quarta-feira, 14 de abril de 2010

Persistir e nunca desistir

Às vezes resignamos. Argumentamos que não há nada a fazer.
Outras vezes construímos. Persistimos.
E vem isto a propósito de um lugar, onde voltei recentemente depois de repetidas estadias.
É uma terra pequena chamada Berlanga de Duero. Perdida no interior de Espanha, na província de Sória, comunidade autónoma de Castela e Leão. Tem uma área de 220 km² e uma população de cerca de 1000 habitantes.
O que vou lá fazer?
Eu, entre muitos outros -  investigadores, professores, artistas, especialistas em várias áreas de estudo, vindos de vários lugares do mundo -  rumamos a Berlanga para nos encontrarmos com o Professor Escolano.
É um homem na casa dos sessenta, reputado académico ligado a várias universidades espanholas, que ali nasceu, ali reconstruiu uma casa originária do séc.XVII onde agora vive, com sua mulher Puri.  Agustin Escolano transformou parte dessa casa num centro de investigação em Educação. As obras foram suportadas por fundos comunitários. O Governo Regional e uma fundação local apoiam o funcionamento deste Centro que vai atraindo centenas de visitantes por ano, a uma terra que parecia nada ter para oferecer.
Ele e sua mulher são os anfitriões incansáveis do Centro, do lugar, do castelo, da bela paisagem envolvente. Os habitantes já estão habituados aos estrangeiros que aparecem por ali, aparentemente vindos do nada. Quando a vintena de quartos do único hotel se esgota, como aconteceu este fim de semana, usa-se uma ou outra casa de turismo rural, ou alternativas adaptadas a cada situação.
O Professor Escolano tem sempre o cuidado de convidar grupos pequenos de cada vez. Para lhes puder dar toda a atenção. Ouve atentamente as intenções de cada um, avança hipóteses e quase nunca respostas, a cada pergunta. É um investigador que gosta de Sherlock Holmes. Porque acha que a solução de cada problema se consegue observando indícios, pistas... persistindo e nunca desistindo.
Berlanga é um lugar que encontrou uma vocação. E vive dela.

2 comentários:

  1. E nesse reduto de sapiência não há telemóveis? Ouvi uns zunszuns...

    ResponderEliminar
  2. talvez corrigir uns erros ortográficos e outros de concordância

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.