quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Montemor-o-Novo dá Música a Pais e Filhos



Afinal sempre vai haver Ovibeja em 2012. O cartaz é que "foge" ao habitual

E com estes números quer esta gente aumentar o horário de trabalho, diminuir os feriados e os dias de férias? Para aumentar ainda mais o desemprego?


A taxa de desemprego em Portugal subiu para 12,9 por cento em outubro, a quarta maior da União Europeia (UE) do total dos países dos quais o Eurostat disponibiliza números.
De acordo com os dados hoje divulgadas pelo gabinete de estatísticas europeias, a taxa de desemprego em Portugal avançou uma décima por comparação com setembro e seis décimas comparando com os dados de outubro de 2010, quando a taxa se situou nos 12,3 por cento.Os números de Portugal superam a média da UE e da zona euro, que se situam nos 9,8 e 10,3 por cento, respetivamente.
Pior que Portugal estão a Espanha, cujo desemprego voltou a aumentar, agora para os 23,1 por cento, a Irlanda, que em setembro chegou aos 14,3 por cento (o mesmo valor de setembro), e a Eslováquia, que se situou em outubro nos 13,6 por cento, mais uma décima que em setembro.

Decisões da Assembleia Municipal de Évora: saída das Águas Centro Alentejo

Principais decisões tomadas na mais recente sessão da Assembleia Municipal de Évora.



A deliberação sobre a proposta camarária visando a cessação da concessão existente a favor das Águas do Centro Alentejo, S.A., no que se refere à gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais, foi aprovada com 35 votos a favor (17 do PS, 15 da CDU, dois do PSD e 1 do BE) e 2 votos contra (PSD), na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Évora realizada no passado dia 26 de Novembro. Devido a custos incomportáveis, fruto de alteração anormal das circunstâncias que, em 2004, levaram o Município de Évora a conceder à Águas do Centro Alentejo, S.A., o fornecimento de água e a recolha de efluentes domésticos e considerando a frustração da adaptação ao novo regime jurídico, a Câmara Municipal de Évora tomou a referida decisão, agora aprovada pela AME, deixando de integrar o referido Sistema Multimunicipal e retomando todas as suas competências na gestão e exploração do seu sistema municipal.
Em resposta às várias perguntas colocadas por diversos membros da Assembleia, o Presidente da Câmara Municipal, José Ernesto d’ Oliveira, explicou, entre outros aspectos, ser esta a única solução viável, face aos insustentáveis custos financeiros que o sistema representa actualmente para a autarquia, assegurando que, a Câmara de Évora está em condições de assumir novamente as águas, em termos técnicos e com a devida qualidade.



Aprovadas taxas para 2012

A deliberação sobre a proposta da Câmara relativa ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), respeitante ao ano de 2011 (a liquidar em 2012) foi votada alínea a alínea. Assim, a alínea 1 - onde se indica para os prédios rústicos (0,8% - decorre da lei); prédios urbanos (0,650% - limites legais entre 0,4% e 0,7%); e prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI (0,350% - limites legais entre 0,2% e 0,4%) - foi aprovada com 18 votos a favor (17 do PS e 1 do PSD), 16 votos contra (15 da CDU e 1 do BE) e 4 abstenções (PSD).
As alíneas 2 e 3 foram ambas aprovadas com 37 votos a favor (17 do PS, 15 da CDU, 4 do PSD e 1 do BE) e 1 abstenção (PSD). A alínea 2 defende que nas freguesias rurais do concelho são minoradas as taxas definidas, nos seguintes termos: em 12,5% para os prédios urbanos e em 20% para os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI; e a alínea 3 solicitou à Assembleia Municipal que delibere no sentido de majorar em 30% a taxa aplicável a prédios urbanos degradados, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens.
A alínea 4, que constatava que, por razões decorrentes da aplicação da lei, não é possível à Câmara Municipal estabelecer valores de IMI sobre a área do Centro Histórico (Freguesias de Santo Antão, Sé e S. Pedro e S. Mamede), todo ele isento da aplicação de IMI, devendo a Câmara pugnar pela aplicação da lei, foi aprovada com 37 votos a favor (16 do PS, 15 da CDU, 5 do PSD e um do BE) e 1 voto contra (PS).

A proposta camarária de lançamento de Derrama para 2012, e sua posterior comunicação às Finanças, pela Assembleia, foi aprovada com 33 votos a favor (17 do PS, 15 da CDU e 1 do BE) e 5 abstenções (PSD). A Derrama será de 1,3% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o IRC, com vista a reforçar a capacidade financeira do município, que os investimentos exigem. Propôs-se, também, que a Assembleia lançasse uma taxa reduzida de 0,5% de Derrama para os sujeitos passivos com volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse os 150 mil euros.

A Assembleia aprovou ainda, com 23 votos favoráveis (17 do PS, 5 do PSD e 1do BE) e 15 votos contra (da CDU) a deliberação sobre a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, a aplicar às empresas de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, em 0,25% sobre a facturação mensal, para o ano de 2012.

Texto publicado na pagina web do Município de Évora

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Teoria das Merdas na Dom Pepe

Museu de Évora tem novo director

O historiador António Miguel Alegria foi nomeado Director do Museu de Évora, depois de António Camões Gouveia ter pedido a demissão.Pertencente ao quadro de pessoal do Museu de Évora, o novo director, que inicia funções na quinta-feira, é licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa e tem mestrado em Museologia e Património pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
O cargo de director do Museu de Évora é ocupado, há quase dois anos, pelo professor da Universidade Nova de Lisboa António Camões Gouveia, que revelou ter pedido a cessação da comissão de serviço para voltar à vida académica. (Ler mais)

