segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os prazeres da vida em sociedade

Alandroal quer reaver 780 mil euros de antigo presidente da Câmara


O antigo presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Nabais, foi um dos autarcas mais sui generis que conheci em toda a minha vida. E diga-se que já conheci e conheço centenas de autarcas. De todas as vezes que contactei de perto com João Nabais trouxe histórias para contar. Mas o ex-presidente da Câmara tem agora histórias mais difíceis para explicar. Em Julho houve a notícia de que teria sido constituído arguido por suspeitas de corrupção e peculato. Agora é o município de que foi presidente que lhe exige 780 mil euros por danos patrimoniais e morais.
Segundo informação prestada pelo atual presidente, João Grilo (eleito numa lista de independentes), na última reunião da Assembleia Municipal de Alandroal, na sexta-feira, o Ministério Público acusou João Nabais da prática de 117 crimes de peculato e 92 crimes de peculato de uso. Na qualidade de lesado, o município deduziu pedido de indemnização civil por danos patrimoniais num valor total de 766 mil euros, pode ler-se no documento apresentado pelo atual presidente do município a que a Lusa teve acesso.
O documento especifica que “384 mil euros são relativos às despesas e gastos injustificados relacionados com as viagens e demais custos efetuados às custas do município e 382 mil euros às consequências, em termos de cortes das verbas devidas ao município, pelo excesso de endividamento”.
De acordo com o mesmo documento, o Ministério Público acusou, num outro processo, o antigo autarca da prática de 29 crimes de denegação de justiça, sendo que o município pede uma indemnização civil por danos não patrimoniais e morais de 15 mil euros.

Até onde vai a roubalheira?!...

Os portugueses nunca pagaram tanto por um litro de gasolina. Os preços voltaram a subir e a gasolina custa agora 1,564 euros.

Do zero ao infinito



Só faltava a EDIA ficar encegueirada com uma maquineta tridente para “patrulhar” o Alqueva? Já estou a ver a soberba inauguração de uma base naval na Amieira, artilhada com um efectivo de dois grumetes, quatros cabos, seis sargentos, oito tenentes, dez capitães-de-lago-e-guerra e uma resma de almirantes.

Como no taleigo já não resta sequer uma piastra, lá tinham de rabiscar o “carapau” numas letrosas com prazo a perder de vista, mas a somar no relatório da falência.

Manif em Évora esta terça-feira

Cantava-se ou não a "moda" em Évora?

Em Évora não se canta à alentejana? Então como hei de chamar àquela coisa que os meus pais, nos serões festivos, quando ainda não havia televisão, nos ensinavam a cantar? e aqueles sons que me vinham da taberna da esquina? e aquilo que em grupo de amigos tanto gostamos de cantar? vou decepcioná-los dizendo-lhes que aquilo não é cantar à alentejana? às vezes até não é, quando canta tudo "ao molho", mas isso é outra história.
É que eu nunca falei da raiz do cante. Se o importámos...ainda bem!

Alentejana de Évora
27 Fevereiro, 2011 21:47

Coisas da rádio: a tsf já tem 23 anitos

 Amada Rádio by TSF

Amada Rádio - Texto e Voz: Fernando Alves

Ouvir aqui algumas das gaffes que "fizeram história".

Ao sol posto


Entre Alvito e Cuba.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Afinal a diplomacia dos EUA é capaz de não ser tão "cegueta" como tantas vezes parece


O telegrama da embaixada dos EUA em Lisboa, a que a Wikileaks teve acesso e que o semanário Expresso revelou este fim-de-semana, faz uma apreciação da forma como as Forças Armadas são geridas,  trazendo para a colação factos que, todos nós, portugueses, tão bem conhecemos. 
Escreve o embaixador que “no que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O ministério compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)”
E há mais: "Nas mensagens enviadas a Washington, o embaixador passa a imagem de um país de “generais sentados”, dizendo que o Ministério da Defesa não é capaz de tomar decisões e que “os militares têm uma cultura de status quo, em que as posições-chave são ocupadas por carreiristas que evitam entrar em controvérsias”. O embaixador sublinha ainda que o dinheiro na Defesa é gasto de forma imprudente e que Portugal tem mais almirantes e generais por soldado do que quase todas as outras forças armadas", escreve o jornal Público.
Em 2008, data destes telegramas, o ministro da Defesa era Nuno Severiano Teixeira, assim classificado pelo embaixador dos EUA: “embora seja reconhecido como um académico brilhante, Teixeira é considerado um ministro da Defesa fraco, não muito respeitado pelas chefias militares, ridicularizado pela imprensa e com pouca influência dentro do Governo português."
Brinquedos caros? Questão de orgulho? Carreiristas? Almirantes e generais com fartura? Alguém duvida disto?

no quadro de uma dialéctica mais vasta, englobando o passado, o presente e o futuro,

 Faz hoje 98 anos que nasceu Paul Ricoeur, (27/02/1913 - 20/05/2005) uma referência marcante do pensamento contemporâneo.
Comunicação e memória são dois dos seus temas preferidos. Urgentes no tempo que decorre.
Dada a urgência que me parece ter, evoco aqui o "trabalho de lembrança", conceito que Ricoeur retomou de Freud e explicou que se aplica tanto às pessoas como aos povos.
"O que é o trabalho de lembrança? 
Não hesito em responder: um uso crítico da memória. Como é possível este uso? É preciso realçar aqui que é na narrativa que a memória é levada à linguagem. Entendo aqui por “narrativa” toda a arte de contar, narrar, que encontra, nas permutas da vida quotidiana, na História das histórias e nas ficções narrativas, as estruturas apropriadas do linguajar. É, pois, ao nível da narrativa que se exerce primeiro o trabalho de lembrança. E a crítica ainda agora evocada parece-me consistir no cuidado em contar a outrem as histórias do passado, em contá-las também do ponto de vista do outro - outro, meu amigo ou meu adversário. Este rearranjo do passado, consistindo em contá-lo a outro e do ponto de vista do outro, assume uma importância decisiva, quando se trata dos acontecimentos fundadores da História e da memória comuns. (...)

