão por quase todas as ruas, sendo terreno escorregadio para a população idosa
Já bastava a calçada, em osso, sem residuo de terra no meio, terra essa levada pelas inundações, que ocorreram, não só porque choveu muito, mas acima de tudo pelo entupimento generalizado das linhas de água e sarjetas.
A cidade de Évora é uma cidade abandonada, prédios a ruir caleiras a desababar, calçada esburacada, tal cidade mineira abandonada no Oeste Americano, faz DÓ.

Anónimo
18 Dezembro, 2012 19:47

Reunião Pública de Câmara, 17/12/2012 | Orçamento 2013 | Declaração de voto da bancada da CDU


Um orçamento é por definição um exercício de previsão e como tal sujeito às oscilações que a realidade, felizmente imprevisível, lhe impõe.
Ao olharmos para os documentos que hoje nos são propostos percebemos que só muito dificilmente poderemos considera-los como um instrumento previsional, tendo em conta a distância que vai entre o que cabe no papel e a possibilidade da sua concretização.
Trata-se do mais elevado orçamento do poder local em Évora e no entanto o que se prevê realizar é pouco mais que nada.
Este é um documento que poderemos afirmar corresponder à autópsia dos três mandatos autárquicos do Partido Socialista na Câmara Municipal de Évora, com o seu cortejo de dívida astronómica por conta das opções tomadas ao longo dos últimos 11 anos e que resulta na situação de desequilíbrio estrutural em que se encontra.
Chegamos a um Orçamento de 103,000,000,00 sem que se tenha concretizado qualquer das promessas emblemáticas feitas ao eleitorado em 2001, 2005 e 2009.
Chegamos a uma despesa corrente de 74.500.000,00 (quase o dobro da orçamentada para 2010) sem que esta contenha qualquer investimento estruturante para o futuro do concelho e sem a solução dos problemas que afectam a qualidade de vida dos eborenses, sabendo que o valor da receita a arrecadar, tendo em conta o histórico dos últimos anos, não ultrapassará os 45 milhões de euros.
Não foi pelo cumprimento das promessas da “cidade de excelência” que o município construiu e alicerçou a dívida que hoje nos aparece orçamentada, porque se assim fosse teríamos os milhares de árvores prometidas, a renovação da rede de abastecimento de água que motivou o famoso número do cano na mão do então candidato, o centro de moda e design, a recuperação do salão central, a requalificação do Rossio de S. Brás, a construção do parque de feiras e exposições, a construção do parque urbano e do complexo desportivo municipal, o investimento de 500 mil contos por ano no Centro Histórico, o ramo nascente da via de cintura interna, o plano de pormenor dos Leões, o reforço do apoio às associações culturais, desportivas e sociais, o alargamento dos benefícios do então cartão social do idoso, entre muitas dezenas de promessas feitas em vários momentos dos três mandatos, algumas com data anunciada para a inauguração, como o renovado Salão Central e o Complexo Desportivo Municipal, outras com anúncio de arranque da obra aprazado para o trimestre seguinte, como a requalificação do Rossio de S. Brás.
A dívida que hoje vemos orçamentada não resulta de um qualquer ímpeto de renovação, requalificação e intervenção no território, mas antes de um conjunto de opções politicas erradas de onde se destaca o ruinoso negócio da adesão ao sistema multimunicipal de águas e saneamento, esse sim concretizado apesar de não ter sido prometido, e que custa aos cofres municipais cerca de seis milhões de euros por ano.
É um orçamento que reflecte a quebra de 30%, relativamente ao início do mandato, nas transferências para as freguesias que são cumpridas tarde e a más horas.
É um orçamento que não contem um cêntimo de apoio financeiro para os agentes culturais desportivos e sociais, mantendo-se a dívida a estas entidades desde 2009 mas que anuncia um aumento de 3,6 milhões de euros na venda de bens e serviços que se reflectirá em particular no aumento do preço da água aos consumidores.
O texto que nos é apresentado como as Grandes Opções do Plano é o complemento ideal para um orçamento com as características que referimos.
Fala-se em “equilíbrio entre o que desejamos e o que podemos”. Da leitura atenta retira-se a conclusão que o atoleiro de dívida onde o PS colocou o município de Évora faz com que esta gestão deseje pouco e possa quase nada para o ano que se aproxima.
Reconhece-se que o contrato com a Águas do Centro Alentejo se revelou ruinoso, mas não existe a humildade de assumir que tal contrato foi realizado por opção política do PS e retirar daí as necessárias e óbvias conclusões.
Refere-se um decréscimo da despesa e no entanto ela nunca foi tão elevada num orçamento municipal no concelho de Évora, assumindo claramente o PS a possibilidade de contrair mais empréstimos como complemento ao PAEL.
Num momento de completo descalabro das finanças municipais e do aumento da receita pela via da sobrecarga de taxas sobre os munícipes, as grandes opções do plano apontam para a concessão a privados da exploração de parques e zonas de estacionamento, prevendo um concurso para tal fim.
No meio da vacuidade de conteúdos programáticos, as Grandes Opções do Plano enunciam um rol de estudos sobre intervenções no território, que em ano de eleições bem sabemos o que significam em mais anúncios de expectativas de obras que se irão realizar já a seguir a Outubro de 2013, à semelhança daquelas que, apesar de não terem sido realizadas, bastas vezes foram anunciadas nos últimos 11 anos, receando-se a repetição de embustes do calibre da colocação de tapumes em volta da não obra do parque desportivo municipal.
O documento é de uma total incoerência entre o que se anuncia como as grandes opções e o que se orçamenta, quando se orçamenta, para a sua realização, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores.
À entrada de um ano eleitoral há nas GOP uma proposta que sabemos que se irá concretizar e que é descrita como “a melhoria da comunicação entre a câmara e os munícipes”, um eufemismo para afirmar que também a partir da utilização dos serviços municipais se fará campanha.
Também estas GOP são o reflexo do que foram os três mandatos do PS à frente dos destinos do município de onde sempre esteve ausente uma visão estratégica para o futuro do concelho e que acaba gerido ao dia.
Aprovar estes documentos seria ratificar 11 anos de opções políticas erradas que levaram o município à calamitosa situação em que se encontra, sem capacidade de intervenção no espaço público, com uma estrutura orgânica desfasada das suas reais necessidades e com o melhor do seu património, os trabalhadores, num preocupante estado de desmotivação e sem possibilidade de dar o seu contributo para a gestão municipal e responder de forma eficaz às solicitações dos munícipes, fim último da sua missão ao serviço do município.

