terça-feira, 31 de agosto de 2010

Concurso de professores: houve quem fosse colocado em escolas onde não havia vagas


Mais uma vez o concurso dos professores foi uma autêntica vigarice. Horários cuja existência era conhecida mas que não foram a concurso (guardados para os amigos)e, pasme-se, colocação de professores em escolas onde não havia vagas!!
Neste último caso as mesmas dizem que assumem o erro e que ficam com os professores contratados (que não fazem falta)!

Dá para acreditar? É uma verdadeira vergonha!!

Anónimo
31 AGOSTO, 2010 16:38

Há amigos que são mais amigos do que outros amigos e ninguém lhes toca no bolso. E o PR, que também tem amigos (Dias Loureiro que o diga), estranha...


Lisboa, Portugal 31/08/2010 18:30 (LUSA) 
Temas: Política, chefes de estado, Partidos e movimentos

Lisboa, 31 ago (Lusa) - Cavaco Silva já promulgou o diploma que reduz em cinco por cento os vencimentos dos gabinetes dos políticos, mas fonte de Belém disse à Lusa que a Presidência ficou surpreendida por não terem sido abrangidos mais órgãos de soberania.
Contactada pela Lusa, a Presidência da República confirmou a promulgação do decreto da Assembleia da República que aprovou a redução do vencimento mensal ilíquido dos membros das Casas Civil e Militar do Presidente da República, dos gabinetes dos membros do Governo, dos gabinetes dos Governos Regionais, dos gabinetes de apoio pessoal dos presidentes e vereadores das câmaras municipais e dos governos civis.
A mesma fonte referiu que a Presidência da República ficou surpreendida pelo facto de não terem sido abrangidos pelo diploma os membros de gabinetes de outros órgãos de soberania, que se regem por idênticos estatutos jurídicos em matéria de livre nomeação e exoneração.

(Sublinhados acincotons).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O espaço identitário da Aldeia: Escola EB1 de Santana deve continuar aberta!

(foto de iniciativa sobre gastronomia na Escola de Santana)

Ainda é possível que a escola da minha aldeia possa ficar em funcionamento. Hoje, como ao longo de todo o processo, isso depende da DREA e do seu director, Dr. José Verdasca. Ainda não é tarde para ouvir as opiniões de especialistas como hoje vimos nos artigos do Público, citando Fernanda Cravidão, especialista em Geografia Humana da Universidade de Coimbra e João Ferrão, investigador da Universidade de Lisboa e ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território.
As estruturas politicas gostam de falar dos pais, dos encarregados de educação e da sociedade civil. O problema é que quando falam com a "sociedade civil" expressam-se apenas como se tivessem políticos à sua frente e limitam-se a comunicar as decisões que já tomaram. Falam da participação da "Sociedade Civil" mas a opinião desta é considerada para quê? Estas estruturas, não foi por acaso que responderam "presente!"
Em Santana do Campo existe um trabalho de muitos anos de ligação entre a comunidade e a escola. Aqui, as festas de fim de ano ou de natal são à noite, quando os pais ja vieram para casa, e as iniciativas mais significativas da escola, são ao fim de semana. Aqui a escola e a comunidade trabalham juntas, com as associações locais, as autarquias e o agrupamento e a DREA sabe disso. A comunidade não sente a escola como sua só porque a querem fechar. A escola é da comunidade porque o programa Comenius, as exposições temáticas, a vinda de escritores refletem uma identidade, esse espaço identitário que é a Aldeia.
A Escola e a comunidade foram alvo de diversos estudos universitários sobre aprendizagens e tema para teses e estudos. O Dr. José Verdasca e o Dr. Bravo Nico conhecem alguns destes estudos. Em nome da coerência intelectual a Escola de Santana não vai fechar. Mas a humanidade precisa que sejamos mais solidários e fraternos.

José Pinto
29 de Agosto
via email

Inscrições na Harmonia Eborense, pois claro (o prazo termina sexta-feira).


(clique para aumentar)

Depois de férias

 "Sem espaço público em sentido restrito, o poder é entendido como dominação, o estado como instância das regulações sociais e a opinião pública como lugar das manipulações dos meios de comunicação social.
Onde essa despolitização e esse empobrecimento mais claramente se manifestam é no tipo de comunicação que atinge a opinião pública: uma comunicação trivializada e sem autênticos debates. Realiza-se nela um tipo de confrontação elementar em que o acontecimento está acima do argumento, o espectáculo acima do debate, a dramaturgia acima da comunicação, a imagem acima da palavra. A esfera pública fica reduzida a um conjunto de "espectáculos de aclamação" ( Innerarity, 2010:16)

Quando estamos de volta, e o "acincotons" se prepara para completar um ano de insistência;
quando alguns comentaristas chamam a este espaço nomes como "um blog intelectual de esquerda";
quando outros se queixam do que aqui encontram;
e outros ainda tentam esboços de espaços públicos de encontro, usando para isso códigos mais e menos inclusivos ;
eu aqui me confesso identificada com o "Novo Espaço Público",  um livro que descobri em férias, assinado por um basco, catedrático em filosofia social e política, da Universidade de Zaragoça.
Porque é sobre nós que ele escreve. Terá visitado este blog? O mais provável é que não. Mas nos seus livros vai deixando sugestões úteis para a compreensão desta construção em que participamos todos os dias, (de espaços públicos). "Para começar, compreender que as comunidades são construções e que, como tais, compartilham todas as limitações e contingências próprias dos sistemas sociais" explica Daniel Innerarity.
Se tivermos consciência e algum conhecimento dessas limitações e contingências torna-se mais fácil lidar com elas, ou seja serão menos titubeantes as nossas construções.

domingo, 29 de agosto de 2010

Faço a minha rentrée com esta canção. É preciso traduzir?

A "cagada repugnante" e o camarão comentador.

