quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vamos conversar sobre isto?

Já aí está a ligação para a reportagem emitida pela TSF sobre a Reforma Agrária: a terra a quem a trabalha. Proponho algum debate sobre este tema. Vamos a isto, em vésperas do 25 de Abril?

23 comentários:

  1. Ouvi e gostei. Acho que é um documento importante. Mas, mais importante, ao ouvir o José Soeiro e o Neves Borges descobri, de repente, que o PCP nunca conseguiu destruir a alma anarquista que existe no movimento operário e revolucionário português. O que o J. Soeiro diz é de quem está contra o poder e o Estado. O discurso de Neves Borges é o dos libertários que incendiaram os campos de Espanha durante a guerra civil. Que faz Marx e Lenin na escatologia universitária e bolchevique portuguesa senão como irrisão que nada acrescenta?

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  2. E porque é que não falam dos que foram vítimas das ocupações de terras? Dos Rosados Fernandes, dos Mexias, Vilhena, Zoios, Núncios, dos estes e aqueles que agora andam nas ruas a passar fome. Porque é que ninguém fala destes esforçados e sofredores cidadãos que tanto sofreram com a Reforma Agrária?


    rt

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  3. A TERRA A QUEM A TRABALHA E O PODER PRA NÓS (pcp)

    Sim, pode-se dizer que foram donos de seu destino.
    Importa, porém, referir que esse destino o entragram nas mãos de outros que o usaram paa fins políticos, cagando-se (é o termo exato) nos trabalhadores agrícolas, que só serviam para fins políticos.
    Se eles tem tomado conta do seu destino e tivessem virado as costas a determinadas forças políticas, hoje muitas cooperativas que morreram ainda existiam.

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  4. Acho importantissimo que se fale da Reforma Agrária, sente-se que ainda é um tema que desperta as paixões...por isso sinto também que há determinados pruridos em debater o assunto!
    MRamalho

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  5. Na Vidigueira vai-se debater a Regorma Agrária no dia 26 de Abril
    às 15:00 no Auditório da Caixa de Crédito Agricola
    http://www.cm-vidigueira.pt/municipio/noticias/c/4BD069B84D0C6

    Participam no colóquio intervenientes importantes do processo, o debate está aberto...esperemos que haja participação!

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  6. POR ISSO É QUE OS DEPUTADOS PORTUGUESES SE BATEM PARA IR PAA A EUROPA

    Você já reparou que os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE ?
    E por quê?

    Simplesmente, escandaloso.
    Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
    Sim, você leu correctamente!
    Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
    Porquê e quem paga isto?

    Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que AQUELES QUE VOTAM AS LEIS SE ATRIBUEM PRESENTES DE OURO.
    A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"
    Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus.
    É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....
    Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
    Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
    Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
    O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.
    É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.
    Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
    1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
    2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
    3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
    Consulte a lista em:
    http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286

    (continua)

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  7. (continuação)

    Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
    Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos… De quem estamos falando?
    Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

    Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
    Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc.
    Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!

    Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
    E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?

    Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!
    O meu objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.

    Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.

    «Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos mídia.

    http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867

    Divulgue e distribua amplamente entre todos os relés de vinte e sete países da União Europeia, e disso resultará algo de bom!