Ruy Belo (27/2/1933 - 8/8/1978)



P O V O A M E N T O

No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

Ruy Belo
Aquele Grande Rio Eufrates

Gato preto não é gato de peluche


Dizem que estende o polegar. O que faz toda a diferença.

Os ínvios caminhos da política: continuará esta a ser uma prioridade de Capoulas Santos, director de campanha de José Sócrates?

Foto: Os presidentes de cinco federações distritais do PS subscreveram hoje (12/12/2010) um documento (conhecido como "Declaração de Évora") em que consideram a reforma do Estado e da administração pública, incluindo a regionalização, como “um dos instrumentos principais para superar a crise”.


"A moção de estratégia que José Sócrates leva ao congresso adia a regionalização, uma das principais ‘bandeiras’ do partido nos últimos anos, por considerar que não estão reunidas condições para a realização de um referendo nesta legislatura.
“O facto é que, neste momento, as circunstâncias económicas e políticas - em boa parte dada a recusa do PSD em avançar efetivamente para a regionalização - não favorecem, de todo, este movimento. Ignorá-lo seria um sinal de falta de lucidez, que poderia conduzir à definitiva derrota da ideia da regionalização”, lê-se na moção de estratégia que o secretário-geral do PS, José Sócrates, levará ao congresso do partido.
Por isso, é ainda referido, deve-se “reconhecer que não estão reunidas as condições para a realização do referendo sobre a regionalização nesta legislatura”.
José Sócrates, que falou esta tarde mais de 45 minutos durante a apresentação da moção de estratégia, não disse uma única palavra sobre o tema". (Agência Lusa, 26 de Fevereiro de 2011)

Évora: Deus nos livre duma desgraça


À atenção do IPPAR (Direção da Cultura, CME e outras entidades,) a Igreja de Santo Antão , na sala de visita da cidade( Praça de Giraldo), está a cair aos poucos ameaçando a segurança de transeuntes.
Esta Semana caiu um pedaço de reboco de uma altura enorme, por sorte não atingiu ninguém.
O Posto de Turismo deve acautelar os visitantes e habitantes locais, para o perigo que existe a passagem nalguma ruas desta cidade moribunda.
A Igreja de S. Francisco tem mais uma fissura para alem de repasso, Deus nos livre de uma desgraça, mas não podemos esquecer que a abóboda tem 500 anos, não tem pilares centrais e devia merecer muita atenção.

Anónimo
26 Fevereiro, 2011 21:35

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ei-los que voltam


Modernaços e com um novo padrão, a fazer jus ao tempo. Mas para o Porto. Lisboa, onde os ronceiros de rés-do-chão e primeiro andar foram uma imagem de marca, fica a ver passar os articulados. “Estranporte” [como dizia a minha avó], tecnologicamente articulado mais para o réptil, em que o cidadão da carruagem da frente já deu a curva e o que vai no quintal ainda vai inclinado tentando compensar a centrífuga.

A malta gramava divagar o percurso no primeiro andar. Era semelhante ao cagar d’alto. Quem dava mais à perna era o “pica”, descendo e subindo a estreita escadaria.

Eu, nas idas da baixa para a alta, Campolide e vice-versa, utilizava dois elegantes verdosos. O 2, que desandava da Praça do Comércio, passava pelo Hotel Ritz e estacava mesmo no meu poial na Arco do Carvalhão, depois sumia-se pelo Casal Ventoso abaixo em direcção às bordas da cidade. O 15, que abalava do Cais do Sodré, passava pelo Largo do Rato e largava-me na portada do restaurante Velha Goa, mesmo de caras para o Atlético Clube de Campolide onde o Joaquim Benite ajudava à festa com a peça “O Avançado de Centro Morreu ao Amanhecer”.

Baixo Alentejo: uma lança em... Évora

Fernando Caeiros e Carlos Júlio. Dois Alentejanos verdadeiros. Do Baixo Alentejo. Fazem vida em Évora. Imigrantes com saudades da terra. O antigo presidente da Câmara de Castro Verde e o jornalista da TSF, trouxeram à mesa, na noite eborense, uma mostra dos sabores, dos sons e das modas da pátria lá do Baixo.
Pão de Panóias. Enchidos de Garvão. Açorda de perdiz e perdiz cerejada. Queijadas e nógados em folha de laranjeira. Tudo regado com brancos e tintos do Baixo Alentejo.
A Lurdes e a Midus, no Restaurante o Sobreiro - que em 2011 assinala os 25 anos - foram anfitriãs numa noite animada com os sons da tradição trazidos pela viola campaniça e a voz do Pedro Mestre.
Baixo Alentejo em Évora by Regresso dos Rebeldes

