sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Contos este sábado na "é neste país"

Com quantos pontos se conta um conto?
Sessão especial com as pequenas contadoras Margarida e Teresa Perdigão que nos trazem... Bicharocos por aí!
Não percam, dia 1 de outubro às 11.30h na associação "é neste país"
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é neste país!

Rua da Corredoura nº8, Évora

266731500

http://nestepais.wordpress.com/

Banco de terras vai "nascer" em Montemor-o-Novo para "pôr as pessoas a produzir"

A criação de um banco de terras em Montemor-o-Novo, para dar uso a terrenos não cultivados, é o objetivo de um projeto que está a “nascer” naquele concelho alentejano, vencedor de um concurso de ideias municipal.
“É uma ideia bastante simples e que imita apenas o que se fez durante muito tempo. As pessoas que têm terra e não a querem cultivar cedem-na a outras que não a têm, mas que a querem cultivar”, disse à agência Lusa Ana Fonseca, promotora do projeto.
A iniciativa venceu o concurso “Boa Ideia para a Sustentabilidade”, lançado aos cidadãos por parte da Agenda 21 Local e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo.
“Surgiram 15 ideias, mas esta foi a vencedora porque apela à produção agrícola, que consideramos ser a questão fundamental do país, cujo futuro não passa tanto pelas questões financeiras”, frisou à Lusa Carlos Pinto de Sá, presidente do município.
O projeto, galardoado com cinco mil euros, é subscrito por Ana Fonseca, mas envolve a Rede de Cidadania, associação de cidadãos daquele concelho em prol do desenvolvimento sustentável, de cujo grupo coordenador a promotora faz parte.
“O papel da Rede de Cidadania é o de facilitador desta ideia, como elo de ligação entre quem tem terra e quem a quer trabalhar, e o de promover cursos de formação e tratar de aspetos burocráticos”, disse Ana Fonseca.

Ainda é para hoje: as Tucanas na Praça do Giraldo às 21,30 horas

HOJE, no fecho da Escrita na Paisagem,
Praça do Giraldo, 21h 30

Não faltem! Têm muito tempo para ficar parados!
Este é o 92º dia de Escrita na Paisagem. O último. Tudo o que tem um início, tem um fim. Mas não é um adeus, é um até já!
Hoje há Música Portuguesa.

Em dia de aniversário CGTP pretende reunir milhares de manifestantes em Lisboa e no Porto


amanhã também podemos ir ao Museu



Amanhã,1 de Outubro, também pode ser dia para descobrir o Museu de Évora.
Todos os interessados estão convidados a escolher um dos horários disponíveis - Entre as 10.15h -11.15h; 11.30h- 12.30h; 14.00h-15.00h; 15.00- 16.00h- e inscrever-se para uma visita guiada e gratuita. É uma oportunidade excepcional e gratuita.

Começam este sábado em Santiago do Cacém as comemorações dos 100 anos do nascimento de Manuel da Fonseca


(Desenho de Eduardo Salavisa)

Arrancam oficialmente amanhã, dia 1 de Outubro, as iniciativas organizadas pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, no âmbito do Centenário do nascimento do Escritor Manuel da Fonseca.
Assim, pelas 16h00, vai ser inaugurada a exposição "Cidade d' Escrita" seguida de uma mesa-redonda. A exposição consubstancia a memória gráfica da “Viagem por Cerromaior”, passeio histórico-literário em que participou o colectivo de desenhadores urbanos Urbansketchers-Portugal, a convite da autarquia, numa homenagem ao escritor Manuel da Fonseca e à sua obra.
Para além do catálogo, a exposição será acompanhada por um programa educativo concebido pela coordenação da Núcleo de Promoção da Leitura do Serviço Municipal de Bibliotecas e Arquivo da CMSC, destinado aos alunos das escolas dos vários graus de ensino que visitarão a exposição.
Dentro de uma semana Santiago do Cacém será também um dos palcos para a realização do Encontro Internacional sobre Manuel da Fonseca e no dia 15, dia do seu nascimento, é inaugurada em Santiago a exposição "Por todas as Estradas do Mundo", que agora pode ser vista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e de que já foi editado um belissimo catálogo.

Rota das Igrejas d'Évora este sábado



Igreja do Espinheiro e Capela Tumular de Garcia de Resende

Concentração no Parque de Estacionamento da Porta da Lagoa – 9.45 - Início da visita – 10.30h
Organização: Gabinete de Arquitectura e Património da Arquidiocese de Évora, Comissão Diocesana dos Bens Culturais, Câmara Municipal de Évora.

Hoje o nosso maestro falou nesta interpretação...


(Sugestão, via mail, de A.L.A.)

DA desta semana

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Horário dos comboios da indignação

O belo é o simples



Simples como o são as mãos calejadas

que fecundaram a terra

que frutificou

nos gestos que pregaram o prego

na construção ingenuamente singela

na ideia que engendrou a cor

e da coloração fez vida

que voa no cata-ventos avião

em adejos rasantes

e piruetas de gozo

a decalcarem no chão as pegadas da máquina tractor

que espantam o espantalho

mas não os pássaros

que soltam risadas

do eloquente azul e branco

e da doçura dos figos lampos



(em Grândola Vila Morena)

Estes partem, aqueles partem...

Ontem à noite bebemos um copo à saúde do Sérgio Vicente (jornalista) e do Nuno Tavares (repórter de imagem). Os dois integravam a delegação da RTP/Évora. Agora partem para Lisboa ao fim de vários anos "de Alentejo". Quer um, quer outro deixam aqui amigos e história. Pelo que ontem sublinharam em palavras, quando chegaram ao Alentejo não conheciam aqui nada nem ninguém. Hoje partem carregados de "alentejanidade", seja isso o que for. E foi também um grande grupo de jornalistas que lhes quis dar, num jantar de convívio, "esse tal" abraço de despedida.

Mas o facto de deixarem Évora e o Alentejo neste momento é quase uma premonição do que poderá acontecer, em breve, se se concretizarem as medidas já sussurradas nos corredores e nos bastidores da profissão de que, para controlar custos, muitas empresas de comunicação social encaram a possibilidade de encerrarem as suas delegações regionais. 
A acontecer esta situação seria o regresso a muitos anos atrás, quando a comunicação social nacional se limitava a vir de vez em quando ao Alentejo, sem aqui possuir quaisquer delegações ou correspondentes a tempo inteiro.
Quantos mais jantares de despedida vão acontecer nos próximos meses?