Évora, 17/12/2012
Os Vereadores da CDU

CME: Orçamento para 2013 aprovado com o voto de qualidade do presidente da Câmara


Em reunião pública extraordinária de 17 de Dezembro 

Aprovadas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2013 

As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2013 foram aprovadas com três votos favoráveis (PS), incluindo o do Presidente, uma abstenção (PSD) e três votos contra (CDU), por discordar das linhas de orientação política do mesmo e em coerência com o que têm sido as suas posições anteriores. O Orçamento recebeu contributos do Vereador António Dieb (PSD) que melhoraram a proposta inicial e o tornaram mais coerente com o Plano de Estabilidade Financeira e Orçamental. 
Refira-se que o Orçamento Municipal, na continuidade dos anteriores, reflete a dificílima conjuntura nacional e local que se atravessa, a par com as dificuldades inerentes ao próprio Município e a falha da Administração Central em cumprir compromissos que tem para com este, além da forma ilegal e constitucionalmente duvidosa como não permite que a Câmara se liberte do contrato que mantém com as Águas do Centro Alentejo, contrato que não é cumprido e se revela ruinoso para Évora. 
Razões que levaram a autarquia a recorrer ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) para poder pagar a fornecedores e, acima de tudo, às Águas do Centro Alentejo, com quem a Câmara está em litígio no Tribunal Arbitral. 
Face a tal complexa situação, associou-se ainda a necessidade de adaptar toda a estrutura técnica orçamental a uma reestruturação interna que foi imposta pelo Governo às autarquias. 
Não obstante a situação financeira do Município, este avançará em 2013 para a execução de quatro investimentos estratégicos, que beneficiam de condições de financiamento particularmente favoráveis: Rede de Águas e Esgotos de S. Manços; Incubadora do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo; Escola André de Resende e Acrópole XXI. 
O ano de 2013 será mais um ano de contenção e austeridade na gestão orçamental do Município, resultando o valor do Orçamento, de 103 milhões, mais da necessidade de acolher compromissos assumidos e não pagos, que transitam de anos anteriores, do que de despesa nova. Ou seja, sem as despesas imprevisíveis e inadiáveis que resultam de fatores não controlados pela Câmara, o Orçamento para 2013 seria de apenas 91 milhões e 456 mil euros.
A proposta de autorização prévia de compromissos plurianuais camarários pela Assembleia Municipal de Évora obteve aprovação unânime, enquanto o Mapa de Pessoal da Câmara para 2013 foi aprovado com três votos a favor (PS), incluído o voto de qualidade do Presidente, uma abstenção (PSD) e três contra (CDU). 
A atualização da Tabela de Taxas e Outras Receitas do Município de Évora foi aprovada com quatro votos favoráveis (PS e PSD) e três contra (CDU), estando a mesma de acordo com a taxa de variação média dos últimos doze meses do Índice Harmonizado de Preços do Consumidor, referente a outubro de 2012, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística, que é de 3,1%. 