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Do quotidiano


   foto retirada daqui

São um casal da média burguesia. Cada um com cerca de meio século de vivências. Juntos há quase duas décadas. Aqui em Évora. Num destes dias, à mesa entre amigos, um dos dois reconhecia que apesar de serem muito raros os elogios que dirigia ao outro, ao contrário da identificação de fragilidades que era muito frequente, tinha que lhe reconhecer duas grandes melhorias conseguidas ao longo da sua convivência. Talvez por influência sua, suspeitava. E como esse era um raro momento de valorização do outro, os convivas ficaram expectantes: a primeira melhoria era na pele. Era agora, quem sabe por causa da idade, muito mais macia. A segunda era no sistema respiratório. Fungava agora muito menos; espirrava, tossia, constipava-se mais raramente.

Fiquei eu a cogitar sobre a nossa capacidade de observar o outro. De descobri-lo e de conhecê-lo. Da nossa incapacidade de saber o que lhe vai debaixo da pele. Ocorrendo-me que deve ser por isso que dedicamos tantas horas de conversa ao estado do tempo, que por acaso hoje está bem bonito.

Homens tranquilos

(Fotografia de Gérard Castello-Lopes – Monsaraz/1963)

A tranquilidade

de quem sabe que infinitos só o são a planície

e o mar que fica para os lados do pôr do Sol.

Eles, finitos se sabem,

e encaram-no sem temores

porque observaram rigorosamente os ciclos da vida.

Nunca tiveram inveja da sabedoria dos outros,

cultos se sabem do que lhes é necessário.

Évora (a preparar o fim de semana): em sábado de Sol muito para fazer dentro de portas


Na Associação "é neste país", pelas 11.30h, continua a série "Com quantos pontos se conta um conto?", desta vez com Carolina Serrabulho a contar o conto "O Dia Em Que as Cores Acabaram".


Também este sábado, pelas 16h30 vai ter lugar na Biblioteca Pública de Évora a apresentação do livro "GENTE COMUM – uma história na PIDE", de Aurora Rodrigues, actual magistrada do Ministério Público no DIAP de Évora. Com a presença da autora e apresentação por Diana Andringa e Afonso de Albuquerque


Encerra este sábado à tarde, pelas 18,30 horas a belíssima exposição sobre Michel Giacometti que está no Convento dos Remédios, em Évora. E esse "fechar de portas" vai ter um momento especial, tipo "cereja em cima do bolo":   Pedro Mestre (tocador e construtor de viola campaniça) e Manuel Bento (tocador de viola campaniça) vão  proporcionar a todos os que queiram estar presentes “Conversas com música em torno da Viola Campaniça”, um momento musical neste último dia de exposição interpretando as suas modas, intercalando-as com breves conversas sobre as suas histórias e contextualizando as suas vivências com esta prática musical. 
(Já hoje, sexta-feira, proponho também uma visita ao Convento dos Remédios, para uma última sessão em torno das "Oralidades". A sessão intitula-se "Andem cá que já vos contamos" e terá como convidados Ana Paula Guimarães (Directora do IELT), Luís Carmelo (investigador e contador de contos), Domingos Morais (membro do IELT e Professor na Escola Superior de Teatro e Cinema), Oriana Alves (editora da BOCA e membro do IELT) e José Barbieri (fundador do Memoriamedia e membro do IELT). A maioria dos convidados são investigadores do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional), instituto que reconhece na literatura tradicional/oral/popular como parte intrínseca do património imaterial e universal da humanidade, por excelência veículo de afirmação da identidade e de aproximação entre os povos (UNESCO, 1989). Nesta sessão será também apresentado o áudio livro “Anda cá que eu já te conto”, da autoria de Luís Carmelo com o apoio do IELT).



Às 21,30 horas no Teatro Garcia de Resende, o CENDREV leva à cena a peça "Falar Verdade a Mentir", de Almeida Garrett, com encenação de Vitor Zambujo. 

Antes e depois da posse

ANTES DA POSSE:
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE:
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

DA desta semana

É já amanhã: viola campaniça & açorda de perdiz à moda do Baixo-Alentejo, no Sobreiro (Évora)



Pedro Mestre e Manuel Bento vêm também jantar. A Lurdes diz que ainda há meia dúzia de lugares à mesa. Mas é só para quem gosta. Marcações pelos telefones 266781253 ou 933326005.

Voltando à questão da cultura em Évora

Nuno Veiga/Lusa

Foi muito bom ver, na tarde de hoje, a manifestação na Praça de Sertório. Foi mais uma concentração silenciosa do que os habituais gritos e panos negros.
Os agentes culturais da cidade e as pessoas que os acompanharam tiveram uma postura cívica e cidadã. Fizeram o que fazem bem: Cultura numa praça da cidade!
Lá dentro, lá dentro a coisa era diferente. Uma proposta da CDU que, propondo soluções para os problemas, mas esquecendo algumas considerações menores, válida sem dúvida.
A Cultura não tem ideologia, é de todos, é do povo!
Lá dentro, um Vereador do PSD, fez prevalecer o bom-senso quando as coisas pareciam descambar pelo teor da discussão.
Vimos ainda, um Presidente da Câmara acossado. Não se percebe porque o Dr. José Ernesto se irrita quando as pessoas não lhe fazem a vontade. Já tem tempo suficiente em funções autárquicas para exercer o cargo com outra dignidade.
A Vereadora da Cultura, o verdadeiro centro das atenções na reunião da Câmara Municipal de hoje, silenciosa e cabisbaixa na maior parte do tempo. Seria peso na consciência? Seria incapacidade de lidar com a responsabilidade política que lhe pesa nos ombros?
Vimos ainda um Vice-Presidente atirando poeira, mas que esperamos seja levada pelo vento.
No fim, a votação unânime de uma proposta conjunta do PSD/CDU. Verdadeiramente, quem ficou a ganhar foi a Democracia, foi a Cultura, foi Évora e os Eborenses.