E não se falou da auditoria ao desfalque na Câmara de Évora?


Comunicado da CDU sobre a reunião pública da Câmara Municipal de Évora de ontem, 28 de Setembro de 2011

"PS e PSD de acordo com o Livro Verde para a reforma administrativa do Poder Local
PS e PSD votaram contra uma moção apresentada pela CDU onde se manifestava a total oposição ao pacote legislativo anunciado como o “Livro Verde” para a reforma administrativa do poder local e que pretende subverter o poder local democrático nascido da revolução de Abril e consagrado na Constituição da República Portuguesa. A serem aplicadas as propostas contidas no documento apresentado o concelho de Évora perderá seis freguesias urbanas e quatro rurais.
CDU apela à participação na manifestação de 1 de outubro
Os vereadores da CDU apelaram à participação na manifestação convocada pela CGTP para o próximo dia 1 de Outubro em Lisboa, de todos aqueles que não se revêem nestas opções políticas que nos fazem caminhar para o desastre económico e social.
Cultura, apoios e subsídios para 2011 só irão a reunião de câmara no fim de outubro
Questionada pelos vereadores da CDU sobre o processo concursal para atribuição de apoios e subsídios aos agentes culturais, a vereadora do pelouro, que em reunião anterior tinha garantido que até final de Agosto o processo estaria concluído, admitiu que antes do final de Outubro não seria levada a reunião pública de câmara o resultado do concurso que resultou da aplicação das regras constantes do regulamento aprovado para o efeito.
Estamos a chegar ao final do ano sem que os apoios para as actividades realizadas em 2011, sejam conhecidos dos agentes culturais que a eles se candidataram.
Recordamos que se encontram por liquidar os apoios referentes ao segundo semestre de 2009 e que não foram decididos quaisquer apoios para 2010.

Escola dos Canaviais sem perspectiva de data de abertura
Depois de várias datas avançadas para a sua abertura, continuam paradas as obras da escola dos Canaviais.
Questionado pelos Vereadores da CDU sobre as razões da paragem das obras, o presidente responsabilizou o Tribunal de Contas por esse facto tendo adiantado como explicação para a recusa do visto, o facto do Tribunal de Contas estar a questionar decisões do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja sobre o processo concursal.
O empreiteiro abandonou a obra e só a voltará a retomar quando forem pagos os valores referentes às facturas contabilizadas e que ascendem a mais de um milhão e quatrocentos mil euros.
Regulamento do Centro de Recolha Oficial (CRO) – Canil/Gatil Municipal
Os vereadores da CDU apresentaram um conjunto significativo de propostas de alteração ao documento apresentado pelo presidente da câmara, o que levou à retirada do ponto para que possa voltar já com os contributos propostos pela CDU e, segundo o presidente, com correcções que estarão a ser preparadas pelos serviços jurídicos da câmara, seguindo posteriormente para inquérito público.
Este assunto levou até à reunião de câmara alguns munícipes que no final da reunião apresentaram críticas diversas ao funcionamento do CRO e a alegadas irregularidades e ilegalidades cometidas pelo Veterinário Municipal.
Os Vereadores da CDU"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Será buraco ou cratera...

... na interpretação de Alberto João Jardim? Será que a denominação também depende da localização? E que irá controlar a sua evolução?

Hoje na Biblioteca Pública de Évora


APONTAMENTO INVENCIONISTA: Poéticas Alentejanas
Biblioteca Pública de Évora

28 Setembro (quarta-feira), das 16h30 às 19h30

Realização de uma sessão para apresentação do “Apontamento Invencionista: poéticas alentejanas" no âmbito do projecto Novas Poéticas da Resistência: Portugal séc. XXI ( CES-UCoimbra) apoiado pela Fundação Ciência e Tecnologia com a participação de Graça Capinha (Faculdade de Letras da UCoimbra; CES-UCoimbra; directora da Revista Oficina de Poesia) António Cândido Franco (UÉvora) e Feliciano de Mira (CES-UCoimbra). Apresentação de textos, poesia visual e poesia acústica dos autores alentejanos referenciados no relatório.

Autores Presentes: António Saias; Antónia Ruivo; Joaquim Pulga; Margarida Morgado; Manuel da Silva Terra; Carlos Mota Oliveira; António Cândido Franco; Maria Sarmento; Filipa Guerreiro; Feliciano de Mira

Autores Evocados: António Gancho; Pedro Ferro; José Manuel Couvinha; José Melo

Colaboração Musical
Nuno do Ó

Alqueva: Afinal o que parece valer é o que diz a exposição

"Não é possível neste momento, e já não era possível no anterior Governo, fazer um esforço imenso de financiamento para concluir Alqueva em 2013", afirmou a ministra Assunção Cristas, lembrando que a conclusão do projeto Alqueva, inicialmente prevista para 2025, foi revista para 2015 e, entretanto, o anterior Governo PS, "de uma forma muito pouco realista, teve a ambição" de antecipar para 2013.

Já vai havendo material para o 15 de Outubro em Évora

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um dia destes lá vem a taxa sobre a utilização do oxigénio


Recebi neste mês, juntamente com a factura do gás (dianagás) uma carta onde se expressa o seguinte:
A sua factura de gás natural passará a incluir um valor adicional que corresponde à taxa de ocupação do subsolo (…)as empresas do sector do gás são totalmente alheias, actuando como veículos de cobrança( … )por conta das autarquias. Do ponto de vista jurídico (….) cabe à Assembleia Municipal a decisão sobre a existência ….. diferindo assim de Município para Município. (sic)
Com isto verifica se que aquela frase que nós muitas vezes utilizamos para parodiar uma nova taxa – APROVEITA EM RESPIRAR AGORA PORQUE QUALQUER DIA TEMOS UMA TAXA PARA O OXIGÉNIO QUE RESPIRAMOS – tem o seu quê de realidade.
Já pagamos taxas pelo solo, agora vem pelo subsolo, da parte do gás, porque da luz, da água, da televisão, quaisquer dia aparece também e qualquer dia fazem um cálculo da quantidade de oxigénio que respiramos e equivalente ao peso do individuo e LÁ VEM A TAXA SOBRE A UTILIZAÇÃO DO OXIGÉNIO.
Não pagamos já a dos esgotos?
Além disso a legislação diz que cabe à Assembleia Municipal a decisão sobre se essa taxa é de usar ou de não usar. (palavras escritas no aviso recebido)
Então, a Assembleia Municipal poderia, se quisesse, anular esta taxa, mas como são ávidos por dinheiro não o fazem.

