terça-feira, 31 de maio de 2011

"OS RUSSOS CONHECEM MELHOR PORTUGAL DO QUE NÓS! "

Pela sua pertinência e actualidade, deixo aqui alguns trechos de um texto (recebido por e-mail) publicado no Jornal Russo "Pravda.ru", em 17.03.2011:

Jornal Russo "Pravda.ru" escreve 4 páginas sobre Portugal by José Tomaz Mello Breyner on Thursday, 17 March 2011

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido, vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses (instalados), no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.

Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude".
Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo.
Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora.
Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável.
(Timothy Bancroft-Hinc)

12ª BIME: a festa dos bonecos começa hoje

Esta tarde quando forem 18 horas os Gigabombos do Imaginário dão o pontapé de saída para a 12ª Bienal Internacional de Marionetas de Évora com um cortejo de abertura no Jardim das Canas. Os mais de 60 espectáculos propriamente ditos, a cargo de 21 companhias, no entanto, só começam amanhã, às 10 da manhã, na Praça do Giraldo com Rod Burnett (ver programa de espectáculos) e prolongam-se até ao próximo domingo, dia 5, em vários locais da cidade. A não perder. (Ver mais)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sinais de destruição no cromeleque da Portela de Mogos


O "acincotons" sabe que deu hoje entrada na Direcção Regional de Cultura do Alentejo uma denúncia sobre actos de destruição praticados no cromeleque da Portela de Mogos. A denúncia foi feita pelo professor Jorge Oliveira, da Universidade de Évora, depois de ter visitado o local com estudantes universitários e de se ter deparado com evidentes sinais de destruição.
O cromeleque situa-se numa propriedade particular no concelho de Évora e está classificado como Imóvel de Interesse Público. O monumento foi reconhecido nos anos 60 do Século passado pelo Dr. Leonor de Pina, arqueólogo responsável também pela identificação do Cromeleque dos Almendres. Foi escavado nos anos 80/90 pelo Arqto Mário Varela Gomes, com o apoio da C.M. de Évora e financiamento do Programa LIFE. Os serviços de ambiente da C.M de Évora procedem regularmente a controle da vegetação dentro do monumento, a última das quais no último Verão no âmbito da preparação de uma visita do programa CIÊNCIA VIVA. 
Segundo a denúncia feita (e de que foram entregues fotografias comprovativas) foram encontrados menires deslocados, vendo-se ainda o sinal da passagem de "maquinaria pesada" que terá efectuado este "trabalho". O "acincotons" sabe que a Câmara de Évora também já foi informada de mais este grave atentado ao património arqueológico da região. Será que, mais uma vez, as entidades responsáveis não vão actuar?

Manuel Castells: comunicação, poder e democracia



Manuel Castells na "acampada" de Barcelona. Este é o 1º de vários vídeos com a intervenção do sociólogo. O 2º está AQUI. O 3º AQUI. O 4º AQUI. Um exemplo do debate muito rico que se está a processar em centenas de praças por esse mundo fora. E que as baias partidárias já não conseguem conter. 

Nas primeiras jornadas literárias de Montemor-o-Novo

As três idades da Mulher - Gustav Klim


Durante este fim de semana em Montemor falou-se d “A Mulher na Poética Mediterrânica”. Depois de um dia anterior e de uma manhã de sábado repletos de participações e de sensibilidades, as 1ªs jornadas literárias de Montemor-o-Novo, acolheram à tarde, um painel dedicado a “o Amor, elemento catalisador da Poesia Lírica”. A mesa-redonda teve a participação de Margarida Morgado, entre outros oradores. E ela disse:

"Assim surge o poema

Em metonímia com a realidade circundante – campos verdejantes ou loiros de estiagem, - em profunda unidade com a terra, assim surge o poema.
Ou com um olhar, uma lágrima, uma voz, um sorriso onde nos abismamos, uma palavra, um discurso, assim surge o poema.
Em perfeita comunhão com a realidade seja ela uma multidão, seja um tu que encontramos transmutado em nós, seja paisagem que em silêncio nos desperta para a bondade, quiçá antiga, do trabalho do homem e hoje, agora, nos toca pela beleza repentina do instante, assim surge o poema.
Necessidade súbita de dizer a emoção transbordante, por palavras nossas, as mesmas que apropriamos, quando aprendemos / apreendemos não nos afoguemos no seu caudal desordenado, assim surge o poema.
Dom maior da sociedade, o da língua, graças à qual nos renovamos no acto mesmo da comunicação escrita ou oral que nos leva / trás o outro. Só podemos exprimir o que, consciente ou inconscientemente inscrevemos em nós no momento da apropriação da língua através da pluralidade dos discursos no seio dos quais crescemos e descobrimos o poder mágico da palavra graças à fala, em alegria e dor e mágoa. Assim surge o poema".
                                                                                                  
Margarida Morgado

Que democracia? pergunta-se por estes dias


Acampada de Barcelona.
No Rossio em Lisboa as palavras de ordem convergem no mesmo sentido

Entre os meus amigos e conhecidos há muitos que gostam de falar de política, entendida aqui como referente à coisa pública, a uma dada construção de um espaço público, onde se inclui a gestão dos recursos que são comuns aos cidadãos. Claro que esta construção é por vezes discutida no plano ideal (do que gostaríamos que fosse), e mais frequentemente no plano real (ou seja do que nos parece que é).

Entre estas pessoas com quem me cruzo e de quem vou sabendo, há uma minoria que está integrada no actual sistema político, ou seja, pertence-lhe e por isso identifica-se com ele, defende-o, na sua perspectiva. Alguns estão empenhados na campanha eleitoral em curso, apelam ao voto e investem as suas energias neste processo, muitas ou poucas.