Está a haver um assalto aos países do Sul


O Quarto Reich: A guerra pode ter já recomeçado. Pode chegar não apenas quando a constatamos, mas muito antes disso… O eixo alemão hoje e sempre à procura da hegemonia. Desde a queda do império romano que o Império romano-germânico tem querido substituir-se a este… (O Império Alemão (em alemão Deutsches Reich ) foi um Estado, na região da actual Alemanha, governado pela Casa von Hohenzollern. Existiu desde a sua consolidação como Estado-Nação em Janeiro de 1871 (fim da Unificação Alemã) até à abdicação do kaiser Guilherme II em Novembro de 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial. A expressão Segundo Reich (do alemão Reich, que significa reino ou império) refere-se ao mesmo período histórico naquele estado; os que a empregam consideram o Sacro Império Romano-Germânico (843-1806) como um primeiro império alemão. Seguindo este mesmo raciocínio, os nazis chamavam Terceiro Reich o regime nacional-socialista de Hitler (1933-1945). É de notar que o termo Deutsches Reich foi o nome oficial da Alemanha não apenas no período dos kaisers mas também durante a República de Weimar e o regime Nazi.).
Está a haver um assalto aos países do sul os quais estão a deixar-se dominar pelos “bárbaros” do norte.
Qual o futuro? Não sei mas parece-me que já vi este filme antes… Itália e Grécia começaram a sua cedência pondo em causa o processo democrático e cedendo a sua autonomia com a nomeação de novos governos não eleitos… Talvez quando reagirem já seja tarde!
A escolha dos sucessores de Papandreous e de Berlusconni, Lucas Papademos e Mario Monti, foi feita para dar um perfil mais técnico aos governos de Atenas e Roma e acreditam de boa fé nos dogmas do mercado livre e no jogo das bolsas. Foi orientada pela lógica dos mercados e por isso o jornal Libération pergunta: os mercados estão contra a democracia? Os novos governantes pertencem ao sitema financeiro… Ou seja puseram as raposas a tomar conta do galinheiro!
Os países democráticos perderam pouco a pouco o controle de suas contas públicas ao submeterem-se às exigências estruturais do neoliberalismo económico, criando empresas públicas, parcerias público-privadas e outros, sempre com a ideia subjacente de que o estado não sabe gerir…. O que eu tenho muita dúvida porque quando são privatizadas as empresas estavam a dar lucro (se não ninguém as quereria…) e temos que injectar capital no sistema financeiro privado… algo de estranho se passa na lógica que se encontra por detrás da doutrina económica que nos têm vendido!
Como se justifica que os estados paguem o dinheiro que pedem ao banco de que são accionistas juros exorbitantes que vão parar ao sistema financeiro privado?
Realmente eu não sou economista. Sou engenheira. Terei dificuldade, muita mesmo, em analisar tecnicamente tudo isto… mas em engenharia dois mais dois ainda são quatro!
Espero que possamos continuar a reflectir e a trocar impressões livremente durante muito tempo!


M. João Figueira

esta tarde na "é neste país"

Um mata-velhos encena a sua normalidade


Foto tirada daqui

Não. Esse texto não é uma “grande peça”. É um terrível exemplo de sectarismo e de desrespeito pelo outro, um trágico exemplo de racismo que aqui incide sobre os “velhos”, como noutros sítios incide em outros, os mais fracos, sempre. Um rosário de ataques à pessoa do autor a quem o texto pretende “responder”, mas não responde.
Infelizmente não tive acesso a senão excertos do texto de V. Pulido Valente (VPV), mas ao ler esta riposta fico com a curiosidade de saber exactamente o que dizia e como o fundamentava. Duas afirmações lhe são atribuídas: que “nunca houve em Portugal público para o teatro” e que “não há teatro escrito (de jeito) em português”. A elas reage B. Nogueira (BN) com uma violenta diatribe. Reconheço obviamente o direito a quem quer que seja de discordar com o que terá escrito o V. Pulido Valente, e eu próprio não tenho opinião formada sobre esse assunto, porque faltam dados seguros.
O que para mim está em causa é a ética do debate, que é algo a que atribuo uma suprema importância, porque é ela que permite a constituição dum espaço público e a sua preservação contra a censura, a intimidação e a violência. 
“Nunca houve público para o teatro em Portugal” (com as excepções de determinados géneros que aparentemente VPV reconhece) é uma afirmação factual: ou é verdadeira, ou é falsa. A resposta legítima de quem pensa o contrário consistiria em demonstrar que a afirmação é falsa. Para tal, não basta dar um exemplo (retirado da experiência do próprio respondente ou de outros, cujo alcance é por definição pontual), mas sim contrapor factos, números, história: qual a evolução dos públicos (plural) de teatro, nos diversos tipos de salas e de contextos urbanos, desde, digamos, a II Guerra Mundial, pelo menos? Qual a composição sociológica desses públicos – quem vai ao teatro? Como caracterizar os diversos tipos de espectáculos teatrais e os respectivos públicos, tendo em conta que cada tipo terá tido o “seu” público? E há mesmo “público para o teatro” à escala do país? Julgo que todos estaríamos interessados em ler tal verdadeira resposta.
VPV é “ignorante” em matéria de teatro? Talvez, não sabemos: que quem sabe o demonstre! Se ele pretende que o que foi escrito nas últimas décadas pouco vale, ninguém é obrigado a concordar: mas francamente, é pouco provável que ele “ignore” todos os nomes que nos são enumerados. Não gosta, não acha que sejam bons, etc. Estou até disposto a partir do pressuposto que o que escreveu VPV é tudo errado. E então? Como se responde ao que afirma? Avançando dados e factos, se os houver, que contradigam.
Mas não é isto que este texto faz, pelo contrário, concentra a sua sanha sobre a pessoa do autor. Este é “velho” ou “velhinho”, “já passou o prazo de validade”, insinua-se que é alcoólico (“está afastado da água mineral” e alude-se às “aguardentes velhas”, porque essas sim, são boas sendo velhas), ataca-se o aspecto físico da pessoa (a calvície - “nem o seu cabelo quer viver em cima da sua cabeça”), e para fazer bom peso, trata-se a pessoa de doente mental! Nesta, Artaud dá três voltas na tumba e escarra na cara de quem assim insulta: doente mental! Mas uma coisa sabemos nós: os dissidentes do Leste não eram opositores políticos e culturais: “eram” doentes passíveis de internamento psiquiátrico. Terrível regresso do inconsciente totalitário, onde menos o esperaríamos. Mas sim, somos obrigados a constatar que é a essa atitude que o “homem de teatro” foi conduzido pela sua vivência: a isso leva o teatro dele? As doenças “de cariz mental” “fazem-lhe impressão”: coitado! Olhe, mantenha-se bem longe do Jean Genêt, não se aproxime do Thomas Bernardt, e mesmo do Becket: desconfie! Limite-se ao estreito leque dos “grandes” autores “normais”, os que cita e outros, aqueles que lhe permitem não sentir essa “impressão” de perigo da sua própria loucura: cautela com os loucos! Internem-se à força, que possamos ter o teatro da louca normalidade dos normais? Que os deuses dela nos preservem: e de si. 
Este texto, na sua expressão odiosa, é intoleravelmente discriminatório contra os mais velhos e é um ataque pessoal inadmissível a um autor. O que agrava ainda o mau efeito deste texto é que, escrito por um homem que pretende ser homem de teatro, pretende “defender” o teatro. Não é de “humor” que se trata, nem pode: é pura vontade de destruir a pessoa do outro. Só num país extraordinariamente inculto em matéria de debate público, é que alguém ousa assinar este tipo de insultos. 
“Defender” o teatro desta maneira é, a meu ver, enterrá-lo. Retira a qualquer pessoa de bem a vontade de ir ver qualquer espectáculo “teatral” que este senhor proponha. O fundamento emocional dessa atitude plasmado em “arte”? Não, obrigado. Pior ainda: o silêncio dos outros “homens de teatro” vale aprovação tácita, ou vale mal-estar constrangido? Então eles são mesmo assim? E pretendem-se representantes da “cultura”, perdão, “Cultura”? É a moral que têm para nos transmitir? Quem não gosta do que fazem leva na cabeça – essa cabeça que por discordar, é louca, de ser calva? 
A ética do debate não é só uma maneira elegante de discutir coisas. É também a base sobre a qual se constrói a cultura, toda a cultura. E o que aqui se revela, é uma atitude mais própria de capangas do que de pessoas que, pelo teatro ou de outros modos, trabalham ideias e sentimentos que nos aproximem duma melhor compreensão e convivência entre cidadãos em geral e destes com os “artistas”, não dos pequenos fascismos ordinários, que se vêm tornando imperceptíveis, à força de se tornarem terrivelmente banais. 