Anónimo
23 Fevereiro, 2011 22:59

Feira do Queijo do Alentejo em Serpa

Veja aqui tudo sobre a X Feira do Queijo do Alentejo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu tenho orgulho na diversidade cultural

António Carrapato

Eu tenho orgulho que na minha cidade haja diversidade cultural, que ainda possamos escolher se queremos ir ver música, ver teatro, fazer oficinas diversas, ver festivais e tantas outras actividades que estes agentes nos vão proporcionando...
Fico satisfeita enquanto contribuinte que os meus descontos possam ajudar na saúde na educação e na cultura...
Não admito é que esse meu dinheiro vá para carros anti-motim, submarinos, cimeiras, e ajuda a bancos...
Temos que ter orgulho naquilo que se constrói não naquilo que se destrói...
A cultura absorve o mínimo dos mínimos e com a sua existência mantêm-se postos de trabalho que geram outros postos de trabalho!

Anónimo
23 Fevereiro, 2011 22:12

Estranho? talvez não.

Foto de António Carrapato

Uma centena
de agentes culturais? eu não diria assim. E do que vi na TV também não me parece que chegassem a cem os manifestantes.Sem por em causa a falta de capacidade da CME em lidar com a cultura, muitas dúvidas tenho em relação a alguns agentes culturais. Quer-me parecer que alguns existem mais para eles próprios do que para os eborenses.
Dizem que a cultura chama turismo e eu pergunto: será que primeiro não deviam conquistar a população de Évora? quando dizem que há agentes culturais sem capacidade para pagarem ordenados, como justificam que, sendo os subsidios da CME inferiores a 15%, deixam para último os ordenados? e mais, os que são profissionais não deveriam não deveriam seguir uma politica de maior independência em relação aos dinheiros públicos?
E não me venham dizer que não sei do que falo! sei perfeitamente, pois pertenço a duas associações.
Já agora, um reparo: aquele que considero o maior agente cultural da cidade, o Eboræ, não faz parte da plataforma e apenas a sua presidente se manifestou, em nome pessoal. Estranho? talvez não.

Alentejana
23 Fevereiro, 2011 20:48

Évora: actriz interrompe reunião de Câmara e põe meias, com cheiro a queijo, frente aos membros da vereação

Foto de António Carrapato

Cerca de uma centena de agentes culturais  manifestaram-se esta tarde em Évora em protesto pela política cultural da Câmara e exigindo o pagamentos dos apoios de 2009 ainda em atraso. Os agentes culturais consideram também que havia compromissos assumidos relativamente a 2010 que não foram cumpridos e que desconhecem "as regras de jogo" para 2011. Mas um dos momentos simbolicamente mais inusitados foi a presença de uma actriz na sala onde decorria a sessão pública de Câmara que, numa espécie de "acção de guerrilha", colocou uma meia colorida, cheirando fortemente a queijo, frente a cada um dos membros do executivo. O presidente da Câmara manifestou publicamente o seu desagrado, dizendo que atitudes deste tipo eram incompreensíveis, enquanto o vereador da CDU, Eduardo Luciano, interpretou o gesto como cabendo numa "definição alargada de cultura".
Quanto às reivindicações dos agentes culturais, nada de novo: a vereadora da Cultura, Cláudia Pereira, disse que não há dinheiro para pagar as verbas de 2009; que relativamente a 2010 apenas se pagará (só não se sabe quando) o que foi contratado;  em 2011 se verá depois dos regulamentos de candidatura serem aprovados, o que ainda vai levar o seu tempo. Já o presidente da Câmara foi mais explícito: seria o primeiro a pôr tudo em dia, só que não há dinheiro. "Esse é o problema, não tenho nenhum dinheiro na gaveta para pagar a estas associações", com quem disse estar solidário e ser o maior apoiante. "Pode haver muitas pessoas que apoiem estes grupos tanto como eu, mas mais não, e muitas das pessoas que estão a protestar conheço-as há muitos anos, sou amigo de algumas e respeito o seu trabalho. Mas o problema é que não há dinheiro na gaveta", disse José Ernesto Oliveira.
Surpreendentemente, no final foi aprovada, por unanimidade, uma proposta da CDU em que a Câmara se compromete a pagar os apoios de 2010 dentro dos mesmos valores que foram definidos para 2009, uma vez que os regulamentos de candidatura só este ano vão estar prontos e, por isso, só este ano irão vigorar. E digo surpreendentemente porque quer José Ernesto quer os vereadores Melgão (este disse mesmo que a proposta era ilegal por se comprometer em 2011 com subsídios de 2010), quer Cláudia Pereira tinham, logo de início, recusado qualquer hipótese de votarem favoravelmente a proposta da CDU. Ficou também em acta a necessidade de calendarização do pagamento dos apoios em dívida pela Câmara, eventualmente num sistema de duodécimos.