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  8. Aproximam-se as comemorações de uma data histórica para Portugal, a minha geração, gente já da liberdade vai à festa sem memória e passada aquela hora volta para casa descansado.
    Mas para os outros, para aqueles que a ditadura marcou este é um tempo de ferida.
    Dei-me conta disto uma noite destas à hora do jantar, no jornal da noite falava-se nos problemas económicos do país, da pobreza que alastrava, na dificuldade da justiça. Depois foi tempo dos casos polémicos do primeiro-ministro, e de novo os números do desemprego que não param de aumentar.
    Ao longo dessa hora e meia, o meu pai sentado ao meu lado foi falando cada vez menos, foi ficando taciturno e triste….preocupei-me e inquiri-o sobre esse facto (podia ter dito algo sem saber que o magoa-se ou que o aborrece-se) não! Estava a pensar na vida, no seu sofrimento de menino, nas lutas travada na adolescência, na porrada que levou de cada vez que se revoltou com a desumanidade. Estava a pensar na sua esperança, hoje perdida, quando estourou a revolução e estava a pensar nos seus camaradas mortos uns no Ultramar outros nas cadeias portuguesas.
    Os olhos daquele ancião cheios de água, tocaram-me fundo. Ali estava a imagem de uma geração de gente que sonhou com um pais livre e melhor e que hoje olhava para ele com magoa, tristeza e desespero por já não ter forças para lutar e por já não ter tempo de vida para ver o seu pais mudar.
    Aproximamo-nos da data em que muitos vão divertir-se, os da minha geração. Enquanto outros ficarão em casa a chorar pela esperança perdida, a geração que sonhou com a Liberdade!
    Lurdes

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  9. Amanhã comemora-se a restauração da República, no ano do primeiro centenário.
    Liberdade, Igualdade, Fraternidade; não são palavras vãs.
    Muita gente sofreu e morreu por esses ideais.
    Sendo certo que a liberdade não pode existir sem a responsabilidade de por ela lutarmos ou de a preservarmos e aprofundarmos, eu pergunto:
    Para onde queremos ir?
    Nós somos os artesãos do nosso futuro.
    Aqui vos deixo esta memória:
    http://www.youtube.com/watch?v=-K-Re5VXwds
    Viva a Liberdade
    Viva o 25 de Abril

    Saudações Democráticas

    Miguel Sampaio

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  10. Lurdes, discordo apenas num ponto.
    Muitos vão ficar em casa chorando sim, mas não pela esperança perdida, pois a esperança é uma coisa que nunca morre, apenas se adia.
    Muitos irão ficar em casa chorando mas é pela maneira como foram enganados, burlados, ludibriados e usados como bonecos pelo Partido Comunista ao longo destes anos.
    Chorarão sim , mas pela falta de coragem que tiveram em não voltar as costas ao partido e seguirem os seus próprios passos, juntando-se e deixando a política lá longeeee.
    Outros vão chorar por ver os seus antigos camradas dirigente, bem de vida, enquanto eles marcaram passo.
    Cumprimentos

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  11. Manuel António Domingos23 abril, 2010 15:11

    E diz a Lurdes que não pertence a nenhuma família política!?...
    Não pense que está sózinha na luta contra a ingratidão...
    Em nome da ética e da verdade os bonecos não seriam os outros?

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  12. O 25 de Abril foi um negocio saíram uns para ir outros noutro sistema,Portugal é uma mistura de fascistas com comunistas camuflados de socialistas tanto um regime como outro fracassaram e cometeram enormes crimes contra a humanidade,
    Gulag-Auschwitz nunca mais!A revolução em portugal vai acontecer e não vai ser com flores este sistema politico destruiu a educação justiça e saúde três pilares de uma democracia que vai empurrar a sociedade para guerra civil isso é garantido!

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  13. Há por aí muita gente com saudades da outra senhora, com muita pena de certos senhores. Estou com a Lurdes, minha idade deve ser próxima da de seu pai. Posso não concordar com o que se está a fazer, mas a outra senhora nunca mais, só a pode desejar quem foi um preveligiado. E sses srs. espoliados pele RA foram os que não me deixaram ir à escola,com um pai que calçou o primeiro par de sapatos aos 8 anos que na vida só teve trabalho.

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  14. A chamada reforma agrária foi uma forma de roubar bens a outros em nome de designios políticos. havia formas diferentes de estimular os campos do Sul. Uma ferida que continua e se iráporlongar muitos anos e gerações. Uma erro total. Por isso ABAIXO A REFORMA AGRÀRIA ou seja o roubo dos comunas e outros malfeitores armados em polítos.
    E os roubos que se fizeram depois nas ucp's. Quanto é que os comunas comeramà conta de isso ?