Anónimo
27 Setembro, 2011 23:45

Dois blogues alentejanos do melhor que há!


Há dois blogues do Alentejo, aqui feitos e sofridos (umas vezes mais, outras menos, que sei eu?), que me habituei a bisbilhotar e nunca dei o tempo por mal empregue. Os dois têm autor conhecido e identificado e sempre disseram o que muito bem lhes apeteceu, sem necessidade de se esconderem sob essa canalhice que dá pelo nome do anonimato. Um e outro blogue assentam em diferenças abissais, tal como os seus autores. Mas são os dois bem escritos, têm a marca da inteligência e da cultura e não tomam quem os lê por tolos.
Um desses blogues é o Avenida de Salúquia do meu amigo, arqueólogo, autarca, professor universitário e mais uma mão cheia de coisas, Santiago Macias. Há uns anos largos era Manuel Monteiro presidente do CDS e visitou Mértola. Eu, enquanto jornalista, na altura costumava acompanhar o CDS para a TSF e lá fui à Vila Museu. Foi uma visita memorável. Manuel Monteiro foi recebido pelo António Raposo, então vereador do PCP na Câmara, e pelo Santiago Macias em nome do Campo Arqueológico. Visitou a necrópole no interior do Castelo, onde havia ainda visíveis alguns esqueletos. Manuel Monteiro disse que era a primeira vez que via ossos humanos e revelou que estava a ler as "Cruzadas vistas pelos árabes", de Amin Maalouf. Nunca soube se era verdade ou não. Depois almoçou-se num dos restaurantes de Mértola e foi uma conversa agradável. Nem parecia que havia ali gente de partidos e de formações tão diversas. 
O outro blogue a que me refiro, infelizmente parece ter fechado portas. Lamento. Era um blogue interessante, com uma escrita politicamente incorrecta, mas (por isso) cativante. Falo do Viagra & Prozac, do Hugo Lança, que não conheço pessoalmente, mas que sei professor no Instituto Politécnico de Beja. Apoiante da actual maioria socialista na Câmara, Hugo Lança manteve durante vários anos um dos melhores e mais lidos blogues do Alentejo, com um estilo bem característico, usando com mestria a sátira e a ironia. Seria uma pena se o blogue tivesse acabado definitivamente, mas espero que não.
Aconselho a quem quiser ler boa escrita a não desperdiçar qualquer dos dois blogues em apreço. E que muito aprecio.

Alguém que fala claro: é esta a lógica dos "mercados" que os "nossos" gurus do capital tanto apaparicam



O investidor Alessio Rastani dá uma entrevista assustadoramente franca à BBC deixando os entrevistadores visivelmente abalados com a sua previsão de que os mercados vão cair e que o euro está condenado. "Prepare-se e aja agora", é o seu grito de alerta.

Neves-Corvo


Através de Pedro Mestre, no Facebook

Assembleia Municipal chumba proposta do Executivo de extinção da EXPOBEJA

A proposta de extinção da ExpoBeja - Sociedade Gestora do Parque de Feiras e Exposições de Beja foi ontem chumbada na Assembleia Municipal de Beja. Os eleitos da CDU e do Bloco de Esquerda votaram contra. O PSD absteve-se e o PS votou a favor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Évora merece uma grande manifestação de todas as gerações à rasca no 15 de outubro


Reuniu esta 2ª feira mais uma Assembleia de Rua, na Praça do Sertório, em Évora. Foi a que menos pessoas juntou desde que nos reunimos na Rua e já lá vão alguns meses. Uma dezena de pessoas, não mais. E foi uma pena porque havia muita coisa para discutir e para preparar com vista a manifestação em Évora do próximo dia 15 de Outubro, das várias gerações à rasca, que visa - tal como acontece em várias cidades do país e do mundo - protestar contra a democracia limitada que nos querem impor e a precariedade que cada vez mais comanda as nossas vidas.
A Assembleia, que reúne sempre com quem está, aprovou as diversas actividades propostas para a concentração de dia 15 de outubro, definidas na passada quarta-feira numa reunião preparatória (ver Aqui) e decidiu que a concentração tem início e realiza-se apenas na Praça do Sertório (havia uma proposta para começar na Praça do Giraldo, mas achou-se que era preferível, para evitar dispersão de pessoas, que todas as iniciativas tivessem lugar na Praça do Sertório. A concentração vai decorrer entre as 15 e as 20 horas, com espaços definidos para actuações musicais, homenagem a Manuel da Fonseca, intervenções diversas, espaço de Assembleia Pública e Contraditória, em que todos poderão usar da palavra para dizerem o que muito bem entenderem, etc. Haverá também um painel/mural a ser construído durante a tarde e um espaço/atelier para os mais jovens. Mas todas as iniciativas serão bem vindas.
Quinta-feira reúne-se a partir das 17,30 horas um grupo (quem quiser aparecer será sempre bem vindo/a) na Livraria Ler com Prazer (Malagueira) para elaborar os textos-base da convocatória da manif. de Évora, que irão dar origem a flyers, notas de imprensa, textos nas redes sociais, etc.
Espera-se que na Assembleia de Rua da próxima 2ª feira - em que serão aprovados estes textos e em que já haverá coisas muito mais definidas por cada um dos grupos constituídos para as várias áreas - apareça mais gente. O trabalho é muito. Mas Évora merece uma manifestação como a que vamos ser capazes de fazer já este 15 de outubro aqui bem no centro da cidade. De braço dado com todas as gerações à rasca do resto do país.