Era uma vez uma suposta cagada repugnante que queria apanhar um comboio.
Como além de ser cagada diziam que era também repugnante, as pessoas que com ela se cruzavam, mandavam-na sem hesitações para uma estação desactivada de uma cidade habitada por camarões, que embora não constituíssem a maioria dos habitantes do burgo, eram quem fazia mais barulho, e a tal ponto o faziam, que, os outros habitantes da dita, desenvolveram uma surdez crónica, que os alheava do mundo, e os convencia de que tudo estava bem.
Assim que a "cagada repugnante" se instalou na estação, os camarões desataram a fazer barulho, a dizer cobras e lagartos e outros que tais, não só da pobre coitada, mas também de muitos dos habitantes, que não sendo camarões os incomodavam pela sua diferença.
Foi de tal forma o destempero, que só bastante mais tarde se percebeu não ser tão repugnante a cagada.
Afinal tratava-se apenas de uma representação, incómoda porque obrigava os camarões a pensar...
Mais tarde alguém se lembrou que os  camarões têm os intestinos na cabeça.
Pensaram, expressaram-se, deu cagada.
Tudo normal.
Para camarões, digo eu...

M. Sampaio
29 Agosto, 2010 21:04

Sobre cultura: há mentalidades de merda nesta desgraça de sociedade



Essa sua observação (Anónimo de 29 Agosto, 2010 12:24) não é Salazarenta. É actualissima: é o Espelho da direita Portuguesa, personalizada nessa individualidade cultural, famosa por cuspir farelo de bolo rei enquanto fala, o Boliqueimense.
Tudo o que saia fora do Eixo La Féria, é homossexualidade assumida. Lembra os abortos clandestinos das “filhas de bem” nas clínicas de Badajoz e Londres.
Estou convencido, no dia em que os burgueses de Direita em Portugal deixarem de se meter na Coca em doses industriais, temos o problema da toxicodependência resolvido.
Há mentalidades de merda nesta desgraça de sociedade.



Anónimo
29 Agosto, 2010 19:28

sábado, 28 de agosto de 2010

Évora: "Chegadas" na desactivada Estação da CP

Integrado no Festival Escrita na Paisagem, o Teatro do Vestido leva hoje à cena na Estação Ferroviária de Évora, pelas 21,30 horas, o espectáculo CHEGADAS.
O Teatro do Vestido (TdV) tem vindo a colaborar com o Festival Escrita na Paisagem desde 2006, numa relação institucional e artística que se consolida de ano para ano. Em 2010, o TdV traz ao Festival a estreia de Chegadas, o resultado de um projecto que a companhia começou a desenvolver numa residência artística, no quadro do Escrita na Paisagem 2009. 
Depois de um longo período a escrever sobre e re:presentar o acto de “partir”, os membros do TdV compreenderam que, no fim de contas, só têm sido capazes do acto de “permanecer”. Na produção literária, o acto de “partir” (e a urgência que o acompanha) é (são) o(s) mais documentado(s). Assim, TdV aventura-se a iniciar uma pesquisa sobre a estranheza da “chegada”. O primeiro passo foi dado em 2009, numa residência artística desenvolvida no Escrita na Paisagem, sob o tema escolhido pelo festival para esse ano: o corpo. TdV empreendeu uma pesquisa artística fundada num trabalho site-specific de observação e documentação. O seu objectivo era compreender como é que o acto de “chegar” se inscreve no nosso corpo: a sensação do corpo chegar a um lugar novo (ou já conhecido), a relação que se estabelece com os “verdadeiros” e “autênticos” habitantes de um local, ser turista, o nomadismo da comunidade cigana, e o nomadismo dos próprios artistas, cujo trabalho os leva a percorrer Évora, encharcados pelo calor insuportável que, em Agosto, assola o Alentejo. Este material foi todo recolhido, trabalhado, e re:criado numa nova peça, a 14ª criação do TdV. 

Chegadas é uma peça de teatro documental, onde a observação se deixa permear pelos observadores. É uma estória sobre uma experiência peculiar – chegar –, contada e re:presentada por actores-nómadas. É também um projecto que desvenda como o re:play, sendo repetição, é sempre-já uma re:novação. O acto de chegar está inscrito nos nosso corpos e nós actuamo-lo uma e outra vez, mas sempre de um modo diferente. Chegar é sempre-já re:gressar, mesmo que não conheçamos os lugares e as pessoas que os habitam. Estamos sempre a chegar a algum lado, vindos de um lado qualquer. E a cada chegada estamos diferentes. 

Presidenciais: na estrada e já a sério


O actual presidente da República, e mais que provável recandidato, Cavaco Silva vai estar este sábado em Ourique, um município socialista, mas onde o PSD tem a sua maior base de apoio do distrito de Beja. O motivo da deslocação, pela agenda, tem mais a ver com a pré-campanha do que com qualquer outra coisa, Fica a agenda ouriquense do presidente, e quase recandidato, para quem tenha dúvidas do sentido da rentrée presidencial.
10.30 Horas: Cine-Teatro Sousa Telles. Atribuição da Chave de Honra da Vila de Ourique ao Presidente da República
11.30 Horas: Inauguração do Jardim-de-Infância de Ourique. Com a presença da Ministra da Educação
12.10 Horas: Visita à Biblioteca Municipal de Ourique Jorge Sampaio
12.40 Horas: Inauguração do Centro de Convívio de Ourique.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bom fim-de-semana!

Expulsão de ciganos: já vi este filme mais vezes do que gostaria



Enquanto cidadão do mundo, homem livre e alentejano de alma e nascimento, no Alentejo espero que se faça pelos ciganos o que é devido fazer pelos outros cidadãos deste nosso país.Enquanto homem livre, não concebo qualquer descriminação de outro ser humano. Os homens nascem livres e devem permanecer livres.Dos queixumes do costume: uns porque são ciganos, outros porque são negros, pobres, árabes, judeus, comunistas, ou porque se atrevem a pensar livre, são ainda hoje motivo de perseguições. Já vi este filme demasiadas vezes na civilização da humanidade, muitas mais vezes do que gostaria. A justiça deve funcionar de forma célere, justa e isenta para todos os CIDADÃOS, independentemente da sua condição económica, convicção política, religião, raça, sexo ou de outra condição.POR UM MUNDO LIVRE E EMANCIPADO!



