sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Oliveira Caetano defende "importância internacional " do Retábulo da Sé de Évora


Está a decorrer até domingo em Évora o Congresso Internacional “O Retábulo de Évora e a Pintura Flamenga do Sul da Europa”. Organizado pelo Museu de Évora, o encontro pretende estudar o retábulo, com os olhares de alguns dos mais importantes especialistas mundiais de pintura flamenga, e compará-lo, do ponto de vista técnico e artístico, com outras encomendas semelhantes.
Em declarações à agência LUSA, Joaquim Oliveira Caetano, que deixou a direcção do Museu de Évora no final de 2009, defende que esta obra "deve ser colocada no roteiro das grandes obras internacionais de pintura flamenga, já que é uma obra importantíssima e tem tido pouca divulgação”.
Segundo Joaquim Oliveira Caetano, que integra agora a equipa do Museu de Arte Antiga, em Lisboa, “durante os séculos XV e XVI, foram feitas outras encomendas do mesmo género, de países do sul da Europa, como Portugal, Espanha e Itália, a grandes oficinas de pintura da Europa, nomeadamente flamenga”.
Encomendado pouco depois de 1495 pelo bispo D. Afonso de Portugal, o Retábulo da Catedral de Évora tem “uma dimensão enorme”, composto por 19 pinturas, destacou o especialista, lembrando que “ainda hoje se colocam muitas dúvidas sobre a sua autoria”.
“O retábulo não é assinado. Provavelmente, terá sido mais do que uma oficina de Bruges (Bélgica) a trabalhar no retábulo e é isso que gera interesse, conhecimento e discussão sobre a peça”, acrescentou.
Considerando o maior e um dos mais importantes conjuntos de pintura flamenga existentes em Portugal, o Retábulo da Catedral de Évora foi incorporado no património do Estado em 1911, pertencendo, atualmente, às coleções do Museu de Évora.

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