Cidades Vivas, Cidades Mortas


"Parti eu, em trabalhos anteriores, do princípio de que os vestígios do "Passado Remoto" em meio urbano poderiam contribuir para uma melhor articulação entre Espaço e tempo. É óbvio após a experiência vivida nalguns centros históricos, designadamente no de Évora, que não me é possível partir dos mesmos pressupostos..."
A arqueóloga Filomena Barata começou assim a sua intervenção no encontro da passada sexta feira em Miróbriga. E com saber de experiência feito continuou : " Há 3 níveis de intervenção sobre os Centros Históricos - autarquia, direcções regionais e administração central - e não se coze a informação relativa à cidade".
A propósito, a ex-directora regional adiantou uma proposta concreta: "defendo a descentralização crescente para as autarquias. E se queremos crescer democraticamente não se pode argumentar que as autarquias não funcionam e por isso não podem assumir responsabilidades".

Esta foi apenas uma das 16 comunicações bem vivas do encontro "Cidades Vivas, Cidades Mortas" inscrito nas Jornadas Europeias do Património.
No Alentejo ao pé do mar, ouviram-se "Diálogos entre as cidades do passado e o futuro das cidades".
Arquitectos, arqueólogos, outros técnicos especialistas e generalistas, alguns autarcas, a rondar as duas centenas de pessoas, centraram-se durante todo o dia sobre algumas das muitas dimensões da vida das cidades.
Miróbriga, a cidade romana, foi neste dia uma cidade tão viva como outras cidades vivas do Alentejo. No final ficou a promessa dos II encontros.

Se alguém ainda tinha dúvidas…


Vitor Gaspar participou em Washington numa conferência do FMI. Reafirmou o empenho em cumprir os compromissos com a troika, mas não esclareceu se Portugal vai precisar de mais um empréstimo.

Évora: Assembleia de Rua para preparar manif. de 15 de Outubro (das várias gerações à rasca) esta 2ª feira na Praça do Sertório, às 18,30 horas



Esta segunda-feira a "Cultura" volta a reunir-se às 18,30 na Praça do Sertório em mais uma Assembleia da "Cultura está viva e manifesta-se na Rua". Vai ser uma Assembleia importante: vão-se discutir os aspectos organizativos da manifestação do 15 de Outubro em Évora. Na reunião preliminar de 4ª feira passada foram tomadas decisões que terão que ser agora ratificadas pela Assembleia. As propostas que vão estar em cima da mesa (salvo seja, que a Assembleia não tem mesa) são as seguintes:
1. A concentração inicia-se logo na Praça do Sertório ou é antecedida de um desfile a partir da Praça do Giraldo? Que trajecto, se for esse o caso?
2. Como se organiza e quem quer organizar o espaço/atelier para miúdos durante a tarde de dia 15 na Praça do Sertório. Esperam-se propostas. A Dores Correia está a gerir esta área, para já;
3. Homenagem ao Manuel da Fonseca cujo centenário do nascimento se comemora nesse dia. Que contributos é possível ter? Como organizar a homenagem no decurso do 15 de Outubro? O Miguel Sampaio, para já, está a pensar este momento; 
4. Organizar um mural evocativo do 15 de Outubro. O João Palma ficou de pensar na coisa. Mas todas as ideias são necessárias.
5. Feira de trocas. Do livro usado. Do artesanato.
6. Animação musical e artística. Quem quer ficar com a "pasta"?
7. Espaço de assembleia, pública e contraditória. Como organizar?
8. Enquadramento técnico e operacional.
9. Canais e materiais de comunicação - imprensa, comunicados, cartazes, etc.
10. Informações acerca da ligação ao movimento do 15 de Outubro a nível nacional e  internacional.
Como veêm muita coisa para discutir.
Pede-se a todos os que queiram participar que estejam presentes na Assembleia desta 2º Feira. Sejam ou não habituais participantes  nas assembleias de rua, semanais, do movimento A Cultura está Viva e manifesta-se na Rua, que "ocupa" a Praça do Sertório e outros espaços públicos de Évora desde o passado mês de Junho. Às vezes quotidianamente, outras semanalmente, como é agora o caso. A mensagem é "venham mais cinco", ou, se quiserem, "traz outro amigo também".
O Zeca ensinou-nos coisas ainda muito úteis, como seja a de que é sempre importante envolver os outros e conjugar esforços. Não é que um homem sozinho nada valha. Claro que vale. E muito. Mas muitos homens juntos valem o que cada um vale e também um pouco mais, em resultado da força de todos. Vemo-nos mais logo na Praça do Sertório. Seremos todos os que formos. E seremos sempre muitos. Tantos quantos formos necessários.

domingo, 25 de setembro de 2011

A propósito de futurismo


Vice-versa + ZIL para despistar

Potência cultural

(Foto: Danças frente à CME - "A Cultura está Viva e manifesta-se na Rua")