Mas há uma maioria que desacredita. Que não integra este sistema e não se sente representado por ele. Que não tem nenhuma esperança nos resultados das próximas eleições. Votará ou não, mas em qualquer caso, tem a certeza que nada de significativo mudará. Mudarão ou não, tão só as imagens dos que se sentem nas muitas cadeiras pagas por todos, no pressuposto de que aí nos representariam. Constataram já, que afinal  esses se concentram em si próprios, e nas teias de interesses que lhes permitem aceder às cadeiras.

Há ainda um número crescente de pessoas que estando integrado no sistema já não lhe pertence verdadeiramente. É aflitivo ouvir, por exemplo alguns jornalistas, dos que percorrem o país “ na cobertura” das várias campanhas eleitorais, depois dos microfones e câmaras desligadas, das peças enviadas. Não acreditam em nada do que reportam. Não se envolvem nem com esta nem com aquela mensagem. As suas preferências são quase sempre tão ténues que não justificam argumentações, empenhos, emoções. Outros optam mesmo pela defesa do nada, da abstenção, do "são todos iguais".
Paralelamente, por outros canais mais informais e alternativos, chegam notícias de "acampadas em vários pontos da Europa" e também de Portugal. Sobre isso o sistema nada diz. Os orgãos de comunicação de referência andam tão ocupados com as campanhas eleitorais que sobre esses ajuntamentos nada informam, nem debatem.
Cresce todavia a sensação de que algo está para acontecer. Sem sabermos o quê, onde, quando, como. Sabemos apenas de pessoas, que não se sentindo representados por ninguém,  escusam-se a delegar o direito de se representarem a si próprias. Pessoas sem lider's. E parece ser essa a única característica que os une. Diversos em tudo o mais: na idade, nos estatutos e desempenhos sociais.

Paralelamente, nos mesmos espaços públicos, as eleições vão-se preparando e acontecendo sem haver, aparentemente, vasos comunicantes entre os dois processos. Porque uns regeitam ser representados.  E outros regeitam que haja quem não se deixe representar. Ou dito de outra forma, não admitem que seja possivel organizar o espaço público sem representatividade e sem as habituais formas de legitimação dos que representam.
Parecem-me ser justamente, as tradicionais formas de pensar e legitimar a representatividade no espaço público, que estão em causa.  Preparemo-nos então, se conseguirmos, para repensar e mudar o caractér do que temos considerado representativo.

domingo, 29 de maio de 2011

As pequenas alterações do Acordo e a sua renegociação


José Sócrates, no seu estilo inconfundível, respondeu que se tratava de alterações de pormenor e eram públicas desde há uns dias quando foi questionado com o facto de existirem duas versões do Acordo assinado com a UE, o BE e o FMI, e partiu daí para o ataque aos adversários. Destes também o PSD e o CDS acharam que as alterações não tinham muita importância.
Sabendo-se que as referidas alterações, para além de outras consequências, antecipam prazos de execução de medidas impostas, algumas das quais já para Junho, a conclusão que se pode e deve tirar é a de que mesmo os partidos que apoiaram o Acordo (PS, PSD e CDS) sabem que não pode ser cumprido e tem de ser rapidamente renegociado.
A questão que importa sublinhar é que, enquanto o BE e o PCP têm reclamado a renegociação do Acordo desde o início das negociações, o PS, o PSD e o CDS tudo fizeram para que o mesmo fosse o mais rapidamente concretizado e o menos possível divulgado e discutido para não terem de suportar o ónus das suas pesadas consequências.
Ou seja, ao contrário do que a opinião publicada pretende fazer crer, o Acordo vai mesmo de ter de ser rapidamente renegociado e quem sempre teve uma posição realista foram os que foram acusados de idealistas e irresponsáveis – o BE e o PCP.

A propósito da campanha eleitoral...

Um filme para reflectir neste domingo

Este domingo Jerónimo de Sousa em Évora

sábado, 28 de maio de 2011

Não poderiam antecipar a coisa e marcar a ida às urnas já para amanhã?


Sou jornalista há uns bons pares de anos e desde a década de 80 que acompanho regularmente eleições e caravanas eleitorais. Nunca, como nesta campanha, presenciei um espectáculo tão deplorável. Regra geral tem sido, quase sempre, deprimente ver aquilo em que se converteu o que deveria ser uma disputa de ideias e propostas - num gigantesco número de circo, feito de superficialidade, em que nem os próprios actores principais já se sentem confortáveis tais os níveis de mediocridade que se atingiram. 
Claro que o sistema está feito assim, para que tudo gire em torno dos mesmos partidos de sempre, simulando a ilusão de que os cidadãos têm possibilidade de escolha.  Mas essa possibilidade nunca existe porque todos, desde o início, sabem que, com pequenas ou grandes diferenças, quem sempre ganha é quem está no poder, ainda que PS e PSD vão alternando o nome com que, à vez, esses interesses se disfarçam. Nos outros países da democracia também é assim: há dois ou três partidos governando ao centro, sob os quais se escondem todos os poderes, todos os interesses e todos os negócios, e que se revezam entre si. É verdade que existem sempre outros partidos, sempre minoritários e que apenas existem para compor o ramalhete, dar a ilusão de pluralidade e integrar os "mais à margem" no sistema.
Mas o que é caricato é o estado já de decadência a que este sistema chegou e em que se encontra: as campanhas organizam-se em torno de um espectáculo em que os eleitores não estão absolutamente nada interessados e a que viram costas a todo o instante. Tenho visto acções de campanha sem ninguém. Nunca vi tanta gente, educadamente dizer: "é político? Desculpe, mas não estou interessado...".
Um debate dos pequenos partidos há dias na Associação 25 de Abril em Lisboa (com os líderes de seis deles) não reuniu mais do que 20 pessoas, todas do "staff", como do "staff" é quem aparece na generalidade das iniciativas. Por todo o lado os cidadãos são "agarrados à unha" para comparecem nos actos partidários. Daí a preferência cada vez maior por mercados, feiras, e amanhã, talvez, centros comerciais em hora de ponta.
O discurso político reduziu-se à insignificância sem uma única ideia a não serem os "sound bites", as frases feitas e gastas de tanto serem usadas. Mas o discurso jornalístico, sobretudo das televisões, está ainda mais baixo e a pautar-se pela inanidade: ao discurso oco dos políticos juntam as velhinhas, as peixeiras, os jovens contratados de bandeira em punho a dizerem a todo o momento os mesmo lugares comuns, que vão do beijo até ao aspecto físico do candidato. Inaguentável!
Tenho para mim que é difícil descer mais baixo do que se tem descido nesta campanha. Do lado dos políticos e do lado dos grandes meios de comunicação. Mas talvez não: na descida aos infernos há sempre mais alguns degraus que podem ser percorridos. 

