segunda-feira, 31 de maio de 2010

Santiago Macias quer Carvalho da Silva como candidato à presidência

Quem havia de dizer? As primeiras palavras-de-ordem estruturadas apelando à entrada de Carvalho da Silva na corrida a  Belém (como candidato do PCP?) vieram de dois alentejanos de Moura. Sabemos pelo blog do Santiago Macias que, depois da manifestação de sábado em Lisboa, da CGTP, ele e o Rafael (Rodrigues?) chegaram à conclusão - depois também dumas cervejas na Ribadouro - que era preciso fazerem alguma coisa para que a ideia se espalhasse. Vai daí já está no Facebook uma página destinada a esse efeito. Se pelo menos um em cada 3 dos que estiveram na manifestação apoiar a causa, Carvalho da Silva não terá dificuldade nos apoios. Mas o que é que dirá quem manda?

Agora é possível, sem tibiezas

Eu não posso discordar de tudo o que o Elias Matias aqui afirmou.
Sem dúvida que o momento que atravessamos e a oportunidade de reunir numa manifestação tal número de presenças, de comunhão de objectivos, formando o maior protesto de rua desde o 25 de Abril, levaria a uma posição mais clarificadora; se se tem nas mãos a oportunidade de mostrar força, que se mostre.
Mas também é verdade que esta manifestação deixou escancarada a porta, não se pode ignorar que centenas de milhar de pessoas saíram à rua, de que forma, com que determinação?
O facto é que a partir de dia 29 a abordagem deixou de ser apenas partidária e assumiu uma dimensão muito mais abrangente.
Estou certo que surgirão outras formas de luta. Agora é possível, sem tibiezas.
Por isso entendo não ser crível que se deixe de comentar a manifestação, aliás nem isso importa, prioritário é assumir as consequências e continuar, passar a outro patamar.

Saudações.
M. Sampaio
31 Maio, 2010 00:51

A bota não bate com a perdigota


Não fui à manifestação porque estive a trabalhar no sábado. Caso contrário era possível que tivesse ido. Mas assisti durante todo o dia às intervenções via rádio sobre os grupos que daqui e dali se dirigiam para Lisboa, como depois assisti em directo na SICN ao arranque da manifestação, ao essencial dos discursos e ao discurso de Carvalho da Silva na íntegra. E fiquei com a mesma opinião do wehavekaosinthegarden: tratou-se de um passeio pela Avenida da Liberdade, muito participado, é certo, mas duma total inocuidade política, desde as palavras de ordem, até ao tom dos discursos que, todos eles, pareciam destinados a "melhorar o capitalismo" e nunca a "mudar a vida". Diz o Miguel Sampaio que "a maior intervenção, a mais importante, foi a presença de toda aquela gente a gritar JÁ BASTA!". Mas há alguma dúvida de que existe um enorme descontentamento na sociedade portuguesa? Era preciso esta manifestação para se saber isso? Uma manifestação destas deveria ter servido para apontar saídas políticas e sociais, de efectiva ruptura com o "status quo", num momento em que a maioria das pessoas contesta o governo e considera justamente os mais poderosos, os que sempre governaram, como os causadores da crise que o país atravessa. E o que fez Carvalho da Silva? Um discurso, como um dos comentaristas diz, "sem chama" e dizendo que a CGTP ia usar todas as formas de luta permitidas pela constituição. Foi para isto que convocaram a manifestação? Só faltou dizer que iam fazer um abaixo-assinado a pedir ao governo para ser mais "bonzinho" e praticar "uma política mais de esquerda". Eu ouvi na reportagem da SIC Noticias uma boa meia dúzia de manifestantes, desempregados, desesperados, dizendo cobras e lagartos da situação politica e social que os levou à situação em que estão, radicais no que consideravam ser a saída para a crise, e depois ouvi Carvalho da Silva num dos discursos mais "soft" de que tenho memória. Alguma coisa aqui não bate bem. Nem a bota bate com a perdigota, nem a perdigota com a bota.
Não duvido que tenha sido uma grande manifestação, em número de manifestantes e enquanto experiência de vida, de convívio e de camaradagem para muitos dos que lá foram e desfilaram. Não terá sido para todos porque já ouvi várias críticas a pessoas que lá foram e que vieram desiludidas pela falta de combatividade. Ainda há pouco estava a falar com um dos habituais participantes neste blog, via messenger, e o GUGAS dizia-me que "24 horas depois já ninguém fala da manif. Parece que foi um passeio de sábado"
E, de facto, o que me parece é que foi uma manifestação inócua de que meia dúzia de horas depois já quase ninguém falava e que mal marcou a agenda política. Será que a Grécia fica assim tão longe da Avenida da Liberdade?

Elias Matias
30 Maio, 2010 23:25

Alinhamentos

domingo, 30 de maio de 2010

Teresa Samarra: continuação





(clique para aumentar)

Mais uma vez na "mouche"


Percebe-se logo porque é que nenhum dos poderes e dos poderzinhos que por aí circulam "podem" com o wehavekaosinthegarden. Não deixa bonzo nenhum em cima do pedestal. Que as "colagens" e as palavras não te doam, companheiro! E subscrevo inteiramente o texto que acompanha o cartoon.
"E pronto, lá fui eu passear-me pela Avenida, chamada da Liberdade, para lutar contra a injustiça social que se vive no país e pelo infame ataque aos mais fracos e desprotegidos que está a ser feito em nome da crise. Ingenuamente quis acreditar que hoje pudesse ser diferente, que fosse uma manifestação de todos contra estas políticas, e não mais um desfile da CGTP que acabou em lindos discursos arrematados pelo obrigatório Hino Nacional. Fui e não gostei porque se gritou mais CGTP, CGTP que palavras contra o governo. A palavra capitalismo parece que se tornou tabu, a participação dos não alinhados, dos que dizem coisas diferentes, como a palavra "capitalismo", são rodeados pelos "stewarts" da manifestação e forçados a desfilar no passeio. De Greve Geral não se falou e ficou em aberto a possibilidade de todas as formas de luta permitidas pela Constituição (como se na véspera da Manifestação já não o fossem). Não se sabe para quando, como se não fosse agora a hora de as fazer. Não se sabe quais, como se não fosse a hora de serem todas começando pela Greve Geral. Uma jornada que devia ter sido de luta e foi simplesmente mais uma de propaganda. Fui, porque todos nunca seremos demais para acabar com a injustiça e a miséria, voltarei a ir porque pouco é melhor que nada, mas acredito que é preciso fazer muito mais. Aliás, passeios destes já acontecem há muitos anos e os trabalhadores continuam a ver os seus direitos e poder de compra cada vez mais reduzidos" (in wehavekaosinthegarden).