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  15. Mas afinal quem é que tem estado no governo desde o 25 de Abril?!!! Lendo alguns comentários que por aqui vão surgindo, quem chegasse a Portugal agora, sem conhecer a sua história recente, ficaria convencido que tem sido o PCP, tais são as responsabilidades que lhe são atribuídas. As responsabilidades têm de ser assacadas a quem tem estado no governo, não a quem se lhe tem oposto. Se tivessem sido estes a lá estar até poderiam ter feito pior, mas não foram e, por isso, nunca se poderá provar esse exercício especulativo.
    Um pouco de seriedade e de honestidade intelectual não fica mal a ninguém...
    Quanto à Reforma Agrária, deixo só uma pergunta: Houve algum período em que o Povo Alentejano viveu melhor do que nesse curto período?

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  16. Concordo plenamente LG,ao ler alguns comentários, até parece que o pcp é qum tem estado a governar
    este desgoverno!...
    e por favor, quando se referirem ao fascismo anterior a este, em que se vive, não digam "no tempo da outra senhora" antes sim "no tempo do outro senhor".
    E já agora lembram-se quando, e quem instituiu o ordenado mínimo nacional? Lembram-se?
    E, já agora, estou mortinha de pena
    dos zoios e seus comparsas, alguns deles até os seus trabalhadores chicoteavam.
    Não sou do pcp, sou alguém que não esqueceu,os tormentos que familires passaram, por querer, um País mais justo para todos igualdade, fraternidade.
    O meu irmão, o primeiro par de botas,que calçou teria 12 ou 13 anos recordo-o bem de pé descalço e botas ao ombro, pois os pés não estavam a tal coisa abituados.

    Perdoado mas não esquecido.
    Hverá outro 25 de Abril,ACREDITEM.

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  17. O imaginario enquanto sistema de representaçoes do mundo constroi uma representaçao social da realidade que toma o seu lugar. As representacoes da realidade são distintas das formas relativamente equivalentes do seu valor. O que existe e a natureza comum e a diversidade de aprender a natureza por motivo das suas matrizes culturais. Cada um imagina o mundo numa optica particular dentro de um modo de producao particular. Toda a relacao producao-reproducao implica mudanca. O fundamental e estabelecer estratégias metodologicas de analise desse imaginario, combinando os traços de permanencia de estruturas mentais com as configuraçoes especificas de cada temporalidade. Assim podemos reintrepretar a verdade do simbolico, e recuperar o nao-acontecido como parte integrante da realidade duma época ligando factos e leituras, mediatizando outros mundos.

    fm

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  18. A reforma agrária despoletou complexos e nefastos conflitos inter-pessoais... a dimensão social do latinfúndio suportada pelo regime salazarista-marcelista desenvolveu resistências que transformaram o Alentejo, num centro de recrutamento de autoritarismo de esquerda e direita. A liberdade de pensamento foi polarizada no plano político e extravasou depois para a esfera pessoal sucedendo-se os ajustes de contas, sem atender à dignidade dos meios.

    fm

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  19. Os comunas queriam era continuar a roubar e a enganar o Povo como fizeram nos tempos do prec de má memória. Mas as novas gerações já não caem no engodo dos amanhãs que cantam (viu-se!...) dos comunas.

    Vão-se phoder comunas filhos da puta! Vocês já nada valem, nada contam ...

