quinta-feira, 15 de abril de 2010

Intensidez: As mulheres e a República

Hoje, Quinta-Feira, dia 15 de Abril, às 21:30 horas,
Tertúlia “As Mulheres e a República”,
no Bibliocafé Intensidez, em Évora
.

O café estabeleceu-se como um local privilegiado de encontro, espaço de sociabilidade exterior à esfera familiar e de trabalho. Ia-se, e ainda se vai, ao café para saber as últimas notícias, conversar tanto sobre a banalidade quotidiana, como sobre política, ler o jornal e comentar as novidades, ver televisão, assistir à passagem de procissões ou manifestações, estudar, reunir com amigos, namorar…
Assim, o mote que desencadeará o debate, em formato de mesa redonda, é: Hoje vou ao café! No Intensidez Bibliocafé, intelectuais, políticos e artistas encontrar-se-ão para falar do papel dos cafés. A conversa de hoje desenrolar-se-á em torno do tema: As mulheres e a República. Esta Tertúlia será moderada pela Professora Doutora Zília Osório de Castro e contará com a participação da Doutora Isabel Lousada, Dr.ª Natividade Monteiro, Dr. João Esteves, Professora Doutora Fernanda Henriques e Professora Doutora Maria Lúcia Brito de Moura.

(informação Intensidez)

4 comentários:

  1. Ena, tanto professor doutor(a).
    E mulheres, também há?

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  2. Aquilo deve ser cá um saber junto...

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  3. Encostado sem brio ao balcão da taberna
    De nauseabunda cor e tábua carcomida
    O bêbado pintor a lápis desenhou
    O retrato fiel duma mulher perdida

    Era noite invernosa e o vento desabrido
    Num louco galopar ferozmente rugia,
    Vergastando os pinhais, pelos campos corria,
    Como um triste grilheta ao degredo fugido.
    Num antro pestilento, infame e corrompido,
    Imagem de bordel, cenário de caverna,
    Vendia-se veneno à luz duma lanterna
    À turba que se mata, ingerindo aguardente,
    Estava um jovem pintor, atrofiando a mente,
    Encostado sem brio ao balcão da taberna.

    Rameiras das banais, num doido desafio,
    Exploravam do artista a sua parca féria,
    E ele na embriaguez do vinho e da miséria,
    Cedia às tentações daquele mulherio.
    Nem mesmo a própria luz nem mesmo o próprio frio,
    Daquele vazadouro onde se queima a vida,
    Faziam incutir à corja pervertida,
    Um sentimento bom damor e compaixão,
    Plo ébrio que encostava a fronte ao vil balcão,
    De nauseabunda cor e tábua carcomida.

    Impudica mulher, perante o vil bulício
    De copos tilintando e de boçais gracejos,
    Agarrou-se ao rapaz, cobrindo-o de beijos,
    Perguntando a sorrir, qual era o seu oficio,
    Ele a cambalear, fazendo um sacrifício,
    Lhe diz a profissão em que se iniciou,
    Ela escutando tal, pedindo-lhe alcançou
    Que então lhe desenhasse o rosto provocante,
    E num sujo papel, o rosto da bacante
    O bêbado pintor com um lápis desenhou.


    Retocou o perfil e por baixo escreveu,
    Numa legível letra o seu modesto nome,
    Que um ébrio esfarrapado, com o rosto cheio de fome,
    Com voz rascante e rouca à desgraçada leu,
    Esta, louca de dor, para o jovem correu,
    E beijando-lhe o rosto, abraço-o de seguida...
    Era a mãe do pintor, e a turba comovida,
    Pasma ante aquele quadro, original, estranho,
    Enquanto o pobre artista amarfanha o desenho:
    O retrato fiel duma mulher perdida.

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  4. Pois é que absurdo "mulher-doutora" ! Isso é la mulher! Os árabes é que sabem tratar delas como sabiam os "antigos alentejanos":

    Mulher sem bigode e geitosinha, dos 15 aos 25, quere-se na cama cuidando dos prazeres do seu dono.

    Depois dessa idade uma verdadeira "Mulher" deve estar em casa, cuidando da cozinha, limpezas e a tratar do galinheiro e da hortinha que a vida esta dura.

    Abaixo a "mulher-doutora" essa aberração modernista e certamente invenção capitalista.

    PIM!

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