Amanhã, aberto a todos, novo off-shore no Alqueva

(clique no cartaz para aumentar)

Uma visão desencantada da realidade

Reestruturar a dívida vai ser imprescindível por uma simples razão: Portugal, por muito que queira, não tem condições para pagar os empréstimos a juros tão elevados. Portanto, ou reduzem os juros e alargam os prazos, ou Portugal vai entrar em incumprimento.Basta olhar para o que se passa na Grécia, para perceber que assim é. E também para perceber que o que se passa hoje na Grécia, vai a acontecer a Portugal dentro de seis meses a um ano.Penso que está claro que a população não quer mudar. São PIG's, como há dias chamou Manuela Moura Guedes a quase 40% dos portugueses que votam.
Portugal não quer mudar, não quer produzir, não quer verdade e não quer rigor. Portugal não quer saber quanto deve, para onde vai o dinheiro. Não quer auditorias às contas, não quer o fim da grande porca, dos subsídios, dos preguiçosos, dos corruptos. Quer antes que tudo fique pior, porque quem sabe comer come ainda mais. Que se danem os pobres e os desempregados a sério, ou seja, quem quer mesmo trabalhar e não arranja emprego.
Portugal quer a continuação do ensino fácil, estupidificante. Afinal a educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar e governar mas difíceis de arrastar. Convém manter a mediocridade.
Quanto a Évora há muito que morreu ou está a morrer. Nem vale nada falar dela. Menos dificilmente poderia ser. Mas mais também não conseguirá ser. E todos os dias vai piorar um pouco mais. Acabou o cinema. Mas acabará o teatro, acabarão as lojas, os organismos do estado descentralizados. Surgirão buracos nas ruas, as paredes das casas serão mais sujas, as ruas mais porcas, a insegurança crescerá, o turismo limitar-se-à à visita de um dia para ver os monumentos. E nós passaremos a ir ao cinema a Reguengos, aos espectáculos a Redondo, às Piscinas a Montemor, à Biblioteca a Beja, a feiras e petiscos a Borba ou Estremoz. Porque não?

Anónimo
27 Maio, 2011 16:30

Évora: até à "noite de reflexão" todos os caminhos vão dar à Queima das Fitas

A democracia viva contra a democracia morta



O sociólogo Boaventura Sousa Santos ontem na "Acampada" de Lisboa, no Rossio, depois de ter estado com os jovens na "Acampada" de Coimbra. Usou o tempo que cada um dos presentes pode, se quiser, utilizar para se dirigir à Assembleia.

Atenção POVO


pelos negócios desastrosos
promovidos pela B(r)anca

pela Troica em casa
por a porta estar sem tranca

pela gananciosa gente
que do roubo descarado
faz sua alavanca

aí estás de novo
à venda no Mercado
indefeso povo - gente franca-

indefeso povo - gente franca -
para negócios escuros
- marca BRANCA

António Saias

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Évora: Feira do Livro começa hoje na Praça do Giraldo


A Feira do Livro de Évora começa hoje e vai até ao próximo dia 5 de Junho. Depois das polémicas de há um ano atrás, a Feira regressa à Praça do Giraldo, com 8 livrarias em representação de mais de 90 editoras. A abertura oficial da Feira terá lugar às 18 horas e do programa consta uma apresentação surpresa do ginásio Ritmos e a actuação dos Gigabombos Do Imaginário. Às 18:30 realiza-se uma Rapsódia de Leitura intitulada “25 Anos de Évora Património Mundial, 25 leituras/25 leitores” e às 21 horas é apresentado um desfile de moda pelo projecto Montra Jovem. O resto do Programa da feira pode ser consultado AQUI.

Ela vem aí: a BIME

Diario do Alentejo nº 1518

Como em outras eras é preciso aplacar a fúria do novo deus

Aztecas - Templo de TENOCHTILÁN

sacrifícios humanos para aplacar fúria dos deuses
:
- quando Meteorologia ou pragas devastavam culturas ou matavam animais
- na guerra, por intercedência em favor dos seus pobres povos
- quando morria um líder ou chefe religioso
- na presença de desastres naturais - fogos: vulcões; cheias
- diariamente sacrificavam seres humanos para que o SOL não se recusasse a nascer

e HOJE?