TC
27 Agosto, 2010 08:24

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

De novo a "Inquisição": antes os judeus, hoje os ciganos

Nem só a França tem expulsado ciganos romenos do seu território. "Está a acontecer em diversos países da União Europeia, incluindo Itália, Alemanha, Dinamarca e Suécia", assegura Robert Kushen, director executivo do European Roma Rights Center, organização que se dedica a combater a discriminação desta minoria étnica em todo o continente. O movimento migratório dos roma tornou-se um "problema europeu". E no Alentejo como é ?   

Anónimo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Por-de-Sol


Pôr-do-sol

Se o Sol fosse a medida de todas as coisas,
Como um ser nada seria o homem da praia em pôr-do-sol…
Como o Sol diria que a mulher seria igual ao homem
E igual seria a criança brincando na praia aos relógios de Sol…
Se o Sol os três diferentes olhasse, como ele assim escolheria
A criança brincando pura ao Sol sem o pensar em sombra…

Mas não!
O homem diz-se a medida de todas as coisas…
Das coisas que são, enquanto são,
Das coisas que não são, enquanto não são…

E há homens, pequeninos homens, que pensam que são
Uma medida maior que a medida dos outros homens.
Oh Sol, que pequeninos homens que eles são
Assim em ser nada ao te ver assim este Sol…

Évora, 2010-08-26

J. Rodrigues Dias
26 Agosto, 2010 12:23

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Da coerência dos políticos ao fecho das escolas: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

(clique para aumentar)
Desta notícia, tendo como base declarações da então secretária de estado socialista da educação (1999) ao semanário Reconquista de Castelo Branco, se pode dizer o mesmo que Mota Amaral, então presidente da Assembleia da República, disse do "artigo 69" : número curioso!. Curiosas também estas declarações que dizem muito do que é a rectidão de propostas dos políticos e a sua coerência ao longo dos tempos.
(cortesia de J.M. Pinto)

Povoado da Idade do Bronze em Mombeja revela surpresas

Os trabalhos arqueológicos no Outeiro do Circo (Mombeja/Beringel) prosseguem até 27 de Agosto para tentar determinar a complexidade das muralhas que rodeavam o enorme povoado da Idade do Bronze Final (1200 – 800 a.C.). O projecto de investigação arqueológica, que desde 2008 decorre num dos mais importantes povoados da Idade do Bronze no Sul da Península Ibérica, permitiu colocar a descoberto um troço de muralha bastante diferente do esperado inicialmente. Os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Miguel Serra e Eduardo Porfírio, membros do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto e da empresa Palimpsesto centram-se actualmente numa zona do talude que oculta a extensa muralha que rodeia a totalidade do povoado.
Com cerca de 17 hectares, figura entre os maiores povoados conhecidos desta época que normalmente não ultrapassam os 5 a 6 hectares, o que lhe permite atribuir um papel capital no controle de um vasto e rico território no centro dos férteis “Barros Negros” de Beja. Devido à realização de outros projectos na região, sabe-se actualmente que o Outeiro do Circo não se encontrava isolado, mas dominaria uma vasta rede de pequenos sítios de planície que fariam a exploração deste território.
Durante as escavações realizadas no corrente mês de Agosto tem sido possível compreender como se estruturava a complexa muralha composta por um muro periférico de contenção a uma rampa de barro que consolidava a base de uma muralha na zona mais elevada, conferindo um aspecto imponente a toda a estrutura que servia como arma intimidatória mesmo a grandes distâncias.
(informação da C.M.Beja)

Lua cheia ao entardecer

Manifestação amanhã em Évora contra encerramento da Escola de Santana do Campo.

A Comissão de Pais, Avós, Encarregados de Educação e Comunidade de Santana do Campo (Arraiolos), face à inclusão da Escola EB1 de Santana do Campo na lista publicada com as escolas a encerrar no ano 2010/2011, comunicou ao governo civil e à DREA a realização de um apelo público ao não encerramento da escola, junto à DREA, em Évora, amanhã, dia 25 de Agosto de 2010, entre as 10 e as 12 horas.
A referida Comissão considera que esta é uma escola com sucesso e que não se devem considerar as crianças apenas como números.

Vamos a apostas sobre quem vai ser o candidato do PCP às presidênciais?


Segundo a agência LUSA o candidato do PCP `às presidenciais vai ser conhecido esta terça feira." O anúncio será feito pelas 17:00, após a reunião do Comité Central", revela a agência de notícias.
Qual será o candidato do PCP? Jerónimo não deve ser, Carvalho da Silva tampouco. Aceitam-se prognósticos (ou como o outro dizia: prognósticos só no fim do jogo?)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Portugal é o 27.º melhor país do mundo

"Se nascesse hoje, que país lhe iria proporcionar a melhor oportunidade de viver uma vida saudável, segura, razoavelmente próspera e com capacidade de ascensão?" Foi a esta pergunta que a revista norte-americana “Newsweek” quis responder no seu primeiro ranking dos melhores países do mundo, através da análise de cinco categorias específicas: educação, saúde, qualidade de vida, dinamismo económico e ambiente político. A média destes indicadores deu a lista final de 100 países, liderada pela Finlândia e com o Burkina Faso no último lugar, com Portugal a surgir no 27.º posto da geral e em 17º entre os 27 países europeus.

No que respeita a Portugal, é nas áreas da saúde e do ambiente político que o país se destaca. Em ambos está no 23.º lugar da lista. O pior desempenho diz respeito ao dinamismo económico, no qual surgimos em 42.º lugar. Os dados, referentes a 2008 e 2009, apontam por exemplo que são necessários seis dias para se começar um novo negócio e dois anos para se resolver uma insolvência. Em relação ao crescimento produtivo, é de 21,8 dólares por pessoa - o de Singapura, país que ocupa a primeira posição neste indicador, é de 50,3.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Rua das Couves

Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua. Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S. Bento. Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...Vale a pena ver as imagens. É ainda curto, mas é um sinal de que o povo está aí, ... um dia a paciência acaba... Recebido por e-mail.