Conversa com Alexandra Espiridião.
 Alexandra espiridião by carlos.julio

Alentejo dos novos olivais

Recordando o amigo e o gesto inolvidável dos meus pais


(José Afonso - Fotografia inédita, salvo erro, de António Quadros em Lourenço Marques)

Recordando o AMIGO de sempre e para sempre José Afonso.

Vivia em Moçambique. Recebo um telefonema do meu pai: Filho, eu e a tua mãe fomos a Setúbal acompanhar, à última morada, o Zeca Afonso. Fomos, principalmente, por ti, mas também por nós.
Pai, morreste-me também, vertical como sempre foste em afinidade com o amigo. Com a Luísa minha mãe [por coincidência faz 91 anos no dia em que o amigo foi sepultado] recordei, ontem, o amigo e o vosso inesquecível gesto. Grato sempre!

CENDREV: num Estado de Direito as regras são para se cumprirem

O que a Câmara afirma "pagar com a maior brevidade possível", é o que a Senhora Vereadora entende como os seus compromissos mas, nesses compromissos, não estão previstos os apoios à actividade que os agentes desenvolvem anualmente na cidade e no concelho. E esse é o problema!
Num Estado de Direito, até à criação de novas regras, têm que vigorar os quadros estabelecidos com cada um dos agentes ou associações.

Cendrev
23 Fevereiro, 2011 10:46

José Afonso: 2 de Agosto 1929 - 23 de Fevereiro de 1987

A "via dolorosa" deste executivo

Este comunicado emitido pela responsável do pelouro só revela a errática "via dolorosa" deste executivo.
Há já muito tempo que vem sendo afirmada por parte da CME, umas vezes a intenção de honrar os compromissos assumidos, outras a impossibilidade de os satisfazer, outras ainda a negação pura e simples de parte das verbas acordadas, nomeadamente as referentes a 2010.
É sob esta perspectiva que o comunicado deve ser apreciado.
"A maior brevidade" é tão vaga quanto a prazo, quanto a intenção.
Os meses e os anos têm tempo certo e os compromissos assumidos pelos agentes culturais para honrarem as suas obrigações também, as palavras não pagam dívidas, são necessárias acções.
De assinalar a espantosa (para não utilizar outra expressão) tentativa de partidarizar, não reivindicações, mas a exigência do cumprimento de compromissos, que pelos vistos, no entender da vereadora são coisa despicienda, servindo apenas os interesses estratégicos de um partido político, como se a evidência não fosse de dimensão tal que até um amblíope a constata.
Temos uma Câmara que navega à vista, nesta e noutras questões centrais na vida do Concelho.
Nada é pensado, estudado, enquadrado, a não ser a forma de sacudir a água do capote e fugir com o rabo à seringa.
Termino dizendo que se a brevidade for aferida pelo tempo que levou a executar de forma conveniente a rotunda da estrada das piscinas, bem podem os agentes culturais esperar sentados, ou então irem queimar energias para o parque desportivo, ou assistir a um filme no Salão Central, ou abrirem a torneira e beberem um calmante copo de água, ou irem aprender como se constroem aviões, ou pegarem no carro e dar um passeio pela nova variante e se não tiverem dinheiro para comer, sempre podem ir arrumar carros para os inúmeros parques de estacionamento em torno da muralha, enfim opções não faltam...
tudo a breve prazo, como não poderia deixar de ser.
Demitam-se!
Dêem o lugar a outros.
Ajudem a cidade. 

M. Sampaio

22 Fevereiro, 2011 23:21

Vergonha e crime na prisão de Paços de Ferreira

Incrível a selvajaria desta gente armada, de escudo e viseira, contra um homem preso, algemado e semi nú. Que vergonha e que cobardia a desta gente paga para "proteger a sociedade". E o que significa a caveira no capacete do chefe do grupo? Desta vez sabiam que estavam a ser filmados. O que será quando agem na mais total das impunidades?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Évora: um dia antes da manif. dos agentes da cultura, vereadora diz que a Câmara vai pagar "com a maior brevidade possível" as verbas acordadas

A poucas horas da manifestação convocada em Évora pelos agentes culturais para esta quarta-feira às 15 horas, a vereadora da Cultura emitiu um comunicado, que apenas chegou a alguns jornalistas, em que se refere que "a Câmara de Évora compromete-se a pagar com a «maior brevidade possível» as verbas acordadas, em 2009 e 2010, com os agentes culturais do concelho", dando o dito por não dito relativamente ao que Cláudia Pereira referiu numa recente entrevista ao REGISTO em que afirmou que relativamente a 2010 não haveria quaisquer verbas a pagar.