é preciso
é urgente
é inadiável
aplacar a fúria dos MERCADOS

Islândia
Irlanda
Grécia
Portugal
já estão na Ara
esperando a espada afiada da degola

quem virá a seguir?

só os Mercados
tal os deuses
têm o direito de exigir

Anónimo
27 Maio, 2011 11:54

Um prémio Camões sem redondilhas

Os 20 magníficos

Com 689 000 desempregados e 204 000 "inactivos" (pessoas que desistiram já de procurar emprego), isto é, 15,5% de gente sem trabalho que os critérios estatísticos transformaram em 12,4%, o país já há muito teria soçobrado não fosse o patriótico esforço daqueles que, para compensar a calaceirice nacional, se desdobram por sucessivos postos de trabalho, correndo incansavelmente de um para outro, indiferentes à tensão arterial, ao colesterol, aos triglicerídeos e à harmonia familiar.

O Relatório Anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal - 2009, da CMVM, agora tornado público, refere "cerca de 20" desses magníficos, todos membros de conselhos de administração de empresas cotadas, muitas delas públicas, que "acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração".

Revela a CMVM que, por cada um destes lugares, os laboriosos turbo-administradores recebem, em média, 297 mil euros/ ano, ou, no caso dos administradores-executivos, 513 mil, havendo um recordista que, em 2009, meteu ao bolso 2,5 milhões de euros.

Surpreendente é que, no meio de tanta entrega ao interesse nacional, estes heróis do trabalho ainda encontrem nas prolixas agendas tempo para ir às TV exigir salários mais baixos e acusar desempregados, pensionistas e beneficiários dos "até" (como nos saldos) 189,52 euros de RSI de viverem "acima das suas possibilidades".

(in Jornal de Notícias)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pedra polida

 Pedra bruta que sobre ti
O rio em leito corre
E o viajante em rua passa;
Pedra bruta que em ti
O pedreiro em construção bate
E a esperança em espírito amassa…

Pedra polida de altar que
Pedra bruta antes foste…

                                                                                                                                           
                                                                               J. Rodrigues Dias      
                                                                           Évora, 2011-05-26

Câmara de Évora em ruptura de combustível

Os 40 graus souberam que, desde ontem, os veículos da Câmara Municipal de Évora estão impedidos de se abastecerem de combustível com o habitual cartão de crédito, vinculado a uma das empresas abastecedoras, devido ao não pagamento de dívidas já vencidas.
O próprio depósito situado nas instalações da autarquia está sem combustível. Alguns dos carros que ainda circulam fazem-no ou porque ainda têm combustível nos depósitos ou porque os motoristas, nalguns casos, estão a adiantar o dinheiro do abastecimento, sendo depois as facturas pagas pelos serviços.
Esta ruptura está a provocar um grande mal estar na autarquia, embora se saiba que está a ser negociado um novo contrato com outra empresa a fim de regularizar o abastecimento nos próximos tempos. Aos 40 graus foi mesmo dito que a situação actual "poderá estar superada amanhã".

Amanhã e sábado em Montemor-o-Novo

Começam amanhã, na Biblioteca Municipal Almeida Faria, as I Jornadas Literárias de Montemor-o-Novo, em que estarão presentes mais de uma dezena de autores e agentes culturais, entre os quais José Carlos de Vasconcelos, José Jorge Letria, João Mário Caldeira, Filipe Chinita, Margarida Morgado, Francisco Pacheco ou Vitor Encarnação. Um programa vasto e diversificado, que irá abordar temas como "o Alentejo na criação literária", "a mulher na poética mediterrânica", "o amor, elemento catalizador da poesia lírica" e "a poética do vinho e a sensualidade no mundo mediterrânico" que pode ser consultado AQUI.

Évora: mais um jantar com autor no Sobreiro

a pedra bruta

e sobre nós se abate 
a pedra bruta
esmaga-nos em dor
não deixou nunca de nos perseguir
e assim nos agredimos
de mim para mim
vamos em combate
e o nós não nos vem salvar
esmagados pela pedra estamos
sem dela nos livrar
nem a saber trabalhar.

                                                                                    Margarida Morgado
                                                                                                   (poema inédito)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que se passa com as obras na Cruz da Picada?

Mais uma vergonha para imagem da nossa cidade a firma que recuperava os imóveis da cruz da picada abandonaram a obra a 4 semanas a autarquia não lhe paga a vários meses uma vergonha. Agora estão uns imóveis recuperados e outros com as obras a meio e o resto do material de construção espalhado na via publica.

Anónimo
25 Maio, 2011 14:44

Um debate-retrato do estado a que chegamos

Ontem à noite em Évora, reuniram-se os candidatos às próximas legislativas para um debate sobre o ensino superior.
Aos candidatos a deputados pelo círculo de Évora juntaram-se, na plateia, pessoas ligadas às várias candidaturas, alguns professores e alunos, para além de vários elementos da Associação de Estudantes que promoveu a iniciativa.

