domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril: Salgueiro Maia, um homem inteiro

Recordando um militar de Abril que serviu sem se servir: Salgueiro Maia. 
Foi muito injustiçado. Acho exemplares (e bem próprias de um militar) as palavras com que se dirigiu na madrugada de 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém aos seus soldados:
"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, formaram de imediato à sua frente e acompanharam-no na marcha para Lisboa.

MC
25 Abril, 2010 00:59

2 comentários:

  1. "Precisamos de um outro 25 de Abril pela justiça social", defende Vasco Lourenço
    O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, defendeu no sábado, num jantar comemorativo da revolução, em Almada, que Portugal "precisa de um novo 25 de Abril pela justiça social".
    O capitão de Abril afirmou que "é necessário que em Portugal se acabe com o esquema terrível de compadrio, com a impunidade perante situações de corrupção e com o mau funcionamento da Justiça".

    "Chegou a altura de lançarmos um grito de revolta e de alerta. Não era um país com este contexto que queríamos quando fizemos o 25 de Abril", vincou em declarações à Lusa.

    Para Vasco Lourenço, "comemorar a Revolução é invocar, acima de tudo, a grande esperança que os portugueses tiveram naquela altura por um país melhor, mais desenvolvido, mais igualitário, mais justo, mais livre, e reafirmar teimosamente a nossa vontade em lutar por esses ideais, por mais difícil que isso possa parecer".

    "É inaceitável a crescente injustiça social, o fosso cada vez maior que se está a cavar entre os mais ricos e os mais pobres. Mas que raio de país é este, mas que raio de Justiça é esta?", disse perante uma sala com mais de 700 pessoas.

    O militar esclareceu, contudo, que não se refere a uma "rutura violenta", antes a um "apelo à pressão sobre os responsáveis políticos para que estas situações se alterem": "É necessário que os eleitos não se esqueçam dos eleitores", defendeu.

    A luta, disse, tem que travar-se também nos programas curriculares da história que contamos às gerações que nasceram já depois da liberdade: "Estamos a contar mal a luta antifascista às gerações mais novas. É preciso continuar a lutar pelo esclarecimento, e para evitar o branqueamento do fascismo, para que a memória não se perca", afirmou.

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  2. HONRA E GLÒRIA A FERNANDO JOSÈ SALGUEIRO MAIA, O HERÒI DE PORTUGAL DO SÈCULO XX:ARRISCOU A VIDA,PARA DERRUBAR A DITADURA DE 50ANOS,E DEVOLVER A LIBERDADE A PORTUGAL FICARÀ PARA SEMPRE NO CORAÇÂO DOS PORTUGUESES.Mauricio Arrais.Abrantes.25 de Abril de 2012.

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