País estranho...



Alegre apostou em Sócrates, Sócrates retribui e apoia Alegre. A jogada de Alegre deu certo e o 1º Ministro acabou por "engolir o Poeta" e dar-lhe uma mãozinha.
Alegre com esta jogada perde muitos dos seus eleitores do passado e vai perder as eleições.
Já Sócrates volta a ganhar, apoia Alegre, mas ganha Cavaco de novo, que foi quem ele sempre quis.
Este, mesmo com a aprovação do casamento gay, parte em vantagem, já que a direita, pode até não gostar, mas vota sempre em Cavaco, diga a Igreja o que disser!
Fernando Nobre é só mais um crente que não tem pernas para se fazer ao caminho!
Moral da historia... Ganha Sócrates e Cavaco!
País estranho onde a direita ganha ao mesmo tempo que a "esquerda" ganha também!
Ou será que não existe ESQUERDA?

Lurdes
30 Maio, 2010 14:22

Tão amigos que eles andam...

No regresso da visita à Venezuela, o primeiro-ministro passou esta manhã pela Região Autónoma da Madeira, onde foi recebido por Alberto João Jardim.
Isto ainda vai acabar mal...

Hoje é o dia da decisão

O PS decide hoje quem vai apoiar na corrida à Presidência da República. Quase de certeza que vai apoiar a candidatura de Manuel Alegre. Mas quantos, na direcção do PS e não só, gostariam de apoiar outro candidato?...

sábado, 29 de maio de 2010

Eu vou manifestar-me!

É um pouco como diz, mas isso é culpa nossa, porque permitimos e às vezes até valorizamos, esse tipo de comportamento, chamando-lhe ambição, determinação, eu sei lá.Quanto à Manifestação ela é ainda uma das formas mais eficazes e assertiva de mostrar força, veja o que sucedeu com os professores.Aliás quando votamos não fazemos mais do que manifestar a nossa vontade.Certamente que aqueles que nos governam, sentados lá em Berlim e em Wall Street se estarão a marimbar para os nossos anseios, mas há muitos como nós, por essa Europa fora, que estão do mesmo lado da barricada, que têm os mesmos interesses e expectativas. a sua vez de manifestarem a revolta também chegará. Depois seremos todos em conjunto, porque esta crise não é de um País, é de um sistema desumanizador que optou pelas estatísticas e travestiu as pessoas em números, as nossas aspirações em projecções, a nossa resistência às adversidades, em oportunidade de negócio.Sabe Maria, eu vou manifestar-me, como me manifesto todos os dias,vou para a rua gritar, devo-me isso, devo isso aos meus filhos, devo isso a todos os que lutaram, que abdicaram da vida e da Liberdade, para que o mundo fosse melhor, mais justo, para que a história do homem se passasse a escrever com a participação de todos e não apenas de alguns, daqueles a quem o destino colocou numa posição de poder e que usaram esse mesmo poder não para benefício colectivo, mas para sua própria vantagem.É um pouco como diz, mas isso é culpa nossa, porque permitimos e às vezes até valorizamos, esse tipo de comportamento, chamando-lhe ambição, determinação, eu sei lá.Quanto à Manifestação ela é ainda uma das formas mais eficazes e assertiva de mostrar força, veja o que sucedeu com os professores.Aliás quando votamos não fazemos mais do que manifestar a nossa vontade.Certamente que aqueles que nos governam, sentados lá em Berlim e em Wall Street se estarão a marimbar para os nossos anseios, mas há muitos como nós, por essa Europa fora, que estão do mesmo lado da barricada, que têm os mesmos interesses e expectativas. a sua vez de manifestarem a revolta também chegará. Depois seremos todos em conjunto, porque esta crise não é de um País, é de um sistema desumanizador que optou pelas estatísticas e travestiu as pessoas em números, as nossas aspirações em projecções, a nossa resistência às adversidades, em oportunidade de negócio.Sabe Maria, eu vou manifestar-me, como me manifesto todos os dias,vou para a rua gritar, devo-me isso, devo isso aos meus filhos, devo isso a todos os que lutaram, que abdicaram da vida e da Liberdade, para que o mundo fosse melhor, mais justo, para que a história do homem se passasse a escrever com a participação de todos e não apenas de alguns, daqueles a quem o destino colocou numa posição de poder e que usaram esse mesmo poder não para benefício colectivo, mas para sua própria vantagem.Eu vou manifestar-me!

Miguel Sampaio

Os trabalhadores estão em luta por um novo rumo

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Porque é que estes tipos não se calam?

Há meses que este governo e os seus membros dizem e se desdizem sem nenhuma necessidade. Prometem hoje uma coisa, amanhã voltam atrás. Dizia Sócrates na Ovibeja que os investimentos iam continuar, dias depois anuncia que eles vão parar. Num dia anuncia que não vai haver subida de impostos, dias depois anuncia que o IVA vai subir e que vai ser criado um imposto especial sobre os salários. Só não se compreende porque é que não estão calados e andam a prometer o que dias depois desprometem, no maior chorrilho de verdades, que rapidamente o deixam de ser, de que há memória em Portugal. E quem também tem andado sempre nesta onda é o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos é um autêntico cardeal a acompanhar o papa Sócrates. Sem necessidade, ainda hoje, vem com afirmações que o tempo irá desmentir, como tantas outras afirmações suas já desmentiu. Disse Teixeira dos Santos que "as medidas adicionais para reduzir o défice irão permitir ao Estado começar a reduzir a trajetória da dívida pública já em 2012, um ano mais cedo que o previsto".
Caro ministro: não havia nexessidade. Até podia dizer que a dívida pública se iria extinguir no período de verão que ninguém o levaria a sério. Porque a credibilidade custa a ganhar, mas quando se perde é num ápice que se vai.

