quinta-feira, 29 de abril de 2010

O espectáculo do quotidiano

"A Ovibeja é a prova da modernidade e da dinâmica que temos conseguido na região".  Disse o Presidente da  Associação de Agricultores que organiza a feira. Falava para o Ministro da Agricultura,  para os vários outros Ministros, Secretários de Estado, lideres politicos dos diferentes quadrantes, para os muitos visitantes VIPS e anónimos que passam por essse palco do Alentejo.
Bruno Nogueira, o humorista da última geração, fui um dos que quis saber se era ou não verdade.  Percorreu a OVIBEJA, fazendo acontecer o espectáculo do quotidiano com que alimenta o seu lado B, na RTP1. Passou pelas muitas realidades da feira. Participou no leilão de gado correndo o risco de ficar com um porco, dançou enlevado com várias senhoras idosas, falou com um camelo, cumprimentou Passos Coelho... E da realidade serena e quotidiana do Alentejo fez-se espectáculo.

Cada cabeça sua sentença

Fazer greve com Portugal e as empresas quase falidas é um suicídio, acho que é preferível não ter aumento de 5 euros e ter trabalho. A esquerda vive nos sindicatos e no tempo de União Soviética, hoje com a globalização, tendo a China e a Índia como países emergentes, com economias com crescimento de 5/6 por cento ao ano, criando um enorme problema a países como Portugal levando muitas empresas para lá -  tem que haver dialogo sério não a historia dos ricos e merd... parecidas!Os comunistas adoravam que Portugal se estoirasse todo para depois tomarem conta do mesmo. Só pode ser com tanta utopia barata!
Anónimo
29 Abril, 2010 14:20

Cá estamos de novo!
GREVE aqui; GREVE ali; GREVE acolá;
É uma rebaldaria.
Nunca fiz uma greve. Não sou reaccionário e vou explicar porque nunca fiz uma greve.
A quem serve a greve???
Aos trabalhadores que a fazem???? Não!
No dia seguinte ao da greve vão ter de trabalhar reforçado para actualizarem o trabalho que não fizeram no dia da greve.
Aos Patrões??
SIM!! 
É um dia que não pagam e o trabalho não feito hoje é feito amanhã.
No Estado. A mesma coisa. Se não o fizeram hoje fazem-no amanhã.
Então quem Lucra e quem é prejudicado com as Greves???
Prejudicados somos todos nós.
Não temos transporte para ir trabalhar.
Não temos médicos para consulta, não temos enfermeiros para nos tratarem.
Quem lucra com as greves???
Os patrões. Não pagam o dia.
O Estado. Não paga o dia.
Os dirigentes Sindicais que ficam com a fama de terem promovido uma greve, mesmo que à partida já saibam que não vai dar em nada, mas o qie interessa é que os trabalhadores vejam que eles, dirigentes, se mexem.
EÑTÃO QUE FAZER???
Na minha modesta opinião, uma greve de transportes era feita com os transportes todos a trabalhar E SEM COBRAREM NADA.
Uma greve nos Hospitais era feita com os Hospitais a trabalhar e os doentes que entrassem nas urgências não seriam identificados, ser-lhe-ia dado um número para controle interno. Nada lhes seria cobrado. Nem taxas nem consultas.
Há muitas maneiras de fazer greve e essa greve prejudicar o patrão e não o público.
Mas essas greves nem os dirigentes sindicais querem fazer, pois estão manobrados pelo Governo.
Não acreditam?? Pois continuem assim "encandeados" por esses dirigentes sindicais que enriquecem à custa dos associados.
É por isso que há muitos que são dirigentes à décadas e não largam o tacho, nem deixam ninguém dar ideias novas.
Há quem venha apregoar que Portugal não está em altura de andar em Greves.
Porquê? Se um dia de greve é dinheiro que entra nos cofres do Estado??
Vitor Alves
29 Abril, 2010 15:04

O Problema da nosso país é a grande falta de organização e a falta de planificação.
Os gestores públicos estão mais interessados em ter gabinetes grandes e sofás em pele.
O povo trabalha, eu não conheço ninguém que não goste de ver que produziu algo!!! O problema é que muito trabalho com total falta de coordenação não serve para absolutamente nada!!!!
Não critiquem as greves, tentem antes perceber o que significam!!!!
Anónimo
29 Abril, 2010 21:59

Bloco Central: vamos lá, todos juntinhos, para a paz social

(Foto de António Carrapato)
Este foi o grande recado de Passos Coelho, esta manhã na Ovibeja: senhores trabalhadores, mesmo que estejam descontentes, parem os protestos uns meses, face à situação do país a paz social e política é necessária. Vinda de um líder da oposição é uma posição surpreendente e para quem se inicia nestas coisas da alta política parece não augurar grandes voos. Mas, apesar disto, PPC garante que não há bloco central. Para haver, disse, o PSD teria que ter uma presença no governo ou pelo menos um acordo político. Pode ser: mas que esta liderança do PSD parece cada vez mais a institucionalização do pré-existente Bloco Central lá isso parece. (E também foi giro ver o novo assessor de Passos Coelho, antigo - até há meia dúzia de dias - editor de política da Lusa, no Porto, que ainda há dias perorava e analisava a actualidade política cá do burgo nos noticiários da RTPN. Cada vez mais a comunicação social parece e é o quarto do poder e cada vez menos o quarto poder).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Registo desta quinta-feira


Boas intenções

O discurso do ministro da Agricultura, António Serrano, na sessão de abertura oficial da 27ª Ovibeja, teve uma carga pessoal e emotiva própria de quem se apresenta como ministro à "sua gente", à gente da sua terra.
O seu discurso, para além desse aspecto pessoal, foi um manifesto de boas intenções que, para além do preço da água de Alqueva já anunciado, não deu resposta às preocupações dos agricultores nem assumiu qualquer compromisso concreto.
Foi esta a opinião que formei do que ouvi, partilhada por pessoas a quem pedi opinião.

