quinta-feira, 22 de abril de 2010

Reportagem: A Terra A Quem A Trabalha

Costumo partilhar com quem vem a este blog as coisas que vou fazendo no plano profissional. E hoje não fujo à regra. Esta quinta-feira vai ser transmitida na TSF uma reportagem sobre as memórias da reforma agrária e o que é que ficou dela no Alentejo. É uma reportagem feita a partir das memórias e das vivências de quem participou nesse vasto movimento de ocupação de terras há 35 anos, visto na perspectiva dos trabalhadores. Para outra reportagem, ficou o sentir e as forma como viveram este período os proprietários que viram as terras serem ocupadas. Mas não é este o ângulo desta reportagem. O ângulo da "terra a quem a trabalha" é mais simples: ouvir quem participou, por dentro deste movimento que teve o seu tempo (hoje o Alentejo é bem diferente), mas que deixou marcas profundas em toda a região. Eis o press-release em que a TSF anuncia a transmissão desta reportagem:

A Terra A Quem a Trabalha”
As memórias da reforma agrária ainda estão bem vivas nos campos do Alentejo.
Trinta e cinco anos depois da campanha de ocupação de terras, é importante resgatar as memórias das pessoas que deram corpo a um movimento que abriu brechas na sociedade portuguesa. Tanto tempo depois, ainda há paixão na voz de quem ajudou a levantar do chão mais de quinhentas Cooperativas ou Unidades Colectivas de Produção, e alcançou direitos numa área onde não existia qualquer legislação laboral. Mas o mais importante, consideram os protagonistas da reforma agrária, foi conquistarem a dignidade de se sentirem donos do seu destino.

A Terra A Quem a Trabalha” é uma reportagem de Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges.
Data e Hora de Emissão:   
Quinta-feira, 22 de Abril, depois das 19 horas, 
com repetição no sábado, dia 24 , depois das 13 horas.
Informações Adicionais:  A Reportagem 
“A Terra A Quem a Trabalha” 
também pode ser ouvida em www.tsf.pt

5 comentários:

  1. Sim, pode-se dizer que foram donos de seu destino.
    Importa, porém, referir que esse destino o entragram nas mãos de outros que o usaram paa fins políticos, cagando-se (é o termo exato) nos trabalhadores agrícolas, que só serviam para fins políticos.
    Se eles tem tomado conta do seu destino e tivessem virado as costas a determinadas forças políticas, hoje muitas cooperativas que morreram ainda existiam.

    ResponderEliminar
  2. A terra a quem "trabalha", o Parlamento a Banca a quem "trabalha",TUDO para os "camaradas-trabalhadores".
 Mas não se enganem, não é "trabalhador" quem quer (ou trabalha)! Inscrevam-se já nas listas de "trabalhadores-certificados"; as respectivas certidões serão fornecidos pelo PCP e o Bloco ditos de "esquerda".

    Despacho (extracto) nº 5296/2010
    Por despacho de 15 de Outubro de 2009 do presidente do Grupo parlamentar do Bloco de Esquerda:
    Licenciada Noemia da Rocha Neves Anacleto Louçã-(mamã Louçã, nascida em 1931!!!)- nomeada, nos termos do nº6 do artigo 46º da Lei da Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República, republicado pela lei nº28/2003, de 30 de Julho, para a a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, sem renumeração (faltam bloquistas "quase-licenciados" ou "quase-mestrados" ou ha "golpe"!).

    1 de Fevereiro de 2010- A Secretaria Geral, Adelina Sa Carvalho, 203047263

    ResponderEliminar
  3. @14:33
    E qual é a mensagem que pretendes passar com esse 'comentário' (de merda)?

    ResponderEliminar
  4. Anonimo @14:33

    Nao percebeste? Nao te preocupes, "os amanha que cantam" estao garantidos aos pobres (de espirito).

    DITOSO PCP QUE TAIS FILHOS TEM!

    ResponderEliminar
  5. Os dois acontecimentos que marcaram a história recente do Alentejo e a transformaram, foram o processo de reforma agrária, desencadeado na sequência da Revolução de Abril de 1974 e a integração europeia em 1985. Infelizmente, nenhum conseguiu resolver a questão de fundo, travar a rarefacção demográfica, aumentar e diversificar a capacidade produtiva, reduzir a desigualdade entre grupos sócio-económicos, apenas a esbateram ligeiramente. A 31 de Março de 1975 são ocupadas as primeiras terras no Alentejo, intensificando a luta de classes que deu lugar à reestruturaçäo dos grupos sócio-económicos. No final do processo, tinham sido ocupados 42% da superficie agrícola útil, constituindo 412 ucps/cooperativas que imitam a organização e funcionamento da casa agrícola. Interrompida por alteração das orientações politicas nacionais, o seu saldo reflecte um ajuste de contas ideológico e social com a história, que não abriu caminho para uma solução económica consistente de futuro, o que não invalida a sua importância. A partir de 1985 a integração na CEE e a PAC vão alterar as práticas tradicionais e marcam um segundo choque na actividade regional mais profundo.

    fm

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.