Mas as coisas terão que ser sempre assim tipo pescadinha de rabo na boca?

Nada tenho contra os desfiles e considero que, em todos eles,  a esmagadora maioria dos que desfilam fazem-no com convicção, com verdade e com sentido de cidadania.. Mas não me entusiasmam os desfiles, sejam de moda ou de protesto. É claro que prefiro os de protesto, mas sendo apenas de protesto tornam-se ineficazes. Protesto hoje contra estes, amanhã contra os que para lá forem, depois ainda contra os que hão-de vir. E se ajudo estes a caírem da cadeira, sei, por experiência feita ao longo das últimas décadas, que os que para lá forem não serão melhores do que estes. Em cada cavadela a minhoca piora. Por isso, os desfiles de protesto não me convencem. Nem me convencem os que querem tirar de lá estes para porem outros. Nem os outros que hão-de disputar as migalhas do poder aos que lá estiverem depois. Convencer-me-ia uma prática sindical que tivesse uma agenda própria, autónoma e ela própria construtora de um projecto diferente. Não me entusiasmam absolutamente nada sindicatos tipo bolas de ping-pong atiradas para cima da mesa ao serviço de estratégias mais ou menos partidarizadas. Sejam estas ou outras. Apesar disso, se estivesse em Lisboa, amanhã iria desfilar. Mas não me esqueceria de que, entre os que vão desfilar, há muitos que, se tivessem uma réstia de poder, eu estaria a desfilar contra eles. Com, pelo menos, o mesmo empenho com que desfilaria contra estes e as suas políticas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Seria bom que arte e vida não fossem duas categorias separadas



Imagine mais de 30 membros da Companhia de Opera de Filadélfia, no meio da multidão, num mercado, como transeuntes comuns, de repente, a começarem a cantar... Seria bonito, não é? Então porque é que não pode ser?

Sugestão do Lopes Guerreiro

VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

volta a fazer da cidade a capital da banda desenhada no nosso país, juntando autores consagrados e talentos emergentes, entre os dias 29 de Maio e 13 de Junhol, organizado pelo município, conta com a presença de alguns dos mais importantes autores do Mundo (Hermann, Rufus Dayglo, Niko Henrichon, Fábio Moon, Gabriel Bá, entre outros), e terá patentes ao público 21 exposições de mais de 70 autores de 14 países, espraiando-se por vários locais do centro histórico da cidade, com especial incidência na Casa da Cultura.

virado para todos os públicos, que mostra muitas das orientações que se fazem sentir no campo da banda desenhada contemporânea…

Para mais informação aceda ao sítio do festival

Registo: edição 107

Questões ao Dr. Manuel Porta

Dois grandes factos ressaltam desta entrevista:
1. Foi celebrado um negócio jurídico ruinoso para o Lusitano assente em meras expectativas jurídicas;
2. As receitas geradas pelo negócio e dos patrocinadores foram desbaratadas sem qualquer prestação de contas.

Questões ao Dr. Manuel Porta:
1. A venda à Evoraurbe pode ou não ser declarada nula à luz do Código Civil?
2. Não existem documentos contabilísticos que titulem os gastos?
3. Se existem, foram responsabilizados os sócios responsáveis pela alienação de património.
4. Foi solicitada auditoria às contas do Lusitano?
5. Se detectadas irregularidades, foram participadas às entidades competentes?
6. Quem foram os nomes associados ao negócio, podemos saber?
7. O que é a Evoraurbe?
8. Qual o papel da CMÉvora neste processo?

A bem da transparência cabe-lhe denunciar situações concretas e não dar respostas meramente esféricas que em nada clarificam o problema

Anónimo
27 Maio, 2010 14:13

Negócios escuros à volta do futebol. Será que na Covilhã este ano aconteceu o mesmo?


Há sonhos assim. Não passam disso mesmo. Muitas vezes o que parece “de sonho” acaba em tremendo pesadelo. Em 2006 o Lusitano viveu 15 dias de sonho. Vendeu património, “ganhou” um novo campo. Teve a Selecção Nacional a preparar o Mundial da Alemanha com Figo, Ronaldo, no novo campo. Durante 15 dias o Lusitano foi notícia. O sonho. 15 dias. Agora vive-se o pesadelo. Dizer que a crise é grave são meias palavras. O Lusitano está arruinado.

Manuel Porta, Presidente do Lusitano Ginásio Clube
Até o futebol sénior pode acabar

Paulo Nobre
Seja sinal dos tempos, seja por maior conveniência de ambas as partes, a entrevista com o presidente do Lusitano é feita no seu escritório de advogados que há anos tem porta aberta ali perto do Largo de Camões, paredes meias com a rua de Avis.
É o presidente do clube, Manuel Porta, quem escolhe o local. Por uma questão de tempo agrada certamente mais a ambos que entrevista ali se faça, sem haver necessidade de irmos à Herdade da Silveirinha, actual casa do Lusitano após abandono do Campo Estrela. A verdade é que a Silveirinha fica a quatro quilómetros de Évora. É longe? De forma alguma. Mas por uma questão de tempo, de jeito, quiçá, é melhor aqui na cidade.
Sentado na sua secretária, carregada de códigos e, presumo, processos nos quais trabalha, é o próprio presidente Manuel Porta que hoje me diz ter sido a Silveirinha factor decisivo para a desmotivação dos lusitanistas. Para mais, o clube caíu agora da III Divisão para os distritais. Nos últimos seis anos “voaram” três milhões de euros dos cofres. O clube está atolado em dívidas.

O Lusitano de Évora acaba de ser despromovido aos regionais. Neste momento é o único lugar a que pode aspirar este histórico clube da cidade que já viveu entre os maiores?
A actual direcção herdou uma pesada herança e o Lusitano está neste momento a braços com uma grave crise económica, financeira e estrutural ao ponto de eu poder dizer que o Lusitano hoje não tem sequer património. Há uma expectativa jurídica de criação de um património na Herdade da Silveirinha e construção de um complexo desportivo que tem sofrido as mais variadas vicissitudes. Hoje não termos sequer dinheiro para continuar a sua construção.
Com muito esforço e com muitos sacrifícios vamos tentar construir na Silveirinha um relvado sintético para futebol de onze, outro para futebol de sete. Estamos s estudar orçamentos e esperamos com isso dinamizar a vida do Lusitano.