José Serra

O lema inscrito na bandeira brasileira, “Ordem e Progresso”, é inspirado numa máxima de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim."

Porque é que o post se intitula José Serra? Não sei bem, mas talvez por ser um nome bonito e espectacular.

Agora como é???

Se eu der um prejuizo na empresa onde eu trabalho, sou despedido e tenho de pagar esse prejuizo, nem que seja através do Tribunal.
Agora como é???
Este Governo deu prejuizo a Portugal e continua a dar.
Será que no final desta história são obrigados a indemnizar o País?
Nem que seja através da Justiça???
Ou será que vão ser premiados e destinados a administradores da Galp, da PT, de bancos, etc.???
Assim até eu conseguia ser primeiro ministro.
Se der para o torto pisgo-me.


Vitor Alves 
28 Abril, 2010 11:15

27ª OVIBEJA esta manhã

Trabalhadores da AR estão hoje em greve...

 Hoje estes artistas não vão poder cantar no Parlamento. 
Vão cantar para outra freguesia.  O espectáculo volta amanhã ao redondel

... por isso, o  Parlamento não vai funcionar. Será que alguém vai notar? Ou, como  Brecht dizia: será que esta quarta-feira o trigo vai crescer para baixo em vez de crescer para cima sem o olhar atento dos "nossos" deputados?

Ovibeja: a Feira do Alentejo começa hoje



Daniela Mercury, que celebra 20 anos de carreira, é a estrela maior da programação cultural da 27ª OVIBEJA. A rainha do axé sobe ao palco do Pavilhão Multiusos na noite de 1 de Maio.A Ovibeja começa esta quarta-feira e continua a ser aquilo que a frase criada pelo génio do José Luís Jones sempre soube interpretar: TODO O ALENTEJO DESTE MUNDO!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Manuel Alegre formaliza candidatura a 4 de Maio nos Açores

A sessão pública da formalização da candidatura presidencial de Manuel Alegre está marcada para o salão nobre do Teatro Micaelense, pelas 18h30 locais.
«As razões porque escolhi esta data e os Açores para formalizar a minha candidatura explicarei no local. Mas tenho com os Açores uma grande ligação cultural, política e afetiva», disse.
Entre os principais apoiantes da candidatura presidencial de Manuel Alegre está o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César.

Pelo menos é algum descanso

Afinal acabo de saber que a visita de José Sócrates a Sines acaba de ser cancelada. À hora em que devia estar em Sines, José Sócrates reúne-se em Lisboa com Pedro Passos Coelho, um encontro que não estava previsto, mas que é natural que se prenda com a difícil situação em que Portugal se encontra depois do "grau de confiança" das agências de rating terem baixado esta tarde relativamente à economia portuguesa e à sua incapacidade de recuperação.

E não param


Sócrates vai estar amanhã em Sines, onde visita a refinaria da GALP (será que vem ver porque é que Portugal tem dos combustíveis mais caros da Europa?) e até ao final da semana deverá visitar a Ovibeja. Também Cavaco Silva vai estar no domingo na Ovibeja (é curioso: o ainda presidente tinha dito que neste mandato já não ia visitar mais feiras - depois de ter estado na Ovibeja logo a seguir à sua eleição - mas a recandidatura oblige e aí vem ele auto-estrada abaixo . Aliás visitas não faltam na Feira do Alentejo:para além de muitos ministros e secretários de Estado já se sabe que Jerónimo de Sousa vai marcar o ponto no dia 30 e o presidenciável Fernando Nobre no dia 2 de Maio, último dia da Feira.Por onde andará Alegre? Ou virá também sujar os sapatos cá pela "província"?

A propósito de invenções



Sugestão de M. Sampaio. Obrigado.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

sim, eles inventam coisas fantásticas

Federação Ibérica, ou Europeia, ou a dos paises criativos...
(depois das cidades criativas, de que Évora deseja fazer parte, a avaliar pela proposta do Plano candidato a Estratégico).
O mais importante é que não se perca o barco da inovação tecnológica... Eu já aderi. Tenho vários lá em casa. E afirmo aqui que são óptimos, os livros...

Mancha de algas detetada na Barragem do Caia

Uma mancha de algas, que as autoridades suspeitam serem tóxicas, foi detetada hoje de manhã na Barragem do Caia, no concelho de Campo Maior, junto ao parque de campismo, por elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Elvas. O município de Campo Maior emitiu já um aviso à população em que "interdita a prática da pesca e banhos" nas águas da barragem.A Barragem do Caia, a maior no distrito de Portalegre, abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior e Arronches.

Uma Federação de Nações Ibéricas?

Catalunha: A maioria esmagadora dos catalães (92,16 por cento) votou domingo a favor da independência da Catalunha, numa consulta popular simbólica marcada pela diminuição da participação, quando comparado com anteriores referendos, notícia hoje a imprensa catalã e espanhola. 
Mais de 92 por cento à favor e 5,34 por cento contra: este foi o resultado do terceiro referendo simbólico sobre a independência da Catalunha, realizada em 221 municípios da região separatista e organizado por associações civis pró-independência. 
Estes números são avançados por responsáveis do referendo e pela imprensa catalã e espanhola quando já foram escrutinados 90 dos municípios.

