segunda-feira, 26 de abril de 2010


Digam-me que alucinei... Cavaco Silva no discurso que fez na assembleia falou como se nunca tivesse sido 1º Ministro, como se não tivesse nada a ver com o estado a que este País chegou, como se não fosse nada com ele? É verdade? E Aguiar Branco citou Lenine? Verdade? Eu não alucinei? Ninguém me colocou nada na bebida ao jantar? Isto aconteceu ontem em Portugal? Se não foi alucinação alguém mais inteligente me pode explicar o que se passa neste país e com estes políticos? Agradecida!

Lurdes
26 Abril, 2010 00:55

10 comentários:

  1. Lisboa é uma cidade fascinante.
    Tem um Centro Histórico, que muito embora, ainda não seja património mundial como o de Évora, ou Porto, ou Ponta Delgada, para lá caminha.
    Tem museus; alguns. Como o museu Gulbenkian, o museu de arte contemporânea, o museu nacional de arte antiga, o museu do chiado, até um museu das marionetas, e vá-se lá saber porquê um museu etnográfico.
    Lisboa, é sem dúvida uma referência para o resto do país, a sua oferta cultural é tão grande, tão diversificada, que finalmente alguém percebeu que existe um nicho de mercado, com excelente retorno, para as actividades ditas culturais.
    A coisa, segundo ouvi dizer até funciona bem. O estado disponibiliza um espaço, tipo Centro Cultural de Belém, completamente infraestructurado, e diz: Temos aqui este sítio, tão bem arranjado, a dar prejuízo, sem que ninguém se aperceba sequer do esforço que fizemos para o construir, para o erguer, para o equipar…
    -Não está certo, melhor será que o disponibilizemos a um coleccionador, um mecenas, em suma, alguém que não se importe de preencher estas galerias com a sua colecção privada.
    Até porque um museu, como toda a gente sabe, é um sítio onde se pode ver apenas aquilo que é único, o que jamais em circunstância alguma poderá ser objecto de cópia ou reprodução.
    O museu é estático, perene, inalterável, como a cultura: o museu é a âncora, a rocha, o firmamento, da actividade cultural. Pedrada no charco, sem dúvida, com os infindáveis círculos concêntricos a desenvolvendo-se a partir da ideia original.
    Vendem-se entradas, vendem-se teses simpáticas, vendem-se sandes e coca-colas no bar de suporte.
    O mercado funciona, a cultura agradece.
    Esta conversa toda porque outro dia fui ao cemitério dos Prazeres, para visitar a campa de um amigo e me cobraram seis euros à entrada.
    - Seis euros? Perguntei indignado. Seis euros para entrar num cemitério?
    - Não! Responderam-me, isto agora não é um cemitério, é um museu. Nada aqui é reprodutível no exterior, ou vem cá e tem a oportunidade de ver “in loco” o original, no caso a campa do seu amigo, ou permanece na ignorância, nesse obscuro pesar de imaginar como poderia ter sido a contemplação de uma obra irrepetível, como a campa do seu amigo.
    Perante tão sábios argumentos, lá paguei o que me exigiram e fui direito à campa do Lopes, digamos assim. Mas lá chegado, deparei-me com dois oficiais de diligências, mais um delegado do ministério público e uma série de gente com ar circunspecto em torno da campa do meu amigo.
    - Estão a exumar o corpo? Perguntei entre o estupefacto e o indignado.
    - Não. Esclareceram-me, trata-se de uma exposição temporária. É que o caixão do Lopes é um exemplo brilhante de “Art Déco”, uma magnífica peça de “Design”.
    Quem diria? Logo o Lopes que até era canteiro…
    Isto das actividades culturais…
    Se a moda pega ainda vamos ver uma coisa parecida aqui por Évora…
    Até para a semana.
    (crónica Diana fm)

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  2. E pronto. Lá se passou mais um ano de vida nesta pseudo democracia que não é mais do que uma Ditadura camuflada.
    Lá vieram os discursos por todo o País, anunciando que estamos bem que bem vivemos e que bem viveremos.
    Fico sempre à espera de no dia 25 quando acordar ouvir na rádio e na TV que os militares voltaram para a rua, prenderam todos os ministros e tomatam conta do poder.
    Desta vez não o entregando aos pseudo-politico vindos do estrangeiro para onde fugiram e enriqueceram à custa sabe-se lá do quê.
    Desta vez não há 250 palhaços ma Assembleia da Republica mas sim um represetante de cada provincia.
    Os partidos politicos foram todos ilegalizados, pois só estavam a estorvar o avanço democrático do povo.
    Temos um primeiro Ministro que ouve o Povo através desses representantese governa para o Bem do País e não para o bem de alguns.
    Esse Primeiro Ministro é tambem Presidente da Republica, evitando-se, assim, despesismo luxuoso e o ora mandas tu ora mando eu.
    Os mInistros foram todos escolhidos a dedo e todos ocupam cargos referentes àquilo a que são.
    Já não há economistas á frente da saúde e médicos á frente da economia.
    BOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
    acordei.....ainda não foi desta vez que entrámos na democracia a sério.
    Vamos continuar a viver com estes fantoches e a sermos escravizados.