O futuro passa por aí?
A situação é muito grave e preocupa-nos muito mais aquilo que nos deixaram do que propriamente o que temos ou possamos construir na Silveirinha. O Lusitano é um clube com um historial muito grande, mas como lhe disse, atravessa uma grave crise.

É assim tão grave?
O Lusitano tem hoje dívidas superiores a 240 mil euros o que, não sendo muito dinheiro, é demasiado para um clube desta dimensão. É isso que nos preoucupa. Estamos a analisar a situação com as reduzidas receitas que temos. A autarquia não tem cumprido com o clube o contrato-programa de desenvolvimento do desporto. Não há patrocinadores devido a alguma desconfiança resultante de má gestão de anteriores direcções.
Tudo isto significa tão poucas receitas que nos deixa sérias dúvidas sobre o futuro imediato do clube. Esta é a grande verdade e de tal forma que ainda esta semana, em reunião de direcção, concluímos ser até difícil prognosticar a existência de uma equipa de futebol sénior para a próxima época.

É possível a desistência do Lusitano?
Estamos ainda a analisar a situação. Temos algumas iniciativas em marcha na tentativa de angariar algumas receitas. Provavelmente vamos conseguir, embora com muito esforço. Mas não pomos ainda de parte a ideia de abandonarmos o futebol sénior durante o tempo que for necessário para credibilizar o clube e viabilizá-lo económica e financeiramente.

Estamos a dias de uma Assembleia Geral. A tónica do seu discurso não  é também uma forma de fazer soar os alarmes, de chamar os lusitanistas à razão?
Isto não é um alarme. É  uma realidade muito séria. Os sócios têm, em simultâneo, o direito e o dever de tomar conhecimento da situação para que se juntem à actual direcção e nos ajudem. Há uma grande necessidade de dar a conhecer a situação por que passa o clube. Este é o clube mais representativo de Évora e seria com grande pena nossa que deixaríamos cair o Lusitano cessando as suas actividades mais relevantes no campo desportivo.

Há  centenas de miúdos a jogar futebol no Lusitano. Já  pensou num clube exclusivamente dedicado à formação nessa fase a que chama de credibilização?
No cenário actual é de admitir que isso venha a acontecer, porque a formação desportiva no Lusitano é das melhores no sul do país e deixo aqui um agradecimento público a todos os que ali trabalham. Ainda este fim de semana a equipa de juniores se sagrou campeã distrital jogando no ano que vem nos nacionais.

A opção não pode passar pelo aproveitamento dos jovens para a equipa sénior?
É umas das vias se não tivermos possibilidades de construir uma equipa sénior com valor. No entanto, reconheçamos que esses jovens, numa equipa sénior, podem não dar ao Lusitano aquela competitividade capaz de nos catapultar para os lugares cimeiros.

É então preferível acabar em vez de ter uma equipa que não seja digna da camisola, da história do clube…
Para andarmos a peregrinar nesse campeonato distrital a obter resultados que nos envergonhem é preferível deixarmos os séniores e dedicarmos-nos de alma e coração à formação.

Silveirinha: negócio “altamente ruinoso”

Precisamente há  quatro anos estava aqui a Selecção a estagiar para o Mundial. O Lusitano fazia o negócio da Silveirinha apontado como uma grande oportunidade de revitalização do clube. O que é que correu mal?
Posso dizer-lhe, porque hoje conheço bem o processo: esse negócio foi altamente ruinoso para o clube. Primeiro porque a saída do Campo Estrela para a Silveirinha criou grande desmotivação para a massa associativa. Depois, os nossos patrocinadores que tinham um local que garantia uma visibilidade muito grande, deixaram de a ter. A Silveirinha não dá isso aos nossos patrocinadores.

Porque está  longe?
Sim, porque hoje o campo de futebol está a quatro quilómetros da cidade e antes estava quase no centro. Mas eu ainda me conformaria com a saída para a Silveirinha se os proveitos, o dinheiro recebido nesse negócio imobiliário tivesse sido bem aplicado.

Isso não aconteceu?
Não. As anteriores direcções gastaram tudo quanto havia para gastar e deixaram o clube cheio de dívidas.

Gastaram em quê?
Pois, essa questão deixa-nos embaraçados, porque nós não sabemos onde foi gasto esse dinheiro. Não foram feitos quaisquer investimentos e gastou-se em seis anos, entre esse dinheiro recebido do negócio imobiliário, os patrocínios, as receitas da quotização, uma quantia superior a três milhões de euros. Mais de 600 mil contos em moeda antiga.

Nenhum desse dinheiro serviu para desenvolver o clube? Pagar eventuais dívidas?
Curiosamente, durante esse período foram contituídas mais dívidas ao ponto de hoje o Lusitano dever à  Segurança Social, a vários credores particulares, ao Fisco. Um mundo de dívidas que nos deixa sérias preocupações. Inclusivamente a quota de 20 por cento que o Lusitano tem na Evourbe, decorrente do negócio imobiliário, está hipotecada pela Segurança Social.

É possível responsabilizar as pessoas das anteriores direcções?
A questão da responsabilização das pessoas que gastaram esse dinheiro é muito delicada. Eu como advogado não me atreveria a acusar fosse quem fosse de actos de natureza ou de índole criminal. Agora há uma coisa que nós podemos dizer: houve manifesta negligência nas últimas gerências deste clube.  Como foi possível receber tanto dinheiro e ficar sem nada para sequer fazer uma obra na Silveirinha sem ficarmos em favor?

É possível contornar esta situação?
É muito difícil. A venda de todo o património, do Campo Estrela e dos anexos, já foi objecto de escritura pública de compra e venda. Não temos possibilidade de inverter os acontecimentos. Por outro lado, temos uma expectativa jurídica de vir a ter um complexo, mas que neste momento também…

Quando fala nessa possibilidade jurídica isso significa que o complexo da Silveirinha possui um ónus, não pertence na totalidade ao Lusitano?
Neste momento o complexo da Silveirinha não é património do Lusitano. Tudo aquilo ainda está  em nome da Evourbe que é a entidade com quem o Lusitano negociou todo o seu património. Como lhe dizia de início, não temos património. Nenhum. Essa é a grande verdade. Tudo foi construído sobre o joelho. Aquilo foi uma feira de vaidades quando da vinda da Selecção que levou ao envolvimento da Câmara de Évora, a direcção do Lusitano, a Federação. Hoje tenho a certeza que quando cá  cheguei houve deliberada intenção de me esconderem os pormenores desse negócio.