Todas fechadas

Lista definitiva das escolas a encerrar no Alentejo:

Alandroal - Escola Básica de Casas Novas de Mares, Alandroal
Alandroal - Escola Básica de Hortinhas, Alandroal
Alandroal - Escola Básica de Mina do Bugalho, Alandroal
Alcácer do Sal - Escola Básica de Carrasqueira, Alcácer do Sal
Alcácer do Sal - Escola Básica de Rio de Moinhos, Alcácer do Sal
Almodôvar - Escola Básica de Gomes Aires, Almodôvar
Alter do Chão - Escola Básica de Chança, Alter do Chão
Arraiolos - Escola Básica de Santana do Campo, Arraiolos
Beja - Escola Básica de Beja nº1, Beja
Beja - Escola Básica de Beja nº6, Beja
Castro Verde - Escola Básica de Sete, Castro Verde
Elvas - Escola Básica de Malvar, Elvas
Estremoz - Escola Básica de S. Bento do Ameixial, Estremoz
Évora - Escola Básica de Água de Lupe, Évora
Ferreira do Alentejo - Escola Básica de Aldeia de Ruins, Ferreira do Alentejo
Nisa - Escola Básica de Arez, Nisa
Odemira - Escola Básica de Bemparece, Odemira
Odemira - Escola Básica de Castelão, Odemira
Odemira - Escola Básica de Ribeira do Seissal, Odemira
Odemira - Escola Básica de S. Miguel, Odemira
Odemira - Escola Básica João de Ribeiras, Odemira
Ourique - Escola Básica de Palheiros, Ourique
Ourique - Escola Básica de Stª Luzia, Ourique
Portalegre - Escola Básica de Montinho, Portalegre
Portel - Escola Básica de Alqueva, Portel
Redondo - Escola Básica de Fonte Seca, Redondo
Santiago do Cacém - Escola Básica de Foros do Locário, Santiago do Cacém
Santiago do Cacém - Escola Básica de S. Francisco da Serra, Santiago do Cacém
Santiago do Cacém - Escola Básica de Santo André nº5, Santiago do Cacém
Santiago do Cacém - Escola Básica de Sonega, Santiago do Cacém
Vendas Novas - Escola Básica nº 2, Vendas Novas
Vila Viçosa - Escola Básica de Pardais,Vila Viçosa

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um dos mais belos espectáculos do Algarve: o sol a pôr-se no Cabo de São Vicente

Agora que o verão algarvio ficou para trás, e depois de ter posto em relevo os aspectos mais massificadores das férias neste naco de território onde se falam as "mais desvairadas línguas" e em que, dada a afluência de turistas, por vezes é difícil encontrar alguma beleza entre tanta confusão, tenho que dar a "mão à palmatória" - apesar das praias cheias o Algarve é, também, uma terra de encantos. Dos socalcos de Monchique até à altivez de Silves, das memórias históricas de Estômbar até ao promontório sagrado de Sagres há um Algarve alternativo, humano, diverso e à espera que o descubramos. Com calma e sentido de respeito. Já tinha ouvido falar do magnífico pôr-do-sol no Cabo de São Vicente, em Sagres, o ponto mais ocidental da Europa. Há uns meses, ao fazer um "Terra a Terra" da TSF sobre o concelho de Vila do Bispo, foi-me dito que ainda nos dias de hoje centenas de pessoas acorriam ao Cabo para ver e a aplaudir o pôr-do-sol, tal como acontecia há milhares de anos quando todo aquele espaço era considerado terra sagrada e morada de deuses  - daí o nome Sagres. Ouvi, mas há uns dias quis certificar-me e, com a D. e o D., lá demandámos as ocidentais terras de Vila do Bispo. Quando chegámos perto da estrada para o Cabo de São Vicente começámos a ver muitos carros parados e, junto ao cabo e ao farol centenas de pessoas olhavam para o sol que se começava a pôr no horizonte. O dia tinha uma espécie de neblina e o pôr-do-sol não foi muito espectacular. Espectaculares foram aquelas centenas de pessoas, muitas delas enroladas em toalhas e mantas, algumas abraçadas, mas todas numa atitude quase mística perante o adormecer diário do "deus sol". Havia quase quem parecesse estar a rezar, outros mantinham-se imóveis e contemplativos. Foi uma experiência rica e muito rara. Mas que se repete diariamente no Cabo de São Vicente. Dizem-me que os pôres-do sol mais espectaculares dão-se em Novembro e Dezembro, com o sol a entrar no mar e a quase fazer crer que a água à sua volta ferve. Mas esta minha ida a Sagres, em pleno Agosto, valeu bem a pena. É bom ver tanta gente em comunhão com a natureza. É um outro Algarve, belo, profundo e místico que existe ao lado dessa outra coisa a que chamaram Allgarve.

"Construções na areia - Vai-se com a maré"

Este voltou de férias cheio de vontade de chegar ao poder mas sem a coragem de assumir a queda do governo. O que ele realmente deseja é que ele lhe caia no colo, mas o "Engenheiro" não lhe vai fazer a vontade. Ou me engano muito ou este nunca sentará o rabo no trono. Vai-se com a maré.

Roubado daqui, com todo o respeito e admiração.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Praias vazias no Algarve...

... Basta escolher a época... Quem não gosta de engarrafamentos, multidões e confusões não vai de férias no princípio de Agosto para o Allgarve...

O triunfo dos porcos: uns mais iguais do que os outros!

Esta desigualdade começa bastante cedo, ainda nos bancos da Universidade... e é monstruosa!
Fui ao banco para fazer um empréstimo para comprar um carro para a minha filha, foram-me apresentadas as condições e respectivas taxas em vigor (altas claro), mas dentro do que eu supunha...Mas, eis quando, o meu gestor de conta me perguntou em que curso ela andava, eu disse "medicina" e sem hesitações ele refez as contas, baixou as taxas e a prestação baixou consideravelmente... Quis saber porquê e foi-me explicado que os estudantes de medicina têm taxas mais baixas, pois vão ser bons clientes no futuro. Contestei e referi que ela até poderia nunca se formar (quem conhece o futuro?) mas isso não interessa, se se formar é um cliente a apostar!
Claro que não sou maluca e fiz o empréstimo em nome dela para me sair mais barato, mas fico indignada, ando eu a esticar o dinheiro e a pagar taxas altas, a trabalhar há mais de 30 anos para alguns estudantes terem privilégios que eu não tenho?! Que falta de respeito para com todos os outros!