(fonte LUSA)

O contraditório é sempre um exercício de inteligência


É a realidade: a esquerda adora os fantasmas do passado e as utopias, não pensando no futuro  O mundo mudou e muito e hoje é necessário arrumar as utopias politicas no baú e os nossos políticos trabalharem juntos para poder salvar o pais da já anunciada banca rota. O presidente da republica apresentou no discurso uma solução de melhorar a economia:  o mar e as empresas criativas. A esquerda ignorou e amuou. Assim é impossível.A esquerda levou ontem a maior queca de que há memoria pós 25 de Abril. Quando saíam do parlamento alguns até espumavam com o discurso de Aguiar Branco que citou os pensamentos de esquerda e de músicos, dizendo claramente que no mundo globalizado esbateram-se as diferenças.
Anónimo
26 Abril, 2010 11:43

Aguiar-Branco denunciou os preconceitos ideológicos que envergonham a esquerda por dizer a palavra "Nação" e impedem a direita de ouvir Zeca Afonso e usar o cravo vermelho. O antigo ministro da Justiça afirmou que os políticos deviam pedir desculpa por terem "prometido Abril" apenas, mas deixarem que "o Estado se enfarte a si próprio à custa de todos".
A esquerda engoliu um sapo do tamanho de Portugal,o cheiro a azia é tremendo!
Anónimo
26 Abril, 2010 12:03

Já na altura da monarquia se atiravam ao Tejo os talheres de ouro para Inglês ver! Os portugueses continuam a acreditar em palavras bonitas e promessas de demagogia por isso é que este país chegou onde chegou. Quem melhor fala, quem tiver as ideias mais bonitas e o rosto mais simpático ganha!
O trabalho não importa, as ideias serias não contam, os bons actos não são importantes!
Aguiar Branco diz umas frases em que não acredita, mas diz e o povo aplaude!
O presidente, que foi primeiro ministro já nós tínhamos mar e o seu governo desmantelou as indústrias ligadas às pescas, descobre-o agora como fonte de rendimento e o povo aplaude!
Como diz a minha mãe e muito bem "sem cabeça governavam-se bem"!
Anónimo
26 Abril, 2010 14:02

Enquanto Portugal não conseguir baixar o nível de compadrio, de nepotismo e de corrupção não há solução!
E, com este PS, dos pequenos interesses, nunca a corrupção será combatida. O problema de Portugal é o PS dos compadres e dos corruptos. O resto é conversa da treta.
Anónimo
26 Abril, 2010 14:37

Digam-me que alucinei... Cavaco Silva no discurso que fez na assembleia falou como se nunca tivesse sido 1º Ministro, como se não tivesse nada a ver com o estado a que este País chegou, como se não fosse nada com ele? É verdade? E Aguiar Branco citou Lenine? Verdade? Eu não alucinei? Ninguém me colocou nada na bebida ao jantar? Isto aconteceu ontem em Portugal? Se não foi alucinação alguém mais inteligente me pode explicar o que se passa neste país e com estes políticos? Agradecida!

Lurdes
26 Abril, 2010 00:55

Love Story

domingo, 25 de abril de 2010

Estação Imagem: jornalista do "Público" vence Prémio Internacional de Fotojornalismo


Paulo Pimenta, que trabalha para o jornal Público, no Porto, foi um dos laureados, em Mora, na entrega de galardões da primeira edição do Prémio Internacional de Fotojornalismo Estação Imagem/Câmara Municipal de Mora., dedicado exclusivamente à reportagem, recebendo o principal galardão do concurso.
“Ainda estou a viver o momento do prémio, mas é uma grande honra”, afirmou o fotógrafo à agência Lusa, ainda com a emoção “retratada” no rosto, momentos depois de receber o galardão, que inclui um troféu e 7500 euros.
O concurso integrou ainda outras sete categorias, cujos vencedores receberam um troféu e 2500 euros cada: Notícia, Vida Quotidiana, Ambiente, Ação no Desporto, Artes e Espetáculo, Série de Retratos e a categoria especial 2009 Ano de Eleições.
Afirmando que a fotografia, para si, é “como um pulmão ou o coração a bater”, Paulo Pimenta venceu esta primeira edição com uma reportagem da linha ferroviária do Sabor, desativada em 1988.

O 25 de Abril visto pelas crianças

"Este projecto só foi possível porque houve o 25 de Abril"

Chegou do exílio no mesmo avião que Álvaro Cunhal. Com mais seis dezenas de professores, renovou o estudo da História na Faculdade de Letras de Lisboa. Não duvida da herança do 25 de Abril e considera que ela ainda está a mudar o País.
O 25 de Abril valeu a pena?
Estou em Mértola já há 30 anos e este projecto só foi possível porque houve o 25 de Abril. Antes da Revolução, estive 15 anos exilado e o facto de poder entrar em Portugal foi uma festa. Fiquei em Lisboa dez anos, na Faculdade de Letras, num momento decisivo.

Leia o resto desta entrevista de João Céu e Silva a Cláudio Torres, responsável do Campo Arqueológico de Mértola, publicada no Diário de Notícias.

Cada cavadela uma minhoca

Rendeiro recebeu 3 M€ no ano em que o BPP naufragou. Terá sido, como a de António Mexia na EDP, uma gestão exemplar?

O ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, recebeu três milhões de euros em remunerações da instituição financeira em 2008, ano em que o BPP solicitou a intervenção do Banco de Portugal para evitar a falência, noticiou o semanário Expresso. O jornal refere que Rendeiro recebeu 3.001.750 euros, tendo declarado em sede de IRS apenas 616.808 euros.
O antigo presidente do BPP foi forçado, no ano passado, a pagar mais de quatro milhões de euros ao fisco por ter declarado menos nove milhões de euros de rendimentos entre 1999 e 2008, a maioria dos quais recebidos através de offshores.
Rendeiro avançou com uma acção judicial contra o BPP por considerar que o banco lhe pagou menos do que devia, uma vez que entendia que os 12 M€ que auferiu naqueles dez anos deviam ser líquidos. 

(fonte Lusa)

Évora: tarde do 25 de Abril na "é neste país"

Robertos às 18,30h
Rua da Corredoura, 8 - Évora

25 de Abril: Salgueiro Maia, um homem inteiro

Recordando um militar de Abril que serviu sem se servir: Salgueiro Maia. 
Foi muito injustiçado. Acho exemplares (e bem próprias de um militar) as palavras com que se dirigiu na madrugada de 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém aos seus soldados:
"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, formaram de imediato à sua frente e acompanharam-no na marcha para Lisboa.