E os sócios do Lusitano? Eles podiam ter impedido o negócio.
Essa é uma situação melindrosa. Os sócios poderiam ter impedido a venda do património, sim. Mas o que é verdade é que a venda foi aprovada em Assembleia Geral por 47 sócios, vinte e muitos eram apaniguados da direcção que lá  estava. Eu sem considerar que haja uma incompatibilidader para venda de património, uma vez que os estatutos do clube não prevêm a quantidade de sócios necessários para a alienação de património, acho que a venda nestas condições em nada dignificou a direcção que o fez. Isso marcará por muito anos a vida do Lusitano.

(in REGISTO, 107)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Acrópole XXI: o fim?

Alguém confirma? Confidenciaram ao acincotons que a Câmara Municipal de Évora tinha, em recente reunião, admitido que iria desistir da candidatura (já aprovada) de renovação urbana Acrópole XXI, por falta de verbas para assumir a percentagem que lhe caberia no valor do projecto. Se for assim talvez haja crises que vêm por bem...

Vinhos: Uma selecção de Ouro e Prata

O Selezione del Sindaco – “A Selecção do Presidente”, é um concurso enológico internacional, organizado pela Citta del Vino, congénere Italiana da Associação de Municípios Portugueses do Vinho que se realizou em Brindisi-Itália, nos dias 21, 22 e 23 de Maio. Esta edição contou pela primeira vez com a participação de 80 produtores de 22 Municípios de Portugal filiados na AMPV.  Dos vinhos alentejanos dois ganharam medalhas de ouro. Outros dois medalhas de prata.

MEDALHAS DE OURO

Herdade Grande Reserva Tinto 2007 – Herdade Grande (Vidigueira)
Alfaraz Touriga Nacional 2006 Tinto – Henrique Uva (Beja)

MEDALHAS DE PRATA
Vinhas da Ira Tinto – Henrique Uva (Beja)
Herdade Grande Colheita Branco 2009 – Herdade Grande (Vidigueira)

(fonte AMPV)

1ª página do REGISTO desta semana

Governo "acaba" com a crise

O governo decidiu acabar com algumas medidas – crise, lançadas para tentar atenuar os impactos sociais negativos resultantes da crise. Acabar com tais medidas só se justificava se tivessem terminado as razões que as justificaram. Esta decisão é mais uma demonstração de que lado está o governo e quem este pretende que, mais uma vez, pague a crise.

Foram estas as medidas que o governo agora suspendeu:

- O alargamento do subsídio social de desemprego por mais seis meses
- A redução do tempo de trabalho que dá acesso ao subsidio de desemprego
- A majoração do montante de subsídio de desemprego para casais desempregados com filhos a cargo
- O reforço da linha de crédito para apoiar a criação de empresas por parte de desempregados
- A redução em três pontos percentuais das contribuições das empresas que têm trabalhadores com mais de 45 anos
- Os apoios aos trabalhadores em lay-off
- A requalificação de 5.000 jovens licenciados em áreas de baixa empregabilidade
- Eliminação do pagamento adicional do abono de família dos 2º,3º,4º e 5º escalões.

Os trabalhadores saberão dar a resposta que o governo merece. A manifestação de sábado será uma primeira demonstração de que os trabalhadores, os portugueses não vão consentir o governo, ao serviço do capital financeiro, os “esfole vivos”.

terça-feira, 25 de maio de 2010

E tu? És maricas ou tens gripe?!...

Um rapaz e uma rapariga, alentejanos, passeavam pelo campo quando a Maria
parou e perguntou ao Manel:
- Como é que o cavalo sabe que a égua "o quer"?
Ao que o Manel responde:
- Pelo cheiro.
A Maria continua a andar e pouco mais à frente pára e pergunta:
- Manel, como é que o cão sabe que a cadela 'o quer'?
Manel respondeu:
- Pelo cheiro, Maria.
Mais à frente a Maria torna a perguntar:
- Manel, como é que o touro sabe que a vaca 'o quer'?
Manel responde (pacientemente):
- Maria, já te disse que é pelo cheiro!!!!!!!
Depois de uma curta pausa olhando fixamente para os seus olhos, Maria
pergunta:
- E tu, ó Manel, és maricas ou tens gripe?!
Recebido por e-mail.

Aberto a todos

CONVITE

EM ÉVORA, SÊ ROMANO! PERDÃO, ALENTEJANO!

exposição

pintura . escultura

A Direcção da Associação 25 de Abril tem o prazer de convidar VªExª para

a inauguração da Exposição de António Colaço,

“EM ÉVORA, SÊ ROMANO! PERDÃO, ALENTEJANO

que terá lugar na próxima Sexta-Feira, 28 de Maio, pelas 19 horas, na

Galeria da Associação, na Rua da Misericórdia, Nº95, ao Chiado.

A apresentação será feita pelo Dr. Mário Pissarra, Professor de Filosofia.

Será servido um Poejo de Honra que acompanhará Bolo Finto de Mação.

Rebeldes precisam-se

Aqui há dias o Lopes Guerreiro fazia menção aos "Gatos" de Fialho de Almeida. Começa a ser altura de arranhar com força sem temer. Os Homens da Luta, que vão estar na Queima das Fitas de Évora têm a irreverência e a coragem que falta a muitos. Talvez eles possam ser a inspiração crucial para não nos deixarmos levar pela cambada que diariamente mete a mão ao bolso e nos rouba descaradamente o fruto do nosso trabalho alegando que somos "pouco competitivos". A todos esses que ao longo dos anos, agarrados à mama dos partidos, saltam de poleiro em poleiro sempre a meter a mão, aqui lhes deixo este vídeo e a minha mensagem especial: Vão bardamerda!