Lurdes

16 Agosto, 2010 12:53

Boas férias? Fiquemo-nos pelas férias...

Neste belo país à beira mar plantado ainda há muita gente:
- Que nasce e morre sem nunca ter visto o mar;
- Que só tem para dar de comer aos filhos o que traz do banco alimentar;
- Que sobrevive graças ao apoio dos pais.
Depois todos os que, por aqui, nos entretemos a desabafar as grandes agruras de, hoje em dia, o Algarve já não ter espaço para nos esticarmos à vontade, se calhar até já temos acesso a tecnologias que a grande maioria do povo não tem. Calhando nem somos dos mais necessitados. Porque nos queixamos?
Continuação de boas férias.

GiaSantos

16 Agosto, 2010 11:46

Ética não é só uma palavra

Num curso de neurocirurgia para técnicos de saúde, o formador explicava que hoje existem, de facto, recursos que permitem a recuperação das mazelas deixadas por exemplo pelos AVC's (Acidentes Vasculares Cerebrais).  E que no entanto, o seu elevado custo não permite aplicar estes tratamentos de recuperação a todos os cidadãos deles necessitados, pelo que os técnicos de saúde se vêem confrontados com a dificil tarefa de escolher quem será recuperado e quem não usufruirá de tais beneficios.
No entender deste formador, "se tivermos um empresário ou gestor de uma grande empresa e um carteiro, deve ser eleito para recuperação neurológica o primeiro em detrimento do segundo, já que do primeiro dependem postos de trabalho e muitas pessoas, enquanto que no segundo caso isso não acontece". Esta posição não gerou discussão, segundo o relato de um dos técnicos presentes. O assunto parece reunir um estranho consenso em nome da escassez de recursos e da necessidade incontornável de os gerir.

Indignada, lembrei-me d"o Crepúsculo do Dever" de Lipovetsky (D. Quixote, 2010:19) e uma vez mais me pareceu insustentável o peso e pertinência do seu texto:
"As realidades presentes são elequentes: enquanto a exclusão profissional e social tende a tornar-se um mecanismo estrutural da sociedade, os ghettos reconstituem-se e vêem multiplicar as famílias sem pai, os analfabetos, os gang members, que provocam o retrocesso da qualidade de vida, a gangrena da droga, as violências entre jovens, o aumento das violações e dos assassínios. Outros tantos fenómenos cuja responsabilidade é preciso atribuir às políticas neoliberais, mas igualmente à delinquência tradicional das instâncias tradicionais do controlo social (Igreja, Sindicato, Família, Escola), bem como a uma cultura exaltatória da realização imediata dos desejos."

domingo, 15 de agosto de 2010

Para a nadia



fausto por fausto 
(letra de josé gomes ferreira)

Oh pastor que choras
o teu rebanho onde está?
Deita as mágoas fora,
carneiros é o que mais há
uns de finos modos
outros vis por desprazer...
Mas carneiros todos
com carne de obedecer.
Quem te pôs na orelha
essas cerejas, pastor?
São de cor vermelha,
vai pintá-las de outra cor.
Vai pintar os frutos,
as amoras, os rosais...
Vai pintar de luto,
as papoilas dos trigais.

Profissões de hoje


À beira mar as três conversam. Mulheres à beira dos quarenta, de cabelos que noutro contexto se estenderiam pelos ombros ali estão enrolados atrás da nuca. De biquini vigiam os filhos que brincam nas águas calmas. Uma delas não é bem conhecida das outras pelo que o momento é de apresentação. A primeira explica que vive do crime e passa os seus dias na prisão. A segunda dedica-se à venda de drogas. A terceira, recém chegada ao grupo sente-se entre pares: Diz que no seu caso é da tristeza e do desespero dos outros que lhe provem a subsistência.
A primeira é licenciada em Direito e trabalha no estabelecimento prisional de Alcoentre.
A segunda é Engenheira Informática ao serviço de uma multinacional de produtos farmacéuticos.
A terceira é Psicóloga Clínica a prestar serviço num centro de Saúde do Alentejo.

O que disse António Serrano de errado?

A polémica já tem alguns dias, mas acho que é útil voltar a ela. A propósito dos incêndios que continuam a dizimar as florestas portuguesas, o ministro da Agricultura colocou a hipótese dos terrenos abandonados e deixados ao "deus-dará" poderem passar para as mãos do estado. Levantou-se um mar de críticas. Não percebo porquê. Num país em que mais de 30 por cento dos terrenos agrícolas estão completamente abandonados e sem serem tratados e mais de 20 por cento sem proprietários identificados (números ontem avançados por Eugénio Sequeira, da LPN, à TSF) ou profusamente divididos entre centenas de pequenos herdeiros que nem sabem onde essas parcelas se situam, não será preciso procurar maneiras de ordenar o que - e os incêndios provam-no! - está totalmente desordenado, procurando ao mesmo tempo caminhos de rentabilidade para estas parcelas? Que o CDS tenha vindo falar em "PREC mental" percebe-se. Mais estranha parece-me ter sido a reacção do PCP e do BE. Desviaram o assunto para "canto", dando a ideia de que esta é uma questão em que não se sentem completamente à vontade (as eleições obrigam a um "tom cordato" para quem se submete à contabilidade dos votos) e, não sendo este o caso,  quase pareceu que alinharam as suas vozes com os que defendem, em todas as situações, a "sacrossanta" propriedade privada - que já Proudhon, em pleno século XIX, classificava como "um roubo". E mal gerida ou abandonada não será "um roubo" ainda maior?

sábado, 14 de agosto de 2010

Quando as férias ainda não eram vacanças.



Sugestão de M. S.