Entre as coisas que me incitam a conservar ânimo e confiança na vitalidade da nossa cidade, uma das principais é o ambiente cultural que a caracteriza. Vamos a um concerto proposto por um grupo? Estamos certos de encontrar os membros de quase todos os outros grupos. Uma peça de teatro, um espectáculo de dança? Na plateia estão os actores, os encenadores, os bailarinos das outras companhias. O mesmo sucede com qualquer exposição de artes plásticas, qualquer conferência que nos traga o ponto de vista ou a experiência dum escritor, dum compositor, dum pintor. Nem todos vão a todas, mas todos vão a muitas. É o pequeno mas activo mundo da cultura que contribui para encher as salas. Por seu turno, os alunos dos cursos de teatro, de música, de artes visuais, da universidade de Évora (tanto como os seus docentes, sublinho), são públicos interessados, motivados, participantes. Nas conversas que se desenvolvem depois destes acontecimentos, tanto em presença dos protagonistas como entre os espectadores, cada um avança ideias, ousa críticas, ou sublinha as coisas que o impressionaram e recolhe novas perspectivas. Assim, a comunidade cultural da cidade inteira (a comunidade inteira da cidade) acompanha o trabalho de cada grupo. Passam ideias de um grupo para o outro, criam-se sinergias entre disciplinas artísticas, notam-se progressos ou novas orientações, acolhem-se novos artistas. Em suma, a cidade e os seus palcos funcionam como uma plataforma na qual a memória artística dos repertórios e a experimentação se combinam num ambiente eminentemente favorável à criação. Plataforma que não se decalca sobre os modelos sindicais defensivos dos assalariados, cuja legitimidade no seu âmbito próprio não está, aliás, em causa, que não se demora num lamento contra o exterior, os decisores, os políticos, os que têm (ou não têm) os dinheiros, como se a incapacidade de todos estes fosse a razão dos males que afectam “a cultura” e justificassem todas as impotências criativas. Plataforma que desenvolve uma prática colectiva da cultura e não um discurso genérico sobre a cultura, o que é, o que deve ou deveria ser. Um conjunto de práticas que deixou para trás, e muito longe, as épocas passadas em que os grupos viviam de costas viradas uns para os outros, todos ignorando as performances de todos, defendendo pobres recintos que, cada vez mais bem defendidos, se revelavam aos olhos de quem aceitava ver cada vez mais vazios. De como isto aconteceu já ninguém se recorda.
Cidade vital, plataforma vitalizante, lugar de circulação mas também de co-presenças, Évora ao encher as salas de espectáculo estimula a criação quase sem esforço. Bem sabemos que uma boa parte desses numerosos públicos é constituído pelos próprios criadores, que as gentes dos teatros contribuem para encher as performances de dança, música, artes visuais, e reciprocamente, frequentando-se uns e outros para além das fronteiras disciplinares ou os particularismos das companhias. Mas isso há muito deixou de ser um problema, porque os “melhores” espectadores duma criação são aqueles que estão também envolvidos na criação, ainda que com meios de expressão diferentes. E haverá algo mais estimulante para um músico, por exemplo, que saber que no seu público se encontram todos os que em Évora, praticam (escrevem, compõem, tocam, pensam) a música, como constantemente se verifica? Pelo contrário, o exemplo notável dos alunos dos cursos da universidade (para citar apenas e de novo este exemplo), com a sua intensa presença em todas as manifestações artísticas, conferências, etc., ilustra bem o que afirmamos: é a presença do mundo dos que praticam a cultura como meio de expressão, de modo mais ou menos profissional, que permite lançar o interesse, despertar a curiosidade dos outros, e manter vivo um debate que incide no cerne do acto criativo, opções estéticas, correntes, modos, experiências. E são eles a plataforma que torna a nossa cidade numa verdadeira máquina criativa. E são a intensidade e a estrutura social dessas práticas que explicam a riqueza da criação que nos é oferecida. Nem poderia ter sido de outro modo.

José Rodrigues dos Santos, Setembro de 2018 (dois mil e dezoito).

Outro código de barras

sábado, 24 de setembro de 2011

A cidade-cemitério: uma alegoria bem real



TRAILER A CIDADE DOS MORTOS
The City of the Dead, de Sérgio Tréfaut

CÓDIGO DE BARRAS SENTADO

Plano de Contenção e Austeridade da Câmara de Évora para 2012




Otelo "lança" livro esta noite em Grândola

Otelo Saraiva de Carvalho vai apresentar este sábado, em Grândola, no Cineteatro Grandolense, às 21h30, o livro “O Dia Inicial – 24 de Abril hora a hora”, com prefácio de Eduardo Lourenço. O livro é um guia dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 na visão de um dos seus protagonistas centrais, Otelo Saraiva de Carvalho, que vai estar acompanhado do historiador João Madeira.
“O Dia Inicial – 25 de Abril hora a hora”, editado pela Objectiva, pretende explicar aos jovens as causas que mobilizaram os Capitães a criar e a desenvolver o Movimento e toda a preparação do movimento militar que derrubou o regime de ditadura e realizou a revolução dos cravos. A iniciativa é organizada pelo núcleo de Grândola da Associação José Afonso.

Também esta noite em Évora. Experimentando.


Évora: contos ao sábado é neste país


Sábado, 24 de Setembro, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?

Segue a Pista


RUI MELGÃO


Apareçam neste país!

--
é neste país!

Rua da Corredoura nº8, Évora

266731500

http://nestepais.wordpress.com/

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

In memoriam José Niza



Interpretação: Adriano Correia de Oliveira
Poema: António Gedeão (ligeiramente adaptado)
Música: José Niza
Viola: Rui Pato

Fala do Homem Nascido

Venho da terra assombrada,
Do ventre da minha mãe;
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui,
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.

Trago boca para comer
E olhos para desejar.
Tenho pressa de viver, | bis
Que a vida é água a correr. |
Venho do fundo do tempo;
Não tenho tempo a perder.

(instrumental]

Minha barca aparelhada
Solta o pano rumo ao norte;
Meu desejo é passaporte
Para a fronteira fechada.

Não há ventos que não prestem
Nem marés que não convenham,
Nem forças que me molestem,
Correntes que me detenham.

Quero eu e a Natureza,
Que a Natureza sou eu,
E as forças da Natureza
Nunca ninguém as venceu.

[instrumental]

Com licença! Com licença!
Que a barca se fez ao mar.
Não há poder que me vença. | bis
Mesmo morto hei-de passar. |
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.

[instrumental]

Venho da terra assombrada,
Do ventre da minha mãe;
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui,
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.

(Sugestão de AJF)

Jornalistas: subproletarização, servos da gleba... que mais falta para isto dar para o torto?


O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) disse, no Porto, estar "muitíssimo preocupado com o estado de saúde económico dos principais grupos de comunicação social" portugueses.
Num debate promovido pela Câmara local sobre o tema "Comunicação Social: Impune ou responsável?", Azeredo Lopes abordou na sua intervenção a "componente negócio" e o seu peso no exercício jornalístico, referindo, por exemplo, que "estamos a assistir a um regresso ao período feudal, com senhores de um lado e servos da gleba do outro".
O responsável disse, ainda, que existe hoje "uma subproletarização da classe jornalística" e que "oferecem-se estágios em regime de voluntariado" para jovens jornalistas". (LUSA).

É o fartar vilanagem ao nível do pior que se fazia no antes 25 de Abril. Uma comunicação social livre, feita por profissionais livres, não era o garante constitucional da democracia?