JRdS (via email)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Évora by night: segredos de alcova no futuro Museu da Música


Às vezes aparecem aqui pelo acincotons leitores que vêm à procura de prosas jornalísticas, de notícias fundamentadas, talvez de "cachas". Nem sempre encontram o que procuram, uma vez que este é um blogue pessoal, de vários tons, opinativo e interpretativo. Mas hoje tenho uma "cacha" para partilhar com os leitores do acincotons. É uma notícia que me foi confirmada por duas fontes e que retrata um pouco da noite eborense. Os factos que vou relatar aconteceram há cerca de mês e meio e têm como palco as antigas instalações da Casa Pia de Évora, ou seja o Convento de São Bento de Cástris, ali para os lados do Alto de São Bento e para onde existe a promessa de instalação do Museu da Música
Depois da Casa Pia ter saído dali em 2005, as chaves do edifício foram entregues à Segurança Social, e todo o complexo - Convento e anexos - deixado ao abandono. Ou pensava-se que assim seria, mas talvez não tenha sido isso que aconteceu verdadeiramente. É que há alguns meses, eventualmente devido à perspectiva da instalação do Museu da Música, o Convento e anexos começaram a ser objecto de visitas de estudiosos que depararam, na zona da malhada das vacas, com um espaço sempre fechado e cujas chaves nunca apareciam.
Até que um dia alguém decidiu arrombar a porta e deparou, no interior, com uma verdadeira "casa de meninas", com balcão, luzes, e até reservados para encontros ocasionais.
O caso não "transpirou" muito, até porque - parece - este era um "segredo de Polichinelo": todos saberiam o que ali acontecia, das autoridades até aos "responsáveis" pelo edifício. Para uns, a situação era aceitável porque "sabiam onde estavam os tipos da noite" (polícia), para outros era uma forma de manter aquela zona com alguma "actividade", evitando assim uma degradação maior do edifício principal.
Fica aqui a história, de algum modo exemplar, das várias valências que um único edifício pode ter ao longo da história. Ou das entrelinhas da história, que tantas vezes nos passam ao lado - o que vai dar ao mesmo.

Sugestão: quem não gosta da máscara dos anonymous...


... pode sempre escolher outra. A oferta é variada: de Hitler a Stalin, passando pelo Zorro ou pelo Astérix, há máscaras para todos os gostos.

Música maestro!

Elias, o sem abrigo. A. Fernandes./ R..Reimão - JN

Vá atão


Ah pois, a malta sempre se pelou por figurar numa telenovela. Cá com o “Grande Irmão”. George, como podes constatar, até aqui na “piolheira” vamos ficando civilizadinhos.

Estamos conversados!

Que grande peça!

Texto que escrevi para o "Tubo de Ensaio" de amanhã. 

Há velhinhos, há velhinhos chatos, há velhinhos que ficam ainda mais chatos, há aguardentes velhas, e depois há o Vasco Pulido Valente. Pois bem, o Vasquinho tem dedicado as suas últimas crónicas ao exercício de destruição do panorama teatral português, fazendo questão, não poucas vezes, de provocar quem lê. Porque no fundo, o Vasco nem sabe bem o que pensa sobre alguns temas, mas sabe que provocando e sendo agressivo quanto baste, chama a atenção para ele e sobrevive para além do seu prazo de validade. E eu vou-me deixar voluntariamente cair na armadilha. Há duas coisas sobre as quais Vasco Pulido Valente não devia falar: uma delas é o teatro, e a outra é agua mineral. E porquê? Porque há muito tempo que não se aproxima de nenhuma das duas coisas. Diz então o Vasquinho, na sua última crónica que, e passo a citar: “tirando antigamente a revista, e hoje o La Féria, não existe, nem nunca existiu um público de teatro em Portugal”. Meu caro, eu lamento desapontá-lo mas não me parece digno de uma pessoa supostamente tão inteligente como o senhor falar de uma coisa que certamente não confirmou. O jornal “Público”, onde você escreve, certamente que lhe pode fornecer informação necessária para não se pôr a jeito. Você é capaz de melhor do que isso. Eu não acredito, mas o seu cão se calhar acredita. Vou-lhe falar a titulo pessoal, assim como você o faz. Devo-lhe dizer que estive três meses com um espectáculo em cena, e que esses três meses estiveram sempre esgotados. Devo-lhe lembrar também que a sala leva 640 pessoas. E lembro-lhe ainda que fazia espectáculo de quarta a domingo. Certamente que será bom a contas para chegar a conclusões. Das duas uma: ou vai avisar essas pessoas que elas não existem, o que até é chato porque vem aí o Natal, ou então responde a uma pergunta simples: sabe como se chama a um conjunto de pessoas que enche uma sala de espectáculos? Público. Vê? Hoje aprendeu uma palavra nova. Não tarda nada consegue ir ao teatro sozinho, como os adultos. Defende ainda que há 37 anos que não há nenhuma obra decente de dramaturgia em português. Quanto a isso vamos fazer o seguinte: vamos todos fazer de conta que ninguém leu isso, porque uma coisa é ser eu a escrever este texto, outra coisa é ser o José Luís Peixoto, a Luísa Costa Gomes, o Jacinto Lucas Pires, o Miguel Castro Caldas, o Tiago Rodrigues, o Abel Neves, etc. E aí era mais complicado, mas só por um motivo: porque você não ia saber de quem é que estava a receber o texto. Sabe porquê? Porque estas pessoas também escrevem teatro, e para as conhecer, tem de ir lá. Mas não se preocupe que se lhe causar incómodo nós desenrascamos umas luzes e umas roupas e fazemos-lhe uma apresentação na sala de sua casa. Não é a mesma coisa, mas sinto uma sensação de dever cumprido. Mais ou menos como aqueles velhotes do interior que são levados a ver o mar, que até então julgavam ser impossível existir, por ignorância. Diz ainda que “a gente do teatro ficou muito indignada com a redução dos subsídios, como se os subsídios fossem intocáveis e o teatro merecesse um respeito especial, que não merecem, por exemplo, a saúde, o funcionalismo público ou as pensões”. Vou-lhe aqui abrir outro lenho na sua vasta intelectualidade: o teatro merece um respeito especial. Bem como a saúde, o funcionalismo público e as pensões. E não é por também ser a minha profissão que o defendo, nem por achar os actores “prima donnas”. É porque o teatro, caro Vasco, nunca foi tratado como sendo especial em Portugal. E sempre conseguiu ser. É das poucas profissões em que muitos actores quase pagam para trabalhar, para fazerem peças que também abordam a saúde, o funcionalismo público e as pensões, para que depois o público disfrute e pense ou não sobre isso. E isto pode não ser especial para si que escreve colunas de opinião, mas para quem gosta de teatro, é. Termina ainda a sua crónica a dizer que “está na altura de acabar com essa ridícula ilusão que em Portugal se chama Teatro”. Sabe Vasco, eu aqui até lhe respondia, mas quando começa a mexer com doenças de cariz mental eu tenho tendência a ficar calado e a respeitar, porque faz-me muita impressão. Resta-me deixar-lhe um abraço, e as rápidas melhoras, que se já nem o seu cabelo quer viver em cima da sua cabeça, imagino a confusão que vai aí por dentro. E sabe: há a inteligência dos estudos e dos livros, e essa eu não ponho em causa, nem o seu currículo me deixa. Mas depois há a inteligência de vida, que não se aprende a ler, mas a sair de casa. E para essa, caro Vasco, lamento mas não me parece que tenha público. Nem mesmo o da revista e do La Féria.