Participar para melhorar

"A Agenda 21 local é um plano de acção para aumentar a qualidade de vida e torná-la sustentável.
Nasceu na Cimeira do Rio onde foi aprovado um Plano de acção da ONU para o sec XXI. O capítulo 28 desse documento apela às autoridades locais de cada país para que desenvolvam uma versão local."
Na região do Alentejo central 7 munícipios estão a tentar responder a este apelo.
A participação dos cidadãos é uma vertente fundamental para a definição das estratégias a encontrar.

No caso de Évora, está marcado para quinta feira 27, à noite, nos Paços do Concelho, o 1º Fórum de Participação, para o qual estão convidados todos os cidadãos interessados. O processo é conduzido pelo Civitas, pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, e pelo Munícipio de Évora.

Mensagens



Um amigo dizia-me há poucos dias que as mensagens se afirmam pelo seu valor intrínseco, e não pelas formas que assumem, ou canais que percorrem.
Uma outra amiga sugeriu-me este vídeo. Onde se questionam conceitos como família, mercado, recursos, medo, futuro, o homem, o outro...
Pergunto-me entã qual será o valor intrínseco destas mensagens? Estarão a passar?

Olha quem anda a apanhar uva...

Pensamento do dia (claramente dedicado ao povo português)


Não interessa o quanto a vida te tem maltratado...
Anda sempre de cabeça erguida!!!


(sugestão de António Ventura. Recebida por mail)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Podias ter comprado um chapéu...

João comprou um par de sapatos novos e chega a casa:
- Maria o que achas?
- Acho de quê?
- Não notas nada de diferente?
- Não...
João vai à casa de banho, tira a roupa toda e volta apenas com os sapatos
novos calçados.
- E agora? Já notas alguma coisa diferente?
- Não, o 'coiso' continua pendurado para baixo, assim como estava
ontem e como estará amanhã!
- E SABES PORQUE É QUE ELE ESTÁ PENDURADO PARA BAIXO?
- Porquê?
- Porque ele está a olhar para os meus sapatos novos!
- Hum... podias ter comprado um chapéu…

Recebido por e-mail.

Assim se combate o desemprego...

A Brisa inicia em Junho a instalação de máquinas automáticas para o pagamento de portagens em todo o país. A medida vai conduzir à dispensa de 1.280 trabalhadores portageiros, a quem vão ser propostas rescisões voluntárias.

Encontrem uma cura para o cancro, antes que me cresçam as maminhas.

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domingo, 23 de maio de 2010

Já poucos são assim...

miando pouco, arranhando sempre, e não temendo nunca

Ministério das Finanças informa


(sugestão de Nuno Mendes)

Petição da LPN para a defesa da biodiversidade do Sudoeste Alentejano

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,

Os signatários desta petição vêm por esta forma exprimir a sua profunda preocupação para com as crescentes ameaças à conservação dos valores de biodiversidade e do património natural do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Este Parque é um dos troços de litoral mais bem preservados da Europa, e nele ocorrem espécies da fauna e flora, bem como habitats, únicos no mundo. O Governo Português, ao classificar esta área no âmbito de várias Directivas Comunitárias (Directivas Aves e Habitats) e Convenções Internacionais (Convenção de Berna), assumiu responsabilidades não só junto de várias instituições internacionais (União Europeia, Conselho da Europa), mas também e sobretudo perante os cidadãos de Portugal e resto da Europa.
Neste contexto, os signatários solicitam à Assembleia da República que sejam asseguradas medidas legislativas, em particular através do Plano de Ordenamento do PNSACV, com vista a:
1. Parar imediatamente a tremenda destruição de habitats por práticas agrícolas intensivas praticadas na área do perímetro de rega do Mira, que ocupa 20% da área terrestre do PNSACV, através da sua substituição por uma agricultura extensiva amiga do ambiente;
2. Recuperar os habitats degradados e destruídos por esta actividade agrícola na última década;
3. Travar o aumento da pressão turística e urbanística sobre o PNSACV, impedindo o aumento do número de empreendimentos turísticos de grandes dimensões e a expansão de novas áreas urbanas dentro do Parque;
4. Aumentar a área de protecção marinha do Parque, que na actual proposta de Plano de Ordenamento ocupa menos de 10% do total;
5. Dotar o PNSACV dos meios humanos, técnicos e financeiros necessários ao cumprimento dos objectivos para que foi instituído.

sábado, 22 de maio de 2010

Melhor do que mil palavras...

Cada vez melhor este wehavekaosinthegarden. Se, com todo o mérito, já se disse que o cartoonista alentejano Luís Afonso era um dos comentaristas políticos mais influentes do país, o que dizer do autor destas montagens na blogosfera que são um verdadeiro espanto? De qualidade, sentido de humor e não-conformismo.Sou um visitante diário. E nunca dou por perdidos os cliques que faço para visitar a página deste companheiro na blogosfera.

... ou talvez não.


O tango nas palavras do Fernando Alves.
(obrigado pela sugestão, C. André)

O engenheiro cai no buraco que abriu


O prémio "a frase mais geométrica da semana" vai para... o deputado Bravo Nico


Na rubrica Destaque (Registo, ed 106 de 20 de Maio de 2010, pp.9) achei delicioso o comentário do deputado do PS eleito por Évora, a propósito da situação da economia portuguesa: “A variabilidade e a volatibilidade da economia é tão grande que ninguém consegue ter a percepção da geometria do obstáculo no espaço de uma semana”. Parece um exercício semântico de imaginaútica, navegação à bolina com recurso a instrumentos ocultos, próprios da pedagogia . Se comecei por rir, o final acabou por me preocupar, quando diz “…talvez seja possível ultrapassarmos estes momentos difíceis…” traduzindo, significa, as orientações do governo nacional. Ora se ele, deputado do Partido Socialistas e ex-governante regional na DREA afirma ter dúvidas, o que não acontecerá a um cidadão comum com dificuldades na “percepção da geometria do obstáculo no espaço de uma semana”.

feliciano de mira
22 Maio, 2010 05:07

Governo reconhece confusão

O ministro das Finanças afirmou hoje que emitiu um despacho “clarificador” para que "não subsistam dívidas" de que as novas taxas de IRS só entram em vigor "a partir de Junho e somente a partir de Junho".
"No meu espírito nunca esteve que fosse outro período que não fosse Junho, mas para que não haja dúvidas exarei um despacho clarificador sobre essa matéria", disse Teixeira dos Santos.