O ganges algarvio

Por imperativos familiares (qu'isto de viver em sociedade tem os seus imperativos) vim passar alguns dias ao Algarve. Sei que sobre o Algarve tudo tem sido dito: contra ou a favor. Mas continua-me a impressionar este "deleite" humano em caminhar, em verdadeiras hordas, todos ao mesmo tempo para o mesmo sítio. Falo de Portimão, mas tenho relatos também de outras zonas do Agarve: todas as estruturas existentes estão a rebentar pelas costuras. Com os últimos dias de calor, as praias pareciam autênticos braços do rio ganges, em dia de comemorações religiosas. Já não é apenas a toalha que cola com a do parceiro ao lado. É não se poder mergulhar sem bater nas pernas de alguém ou olhar para a água e vê-la coberta dos óleos, desodorizantes, protectores de dezenas de milhares de pessoas que chegam à praia bem cedo e que a enchem até quase ao anoitecer. A água junto à praia, a areia, o meio ambiente não têm a mínima hipótese de auto-regeneração e de auto-limpeza com esta pressão humana em contínuo. Fora das praias é o mesmo mar de gente, seja nos centros comerciais, nas ruas ou nos vários actos públicos, sempre apresentados como culturais, que vão existindo. Nada tenho contra o Algarve. Tenho tudo contra estes movimentos ondulatórios, massificados, que transformam a espécie humana numa coisa bestializante, movendo-se por impulsos e por puro mimetismo. Na praia e noutros espaços públicos é ver toda a gente a queixar-se e a dizer que nunca mais. Mas para o ano tudo volta ao mesmo ou pior ainda, fazendo antever que a natureza, ela própria, terá que dar "um murro na mesa"  e dizer que "já chega" - chegámos ao limite de uma sociedade de consumo, massificada, incapaz de se auto-regenerar e no limite da sustentabilidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ainda a questão da água…

Um Europeu ou um Americano consomem quase seguramente mais água para fazer a barba anualmente, do que ANUALMENTE um Sudanês para uso geral.

Na nossa casa (mais propriamente em Évora) o alarme já se fez ouvir.
Como se não bastasse o alumínio no leito da barragem do monte novo, o reforço que chega de Alqueva é de qualidade mais que duvidosa.
Já esta semana apareceram peixes mortos junto ao paredão. Diz-se que poderá ser da temperatura da água. Diz-se…
Os Espanhóis preparam-se para construir uma refinaria junto ás linhas de água que fluem para a barragem, com promessas de desenvolvimento e emprego.
Exceptuando a Câmara Municipal do Alandroal, populares e algumas associações que vêm lutando galhardamente contra a instalação da refinaria, TODAS as Câmaras dos concelhos limítrofes da Barragem estão-se literalmente marimbando para o problema.

Rui M F disse...

13 Agosto, 2010 09:45


A agua é um bem escasso para as pessoas que a têm que carregar ou que dela sentem falta, aqui nos países ditos desenvolvidos pelo simples facto de se abrir a torneira e ela deitar é dada como um bem adquirido, desperdiçando-se e fazendo-se desperdiçar. Existe até legislação que proíbe lavar a loiça sem ser com a água a correr e o ralo destapado, um desperdiço enorme que vai engordar quem vende a água nos dias de hoje! A sua escassez é um facto. Mas também é um facto que diversos cientistas já tentaram resolver dois problemas de uma só cajadada, baixar o nível da água do mar (que continua a subir) e colocar água à disposição das pessoas, o problema é que este é um processo caro e que economicamente não é rentável, ninguém avançou e muitos estão a morrer de sede. Mais uma vez o problema volta a ser económico. Quando se deixar de pensar só nos números e se começar a pensar nas pessoas e nas suas necessidades, metade dos problemas do mundo ficam resolvidos!

Lurdes

13 Agosto, 2010 12:12


Imagem retirada daqui

Portugal afasta-se mais da média europeia e Sócrates mostra-se confiante

O relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) dá conta que o PIB nacional avançou 0,2% entre Abril e Junho, face aos três meses anteriores.
Portugal aparece assim entre o grupo de países europeus que menos cresceu no segundo trimestre do ano, período em que a zona euro e o PIB da UE a 27 progrediram 1%, em cadeia. Com o desempenho mais negativo que o português só a Grécia (-1,5%), Letónia (0,1%) e Hungria (0%), sendo que Espanha também cresceu 0,2% neste período.
Sócrates vê no entanto no desempenho semestral "um sinal de grande encorajamento e de confiança para a recuperação da economia portuguesa".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Valorize a água! Em alguns lugares ela não existe mais...

Dois sudaneses bebem água dos pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné. O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.

O que terá proposto José Sócrates…

… a Narciso Miranda, para este vir dizer publicamente que teve que lhe responder que “Sou uma pessoa de carácter. Vocês não me conhecem.”, nas três vezes que se encontraram nos últimos anos?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fronteiras: as simbólicas depois das físicas

A geração anterior à minha respeitava muito as fronteiras físicas. Antes ainda, muitos morreram para as fixar.

E não se pense que falo apenas de fronteiras entre continentes ou países. Não, as fronteiras físicas foram marcadas em todo o tipo de espaços habitados pelas pessoas.

No Centro Histórico de Évora (104 hectares) também existiam fronteiras bem reconhecidas no espaço físico, e a que muitas vezes estavam associadas fronteiras sociais, culturais, etc. Por estranho que pareça hoje, (a título de exemplo) para quem morava na zona da Mouraria ou da Rua de Aviz a Porta Nova era uma fronteira respeitada.

Contava-me-me uma habitante local que quando era nova e saía para comprar linhas ou botões na retrosaria do inicio da Rua de Aviz, se por acaso ali não os encontrasse, voltava a casa e só acompanhada, ou pelo menos mais bem vestida, se deslocaria à retrosaria da zona da drogaria azul (Largo de Camões). mas o mais provável era que encomendasse o recado a lguém.