Poesia com Évora ao fundo

António Carlos Cortez acaba de ser  distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores /RTP com o prémio para o melhor livro de poesia de 2010: "Depois de Dezembro". E disse na altura em que recebeu o prémio que considera sintomático ter sido escolhido um pequeno livro, editado por uma pequena editora sediada em Évora. Do livro premiado eis a


VARIAÇÃO



Regressas sempre aos versos
A arte torpe das palavras
A fala o fingimento de verdade
A arte a canção dos mais pobres
de todos os sobreviventes
Calas quanto sabes mas escreves
Por metáforas e símbolos
as ruínas do corpo e do palato
essa hostil lâmpada
sabes que corremos como cortina
escura o sentido literal da palavra
Arda no silêncio com que
nos afastamos ou morremos
a palavra da esperança
No longo silêncio que se arrasta
nenhuma flor nos basta

                                                                         in Depois de Dezembro, Licorne, 2010

Se é isto que querem, falemos então de futebol

Eu, velho, sou do tempo em que não havia separação entre adeptos nos estádios.
Fui muitas vezes a Alvalade, a gritar pelo meu Benfica, quando era caso disso…ao lado de sportinguistas.
O mesmo nas Antas.
O mesmo na Luz.
Desde que inventaram as “claques” - mais parece nome de putas - e que as deixaram infiltrar-se por proxenetas (Porto) e por mafiosos da droga e nazis (Porto, Sporting e Benfica…) é o que é.
Os “bifes” acabaram com os Hooligans enquanto o diabo esfregou um olho.
Em Portugal tem de ser feito e…rapidamente.

Anónimo
22 Fevereiro, 2011 14:57

Para apagar e reescrever a História usar a tecla delete do Magalhães


O primeiro-ministro fez uma noitada em Tripoli a assistir à cerimónia de aniversário da revolução líbia, depois de ter tido uma reunião política - o encontro 5+5 da bacia do Mediterrâneo - que durou escassos 20 minutos. Acompanhado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, José Sócrates chegou a Tripoli ao final da tarde de quarta-feira, tendo sido recebido no aeroporto militar pelo primeiro-ministro líbio, Bagdahdi Mahmoudi. (DN 3/9/2010)

Arreganhar a tacha à taxa


Caso pensem que eles se vão ficar pela Taxa Municipal Direitos de Passagem, esperem pela pancada do restante zaronzel. Os “idiotas” rebolaram-se de contentamento ao parirem, decerto na “incubadora” [coisa fina estreada vão poucas luas, antes era chocadeira] de ideias, o dito tributo de passagem. Passageira não será certamente, já que nisto do fisco é sempre a somar.
Não tarda nada mesmo, que tenhamos que arreganhar a tacha a outras taxas. Outras haverá na calha, atrevo-me a aventar as seguintes hipóteses:
- Passagem de nível
- Passagem de ano
- Passagem subterrânea
- Passagem aérea
- Passagem do estado liquido ao estado sólido e vice-versa
- Passagem do estado gasoso ao estado ébrio
- Passagem para peões
- Passagem a “salto” [em desuso após o acordo de Schengem]
- Passagem a vau
- Passagem do tempo
- Passagem de modelos
- Passagem de moeda [entre os dedos a uma velocidade supersónica]

O ditador, a furgoneta e o chapéu de chuva



Os 20 segundos de Khaddafi na televisão estatal líbia, ontem à noite: “Estou em Tripoli e não na Venezuela. Não acreditem nos canais dos cães estrangeiros” disse o ditador sentado numa velha furgoneta enquanto segurava um guarda-chuvas. Foi tudo quanto disse.Os ditadores são sempre ditadores, mas quando ficam senis e velhos são ainda mais perigosos. (Últimos desenvolvimentos na Líbia AQUI)

o que é discurso, tema, notícia

  Argozelo - Trás-os-Montes - 1963    foto: Michel Giacometti
É cada vez mais urgente reconhecer as vantagens da diversidade. Para além das línguas maternas, dialectos, falares, e outras formas de expressão escrita e oral, a diversidade de temas, de perspectivas, de interpretações, de vivências, ou seja o reconhecimento das vantagens da diversidade de conteúdos é da maior importância para uma construção social sustentável.

Apesar da diversidade de conteúdos se manifestar nos média, agora mais do que antes, (através do diversificação de canais e formatos de imprensa, rádio, tv, net.) é necessário ter presente que o controlo dos meios, conteúdos e formas, continuam a ser a principal arma de todos os poderes.
Assim, importa reflectir sobre o que é (ou não) elevado à categoria de assunto ou tema. Dito de outra forma o que é notícia ou motivo de conversa, comentário ou reflexão.
Fado, Futebol e Fátima, foram assuntos importantes no Portugal de um dado momento histórico, mas as consequências ainda hoje se sentem. Economia e Mercados Financeiros são hoje os temas mais relevantes entre os Estados Europeus. A política parece estar a ser reconduzida, nas últimas semanas, à condição de assunto sério, por vontade dos povos Árabes.
A uma outra escala, mais localizada - afirmando-se pela novidade e não pelo número de interessados – emergem discursos como o que ouvi a Luísa Tiago de Oliveira, ao fim da tarde de sexta feira no Convento dos Remédios em Évora no âmbito de "memória e partilha".
Falava esta professora universitária, especialista em história oral, do Portugal que os estudantes coordenados por Giacometti descobriram há 36 anos, no contexto do serviço cívico. Dos relatórios coligidos por esta especialista, resultam como temas relevantes para os jovens universitários de então, a higiene, a alimentação, questões de género, religião  e mobilidade geográfica, sempre relacionados com condições concretas de vida.
No que toca à higiene são reportadas dificuldades várias, desde as condições do banho, até à dificuldade de lidar com os períodos menstruais. (Tendo em conta que os tampões só então começavam a ser introduzidos no mercado e que para além de serem raros eram vistos como anticoncepcionais; que os pensos higiénicos implicavam descarte em situações onde não havia recolha de lixo, e que a lavagem em lavadouros públicos dos tradicionais "paninhos" usados para o efeito, desencadeavam constrangimentos).
No capítulo da alimentação evidenciava-se o consumo demasiado generalizado de "bifes com batatas fritas".
As "questões de género" que não eram assim identificadas, mas antes como convivência "entre meninos e meninas", evidenciavam a falta de hábito - dos próprios estudantes bem como das comunidades onde eram acolhidos- relativa a frequência dos mesmos locais, e desempenho das mesmas tarefas, por parte de pessoas de ambos os sexos.
No capítulo da religião pontuava a estranheza por diferentes leituras de um mesmo Deus, que a Norte do país podia facilmente ser praguejado por mandar sol ou chuva, e a Sul era alvo de sessões de culto bem mais escassas e menos  frequentadas.