Outros assuntos tratados 

O Presidente José Ernesto d’ Oliveira informou a Câmara da atribuição de mais quatro prémios ao trabalho desenvolvido pela autarquia eborense, em relação ao qual expressou a sua satisfação, e que são os seguintes: Projeto “Uma Cidade Perfeita”, iniciativa lançada pela revista Visão e empresa Siemens, em que foram identificadas um conjunto de boas práticas municipais no sentido da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Os leitores da revista selecionaram como vencedores os projetos Banco do Tempo (Inclusão Social) e Inovcity (Sustentabilidade). 
A Câmara Municipal recebeu também uma Menção Honrosa no âmbito do Prémio Manuel António da Mota, instituído pela Fundação com o mesmo nome, pela Mota Engil e TSF, pelo projeto “Laços para a Vida, Casa e Companhia” e o júri dos prémios da Associação Portuguesa de Museologia distinguiu o Convento dos Remédios (Câmara Municipal de Évora) na categoria de Melhor Trabalho de Museografia – Menção Honrosa. 
De salientar ainda a aprovação por unanimidade que o projeto a desenvolver pela Air Olesa – Sistemas e Componentes Aeronáuticos, S.A. - a instalação de unidade industrial de fabricação de peças maquinadas e sistemas para a indústria aeronáutica e moldes de aço para outros setores de atividade - seja considerado como Projeto de Potencial Interesse Municipal (PIM) e, por isso, beneficie dos apoios e incentivos previstos no nº 3 do artigo 9 do RMALIAE - Regulamento Municipal de Atribuição de Lotes para Instalação de Atividades Económicas. Além da classificação como projeto PIM, foi também aprovada a cedência de lote de terreno no Parque da Indústria Aeronáutica de Évora para a empresa se instalar, o que resultará na criação de mais de meia centena de postos de trabalho. 
Foi também aprovada por unanimidade a proposta referente ao projeto de execução de infraestruturas (Rua D), de acordo com determinadas especificações técnicas, do Loteamento do Parque de Indústria Aeronáutica de Évora. (informação da CME)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O novo movimento nacional da caridadezinha


Habitualmente contribuo para as muitas campanhas de donativos para as quais sou convocado, seja alimentares, seja em termos monetários. Considero que a solidariedade e o apoio mútuo são essenciais em qualquer sociedade. Assim, dentro das minhas possibilidades contribuo, regra geral, sem distinção de instituições ou de causas, da Cruz Vermelha ao Banco Alimentar, dos Bombeiros às Associações de Apoio aos Animais. Mas faço-o sem quaisquer intuitos de caridade. Faço-o num gesto solidário para aqueles que apesar dos apoios sociais, por este ou por aquele motivo, sempre ficam à margem e são excluídos.
Recuso a caridadezinha, dos que, como diz em crónica célebre António Lobo Antunes, têm "os seus pobres" para cuidar. Por isso, cada vez se me torna mais difícil continuar a contribuir para este peditórios, seja à porta dos supermercados, seja nas ruas, tal o espírito de auxílio caritativo, não igualitário, que parece ter-se apossado da sociedade portuguesa nos últimos anos, num autêntico "reviralho" ideológico revanchista trazido à boca de cena pelo actual governo.
O espectro da fome, do desemprego, das carências alimentares e de bens de primeira necessidade que deveria ter levado ao reforço das medidas de carácter social, promovidas pelo Estado, para o qual descontamos rios de dinheiro, começou a ser entendido não como uma preocupação da sociedade, mas como algo de secundário, atirado para o âmbito das competências das misericórdias, das ONGs, das Igrejas.
Num momento em que os factores de pobreza e de exclusão aumentam vertiginosamente menos se compreende este entendimento anti-social do Governo que corta em tudo o que são prestações sociais, empurrando milhares de portugueses para as redes de assistência e de apoio, para a caridadezinha tão ao gosto do antigo regime e do seu malfadado Movimento Nacional Feminino.
Todos sabemos que as necessidades hoje são imensas. Mas o gesto de contribuirmos para o Banco Alimentar ou para a Cruz Vermelha (como foi este fim de semana o caso) não nos pode fazer esquecer que é à sociedade no seu conjunto - e neste caso ao Governo - que compete garantir o mínimo essencial para que cada cidadão consiga viver, alimentar-se e cuidar dos filhos, dando-lhes educação e perspectivas de vida. É para isso que todos pagamos impostos e não para - pelo menos no meu caso e julgo que de muitos milhares e milhares de portugueses - pagar a a umas forças armadas sem razão de existir; para comprar equipamentos sumptuosos e que exigem rios de dinheiro como os submarinos; para sustentar forças policiais numericamente desajustadas à dimensão do país ou para contribuir financeiramente para uma classe política numerosa, cheia de regalia e àvida no esbanjamento dos recursos públicos.
É degradante esta corrida à caridadezinha. Não por parte de quem dela necessita, mas de quem já se acotovela para ter o maior número de pobres sob a sua tutela. Ou para voltar de novo a António Lobo Antunes: "Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida. Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. (Ler Mais)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Évora: Jantar de 21.12.2012 (inscrições abertas) na Sobreira