MC
25 Abril, 2010 00:59

sábado, 24 de abril de 2010

Luigi: e que tal esta?

Ciao!sono un amica italiana di luis,bevo vino e desidero unirmi e augurare un buon 25 d' aprile,in nome della liberta' dei nostri 2 popoli!!!

Utopia: uma música assim dá sempre jeito levar na lapela do casaco

Nós somos os artesão do nosso futuro

(imagem da responsabilidade de acincotons)

Amanhã comemora-se a restauração da República, no ano do primeiro centenário.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade; não são palavras vãs.
Muita gente sofreu e morreu por esses ideais.
Sendo certo que a liberdade não pode existir sem a responsabilidade de por ela lutarmos ou de a preservarmos e aprofundarmos, eu pergunto:
Para onde queremos ir?
Nós somos os artesãos do nosso futuro.
Aqui vos deixo esta memória



Viva a Liberdade
Viva o 25 de Abril

Saudações Democráticas

Miguel Sampaio

Ó Cidade, Cidade…


(Para o Pai da Lurdes, e outros Pais e Mães, de outras Lurdes)
Havia de sul a norte
Prisão política, tortura e morte.
Saía o desnorte à rua
Do sol nascer ao pôr da lua.

Sem medo para vencer
Quem sabia fazia a hora,
Não esperava acontecer...

Tantos anos depois passados
São estes os anos não imaginados
Em Cidade livre formalmente
Mas amordaçada terrivelmente
Por cada um de nós,
Bem dentro de nós…
Cidade amordaçada por nós,
Mesmo por quem antes,
Com e sem avantes,
Convicto de na aurora vencer
Ousou lutar e a bandeira erguer.

Pobre de ti, ó Cidade,
Que vives, que nos fazes viver,
Neste mundo diluído,
Confuso,
Politicamente correcto,
Difuso,
Que bem convém,
Incerto,
Que te convém,
Onde tudo é nada,
Onde nada é tudo…

Onde estão, ó Cidade,
Pátria minha, liberdade,
Os Princípios e os Valores que te geraram,
Que em sonho de Abril desabrocharam,
Que são a semente, a flor, o fruto
E de novo a semente do cravo em flor?
Já reparaste, ó Cidade,
Pátria minha, igualdade,
Que os Princípios são o que está
Necessariamente no princípio?
Cito de cor S. João Evangelista:
No início era o Verbo!
E já reparaste que os Valores
São o que perenemente vale,
Mantendo-se, sem princípio nem fim,
Fazendo de um homem o Homem?
E já reparaste também que as coisas
Verdadeiramente sábias, fortes e belas
São sempre simples?
Tão simples…

Lembras-te,
Por exemplo tu, Albert,
Da tua incrivelmente simples
Fórmula da energia e da massa?
Não, meu velho Albert,
Não me refiro à massa de hoje,
Que essa não cria energia,
Apenas dependência, dependências...

Dependências que por inércia nos matam
E te matam dentro de ti, ó Cidade,
No teu próprio princípio,
Criando ao mesmo tempo
Pequenos deveres,
Grandes devedores e maiores poderes.
E uma enorme riqueza e uma imensa fome...
E esta tristeza envergonhada
Com sal chorado aumentada…

Ó Cidade, Cidade…

Estás, estamos, no meio da ponte
Sem conhecer do saber a certa fonte.
Ontem fugiste para a frente, inconsciente.
Agora parece que te queixas, muito doente...

Que agora não fujas para trás,
Renegando no teu próprio ser
Os Princípios e os Valores de se ser,
Amordaçando-nos bem dentro de nós,
Ficando tristes e tão sós
E tanto atrás!

Ó Cidade, Cidade…

Sê tu
E sê livre, ó Cidade,
Pátria minha,
Terra materna da fraternidade!

Seremos livres
E seremos a Liberdade,
Dentro de ti, ó Cidade!

J. Rodrigues Dias
Évora, 2010-04-23

Vinhos alentejanos para comemorar Abril



Eleitos pela Confraria dos Enófilos do Alentejo

Melhores vinhos alentejanos na produção já são conhecidos i

Foram entregues os prémios do XIX Concurso "Os Melhores Vinhos do Alentejo”, promovido pela Confraria dos Enófilos do Alentejo, que elege os melhores vinhos da colheita do ano anterior ainda não engarrafados. Os produtores Tiago Mateus Cabaço e Cabaço (Tinto), Herdade dos Grous (Branco) e Ervideira Sociedade Agrícola (Rosado) são os vencedores da Talha de Ouro, a mais alta distinção atribuída neste concurso.
Na noite de 24 para 25 de Abril do ano passado estivemos com ele na Intensidez. Intensamente.
Esta noite o Nuno do Ó e um dos grupos em que se inscreve, os Contrabando, convidam-nos para Viana.
Mais um lugar no Alentejo, onde esta noite se usarão as vozes e os ouvidos para festejar.

A voz

 
A propósito de um documento de rádio (a reportagem do CJ sobre reforma agrária) que antecipa o 25, ou ainda daquela conversa sobre livros (que foi maior que o tempo reservado no salão nobre do edificio municipal da Praça do Sertório) para lembrar o 23 como dia internacional do livro, ecoa-me A VOZ.
Sim, porque se a escrita perdura, a voz é a marca da subjectividade que torna únicos e irrepetíveis os momentos de palavra.

Alerta José Luis Pardo para os perigos de apagar das palavras todo o sabor e toda a ressonância,
de impor pela violência uma linguagem lisa, sem manchas, sem sombras, sem rugas, sem corpo,
de impor a língua dos deslinguados,
de impor uma língua sem outro, onde só é possível quem fala escutar-se a si mesmo,
uma língua despovoada, porque não tem povo. 