Bruno Nogueira (aqui)

domingo, 27 de novembro de 2011

Évora sai das Águas Centro Alentejo


"Ontem a Assembleia Municipal de Évora decidiu o fim do contrato com a Águas do Centro Alentejo. Lembro aqui que a CDU sempre se opôs à entrada no sistema multimunicipal. Foi bonito ver ontem os eleitos do PS a defenderem a saída porque o modelo é insustentável e está a contribuir para levar o município à falência.Quem tivesse chegado agora de Marte nem suspeitaria que foi o PS que impôs o negócio que agora repudia."
Eduardo Luciano, Vereador da CDU na Câmara de Évora, (via facebook)

Uma vez sem exemplo (?): comunicado do PSD


CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA: 25 ANOS DE PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE


Decorridos 25 anos da classificação do Centro histórico de Évora como Património da Humanidade Mundial da Humanidade pela UNESCO, o PSD de Évora e os seus eleitos aos órgãos autárquicos de Évora associam-se a todos os Eborenses na comemoração desta data tão importante para o concelho de Évora, para o Alentejo e para Portugal. Porém, mais do que comemorar, julgamos que é altura de fazer um balanço sobre o passado e reflectir sobre o futuro.
Herdámos do passado um património arquitectónico único: edifícios e ruas com história tornaram possível a elevação do Centro Histórico ao estatuto de Património da Mundial da Humanidade. Residentes, comerciantes, turistas, agentes sociais, culturais e demais instituições construíram um quotidiano, dinamizando-o e preservando-o. Consciente desta realidade, o poder político de então empenhou-se na obtenção deste estatuto, colocando Évora nos principais roteiros turísticos culturais do país, da Europa e mesmo do mundo.
Passada a euforia inicial, por insondáveis razões, os sucessivos executivos municipais da CDU e do PS revelaram-se incapazes de empreender políticas e estratégias de valorização do património. Opções urbanísticas erradas com efeitos negativos na atracção e fixação da população, são algumas das marcas que podem comprometer o estatuto que o Centro Histórico de Évora conseguiu e que permitiu alavancar a economia local e o emprego em torno do sector turístico e do comércio, hoje ameaçados por ausência de medidas estruturais de revitalização do Centro Histórico de Évora.
Desde 2001 que o PSD e os seus eleitos aos órgãos autárquicos do concelho de Évora têm reiterado a sua profunda preocupação sobre o CH de Évora. Entende o PSD que é indispensável desenvolver uma política autárquica integrada de revitalização e valorização material dos equipamentos inseridos no Centro Histórico acompanhada pelo apoio aos agentes culturais que deveriam animar com maior intensidade o seu quotidiano.
É urgente estancar e inverter a tendência de abandono comercial e despovoamento do CH de Évora que resulta da inércia autárquica, através de políticas activas que gerem condições de atracção e fixação de população, reforçando, ao mesmo tempo, a criação de novos pólos de atracção para o turismo e para a fruição do espaço público com distinta qualidade de vida para os eborenses e visitantes.
O Centro Histórico de Évora é um território marcado pelos esforços que urge desenvolver por todos os Eborenses, nomeadamente pelos seus agentes sociais, empresariais e culturais e pelos órgãos autárquicos e, é com todos os Eborenses que é necessário contar empenhadamente para a sua (re)valorização.
Não basta herdar o passado, é necessário empreender o futuro…


Évora, Novembro de 2011


O Vereador do PSD na Câmara Municipal de Évora
O Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Évora e Autarcas eleitos às Assembleias de Freguesia do Concelho de Évora
A Comissão Política Concelhia de Évora do PSD

O canto que se faz nas ruas é o grande património da humanidade



Recebi este video, via facebook do JD com a mensagem: "Agora que temos o Fado como Património da Humanidade (e ainda bem!!), que tal fazermos do ser humano e de tudo o que nos rodeia igualmente património da humanidade?! Unidos, tenho a certeza que iremos conseguir!"
Um belo vídeo e com uma bela mensagem a favor do futuro e contra as pequenas "guerras de faca e alguidar" que nos "moem" os dias.

Falta agora o cante alentejano ser "Património da Humanidade"



Fado já é património da humanidade. VER
Falta agora o cante alentejano.

sábado, 26 de novembro de 2011

Se for depressa ainda chega a horas

26 de Novembro, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?

Aninhos e Anões


MARGARIDA JUNÇA
CRISTINA REBOCHO

--
é neste país!

Rua da Corredoura nº8, Évora

266731500

http://nestepais.wordpress.com/

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E pregou o confrade Joseph Stiglitz


Creio não ter o mesmo propósito que o Joseph, disso não tenho dúvidas. O Joseph acredita na sacrossanta lei da oferta e da procura, tal como os seus confrades que têm uma fé incomensurável no deus mercado. Mensurável, no entanto, em seu abono, pelo facto da sua confraria ser quotidianamente polvilhada de maná por esse seu deus octópode que não desleixa o bem-estar dos seus crédulos e serventuários.

Ainda assim, achei interessante a pregação que o Nobel da Economia em 2001 e antigo vice-presidente do Banco Mundial proferiu na Corunha, em Espanha, num sermão titulado “Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?”, segundo noticiou a Agência Lusa. De significativo: afirmou que as políticas de austeridade constituem uma receita para “menos crescimento e mais desemprego”; rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral porque “se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão”; mais disse que “a austeridade é uma receita para o suicídio”. Certamente que o confrade Joseph não entrou em dissidência nem está esclerosado! Acredito, isso sim, no velho ditado: Há mais papistas que o Papa.

Vai longe este Imenso Sul

(capa da revista Imenso Sul nº 1)

O Venâncio é meu amigo. É mecânico e electricista auto e um dos grandes corações que conheço.  Já teve oficina montada em Castro Verde. Mas o cerco das finanças e dos presumíveis lucros que nunca teve levaram-no a Angola. Já na casa dos 50 foi à luta. E por lá anda junto à fronteira do Congo. Hoje deixou-me esta mensagem no Facebook: "Carlos. Encontrei em Maquela do Zomba a nº2 do Imenso Sul à venda juntamente com livros usados, data de 1995, está em meu poder e posso mandar-te uma foto, obviamente vais ter que pagar os 300 Kazs que paguei". 
É caso para dizer que o Alentejo chega longe, seja na sua versão física (Venâncio & outros), seja na sua versão em revista (Imenso Sul). 