(clique para ler)

Poder


PODER - É MESMO DE CONFUNDIR

SEDE de (local onde se exerce)

com

SEDE (apetite por/ vontade de)

António Saias (facebook)

MICRE já tem candidato em Redondo


O Movimento Independente do Concelho do Redondo (MICRE) nomeou António Matos Recto como candidato a presidente da Câmara do Redondo.
O MICRE surgiu em 2005 tendo ganho as eleições nesse ano e em 2009 liderados por Alfredo Barroso, presidente da Câmara há 29 anos e que, por isso, se encontra impedido de candidatar devido à lei de limitação de mandatos autárquicos. 
Ao "acincotons" Alfredo Barroso revelou que irá encabeçar a lista à Assembleia Municipal do Redondo, não se afastando assim da vida autárquica.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Poeta do betão armado


... Hoje seriam 105 anos ...

Poeta do betão armado

De convexidades de mulher,
Sensuais concavidades,
Silhuetas de rio,
De um braço,
Um dedo,
Um instante,
Um traço curvo de luz,
Eis de que fizeste cidades
Com chapéus,
Taças,
Afrontações,
Sei lá eu…,
Até ondulações de Alentejo
Com sorrisos dos homens a olhar
Que querias o mais iguais que se puder…

E porque a vida é assim,
Luz e sombras,
Em linha recta em plano
Eis-te a descansar…

José Rodrigues Dias, 2012-12-06

Beja: "visitar" Soror Mariana Alcoforado e as cartas portuguesas este domingo

Música tradicional africana esta noite na "BruxaTeatro"



O grupo de música tradicional africana BOSSAMORNA é composto por:
  • Adenilda Munguambe -------  Voz, Trombone
  • Vicente Fortes -------------------  Contrabaixo, Baixo eléctrico
  • Airton Mendes -------------------  Cavaquinho
  • Nuno Fernandes ----------------  Guitarra, voz, baixo
  • O concerto contará com a participação dos alunos do Combo de Jazz da Eborae Musica.

    Info do Acolhimento:
    Actividade: Música - NHAbruxa
    Concerto: Bossamorna + Combo de Jazz da Eborae Musica
    Local: a BRUXA teatro, Espaço Celeiros, Rua do Eborim, 16 - Évora
    Data: 15 de dezembro de 2012
    Horário: 22:00h
    Bilhetes: 3€
    Organização: a BRUXA teatro/Acolhimento

    Mais Teatro hoje no Garcia de Resende, Évora



    “Retratos falantes” dia 15 às 21,30 horas na Sala Estúdio do TGR
    Aproveitando a presença da comitiva do espectáculo em Portugal, a rede Culturbe oferece ainda ao público das cidades de Braga, Coimbra e Évora a possibilidade de assistir a um segundo espectáculo, da companhia paulista “Grupo TAPA”. Também com encenação de Eduardo Tolentino, “Retratos Falantes” inclui três monólogos do dramaturgo Alan Bennett – “Fritas no açúcar”, “A senhora das cartas” e “Brincando de sanduíche” – interpretados, respectivamente, pelos actores Brian Penido, Zé Carlos Machado e Emília Rey.
    Os monólogos de Benett foram escritos originalmente para televisão, em 1987. Eles abordam, com um “humor ácido e cortante”, os temas da solidão e da incomunicabilidade no mundo contemporâneo, através de “figuras anónimas, quase invisíveis, que podem morar na porta ao lado”.

    Évora: feira de livros no Mercado Municipal até às 13 horas


    sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

    Évora: um dia de sábado cheio de marionetas e filmes para as crianças.

    Há algum tempo, em Évora, muita gente queixava-se de que não havia nada de interessante, ao nível cultural, ao fim de semana para ocupar e interessar os mais novos. Nos últimos tempos essa oferta tem vindo a crescer. Assim, só para este sábado, na parte da manhã e da parte da tarde são várias as opções para os mais jovens.


    às 11 horas começa na Casa da Zorra (Rua Serpa Pinto) uma sessão de cinema para crianças. Duarnte uma hora haverá espaço para várias curtas metragens de animação.


    às 11 e 30, no Inatel, o grupo de marionetas "Era uma vez, Teatro" leva à cena a história "A Formiga e o Coelhinho".


    Também às 11,30 horas, na associação "é neste país" -e dentro do ciclo: 

    Com quantos pontos se conta um conto? 

    estreia um novo grupo de marionetistas, a "arca de marionetas". Este espectáculo repete na "é neste país" no domingo, dia 16, às 17 horas.