Mas a voz não é contra a escrita. As duas surgem por vezes bem aliadas. Como diz Jorge Larrosa há escrita com voz, da mesma forma que há oralidade sem voz. Tudo depende se há ou não alguém no que se diz e em como se diz.

Eles comem tudo...

Alandroal: BE debate refinaria Balboa

O Bloco de Esquerda vai realizar este sábado no Fórum Alandroal uma sessão de debate sobre o Alqueva e a ameaça da construção da refinaria Balboa junto à fronteira. Este debate vai contar com a presença de João Claro (Ambientalista), Felix Donoso (Plataforma Refineria NO), João Grilo (Presidente da CM do Alandroal) e de Rita Calvário (Deputada do Bloco de Esquerda). A sessão realiza-se pelas 11.00 horas. A partir das 13.00 horas haverá um almoço de convívio.

(informação BE)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

25 de Abril: programa das festas em Évora

  DIA 23 DE ABRIL 
PRAÇA DO GIRALDO
22:00 -CONCERTO | COMEMORATIVO DO 161.º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE
HARMONIA EBORENSE COM UXU KALHUS
 
DIA 24 DE ABRIL - 
PAÇOS DO CONCELHO 
Salão Nobre
18:30 -CONCERTO | CORO POLIFÓNICO “EBORAE MUSICA”
PRAÇA DO GIRALDO
22:00 -A QUADRILHA - Deixa que aconteça Abril
00:00 -GRÂNDOLA VILA MORENA E FOGO DE ARTIFÍCIO
00:20 -DJ BRUNO DIAS


DIA 25 DE ABRIL
SOIR “Joaquim António d'Aguiar”
00:00 -CONCERTO | GRUPO “SKALIBANS” 
PAÇOS DO CONCELHO
10:00 -CERIMÓNIA DE ENTREGA DE HABITAÇÃO SOCIAL 
VENDINHA
11:30 -FREGUESIA DE S. VICENTE DO PIGEIRO (VENDINHA)
Cerimónia de inauguração da ETAR
PRAÇA DO GIRALDO
PASSEIO DE BTT
08:30 - Concentração Praça do Giraldo
09:00 - Partida
13:00 - Chegada Praça do Giraldo 
JARDIM PÚBLICO
STREET BASKET 3X3
10:00 / 13:00 - Jogar + Centro de Formação Desportiva de Basquetebol
GINÁSTICA
Jogar + Centro de Formação Desportiva de Ginástica
TAEKWONDO - Demonstração
Org: Associação Taekwondo Kungang Região Sul
XADREZ - Simultâneas
Org.:Grupo Desportivo Diana
12:00 - BANDA FILARMÓNICA DA CASA DO POVO DE N.ª S.ª MACHEDE
Arruada| Da Praça do Giraldo para o Jardim Público
13h00 - CHURRASCO POPULAR DO 25 DE ABRIL
15:00 -GRUPO CORAL E INSTRUMENTAL
“OS AMIGOS DA MALAGUEIRA” (ARIFM)

Alegria para uns, desilusão para outros

 Pintura de António Colaço, que integrou a exposição comemorativa 
do 25 de Abril inaugurada há um ano na Associação 25 de Abril, em Lisboa. 
António Colaço vai expôr em Évora, no Hotel D. Fernando, 
a partir de 8 de Maio.

Aproximam-se as comemorações de uma data histórica para Portugal. A minha geração, gente já da liberdade, vai à festa sem memória e passada aquela hora volta para casa descansado.
Mas para os outros, para aqueles que a ditadura marcou este é um tempo de ferida.
Dei-me conta disto uma noite destas à hora do jantar. No jornal da noite falava-se nos problemas económicos do país, da pobreza que alastrava, na dificuldade da justiça. Depois foi tempo dos casos polémicos do primeiro-ministro e, de novo, os números do desemprego que não param de aumentar.
Ao longo dessa hora e meia, o meu pai sentado ao meu lado, foi falando cada vez menos, foi ficando taciturno e triste….preocupei-me e inquiri-o sobre esse facto (podia ter dito algo, sem saber, que o magoasse ou que o aborrecesse): não! Estava a pensar na vida, no seu sofrimento de menino, nas lutas travadas na adolescência, na porrada que levou de cada vez que se revoltou com a desumanidade. Estava a pensar na sua esperança, hoje perdida, quando estourou a revolução e estava a pensar nos seus camaradas mortos, uns no Ultramar, outros nas cadeias portuguesas.
Os olhos daquele ancião cheios de água, tocaram-me fundo. Ali estava a imagem de uma geração de gente que sonhou com um pais livre e melhor e que hoje olhava para ele com mágoa, tristeza e desespero por já não ter forças para lutar e por já não ter tempo de vida para ver o seu país mudar.
Aproximamo-nos da data em que muitos vão divertir-se - os da minha geração. Enquanto outros ficarão em casa a chorar pela esperança perdida - a geração que sonhou com a Liberdade!

Lurdes
23 Abril, 2010 11:33

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vamos conversar sobre isto?

Já aí está a ligação para a reportagem emitida pela TSF sobre a Reforma Agrária: a terra a quem a trabalha. Proponho algum debate sobre este tema. Vamos a isto, em vésperas do 25 de Abril?