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  20. fm

    tudo o que diz é verdade, mas vendo as coisas de uma forma mais simples há outras coisas - talvez bem mais simples - que, neste caso da reforma agrária pesaram fortemente. do meu conhecimento pessoal e desta reportagem ficaram-me alguns dados:
    1) a reforma agrária começou por ser um movimento em torno da defesa do trabalho, um pouco como o foram, na altura, as ocupações de fabricas e empresas nas zonas urbanas, por abandono ou falência
    2 - muitos proprietários agrícolas estavam falidos na altura e o seu sistema de valores em completa crise. No 25 de abril muitos assustaram-se, tinham pesos na consciência e foram -usemos as palavras - derrotados. muitos grandes proprietários agricolas do sul eram o sustentáculo do regime, tal como o eram as grandes empresas da área urbana de Lisboa que depois foram nacionalizadas.
    3 - Num processo destes há sempre quem sofra e "apanhe por tabela". Mas é preciso não confundir a núvem por Juno: houve muitos proprietários de terra que não foram ocupados e, mesmo no coração da reforma agrária, muitos proprietários continuaram (os que não abandonaram as terras)sem problemas a exercerem as suas opções políticas e profissionais.
    4) Geralmente os que hoje mais se queixam e dizem que lhes deram cabo da vida são os mais incompetentes, os mais cagalosos, os que nunca se souberam afirmar como pessoas e que, mesmo no seu meio, são, regra geral, caricaturados.
    5) A reforma agrária aconteceu há 35 anos. É um poderoso marco histórico que suscita todas as paixões dos vários intervenientes, como a descolonizaçâo. Mas que, em Portugal, neste mometno só tem valor histórico: o Alentejo, o país, a agricultura mudaram substancialmente. Ou como alguém me dizia: se hoje quisessemos fazer a reforma agrária onde é que estavam os trabalhadores, os agentes para essa transformação? A história não se repete e a reforma agrária como o Alentejo a viveu também não. Estejam disso descansado os que ainda têm esqueletos desse tempo dentro dos armários.
    6 - Mas que este ainda não é um assunto "morto e enterrado" prova-o o facto desta reportagem ter suscitado protestos de alguns dos envolvidos neste processo, tendo havido mesmo proprietários que foram ocupados que queriam que as organizações agrícolas tomassem posição e emitissem protestos públicos pela transmissão desta reportagem. O que significa que, para al+em do simbólico, ainda estamos a lidar com feridas que estão bem vivas.

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  21. JJ

    Afinal não são só os "comunas" que têm uma cassete. Você também não lhes fica atrás. É uma cassete bem velha e toda riscada. Guarde-a lá bem fundo, homem, que isso só lhe fica mal e dá-lhe cabo da reputação.

    leonor

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  22. JJ não devia dizer comunas mas sim trabalhadores, e, sabe quem eram as putas, aquelas crianças de tenra idade que agarradas à mãe mondavam dias inteiros, aqueles dias de Abril que nunca mais acabavam, que os srs da terra abusavam delas, deixando por aí muitos filhos que não queriam reconhecer. Esses srs que tudo fizeram para não arriscarem o pêlo na guerra, julgados incapazes para todo o serviço militar, outros julgados amparos de família

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  23. Manuel António Domingos26 abril, 2010 09:05

    CJ, falar da Reforma Agrária com objectividade dava pano para mangas.
    É evidente que houve erros, oportunismos, injustiças para ambos os lados ( mais para os do mesmo lado de sempre) e quem comesse por tabela, ficando com cicatrizes profundas. Mas falar da Reforma Agrária sem dedicar uma linha à situação política mundial existente em 1974, URSS/USA é esquecer o essencial do aparecimento e destruição da mesma R.A.
    O meu primeiro trabalho remunerado, depois de terminar o 2ºAno do Curso Complementar de Contabilidade e Administração na Escola Industrial e Comercial de Beja, foi como Ajudante de Contabilista numa UCP de Castro Verde. Sei um bocadinho o que foi a Reforma Agrária, ou pelo menos, disso estou convencido! Em 1979 já era emigrante na Suiça a fazer de operário indiferenciado numa pedreira ( ganhando 5 vezes mais do que ganhava na R.A.) situada na bela cidade de LA CHAUX DE FONDS ( cidade com muitas fábricas de relógios e Museu Internacional)

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