    às 16 horas, com repetição às 21,30 horas, e depois no domingo às 11horas e às 16 horas, o Pim-Teatro leva à cena, também num espectáculo de marionetas, "Feliz".

    Uma agenda cheia, como se vê. Será porque é Natal ou é para continuar?

    Amanhã, na Casa da Zorra, às 22 horas. Lançamento de (h)ortografias, livro de poesias de António Saias


    Ano e meio de governo Passos Coelho/Paulo Portas deu nisto: o regresso da fome a Portugal

                                   clique aqui: Linha da Frente de 13 Dez 2012 - RTP Play - RTP

    Uma grande reportagem da RTP. Assim, com palavras simples e imagens fortes, se desmente o discurso de quem mente todos os dias face ao alastrar da miséria. Há um ano numa das escolas da Figueira da Foz (Buarcos) já o director me dizia exactamente o mesmo: eram às dezenas, na altura, os miúdos com fome todos os dias, neste meio de antigos pescadores, emigrantes, gente da construção civil já sem trabalho, apesar de uma tal de Jonet continuar a insistir que o que existe são "carências alimentares". Como será hoje a situação em Buarcos? 

    Évora: SOIR assinala hoje 112 anos com peça de Teatro

    Fundada em 1900 em torno de uma tuna musical, a Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António D’Aguiar, ao longo da sua existência centenária, afirmou-se, como um importante centro cultural da cidade de Évora, graças à acção, de múltiplas gerações de eborenses, que nela desenvolveram, uma marcante actividade sócio cultural. Agora, a decorrerem as comemorações do 112º aniversário, entre as diversas actividades, tem em agenda para hoje, Sexta-Feira, dia 14, às 21h30, Teatro: “Criaturas de deus”, pelo Grupo Cénico da SOIR
    Amanhã, Sábado 15, às 13h00 terá lugar o Almoço Comemorativo do 112.ºAniversário
    No Sábado, dia 22, às 22h00, a encerrar as comemorações, será a vez do Projeto Musical “De Évora para Évora” – Capote de Discos

    quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

    Teatro brasileiro amanhã no Garcia de Resende



     “12 homens e uma sentença”, de Reginald Rose, 
    em Évora dia 14 de Dezembro às 21,30 horas no Garcia de Resende

    Com encenação de Eduardo Tolentino (director do Grupo TAPA, de São Paulo), “12 homens” ganhou em 2010 o Prémio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) para melhor espectáculo do ano e foi nomeado para duas categorias do Prémio Shell (melhor encenador e melhor actor). Desde então, conta com mais de 300 apresentações e mais de 100 mil espectadores. Chega agora a Portugal, numa digressão que inclui Lisboa (por iniciativa do Ano do Brasil em Portugal) e as cidades de Coimbra, Braga e Évora, numa parceria entre a Cena Lusófona e a rede Culturbe.
    Originalmente escrita para teatro televisivo, a peça viria a ficar famosa pela sua adaptação ao cinema no filme “Doze homens em fúria” (“12 angry men”), realizado em 1957 por Sidney Lumet, com Henry Fonda como actor e produtor.
    Numa sala fechada, doze jurados devem decidir se condenam ou não à morte na cadeira eléctrica um jovem acusado de assassinar o pai. Desenvolve-se a partir daí um surpreendente e fascinante exercício de argumentação e de conflito entre os 12 homens. O que parecia uma decisão fácil e rápida de tomar, com a unanimidade garantida, torna-se afinal bem mais complexo, a partir do momento em que um dos jurados questiona o senso comum e começa a levantar dúvidas. Ao mesmo tempo, vão sendo expostos os preconceitos de cada um dos jurados e a fragilidade das certezas absolutas na base das quais são tantas vezes tomadas decisões, na justiça como na política. É um espectáculo “contra a burrice da unanimidade”, que mostra como “as dúvidas razoáveis são bem mais interessantes dos que as verdades aparentes”, afirma o encenador.