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  3. Daniela Mercury na Arena de Évora dia 6 de Maio.
    Coitados do pessoal do som
    Vão-se ver e desejar para um espectáculo daquela natureza (Já vi e é bom) ter um som capaz naquele recinto.

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  4. É a realidade a esquerda adora os fantasmas do passado e utopias não pensado no futuro ,o mundo mudou e muito e hoje é necessário arrumar as utopias politicas no baú e os nossos políticos trabalharem juntos para poder salvar o pais da já anunciada banca rota.O presidente da republica vez no discurso uma solução de melhorar a economia o mar e as empresas criativas,que vez a esquerda ignorou e amuou assim é impossível.A esquerda levou ontem a maior queca que á memoria pós 25 de Abril,quando saíram do parlamento alguns até espumavam com o discurso de Aguiar Branco que citou os pensamentos de esquerda e músicos dizendo claramente que no mundo globalizado esbateram-se as diferenças.

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  5. Aguiar-Branco denunciou os preconceitos ideológicos que envergonham a esquerda por dizer a palavra "Nação" e impedem a direita de ouvir Zeca Afonso e usar o cravo vermelho. O antigo ministro da Justiça afirmou que os políticos deviam pedir desculpa por terem "prometido Abril" apenas, mas deixarem que "o Estado se enfarte a si próprio à custa de todos".
    A esquerda engoliu um sapo do tamanho de Portugal,o cheiro a azia é tremendo!

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  6. Já na altura da monarquia se atiravam ao Tejo os talheres de ouro para Inglês ver! Os portugueses continuam a acrditar em palavras bonitas e promesas de demagogia por isso é que este paí chegou onde chegou. Quem melhor fala, quem tiver as ideias mais bonitas e o rosto mais simpatico ganha!
    O trabalho não importa, as ideias serias não contam, os bons actos não são importantes!
    Aguiar branco diz umas frases em que não acredita, mas diz e o povo aplaude!
    O presidente, que foi primeiro ministro já nós tinhamos mar e o seu governo desmantelou as industrias ligadas às pescas, descobre-o agora como fonte de rendimento e o povo aplaude!
    Como diz a minha mae e muito bem "sem cabeça governavam-se bem"!

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  7. Enquanto Portugal não conseguir baixar o nível de compadrio, de nepotismo e de corrupção não há solução!
    E, com este PS, dos pequenos interesses, nunca a corrupção será combatida. O problema de Portugal é o PS dos compadres e dos corruptos. O resto é conversa da treta.

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  8. Há 15 anos que os vampiros do Estado lhe sugam o sangue. Há 15 anos que caminhamos na direcção do empobrecimento da maioria e do enriquecimentos de uns poucos "amigos" dos vampiros. Os números não enganam: em Portugal, as desigualdades sociais são as maiores da Europa. E, tudo isto, com a participação ou conivência de um partido que ostenta a palavra "socialista" no seu nome.
    Bem nos enganaram e tramaram, com essa do socialismo.

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  9. por muitas palavras que digam, eles não enganam... querem armar-se em cordeiros e salvadores depois...
    na verdade ao ouvi-lo pareceu-me que o lobo do capuchinho vermelho tinha virado deputado... que não venham ajudas de custo de regresso ao covil

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  10. A crónica di Miguel Sampaio tem piada, sim senhor.
    Remete para a discussão do que é um Museu.
    Do que é cultura material e imaterial.
    Do que é a actividade cultural enquanto actividade económica.

    Mas em Évora isso é assunto fora da agenda. Sugiro ao Miguel Sampaio que para a próxima fale de aviões.
    Sim,de aviões históricos, dos imaginários, dos de brincar... quem sabe de um museu para mostrar maquetes e projectos dos aviões que Évora acreditou que ia ter, dos que apenas desejou ter, dos que nunca terá, dos que viu passar no ar... por aí fora...porque essa é a vocação da actual Évora.
    dc

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