Teoria da relatividade

Fotografia gamada do blog "rulote"

Reportagem: A Terra A Quem A Trabalha

Costumo partilhar com quem vem a este blog as coisas que vou fazendo no plano profissional. E hoje não fujo à regra. Esta quinta-feira vai ser transmitida na TSF uma reportagem sobre as memórias da reforma agrária e o que é que ficou dela no Alentejo. É uma reportagem feita a partir das memórias e das vivências de quem participou nesse vasto movimento de ocupação de terras há 35 anos, visto na perspectiva dos trabalhadores. Para outra reportagem, ficou o sentir e as forma como viveram este período os proprietários que viram as terras serem ocupadas. Mas não é este o ângulo desta reportagem. O ângulo da "terra a quem a trabalha" é mais simples: ouvir quem participou, por dentro deste movimento que teve o seu tempo (hoje o Alentejo é bem diferente), mas que deixou marcas profundas em toda a região. Eis o press-release em que a TSF anuncia a transmissão desta reportagem:

A Terra A Quem a Trabalha”
As memórias da reforma agrária ainda estão bem vivas nos campos do Alentejo.
Trinta e cinco anos depois da campanha de ocupação de terras, é importante resgatar as memórias das pessoas que deram corpo a um movimento que abriu brechas na sociedade portuguesa. Tanto tempo depois, ainda há paixão na voz de quem ajudou a levantar do chão mais de quinhentas Cooperativas ou Unidades Colectivas de Produção, e alcançou direitos numa área onde não existia qualquer legislação laboral. Mas o mais importante, consideram os protagonistas da reforma agrária, foi conquistarem a dignidade de se sentirem donos do seu destino.

A Terra A Quem a Trabalha” é uma reportagem de Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges.
Data e Hora de Emissão:   
Quinta-feira, 22 de Abril, depois das 19 horas, 
com repetição no sábado, dia 24 , depois das 13 horas.
Informações Adicionais:  A Reportagem 
“A Terra A Quem a Trabalha” 
também pode ser ouvida em www.tsf.pt

Há coisas que sabem bem!

Nem todos os dias são assim. Um dia destes abrimos o mail do blog e tinhamos lá esta mensagem. Não era a chamar-nos nomes, nem a dizer que o Zé era do Cano ou que este era sim ou acolim. Era de alguém, que nenhum de nós os seis conhece pessoalmente, só através da escrita bloguística, mas que decidiu enviar-nos estas prendas. Ficamos bem agradecidos. Tanto pelas prendas como pelo gesto. É que, para usar uma expressão da Dores, sabe bem haver, no meio de toda a hipocrisia que nos tolhe o dia a dia, quem se posicione pela positiva.

"Meus Amigos
Um bom dia a todos vou enviar-vos umas fotos que tirei da página
do Luis Gaspar.
Vi as fotos e pensei em vós, ou melhor, nas vossas postas

A primeira vai para o Luís Serra
A segunda para a Dores Correia
A Terceira para o Carlos Júlio com votos de boa sorte na nova aventura
A quarta para todos vós
Com um abraço do Miguel


Digam lá que não sabe bem!

Foi uma aventura este número. Mas aí está.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Que falta fazem os jornais aos homens dos jornais!

O Aníbal é um amigo meu. Não dos mais antigos: até é recente e os tempos de convivência são poucos, mas que é um tipo porreiro, lá isso é. Veio de Lisboa para Avis atrás de uma imagem romântica de Alentejo. Essa imagem já se foi. Mas a realidade, embora diferente da idealizada, dá "para encher um homem". E ele foi ficando.  E lê este blog. E outros, como é normal. Habituado aos jornais, sofre por não ter um jornal para "mandar a notícia". Por isso enviou a mensagem que se segue para quem nos lê. Aqui fica ela. Apetece dizer: vamo-nos a eles (ao almoço, é claro). Um abraço.( E se houver notícia pós-almoço cá estamos para recebê-la).

"Soube há bocado - e não me serve de nada, pois não tenho sítio onde o publicar – que se vai realizar amanhã, quinta-feira, 22 de Abril, um almoço que junta todos os ex-presidentes de câmara do distrito de Portalegre, mais as respectivas famílias. A ideia partiu há cerca de 8 anos do Francisco Manuel Sancho (de Alter) que gostaria de criar uma associação de ex-autarcas e garante que a iniciativa é única no país. O repasto vai ter lugar no Restaurante «O Martinho» (o dono é conhecido por Ventoinha), na Serra de S. Mamede, em Monte Palheiros. Segundo soube, nas outras edições têm participado ex-presidentes das várias forças políticas e, aproveitam o encontro, para discutir de tudo um pouco, mas «sem clivagens políticas»".

Obrigado, Aníbal. Eu também soube de outro almoço reunindo ex-presidentes, e ex-isto e aquilo de todo o Alentejo que está a ser preparado, mas que ainda anda no sigilo dos deuses.  A última notícia que tive era que o repasto (com muito de defesa da regionalização e dos interesses do Alentejo) iria ser feito a bordo de um barco, lá para os lados de Alqueva. Vamos a ver se "a coisa" sai à cena, senão descoso-me...

«Próxima paragem: estragar a sua vida»

Os utilizadores diários do Intercidades da linha ferroviária do Alentejo vão envergar, a partir de segunda-feira e durante uma semana, uma t-shirt preta com o logótipo da CP e a mensagem «Próxima paragem: estragar a sua vida», como forma de protesto contra a suspensão temporária das ligações ferroviárias de Lisboa com Évora e Beja, a partir do próximo mês de Maio, com a duração de um ano, devido à segunda fase das obras de modernização da estrutura.
Com o protesto, a comissão de utentes «pretende evitar o encerramento temporário da linha do Alentejo, porque afecta muita gente e não há, por parte da CP, aquilo que se possa chamar um transporte alternativo», afirmou o responsável. «Os transportes alternativos não cumprem os mesmos horários que o comboio», garantiu João Fialho, explicando que «o autocarro chega à Gare do Oriente por volta das 10:00 da manhã, enquanto o comboio chega à Estação de Sete Rios às 08:20». Por outro lado, João Fialho defendeu que «as obras podiam ser feitas sem a interrupção da circulação», dando como exemplo a linha ferroviária do Norte e da Beira Baixa, «onde foram feitas obras sem que a linha tivesse sido interrompida».
Lembrando que a Linha do Alentejo foi reaberta há cerca de três anos, depois de obras de beneficiação, João Fialho adiantou que a comissão de utentes daquela linha lançou também uma petição na Internet, que pretende reunir 4.000 assinaturas, para ser entregue na Assembleia da República. «A Assembleia da República é o único órgão que, se tomar uma decisão favorável às nossas pretensões, consegue revogar a decisão da Refer», explicou, revelando que a petição, no endereço www.petitiononline.com/flexi001/petition.html, já reúne mais de 1.500 assinaturas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Afinal Sócrates parece ter sentido estético