Com o passar do tempo fomos derrubando fronteiras e muros, anulando distâncias. Mas fomos também erigindo outras no seu lugar. Mais difíceis de nomear, de identificar e também de remover. São as fronteiras simbólicas. Que nos recolhem no interior de grupos só aparentemente abertos. Profissionais do mesmo “métier” tendem a identificar-se, a discutir temas de interesse mútuo, a entender-se. E a excluir quem não partilha dos seus códigos e sentimentos. A par dos grupos profissionais, organizam-se outros grupos de sociabilidade em função da idade, de opções de lazer, etc.

O mesmo é dizer que assim se tecem os contemporâneos territórios de sociabilidade. Mas não conseguiremos ainda abdicar da construção de fortes muralhas simbólicas, dentro das quais nos isolamos e separamos?
Não seria de supor que nesses territórios de sociabilidade de hoje existisse menos medo do outro, menos insegurança, menos necessidade de afirmação por via da desvalorização dos outros?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Onde andam os outros Tons?

Será que se meteram num barco e foram dar uma volta e não me disseram nada? Só uma situação dessas - perda de ligação à Internet - pode justificar a sua ausência...
Para a próxima vejam lá se me avisam, para ficar de serviço.

Mais do que pura coincidência

Um jornalista escreveu uma notícia, que assinou, em que era criticada - por uma pessoa que se sentiu prejudicada -, a actuação de uma das entidades proprietárias de um jornal. Passados dias, a administração do jornal chamou o jornalista e o director do jornal, confrontando-os, principalmente o autor da notícia, e pedindo-lhes explicações sobre a publicação da mesma, numa troca de palavras pouco amistosa.
Qualquer semelhança desta estória com a realidade é mais do que pura coincidência.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sines é o concelho alentejano com maior poder de compra

O indicador pretende caracterizar os municípios «sob o ponto de vista do poder de compra, numa acepção ampla, a partir de um conjunto de variáveis», como: vencimento salarial, contratos imobiliários e o número de automóveis.

Em 2007, dos 308 municípios portugueses, apenas 39 superavam o poder de compra per capita médio nacional enquanto, em 2005 eram 43 os municípios em que tal se verificava. No lado oposto, em 2007 eram 21 os municípios com um poder de compra per capita manifestado inferior a 50% da média nacional, ao passo que em 2005 apenas 17 estavam nesta situação. Ou seja, têm-se acentuado as assimetrias regionais.

Mourão 52,22
Portel 54,32

Alandroal 55,27
Mértola 58,39
Arronches 58,51
Marvão 59,20
Gavião 60,42
Avis 61
Alvito 61,37
Barrancos 61,57
Sousel 64,23
Nisa 64,34
Ourique 64,59
Redondo 65,27
Serpa 65,32
Vidigueira 65,41
Arraiolos 65,62
Borba 65,78
Crato 66,41
Monforte 66,66
Almodôvar 67,27
Cuba 67,68
Moura 67,88
Ferreira do Alentejo 68,40
Alter do Chão 68,81
Odemira 68,92
Castelo de Vide 68,94
Viana do Alentejo 69,02
Mora 69,89
Fronteira 74,81
Aljustrel 76,66
Alcácer do Sal 80,96
Reguengos Monsaraz 82,26
Montemor-o-Novo 82,46
Castro Verde 82,56
Ponte de Sor 82,91
Elvas 87,46
Estremoz 87,52
Vila Viçosa 88,29
Vendas Novas 91,39
Grândola 94,16
Santiago do Cacém 94,55
Campo Maior 96,20
Portalegre 107,28
Beja 110,80
Évora 118,94
Sines 127,61

Alentejo não é propriedade de ninguém

O Alentejo tem sido ao longo da sua história espaço de mistura e passagem de povos e gentes que registaram com seus artefactos materiais e espirituais páginas de miscigenação de elevada riqueza. Com um património tão valioso parece contraditório que, ao dobrar o milénio, a região apresente indicadores demográficos e económicos que obrigam a olhar o seu futuro entre a esperança e a apreensão. O declínio regional revela incapacidade dos dirigentes políticos para decidirem acima dos interesses partidários exteriores ao bem comum, e dos benefícios individuais que daí retiram, mas também pelas modalidades de intervenção e planeamento das prioridades inadequadas, face à situação regional e nacional, aos espaços contíguos ibero- atlânticos, inserção europeia e transição mediterrânica.

Anónimo
08 Agosto, 2010 22:56

domingo, 8 de agosto de 2010

Operação Resíduos detetou 310 infrações

O Ministério do Ambiente fiscalizou entre dezembro e julho 665 empresas de resíduos, tendo detetado 310 infrações, seis das quais foram remetidas ao Ministério Público (MP), no âmbito da Operação Resíduos, lançada em dezembro de 2009, em colaboração com o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, da GNR, e envolve vários organismos do ministério.
Foram definidas medidas corretivas para 238 situações, 66 foram corrigidas e seis foram remetidas ao Ministério Público. Cerca de 150 diziam respeito a operações de resíduos não licenciadas.
Dos processos abertos resultaram ainda contra-ordenações no valor global de 84 mil euros, o encerramento de 11 instalações e a suspensão de três licenças.
Entre as várias unidades fiscalizadas, destacam-se empresas de sucatas, veículos em fim de vida, resíduos de construção e demolição, fluxos específicos (materiais de reciclagem), aterros, unidades de tratamento de lamas, resíduos elétricos e eletrónicos, e pneus.
Paralelamente, a inspeção ao movimento transfronteiriço de resíduos por via terrestre e marítima, desenvolvida em colaboração com as entidades espanholas, fiscalizou em junho mais de 3000 transportes, 20 por cento dos quais não cumpriam as regras de transporte de resíduos.

Confirma-se: não há bela sem senão!