Este  discurso "não dominante"  assumido por Luísa Tiago de Oliveira, constitui a meu ver um bom contributo para a compreensão do Portugal e dos temas com que convivemos por estes dias.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

"Quem financia Rui Pedro Soares e Emídio Rangel?"

É preciso que a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social averigue em que condições certas empresas ligadas a Rangel e Rui Pedro Soares compraram os direitos de transmissão dos jogos da liga Espanhola, compraram a rádio Europa, preparam um novo semanário e negoceiam a compra dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica. "Essas empresas assinaram compromissos no valor de 12 milhões de euros, mas o investimento total pode ser superior aos 50 milhões de euros. Tudo isto sem que se perceba de onde vem o dinheiro. A MediaPro, anunciada como parceira, tem um passivo superior a 900 milhões de euros e está sob administração judicial", salienta a petição pública "Quem financia Rui Pedro Soares e Emídio Rangel?" que já circula na Internet.

Lá se foi mais uma oportunidade de relançarmos a economia



Querem lá ver que os líbios não gostaram dos Magalhães!
E será por causa dos Magalhães que o governo português está calado que nem um rato sobre os massacres em curso na Líbia?

Anónimo
21 Fevereiro, 2011 15:11

Passemos, então, a outro ponto da ordem de trabalhos


No Restaurante "O Sobreiro", em Évora, vamos tentar mostrar, já esta sexta-feira, o que valemos (mais o F.C. do que eu, diga-se em abono da verdade!) nesta arte de bem cozinhar em qualquer local que se propicie, inaugurando os chamados "jantares temáticos" do Sobreiro. O Pedro Mestre e o Ti Manuel Bento, com as suas violas campaniças também prometem que este jantar do Baixo Alentejo, em Évora, se transforme num acontecimento... 
(A sala é pequena, e quem quiser fazer parte dos convivas é favor inscrever-se o mais rapidamente possível para os telefones 266781253 ou 933326005, pede a Lurdes).

A Língua Materna também tem um dia: É hoje

foto:José manuel Rodrigues
Se todos os dias são dias para falar em língua materna, 21 de Fevereiro foi marcado na agenda internacional para valorizar a diversidade linguística e consciencializar as vantagens daí resultantes. Contra as marés da homogeneização linguística e, consequentemente, cultural.
Hoje é pois dia de falar Alentejano! (Algarvio, e todas as demais línguas).

Na Arrentela / Seixal, tal e qual como nos bairros “sociais” dos arredores de Paris


“Essa é a história de um homem que cai de um prédio de 50 andares. Durante a queda, repete sem parar, para se reconfortar:Até aqui tudo bem, até aqui… tudo bem. “O importante não é a queda, mas a forma como se aterra”.

(do genérico do filme)

O francês Mathieu Kassovitz tornou-se conhecido como actor no filme “O Fabuloso Destino de Ameli Poulain”. Curiosamente, foi no papel de realizador, que granjeou fama e prémios com o filme “O Ódio” (La Haine, França, 1995), fita que cruza os estilos de Martin Scorsese e SpiKe Lee para acertar uma imagem crua da verdadeira panela de pressão em que vive a juventude dos subúrbios de Paris.
É um filme universal, dado objectivar apuradamente o quotidiano de uma juventude com escassos, ou nenhuns, rendimentos – uma multidão de jovens com um futuro nulo num horizonte de exclusão. Um filme que retrata uma absurdamente tratada realidade étnica e racial, que trespassa as grandes metrópoles europeias, invariavelmente habitadas pela descendência de uma amalgama de gentes provenientes da recente realidade colonial e das suas sequelas.

Líbia: sede do Governo está a arder em Tripoli


A notícia é de há minutos e está a ser difundida pela Reuters. A TSF e o El País estão a dar-lhe eco.  E é curioso que tantos comentaristas e internéticos assolapados que há dias exultavam com a queda da ditadura de Mubarak, no Egipto, hoje quase não se oiçam acerca do levantamento na Líbia contra a ditadura de Khaddafi. Sinal evidente que, nestas coisas da liberdade, há os "nossos" ditadores e os ditadores dos "outros". Ou seja, parafraseando Orwell: "Todos os ditadores são iguais, mas há alguns (os nossos) mais iguais do que os outros". Porca miséria!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A maré árabe chega a um dos corações do terror



A Líbia e o seu presidente, o alienado Khaddafi, uma mistura de socialista africano, terceiro mundista, educador das massas, déspota e tirano "tout court", numa palavra: assassino -  começa a tremer. Rodeado de um regime policial que durante mais de quatro décadas já passou por todas as fases - de inimigo declarado do Ocidente a cão-de-fila do capitalismo mais acéfalo - a violência da repressão na Líbia tem encontrado uma forte resposta por parte de quem, na rua, contesta o ditador. As notícias falam, hoje de mais de 200 mortos e os pequenos vídeos que conseguem transpor as fronteiras do país mostram isso mesmo: uma grande resistência e uma vontade determinada a acabar com um regime que tem oscilado entre a mais pura demagogia e o terror mais evidente, com um profundo desequilíbrio das classes dirigentes de que Khaddafi, com os seus números de circo e a palhaçada do seu "Livro Verde", é o personagem mais característico. Mas não o único.