A imagem que registei da noite é um reflexo nítido do estado da democracia entre nós.
Ao iniciar o debate  - para o qual tinham sido convidados os cinco partidos com assento parlamentar, - o moderador informou que o candidato do CDS se tinha escusado a participar. Terá apresentando as suas razões a quem o convidou. Por seu lado, o candidato do Bloco de Esquerda, marcando presença, debateu-se com um bloqueio pessoal inesperado que o impediu em absoluto de defender as posições do partido que representa.
Ficaram então à mesa Carlos Zorrinho pelo partido do governo, Pedro Lince pelo partido que quer ser governo (e já foi, ele próprio foi Ministro da tutela que ontem se discutia), mais o deputado do PCP João Oliveira.
E o espectáculo a que nos vamos habituando repetiu-se. As diferenças entre o PS e PSD dependem apenas das pessoas que os representam, e não das medidas nem das ideias. Aliás, ontem, se não conhecêssemos bem Zorrinho e Lince bem podia acontecer que lhes trocássemos as origens. Zorrinho apresentou-se como o gestor pragmático em funções e  vincou: “não tenho medo da palavra mercado”. Lince, com os seus 68 anos de experiência feitos, optou pela flexibilidade de posições donde tirou vantagem. Iniciava cada resposta com a expressão: “em relação a isso, sinto que…”
O confronto aconteceu então entre o frio pragmatismo de quem é responsável pelo estado das coisas, e a velha sedução de quem quer vir a ser, sendo que já foi e por isso mesmo sabe como fazer para lá chegar.
Oliveira, o comunista, muito mais novo que os dois professores universitários, contou com o conhecimento adquirido na comissão parlamentar da educação e com o enquadramento politico ideológico que o seu partido lhe oferece. Mas estes não são patrimónios muito valorizados no contexto dominante. Porque o que interessa saber é quem é que manda nos próximos tempos. Conhecer quem vai ficar com a faca e o queijo na mão e distribuir fatias. Se possível ser-lhe próximo.
A distância a que correm Lince e Zorrrinho mede-se assim aos milímetros. Partilharam ontem os mesmos gráficos. Investiram na ideia de que o mundo só admite ser pintado por uma de duas cores. Qualquer outra só terá interesse se se misturar com o rosa ou  com o laranja e for capaz de diluir-se.
Mas a realidade, para quem não é daltónico, tem mais do que duas cores.

Évora: Comício do BE esta noite (junto ao largo camões)

terça-feira, 24 de maio de 2011

70 anos


Bob Dylan faz hoje 70 anos.
Brindemos então aos grandes tons que das Américas têm chegado aos ouvidos da nossa contemporaniedade. Bob Dylan elogia Elis Regina. Eu ouço-os aos dois.

Eleições: debate com candidatos esta noite na Universidade de Évora...


A Associação Académica da Universidade de Évora realiza esta noite, dia 24 de maio pelas 21:30 horas, um debate sobre as diversas propostas para o ensino superior com os candidatos a deputado dos cinco principais partidos pelo distrito de Évora.
O debate irá decorrer no Auditório Nobre do Colégio Espírito Santo e será ainda transmitido pela Diana FM 94.1. A entrada é livre.

... e também esta tarde em Beja, na Expobeja

Realiza-se nesta terça-feira, em Beja, o grande debate das Legislativas juntando dois jornais e quatro rádios! Quatro rádios locais e dois jornais do distrito juntam-se para promover um debate com os cabeças de lista dos partidos com assento parlamentar às eleições legislativas de 5 de Junho.
Rádio Pax, Rádio Castrense, Rádio Vidigueira, Rádio Singa, "Diário do Alentejo" e "Correio Alentejo" promovem esta iniciativa a partir das 18h00, no auditório da Expobeja, no Parque de Feiras e Exposições desta cidade. Com duração aproximada de 90 minutos, o debate junta Luís Pita Ameixa (PS), João Ramos (CDU), Carlos Moedas (PSD), José Ghira (CDS) e Dinis Cortes (Bloco de Esquerda).
O debate será transmitido em directo pelas rádios envolvidas e, na sexta-feira, 27, terá destaque na edição dos dois jornais baixo-alentejanos. Na agenda do debate estão temas como a situação económica do país, o desenvolvimento da região, a reorganização administrativa do território, o futuro dos grandes investimentos públicos e o Estado Social, entre outros.

(in Correio Alentejo)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Início da campanha: sondagem mostra descolagem eleitoral do PSD


Como era de prever, há umas semanas, o PS subiu nas sondagens, quase empatando com o PSD - depois de ter atingido o seu máximo antes do debate com Passos Coelho. Esse debate marcou uma viragem para o PSD e as sondagens mais recentes (ver também aqui) dão uma subida dos sociais-democratas que, a meu ver, ainda se pode acentuar na campanha eleitoral - os paquistaneses e africanos de Évora caíram mal no país, como antes já tinha ficado diminuída a imagem de Sócrates no debate com Passos Coelho. Intrigante continua a ser a descida quer do BE (mais), quer da CDU (menos). Há algum tempo atrás, quando o PS descia, o BE subia. Isso não acontece nesta sondagem, cuja empresa - a Intercampus - está a realizar inquéritos de opinião para a TVI de dois em dois dias, salvo erro. Empresa que, relativamente a resultados de sondagens em actos eleitorais anteriores, é considerada das mais credíveis. 

convite para melhorar hábitos alimentares

Perturbações do Comportamento Alimentar é o tema da palestra a cargo da psicóloga Patrícia Saramago, às 15h de terça 24 de Maio, na Escola Severim de Faria em Évora.

Esta iniciativa é da responsabilidade da Unidade de Cuidados do Centro de Saúde de Évora, e dirige-se a todos os interessados (alunos, pais, professores, outros profissionais).
No quadro de um rastreio em curso nas escolas do concelho, têm sido detectados comportamentos alimentares problemáticos, por vezes muito graves, ao que urge dar respostas. Patrícia Saramago, integra entre outras, uma das equipas da conhecida médica nutricionista Isabel do Carmo.
Aprender a melhorar a nossa qualidade de vida é o desafio aqui deixado.

Música para os nossos ouvidos

A Escola de Artes da Universidade de Évora está a comemorar mais um aniversário.
Pelo facto, oferece-nos esta semana, bons espectáculos com entrada livre.