Polícia defende parede degradada do Salão Central Eborense

(foto HMCoelho)

A polícia impediu esta noite que a artista plástica Anabela Calatroia acabasse a pintura mural que estava a fazer na parede degradada do Salão Central Eborense. Alegadamente a Comissária que superintende à polícia de Évora terá informado um dos seus subordinados no local de que se estaria a "danificar um bem público". 
Perante a indignação geral, uma vez que a presença policial, embora à paisana, era bem visível desde o início da concentração, no Pátio do Salema, a "autoridade" informou a artista que não podia acabar o mural, sob risco de detenção, por desobediência às ordens por si expressas.
É caricato: um edifício em risco de ruína, preservado pela "autoridade", que não pune quem o deixa chegar a este estado de degradação, mas que se importuna com uma pintura, simbolicamente, deixada nas suas paredes por uma artista plástica. E com uma comissária destas, a zelar por cada muro público degradado da cidade, pouco mais haverá a dizer... Só falta porem um polícia (à paisana, claro) atrás de cada cidadão - que para isso parece terem todo o dinheiro do mundo. Com ou sem crise.
Voltemos, por isso, à concentração. Cumpriu-se mais uma Assembleia de Rua. No momento mais alto terão estado cerca de 50 pessoas, sendo a esmagadora maioria elementos da direcção das principais associações culturais da cidade. Que me lembre, entre outros, estavam lá elementos da direcção do CENDREV, do PédeXumbo, do PIM, da Escrita na Paisagem, do Eborae Musica, da Harmonia, do Trulé, da Era uma Vez Marionetas, da é neste país, da associ'arte, etc. 
Foi aprovada a moção, que agora será entregue à Câmara Municipal, constituindo esta 27ª Assembleia de Rua do movimento "A Cultura está Viva e Manifesta-se na Rua" um momento alto, sobretudo depois de várias notícias na comunicação social sobre os 25 anos de Évora Património da Humanidade terem também reflectido as posições do movimento que, assim, se constitui em parceiro cujas opiniões têm que ser levadas em linha de conta, fora do âmbito tradicional da política partidária.

Évora, 25.11.2011


Hoje sexta-feira, 25 de Novembro - dia em que se assinala o 25º aniversário da classificação do Centro Histórico de Évora como Património Mundial - um grupo de cidadãos vai assinalar a data com uma concentração/vigília junto ao Salão Central Eborense, cuja degradação é o símbolo do pouco apreço que os poderes públicos têm manifestado pela cultura e pelos seus agentes na cidade de Évora e que hoje se traduz em dívidas relativas aos apoios acordados de parte do ano de 2009, ano de 2010 e já de 2011 aos agentes culturais, muitos deles com salários em atraso e colocando alguns grupos mesmo em risco de extinção.
De entre as várias actividades programadas para esta Assembleia de Rua, no Pátio do Salema, a partir das 18 horas constam pinturas, música, intervenções e a apresentação de uma moção, para ser debatida e aprovada, em que se exige:

1) Que a Câmara Municipal e as entidades oficiais (Ministério da Educação, da Cultura, etc.) tenham uma nova atenção para os agentes culturais locais, recorrendo a eles sempre que possível, e estimulando o seu trabalho a troco de compensações financeiras adequadas;
2) Que a Câmara Municipal cumpra as suas obrigações com os grupos e agentes culturais do concelho, comprometendo-se a pagar a tempo e horas os subsídios e apoios a que livremente se comprometeu e cujo não pagamento está a estrangular financeiramente muitas destas entidades;
3) Que, depois de várias promessas nunca concretizadas – desde a constituição da Évora Régis há dois anos, até a declarações posteriores do presidente de Câmara de que a obra iria avançar – seja encontrada disponibilidade financeira para a recuperação do Salão Central, um espaço único e imprescindível para a realização de espectáculos de alguma dimensão em Évora (a Arena não tem quaisquer condições para espectáculos de palco);
4) Que a Câmara e a Assembleia Municipal alterem a legislação local com vista a possibilitar e potenciar as actuações e performances de rua por parte de artistas locais e visitantes, uma vez que a actual legislação impõe regras que não se coadunam com práticas culturais espontâneas, tais como as que se assistem em qualquer centro histórico de variadíssimas cidades pela Europa e pelo mundo fora.
5) Que a Câmara Municipal de Évora cumpra a legislação em vigor e pressione os privados e instituições a recuperar os edifícios degradados do centro histórico.
6) Que já esta Primavera e Verão, a Câmara Municipal anime os espaços nobres da cidade com um Festival de Rua, juntando várias expressões artísticas, com base nos artistas e grupos locais que, de forma rotativa e segundo um calendário estabelecido, poderiam assegurar a animação de algumas das principais praças e largos de Évora, durante os meses de maior afluxo turístico, dando-lhes possibilidade de mostrarem o seu trabalho e de o rentabilizarem economicamente.

Para termos mais força e capacidade de influenciar as decisões convidamos toda a população a estar presente nesta concentração/vigília em nome da cultura e do património da cidade de Évora, cujos poderes públicos ao não honrarem os seus agentes culturais e deixando degradar os espaços de índole cultural , como é o caso do Salão Central, estão também a violar o espírito com que foi classificada, há 25 anos, Património da Humanidade.

Contamos contigo!

Évora, 24.11.2011


A frase da jornada (já destacada pelo António Saias no seu http://h-ortografias.blogspot.com/).

Polícia à paisana a agredir um jovem esta noite em Lisboa



Filmado junto a São Bento. Segundo uma testemunha visual, "3 policias à paisana a bater num puto freak (...com estes que a terra há-de comer! - até apareço no video e tudo!)".
via jugular

“Hoje assisti a isto na Calçada da Estrela, mesmo ao lado do parlamento.
Para quem não perceba são 3 ou 4 polícias à paisana, armados com bastões flexíveis de metal, a espancar um tipo que, tanto quanto pude ver não fez rigorosamente nada, foi levado para um sítio mais discreto e levou uma carga de porrada.
Eu feito parvo ainda fui chamar uns PSP, aos gritos “estão ali a espancar um homem!”.
Antes disto já tinha assistido a outro rapaz ser levado por polícias disfarçados de manifestantes sem aquele ter mexido um dedo. Tinha um cartaz na mão e estava calmamente, bem longe da confusão, com um grupo de amigas adolescentes, ele também adolescente.
Cheguei agora a casa e estive a ler algumas notícias. Soube ainda em São Bento que a pessoa do vídeo é um alemão que está acusado de agredir violentamente um polícia.
Pelo que vi acho que o polícia que foi parar ao hospital levou foi de outro dos polícias o que torna isto tudo ainda mais perverso.
Não quero viver num sítio assim.” 