Autarca alentejano desaparecido


O presidente da Junta de Freguesia de Galveias, no concelho de Ponte de Sôr, António Augusto Delgadinho, encontra-se desaparecido desde a chuvosa noite de sábado, juntamente com o veículo com que terá tentado atravessar uma ribeira.

O comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, Belo Costa, disse hoje à agência Lusa que as informações recolhidas até agora apontam para que António Augusto Delgadinho (eleito pela CDU) tenha desaparecido na ribeira de Sôr, tal como o jipe em que seguia com outra pessoa.

O segundo ocupante conseguiu sair do veículo pelos seus próprios meios.(LUSA)

Onde se explica porque é que votar PS e PSD é uma e a mesma coisa



Para ver todo o documentário AQUI
(copiado de rui dias josé, antigo companheiro na RDP e actual director da revista Epicur)

This afternoon in Évora

Quase a empinar a bota, mas acrata sempre!


O náufrago vivia solitário na ilha havia um porradão de anos. Gastava o tempo olhando o mar, tentando lobrigar uma hipotética salvação. Um dia, divisou um homem a nadar para a ilha. Viu-o aproximar-se até conseguir ter pé. Caminhou cambaleante em ziguezague, inteiramente exausto, até à borda-d’água. Antes de cair a seus pés e desfalecer, balbuciou a custo:
- Há governo?
- Como haveria de haver, se só existo eu?
– Respondeu intrigado.
- Ainda bem, se houvesse podia contar comigo para o derrubar.

A censura ao governo e as tretas a propósito da moção do BE

Francisco Louçã anunciou, durante o último debate parlamentar, que o BE apresentaria uma moção ao governo, no dia seguinte ao da tomada de posse do PR, se o PS não apresentasse, até lá, uma moção de confiança.
Parece-me uma posição correcta, tendo em vista a clarificação da situação política uma vez empossado o PR, que é quando a votação da moção de censura pode ter eficácia, depois de um período em que o PR esteve impedido constitucionalmente de dissolver a AR.
Mas essa parece não ter sido a interpretação que os partidos, designadamente o PS e os da direita, fizeram, tal como a generalidade dos “comentadores de serviço ao centrão”, que logo passaram a diabolizar a moção de censura anunciada pelo BE, primeiro, porque desconheciam os seus fundamentos, e, depois, pelos seus fundamentos (ainda não apresentados…), que serão contra as políticas de direita, logo contra eles.
É evidente que só os mais distraídos é que não perceberão que todo o argumentário usado pelos partidos de direita apenas têm como objectivo assegurar a continuidade do PS no governo, aplicando as medidas que eles apoiam mas não querem assumir o ónus, esperando melhores dias para se apresentar como “alternativa” que valha a pena experimentar.
O que está, na essência, em causa na votação da moção de censura é apurar se as oposições, no conjunto, embora por razões diversas, entendem que este governo já está a mais e que é preferível outro qualquer a manter este. Tudo o resto são tretas. É a politiquice dos partidos a tentarem ganhos através de tácticas, mais ou menos, saloias (sem ofensa para os saloios), que só parece interessar a eles próprios uma vez que às pessoas não diz nada e só as afasta da política e do voto.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A recidiva vaca fria do meu desacordo com o acordo ortográfico




(clique para aumentar)

Acima, interessantes comparações com outras línguas da velha Europa, na qual o português tem as raízes:

O terem metido a Língua Portuguesa no redil da conformidade é o mesmo que, ao querer apurar uma raça de ovelhas, o criador, lhe proíba a livre procriação. O que só pode ter justificação, nas mais-valias provenientes dessa raça, para o dono do rebanho.

Não alcanço, a não ser pelo acima dito, que desordem pode advir para a língua portuguesa da existência das várias grafias e vocabulários. Do português ao brasileiro, passando pelo moçambicano, são-tomense, timorense, angolano, guineense ou cabo-verdiano. Nisso, só avisto uma singular fertilidade linguística e cultural.

Évora: manifesto da Plataforma Pela Cultura


Águas de Março: manifesto-convocatória para a manifestação de 12 de Março


Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza - políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal. 

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

geracaoarasca@gmail.com
geracaoarasca.porto@gmail.com

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

És deputado do partido do governo!

Um elefante vê uma cobra pela primeira vez. Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!...
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!...
- É muito simples - responde a cobra já irritada - ponho ovos.
- Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!... - Não preciso! Abro a boca assim, bem aberta, e com a minha enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... Ok! Ok! Então, resumindo: Rastejas, não tens tomates e só tens garganta... És deputado do partido do governo!

Recebido por e-mail.