Segunda, 23 Maio
21:30, Auditório do Colégio Mateus de Aranda - Évora
PIANO BRASILEIRO
Bernardete Castelan Póvoas (piano)
Mauren Frey (piano)

Terça, 24 Maio
21:30, Auditório do Colégio Mateus de Aranda - Évora
CANÇÕES DE ELOMAR FIGUEIRA MELLO
Conferência_Recital
Thiago Vaz (tenor)
João Gabriel Mariano (violão)
Paula Callegari (flauta de bisel)

Quarta, 25 Maio
21:30, Alandroal
ORQUESTRA DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA
Direcção: Christopher Bochmann
Programa:
Abertura: Bodas de Fígaro W. A. Mozart
2 Prelúdios C. Debussy
2.ª Sinfonia L. v. Beethoven

domingo, 22 de maio de 2011

PSOE perde milhão e meio de votos, PP aumenta apenas 500 mil. Bildu em segundo no País Basco


Notas sobre as eleições locais e regionais em Espanha face aos primeiros resultados: a coligação independentista BILDU torna-se a segunda força no País Basco (depois do PNV) e com o maior número de eleitos. O PSOE perde em toda a linha para o PP, quer local, quer regionalmente. A IU perdeu Córdova, o último grande município que tinha, mas aumentou o número de votos e de eleitos. Os nacionalistas da CiU venceram em Barcelona. O PP ganhou ao PSOE na Extremadura. 
A abstenção desceu cerca de 3 pontos (mas 1/3 do eleitorado absteve-se), ao mesmo tempo que os votos nulos e em branco branco aumentaram 50% relativamente a 2007. Em números, o PSOE perdeu cerca de milhão e meio de votos, enquanto que o PP aumentou apenas 500 mil e a Izquierda Unida subiu cerca de 200 mil votos. Muitos eleitores votaram noutras formações políticas, mais pequenas, muitas delas de âmbito regional e local. Ver mais.

Ao pôr-do-sol, a música clássica


Os baixos que estiveram ontem, sábado, a ensaiar, dedicam aos restantes naipes.
Um bom Domingo.

António Louro Alves

Salvadores da pátria



Acabei de ver no Telejornal uma reportagem na SIC do comício de ontem em Évora do PS. Sinto vergonha de ver a minha cidade a ter de passar por esta exposição publica com tanto seguidor do PS pagos para fazerem numero. Que vergonha os discursos do Zorrinho e Capoulas apresentando-se sempre como salvadores da Pátria e da sua cidade onde nunca fizeram nada a não serem cuidar da vida deles e da sua família e clientela. Pelo que vi o PS em Évora está com os dias contados e por sua vez aqueles que como o presidente da Câmara se julgam donos de tudo e de todos estão a chegar ao fim. Ainda bem. (É bom) que com isto tudo esta parasitada tenha mais respeito pelos Eborenses.


Anónimo
22 Maio, 2011 13:34

Uma espreitadela até Madrid. À Porta por onde entra o Sol

Indianos e africanos na Volta a Portugal do PS


O Correio da Manhã, através do jornalista Alexandre Silva, explica hoje sem margem para dúvidas quem são as cerca de quatro dezenas de indianos (ou paquistaneses?) que, quer em Beja, quer em Évora, estiveram com José Sócrates: são figurantes da campanha socialista, apesar de muitos falarem português com dificuldade e de não terem direito ao voto em Portugal. A troco da viagem e da refeição compõem as bancadas e agitam as bandeiras. Entre africanos e indianos ontem estiveram em Évora largas dezenas, vindos da zona da grande Lisboa. E o colorido dos turbantes sempre trouxe algum exotismo a um comício sem grande "chama", apesar dos discursos inflamados de Carlos Zorrinho e Capoulas Santos,.

Toda a vida esperando isto



Intervenções na Acampada de Murcia. São Assembleias em que todos podem usar livremente da palavra. Hoje é dia de votos no Estado Espanhol. A "reflexão"  e o debate, a afirmação das diferenças e das convergências, continua em dezenas e dezenas de praças das maiores cidades espanholas.  Ver aqui.

das muitas mentiras e das poucas verdades em campanha


Confrontado pelas denúncias de que o PS teria publicitado uma coisa e feito outra - como, aliás, tem acontecido em tantas outras situações - o director de campanha do PS veio este sábado dizer à agência LUSA que o cartaz que os socialistas colocaram em Évora foi apenas "simbólico"
O outdoor (na foto) teve honras de blogosfera, via 31 da Armada, mas Vieira da Silva veio esclarecer que o PS "não desrespeitou o seu compromisso de não usar outdoors nesta campanha eleitoral. Acontece que, simbolicamente, foi colocado um outdoor por cada círculo eleitoral – e isso nada tem a ver com uma campanha generalizada com base em outdoors”, reagiu o diretor de campanha dos socialistas.
Cada qual dá as explicações que quer. Mas esta nem lembrava ao diabo. Um outdoor por círculo, para já. Vamos a ver quando é que os outros começam a aparecer. E que tal dois, quatro, ou mesmo 40 outdoors por círculo? Só simbolicamente, claro.

sábado, 21 de maio de 2011

Comício PS em Évora. Algumas notas.


Foi um grande investimento da "máquina" socialista para marcar o início da campanha com a Praça do Giraldo cheia. Apesar das bancadas e das cadeiras limitarem o espaço, mesmo assim havia grandes clareiras. E como a reportagem da SICNoticias tornou claro havia muita gente de fora, alguns da zona de Lisboa, como um grupo grande de africanos, atraídos pela viagem e pelo almoço, mas que ao fim da tarde  se queixavam de "não ter comido nada". Também em Évora esteve o grupo de indianos (paquistaneses?) que há dois dias esteve no almoço do PS em Beja e de cuja "arregimentação" o Lopes Guerreiro dá aqui notícia. Em síntese: grande investimento, mas a coisa parece não ter corrido pelo melhor.