    Notícias dos dinheiros públicos na Câmara de Évora

    "Como é do conhecimento público município de Évora candidatou-se ao PAEL, o tal programa que, a troco de autonomia do poder local e do infligir mais uns castigos aos munícipes, se propõe emprestar uns milhões para pagar as dívidas a alguns credores.
    Já não é tanto do conhecimento público que a candidatura apresentada ainda não foi aprovada e o contrato de empréstimo ainda está por ser assinado.
    E é mesmo publicamente desconhecido que a comissão de análise das candidaturas tem vindo a fazer sugestões, forma eufemística para dizer imposições, sobre o plano de ajustamento financeiro que acompanhava a proposta de candidatura que PS e PSD aprovaram na câmara e na assembleia municipal.
    É neste contexto que foi presente à reunião de câmara de ontem, para aprovação, umas alterações introduzidas em dois dos mapas entregues aquando da entrega da candidatura.
    Quem lesse o corpo da proposta ficaria a pensar que se tratava apenas de pequenos ajustes, coisa resultante de erros nas contas ou engano de preenchimento sendo que a proposta vinha apenas acompanhada de mapas corrigidos.
    A pedido lá nos foi fornecido o documento enviado pela comissão de análise onde se apontavam as desconformidades entre aquilo que a câmara se propunha fazer e o que os senhores entendiam necessário para cumprir o tal plano de ajustamento financeiro.
    Apenas alguns exemplos do que a comissão de análise acha não aceitável.
    A venda de bens de investimento prevista é demasiado elevada face ao que tem sido a média de anos anteriores, o que significa que as previsões de receitas por esta via terão de ser reduzidas, pelo que para se manter o nível de receita no mesmo patamar há que aumentar as taxas e tarifas, numa operação de maximização dos preços cobrados pelo município.
    O rácio despesa com pessoal/receita efectiva não é aceitável para a comissão de análise que sugere uma diminuição dos seus valores ao longo do tempo.
    Para mim, que percebo pouco de contas, só pode acontecer uma de duas coisas. Ou receita efectiva aumenta ou as despesas com pessoal terão que diminuir. Lembram-se dos alertas que fizemos há uns tempos sobre a possibilidade da adesão ao PAEL pôr em causa postos de trabalho?
    Pegando nestes dois exemplos e agora em linguagem de gente, o que a comissão de análise vem dizer é curto e grosso é, aumentem as receitas pela via da ida aos bolsos dos munícipes e deixem-se de fantasias como considerarem que vão começar a vender terrenos como se fossem amendoins e já agora vejam lá se arranjam maneira de reduzir os custos com pessoal.
    A estas exigências chamou o presidente da câmara pequenos ajustamentos, correcção de erros na introdução de dados e correcção de totais que se apresentavam errados.
    Os novos mapas lá foram aprovados pela maioria PS-PSD, com um aviso do vereador do PSD: “tenho dúvidas que estas alterações sejam suficientes”.
    Pelos vistos ainda teremos mais mapas com “pequenas correcções” ao bolso dos munícipes antes de virem os 32 milhões."
    Eduardo Luciano, crónica de hoje na Diana FM

    1ª página do Diário do Alentejo de amanhã


    Todos os valores humanos foram ultrapassados


    “ Quem não se sente não é filho de boa gente”.
    Toda a minha vida pessoal e profissional se tem pautado por grande rigor, amizade, obediência, e cumprimento dos deveres, para com todos os meus superiores hierárquicos e colegas.
    Tudo isto vem a propósito do infantil, despudorado, inadmissível e inaceitável, comentário publicado no passado dia 8 de Dezembro, neste mesmo blogue, e subsequentes comentários adicionais.
    Todos os valores humanos, foram ultrapassados nomeadamente a família, verdade e camaradagem, entre profissionais ligados ao mesmo serviço.
    Refugiarem-se no anonimato, incapazes de darem a cara, como qualquer embuçado é falta de carácter e de bons princípios que nesta época difícil são tao necessários.
    Numa organização de centenas de trabalhadores, haverá com certeza alguns descontentes, que o deveriam manifestar internamente, pois tenho a certeza que o atual Director aceitará as preocupações de cada um de nós, num espírito aberto e de solidariedade.
    Nesta época de Natal, onde a nossa “família” deverá estar reunida e congregada numa só função que é o “serviço publico”, não são com certeza poucas vozes dissonantes que irão estragar o espirito de grupo que está instalado e que se pretende aprofundar.
    “ Os cães ladram, mas a caravana passa”. 

    António Camarate Campos
    13 Dezembro, 2012 09:36

    Eleições hoje para a Associação de Estudantes da UE apenas com uma lista


    Os estudantes da Universidade de Évora vão hoje a votos para eleger o presidente da Associação Académica. O atual presidente é o único na corrida.
    Paulo Figueira (na foto), há um ano no comando da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), vai suceder a ele próprio. A Lista R é a única candidata nas eleições da Académica de Évora, que se disputam amanhã, num universo de cerca de 8 mil votantes. 
    Para o Conselho Fiscal, a lista é encabeçada por Filipe Monterosso, enquanto a Mesa da Assembleia Geral é liderada por Nuno Croino. 
    O sufrágio decorre nos principais polos da Universidade de Évora, entre as 10h e as 18h. Os resultados são conhecidos amanhã.