- Bernardo Barata (dos Feromona e dos Diabo na Cruz) (AQUI)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Musculatura" a mais na manifestação da CGTP em Évora


E lá se cumpriu a greve. Aproveitei para ir "espreitar" a manifestação convocada pela CGTP aqui em Évora e, já que estávamos com "a mão na massa" (estou a ironizar....), fomos distribuindo folhetos para a concentração de amanhã no Pátio do Salema, para assinalar os 25 anos de Évora Património da Humanidade. Quando chegámos às Portas de Aviz já a manifestação tinha saído. Fomos no seu encalce e, algumas dezenas de metros mais à frente, deparámos com o serviço de ordem da CGTP (ou seria do PCP?) a rodear três rapazes e uma rapariga e a impedi-los, fisicamente, de integrarem a manifestação. Meia dúzia de homens, feitos valentões, armados em policias, face a quatro jovens, na casa dos 20 anos, que queriam apenas juntar a sua voz aos protestos. No final, a miúda, debulhada em lágrimas, queria que os responsáveis por esta atitude sectária e imunda fossem responsabilizados. Ela, na sua ingenuidade, ainda conhece pouco do que são estas agremiações políticas.
Refira-se ainda que eu conheço um dos jovens. Chama-se Pedro, pertence ao grupo dos Anónimos de Évora e no 15 de Outubro participou na concentração da Praça do Sertório, usou da palavra, no maior espírito de solidariedade e de cumplicidade.
Hoje foram impedidos, de forma musculada, pelos serviços de ordem (seja o que isso for) da CGTP/PCP de integrarem a manifestação. Antes, ainda de cara coberta, tinham sido abordados pela Judiciária para se identificarem (como se a PJ não soubesse muito bem de quem se tratava..) e, depois, impedidos de se manifestarem por outra polícia, embora sem crachat visível.
Espero que os Anónimos amanhã se juntem ao protesto junto ao Pátio do Salema. Ali não vai haver cordões de ordem, nem gente com vocação para polícia. A polícia vai lá estar à paisana, como hoje esteve na manifestação, mas ninguém, sem o ser, lhe "vai vestir a pele". Porque nestas coisas também há que haver diferenças: quem contesta o poder não se pode comportar como o poder se comporta.

Associações culturais em Évora - de luto e em luta pela cultura.


Hoje e amanhã, dias 24 e 25 de Novembro, os sites e páginas de facebook de algumas entidades culturais em Évora, vestem-se de luto.
Entre uma política cultural municipal irresponsável, com atrasos nos pagamentos de contratos de há mais de 2 anos, e um corte de 38% nos contratos já assinados pela Direcção Geral das Artes (Secretaria Estado da Cultura), as associações culturais em évora manifestam-se, ficando de luto e em luta!


Diana Mira, do PédeXumbo, no facebook.

E, agora, Passos: onde está a "confiança dos mercados"?

O corpo de intervenção receberá horas extraordinárias?



A polícia de intervenção quebrou esta manhã o piquete da Carris na Musgueira e pelo menos um membro dos Precários Inflexíveis e um membro da ATTAC ficaram com nódoas negras depois da intervenção policial.

Depois de vários minutos de tensão, dezenas de polícias altamente equipados removeram um a um e em braços as dezenas de pessoas que compunham o piquete de Greve.
Assim, e apesar de se chamarem "serviços mínimos" saíram da Musgueira cerca de 80 autocarros. Também nas estações da Carris de Miraflores e de Cabo Ruivo se verificaram operações policiais fortíssimas com mais de 7 carrinhas do corpo de intervenção se mobilizaram para tentar quebrar a Greve Geral.
Também em Lisboa, duas repartições de Finanças, uma na zona de Alvalade e outra em Benfica, foram hoje vandalizadas com o lançamento de 'cocktails molotov', afirmou fonte do comando da PSP.
A mesma fonte à Lusa referiu que os vidros das montras das instalações ficaram partidas e para o local foram os agentes "necessários".
O primeiro incidente ocorreu às 08:25 na repartição da Rua Amélia Rey Colaço, em Benfica. Pelas 09:15, registou-se um outro ataque às instalações da Rua do Centro Cultural, na zona do Campo Grande, acrescentou a mesma fonte.
Uma terceira repartição, na zona oriental de Lisboa, foi atingida por latas de tinta, referiu fonte do Comando da PSP.

Um tempo de sinais: depois da indignação, o protesto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Faço greve, sei porquê, mas não sei muito bem para quê


A Greve Geral (alguns chamavam-lhe Revolucionária e outros queriam que fosse Expropriadora) foi concebida pelo movimento operário como uma arma de luta eficaz, assente na ideia de que, para ter êxito, teria que penalizar economicamente o patronato e/ou a administração (o Estado). Por isso as greves arrastavam-se durante semanas, algumas meses. Há uma célebre greve dos mineiros de Aljustrel em 1922, quando o Sindicato dos Mineiros integrava a CGT, que dura largas semanas e em que se gera uma onda de solidariedade, sendo os filhos dos mineiros alojados durante esse período por famílías operárias em Lisboa e em Beja. Havia um rumo, uma ideia, algo por que se lutava e que se podia atingir.
Esta Greve Geral, que começa dentro de menos de meia hora, aparece apenas como um sinal de protesto ou, quando muito, como um medir de forças entre as diversas agremiações políticas que, fazendo dos sindicatos meras correias de transmissão, montaram um mosaico de cartazes, de pendões, de símbolos, num colorido que mais do que diversidade é sinal de confusão, tipo albergue espanhol.
Lendo os pré-aviso de greve está lá tudo. Tudo serve para a reivindicação. Mas quando se diz que está tudo é o mesmo que dizer que nada de substantivo e de factual, de objectivo, ali está. 
Falta coragem a esta greve, falta direcção sindical (como poderia haver se são quase inexistentes os verdadeiros sindicatos e os seus dirigentes meros "verbos de encher" dos partidos em que militam?), falta ousadia para atingir os verdadeiros interesses económicos. Os interesses dos que continuam a rir-se e a dizer que a greve é boa e necessária para fazer com que a pressão social tenha um escape e se liberte sem causar danos; ou que digam que esta greve, em muitos sectores, faz com que haja economias, seja nos transportes, nas autarquias ou em quase toda a função pública; ou que o protesto é bom e legítimo e que faz parte das regras do jogo. Se assim é que força tem uma greve geral como esta? Não será, neste caso também, necessário mudar de paradigma?
Já antes o disse, vou fazer greve, mas apesar do protesto, acho que vai ser um gesto quase inútil. Alguns serviços, sobretudo os públicos, vão estar encerrados; vão-se gritar palavras de ordem nas concentrações;  vai-se discutir acesamente os males que a troika e outros troikanos nos andam a fazer; à noite, na televisão, veremos as reportagens que os fura-greves fizeram; ouviremos as palavras de que os dirigentes sindicais e os líderes políticos não vão prescindir aos microfones dos que não fizeram greve, e tudo ficará na mesma. Ou quase. 
Cada um depois, seja nos sindicatos ou nos partidos, lápis na orelha, tipo merceeiro, irá fazer a sua contabilidade. Todos sairão a ganhar. Os dos sindicatos e os dos partidos terão atingido sempre as metas, não sei quantos cartazes colados, algumas manifestações, números sempre bem luzidios nos relatórios internos. O Governo e o patronato ficarão contentes; mais uma vez a válvula de escape da pressão social voltou a funcionar. 
Na base da escala social também se ficará como sempre: a fazer de conta e à espera, cada vez com mais dias no mês para trabalhar e com menos dinheiro na folha de salário.  
Espero que, pelo menos, desta vez, o protesto valha alguma coisa e não seja a mesma agonia serôdia de há um ano atrás. Tenhamos, pelo menos, alguma esperança nisso. E que saibamos estar à altura dos tempos que correm.