Trazemos um mundo novo nos nossos corações

Onde já não há ideias sobra apenas o marketing



Numa altura de graves dificuldades para a maioria do Povo Alentejano, o aparato que tem estado a ser montado desde a noite passada na Praça do Giraldo constitui um insulto a todos os EBORENSES. Dezenas de milhares de EUROS foram gastos com todo este aparato, tudo isto não passa de encenação para as televisões.Boys e girls vindos de todo o Alentejo vão ocupar as dezenas de cadeiras montadas. Resta saber se tudo isto foi pago com o dinheiro dos nossos impostos ou terá sido algum sucateiro da região.


Anónimo
21 Maio, 2011 17:03

Barcelona, a vermelha e negra: "não necessitamos de líderes"



(Convocatória da Acampada de Barcelona)

Que me cago en dios!*

  

Broadcasting Live with Ustream.TV
A SolTV transmite em directo das portas do sol madrilena. Mas a ocupação das praças, na maior parte das grandes cidades, proibida pelas "instâncias da democracia", continua em pleno. Amanhã é dia de eleições. Hoje é "dia de reflexão". Os políticos descansam da azáfama eleitoral. Nas praças discute-se o futuro. Ver também aqui.


* expressão que se usa em todo o estado espanhol e que significa, entre muitas outras possibilidades, uma ideia de espanto e surpresa. A publicidade no inicio da ligação televisiva é o "preço a pagar" para estarmos ligados em directo à Porta do Sol.,

Hoje, em Évora, neste país

Sábado, 21 de Maio, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?

O Mundo à nossa volta


BRUNO CINTRA

Apareçam neste país!
--
é neste país!

Rua da Corredoura nº8, Évora

266731500

http://nestepais.wordpress.com/


sexta-feira, 20 de maio de 2011

debate sócrates-passos coelho

Não vi. Vou ver mais tarde. Mas seria bom que quem viu deixasse aqui a sua opinião. A direita diz que Passos venceu aos pontos. Terá sido?

Gente


Ainda agora começaram os preliminares da campanha eleitoral e já se percebeu uma coisa: a Política desapareceu definitivamente do discurso político. E não é necessário ir muito longe para comprovar que foram os políticos, por falta de astúcia ou inaptidão, que apagaram a Política da sua própria existência. Basta lermos com atenção as entrevistas que temos vindo a publicar no “DA” para nos apercebermos do alcance deste feito apenas aparentemente paradoxal: políticos sem Política. 
Nenhum dos candidatos consegue sugerir qualquer medida ou ideia que se projete para lá da economia e da burocracia. Do dinheiro e da norma. Do capital e do aparelho de Estado. Não há gente, nem humanidade, nem calor na fala destes e  dos demais políticos que se perfilam na governança do País. Até parece que as pessoas deixaram de contar, parece que são um empecilho, uma dificuldade, uma contrariedade sistémica ao chamado “crescimento”. Quando, ao contrário, a Política, a verdadeira Política, aquela que fertiliza as sociedades e as faz crescer, provém exatamente das pessoas e não dos números. Descende do indíviduo e não do regulamento. Nasce daquilo que é humano e nunca dos mercados. 
A bem da própria economia, está na hora de os políticos tornarem  à Política. Que é outra das formas de pronunciar a mais plural das palavras singulares: gente.

Paulo Barriga
(um excelente - segundo a minha opinião, é claro - editorial do "Diário do Alentejo" desta semana)

DA desta sexta-feira

Que esta porta nos deixe finalmente entrar o Sol



Ocupam desde domingo a Porta do Sol, em Madrid. São sobretudo jovens; jovens indignados. Têm dormido em sacos cama e por ali ficam depois, durante o dia, quando recebem a companhia de muitos mais. Chegam através das redes sociais, e é também através destas que manifestam as suas opiniões e frustrações. O movimento já tem nome, 15M, e ampla cobertura mediática no país vizinho. Dizem que estão solidários com os portugueses, gregos e irlandeses, mas que os problemas são globais. E que cada um pensa o que quer, e que apenas não permitem partidos ou sindicatos. Numa Europa desorientada, este é um caminho. Aliás, sempre foi, a questão é que hoje as redes sociais conseguem em minutos o que antes demorava semanas. Ou meses. E permitem uma intervenção em direto, tanto no chamamento, como na cobertura do que se vai passando, através da divulgação de opiniões e imagens relativas a acontecimentos que estão a acontecer. E por isso mesmo mobilizam multidões, não convocadas por um ideal, mas por múltiplos ideais, muitas vezes não sabendo qual a exata opinião de quem está ao seu lado.

Tudo isto me faz pensar: estão indignados, mas não querem partidos nem sindicatos. Estão portanto a excluir, no fundo a seguir a mesma direção daqueles que criticam. Querem mudar, mas quem lá está puxa em diversas direções. O que os une é que estão contra a atual situação, mas o que os divide é muito, tanto que nem eles sabem bem o quê. E não sabem porque não se conhecem, apenas sabem que estão ali. Então querem realmente o quê?