Beja homenageia Manuel da Fonseca, com "Aldeia Nova" de Paulo Ribeiro


Beja recebe amanhã, às 21h30, no Pax Julia, o espectáculo “Aldeia Nova”, uma co-produção da Rede CAL, concebida pelo autor Paulo Ribeiro, que visa comemorar o nascimento de Manuel da Fonseca, em que cerca de 50 intérpretes “recriam através da música, da dança, da poesia e da fotografia o percurso universal de Manuel da Fonseca”.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Da necessidade e do engenho à mais popular caixa de carga no Alentejo


Na década de sessenta do século ido, principalmente nos perímetros de rega, a cultura do tomate industrial entrou de rompante nos hábitos culturais agrícolas alentejanos. Cultura, geralmente, praticada por seareiros em folhas de aluguer. A par da cultura, pulularam igualmente as fábricas transformadoras.

Na apanha e transporte do dito fruto foram disseminadas as padronizadas caixas plásticas de múltiplas cores. Caixas estas que entraram nos hábitos das gentes como recipientes de transporte e armazenamento dos mais variados haveres.

Houve, no entanto, uma usança que a tornou num apetrecho indispensável e generalizado nos transportes velocipédicos a pedais ou motorizados. Não há dúvidas que aumentaram desmesuradamente a capacidade de carrego dos ditos veículos, até aí sujeitos a diminutos suportes bagageiros. Do cão às aves de capoeira, das bilhas de água aos apetrechos de pesca, da lancheira ao taleigo da roupa, foram e são as ditas arrumo para toda a ocharia necessária ao viajante. Sempre dediquei particular enlevo a esta invencionice da malta do transporte velocipédico. Ainda hoje, onde quer que transite uma resistente motorizada, resiste igualmente a colorida caixa de tomate.

REGISTO desta semana com manchete sobre o desfalque na CME (mas sem qualquer novidade)



Câmara em silêncio sobre suspeitas de desfalque 
José Ernesto Oliveira diz que só se pronuncia quando houver resultados do inquérito interno. Oposição quer tudo explicado.
Nem uma palavra. A Câmara de Évora ainda não explicou os contornos do caso revelado pela SIC sobre suspeitas de desvio de dinheiro no serviço de águas da autarquia e que poderá ter lesado um número incerto de munícipes. À SIC o presidente da autarquia, José Ernesto Oliveira, recusou comentar o caso. Depois, à Lusa, explicou os motivos da recusa: “Quando houver resultados desses actos, eu prestarei declarações, agora não,  porque não quero perturbar as investigações que estão em curso”. 
O caso foi levado pelo próprio autarca a reunião pública de câmara, durante a qual revelou que tinha sido aberto um inquérito à actuação de dois funcionários suspeitos de desviarem dinheiro do serviço de águas. 
Segundo o autarca, o inquérito interno “passou à fase de processo disciplinar aos dois funcionários, e de uma auditoria”, finda a qual se conhecerão os montantes em causa. Os dois funcionários foram entretanto afastados do serviço, sem qualquer contacto funcional com o serviço de águas.
O caso motivou uma reacção dos vereadores da oposição, com Eduardo Luciano (CDU) e António Dieb (PSD) a exigirem o rápido esclarecimento das suspeitas e o apuramento de “todas as responsabilidades”, incluindo os “procedimentos que deveriam ter sido feitos e não foram e as garantias de funcionamento e de protecção do serviço que não foram tidas em conta”.
José Ernesto Oliveira diz que só se pronuncia quando houver resultados do inquérito interno. oposição quer tudo explicado. Os contornos do caso continuam por esclarecer, tal como os montantes envolvidos. Ou seja, à própria gestão do município. “Estejamos nós a falar de tostões ou a falar de milhões, é uma situação grave porque se trata da apropriação de bens públicos”, diz Eduardo Luciano.
Já de acordo com António Dieb, as eventuais irregularidades “levaram a que fosse aberto um inquérito” para apurar se haveria matéria suficiente para um processo disciplinar a dois funcionários. “Verificou-se que sim e esse processo já foi iniciado”.
Fonte da autarquia avançou ao Registo que como se trata de suspeitas relativas a um crime público, o caso será “necessariamente participado” ao Ministério Público.
Esta não é a primeira vez que o serviço de águas da Câmara de Évora é notícia nos últimos meses. Em Março de 2010, a autarquia revelou que cerca de 25% dos 24 mil consumidores do concelho tinha facturas em atraso, numa dívida que ascenderia a milhões de euros.
“Temos uma dívida de perto de 4,5 milhões de euros por parte de consumidores, alguns por dificuldades de gestão do seu orçamento familiar e outros que deixaram de pagar porque até agora não lhes tem acontecido nada”, explicou na altura José Ernesto Oliveira, revelando que entre os principais devedores se encontravam instituições, empresas e particulares. 
“Não existe um perfil médio do não pagante. É um grupo muito significativo que toca transversalmente toda a comunidade”, concluiu. (in REGISTO 22/9/2011)

DA desta sexta-feira

Quem o comeu, bebeu, ganhou, viajou, já o tem no papo!


A próxima Assembleia Geral do Lusitano está marcada para o dia 30 de Setembro para o Palácio D. Manuel. Ouvi a alguém do clube dizer: "morrer por morrer, sempre morremos num Palácio".
Histórias à parte, nesta cidade de tantos silêncios, que é feito do dinheiro da venda do estádio do Lusitano? Corrupção, amiguismo, tudo por debaixo do tapete..., como se quer fazer com o desfalque no sector de águas da Câmara?
O Clube ficou sem campo, sem dinheiro, sem nada.
Vamos agora ver quantos vão ser os meses que a auditoria ao desfalque na Câmara vai durar. Cá para mim, suponho, vai ser uma eternidade. E vai ficar tudo em "águas de bacalhau". Quem o comeu, bebeu, ganhou, viajou, já o tem no papo. O resto são tretas.
Assim, com esta forma de agir em que todos são coniventes e em que tudo parece normal, não se chega a lado nenhum e a corrupção e a vigarice não fazem senão crescer.