Um convite para sexta-feira


clique na imagem para aumentar

o que fazer com 25 anos de distinção?

Foto José Manuel Rodrigues

Depois de amanhã, dia 25, passam 25 anos sobre a classificação de Évora como Património Mundial.
Anunciam-se diferentes rotas de comemoração na cidade: a da Câmara Municipal de Évora; a da CDU, e a do Movimento de cidadãos “A cultura está viva e manifesta-se na Rua”. A partir daqui, ou da sua criatividade, escolha a sua forma de comemorar! (clique no nome de cada uma das três entidades para conhecer o respectivo programa)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mais cortes na cultura para 2012 no valor de cerca de 40%



Há 142 entidades das áreas do teatro, dança, música, artes visuais e arquitetura que receberam hoje uma carta da Direção Geral das Artes (DGA) a comunicar a diminuição até perto de 40 por cento das comparticipações a conceder em 2012, em relação ao valor contratualizado em 2011.
O diretor geral das Artes, Samuel Rego, disse hoje que os “maus alunos” podem ser penalizados no orçamento e plano de atividades para 2012 até "90 por cento", mas que os “bons alunos” serão premiados.
Em declarações à Lusa, Samuel Rego explicou que os cortes de verbas às entidades artíticas para 2012 podem ser superiores a 38 por cento no caso dos "maus alunos" [entenda-se as entidades artísticas que não cumpram o contrato assinado], “podendo ir até 90%”.
Os cortes de verbas podem, todavia, ser inferiores aos 38%, no caso das instituições artísticas que demonstrem um comportamento “impecável ao nível da gestão” e que por essa razão são “premiadas”, acrescenta.

Haverá grupo ou companhia que resista a esta sanha destruidora de tudo o que tem a ver com a cultura?

A Grande Festa


PROTESTO

num mundo que não presta
não presta quem se acomoda
e não protesta

num mundo que não presta
protestar devia ser
permanente GRANDE FESTA

António Saias (via facebook)

De onde vem e para onde vai a dívida?

“De onde vem a dívida ? Será que foi contraída tendo em vista o interesse geral, ou em benefício de minorias já privilegiadas? Quem são os detentores dos títulos? Será possível diminuir o seu peso de outro modo, que não mediante o empobrecimento das populações? Os que põem estas perguntas são cada vez mais numerosos. Por toda a Europa e em França, é urgente que se abra um debate alargado democrático, porque das respostas dadas a estas perguntas depende o nosso futuro.”
“ É por estas razões que cidadãos, organizações sindicais e associativas, apoiados por várias formações políticas, decidiram criar um colectivo nacional para uma auditoria cidadã à dívida pública, para levar o debate ao coração da sociedade.”
“Ao publicar o apelo constitutivo, este colectivo convida todos os cidadãos a participar na exigência da auditoria cidadã para que a dívida pública seja finalmente objecto dum verdadeiro debate democrático, nos planos local, nacional e europeu.”
Mais informação em :
http://www.audit-citoyen.org/
[Tradução: JRdS]
Estou em crer que o “sistema da dívida” é uma armadilha financeira, uma espécie de “assalto à mão armada”, disfarçado em “necessidade” ou em fatalidade de catástrofe quase “natural”.
Uma auditoria conduzida por economistas não vendidos (há naquele apelo grandes nomes da Economia actual) também faria muita falta aqui. Mas haverá quem isto interesse e motive?
JRdS

Breve resenha histórica sobre o Salão Central Eborense: da fundação aos dias de hoje

Autor David Freitas
Data Fotografia 1943 dep. -
Legenda Fachada principal do Salão Central Eborense
Cota DFT6382 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

“O Salão Central Eborense iniciou a sua actividade como animatógrafo no dia 23 de Setembro de 1916, numa noite particularmente tempestuosa. (…) Esta sala desenvolvia-se por quatro pisos, integrando um restaurante e salas de recreio; a sua lotação era de 784 espectadores, 308 na plateia, 264 na geral e 212 nas frisas. Era servido por energia eléctrica produzida a partir de gerador próprio.
Em 1922, de forma a tornar o Salão um espaço mais agradável e cómodo para os seus frequentadores e de modo a diversificar as actividades deste como espaço de entretenimento passando a apresentar companhias de operetas ou artistas convidados para além de sessões animatográficas, esta sala de espectáculos sofre várias remodelações (….).
Em 1931, o Salão Central Eborense é pioneiro da introdução do cinema sonoro em Évora (…)
Em 1943, o Salão Central Eborense é, em Évora, o único cinema na verdadeira acepção da palavra(…) Neste ano decide (- se) avançar com novas obras que permitam melhorar as instalações de forma a proporcionar uma melhor comodidade e segurança dos espectadores.(…) O arquitecto escolhido é Francisco Keil do Amaral.
(…)A sala inaugura-se a 1 de Novembro de 1945 e estaria em actividade até 1988.
O projecto incidiu sobretudo, e por condição contratual nos alçados, não deixando contudo de alterar profundamente o seu interior, o qual é constituído por um foyer, dois átrios e necessárias instalações técnicas (projecção) e de serviço (sanitários); o palco, em relação à edificação anterior, transita do extremo nascente para poente; contudo a profundidade do palco é exígua, o que reduz a sua utilização para o teatro.
A lotação é de 548 lugares assim distribuídos: 324 na plateia, 214 no balcão e 10 nas frisas.
(…) São feitas alterações nos anos posteriores – abertura de frestas no alçado principal (1953), colocação de portão de lagartas junto ao Páteo do Salema (1968), remoção de goteiras (1968), execução de lages nos tectos do palco e bar (1968) e a substituição em 1972 das originais portas almofadadas em madeira por metal e vidro.(…)
Nos anos que se seguiram, a afluência aos espectáculos cinematográficos no Salão Central Eborense decai devido à conquista desse público pela televisão, que cada vez mais se tornava acessível à maioria da população, e nos anos 80 com a abertura do cinema Alfa em Évora, mais confortável e com uma melhor qualidade de filmes e imagem, e, por último, com a disseminação do gosto pelos videoclubes; as dificuldades de manutenção deste espaço aumentam e, já no seu derradeiro final, as fitas passadas são exclusivamente do foro pornográfico; em 1988 encerra definitivamente as suas portas à actividade cinematográfica. Nos anos que se seguem, a Empresa Manuel Themudo Baptista arrenda este espaço com o consentimento da Câmara Municipal de Évora a outras entidades: uma rádio local, uma seita religiosa, etc. Em 1996, e após algumas dissensões com o proprietário em relação à compra do imóvel, este é finalmente adquirido pela Câmara Municipal de Évora. Desde esse período e devido à falta de verbas que permitam a recuperação do espaço, este tem vindo progressivamente a deteriorar-se face às condições climatéricas, falta de limpeza e vandalismo.
(…) Congregando em si vários patrimónios – cinematográfico, arquitectónico e histórico – o Salão Central Eborense é parte integrante da história de Évora no Século XX ao reflectir uma evolução arquitectónica e ser um espaço fundamental para a compreensão da sociedade eborense nos seus momentos de lazer e manifestações culturais e documento essencial para a construção da história do cinema em Évora, mas também é exemplo de como facilmente as memórias vivas se podem degradar quando esquecidas. Facto imperdoável de ocorrer numa cidade honradamente reconhecida como Património da Humanidade.