Pois é, senhor ministro! É uma chatice mas as leis não se interpretam com base no que está no "seu espírito" mas no que está escrito. E parece, a julgar pelo que dizem, que os senhores têm muitas coisas "boas" nas suas "cabecinhas pensadoras" mas o que põem ou deixam pôr nas leis não costuma ser nada bom.

Esta tarde na Sé de Évora. E vai ter ministra da cultura e tudo. Que fino!


A temporada de Arte e Cultura "ARTES AO SUL" promovida pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo com o apoio do Ministério da Cultura, arranca este Sábado dia 22 de Maio, com um concerto do EBORAE MVSICA dedicado à Música do Séc.XVI e XVII da Sé de Évora, a ter lugar às 17horas no local da sua criação, a própria Sé de Évora. Iniciativa muito recente, acabada de "montar", a divulgação deste evento está a fazer-se com grande atraso.
Assim, apela-se aos muitos seguidores dos Blogs de Évora que passem a palavra... Não basta rejubilar com a notícia de que Évora vai receber o Museu da Música. Haverá que provar que Évora, não apenas pelas "glórias" passadas, mas sobretudo pelas motivações e interesses do presente, o merece.
Valorizar a música barroca polifónica da Sé de Évora, através da sua execução e da sua audição no seu espaço original, é uma experiência cultural e sensorial única que deve ser experimentada por todos os Eborenses, independentemente do seu conhecimento musical, e convenientemente divulgada a nível nacional e internacional. De facto esta música, a par (ou em conjugação) com o "Cante" tradicional, pode vir a ser o maior cartaz promocional do nosso Património Cultural, afinal o nosso principal activo nestes tempos de incerteza.

António Carlos Silva
(via email)

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Évora: Inauguração este sábado na associação "é neste país"


Inauguração | 16h 22 de Maio

Exposição | Instalação de Fotografia e Video Art

| 22 de Maio a 10 de Junho | Évora


Uma Exposição Instalação colectiva de trabalhos no campo da Fotografia e das Artes Visuais – Vídeo Art. O mote que esteve subjacente na proposta que foi lançada aos criadores, centrou-se na ideia de triangulações e redes hierárquicas que influenciam as relações humanas entre si. O propósito desta Instalação nasceu de um acaso e de longas conversas entre amigos e criadores independentes que procuram todos os dias, arranjar formas de mostrar e partilhar os seus trabalhos artísticos. Frame a frame, esta exposição conta histórias da realidade da vida, do imaginário e do sonho, e de uma maneira directa ou indirecta retratam momentos que se cruzam entre si, ou por um acaso qualquer ou por uma determinação.
Em jeito poético; não podíamos de deixar de usar outros meios em exprimir a essência estética e existencial desta exposição e instalação; “Para lá das ligações aparentes, existe sempre um outro sentido latente nas coisas do imaginário e da realidade, para lá dos movimentos pretendentes, existe sempre um olhar que vagueia, para lá dos rastos do desejo, existe sempre um ouvir escondido, para lá do erro admitido, existe sempre uma ideia convite, para lá desse corpo sem voz, existe sempre uma mão sobre nós, existe sempre alguém ou algo sempre sem voz…” (Luis Fernandes)


é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
266 731 500

CARTA DE UMA MÃE ALENTEJANA

Mê querido filho

Ponho-te estas poucas linhas que é para saberes que tôu viva.

Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa. Se receberes esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando outra.

O tê pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa. Por isso, mudámo-nos pra mais longe.

Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim, arranquei os botões e meti-os no bolso. Quando chegar aí prega-os de novo.

No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O pai e eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção: foi a primeira vez em muitos anos que o tê pai e eu saímos juntos.

Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua.

Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O tê Pai ofereceu-se para comprar o tubo.

Tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina. Portanto, nã sei se vais ser tio ou tia.

O tê mano Antóino deu-me hoje muito trabalho. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive de ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava em baixo.

Se vires o Sr. Alcino, diz-lhe que mando lembranças. Se nã o vires, nã digas nada.

Tua Mãe Mariana

PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope.


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um rato na Casa Branca



A notícia do dia nos Estados Unidos. Segundo as agências: "O presidente norte-americano, Barack Obama, foi ofuscado por um rato quando se dirigia aos jornalistas após a aprovação da importante reforma dos mercados financeiros, aprovada pelo Senado. Quando as câmaras estavam já a postos para a entrada em cena de Obama eis que surge o intruso.O presidente nunca se apercebeu da presença do pequeno roedor. As imagens do rato antes e durante a declaração de Obama estão a fazer furor entre os americanos, com o vídeo colocado no YouTube a contabilizar inúmeras visualizações".
Não só entre os americanos. Por cá também. A começar aqui no acincotons, onde gostamos sempre de saber o que se passa na capital do Império.

Papoilas

O que eu gostava deste disco



Isto só lá vai com muitos améns. E, talvez, nem mesmo assim.

O professor quer agitar as águas mansas em que anda o Bloco Central

Marcelo Rebelo de Sousa está a subir o tom nas críticas a José Sócrates. Num momento de "santa aliança" entre PS e PSD, com Pacheco Pereira a "correr" quase sozinho, Marcelo vem demarcar-se e lançar alguma gasolina para cima da fogueira. Será que o comentador está a preparar-se para regressar "em grande" à TVI e recuperar algum do prestígio que já teve como o "criador de factos políticos mais célebre do país"?

Maurois


Um dia, na parte da tarde, se esse dia lhe chegar,
Talvez logo ao princípio da tarde, ou à tardinha,
Talvez reflicta em silêncio sobre Maurois,
Se Maurois de manhã lhe chegou um dia.
Chegou, de manhãzinha ou durante toda a manhã?
Se lhe chegou, e com outros saber lhe chegou e depois partiu,
Então, logo ao princípio da tarde, ou bem à tardinha,
Peito respirando aberto, de preconceitos liberto,
Reflectirá sobre odores e sabores,
Sentindo prazeres em esquecidos saberes,
Indolores, multicolores!