O primeiro-ministro, que nos vai desgovernando, apesar da criatividade negativa e muito, muito, muito medíocre que demonstrou de que é capaz quando desenhou (?) aquelas casas na zona da Guarda e da Covilhã, afinal parece ter ainda algum sentido estético: embalado pela visão das estevas em flor, pelo aroma da primavera nos campos do Alentejo e pela visão de um mar de água, salpicado de ilhotas e montado, com Monsaraz, Mourão e a Luz bem lá atrás, numa manhã de sol, disse a quem o quis ouvir (eu estava lá e ouvi): "esta é uma das melhores paisagens do mundo". Raramente Sócrates deve ter dito uma coisa tão acertada e uma verdade tão verdadeira. Fica-lhe isso, a seu favor, no currículo. E é possível que pouco mais. Só é pena que estes empreendimentos, hoje anunciados, possam destruir esta paisagem magnífica, como tudo indica, para rico europeu e asiático vir gozar os seus últimos dias.

Cisne com a cabeça metida na água

Uma "letra" de António Lobo Antunes


Coro das Amas do Cardeal

Dar a teta a uma criança
ou dar a teta a um bispo
é como entrar numa dança
em que o corpo não descansa
porque o velho não amansa
e eu mais que a teta não dispo.

E se o bispo é cardeal
e o cardeal é regente?
Dar o peito não faz mal
dar o corpo é natural
pois quem manda em Portugal
mama na teta da gente.

Porém deitada na cama
não sou dele nem de ninguém.
Mesmo se o velho me chama
não me importo de ser ama
se quem a carne me mama
me rói os ossos também.

António Lobo Antunes

Repôr a verdade

Há algumas semanas, num comentário a um post, foram feitas afirmações por um anónimo que um dos visados vem agora rebater. Eis a informação que recebemos via mail:

O vosso site publica (in http://acincotons.blogspot.com/2010/02/e-ja-sao-3-passos-coelho-rangel-e.html ) informação evidentemente incorrecta no que diz respeito a Manuel Cavaco. A edição desta semana (15 a 21 de Abril) da revista “Sábado” reconhece o erro, rectificando, na página 13, a informação publicada no artigo “As ligações incómodas de Passos” a 10 de Fevereiro de 2010 (e que serviu de fonte de informação ao vosso site)).

Em defesa da verdade, solicito que se faça saber no vosso site que Manuel Cavaco não tem (nem nunca teve) qualquer relação com a Fomentinvest, nem com a SDEL, nem com a Ecoambiente. Manuel Cavaco não é empresário de construção civil, nem nunca foi sócio/accionista da firma Irmãos Cavaco. No que respeita ao caso BPN, o assunto respeitante a Manuel Cavaco já foi devidamente esclarecido em Tribunal. (veja-se a decisão de 18 de Março de 2010, do Juiz de Instrução criminal, Carlos Manuel Lopes Alexandre).
Com os melhores cumprimentos.

Manuel Cavaco

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os gajos das Finanças vão encontrar-nos!!!...

Pedro e Maria estão num voo para a Austrália para comemorar seu 40º aniversário de casamento.
De repente, o comandante anuncia pelos alto-falantes:
- Senhoras e senhores, tenho más notícias. Os nossos motores estão a deixar de funcionar e vamos tentar aterrar de emergência. Por sorte, vejo uma ilha não catalogada nos mapas logo abaixo de nós, e, por isso, vamos tentar aterrar na praia.
Ele aterrou com êxito, mas avisou os passageiros:
- Isto aqui é o fim do mundo e é muito provável que nós não sejamos resgatados e tenhamos que viver nessa ilha para o resto das nossas vidas!
Nesse instante, Pedro pergunta à mulher:
- Maria, entregaste o nosso IRS antes de viajarmos?
- Ai, perdoa-me Pedro. Eu esqueci-me completamente!
Pedro, eufórico, agarra a mulher e afinfa-lhe o maior beijão de todos os 40 anos de casamento.
A Maria não entende e pergunta:
- Pedro! Porque me beijaste desta maneira?
E ele responde:
- Os gajos das Finanças vão encontrar-nos!!!...


Recebido por e-mail.

Poste erudito

Florencia Salvioni
Cantiga

Coitado, quem me dará
novas de mim ond’estou?
Pois dizeis que não sou lá,
e cá comigo não vou.

Tod’este tempo, senhora,
sempre por vós perguntei,
mas que farei, que já’gora
de vós nem de mim não sei?
Olhe vossa mercê lá
se me tem, se me matou,
por qu’eu vos juro de cá
morto nem vivo não vou.


Nota: sempre fomos muito dados às letras. E deve ser por isso que deixámos passar apenas alguns anitos para reeditar o “Cancioneiro Geral”de Garcia de Resende, de onde retirei o poema de Sá de Miranda. Eis a cronologia das edições da Obra: 1ª- 1516 (Lisboa); 2ª- 1846, 1848 e 1852 (Estugarda!); 3ª- 1904 (Nova Iorque!). Finalmente, entre 1910 e 1919 saiu a primeira reedição portuguesa.

Ao contrário dos elefantes, os políticos têm a memória curta

Há umas semanas apenas era a guerra total entre Sócrates e Jardim por causa de uns trocados. Houve ameaças de demissão e tudo. Agora as relações mudaram radicalmente e estão ao nível do "muito obrigado, senhor primeiro-ministro". Alberto João Jardim até muda de cor e de cara ao cheiro do "vil metal", sobretudo numa altura em que não "alinha" com a nova direcção do PSD. Pedro Passos Coelho que se cuide: se a coisa continua assim ainda vamos ver o Alberto João a apelar ao voto em Sócrates. Já vi tanta coisa e tanta pirueta que nem estranharia...