(in Salão Central Eborense, um olhar sobre o seu património – de Tânia Rico. “A Cidade de Évora”, nº5. 2001)

“Hoje, o edifício encontra-se bastante degradado mas, para grande alegria minha e, talvez, de muitos outros eborenses, soou a noticia de que a autarquia iria adquirir o imóvel. De facto, a compra dos instalações do antigo Salão Central concretizou-se no último dia do passado ano. A Câmara Municipal de Évora projecta, a curto prazo, realizar as devidas obras de recuperação e adaptação deste espaço histórico que lhe custou cerca de oitenta e cinco mil contos. Concluídas as obras o Salão Central Eborense estará apto a dar resposta a muitas actividades culturais, tais como: Teatro, Bailado, Cinema, Espectáculos Musicais, Conferencias, Exposições e muitas outras iniciativas. Este espaço irá ainda acolher alguns agentes culturais que não dispõem de sede própria e/ou de espaços adequados para a realização das suas actividades. Neste campo já foi estabelecido um protocolo de cedência de espaços com seis agentes culturais: Grupo de Teatro Pim, Confraria Timbrológica Armando Álvaro Boino de Azevedo, Cantares de Évora, Eborae Música, Coral Évora e Orquestra de Acordeões.
Não escondo a minha satisfação acerca deste assunto pois, não faz muito tempo que uma artista da nossa praça me comentava o pobre que Évora está a nível de salas para espectáculos.
Os meus parabéns à edilidade eborense.”

(Anónimo, texto de 1997, ano a seguir à aquisição do edifício pela autarquia, então liderada por Abílio Fernandes (PCP), publicado no blogue “Mais Évora”, em Setembro de 2004)

“Os projectos da requalificação do Salão Central Eborense e da construção do Complexo Desportivo de Évora foram apresentados num acto simbólico que apresentou simultaneamente a constituição da Évora Regis SA, Empresa estabelecida, com a Câmara Municipal de Évora, no âmbito de Parceria Público-Privada (PPP).
O objecto da PPP inclui concepção, implementação, desenvolvimento, construção, instalação, equipamento, conservação e manutenção de ambos os equipamentos da cidade alentejana. Com o prazo de execução previsto de 12 meses, para cada uma das obras, a parceria visa a requalificação do Salão Central Eborense, mantendo a traça arquitectónica de Francisco Keil do Amaral, e a construção de um complexo desportivo, cuja necessidade é sentida há vários anos.
A gestão, concepção e manutenção do projecto, numa perspectiva de whole-life costing, permite, uma transferência efectiva dos riscos para o parceiro privado. Até porque “neste tipo de projectos, há a necessidade de uma gestão competente que incentive e maximize os benefícios das PPP”, como afirma Hugo Medeiros, da Casais.
No presente modelo de PPP, o Grupo Casais, conjuntamente com outras empresas privadas, constituem uma Sociedade Comercial de Capitais Minoritariamente Públicos com a Câmara Municipal de Évora (Privados 51%, Câmara Municipal de Évora 49%). A Sociedade Comercial (Évora Regis SA) desenvolverá os projectos (desde a aquisição do terreno à construção do equipamento e seu licenciamento) tendo por base um caderno de encargos colocado a concurso pelo parceiro público, para de seguida, arrendar-lhe o espaço durante um determinado período de tempo, que neste caso será de 25 anos. Devido à perspectiva de ciclo de vida, cabe ainda ao parceiro privado prever a manutenção do edifício durante o período de duração do contrato”.
(notícia em vários jornais, Outubro de 2009)

“Novembro de 2011: o edifício continua sem obras, a degradar-se, em pleno Centro Histórico, classificado como Património da Humanidade… A quem se devem pedir responsabilidades? Há 15 anos que a Câmara de Évora detém a posse do Salão Central. Há 15 anos que ele se degrada. É o símbolo do estado da cultura na cidade, sem apoios nem estratégia por parte dos poderes públicos, numa cidade em que a Câmara deve milhares de euros de subsídios em atraso aos agentes culturais e em que muitos grupos e associações subsistem com dificuldade, com salários em atraso e em risco de fecharem portas. Por quanto mais tempo Évora poderá ostentar o título de Património Cultural da Humanidade?...”

(“a cultura está viva e manifesta-se na rua”)

A reflexão matinal que se impõe


Elias, o sem abrigo - Anibal F/Rute R - JN

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Águas do Centro Alentejo: municípios devem 15,6 milhões de euros. Situação "não é sustentável".


A notícia é escrita pela Rita Ranhola da agência LUSA e dá conta da situação que as Águas do Centro Alentejo vivem. Estão com a corda na garganta devido às dívidas dos municípios que já ascendem a 15,6 milhões de euros. Agora sem financiamentos bancários tudo se agrava,

"A Águas do Centro Alentejo explora e gere o sistema multimunicipal de água e saneamento, em alta, que serve seis dos 14 municípios do distrito de Évora.
A maioria do capital pertence à Águas de Portugal (51 por cento) e o restante é detido pelos municípios (Alandroal, Borba, Évora, Mourão, Redondo e Reguengos de Monsaraz) e pela empresa gestora do Alqueva (EDIA).
O mais recente relatório da Entidade Reguladora do Sector de Águas e Resíduos (ERSAR), divulgado na última quinta-feira, aponta a AdCA como um dos sistemas multimunicipais em situação financeira “preocupante”.
Contactada pela Lusa, a empresa respondeu por escrito e admitiu problemas financeiros, destacando que as dívidas vencidas dos municípios ascendem a 15,6 milhões de euros, o que representa “182 por cento do valor global da faturação em 2010”.
Questionado pela Lusa, José Calixto, presidente do município de Reguengos de Monsaraz e representante das autarquias no conselho de administração da AdCA, frisou que este sistema multimunicipal, com a configuração atual, “não é sustentável”.
Mas, disse, essa falta de sustentabilidade “não pode ser reduzida” às dívidas dos municípios.
“Não pode ser tudo resumido a 15 milhões de euros de dívidas. Estas têm a ver com a falta de pensamento estratégico na base da configuração do sistema e, se este não é sustentável, os municípios vão continuar a aumentar a dívida”, afirmou".

Falta de pensamento estratégico. Ora bom. Mas afinal, presidente Calixto, quem configurou o sistema?