Anónimo
20 Setembro, 2011 22:31

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

António Carlos Silva apresenta livro sobre a Gruta do Escoural no Museu de Évora

Esta quinta-feira, dia 22 de Setembro, o arqueólogo António Carlos Silva, apresenta "Escoural, uma Gruta Pré-histórica no Alentejo", no Museu de Évora, no decurso da iniciativa Museu Aberto, que se realiza às quintas-feiras. Depois da visita, ao cair da noite,é servido um vinho no pátio do Museu.
O livro poderá ser adquirido pelos presentes com um desconto de 30% sobre o preço de capa (8,40 €). O programa inclui uma visita à Gruta do Escoural, no próximo Sábado, dia 24, às 10,30h. As inscrições, obrigatórias, serão feitas na sessão de apresentação do livro, com um limite máximo de 24 pessoas.
O Museu de Évora, todas as quintas-feiras à noite, com o apoio do Grupo de Voluntários, mantém-se aberto entre as 18 e as 23 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone 266 702 604 ou através do e-mail mevora@imc-ip.pt.

15 de Outubro em Évora: vai ser bonita a festa, pá



Reuniu-se esta tarde, como estava previsto, um grupo de cidadãos, participantes habituais das Assembleias "A Cultura está Viva e manifesta-se na Rua", na Livraria Ler com Prazer, para delinear os contornos gerais do que vai ser a manif. de dia 15 de Outubro em Évora. Ficou decidido que, para além dos temas gerais que vão fazer que centenas de milhar de pessoas saiam à rua em inúmeras cidades de diversos países em protesto contra a precariedade, a democracia minguada que caracteriza grande parte das sociedades modernas, sistemas políticos que vêem apenas os indivíduos como meros cifrões (ver manifesto AQUI), em Évora pretende-se fazer também uma festa pela vida.
Assim ficou decidido (fica a aprovação da próxima Assembleia de Rua, a reunir na 2ª feira, na Praça do Sertório em Évora) que a concentração decorrerá entre as 15 e as 20 horas na Praça do Sertório (eventualmente com partida da Praça do Giraldo, mas isso terá que ser ainda mais discutido), em que haverá diversos espaços e diversas actividades. A ideia é transformar a Praça do Sertório num local de convívio e animação, mas também de conversa e debate. 
Teremos a funcionar um atelier com actividades para crianças, que vão desde contos a marionetes, pinturas, etc.; haverá também animação musical, militante e empenhada; um espaço de troca e venda de livros e objectos usados (roupas também); um espaço de artesanato para quem queira ali montar "banca"; artes circenses de rua; apontamentos de teatro, dança e outras artes; e um momento especial de leitura de textos do escritor alentejano Manuel da Fonseca de que, precisamente, no dia 15 de Outubro se assinala o centenário do nascimento.
Para além, claro, de um espaço de intervenção para quem queira usar o microfone enquanto tribuna pública, para dizer o que lhe vai na alma. Haverá um espaço delineado para este efeito e um funcionamento de Assembleia a que todos terão livre acesso. Todos os discursos empenhados politica, social e culturalmente, o mais possível diferenciados e utilizando o contraditório, serão bem vindos. 
Estas são algumas das ideias assumidas e que estão a ser desenvolvidas e que estarão em debate já na próxima 2ª feira. É preciso que todos dêem o seu contributo. O espaço é de partilha. Quem puder e quiser ajudar tem todas as portas abertas. Basta só, através do facebook ou do site da cultura está na rua, aderir e mostrar disponibilidade.
Segunda-feira esta vai ser uma conversa para continuar na Praça do Sertório, a partir das 18,30 horas.

SAP acaba em Vendas Novas

Fecha portas à meia noite. Os protestos devem soar alto, mas é duvidoso que volte a abrir. Já não há dinheiro.

15 de outubro em Évora: reunião preparatória é esta tarde


Só para lembrar: a primeira reunião preparatória para organizar a manif. de 15 de Outubro, também em Évora, está marcada para esta tarde às 17 horas na Livraria Ler com Prazer, na Malagueira. É aberta a todos os que queiram colaborar na sua organização. Há muito trabalho a fazer. Apareçam. Quem puder aparecer mais tarde, faça-o porque a coisa não será rápida, por certo. E um dado a acrescentar: a 15 de Outubro comemoram-se exactamente 100 anos do nascimento de Manuel da Fonseca. Vamos fazer várias festas numa só festa!

Évora: esta noite no Auditório Soror Mariana


Morreu o pintor Júlio Resende



Júlio Resende morreu hoje, em Valbom, Gondomar, aos 93 anos, disse à Lusa um amigo do pintor. Júlio Resende foi, inicialmente, um discípulo do pintor Dórdio Gomes, natural de Arraiolos, que foi seu professor na Escola de Belas Artes do Porto, e a temática alentejana marcou muito fortemente vários períodos da sua vasta obra.

Dúvidas de uma leiga em economia


copiado daqui;
clique na imagem para ver melhor
Era assim (há 5 anos). Portugal assentava grande parte da sua estrutura económica em unidades empresariais de pequena dimensão, ou seja com menos de 10 empregados. Contrariando a ideia feita de que os Portugueses não têm iniciativa, que só querem um emprego sem risco nem investimento pessoal.
Mas, principalmente nos últimos tempos, as notícias do encerramento de empresas têm sido muitas. Menos, são as do nascimento de novas empresas, o que também vai havendo.
Ao mesmo tempo, cresce a noção de que apenas os gigantes têm lugar nos campeonatos de hoje.  E que como em Portugal os gigantes não abundam  parece estarmos a ficar sem campeonato onde jogar.

A questão que se me coloca é: Privatizar e apostar quase tudo no sector privado, como parece ser a opção do momento que resultados dará a médio e longo prazo?
Estaremos mesmo a criar estruturas sólidas,  ou apenas a promover espaços onde não se justifica qualquer escrutínio público, nem tão pouco exigência de transparência ?  E consequentemente a optar por estruturas débeis, que se auto extinguem logo que o interesse dos seus criadores assim determinar, deixando com boa dose de indiferença, um rasto de consequências que outros pagarão, de preferência o Estado ou apenas aqueles a quem se pode chamar o público?

