sexta-feira, 16 de abril de 2010

Évora: afinal sempre se falou da Acrópole XXI no debate da Fundação

(...)Parecia que a tarde estava feita, quando salta de uma cadeira lá atrás Celestino Fróis David que, em nome do Pró Évora, lamentou que ninguém ali tivesse falado da Acrópole XXI. Que ainda por cima estavam ali dois interessados de peso, chegados de fresco ao cargo - a Directora Regional da Cultura e o Director do Museu - e que era chocante que todos se alheassem do assunto. Que assim mais não faziam que deitar por terra todas as boas intenções apregoadas acerca de património.
Logo a seguir, o Arquitecto José Filipe Ramalho secundou Celestino David com uma pergunta só aparentemente simples: alguém na mesa sabe quantas pessoas vivem na zona de intervenção da Acrópole XXI ?
E eis que se lança, a partir da mesa, o segundo escudo de proteção da Senhora Vereadora: o Arquitecto Jorge Pires disse que a Acrópole XXI é um programa muito mais vasto do que se quer fazer parecer, do qual a zona do templo é uma pequena parte. E que a intervenção assenta numa caixa de areia que assegura a reversibilidade necessária... Mais: o projecto nem sequer ainda foi aprovado pelo executivo da CME, sem o que, na verdade, não há nada de concreto.
Respondendo a José Filipe Ramalho, disse J. Pires, que é verdade, são muito poucas pessoas... mas por isso mesmo, é fundamental fazer repovoamento!!

A moderadora encerrou rapidamente o debate. E à saída comentava-se: "Afinal não há problema, são só construções na areia!"


O arquichão
16 Abril 2010 22:28

1 comentário:

  1. Hum, está tudo tão calado com este post.A coisa parece que foi mesmo a sério. Raramente vi assunto tão complicado como este para os políticos aqui do burgo: ninguém quer dizer nada porque estão todos comprometidos. E há mesmo quem diga que isto não se vai fazer: não há dinheiro, mas, pior, não há capacidade política. É o que consta. Será verdade?

    aquitectozinho

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