O Festival de Jazz, que durante 3 dias animou a cidade de Évora e que tão bem correu, terminou da pior maneira possível!
No programa dizia …espectáculo na Rua de Avis! Pensei no Jardim, no Largo, no Adro da Igreja, mas nunca me passou pela cabeça que seria na esplanada do Molhóbico!
Foi por isso com grande espanto que encontrei o grupo amontoado entre as grades da esplanada e o edifício da antiga creche. Amontoados é o termo pois eram uma Big Band e não cabiam naquele espaço exíguo. O publico do próprio festival, do outro lado da esplanada na faixa de rodagem da Rua de Avis (não cortada ao trânsito), ia fugindo dos carros e tentando ver o espectáculo, alguns posicionaram-se na rua que sobe até à Rua do Cano, mas também esta não estava cortada ao trânsito, e como se pode subir, de vez em quando lá tinham de se desviar para deixar os carros passarem!
Os clientes da esplanada, a maioria completamente desinteressada destas coisas da cultura, continuavam a fazer o barulho normal de uma esplanada dificultando a audição, um horror!
Perguntei a um dos elementos ligados ao Imaginário o porque daquele espaço, e a resposta foi simples…foi solicitado pela Câmara como contrapartida pelo apoio!
Mas a contrapartida foi dada em todos os outros espaços e os outros dias, ter público, animar a cidade!
Porque animar um espaço privado com o dinheiro público ainda para mais se não tem condições?
Que contrapartidas dá o Molhóbico à Câmara (ou a gentes da Câmara) para ser solicitado um espectáculo a uma Associação?
Aqui há marosca (como dizia a minha avó)!
Já agora... Sr Presidente no próximo festival se não se importar mande um grupo actuar para a frente da minha casa, é que assim sempre vejo da janela!

Lurdes
08 Agosto, 2010 12:23

Escolha a sua onda


Fernando numa hora atribulada chocou. O acidente fez do seu corpo um catálogo de fracturas, contusões, e mazelas que levaram os médicos a envolvê-lo em gesso, ligaduras e outros cuidados … Chamaram o psicólogo para o apoiar naquele momento dramático.

Quando Fernando viu irromper pela sala o técnico que conhecia de outros encontros perguntou-lhe: Doutor já viu a sorte que eu tive?
A história ocorreu recentemente em Portalegre. Põe a nu a ideia que podemos sempre escolher o lado da vida em que nos queremos posicionar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Hoje ainda é dia: praças cheias, gente a dançar e a bater palmas ao ritmo da música

Era vê-los de largo para largo, de espectáculo para espectáculo. Centenas de pessoas deambularam ontem pela cidade para escutar Jazz. Distintos estilos, diferentes grupos, a mesma animação: praças cheias, gente a dançar e a bater palmas ao ritmo da música!
Um sucesso este primeiro dia do Jazz na cidade, organizado pelo Imaginário.
Uma diferença notável entre a noite de Évora do dia anterior, onde a cidade parecia fantasma e a de ontem com vida, com alegria, como se quer uma cidade turística.
Dei por mim a observar um grupo de turistas que dançavam e batiam palmas ao ritmo das cordas e pensei…”quando chegarem a casa irão dizer que Évora é uma óptima cidade, animada, com gente!” Os amigos resolvem vir …têm azar, afinal é só este fim-de-semana, depois volta a ser a cidade fantasma do resto do ano!
Perguntei, no final, a um membro da organização o valor do festival, os parceiros e que apoio tinha dado a Câmara. Tudo números razoáveis, dentro dos limites da contenção. Um apoio camarário simbólico, tão diferente dos números do fim-de-semana passado…em dinheiro e em sucesso!
A vereadora da cultura foi aos dois (via-a lá), pode tirar as conclusões que todos nós tiramos,a cidade, a população e o turismo necessita é de coisas menores, mas em maior número.

Lurdes
6 Agosto, 2010 14:11

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O que é uma cidade educadora?

Esta é a imagem de identificação internacional
 das Cidades Educadoras
Segundo a Secretária-geral da Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE) este é um conceito "significante de uma proposta integradora de educação formal, não formal e informal, gerada pela cidade, para todos os seus habitantes e reveladora de um compromisso politico e activo, que respeita às famílias e às escolas, mas também aos municípios, associações, industrias culturais, empresas, instituições e entidades colectivas".

Évora é formalmente uma Cidade Educadora desde 2000 mas falta-lhe apropriar-se do conceito, compreende-lo e integra-lo.
Por outras palavras, pode dizer-se que na Cidade Educadora deverá caber o que já não cabe no "pote" representativo da escola (segundo a imagem de António Nóvoa na entrevista antes citada).
A Cidade será "um pote" com outras possibilidades, ajudando e complementando a Escola Pública, sem se confundir com ela.
A Cidade, se se quiser Educadora pode pois, assumir-se como uma forma de articular procuras e respostas, sendo que a participação dos cidadãos é condição básica e imprescíndível.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alvito: em 9 meses resolveram o problema do desemprego. Em quantos mais vão resolver o do envelhecimento?

Fui alertado para esta notícia da Voz da Planície pelo Lopes Guerreiro e pelo seu alvitrando. E não resisto a destacá-la aqui. E o caso não é para menos. O concelho de Alvito, em Junho, não tinha desempregados registados. A Câmara diz que isso é resultado do trabalho da autarquia. Luís Beguino, que é vice-presidente da Câmara diz que “este resultado se deve em muito ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Económico da autarquia”. Recorde-se que este executivo CDU foi eleito nas últimas eleições há 10 meses. E, logo depois de ser eleito, João Penetra, o novo presidente, confidenciava ao semanário REGISTO que “o envelhecimento e desemprego" eram "preocupantes” no concelho. Menos de um ano depois, ouve-se já pelas ruas do país um grito veemente: Penetra  para a pasta da Economia, Beguino para a pasta do Emprego, Penetra & Beguino para primeiro-ministros. Com tais resultados, em tão pouco tempo, que espera o país para pôr Alvito no mapa e os seus autarcas no Governo da nação?

Évora: Intensidez vai fechar?

Soube que a Intensidez, o óptimo bibliocafé de Évora, palco de tantas iniciativas, fechou para férias e não deverá reabrir. Os seus proprietários, que tão bem animaram e deram vida às noites de Évora, com múltiplos projectos, poderão mesmo ir viver para uma antiga colónia portuguesa. Soube também que um grupo de frequentadores daquele espaço procura uma solução de forma a manter a sua continuidade – o que não será fácil, já que são precisamente as dificuldades económicas que terão levado a Ana e o Davide a pretenderem abandonar o “negócio”.