Se nos campeonatos do actual estado da economia capitalista em que vivemos, não são admitidos pequenos jogadores, não faria mais sentido valorizar o sector público, treinando-o para que se torne um jogador mais preparado?

Ou será que este estilhaçar contínuo de pequenas unidades, ao mesmo tempo da sua suposta defesa, é apenas uma especie de vitaminas para os gigantezinhos, ou candidatos a isso, (privados naturalmente) que vamos acarinhando entre nós?
Não compreendo porque continuamos a insistir em desvalorizar o que é de todos e para todos, ou seja o sector público, sendo que os primeiros a fazê-lo são os eleitos para o representar, gerir e promover.

Quem são os responsáveis pela destruição do Lusitano?

Os responsáveis são:
CME

CCDRA
AFE

Direcção do LUSITANO
FPF
Patos Bravos

Anónimo
21 Setembro, 2011 08:32

Os intervenientes, alguns deles responsáveis, são esses todos, mas há um que falta: o anterior proprietário da Herdade da Silveirinha, ou único que até agora lucrou (e não foi nada pouco) com o negócio das mais-valias originadas pela transformação de terreno agrícola em terreno urbano. Transformação esta que foi conseguida através de um mero acto administrativo da CME. Agora não me digam que o conhecido figurão não fez nada por isso. Deitou-se descansado, sem saber de nada, e, no dia seguinte, acordou com a Herdade da Silveirinha tranformada em terreno urbanizável...


Anónimo
21 Setembro, 2011 10:42

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Presidente do Lusitano confirma: "clube suspendeu futebol sénior"

imagem antiga da equipa do Lusitano

O Lusitano de Évora, que esteve 14 épocas na primeira divisão nas décadas de 50 e 60, suspendeu o futebol sénior devido à «grave crise financeira que atravessa», disse o presidente do clube alentejano.
Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Lusitano de Évora, Manuel Porta, adiantou que a decisão de suspender o futebol sénior deve-se à “grave crise financeira” e ao facto do clube estar impedido de inscrever a equipa em provas oficiais, devido a dívidas a antigos jogadores.«O Lusitano tem dívidas superiores a 800 mil euros e não há receitas que suportem os encargos do futebol sénior e da formação e que nos permitam pagar algumas dívidas», justificou o dirigente, garantindo, contudo, que o futebol de formação «vai continuar».
A equipa sénior do Lusitano de Évora, que deveria competir na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Évora (AFE), «está suspensa, mas não terminou definitivamente», assegurou, explicando que, quando houver condições financeiras, o clube «volta a ter futebol sénior».
O presidente do histórico clube alentejano considerou que os problemas financeiros do Lusitano de Évora surgiram na sequência da construção do novo complexo desportivo da Silveirinha, onde a seleção portuguesa de futebol estagiou antes de participar no Mundial da Alemanha, em 2006.
«É inquestionável que todo este problema de natureza financeira tem a ver com o ruinoso e devastador negócio imobiliário em que as anteriores direções colocaram o Lusitano, porque, hoje em dia, o clube não tem património e não tem dinheiro, sobram-lhe as imensas dívidas», lamentou.
Manuel Porta afirmou ainda que o futuro do Lusitano de Évora «é uma incógnita», mas disse estar a trabalhar para tornar o clube viável.

desporto sapo c/lusa

antonio jacinto
20 Setembro, 2011 20:58

Será capaz de vencer a opacidade dos Jardins da Madeira e do continente ?

O que falta é mais estudo e investimento … para abrir portas novas na medicina, na segurança, na análise industrial. Mas a luz já conseguida é a de mil milhões de vezes a do Sol.

Qual o espaço para a vida privada?


Num momento em que se diz que, apesar dos cortes, o sector menos afectado vai ser o da administração interna porque o Governo teme, devido à austeridade, protestos violentos (Passos Coelho disse-o com todas as letras em Campo Maior), o jeito que não daria - ou que não vai dar, é melhor - esta nova técnica desenvolvida no Canadá para identificar rostos na multidão.No texto que acompanha o link, e que me foi enviado por FC, pode ler-se "é tenebroso! Você pode ver – perfeitamente – os rostos de cada pessoa – e no meio de milhares! Onde está a vida privada? Imagine o que os serviços de polícia e militares têm à sua disposição. Se tal existe no Canadá, também acontecerá em toda a parte…". Veja e clique num ponto à sua escolha.

Évora vai manifestar-se na rua no próximo dia 15 de Outubro


"Foi bonita a festa, pá", como cantava o Chico Buarque. Bonita também esteve a Praça do Sertório esta tarde em mais uma Assembleia do movimento "A Cultura está Viva e Manifesta-se na Rua". Dezenas de objectos do mais variado design "povoaram" uma imensa passadeira vermelha (que anteriormente serviu para o casamento da duquesa de Cadaval e para os seus régios e principescos convidados pisarem) que ligava a Câmara Municipal à Caixa Geral de Depósitos, dois fortes representantes (o poder político e o poder da Banca) do estado a que chegámos.
Celso Magucci, da Associação Perpetuar Tradições, voltou a criticar a transformação do Museu do Artesanato em Museu do Design (albergando um pequeno espólio de artesanato) e defendeu a ideia inicial do Museu como promotor da actividade artesanal.
Acabada esta parte da discussão, que foi viva e animada, as cerca de três dezenas de participantes na Assembleia decidiram  apoiar a convocação de uma concentração em Évora, no próximo dia 15 de outubro, integrando o vasto movimento que se está a gerar em muitas cidades portuguesas e estrangeiras para que, nesse dia ,centenas de milhar de pessoas saiam à rua em protesto contra a crise, a austeridade e a precariedade. E em defesa de uma democracia mais participada.
Para quarta-feira ficou marcada uma reunião de preparação desta manifestação, e dos moldes em que será feita, às 17 horas na Livraria Ler com Prazer, no Bairro da Malagueira. Quem quiser pode aparecer  para colaborar nas inúmeras tarefas que levar a cabo uma iniciativa deste género sempre implica. A ideia geral é a da canção do Zeca: Venham mais cinco!
Na próxima 2ª feira voltamos à Praça do Sertório. E a organização da manifestação e a forma como vai decorrer irão animar o debate.