É pró menino e prá menina…

Um livro de uma editora, Ramiro Leão, com sede em Gavião, no distrito de Portalegre. Seleccionei esta receita de designação sugestiva.
PITOS RECHEADOS

Ingredientes

4 Codornizes gordas
40g de miolo de pão
150g de presunto
2 Ovos
125g de parmesão
1 Cebola
2 Colheres de sopa de couscous
2dl de natas
Sal e pimenta
Salsa
Tomilho
Azeite

Preparação

Limpe, lave e desosse as codornizes. Amoleça o miolo de pão em água e esprema. Misture com metade do presunto picado, os ovos batidos, 2 colheres de sopa de parmesão e um pouco de pimenta e de tomilho. Recheie as codornizes, prenda-as com palitos e doure-as numa frigideira com um pouco de azeite. Termine a cozedura no forno durante mais 10 minutos. Retire as aves, deite 1 colher de sopa de azeite na frigideira e salteie a cebola em meias luas e o restante presunto picado. Polvilhe com o couscous, refogue e cozinhe juntando pequenas porções de água. Quando a mistura secar, regue com as natas, ferva durante uns segundos e rectifique o tempero. Espalhe o preparado nos pratos e coloque por cima as codornizes. Polvilhe com salsa picada e sirva.

Dica: As folhas de tomilho frescas ou secas dão às carnes e aves um sabor forte e aromático.

Programar a semana

Sexta feira próxima assinala-se o Dia Mundial do Livro.
Em Évora, no Salão Nobre do Edificio central da Câmara, vai haver conversa sobre livros durante todo o dia. A entrada é livre!

José Sócrates na "primeira pedra" do Parque Alqueva de José Roquette

O Primeiro-Ministro vai estar em Reguengos de Monsaraz, amanhã, 20 de Abril, pelas 11h, na cerimónia do início oficial das obras do Parque Alqueva, um projecto turístico da Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada pelo empresário José Roquette. 
José Sócrates vai estar acompanhado pelo Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Vieira da Silva, e pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano. A cerimónia vai decorrer na Herdade do Roncão e integra a visita às obras do empreendimento turístico.

Somicor: 7 dias de greve total

Reunidos em plenário os trabalhadores da Somincor, em Castro Verde, dizem que a administração da empresa está de má-fé e convocaram uma greve, agora total, entre os dias 5 e 11 de Maio. Será que voltam as grandes greves de há uns anos atrás quando abriam os noticiários das televisões e das rádios?

Novo sinal de perigo

Recebido por e-mail.

domingo, 18 de abril de 2010

Um poema de Alexandre O'Neill


Portugal


Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...

A propósito...


Presidente e comitiva atravessam a Europa em contactos porta a porta

Tenho seguido pela comunicação social a aventura da comitiva presidencial pelas estradas da Europa. Há algo de burlesco e de tragicomédia em tudo isto. Lembra-me aquelas delegações que, há centenas de anos, iam por terra de Lisboa a Roma, lentamente, para prestar vassalagem ao Papa ou a um Imperador qualquer. Aqui é ao contrário. O presidente foi surpreendido pelas cinzas do vulcão islandês em plena Europa Central e, com a comitiva, fez-se à estrada, de carro e autocarro, com uma ministra, uma fadista, empresários, um deles até faz hoje anos (José Roquette), muitos jornalistas e mesmo algumas crianças açorianas. A comitiva vai parando e os jornalistas enviam os seus trabalhos: ficamos a saber que a senhora presidente aproveitou para ler Orhan Pamuk; que o presidente leu jornais e revistas (afinal já lê!); que a ministra da saúde quis ser simpática e foi a Estrasburgo para falar de pediatria e ficou ali retirada e que apanhou boleia da caravana presidencial; que cantaram os parabéns a José Roquette. Através da rádio e dos directos das televisões sabemos, até à exaustão, em cada noticiário, em que local está a comitiva; as paragens que faz; o tempo que falta para chegar a Barcelona. E aqui durante o dia residiu a grande, incomensurável, incógnita: viriam para casa de carro ou de avião? Parece que a coisa está resolvida e que as cinzas do vulcão foram passear para outro lado e que já podem vir de avião. Ainda bem, que já não se aguenta relato tão pormenorizado desta caravana em estradas da Europa. Como se fosse um folhetim a que é preciso ir dando continuidade e fio condutor: mas agora já estou mais descansado - desde que entrou na Catalunha que a caravana está a ser acompanhada por uma escolta policial.
(E se a  moda pega e o presidente gosta da viagem poderemos sempre ter um presidente e um governo itinerantes, em contactos porta a porta, por essa Europa fora. Talvez fosse uma maneira do país progredir mais depressa sem essas, quase sempre, forças de bloqueio, por perto).

O humor é uma arte que não chega a todos

O Bispo esteve mal. Não lhe é exigida educação. Se quer ser malcriado o problema é dele. Mas, pelo menos, tem que respeitar os outros enquanto cidadãos na sua casa. E não o fez. Se não gosta de Portalegre, vá-se embora. As planícies alentejanas não têm que ser vistas de onde o senhor lhe apetecer. Se andou perdido em Portalegre, a culpa foi sua. Tivesse perguntado primeiro, que é o que se faz quando não se sabe. E não se esqueça que o “estatuto” de Bispo é apenas eclesiástico. Enquanto civil, é perfeitamente igual aos outros, com ou sem educação.
Se queria ser engraçado, falhou. O humor é uma arte que não chega a todos. Quando se força, faz-se papel de ridículo.
Melhores cumprimentos.

Gugas
17 Abril, 2010 15:09

Celebremos a paisagem rural alentejana