    Entre camaradas


    “Angola 1970, chamas de liberdade” é apresentado ao público eborense esta quinta-feira, dia 13 de Dezembro, às 18.00 horas na Biblioteca Pública de Évora. A apresentação do mais recente livro - assinalado como Romance Político -  de Francisco do Ó Pacheco, antigo presidente da Câmara de Sines estará a cargo de Abílio Fernandes, que desempenhou também o cargo de presidente da Câmara de Évora durante vários mandatos.
    Segundo a informação da BPE "partindo de factos reais, Francisco do Ó Pacheco ficcionou este romance que nos retrata uma época fundamental do nosso país, com uma bem assumida e transparente posição política face aos momentos vividos, no que acaba por se poder considerar também como um fiel retrato social da época".

    terça-feira, 11 de dezembro de 2012

    “Por Beja com todos” defende a ACOS a gerir o Parque de Feiras e Exposições de Beja

    O movimento “Por Beja com todos” (apresentando um conjunto de razões) entende que a gestão do Parque de Feiras e Exposições de Beja deve ser assegurada pela ACOS, mediante um protocolo celebrado entre o Município de Beja e a Associação de Agricultores do Sul, que garanta a manutenção e a dinamização daquele Parque, de forma a contribuir para a afirmação de Beja como centro de feiras e outros eventos do Sul, com respeito pelo interesse público e o apoio empenhado da Câmara Municipal de Beja.

    porque não?



    "Haja alguém que diga ao senhor que esse tipo de organizações já existiu em muitas cidades portuguesas. E muitas tiveram grande capacidade de intervenção e influência na organização e desenvolvimentos das cidades. Refiro-me às comissões de moradores e às comissões de trabalhadores de empresas."



    CAPÍTULO V da Constituição da República
    Organizações de moradores 

    Artigo 263.º
    Constituição e área
    1. A fim de intensificar a participação das populações na vida administrativa lo
    cal podem ser constituídas organizações de moradores residentes em área inferior à da respectiva freguesia.
    2. A assembleia de freguesia, por sua iniciativa ou a requerimento de comissões de moradores ou de um número significativo de moradores, demarcará as áreas territoriais das organizações referidas no número anterior, solucionando os eventuais conflitos daí resultantes.

    Artigo 264.º
    Estrutura
    1. A estrutura das organizações de moradores é fixada por lei e compreende a assembleia de moradores e a comissão de moradores.
    2. A assembleia de moradores é composta pelos residentes inscritos no recenseamento da freguesia.
    3. A comissão de moradores é eleita, por escrutínio secreto, pela assembleia de moradores e por ela livremente destituída.

    Artigo 265.º
    Direitos e competência
    1. As organizações de moradores têm direito:
    a) De petição perante as autarquias locais relativamente a assuntos administrativos de interesse dos moradores;
    b) De participação, sem voto, através de representantes seus, na assembleia de freguesia.
    2. Às organizações de moradores compete realizar as tarefas que a lei lhes confiar ou os órgãos da respectiva freguesia nelas delegarem.

    Agora que se pretendem extinguir e/ou agregar freguesias, de uma forma muito pouco democrática, para não dizer pior, seria bem que encontrássemos alternativas viáveis para contrariar este ataque absurdo que está a ser feito à participação cidadã.


    Poderíamos começar por fazer valer o disposto Na Constituição da República. enquanto ela ainda existe... 

    As cidades de hoje vistas por Harvey

    A importância das cidades e da dimensão local, quando se pensam formas de organizar, trabalhar, estudar, viver é reconhecida e sublinhada por muitos.
    David Harvey é um destes. Geógrafo inglês, publicou este ano um livro (ainda sem tradução em Português) chamado "As cidades rebeldes" onde  para além de defender "o direito à cidade" sugere que as saídas para os impasses que vivemos surgirão aqui, na cidade.

    Numa entrevista a propósito deste livro, Harvey é questionado (entre outras coisas interessantes) sobre quem pode ser hoje o "sujeito revolucionário" já que a tradicional "classe operária industrial" em que se centrava a esquerda tradicional tem vindo a ser reduzida, muito transformada, o que quer dizer que já não é o centro antes identificado.
    "Você pode contar como reconcebeu o sujeito revolucionário, quem pode constituí-lo hoje e como está relacionado com as cidades e a identidade urbana? Perguntou o entrevistador Ed Lewis.
    Resposta de Harvey:
    "Para tratar deste tema, faço uma pergunta: quem está produzindo e reproduzindo a vida urbana? Se você olhar para o tipo de produção que prevalece hoje, definirá o proletariado de maneira totalmente distinta da que se contentava em associá-lo ao trabalhador fabril.