J. Rodrigues Dias
Évora, 2010-05-19

Sé de Évora: Joaquim Soares e António Colaço em "Cantata para o Irmão Sol"



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quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Nação valente e imortal

Rico "espelho"
Cumprimentos,
Nuno Mendes
(via email)

O Zé Povinho que somos


O pior no meio disto tudo é:
Sermos pobres.
Sermos brutos.
Mal educados.
Muito ignorantes.
qb de estúpidos.
Apoiantes da CHICO-ESPERTEZA.
Acreditarmos que os médicos são os únicos reformados antecipadamente que estão autorizados a exercer funções públicas remuneradas, numa altura em que o desemprego cresce.
Termos a mania da grandeza.
E acharmos que a culpa é sempre dos outros... e só se indigna quem não mama!
Será que não vemos a merda que somos ao não estarmos dispostos a querer mudar alguma coisa no nosso comportamento colectivo?

Manuel António Domingos
20 Maio, 2010 18:04

Se fosse marxista era da tendência Groucho

Para que não se pense que este blog é apenas um vale de lágrimas ou que o mundo vai acabar amanhã ao princípio da tarde aconselho um regresso aos clássicos marxistas. A Groucho, mas podia ser a Harper ou a Chico. Qualquer deles é um verdadeiro mestre na arte da dialéctica. Fiquemo-nos com Groucho na sua solitária canção de protesto, a que se seguem várias das suas frases mais emblemáticas, hoje verdadeiros dogmas marxistas para quem busca outros amanhãs cantadeiros.



"Acho a televisão muito educativa. Toda as vezes que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro."


* "O matrimónio é a principal causa de divórcio."

* "Só há um forma de saber se um homem é honesto... pergunte-lhe. Se ele disser 'sim', então você sabe que ele é corrupto."

* "Eu não frequento clubes que me aceitem como sócio."

* "Há muitas coisas na vida mais importantes que o dinheiro, mas custam tanto..."

* "Eu corri atrás duma miúda durante dois anos apenas para descobrir que os seus gostos eram exatamente como os meus: nós os dois éramos loucos por miúdas."

* "Pretendo viver para sempre, ou morrer tentando."

* "Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes."

* "Eu não sou vegetariano, mas como animais que são".

* "Inteligência Militar é uma contradição nos termos."

* "Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros."

* "Eu nunca esqueço um rosto, mas, no seu caso, vou abrir uma excepção"

* "Inclua-me fora disso."

* "Por que é que eu me deveria preocupar com a posteridade? Ela nunca fez nada por mim."

Groucho Marx

Até onde vão os esbulhos?

Vejam as trapalhadas que esta gente anda a arranjar. Mas se fossem só trapalhadas, desculpavam-se. Mas não, é esbulhar quem trabalha até ao tutano. Afinal o IRS vai ser aumentado a partir de Junho, ou seja, 9/14 do rendimento do ano (7 meses mais subsídio de férias e 13º mês). Mas o aumento do IRC só entra em vigor em Julho.

Como se não bastasse o aumento de 20% sobre a taxa do IVA dos bens esseciais, enquanto a taxa geral aumenta 5%, aumentaram ainda mais a base de tributação do IRS.

É escusado dizer que isto vai dar para tudo e que não serão os trabalhadores por conta doutrem, os desempregados e as pessoas que recebem o rendimento mínimo que vão conseguir escapar-se. Mas haverá muita boa gente que já está a preparar planos para, mais uma vez, escapar.

Reinado de Sócrates está a chegar ao fim

As frequentes trapalhadas e declarações logo seguidas de desmentidos ou esclarecimentos do governo e do primeiro-ministro mostram que José Sócrates já perdeu o prazo de validade, o que também é provado pelo descrédito com que são recebidas as suas palavras, não apenas pela população em geral mas também já pelos diversos comentadores, com excepção de alguns que têm ainda menos crédito do que ele.


As questões que se colocam são as de saber: quando isso vai acontecer - se ainda antes ou depois das eleições presidenciais; como vai acontecer – se através de eleições ou de um novo governo com um novo primeiro-ministro do PS ou de iniciativa presidencial; e quem é o senhor que se segue se for do PS – António José Seguro, que já se mostrou disponível, António Costa, que tem recusado, ou outro.

O que sabemos, e o que não sabemos

Foto Jornal de S. Tomé

Estamos na era da comunicação. Nunca tivemos tantos recursos técnicos, humanos e financeiros, envolvidos na missão de noticiar, estabelecer contactos, promover o conhecimento do que se passa connosco e com os outros. Todavia continuamos a ouvir muito acerca de alguns, e muito pouco ou nada acerca de outros.

Ainda ontem tivemos ouvidos para os banqueiros que quiseram dizer aos portugueses que estão a gastar demais. Recebemos notícias do mundo. Mas não do mundo todo. Por exemplo quem já ouviu falar da MINURSO, e da esperança que representa para muitos milhões de pessoas?
MINURSO são as iniciais de Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental.

Quando o homem da Frente Polisário, sentado à minha frente, ali no bar do hotel Ibis junto às muralhas de Évora, escreveu na minha agenda, em letras maiúsculas, MINURSO percebi, pela forma como escrevia, que era algo da maior importância para si e para o seu povo.

Disse-me que existem 130 milhões de pessoas espalhadas pelos vários países do Magreb, refugiados em acampamentos, vivendo exclusivamente da ajuda internacional, à espera de poderem voltar para a sua terra, pedaço de deserto a que com brilho nos olhos chamam República Árabe do Sahara.

Dizem que voltarão ao seu território logo que poderem ser eles a governar-se. Aspiram à autodeterminação. Por agora é o governo de Marrocos que pretende governá-los. Depois de outros e ainda com o apoio de outros. Asseguram que o seu caso é em tudo parecido ao de TIMOR. Só que não sofreram um massacre como o do cemitério de Santa Cruz em Díli.

Depositam na opinião pública europeia as maiores esperanças, mas não conseguiram ainda atrair as atenções necessárias. Aminatu Haidar estava disposta a morrer por isso, mas foi salva à última hora. O que será preciso acontecer para que se dê atenção ao povo sarahui ? E se lhe reconheça o direito a governar-se a si póprio?