Tempos difíceis, estes que vivemos. De indefinição, por um lado, e de profunda injustiça social, por outro. Acredito, como sempre acreditei, neste tipo de manifestações da sociedade. Fazem mesmo falta, pois equacionam, revolvem, abanam. Mas o que faz falta é também algo mais. É uma reflexão feita hoje para o dia de amanhã. Com apartidários, com partidos, com sindicatos, com associações, com jovens, com velhos; com todos. É uma perspetiva realmente inclusiva, e não exclusiva, como acontece atualmente na Porta do Sol e noutras portas por Espanha, Portugal e em cidades europeias. Mas que assim serão portas que nunca abrirão. Podem entreabrir-se mas isso, tem-nos dito a História, nunca resolveu nada, nunca alterou realmente coisa nenhuma. E não é preciso muito: basta apenas que os que já estão na rua saibam receber, e que os que não estão, principalmente certos partidos, saibam lá estar, sem pretender subjugar, dominar, encaminhar. Talvez assim alguma porta nos deixe finalmente entrar o sol.

Miguel Correia
20 Maio, 2011 12:48

Não há Praças no Alentejo?


Em solidariedade com os muitos milhares de jovens espanhóis que desde o dia 15 ocupam as praças das principais cidades, mais de 30 jovens dormiram esta noite frente à embaixada espanhola em Lisboa, na Avenida da Liberdade. Ao mesmo tempo, nas redes sociais, são muitos os apelos a que, a partir desta sexta-feira, as praças em Portugal sejam também ocupadas. Para que a discussão seja possível fora das "estruturas partidárias e das centrais sindicais", que têm preenchido todo o espaço público nas sociedades ocidentais, "sem mediações nem representantes".

Eis o apelo/convocatória para esta "acampada portuguesa":
"-Em solidariedade e comunhão com a ocupação popular dos espaços públicos em Espanha, acamparemos a partir das 20:00 de Sexta-Feira, dia 20 de Maio, nas praças de Portugal - pelo fim desta falsa "democracia", pelo poder popular. Sem bandeiras nem fronteiras, reivindicamos o mundo para tod@s - porque o mundo é NOSSO!

-Não apelamos neste momento à abstenção nem a nenhum sentido de voto, apelamos a que tod@s juntos protestemos contra os actuais sistemas políticos e económico-financeiros geradores de miséria e desigualdade, por uma sociedade mais livre, justa e solidária. E que possamos reflectir e discutir sobre como construir uma verdadeira Democracia (leia-se poder popular). Fora das estruturas partidárias e das centrais sindicais - em primeira pessoa, sem mediações nem representantes.

https://www.facebook.com/event.php?eid=149576265110555


LISBOA: Rossio
PORTO: Batalha
COIMBRA: Praça 8 de Maio 
FARO: Jardim Manuel Bivar (Na Marina)

Marquem/Ocupem e divulguem mais locais!"

Antes eram os amigos de Peniche


tinha mais de mil amigos
- só depois topei o truque -
entre banqueiros e mendigos
- amigos de Face-Book

António Saias

Trulé: Manuel Dias ganhou mais um prémio internacional

O TRULÉ, Projecto de Investigação de Formas Animadas (marionetas), de Manuel Dias, recebeu o prémio de "Desempenho de Qualidade" no 13º International Puppet Festival “Golden Sparkle” que decorreu em Kragujevac, na Sérvia, entre 8 e 14 de Maio, com o espectáculo "Variações de Marionetas em Redor da Música".
É o oitavo prémio ganho pelo TRULÉ em festivais internacionais. Este prémio vem reafirmar a grande qualidade artística do grupo sedeado em Évora.
Nesta deslocação à Sérvia o TRULÉ foi apoiado pela Câmara Municipal de Évora.

Debate politico na Universidade de Évora

O Economista Carlos Carvalhas e o deputado João Oliveira vão debater as “Alternativas à crise na União Europeia” e as “Perspectivas de sobrevivência das Pequenas e Médias Empresas”, esta noite de sexta feira, às 2o.30h , no Anfiteatro 3 do Colégio Verney (antigo RAL 3). Contam com a participação da Confederação das Micros, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) numa organização CDU.
Afirmam à partida que:
"A crise não passará se não houver uma mudança profunda na política que tem sido seguida em Portugal. Portugal está com um défice orçamental de 8,6%; com uma dívida pública que ultrapassa os 100% do PIB e dois milhões de pobres e 800 mil desempregados. O poder de compra dos portugueses está a cair vertiginosamente com a subida dos preços e a redução dos salários e rendimentos.
Com a entrada do FMI mais se vai agravar. Ao reduzir o volume de vendas das empresas, os Micros, Pequenos e Médios Empresários, são os primeiros a sucumbirem face ao agravamento da situação. Há saída para esta brutal crise económica e social que estamos a viver?"
Trata-se de uma reflexão pública na perspectiva comunista.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

6º Festival Islâmico de Mértola: começou hoje, termina domingo

A minha dúvida é o que a menina da linguagem gestual estará a traduzir...


Coelhadas coalhadas!

Afinal quem eram os indianos que o PS levou ao almoço de Sócrates em Beja?

A campanha eleitoral dos dois principais candidatos teve hoje gastronomia alentejana. Do Alto e Baixo Alentejo, para não haver rivalidades. Passos Coelho janta esta noite em Évora, Sócrates almoçou em Beja. No discurso político - de tão pisado e repisado (e ainda não entrámos na campanha eleitoral propriamente dita...) - nada há a destacar. Mas há algo que intrigou os jornalistas que hoje estiveram no almoço do PS em Beja. Quem era aquele grupo de indianos que ocupou uma das mesas reservadas à comunicação social e que, pelo que se viu, não percebia uma patavina de português? Ou, aproveitando os charters no aeroporto de Beja, terá sido uma jogada à Futre - quem não tem chineses joga com indianos?
A estória conta-a o Teixeira Correia aqui.