    Este é o passo necessário. A partir daí, é possível pensar quais formas de organização que são possíveis hoje, entre as novas populações urbanas. Elas são mais difíceis de organizar, precisamente porque não estão em fábricas.
    Por exemplo, a imensa quantidade de trabalhadores que atuam no transporte de produtos e pessoas, de caminhoneiros a taxistas, Como organizá-los?(...) Politicamente, não é possível falar num sindicato nos termos tradicionais, é preciso criar organizações diferentes.
    Depois de investigar diferentes movimentos sociais em lugares e tempos diferentes Harvey esclarece o que entende por "organizações diferentes":
    "Sou muito a favor de uma forma diferente de organização sindical, de preferência local, e não por setor. Acredito que os sindicatos convencionais devem prestar mais atenção aos conselhos de comércio locais e aos conselhos municipais. (...) Desse ponto de vista, uma forma de organização diferente pode abranger uma cidade inteira, e unir pessoas  envolvidas em sindicatos diferentes, com todas as suas diferenças, em um tipo de sindicato da cidade, ou uma organização política da cidade".

    domingo, 9 de dezembro de 2012

    O MADE-MUSEU DO ARTESANATO E DESIGN DE ÉVORA ABRIU HÁ UM ANO


    No seu primeiro ano de existência, o MADE teve três a quatro vezes menos visitantes que o antigo Museu do Artesanato nos primeiros doze meses de funcionamento

    Fez no passado dia 10 de Novembro um ano que abriu, no edifício do Real Celeiro Comum, o MADE-Museu do Artesanato e Design de Évora. Criado por um protocolo assinado em Março de 2010 pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo, pela Câmara Municipal de Évora e pelo colecionador Paulo Parra, o então chamado Museu do Design destinava-se inicialmente a albergar a coleção privada de objetos de design do referido colecionador no espaço onde até então tinha funcionado o Centro de Artes Tradicionais-Antigo Museu do Artesanato, que fora inaugurado em Setembro de 2007 e tinha beneficiado de um investimento de mais de um milhão de euros em recuperação patrimonial e aquisição de material de exposição.
    Justificava, então, a Entidade Regional de Turismo esta nova parceria público privada com a alegada insustentabilidade do antigo Museu do Artesanato e com uma confessada falta de vocação para gerir um museu. Mas tais argumentos não satisfizeram a opinião pública que assistia com indignação à liquidação de um projeto de valorização das marcas de identidade da nossa Região e à oferta - a título gratuito - de um espaço nobre da Cidade e de todo o equipamento nele contido a um colecionador privado.
    O movimento de opinião que se desenvolveu e culminou na criação da associação PERPETUAR TRADIÇÕES forçou os parceiros do Museu do Design a alterar o projeto, que passou a chamar-se de ”Museu do Artesanato e Design”, mas tal mudança cosmética não evitou uma denúncia feita à Comissão Europeia de desvio dos fundos disponibilizados por Bruxelas para um projeto diferente daquele para o qual tinham sido contratados. O processo que foi aberto pela Comissão forçou os parceiros do museu do design a novas adaptações, a fim de tentar dar satisfação formal às exigências de Bruxelas, impedindo assim que o artesanato alentejano fosse totalmente retirado das instalações do Celeiro Comum onde estava presente desde 1962.
    Passou um ano sobre a abertura do MADE.
    As peças de artesanato ocupam agora, apenas, uma parte da belíssima nave do Celeiro Comum, sem ordem aparente, sem pedagogia, com toda a parte escrita praticamente anulada. Boa parte do espaço é ocupada por peças de design da coleção Paulo Parra cujos catálogos substituíram na recepção todos os catálogos, folhetos e mais documentação escrita sobre o artesanato alentejano, que dela foram retirados. Foram anulados espaços de exposição para criar um gabinete para o professor Paulo Parra e para a sua biblioteca de design, mas um ano volvido sobre a inauguração do MADE, tais espaços continuam vazios e sem utilização. O Auditório do antigo Museu do Artesanato está inacessível ao público e desativado, inviabilizando a projeção de mais de uma vintena de pequenos filmes sobre a produção dos diferentes objetos artesanais da Região.
    Neste primeiro ano de existência, e a ajuizar pelo número de ingressos vendidos, o MADE terá tido cerca de 3.000 visitantes. O Centro de Artes Tradicionais-Antigo Museu do Artesanato recebeu entre a sua inauguração em Setembro de 2007, e Setembro de 2008, perto de 11.000.
    O MADE, entidade sem consistência nem conteúdo, serviu para eliminar um projecto válido e cientificamente suportado: foi o resultado de uma parceria negativa, negativa para a Cidade e para a Região, que pode conduzir pela sua visível insustentabilidade ao fim da presença do artesanato alentejano no Celeiro Comum.
    A associação Perpetuar Tradições constata que a vida e os resultados concretos vieram a posteriori justificar plenamente toda a sua intervenção crítica e em defesa do Museu do Artesanato, e fica a aguardar com curiosidade as explicações que a parceria do MADE poderá apresentar.
    Perpetuar Tradições